Uma raposa faminta entrou num terreno onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos cachos se penduravam, muito alto, acima da sua cabeça.

– Essas uvas parecem muito suculentas. Tenho que comê-las. – disse a raposa.

Tentou apanhá-las saltando o mais alto que pôde, mas elas estavam fora do seu alcance. Por mais que pulasse, não conseguia abocanhá-las.

Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e, fingindo estar desinteressada, disse:

– Pensei que estavam maduras, mas vejo agora que estão muito verdes… não prestam.

É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.                                                                               La Fontaine

E foi assim que a raposa virou gambá, e o Paulistão virou “paulistinha”…

Acho que depende da fase da Lua, do movimento das marés, da direção dos ventos… talvez dependa de Saturno estar no signo de Escorpião, dos planetas estarem alinhados…

Ninguém explica o fenômeno que acontece com o campeonato paulista. Uma hora é importante, é Paulistão, é queda de braço entre os grandes paulistas, vira filme, é comemorado, antigas conquistas são lembradas décadas depois; outra hora é paulistinha, campeonato pequeno, ninguém quer…

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E na semifinal do Paulistão 2015, decidida num derby – clássico de maior rivalidade do país e do mundo -, aconteceu o fenômeno de novo, e num prazo de pouco mais de 90 minutos.

A imprensa e todos os torcedores já falavam no clássico semanas antes. Apontavam o favorito…  Era partida importante, havia muito mais em jogo…

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Era Paulistão, e o “Estádio dos Quatro Tobogãs” iria ser palco da primeira eliminação de um dos dois grandes rivais.

Até a “raposa” peruana esquecia a Libertadores para pensar no jogo diante do Palmeiras, empolgadinha no #vaicorinthians #domingoénosso.

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Era Paulistão, com aproximadamente 40 mil pessoas no estádio…

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Era Paulistão, e a torcida comemorava, efusivamente, os dois gols que os itakeras haviam marcado no Palmeiras. Era Paulistão, o único campeonato que  o S.C.Itaquera conseguiu conquistar até 1990.

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Era Paulistão, na comemoração do gol de Danilo. Comemoração que, diga-se de passagem, teve a participação até dos reservas…

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Era Paulistão, e valia até dançar para comemorar um gol…

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Era Paulistão, valendo vaga na final e, por isso, o goleiro gritava de felicidade no gol do seu time…

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Era Paulistão… O técnico itakera e seu jogadores comemoravam alucinados a vitória parcial e possibilidade de sair da partida com a classificação e a eliminação do maior rival…

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Era Paulistão… e, na disputa das penalidades, que definiria o classificado à final, os jogadores se ajoelharam  em campo…

Era Paulistão, e ir à final era o objetivo. E isso ficou escrito na expressão de quem foi derrotado, nas lágrimas daqueles que foram batidos…

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Era Paulistão, de eliminação sofrida, dolorosa…

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Mas… os planetas se desalinharam (e isso teve início antes dos primeiros 15 minutos de jogo). As marés foram mudando as águas de lugar, os ventos enlouqueceram e passaram a ventar em todas as direções… a Lua mudou de fase abruptamente e passou a brilhar em verde… Saturno se mandou de Escorpião…

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E aí, pronto… apareceram algumas “raposas”, e o Paulistão virou “Paulistinha”, campeonato pequeno, perdeu toda a sua importância, e as “uvas” ficaram verdes (bem verdes, aliás)…

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A “raposa peruana”, que parece desconhecer que o seu time conquistou apenas campeonatos estaduais até 1990, deveria ter avisado aos  quase 40 mil bobocas que foram lá sofrer e torcer por eles, que eles não gostam de campeonatos “pequenos” (era só não disputar, né?). Assim, todo aquele nervoso, choro, tristeza e frustração teriam sido evitados.

E, gostem de Paulistão ou não, as “raposas” sabem muito bem que nada poderá apagar ou mudar o fato de que o Palmeiras eliminou o S.C.Itaquera, dentro do Galinheiro, diante de 40 mil pessoas, marcou seu gol de número 500, ficou com a vaga na final do campeonato e, de quebra, levou metade da renda…

Grazie mille!

“Ôôô… o freguês voltooooou!” – Olavo Bilac 

Tinha sido difícil pegar no sono na noite anterior… Palmeiras e Corinthians, mais uma vez, se enfrentariam pra decidir uma vaga na final do Paulistão (era Paulistão o jogo todo, virou “Paulistinha” tão logo acabaram as cobranças de penalidades).

Que friozinho na barriga… Tanto para uma torcida quanto para a outra, no clássico de maior rivalidade do mundo, perder para o rival é algo bem difícil de administrar. E pode estar valendo um saco de pipoca… que dirá uma vaga na final.

Jogo lá nos entulhos do Palestra, com estádio lotado de itakeras, e apenas 2.000 mil parmeras – eles valeram por 20 milhões. Jogo pra decidir. Um, ia se dar bem; outro, ia dançar… O Palmeiras tinha a missão de vencer a primeira decisão entre os dois, em pleno Esmolão, diante de muitos milhares dos seus inquilinos…

Eu vivia uma sensação dúbia, conflitante… a razão, me fazia apreensiva, tensa, por tudo o que a partida significava, por todas as dificuldades que por certo encontraríamos (ah, a arbitragem…);  o coração, me deixava numa ansiedade monstra pra que chegasse logo a hora e eu pudesse ver o Palmeiras vencer – sim, o coração sabia. Ele sempre sabe…  a gente é que teima em não acreditar nele.

S.C. Itaquera, invicto (graças às arbitragens), blá, blá, blá… “jogando que nem o time de Telê”, nhe, nhe, nhe… E eu me lembrava que, na maioria das vezes em que um derby decidiu classificação ou título, o Palmeiras levara a melhor… informação gravada na alma, no sangue, na história…

Estava difícil lidar com a emoção… Tudo em relação ao Palmeiras, sejam dores ou alegrias, é grandioso demais, ultrapassa todas as fronteiras. Mas eu sabia que, time por time, eu não tinha o que temer, o do Palmeiras é bom. O time de “Itakera”, que também é bom, tinha  a vantagem de jogar junto há mais tempo, de estar diante da sua torcida, e de ser favorecido pelas arbitragens em inúmeras partidas – era esse “detalhe” que me deixava mais tensa.

O  bicho ia pegar…  E, bicho por bicho, que fosse o porco a pegar o gambá.

E eu ficava tentando imaginar, tentava “ouvir” o que seria a preleção daquela tarde… e me emocionava… Mas, eu tinha uma certeza, eles jogariam com a alma (e como jogaram!). Quem veste essa camisa, e sabe o valor que ela tem, se agiganta em momentos assim…

E  foi o Palmeiras quem começou dando as cartas no “Estádio dos Quatro Tobogãs”… Rafael Marques, abusado, viu Cássio um pouquinho adiantado e chutou lá do meio de campo. O goleiro pegou sem dificuldade. Mas, imagina se ele faz o gol? Só iam sobrar os entulhos do Palestra lá.

Os times se observavam… De olhos grudados na TV, vi Valdivia enfiar uma bola pro veloz Dudu, mas um itakera mandou pra lateral.  O Palmeiras marcava bem a saída de bola, tinha mais qualidade com a bola no pé…

E então, aos 13′, depois de um escanteio de Robinho, Victor Ramos cabeceou, a bola bateu no jogador itakera e voltou para o zagueiro palmeirense de novo. E ele, como se fosse um Evair, botou a bola no pé e  estufou a rede.

Eu quase entrei na TV pra comemorar com ele… Meu Deus! GOOOOOOOOOOOOOOOL, VICTOR RAMOS, SEU LINDOOOO! Minha cabeça rodava de emoção e alegria… E a adrenalina subia de vez…

Achei que juiz mudou de postura e ficou mais enérgico em campo depois do gol (será que ficou aborrecido?).

O jogo ia ficando mais pegado. Mendoza, nervosinho, se estranhava com Arouca… E então, um absurdo.  O árbitro matou um ataque do Palmeiras. Sim, o juiz “esqueceu” a lei da vantagem e parou um contra ataque perigoso do Palmeiras, quando Dudu ia sair livre na área e tinha chances de fazer 2 x 0, para marcar uma mísera falta, que nem cartão mereceu, beneficiando claramente o infrator. Depois que a gente fala…

Muitas faltas para o Palmeiras não eram marcadas. O jogo entrara em JuizModeON. O nervoso ia aumentando…

Victor Ramos já estava sangrando, com um corte no nariz, causado pelo cotovelo de Vagner Love, numa disputa de bola.

O futebol do Palmeiras estava meio esquisito…  o posicionamento parecia estar errado. Embora os jogadores fossem os certos, a coisa já não fluía bem, errávamos passes, a bola não passava pelo meio e ia direto lá pra frente lá. E, assim, os adversários foram chegando…

E empataram com Danilo, aos 33′, após uma cobrança de falta de Jadson, que ele, Danilo, livre, cabeceou pro gol do Prass.

Quase em seguida, o Mago aproveitou uma saída errada e tocou pro Dudu, mas ele, que dava um trabalho danado pros itakeras, mandou ela pelo alto. Eu já não conseguia mais assistir direito…

O primeiro tempo estava acabando, os times pareciam meio “contentes” com aquele resultado parcial, quando Mendoza arriscou um chute de fora da área, acertou no cantinho do gol de Prass e virou a partida.

Agora, a p…. tinha ficado séria… Era a hora do meu Verdão mostrar todas as ‘armas’.

Corri no meu quarto buscar o terço benzido pelo Francisco… “Cristaldo” já tinha sido colocado num local estratégico…

Para o segundo tempo, Oswaldo tinha chamado Cleiton Xavier para o lugar do Lucas, Gabriel se posicionava na direita, e Dudu e Rafael Marques jogariam pelas pontas. Arouca, Robinho, Cleiton, Mago… Aeeee, Oswaldo! Segura o porco!

Num vaivém incessante… eu entrava e saía da sala seguidas vezes. Não conseguia mais assistir, tampouco conseguia não assistir.

Os itakeras se retrancavam, claro, esperando contra atacar. Na TV diziam que era muito difícil furar essa retranca deles. Sei…

Valdivia tabelou com Dudu e cruzou rasteiro. A bola passou toda linda na frente do gol, só esperando quem a colocasse na rede, mas ninguém chegou; Cleiton deu um lindo passe pro Dudu, ele chutou pro gol, mas Cássio deu uma desviadinha na bola, e ela tocou a trave e… saiu. Eu ia ter um infarto. Sentia um calor no peito inexplicável.

O Palmeiras se acertara e ia pra cima… e eu chorava vendo o meu Palmeiras, valente, guerreiro, crescer cada vez mais lá no Esmolão. E não tinha como não me lembrar de 2000. Galeano, cadê você?

A nossa torcida fazia barulho e empurrava o time. Tínhamos que fazer um gol… Eu mal conseguia respirar, e já tinha usado todos os meus argumentos tentando convencer Deus que o Palmeiras é quem merecia a vaga…

Saiu o Mago, entrou Jesus; saiu Wellington, entrou Kelvin… Oswaldo, mexia, ousava… e o time ia pra cima.

O relógio corria, quase trinta minutos, e nada do nosso gol…

E então eu ouvi o som que vinha da TV: “… agora teve o cruzamento, o lançamento pro Gabrieeeeeeeeeeeeeeeeeeeel!! Gooooooooooooooool (corri lá), Rafael Marques…”.

Deus do céu! “Galeano” tinha aparecido!! Rafael Marques colocava o Palmeiras na disputa e saía vibrando feito doido. Que gol lindo! Dudu, lá na esquerda, levantara a bola no segundo pau. Ela passou por Gabriel  (achei que foi derrubado) e sobrou pro RM, praticamente deitado, tocar de cabeça. Cássio só pôde olhar…

Eu chorava, cheia de esperança, como uma mãe que vê o filho pela primeira vez… RAFAEL MARQUES, SEU LINDOOOO!!

Vamos virar, Palmeiras! Meu corpo formigava… mas, embora o Palmeiras tivesse pressionado muito, o 2 x 2 se manteve, e fomos para os famigerados pênaltis…

“Valei-nos São Marcos! Que a luz que sempre o iluminou, ilumine o Prass agora”. Longe da TV, eu ouvia, e depois ia ver o replay…

Robinho perdera o primeiro, chutando muito por cima do gol… Deus do céu! Logo ele, que chuta tão bem?

Fábio Santos mandou na trave, mas ela entrou. Como assim, Deus?

Rafael Marques cobrou lindamente, no ângulo.

Tínhamos que defender um pra igualar…

Renato Augusto chutou forte e converteu.

Victor Ramos, com uma categoria danada, guardou o dele…

Fagner bateu, Prass acertou o canto e quase pegou.

Cleiton Xavier, glacial, esperou Cássio se decidir e guardou…

Ralf guardou o dele também.

Faltava uma cobrança de cada pra terminar a série… Dudu tinha que acertar ou acertar, e Prass tinha que defender ou defender. “Deus, agora é com você. Precisamos acertar esse e o Prass tem que fazer duas defesas para sairmos classificados”. Meu coração me fazia lembrar de 2000, e a esperança aumentava…

Era Dudu quem ia bater. Que vontade de ir lá ver, mas eu não conseguia. Vai, Duduzinho lindo!

Dudu chutou bem, guardou no cantinho e o recado foi dado… O Palmeiras estava vivo e ia buscar!

Os itakeras pareciam com um quê de “hoje não vai dar”… De joelhos, lá na copa, com as mãos segurando o terço que o Papa benzeu, com o coração imóvel, sem bater (ele me garantia que não ia acabar ali),  eu esperei… O babaca do Elias ia pra bola… Ah, Prass, essa você tem que pegar…

E não deu outra… DEFENDEU, FERNANDO PRAAAASS!!!

Parecia até o Marcelinho diante do Marcão… Prass, vibrando com a defesa, se ajoelhou com os braços apontando o céu…  Quando vi a imagem, eu tive certeza que a vaga  era nossa. Já podiam vir as cobranças alternadas. O freguês tinha voltado.

Kelvin foi pra cobrança… goleiro de um lado, bola  de outro. Ah, garoto!

Gil cobrou e guardou.

Jackson, com uma baita categoria guardou também (coisa linda esses zagueiros do Parmera).

Aí, eu decidi que queria ver. Ia acabar ali, eu sabia, e não perderia aquilo por nada desse mundo. A vida colocara os dois maiores rivais nessa disputa, pra que o Palmeiras mostrasse, em grande estilo, que ele está de volta.

Petros, cara de derrotado, foi pra cobrança…

Xô Petros!! Vai errar! vai erraaaaaaar! Eu gritava na sala! Foooora! Foooora!! Pega, Prass! Peeeeega!

Prass dizia para o adversário: “Acabou, Petros. Acabou”. E mostrava o canto onde ele queria que o ‘itakera’ batesse.

E então…

“Lá vai Petros. Partiu, bateu, pé direito na bola… DEFENDEEEEEEU PRAAAAAAAAAAAASS!! FERNANDO PRASS DEFENDE E O PALMEIRAS ESTÁ NA FINAL!!”.

Luz, muita luz!! Todos os espaços se encheram de luz! Prass, maravilhoso,   nos garantia na final. Meu coração nem cabia mais no peito.

O time inteiro do Palmeiras saiu correndo, comemorando enlouquecido, em direção à torcida. O Palmeiras, esbanjando grandeza e vontade de vencer,  eliminava os ‘itakeras’, dentro do galinheiro, e ainda ia levar metade da renda.

Valdivia, acreditem, caiu, literalmente, nos braços da Mancha! Sensacional a cena! Depois dessa, é título, minha gente!

As imagens de jogadores comemorando junto à Que Canta e Vibra falavam  ao nosso coração: TODOS UNIDOS PELO PALMEIRAS!

Foi heroico, catártico,  redentor! Relembrou 2000 e tantas outras “decisões” em que o Palmeiras levou a melhor sobre o rival.

Essa partida, os gols, as defesas, os jogadores, a torcida, entraram todos para a história da Sociedade Esportiva Palmeiras. E serão lembrados ‘Prass’ sempre…

Descanse em ‘Prass’, Cu rintia! Quem vai disputar o “paulistinha” agora é o Verdão!

ÔÔÔ VAMOS BUSCAR, PORCOOOOO!!!

Sempre que jogamos um derby, acontece um monte de coisas estranhas (roubalheira)… Um “Liedson”, que rasga a coxa de um Danilo com as travas da chuteira, de propósito, e só o “Danilo” é expulso… um mesmo “Liedson”, que dá uma solada no peito de um “Deola” e continua em campo… um “Chicão”, que entra de sola na canela de um “Barcos” e o juiz não marca nem falta… um “Wallace”, que pisa na canela de um mesmo “Barcos”, que está no chão, e fica por isso mesmo… um “Romarinho”, que vai na grade provocar a torcida organizada rival (existe um artigo pra isso), leva apenas um amarelo, e só depois de muita confusão e reclamação… um “Gil”, que agride um “Henrique”, e o juiz (a imprensa esportiva também) faz de conta que não viu… um “Elias”, que dá uma cotovelada, proposital, num “Valdivia” e não leva nem amarelo… caso eu fosse relacionar tudo aqui, a lista seria imensa.

É um festival de coisas, cometidas pelos nossos rivais, que os árbitros deixam de marcar, deixam de punir como manda a regra… Somos useiros e vezeiros em soermos garfados no apito sempre que jogamos contra os gambás.

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E é porque, nesses jogos, os árbitros “erram” tanto em benefício de um mesmo time, porque os árbitros se omitem tanto, se acovardam tanto quando precisam punir jogadores desse time, porque deixam de marcar as faltas desse time,  porque deixam de amarelar seus defensores (pra não correr o risco de ter de expulsá-los depois), deixam de punir as agressões cometidas por eles, e a rivalidade fica ainda mais acirrada, é que o árbitro “sorteado” para um derby recebe tantos holofotes – já teve ocasião de saberem quem era o “sorteado”, antes mesmo do sorteio…

E olha só quem foi “sorteado” para o derby de amanhã:

O moço da foto, Thiago Peixoto Duarte, à direita, de branco, que está em companhia do seu pai, de um amigo e, veja só, da camisa dos gambás, vai apitar a semifinal do Paulistão amanhã – ele só apitou um clássico no campeonato paulista (Santos x Palmeiras).

Questionado sobre a já polêmica foto, o árbitro alegou que a camisa foi uma doação para a Santa Casa de Barretos, onde a sua mãe tinha estado internada antes de falecer, em 2011. Queria retribuir o bom atendimento à mãe, e soube que a Santa Casa fazia leilões para arrecadar fundos. Um amigo conseguiu a camisa gambá para a doação (logo a gambá, né? Que coincidência!).

Tenha ele o motivo que tiver, se é um árbitro de futebol, não deveria tirar foto com camisa de clube nenhum, não é mesmo?

No entanto, tem muita gente por aí, que diz que o moço é torcedor alvinegro sim. Há quem diga que ele tem até carteirinha de sócio torcedor. Como essas informações têm origem nas mídias sociais, não dá para se ter certeza se são verdadeiras ou não.

Não sei, não…  Depois de termos visto os gambás ganharem dois pênaltis da arbitragem no jogo com o Botafogo; depois de termos visto a Ponte Preta ser assaltada e os gambás ficarem com a vaga na semi; depois de termos visto o Palmeiras ser muuuuito roubado diante do mesmo Botafogo – roubado diante dos gambás -,  não é nada difícil imaginarmos que os gambás virão jogar com o mesmo esquema de sempre “dois bandeiras abertos e um juiz centralizado”. Difícil ganhar desse esquema, ainda mais se tiver um quarto árbitro na lateral.

E a imprensa, que fez um escarcéu por causa do patrocínio da Crefisa na camisa dos árbitros, “berrando” que haveria favorecimentos para o Palmeiras (ele foi garfado como sempre), agora, não fala nadinha sobre essa foto, não coloca nenhuma suspeita sobre a sua atuação no derby…

E o árbitro ficou bastante eufórico com a notícia de que iria pro jogo: “Acho que até soar o apito, vou tremer um pouco. Mas depois do apito, jogo.”

Espero que ele faça o trabalho dele com honestidade, e que seja ele o único a tremer, e não a torcida do Palmeiras por ver o time ser garfado em campo.

Porém, pelo sim, pelo não… ABRE BEM O OLHO COM O JUIZ, PALMEIRAS!! Algo me diz que teremos que jogar contra 15 de novo…

PRA CIMA DELES, VERDÃO! CONTRA TUDO E CONTRA TODOS, RUMO Á FINAL!!

MAGIA NELES, MAGO!!! E VAMOS GANHAR, PORCOOOOOO!!

“Tem time que ganha do Botafogo-SP graças à duas penalidades inventadas… Tem time que ganha do Botafogo-SP apesar de duas penalidades escandalosamente não marcadas…”

O alarme tocou de manhã e a diminuta parte do meu cérebro que acordou com o som, me dizia que era domingo, e que eu não tinha nada que acordar cedo… só que o coração deu um berro: “Hoje tem Palmeiras no Allianz Parque! Começou o mata-mata!” Foi o bastante, num segundo eu estava de pé!

Enquanto eu me preparava para sair de casa, percebi que alguns antigos medos estavam comigo… e era um tal de alimentar as superstições de estimação… “Será que fiz isso? Será que fiz aquilo?”, “Será que peguei aquilo outro?”… que saco. Dei um basta nas bobagens todas – são novos tempos agora – no entanto, antes de sair, corri no terraço e tratei de regar os meus trevos de quatro folhas…

Muitas camisas do Palmeiras podiam ser vistas na rua… A manhã de domingo era verde, branca, verde-e-branca, verde limão, amarela,  azul centenário… coisa linda.

Chegamos mais cedo no Allianz, temendo que a PM causasse um transtorno na entrada dos torcedores, mas estava tudo certinho, os torcedores iam chegando e entrando, tranquilamente. Muitos cambistas circulavam por ali.

O Allianz foi enchendo de gente (não sei porque a WTorre ainda não trocou por vidro aquelas grades que separam alguns setores. Não sei porque também, o gramado parecia bem ruinzinho, sem manutenção)…

Senti uma emoção muito grande quando o Palmeiras entrou em campo – na camisa branca as 300 mil inscrições na TV Palmeiras. O hino, cantado à nossa moda, por aquela parmerada toda, deixava a pele da gente arrepiada e a garganta com um nó… “Meu Palmeiras, meu Palmeiras”.

Valdivia no banco… e tava na cara que o Botafogo ia vir numa retranca só, fazendo sumir os espaços. Eu me sentia tranquila, confiava que o Palmeiras iria vencer. Nosso time é bom – muito melhor que o do Botafogo -, nossa torcida, linda, fazia uma festa linda também, tornando o Allianz um caldeirão… estava (quase) tudo certinho…

Eu temia as botinadas (elas aconteceram muito desleal e impunemente na quarta e na semi do Paulistão 2014, lembra?), e a arbitragem, claro… além de sempre permitirem as botinadas nos parmeras, as arbitragens costumam prejudicar o Palmeiras até mesmo em lances capitais…

Só que eu não imaginava que Marcelo Rogério, o árbitro da partida, fosse capaz de prejudicar (garfar?) tanto o Palmeiras, e dentro do Allianz, diante da sua torcida e de todas as câmeras de TV. Se dependesse do “bom trabalho” do juiz e dos seus auxiliares, o Palmeiras, mesmo sendo muito superior em campo, teria sido desclassificado. Coisa pra se pensar…

Não existe lógica alguma que legitime uma arbitragem influenciando diretamente no resultado de uma partida, não existe desculpa para que um árbitro “esqueça” as regras mais importantes (falta dentro da área é pênalti). E, se tentarmos pensar com a “lógica” torta dos que tentam arranjar justificativas para as “apitadas”, fica muito esquisito se prejudicar o maior campeão do país, em favorecimento à uma equipe, com todo o respeito ao Botafogo, sem expressão alguma. Na dúvida, sempre apitam contra o Palmeiras – imagine o que não vem por aí diante do time que se classificou graças à garfada na Ponte Preta? Time para o qual muitos árbitros – “jornaleiros também” – parecem trabalhar?

Começo de jogo e o Zé Roberto sofreu uma falta por trás, reclamou com o adversário, ele não gostou, discutiram, e o juiz deu bronca no… Zé Roberto. O amarelo pro botafoguense, nem pensar. Tava começando cedo…

Robinho finalizou de longe, tentando surpreender o goleiro. Uhuuu!! E todo mundo lembrou do golaço que ele tinha feito no “goleiro de hóquei”.

No minuto seguinte, cruzamento do Botafogo na área de Prass, ele saiu na bola, mas sofreu falta. Ao ser atingido, inclusive no braço, soltou a bola, e colocaram ela no gol. O juiz anulou, corretamente.

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O Botafogo, que reclamava de tudo com o juiz, ficava na retranca, mas o Verdão tocava a bola, pacientemente… sem afobação, invertia o jogo, tentava encontrar espaço, e apanhava… O Botafogo batia sem medo nenhum do juiz… Dudu que o diga, tadinho. Sofreu uma falta dura, pra cartão, e o juiz… nada.

O Palmeiras estava bem, a defesa jogava certinho, meio e ataque também… Rafael Marques, Leandro, Robinho, Dudu faziam boas jogadas, tinham velocidade, porém, para furar a retranca, estava faltando aquela jogada redondinha, o último passe açucarado.

O Zé levou perigo ao Botafogo num cruzamento da linha de fundo. A bola passou por toda a área e o zagueiro acabou tirando.

Lá pelos 25′, Dudu perdeu um gol feito. Zé Roberto cruzou, Victor Ramos foi na bola, de cabeça, e ela, implorando para entrar no gol, sobrou pro Dudu, que se atrapalhou, ou errou o tempo da bola, e mandou um gol feito na trave, e pra fora. Ai, meu Deus!

O grito de gol, pronto pra explodir em nossa garganta, se agitava e resmungava, inconformado de ter que esperar…

O domínio era total do Palmeiras. O Botafogo não conseguia passar do meio de campo, o Verdão metia pressão nos retranqueiros, fazedores de cera, que visavam o corpo dos palmeirenses em quase todas as jogadas, e iam pra cima do juiz a cada marcação de falta (imagina o Verdão fazendo isso?).

Mais de 35 mil pessoas não paravam de cantar e empurravam o Palmeiras no Allianz. Uma vibração intensa.  O paraíso era ali…

Finalzinho de primeiro tempo, e o bandeira marcou um impedimento inexistente do Palmeiras… Um pouco depois, contra ataque do Botafogo, a bola foi lançada lá na frente, Prass, poderoso, saiu da área e tirou de cabeça, mas o jogador do Botafogo, que nem lembrou da bola, foi no corpo de Prass, fazendo falta, e jogando ele no chão.  O juiz viu, mas foi como se não tivesse visto…

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Ninguém estava gostando do árbitro, que irritava os palmeirenses com faltas invertidas, com rigor exagerado e direcionado às pessoas erradas – Dudu sofria falta e ele é quem levava bronca -; que permitia que um jogador do Botafogo fizesse falta no Prass e ainda fosse pra cima dele, dar uma dura; que permitia que faltas para cartão amarelo ficassem impunes; que deixava de marcar a maioria das faltas que Dudu sofria (isso acontece em todo jogo). Essas pequenas coisas influenciam muito no andamento de uma partida – e eu lembrava o jogo diante do Bragantino em 2014.

O primeiro tempo acabou,  Oswaldo teria que dar uma mudada no time, no jogo… teria que colocar Valdivia em campo…

No entanto, para a segunda etapa, quem entrou foi o Victor Luís, no lugar do Zé Roberto, que tinha sentido a coxa.

Passava dos 5′, quando Robinho cruzou na área para Dudu. O atacante, que saía na cara do goleiro, com chance de marcar, foi atropelado, por trás, pelo zagueiro do Botafogo. Pênalti, escandaloso, indiscutível, que o juiz e o bandeira “não viram”.

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Na transmissão, que milagre, os comentaristas afirmariam: Pênalti! Mas olha só a penalidade na versão rgt:

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Dudu foi atropelado, nem “anotou a placa”, e a notícia diz que ele “se enrosca”? E o pior foi dizer que o Dudu é que se enroscou, que a ação foi dele e não do botafoguense. Que jeito bom de fazer parecer que não foi tão óbvia a penalidade, que foi lance discutível, que foi até compreensível o juiz não marcar… afinal, o Dudu “se enrosca” no outro (que o atingiu por trás)… basta uma “palavrinha mágica”, e a verdade muda de cara…

A torcida enlouquecia de raiva. Jogo valendo vaga, e o juiz nos garfa uma penalidade dessa? Chama o camburão!!

Poucos minutos depois, o Palmeiras rouba uma bola, Dudu é lançado, avança com ela, entra na área, aparece um adversário, e a bola passa, mas o Dudu fica. “Mi” achei com uma cara de falta esse lance, viu?

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Mas o juiz mandou seguir, o Botafogo engatou um contra ataque, e por muito pouco não fez um gol. E se tivesse feito, seria um gol na conta da arbitragem, porque houve um impedimento clamoroso… que ninguém marcou… E era bem fácil de ver que os de branco, e a bola, principalmente, estavam bem atrás do de vermelho, não é?

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Com o Palmeiras em cima, o Botafogo se fechava mais. E a bola não passava… O Palmeiras continuava insistindo em cruzamentos e mais cruzamentos, mas não dava certo.  A torcida, impaciente, pedia: Valdivia! Valdivia! Não demorou muito e Oswaldo chamou a nossa ‘chave-mestra’. Aplausos no Allianz!

O Mago entrou aos 17′, e, no primeiro lance, foi agredido por André Rocha. O jogador do Botafogo deu no meio do Mago, e deu tambem um tapa no rosto dele, sem nem olhar a bola. Foi direto pra cima do Mago. Não houve disputa de bola, só a agressão mesmo. E o juiz deu… amarelo(??!!). Se deu amarelo, viu a falta, e se viu a falta, não expulsou por quê? Imagina se fosse o contrário?

E a CBF tomando providências contra as reclamações dentro de campo… Bater, pode;  reclamar, não.

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Um gol do Botafogo, e outro do Palmeiras (Mago roubou uma bola e passou pro Dudu guardar), em menos de dois minutos, ambos em impedimento, foram anulados pelos bandeiras.

Se o Palmeiras já encurralava o Botafogo, depois da entrada de Valdivia, o jogo inflamou. Aí que o Verdão ia pra cima mesmo. E o Allianz cantava forte, numa voz só… sabendo que o gol estava chegando…

Mas o Botafogo fez mais um pênalti em Dudu, e o juiz, mais uma vez, não marcou – pra ele ser um árbitro ruim, só se não aprendeu que falta dentro da área é pênalti. Se aprendeu… sabe-se lá porque não marcou…

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Queríamos tanto um gol… E então, o Mago roubou uma bola no campo de defesa, tocou pro Dudu e correu mais à frente; Dudu devolveu pro Mago, que chamou a defesa inimiga pra dançar, deu um drible desconcertante em três marcadores, deixou um no chão, olhou pra um lado, não quis passar, olhou pra direita e lançou Lucas, que só teve o trabalho de cruzar para área, para Leandro Pereira, espertíssimo, balançar as redes!

O grito de gol, preso em nossa garganta o jogo todo, ganhou liberdade no Allianz Parque! Sabíamos que o gol era a passagem pra semifinal, apesar das penalidades não marcadas, apesar da agressão não punida, apesar da arbitragem.

Tá difícil de achar um espaço? Chama o Mago!! Ele entrou e mudou o jogo. E com o menu completo: driblou, armou o time, passou, chamou a marcação e a responsa, recebeu faltas bem duras, foi agredido, levantou a torcida da cadeira, arquitetou a jogada do gol da classificação… botou fogo no jogo, e ajudou os companheiros a construir a  vitória e carimbar a vaga na semifinal…

Vamos jogar no “Estádio dos Quatro Tobogãs” agora, e só voltaremos ao Allianz se passarmos à final…

E eu só digo uma coisa… ESPERA A GENTE AÍ, ALLIANZ PARQUE, SEU LINDO, SEMANA QUE VEM ESTAREMOS DE VOLTA!!

PRA CIMA DELES, PALMEIRAS!! VAMOS GANHAR, PORCOOOOO!!

Nosso domingo vai começar com festa! A parmerada vai encher a Turiaçu logo cedo. Tem Palmeiras às 11 da matina! E estar com o Palmeiras é sempre uma alegria imensa.

Quarta de final do Paulistão 2015… A torcida que “está encolhendo” vai lotar o Allianz Parque. 39.525 ingressos foram vendidos para Palmeiras x Botafogo… é mole essa torcida? Que show! O maior público da rodada (Ponte Preta da Capital x Ponte Preta – 32.438 pagantes / SPFW x Red Bull – 18.221 pagantes).

“Time pequeno” é assim mesmo… é o maior vencedor do país, mora no melhor estádio de todos e tem a torcida mais apaixonada e apaixonante do mundo.

E ela, a Que Canta e Vibra, vai entrar em campo para jogar com o Verdão. Verdão, de time completo; Verdão, de Valdivia e Cleiton Xavier (não sei porque ‘Oshvaldo’ vai começar com eles no banco)… Verdão, de Prass, Robinho e Dudu… de Lucas, Gabriel, Rafael Marques e Cristaldo… de Vitor Hugo, Tobio Arouca e Zé Roberto… Verdão, que é meu, é seu, é nosso!

Booora buscar a vitória, Palmeiras! Com velocidade, mas sem afobação, tranquilo e tocando a bola lindamente, do jeito que os nossos jogadores sabem… fazendo o nosso arroz com feijão, com calma, com atenção redobrada e muita raça. Seja quem for o adversário, seja ele grande ou pequeno, não podemos dar mole pra ninguém (Muito cuidado com a arbitragem – a mutreta já deu as caras no primeiro jogo da rodada).

Arma esse time aí, Mago, como só você sabe fazer, e mete os parmeras na cara do gol! Magia neles, Valdivia!!

Carimba a vaga para a semifinal, Palmeiras! Pra ir em busca de mais um título do Paulistão!

E pode contar conosco! O Allianz Parque vai tremer! 20 milhões de corações estarão pulsando amanhã, juntos, espalhados no peito dos 40 mil palestrinos  que estarão no jogo. E a nossa voz será uma só…

ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

Foi uma no cravo, outra na ferradura…

Não gostei nem um pouco do resultado de ontem, não gostei nadinha de perdermos por 2 x 0 do Red Bull. Não gostei também de como jogamos, e não poderia ser diferente, ainda mais depois da vitória espetacular da quarta-feira.

Ficamos com a impressão que tínhamos gastado todas as nossas fichas diante dos bambis, mas não foi bem isso que aconteceu.

Eu sei que a classificação está garantida, sei  também que depois de uma vitória sensacional, como foi a goleada e o baile pra cima dos leonores,  o time dá uma relaxada (não deveria/não deve, mas a gente sabe que dá), mas não acho que foram só esses os nossos problemas.

O Red Bull é um time que já joga junto há um bom tempo, está em busca da sua classificação, e entrou em campo buscando a sua vaga, mas também entrou em campo preocupado com a fama que o Palmeiras trazia da partida anterior. Marcando muito,  se armou na defesa, esperando a oportunidade de contra atacar. Num erro de Dudu, no ataque palestrino, eles puxaram um contra ataque e marcaram o seu primeiro gol.

Mas não dá para crucificarmos o Dudu, porque o contra ataque não pegou o time desprevenido, cinco homens do Palmeiras estavam lá atrás e poderiam ter evitado que a jogada saísse. O adversário passou pelo Zé, pelo Arouca, e tocou para o pesadinho (de cinta!?!?) e mal marcado Lulinha, dentro da área tocar pro gol.

Não entendo muito de táticas, mas a impressão é a de que Oswaldo armou o time para jogar por zona, e os jogadores entenderam só a parte da “zona”.

Como é que um atacante adversário aparece na cara do Prass – na cara mesmo – sem marcação alguma? Foi assim o segundo gol do Red Bull (ainda no primeiro tempo). Vitor Hugo, parecendo desatento,  foi tentar interceptar o cruzamento, mas não alcançou a bola, e ela foi ficar com o adversário – um zagueiro, de 37 anos!?!? – que não teve dificuldade alguma em cabecear pro fundo do gol. Como assim? Que zona é essa? Não era mais fácil ter marcado o jogador?

E pensar que no jogo anterior o Palmeiras marcou tudo, e não deixou passar nem pensamento… Onde estava aquela intensidade toda? Onde estava aquela marcação irretocável? Aquela atenção inesgotável? Gastamos tudo na quarta? Quanta desatenção e descuido…

Do meio pra trás, estava cheio de buracos. Não bastasse isso, ficaram afobados depois dos gols tomados, e aí,  corriam, tocavam, driblavam, cruzavam, na tentativa de marcar gols, e a coisa não funcionava, porque havia um outro buraco, um vácuo de criatividade no time, e não conseguiam achar a brecha na defesa do adversário; além disso, faltou precisão também na hora em que algumas chances surgiram.

E o insucesso das investidas gerava uma apatia desconcertante no time. Desconcertante pra nós, que assistíamos ao jogo. E, por várias vezes, víamos o Palmeiras no campo de ataque, quase na área inimiga, sem saber como achar o espaço, voltar a bola lá atrás… e isso é tão irritante…

No segundo tempo, as chances até apareceram… Robinho cruzou para área. Rafael Marques dominou no peito e chutou. A bola foi desviada pela defesa adversária e sobrou para Dudu. Na pequena área, ele chutou para o gol, mas a bola foi desviada em escanteio.

Cristaldo, que não foi bem na partida (a maioria dos jogadores também não foi), recebeu na área, girou e chutou. O jogador do Red Bull se jogou na frente da bola para evitar o gol do Palmeiras.

Logo depois, Zé Roberto cobrou escanteio, Cristaldo chutou forte, mas a bola foi por cima do gol.

Zé Roberto, sentindo dores, foi substituído por Victor Luís. No minuto seguinte, Oswaldo colocou Gabriel Jesus no time. E ele quase marcou. Recebeu na área, deu um drible no zagueiro e tocou forte pro gol, mas o goleiro defendeu com os pés.

Lucas foi até a linha de fundo, e cruzou para Gabriel Jesus. Ele cabeceou e a bola foi por cima. O Palmeiras não conseguia furar a retranca do Red Bull…

Victor Luís fez um belo cruzamento para a área, Vitor Hugo cabeceou, e a bola passou raspando o gol de Juninho…

A atuação do Palmeiras era ruim. Um miserê de futebol… faltava a tal da criatividade, mas também faltava volume de jogo, faltava empolgação, faltava ir pra cima, de verdade.

Na última chance palestrina do jogo, Lucas tocou para Alan Patrick (ele havia entrado no lugar de Robinho). E, dentro da área, ele dominou e bateu colocado. A bola passou pertinho, mas foi pra fora.

E a partida terminou assim…

Não foi legal vermos o Palmeiras perder, jogando de maneira tão ineficiente e improdutiva. Só que, embora não gostemos, essa oscilação do time ainda é normal. O Paulistão nos serve para ajustar o time, que ainda é novo, porém, além de não podermos jogar tão relaxados e desatentos, em jogo nenhum, se quisermos furar as retrancas que encontraremos pela frente, precisamos ter mais criatividade, e a falta dessa criatividade já foi sentida em algumas partidas, e é automático pensarmos em Valdivia… que precisa voltar a jogar.

No entanto, mesmo sem o Mago e a sua capacidade de criar jogadas e furar retrancas, mesmo sem CX, que ainda vai estrear, o time pode jogar bem mais do que jogou ontem. Não foi por acaso o futebol lindo diante dos bambis – quem não tem bola não faz uma partida como aquela, impecável -, também não foi por acaso o futebol chocho diante do Red Bull, o Palmeiras entrou relaxado, desatento e vacilou diante deles, foi muito sossegadão pro jogo, e acabou fazendo bem menos do que podia. Aí, quando quis correr atrás…

Que tenha servido de alerta e lição para a disputa das quartas, que estão chegando.

Capacidade de jogar bem, o time tem, e já vimos isso em mais de uma oportunidade. Cabe ao Oswaldo cobrar melhor rendimento e mais atenção dos jogadores em todas as partidas, cabe a ele dar regularidade a esse time, pensar a equipe de maneira que ela possa render o máximo, e fazer o Palmeiras jogar bem sempre, ou quase sempre.

Mas eu estou tranquila – acho que você também está -, boto fé nesse time, já comprei ingresso para sábado, e continuo #FechadaComOParmera.

“O Palmeiras não ganha de time da série A… o Palmeiras não chuta… só da toquinho de calcanhar… o Robinho é piada de mau gosto… o Rafael Marques não serve pro Palmeiras… o Dudu é firulinha… o Zé Roberto é aposentado… o Tobio isso… o Cristaldo aquilo… o Osvaldo aquilo outro…”

Na quarta-feira, no “Choque-Rei (você viu quem é o rei dessa parada, né?), o Palmeiras,  deu uma aula de futebol no Allianz Parque, e mostrou para o falastrão presidente leonor, que tem que ter muito cacife para se cutucar o porco  – de salários em dia, de patrocinadores novos, dono da arena mais bonita do país – com vara curta; mostrou ainda para um certo atleta, que “pular muro” nem sempre é garantia de se dar bem, de fazer gols e ser querido e admirado…

Foi uma partida soberba! Um Palmeiras impecável, fazendo o seu melhor jogo no ano (o time vai buscando a regularidade, vai se ajeitando). Eu tinha dito aqui que ia “voar pena e lantejoula” no Allianz, mas, porque o time ainda é novo, não imaginei que fosse em altíssimo nível.

Apesar da apreensão (nossos fantasmas adoram nos incomodar), a expectativa da torcida era boa, o Palmeiras tinha tudo pra ganhar.

Quando cheguei, os leonores estavam no campo pra se aquecer e sentir o clima. No gramado, um grande porco inflável,  servia de túnel de acesso (“passou no porco, tá morto”).  Muito legal.

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O cara da gastrite na coxa, era tão “homenageado”… e podíamos perceber o quanto ele se sentia incomodado por estar ali.

Quando o jogo ia começar, entraram os homens da arbitragem, entraram os bambis, e nada do Verdão. Um monte de fotógrafos na “boca do porco”, e o Palmeiras não vinha… Depois de uns bons minutos de ansiedade nossa, eis que surgiu o Alviverde Imponente. E, segundo as informações, ele vinha alegando ter chegado mais tarde ao estádio por causa da PM.

A dureza do prélio não tardava… o coração do torcedor se inquietava ainda mais… e o que todos nós queríamos era o Palmeiras, imponente, dando as cartas em seus domínios.

O momento do hino nacional foi arrepiante… a letra do nosso “hino nacional particular”, hino da “nossa pátria particular”, era composta apenas de duas palavras, repetidas por toda a melodia: “Meu Palmeiras”. Coisas que só o futebol explica e permite.

E só estando lá para sentir o que foi ouvir a torcida cantando o hino à nossa moda… fiquei arrepiada.

Levando-se em conta o campeonato, a partida não valia muita coisa, a não ser dar ao vencedor um provisório terceiro lugar entre os quatro primeiros classificados, posição que permitirá jogar em casa nas quartas. Isso é importante.

Mas era jogo contra o inimigo… aquele, que, desde 1942, está sempre aprontando alguma presepada para o Palmeiras; aquele, que desde 2009, não vencia o Palmeiras num Paulistão… era jogo pra muito “sangue no zóio”. Além disso, tínhamos alguns fantasmas para exorcizar, Hécate está sempre sussurrando coisas aos nossos ouvidos…

E bem que dizem que para ser feliz é preciso estar distraído…

Três minutos de jogo, estávamos tão distraídos com as faltas que paravam as jogadas do Palmeiras, com as nossas reclamações por causa delas, distraídos porque os times ainda se estudavam (tive a impressão que o Parmera já tinha estudado tudo no vestiário)… nossos fantasmas ajeitavam as correntes, Hécate ainda estava calada, quando o goleiro de hóquei avançou para a entrada da área e lançou uma bola lá na frente. Robinho foi quem apareceu para ficar com ela. E então…

Imagina a estupefação e encantamento quando Moisés dividiu as águas do Mar Vermelho? Acho que foi mais ou menos por aí… quase caímos duros  quando vimos o  que Robinho fez…

Quase do meio do campo, ele matou  a bola no peito, viu a Borboleta-Mor adiantada e meteu um “Jornada nas Estrelas” em direção ao gol… Se, por um lado, a corridinha e o pulinho do goleiro foram patéticos, por outro, a matada no peito de Robinho, o chute certeiro, preciso, a curva que a bola fez, subindo no ar e depois descendo de maneira fulminante para dentro do gol, foram espetaculares.

Milhares de olhos acompanhavam a trajetória da bola. Por uns momentos, ninguém pensou nada, ninguém falou…. o tempo parou ali. E o grito de gol, que saiu da nossa garganta quando a bola entrou, exorcizou todos os nossos fantasmas, espantou todas as bruxas.  Se precisasse sair e pagar outro ingresso, eu juro, nem me importaria.

https://www.youtube.com/watch?v=nWZMjk9SWfA

Que golaaaaço, meu Deus! O Allianz Parque explodiu no grito de gol! Os jogadores enlouquecidos fizeram um amontoado de gente em cima do autor da obra prima. E era como se estivéssemos todos ali, com eles, comemorando também. Robinho, seu lindo!

Na arquibancada, as pessoas se abraçavam, gritavam, sorriam, batiam no peito. Alguns torcedores choravam como crianças. Nossos fantasmas, resmungando, se retiravam apressados. Hécate, revoltada, prometia que nunca mais voltaria…

A primeira vez de Ceni em nossa casa estava sendo em grande estilo… Tomou o gol mais lindo da história do Allianz Parque e do Paulistão  2015. Um gol que entrou para a história do Palmeiras e do futebol. Mais um feito que um goleiro bambi (Rogério Ceni é o principal) nos ajuda a imortalizar.

Depois do gol, os corações palestrinos, que tinham ganhado os ares junto com o grito que ecoou pelo Allianz, felizes e atordoados mal conseguiam achar o caminho de volta. O Allianz Parque já tinha história pra contar… já tinha um gol, antológico, para ser lembrado pra todo o sempre…

Uns dois minutinhos depois, Pato arriscou um chute a gol e Prass espalmou. E foi só. A “Defesa que Ninguém Passa” estava em campo. Depois disso, Prass apenas assistiria à partida (será que ele tem avanti especial pra assistir ao jogo de dentro de campo?).

Dudu, pequenino, driblador, apanha bastante em todos os jogos, mas o grandalhão do Toloi resolveu abusar. Deu uma pegada nele por trás, Dudu deixou o braço nele, tentando se proteger de mais uma entrada, e escapou com a bola,  mas, então, Toloi foi atrás dele, esqueceu a bola,  o jogo e o árbitro, e pegou Dudu, dura e deslealmente, por trás. E ainda se jogou no chão, tentando enganar o árbitro, simulando algo que não acontecera. O bandeira viu, avisou o juiz da pegada sem bola, por trás, e ele levou o vermelho. Merecidamente.

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Alguns repórteres de campo avisaram ao Muricy (cuma???) que Dudu tinha “dado uma cotovelada” em Toloi. Mais tarde, o próprio Muricy ao rever o lance, sendo muito mais honesto do que algumas pessoas por aí, afirmaria que Dudu não fizera nada demais. A “press” não desiste, né?

O Palmeiras ganhava todas no meio de campo, o Palmeiras não deixava o SPFW passar do meio de campo… e ia pra cima. Lucas, por pouco não fez o segundo; Tobio, quase marcou também… Zé Roberto, Dudu, Cristaldo, Robinho, Rafael Marques… Era um vareio. O Palmeiras tocava a bola lindamente, sobrava em campo e anulava o inimigo.   A voz da torcida era ensurdecedora.

Os leonores, nervosos, descontrolados, não conseguiam jogar nada, porque o Palmeiras não deixava,  e faziam muitas faltas – só percebi que Ganso estava em campo quando ele tomou um cartão. M1CO estava do que os adversários adoram; Pato, do qual ninguém fala sobre custo x benefício, devia estar pensando no próximo encontro com alguma atriz da rgt; Kardec, por sua vez, era uma nulidade só. Ah, as voltas que o mundo dá…

E sabe aquele jogo em que você tem certeza que um dos times, ainda que jogue durante dois dias inteiros, e coloque 16 em campo, não vai fazer nada? Esse era o SPFW… não fazia nada, e não conseguia segurar o Palmeiras de apresentação impecável.

Aos 23″, Dudu fez uma jogada linda pela esquerda e mandou a bola pelo meio da zaga leonor, buscando Robinho. O “Leonardo da Vinci” palestrino não conseguiu dominar, o zagueiro são-paulino, perdidaço, furou, e ela sobrou para Rafael Marques. Ele só teve o trabalho de ajeitar e, num chute cruzado, fuzilar o reserva do reserva de São Marcos (sim, ele era o terceiro goleiro). Um golaço! Uma verdadeira festa no Allianz!

Que partidaça do Dudu, do Robinho, do Zé, do Arouca, do Tobio, do Vitor Hugo… que partidaça do time inteiro do Verdão. Nos recusávamos até a piscar,  pra não perdermos os passes maravilhosos, os toques de letra…

Com muita velocidade o Palmeiras se mantinha no ataque. E assim, Cristaldo quase marcou; depois, Rafael Marques, mas estava impedido. No finalzinho, quase o Zé deixou o dele.

No segundo tempo, pra azar ‘das vizinhas’, o Palmeiras voltou aceso. E com 7 minutos de jogo, Zé Roberto mandou um cruzamento certeiro para Rafael Marques, e ele bateu de primeira pro fundo da rede do M1CO (goleiro que toma três golaços pode pedir música no programa da rgt?).

Os torcedores palmeirenses enlouqueciam diante de um futebol tão lindo, diante da “Linha Atacante de Raça”. “Oshvaldo” enlouquecia também na lateral do campo.

E, se era festa, tinha que ter aperitivos de todo jeito. E teve o menino Jesus em campo, teve o chapéu de Gabriel no adversário (mas eles gostam de chapéus, hein?), teve tabelinha de Robinho e Dudu (jogaram muito), teve solada no Arouca e expulsão do Michel Bastos, teve passe parmera de efeito, teve tabelinha de Jesus e Gabriel, teve um chute do Gabriel raspando a trave… teve Duduzinho, lindo, endiabrado, entortando e infernizando a bambizada…

Teve uma torcida que não parava de cantar…

https://www.youtube.com/watch?v=YDNuD8AwSO0

3 x 0 ficou barato, mas muito barato mesmo. Tivesse o Palmeiras marcado 6 ou 7, teria sido perfeitamente normal, tamanha a sua superioridade em campo…

Foi um show de futebol (a torcida bambi reclamou tanto do preço do ingresso e foi embora antes do show acabar. Vai entender…)!

E quando o juiz apitou o final do espetáculo, os palmeirenses, depois dos muitos aplausos ao time, orgulhosos, inebriados de tanta alegria, e de alma lavada, “desceram do céu” e saíram do Allianz levando no coração a certeza de que tinham acabado de (re)ver o Palmeiras do qual sentiam tanta saudade.

Certamente ainda encontraremos pedras no caminho, talvez as reclamações lá do começo da postagem se repitam… Não importa, estamos no caminho certo. E ele vai nos levar aonde tanto queremos chegar.

É só uma questão de tempo…

VALEU, PALMEIRAS! ADOREI O ESPETÁCULO!

Jogo às 22h00, numa quarta-feira (quem é o “esperto” que decide isso?), é de matar de desgosto o torcedor  que levanta cedinho no dia seguinte. Futebol não tem, ou não deveria ter, nada a ver com novela. Se a rgt prioriza a novela, que deixe o futebol pra outra emissora, que possa transmitir futebol no horário de futebol.

E ainda tem transmissão na TV, o tempo está mais frio e chuvoso, o ingresso mais barato custa 100 reais (avantis têm um bom desconto)…   tudo isso seria um prato cheio para esvaziar o estádio, não é mesmo? E justo quando o Palmeiras arrecada mais do que os outros grandes paulistas juntos, e que campeonatos inteiros de outros estados.

Mas eu sou capaz de apostar que, mesmo com todos esses motivos para ficar em casa, a torcida que “está encolhendo” vai encher o Allianz Parque – eu estarei lá.

E sabe por que? Porque o torcedor palestrino está sempre para o que der e vier com o Verdão, porque ele sente que estamos vivendo um momento diferente, que as mudanças começaram, e ele está disposto a apoiar/ajudar o Palmeiras nisso – ele sempre está disposto.

Só que esse bom momento entre clube e torcida parece incomodar algumas pessoas, principalmente as da chamada “imprensinha”. Inventam cada pauta tão sem noção… arrumam tanta “pilha” para os torcedores…

Muita gente ainda não entendeu, inclusive a imprensa, que o torcedor do Palmeiras é apaixonado pelo Palmeiras! E ponto final.

E não adianta matéria sobre os caros ingressos no Allianz (de R$100 a R$300), não adianta dizer que é mais barato ver Neymar e Messi (quem disse que queremos vê-los?)… Nós pagamos mesmo, e pagamos porque é o Palmeiras. Simples assim (“se ele jogasse lá no céu, eu morreria só pra lhe ver”).

Não nos interessam os outros times, a seleção, somos torcedores do Palmeiras. Pra ver Neymar e a selenike eu não pagaria nem R$ 1,99 (tanta gente jogou um dinheirão fora para vê-los na Copa do Mundo).  E se os ingressos do Palmeiras são caros, os dos itakeras, para jogos LÁ EM ITAQUERA, custando de R$ 150,00 a R$ 450,00, estão uma “pechincha”, não é mesmo? Sem contar que, quando o torcedor não está nem aí com o time, pode cobrar 20 reais que ele não vai. Taí o SPFW,  que não me deixa mentir, né “Vaidar”? Está sempre jogando só para o mascote assistir.

Mas é semana de clássico, hoje é dia de clássico, vai ter “Choque-Rei no Allianz Parque. Então, aparece a matemática torta dos estagiários da imprensa, que contam um único clássico jogado no Allianz até agora,  para insistir em dizer que o Palmeiras não venceu clássicos em seu estádio – ela não diz que, em campeonatos paulistas, os leonores não vencem o Palmeiras desde 2009, né?

Helooooo, “pipous”! O estádio do Palmeiras existe há décadas, e foi apenas reformado, lembra? Então, sem essa de que o Palmeiras não ganhou clássicos em seu estádio. Não só ganhou clássicos lá, uma tonelada deles, como ganhou muitos títulos também!

Palmeiras x SPFW será apenas o segundo clássico mandado no Allianz Parque – o Palestra Italia de roupa e nome novos -, e o Palmeiras, só precisa jogar sem afobação, fazer o arroz com feijão, com calma, muita atenção e muita raça.

Nosso time tem totais chances de vencer a partida e o tal “primeiro clássico”. Temos bons jogadores, uma torcida maravilhosa,  o estádio mais lindo do planeta, e muita vontade de vencer.

É hoje, parmerada!! Vai voar penas e lantejoulas no Allianz!! 

O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!!

Até daqui a pouco, Parmera!! Estamos chegando! 

QUEBRA TUDO, DUDU!!!

“O bolo tá quase pronto, mas querem jogar a cereja fora” – Epicuro

O Palmeiras parece que ainda não deu liga…

A derrota para o Santos, depois de termos feito 1 x 0 logo de cara, já tinha nos mostrado algumas coisas. Uma delas é que, contra times mais tarimbados, a nossa marcação não pode ser a mesma utilizada com os ditos mais “inexperientes”. Foi equivocada e improdutiva a maneira do Palmeiras marcar. O.O precisa acertar isso – parecer que está vivo, e não empalhado na lateral do campo, pode ajudar também.

Outra coisa – nem tão outra coisa assim -, o time não pode deixar jogar, livre de marcação, cheio de espaço, um jogador como Robinho, que desequilibrou o jogo e ajudou o Santos a buscar a virada, tampouco deixar jogadores receberem livres de marcação na cara do Prass, ou achar que marcar um Ricardo Oliveira é o mesmo que marcar um boneco cheio de ar – ele tem mais recursos do que a maioria.

Vimos também que as arbitragens continuam prejudicando o Palmeiras. Tivemos um gol, legítimo, anulado com a marcação de um impedimento que não existiu. Com falhas ou não, era para o Palmeiras ter saído do jogo com 2 x 2.

E teve mais uma coisa para observarmos… mesmo tendo bons jogadores, o Palmeiras, ao contrário do Santos, não teve esse jogador que desequilibra, chama a responsa faz um buraco na zaga inimiga e ajuda o time a decidir. Preocupante…

Aí, veio o XV de Piracicaba, disposto a comer bacon no café da manhã (tá entalado o bacon ainda ou já engoliu, Nhô Quin?).

E, em pleno domingo de manhã – por causa da manifestação contra a ‘incompetenta’, à tarde -, o Palmeiras foi recebido em campo por mais de 26 mil torcedores. Que coisa linda essa torcida, que caiu da cama – beijinho no ombro para o presidente daquele time do estádio vazio. Beijinho no ombro pra “incompetenta” também, o Brasil foi pintado em verde-amarelo, as suas verdadeiras cores!

Mas, o que deveria ser quase um treino e três pontos facilmente conquistados, foi um jogo monótono, sonolento, sem criatividade alguma, e uma vitória que parecia que não ia vir nunca. O Palmeiras foi mais time durante a partida, é verdade, mas a insistência em descer com a bola até a linha de fundo e levantá-la na área era irritante, e só tínhamos essa essa jogada, que foi repetida à exaustão (o XV já sabia ela de cor).

A torcida implorava para o Palmeiras chutar a gol, e… nada. Queríamos que alguém se atrevesse a fazer uma jogada pelo meio, a sair na cara do goleiro adversário, a colocar um atacante nosso na cara do gol pra que ele chutasse. Mas… nada. E quando achávamos que a jogada iria sair, ela era desperdiçada com um supérfluo toque a mais, facilitando o desarme inimigo. Nosso bom time tem sido muito previsível (tem que dar jeito nisso, Oswaldo). Não conseguíamos furar a retranca do XV de Piracicaba… pode isso? E não tínhamos como não pensar em Valdivia, e em seu imprevisível futebol.

A entrada de Gabriel Jesus,  cheio de bola e vontade, acordou todo mundo. Ele quase fez um gol, fez jogador adversário ser expulso (os adversários acham que podem descer o sarrafo no garoto)… mas, foi graças à “ousadia” do nosso outro Gabriel, que saímos com a vitória. Ele arriscou um chute de longe (como fazer gols sem chutar, né?) e guardou um gol lindo na rede do XV… a torcida explodiu de alegria e alívio, e vencemos a partida! Uffa!!! Nosso domingo estava salvo.

Mas a discussão foi aberta… como será o restante do campeonato, como nos sairemos no próximo clássico, e nas quartas, se continuarmos jogando assim, com a mesma jogada manjadinha, e só com ela? Hein, Oswaldo?

Sim, eu sei que temos Valdivia para quebrar essa previsibilidade, e sei que Oswaldo conta com isso. E sabia também (todo mundo sabia) que se o Mago jogasse aquela partida do dia 7/12, à base de infiltrações como fez, ele teria a sua lesão agravada. Mas todos pedíamos que “ele jogasse, do jeito que fosse, nos ajudasse a escapar do descenso, e depois ele aproveitaria para se recuperar durante o Paulistão” – na terceira rodada todo mundo já cobrava a sua volta.

Não dá para fazer de conta que ele não é importante para o time. Que ele não faz a diferença em campo. O nosso time é bom sim, mas está faltando algo… falta o Mago. E para fazer dupla com Cleiton Xavier, que também falta entrar no time, e vai qualificar ainda mais o nosso meio-campo. Em 2009, faltou alguém como o Mago para jogar com CX, e desde que o Mago voltou, falta alguém como CX para jogar com ele.

Só que existe uma renovação de contrato no meio do caminho. Há alguns dias, parte da imprensa abusava de escrever bobagens, de informar coisas que nem tinham acontecido. Noticiou valores, falou em recusa do jogador… mas ainda nem havia acontecido uma reunião entre as partes, nenhuma delas havia apresentado as suas propostas.

O jogador diz que quer ficar, o Palmeiras diz que tem interesse em renovar… mas a imprensa fala diferente…

Agora, ela fala que o Palmeiras não faz questão nenhuma de renovar, que o Palmeiras arma para o jogador… falam que o Palmeiras não recebe o seu representante, falam que o Palmeiras tá fazendo um jogo estranho. Partindo do princípio de que essas informações sejam verdadeiras (não me fio nelas), penso que é um direito do clube não renovar se acha que não precisa do futebol dele – outros clubes, o atual bi-campeão brasileiro, por exemplo, pensam diferente e gostariam de ter Valdivia em seu elenco – mas agindo de maneira correta. (Uma coisa é curiosa, repare, a mesma imprensa, que acha que ele não serve para o Palmeiras, acha que ele será ótimo para os nossos rivais. Como assim, press?)

O Palmeiras decide o que achar melhor, ele é o “dono da bola” nessa brincadeira. Mas, por favor, Palmeiras, “Tirone feelings”, não. Esse “falar que quer e agir como quem não quer”,  esse “querer se isentar da bronca que boa parte da torcida ficará”,  – (até o dia em que comecei a escrever essa postagem, uma pesquisa de um portal esportivo, apontava que 75% da torcida quer a renovação) não combina com a administração que temos agora. Não acredito que o Palmeiras  agiria assim, de maneira tão ‘tironesca’, não nessa gestão.

Não sei o que o Palmeiras decidirá. Valdivia foi legal com o Palmeiras ao fazer infiltrações para poder jogar e nos ajudar a escapar do descenso, ao contratar um fisioterapeuta,  ao pedir dispensa da seleção chilena (se não aceitaram, a culpa não é dele), mas o Palmeiras, na gestão de Paulo Nobre, também foi muito legal com Valdivia durante esse tempo todo. E é por isso mesmo, por todas as coisas que já aconteceram, que um contrato de produtividade me parece algo bastante justo e sensato.

Sou suspeitíssima para falar sobre isso, mas, assim como boa parte da torcida, espero que Valdivia fique, que clube e jogador encontrem esse denominador comum e acertem a renovação. E não falo isso só porque ele é meu jogador favorito, e sim porque ele é craque e faz a diferença mesmo, porque ele salvou o Palmeiras do rebaixamento, e também pela necessidade que o Palmeiras tem do seu futebol – a liga que falta pro time é ele.

Vimos isso quando ele foi vendido para os Emirados. Nosso time, que estava indo bem, sem ele, perdeu a liga e passou a apresentar um futebol horroroso, começou a perder uma atrás da outra, despencamos na tabela, e todos demos graças a Deus quando negociação não deu certo e o Mago voltou  – a volta de Prass também foi essencial, sem os dois, teríamos sido rebaixados, e muito antes do campeonato acabar. Aquela sequência de jogos em que voltamos a ganhar – Valdivia saía como o melhor em campo em todas as partidas -, foi determinante para o nosso destino no Brasileiro.

E os números são incontestáveis. No Brasileiro-2014, como mostra a notícia da rgt, o Palmeiras conseguiu somar apenas 15 pontos e fazer 9 gols em 17 partidas sem Valdivia (em seis delas ele estava com a seleção chilena), tendo 29% de aproveitamento, e somou 19 pontos e marcou 19 gols em 11 partidas em que ele esteve em campo, com 53% de aproveitamento.

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Valdivia ainda nos ajudaria muito a conquistar um ponto precioso na última rodada e a fazer o Palmeiras escapar do rebaixamento. Fez infiltrações para poder jogar, se arrastou em campo, e, ainda assim, foi o melhor da partida, o que mais correu.

E os números do Mago não ficaram só nisso… Pra se ter uma ideia, mesmo tendo feito apenas 16 jogos, ele foi o 5º no resultado final da Bola de Ouro, o 4º entre os melhores meias do país, e com pouca diferença na pontuação para os demais. Se não tivesse sido convocado, e tivesse feito mais umas 3 ou 4 partidas, Valdivia certamente teria levado o prêmio.

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Os números de Valdivia não mentem, não é a toa que tem sempre alguém querendo contratá-lo, mas ele precisa jogar, precisa estar em campo o maior número de vezes possível. A torcida tem razão ao reclamar disso. É dentro de campo que ele é imprescindível. E é assim que queremos vê-lo.

Queremos que ele faça dar liga no nosso time, fazendo o que só ele sabe. Como na imagem abaixo, fazendo o Palmeiras, que, na ocasião, lutava para escapar do descenso, ser tão temido pelo rival que brigava pelo título. Conta aí quantos gambás estavam na “zona Valdivia” de jogo (o restante do time do time verde ficou sem marcação)… é isso o que o Mago faz e causa quando tem a bola nos pés… não foi a toa que nessa jogada saiu um gol do Palmeiras.

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Booora Palmeiras, booora Mago, vamos acertar essa renovação! Estamos com saudades de lances como esse!

“Sabe o que o arco-íris e a felicidade têm em comum? Ambos aparecem depois da tempestade.”

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Chovia um bocado enquanto eu me dirigia para o Allianz Parque… as camisas do Palmeiras eram vistas por todo lado. Pai e filho, de mãos dadas, vestindo camisas em branco e dourado, seguiam pro jogo. Na camisa do pai, o nome estampado era “Dudu”; na camisa do filho, “Arouca”. Dudu, só com um mês de Palmeiras… Arouca, nem tinha feito a sua estreia ainda…

Novos tempos no Palmeiras, novos tempos de Palmeiras dos bons tempos…

A chuva não impediu que a Turiaçu, ponto de encontro dos palestrinos, estivesse cheia de gente. Os vendedores de capa insistiam com os torcedores, mas não vendiam quase nada… “dentro do Allianz Parque não chove, moço”.

O Allianz estaria quase lotado. Enquanto tem time por aí que coloca 16 mil torcedores num jogo de Libertadores, o Palmeiras, cuja torcida “está encolhendo”, para um jogo diante do Capivariano, pelo “Paulistinha” – não é assim que alguns chamam o torneio? -, teria mais de 32 mil pagantes na arena, é mole? Alguns viriam do Mato Grosso do Sul, outros do Espírito Santo… várias localidades do estado, e vários estados do país, enviariam parmeras para conhecerem a sua nova casa.

Quase na hora do Verdão entrar em campo, a chuva parou… e um arco-íris lindo apareceu por sobre o Allianz Parque, para dar as boas-vindas ao time, ao estreante Arouca, pra ver o Palmeiras jogar. Nossa arena parecia o “pote de ouro” no final do arco-íris…

Arouca foi festejadíssimo – ele, que estava acostumado com uma torcida menor, deve ter “tremido no taco” quando foi recebido pela Que Canta e Vibra. Eu fiquei arrepiada.

O jogo começou com o Palmeiras indo pra cima das “capivaras”. No primeiro minuto, Allione invadiu a área, driblou o marcador e chutou; o zagueiro defendeu no reflexo e o goleiro conseguiu tirar com um tapa. Quase! Logo depois, Zé Roberto desceu pela esquerda e tocou para Cristaldo, ele recebeu de costas, girou, se livrando do marcador, e mandou pro gol, mas a bola pegou a trave.

Era pressão total do Palmeiras, que usava de velocidade e fazia a maioria das jogadas pelas pontas. Zé Roberto corria como um garoto;  Arouca parecia “velho de casa”, e ninguém dizia que ele estava sem jogar desde novembro. Os adversários só se defendiam e faziam muitas faltas. O juiz era um tanto quanto conivente com isso, e o bandeirinha, do lado que o Palmeiras atacava, fazia questão de não ver as faltas que ocorriam na sua frente, e invertia um monte de jogadas, dando posse de bola para Capivariano em muitas vezes em que a bola era do Palmeiras. Irritante.

O Palmeiras armava, era ofensivo, mas parecia afobado, ávido pela marcação do seu gol, e sempre na hora do último passe, ou da finalização, algo dava errado, e, por isso, o time finalizava muito pouco. O que faltava mesmo eram os chutes a gol, faltava também Robinho ser mais acionado. E o primeiro tempo acabou sem alteração no placar.

Na segunda etapa, de cara, Oswaldo tirou Allione e colocou Rafael Marques em campo. E nem tínhamos 4 minutos de jogo ainda, quando, num ataque do Palmeiras,  Arouca recebeu a bola na área e foi derrubado… pênalti claro, a torcida toda viu e gritou, mas o juiz, pra variar, nada marcou, o bandeirinha também não. Na sequência, Cristaldo chutou em cima do goleiro e, na sequência do lance  a bola pegou a trave. E o juizão fazendo o placar ficar no 0 x 0…

Um absurdo a arbitragem não marcar a penalidade. Um absurdo o o Belletti, na transmissão da TV (eu saberia disso depois) , depois de ser perguntado “E aí, Belletti? O torcedor pediu pênalti”, dizer apenas que “a bola sobrou para o Cristaldo e ele chutou fora”. Caramba, o comentarista, que está lá para comentar os lances do jogo, e esclarecê-los para o telespectador, não viu a penalidade? Então, ele está no emprego errado. E se viu, não falou nada sobre o lance, fez de conta que não ouviu a pergunta por quê? Imprensinha…

Veja as imagens. O jogador “capivara” vai pra cima do Arouca, empurra ele com o braço, coloca a perna direita à frente da perna esquerda do palmeirense, faz a carga, segura, empurra de novo, até derrubá-lo.

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Indiscutível, não é mesmo? Juiz e bandeira, que está escondido pelo placar do jogo, na tela da TV, só não viram porque não quiseram ver.

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O Palmeiras, de novo, foi prejudicado por uma presepada da arbitragem, e daquelas que podem interferir no placar. E, de novo, na transmissão fizeram o joguinho de sempre de não dizer nada concreto a respeito. Ainda bem que quando o Verdão ganha uma partida – títulos também -, ganha na raça mesmo.

O Palmeiras seguiu buscando o gol. O Capivariano seguiu fazendo cera e batendo; Dudu levava cada “arrepiada”. E sofreu uma falta, quando ia entrar sozinho na área, o adversário que o parou, era o último homem, mas o juiz só deu amarelo. Nos comentários da TV, Belletti diria: “É que existe uma ideia aí,  de que o último homem que faz a falta deve tomar cartão vermelho…“. Existe uma ideia? E eu achava que isso tava na regra…  E Belletti continua “explicando” que o jogador infrator pode levar vermelho “mas só quando a chance de gol é clara. Como não era, tá certo o cartão amarelo”. O jogador entrar, sozinho na área, com bola dominada, e na cara do goleiro não seria chance de gol? Era isso que ia acontecer se não parassem o Dudu.

O jogo seguiu, e o Zé Roberto quase marcou de falta. A bola passou raspando…

Arouca saiu para entrar Alan Patrick (ele sairia 19 minutos depois, sentindo a coxa, e dando lugar a Victor Luís); e saiu aplaudidíssimo. Oswaldo ajeitava o time com Rafael Marques pela esquerda, Dudu pela direita, recuando mais o Robinho. O Palmeiras continuava criando, mas o último passe não dava muito certo. A torcida, mesmo impaciente, não aparava de cantar e apoiar.

E então, Marlon cometeu um pênalti escandaloso em Cristaldo. O Allianz inteiro gritou ao mesmo tempo, mas o juiz nem aí. E olha que o bandeirinha correu para a linha de fundo, sinalizando que tinha visto a penalidade, mas, covardão, ou sabe-se lá porque, ficou quieto e nada comunicou ao árbitro.

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Pênalti claro, não é mesmo? Repare na imagem acima, o bandeirinha correu até o fundo, porque viu a infração, mas, pela segunda vez na partida, uma penalidade a favor do Palmeiras não foi marcada.

A TV diria depois, depois de muito consultar as imagens, que Cristaldo estaria impedido no momento do lançamento. Que seja – eu acho que ele apenas foi mais rápido que o seu marcador. Mas, uma vez que esse “impedimento” não foi visto por ninguém, nem pela arbitragem, e não foi assinalado, por que a penalidade, claríssima, não foi marcada? E na transmissão ninguém diz que achou que foi penalidade ou que achou que não foi… Belletti diz achou que houve impedimento e “por aquele replay, eu não consegui ver se foi pênalti ou não”. Mas, quando é pra achar que o jogador “X” teve a intenção de alguma coisa, pensou isso, pensou aquilo… aí eles acham bem, né?

Com duas penalidades sofridas, e não marcadas pela arbitragem – não teve nenhum ponto para avisar o juiz? – o Palmeiras seguiu buscando o seu gol.

E foi feito o anúncio de público recorde do Palmeiras em 2015: 32.134 pagantes, para uma renda de R$ 2.578.175,00 – as rendas de Corinthians, Santos e São Paulo, somadas, são praticamente a metade do que o Palmeiras arrecadou até agora no Paulistão.

E os 32.134 parmeras + os torcedores que não pagaram + o arco-íris (se escondeu, mas ficou espiando), queriam ver bola na rede. O juiz não deixava, é verdade, os adversários faziam cera também, mas o Verdão ia atrás do gol.

Gabriel sofreu uma falta dura na entrada da área… o Allianz Parque explodiu na cobrança magistral de Robinho. Um golaço – Prass comemorou com uma voadora na bandeirinha de escanteio. Um chute perfeito, indefensável, um gol histórico, o primeiro gol de falta no Allianz Parque. Vantagem merecidíssima do Palmeiras. Gol merecido de Robinho, que joga muito.

“Olê porcooooo, olê porcooooo”… A torcida cantava alto, cantava forte… O Palmeiras continuava indo pra cima e, então, Dudu fez bela jogada e “achou” Robinho lá na direita, na entrada da área. O homem-gol da noite, de novo, num chute perfeito, meteu a bola na rede e fechou a conta da noite e soltou mais um grito de gol da nossa garganta.

Que maravilha Palmeiras! Que maravilha, Robinho!

https://www.youtube.com/watch?v=-bGwsLf6zJo

Uns minutinhos depois, o jogo acabou… Saímos felizes, cantando, fazendo as costumeiras “selfies da vitória”, saímos ainda mais líderes do nosso grupo, saímos com mais de 400 minutos sem tomar gol…

Saímos com a certeza que a nossa tempestade passou, finalmente, e que o nosso arco-íris logo estará no céu…