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Desci na estação Mal. Deodoro e a chuva, que já fazia um tempinho que tinha parado, recomeçou… Fraquinha, a principio, que me permitia ir caminhando numa boa. Mas começou a apertar e tive que pegar a capa que trazia na bolsa. E foi só eu pôr a capa que a chuva não se fez de rogada e começou a cair mais forte…

Eu olhava pra baixo pra não entrar água pelo capuz e, na noite molhada, caminhava o mais rápido que podia… a água escorrendo no meu rosto, nas minhas mãos, molhando a barra da minha calça e os meus tênis… As luzes da rua e dos faróis dos carros faziam a calçada brilhar… e ao iluminar a água nas pedras do calçamento, fazia parecer que vários pontos acesos estavam no caminho… Do outro lado da rua, a caminhada, ininterrupta, de dezenas (centenas?) de estranhos seres vestindo verde e branco e  envoltos em plástico… Todo mundo tinha pressa…  todo mundo queria se livrar da chuva que caía sem parar, todo mundo queria chegar logo… e todo mundo, como se fosse para uma festa, parecia ter o semblante feliz…

Pensamentos tão diversos e confusos povoavam a minha cabeça… Mas um deles persistia… Semifinal do Paulistão… a partida da volta contra o Santos, valendo vaga na final… naquele momento, ali, na rua, eu parecia meio anestesiada, como se soubesse que o final acabaria sendo feliz pra mim.

Dentro da capa o calor era insuportável, e o Pacaembu parecia ainda tão longe… Água, água e mais água… ela era a dona da noite…

Tínhamos a vantagem de uma vitória por 1 x 0 sobre o rival conquistada na primeira partida;  e, vantagem, seja ela qual for, é sempre uma coisa boa. Mas era uma vantagem pequena, sabíamos disso. As nuvens carregadas choviam sobre as poças d’água na rua e na calçada… choviam sobre os apressados seres envoltos em plástico…

A praça do Pacaembu estava repleta de torcedores, as barracas de comida e bebida estavam cheias de pessoas espremidas no espaço coberto… Meus amigos já estavam lá dentro do estádio. E mesmo com todo mundo parecendo igual  no uniforme das capas de chuva, consegui encontrá-los facilmente. O jogo logo começaria…

Times em campo, chuva chovendo… e o  nosso hino… “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…” quase 37 mil vozes cantavam o hino nacional à moda palestrina. A chuva não dava uma trégua…

O jogo teve início… Se, pela escalação, o Santos parecia que seria bem ofensivo, na hora do jogo ele fez o oposto, ficou mais atrás, esperando o Palmeiras, esperando um erro nosso, e cometendo muitas faltas também –  algumas, no decorrer da partida, seriam bastante desleais, e não receberiam a punição devida.

Nos primeiros minutos de jogo, o Palmeiras era melhor. Foi avançando e já trocava passes no campo do Santos… Keno já aparecera com perigo depois de um lançamento de Felipe Melo… Parecia tudo tranquilo. No entanto, aos 13′, numa vacilada  enorme nossa, e muito por causa dela, na primeira descida santista no jogo os adversários abriram o placar. Sasha, sem marcação alguma, recebeu tranquilamente um cruzamento que veio da direita e cabeceou pro gol, sem que Jaílson pudesse fazer alguma coisa.

Quase nem deu tempo de ficarmos contrariados… Três minutos depois, Tchê Tchê, batendo lateral, mandou a bola lá na área, Pitbull tentou interceptar, a bola bateu no zagueiro e sobrou para Bruno Henrique, na entrada da área, mandar um canudo pro fundo do gol. O Pacaembu quase veio abaixo no grito de gol… Ufa! Voltava tudo ao normal.

O jogo esquentou com esse empate – o Santos sentiu o gol tomado – e o Palmeiras passou a ter mais posse de bola ainda. Ao Santos cabia ficar mais na defesa esperando o Palmeiras… os dois times marcavam muito e no meio-campo o jogo ficava mais truncado, não fluía…

Cabeçada de Thiago Martins… Tabela de Victor Luís e Keno… Troca de passes entre Lucas Lima, Bruno Henrique, Keno, e quase que o Pitbull faz…

O Palmeiras marcava mais a saída de bola e o Santos se complicava perdendo a posse várias vezes… Dudu recebeu no ataque, achou Felipe Melo, e ele arriscou, de longe, e a bola passou raspando a trave…

Os palmeirenses sofriam muitas faltas, e o juiz relevava muitas delas… O Santos, ainda que tivesse muitos atacantes no time, não jogava um futebol muito ofensivo (Gabinongol era uma nulidade), procurava fechar os espaços e esperar o Palmeiras ir pra cima…

Mas, aos 39′, uma outra bobeada do Palmeiras e tomamos o segundo gol. Os santistas tiveram seu mérito pela jogada, claro, mas eles eram 3 na área, e o Palmeiras tinha 6 jogadores ali… Alguns jogadores nossos reclamaram impedimento – eu também pensei que tinha havido alguma coisa errada -, mas o gol foi legal.

O Santos abusava de entradas duras que, no máximo, geravam algum amarelo – no tranco de Gabinongol em Lucas Lima, por exemplo, por trás, sem bola, e na frente do árbitro, nada foi marcado…

 

 

Na mão de Lucas Veríssimo, deixada na cara do mesmo Lucas Lima, o cartão foi amarelo…

Bruno Henrique bateu falta e o goleiro santista fez uma defesaça.

Dudu achou Keno na entrada da área. Ele tentava o giro quando David Braz, esquecendo a bola entrou de sola, no palmeirense. O árbitro… nada marcou, e tinha que ter dado um vermelhinho para o zagueiro santista…

(Estou sem Photoscape e fotografei as imagens abaixo. Dá pra ver mesmo assim. Logo, elas serão substituídas por imagens melhores)

David Braz esqueceu a bola, foi de sola (foi pra quebrar), no tornozelo de Keno, entrou rasgando na perna que servia de apoio ao palmeirense (e qual é o jogador que não sabe o estrago que isso pode causar?). A entrada dura, desleal, acabou numa tesoura… e o árbitro deixou passar tudo isso.


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Que “sorte” teve o Palmeiras no jogo, não?

Victor Luís cobrou uma outra falta, chutou forte, rasteiro, e o goleiro santista teve que fazer outra boa defesa…

Gabigol, que não jogava nada, deu um golpe em Bruno Henrique, sem bola, na cara do bandeira… e ficou por isso mesmo. Imagina o Felipe Melo fazendo qualquer uma dessas faltinhas aí?

Só deu Palmeiras nos últimos minutos do primeiro tempo, mas o gol não saiu…

A água continuava a cair… a noite parecia estranha… o Palmeiras pecando nas suas finalizações – poderia ter matado o jogo no primeiro tempo – e perdendo para um time que desceu apenas duas vezes e fez dois gols, o árbitro sendo conivente com a deslealdade de alguns santistas…

No segundo tempo, o Palmeiras ia pra cima, mas parecia nervoso, querendo resolver de todo jeito,  e também parecia pilhado pelas muitas faltas que sofria e o árbitro deixava pra lá… e essa “pilha” só era boa para o adversário.

Não sei se por causa da chuva, ou se porque Lucas Lima precisava ser mais criativo, mas o Palmeiras insistia nos cruzamentos, nas bolas altas, voltava muitas bolas para Jaílson… não me parecia nada produtivo isso. Somos melhores com bola no chão. Sem contar que, nervoso, o time errava muitos passes. As atuações palestrinas, quase como um todo, deixavam a desejar… mas nem por isso o time deixava de buscar o gol de empate que garantiria a classificação do Palmeiras na final.

O tempo ia passando… a chuva nos castigava… mas a tensão nos castigava ainda mais…  Roger já tinha colocado Guerra, Deyverson e Moisés no time…

Dudu levou um pontapé (mais um)… e o árbitro só no amarelinho…

Dudu cobrou uma falta, o goleiro santista saiu de soco na bola, ela sobrou pra Keno, que fez o corte e chutou, mas ela foi pra fora…

Eu resolvera tirar da cabeça o capuz, e estava encharcada, com a roupa toda molhada, as meias molhadas também… mas nem sentia mais o desconforto… o coração, ansioso, tentava adivinhar o final daquela noite…

O segundo tempo acabou e teríamos os famigerados pênaltis… O Pacaembu gritava: Jaílson! Jaílson! Jaílson! Mesmo sabendo do absurdo potencial de Jaílson, não tive como não me lembrar de Prass – lá no campo, ele parecia falar algo ao grupo – e daquela semifinal e final de Copa do Brasil… Lá íamos nós outra vez…

Parece incrível, mas quase sempre sei quem vai, e se vai, errar a cobrança, por isso, não vejo as cobranças do Palmeiras nunca, para não contaminar meu coração com alguma coisa negativa…

Eu ouvia o nome de quem ia bater ser gritado e rezava por ele, torcia por ele… e, olhando para o céu, ficava esperando só pelo grito da minha torcida…

Dudu (Capricha, Duduzinho! lindo!)… GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL !!

O sardinha, que se acha o último anel de Saturno (aham), converteu o dele…

Tchê Tchê (No fundo da rede, Tche Tchezinho) … GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL !!

E, então, lembrando de todas as dificuldades que Jaílson enfrentara na carreira, e de como tudo mudara ´pra melhor quando ele foi contratado pelo Verdão, decidi que veria as cobranças santistas, porque Jaílson ia pegar… Parecia tão óbvio que ele ia pegar algum… ele merecia esse momento. A chuva molhava meu rosto, algumas lágrimas molhavam meu rosto… meu coração tinha certeza agora… a vaga seria nossa.

Gian Motta marcou para o Santos…

Victor Luís (Pra guardar, Victor Luís!)… GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL !!

Jaílson foi pro gol…  a cobrança seria de Diogo Vítor (“Pega, Jaílson, pega, Jaílson!! Você vai pegar!!”)…   DEFENDEEEEEEEEEEEEEEU, JAÍLSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOON!!!

,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,Resultado de imagem para Palmeiras x Santos 2018 penaltis

Deus do céu… ali, na bancada cheia de água, castigados pela chuva incessante, os encharcados seres envoltos em plástico enlouqueceram… e gritaram muito, e se abraçaram muito…

A tensão aumentava conforme as cobranças iam chegando ao final…

Moisés (“Capricha, Moisés. Guarda essa, profeta!”)… GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL !!

Arthur Gomes converteu o dele… e Jaílson tinha acertado o canto… quase….

Última cobrança para o Palmeiras…bastava acertar e a vaga seria nossa… O torcedor gritava o nome de Guerra…

Guerra foi pra marca da cal (Guarda, Guerra! Guarda!!)… Ninguém ousava respirar no Pacaembu… nossos olhos dentro de campo… nossos corações também… GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL !!

A respiração, que estivera suspensa, se fartou de ar… o Pacaembu explodiu no grito de gol… os jogadores corriam alucinados em direção de Jaílson… os reservas corriam para o campo… Roger comemorava muito… os seres envoltos em plástico, inundados de água, lágrimas e alegria, se embriagavam com aquele momento… alguns deles choravam convulsivamente… nada mais nos importava aquela noite… o mundo todo era verde… nós éramos os verdadeiros donos da noite.

Tche Tchezinho lindo chorava lá no campo… Jailsão da Massa, nosso anjo da guarda, festejadíssimo, chorava também…

Saíramos de uma grande batalha… Estávamos todos vivos, exaustos, mais fortes e mais unidos do que nunca, encharcados de felicidade… e na final!

Grazie, Dio!! Grazie, Palmeiras!!

E vamos em frente, que a guerra ainda não acabou…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

……Resultado de imagem para pALMEIRAS 5 X 0 nOVORIZONTINO

Depois de o Palmeiras fazer 3 x 0 lá em Novo Horizonte, ninguém duvidava da sua classificação à semifinal do Paulistão. Mas aquele 7 x 1, que a seleção brasileira e boa parte dos brasileiros tiveram que engolir há uns poucos anos, ensinou a todos nós que a soberba não é boa companheira. Portanto, ficamos esperando pelo jogo da volta, em nossa casa, para que pudéssemos comemorar a vaga. Mas nenhum de nós imaginou que com uma vantagem tão boa, o Palmeiras fosse fazer de conta que partia do 0 x 0…

E foi um passeio… não só pelo placar dilatado, que poderia ter sido até maior, mas pelo futebol apresentado, pela velocidade do ataque, pela boa movimentação, cheia de toques rápidos, pela incessante procura do gol, pela afinidade de Dudu, Willian, Keno e Lucas Lima (sobraram no jogo)… pela cabeça muito pensante de Felipe Melo (cada enfiada de bola/virada de jogo linda que ele deu. Perdeu uma cobrança de pênalti, é verdade, mas isso foi nada perto do muito que ele jogou e da quantidade de gols que o Palmeiras fez)… pela bela partida de Victor Luís e Marcos Rocha (eles nos surpreendem a cada jogo)… pelo desempenho de Prass nas raríssimas vezes em que teve que trabalhar… pela presença de Antonio Carlos e Thiago Martins, incansáveis na defesa (mas tiveram pouco trabalho)… pelo Bruno Henrique, que está cada vez melhor… pelos 4 gols marcados no primeiro tempo, e mais um na etapa final.

Para a caminhada no campeonato, foi uma partida excelente… o Palmeiras continua líder na classificação geral, com a opção de decidir no Allianz, cresce no momento certo, o time encorpa, ganha mais confiança…

Para a torcida, foi simplesmente delicioso ver o Palmeiras tão superior… tão “indo pra cima do adversário”… jogando um futebol tão envolvente, com a bola passando de pé em pé, com um gol mais bonito do que o outro… e com chances reais e bem palpáveis de brigar pelo título.

O primeiro gol aconteceu aos 6′ de jogo. Dudu ficou com a bola na linha de fundo e cruzou pra área, a defesa tirou. Na sobra, Lucas Lima, de fora da área, tocou para Willian que entrava, ele tentou cruzar pra Bruno Henrique, a zaga afastou, a bola voltou pra Willian, e ele, cruzou rasteiro pra Bruno Henrique dessa vez guardar no fundo da rede.

Festa da torcida, e festa dos jogadores em campo. Eles comemoravam muito. O Novo Horizontino, que já tinha a vida complicada com os 3 x 0 do outro jogo, ficava mais enrolado ainda com 4 x 0 no agregado. Para os parmeras, era um sossego só ver o time confirmando a vaga.

Só dava Palmeiras no jogo…. e a bola era de pé em pé… e, assim, aos 18′, o Verdão tratou de aumentar o placar. Keno desceu em velocidade, tabelou com Lucas Lima  – que devolução enjoada do nosso meia – e, por cobertura fez um golaço. O Novo Horizontino não tinha mais aspiração alguma ali…

Mas o Palmeiras estava “on fire”… aos 34′, Lucas Lima, antes da linha do meio de campo, deu um belo passe para Marcos Rocha lá na frente; ele deu uma ajeitada de cabeça, colocou a bola no chão, girou, e tocou lá do outro lado onde chegava Willian, que lance bonito… O BGod bateu de primeira e fez um golaço… o terceiro do Verdão.

A chuva caía forte no Allianz Parque… O juiz avisara que o jogo ia até os 46’… Duduzinho deve ter pensado: “vai até os 46? Oba! Dá tempo de eu marcar também”…

Marcos Rocha cobrou uma falta e lançou Dudu; o baixinho passou a bola pra Keno, que tentou enfiar lá no meio para Bruno Henrique, a zaga tirou e a bola voltou pra Dudu, ele avançou, driblou o adversário, driblou o Bruno Henrique e guardou o quarto do Verdão. Se nos outros gols, nós, que estávamos no lado oposto, na hora não sabíamos ao certo quem tinha marcado, uma vez que as jogadas eram rápidas e muita gente participava delas, nesse eu sabia, com certeza, que tinha sido Duduzinho a marcar. O gol tinha a cara e o jeitão dele.

O Novo Horizontino nada mais podia fazer, a não ser que marcasse oito gols no Verdão… e todos sabíamos que isso não ia acontecer.

Roger trouxe Dracena e Tchê Tchê depois do intervalo para os lugares de Thiago Martins e Marcos Rocha. Mas com 7 x 0 no agregado, o Palmeiras passou a fazer um jogo mais frio. O adversário, por sua vez, nem se aventurava e esperava pelas oportunidades de sair em contra ataque…

Jonatan Lima deu uma botinada nas costas de Keno e foi expulso. Minutos depois, Roger sacou Willian e promoveu a entrada de Papagaio. Com um a menos o Novo Horizontino achou que tinha que bater mais, o Palmeiras não gostou e o jogo ficou mais tenso.

Keno foi empurrado na área e o juiz não marcou a penalidade…

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Não demorou nadinha e Keno deu umas pedaladas na frente do adversário e levou um tranco. O jogador do Novo Horizontino esqueceu a bola, nem a disputou e foi no corpo de Keno. Essa falta o juiz marcou (tem que sofrer dois pênaltis para que marquem um). Pitbull foi para a cobrança, deu uma cavadinha (matou o goleiro) mas mandou a bola por cima.

Eu e um amigo, que tínhamos que sair mais cedo, por causa do horário infeliz do jogo, estávamos no corredor  quando ouvimos mais um grito de gol dos palmeirenses (vi depois, Keno meteu de calcanhar no meio de dois adversários e deixou Lucas Lima livre para colocar a bola na cabeça de Papagaio)… E o menino Papagaio, na sua bela e verde plumagem, balançou a rede e saiu “voando” feliz, inebriado pela sensação mágica do primeiro gol marcado no profissional, num jogo em casa, diante da sua torcida e valendo vaga na semifinal…

Estávamos na rua quando o juiz terminou a partida… Palmeiras (de fraque) 5 x 0 Novo Horizontino. Partidaça do Palmeiras!

“Ainnn, mas é só o Novo Horizontino” , disseram alguns. Novo Horizontino, que foi a terceira melhor campanha na classificação geral, melhor do que a do Santos e a do São Paulo, classificados para as semifinais (o regulamento do Paulistão é, no mínimo, estranho), e que como disse um de seus jogadores, “deu o azar de pegar o Palmeiras na disputa da vaga para a semifinal” e ser atropelado. Será que anotaram a placa?

https://www.youtube.com/watch?v=JYpWCyjRG6k

E hoje tem mais… A primeira partida do Palmeiras contra o Santos, pela semifinal do Paulistão, será jogada às 19h00 no Pacaembu.

Que Deus nos livre de juiz ladrão e… VAMOS GANHAR, PORCOOO!! 

 

Depois que um jornalista do SporTV disse em seu Twitter que os jornalistas ali eram instruídos a falarem mal do Palmeiras, nossas antenas, que sempre estão alertas com o dois-pesos-e-duas-medidas da imprensa, das arbitragens e do tribunal, ficaram ainda mais espertas… Se a emissora faz esse tipo de coisa (tentando prejudicar o Palmeiras), ficamos imaginando o que mais não poderia ser feito, sem que a gente saiba/perceba, para trazer prejuízo ao Verdão…

Na quinta-feira, a liminar que liberou o jogador Gustavo Scarpa do Fluminense, o autorizando a assinar com o Palmeiras, foi derrubada por um tribunal trabalhista do… Rio de Janeiro.

Deixa eu entender… Você trabalha para uma empresa que não te paga, então, você entra na justiça e ela o autoriza a  rescindir seu contrato e se empregar em uma outra empresa. Depois que você está no novo emprego – por autorização da justiça –  de carteira assinada, recebendo em dia, a mesma justiça diz q você tem q voltar para a empresa que não te pagava? A mesma justiça quebra o seu novo vínculo e o atrela, de novo, ao clube que não cumpriu as suas obrigações trabalhistas? Como assim?

Teve alguma coisa estranha no meio desse caminho… O Fluminense, por não cumprir os seus deveres como empregador,  perdeu os direitos que tinha sobre o jogador e a justiça, agora, inverte o que já tinha sido decidido e dá ganho de causa ao clube infrator, que não agiu bem com o seu empregado?

Autorizaram o Scarpa a se transferir para o Palmeiras e, agora, mudaram de ideia? SE NÃO PODIA, POR QUE TINHAM AUTORIZADO? Será que o Palmeiras vai ter que ‘molhar a mão’ de alguém?

E olha que interessante…

  • Os advogados de Scarpa não foram intimados a comparecer ao julgamento.
  • Não houve pedido de expedição de ofício no agravo regimental.
  • Não houve pedido de urgência (E MESMO ASSIM, FOI EXPEDIDO OFÍCIO COM URGÊNCIA)
  • Não houve lavratura de acórdão (E HOUVE EXPEDIÇÃO DE OFÍCIO SEM ACÓRDÃO)

Os advogados de Scarpa vão recorrer, e nem poderia ser diferente diante de tanta coisa feita de qualquer jeito.

E tem mais… O Palmeiras não concordou, claro, com a conduta da CBF de retirar Scarpa do BID (às 18 horas de uma sexta-feira), E TIRÁ-LO DO PRÓXIMO JOGO DO PALMEIRAS, baseada em um ofício sem qualquer ordem judicial para tal, uma vez que o documento recebido não determinava que se cumprisse a exclusão imediatamente, NEM QUE SE RESTABELECESSE O CONTRATO DELE COM O FLUMINENSE NO BID (e aí a gente presta atenção ao fato de que Carlos Eugênio Lopes, diretor jurídico da CBF, é benemérito e membro nato do Conselho Deliberativo do Fluminense).

A decisão desta quinta, contrariou parecer do Ministério Público do Trabalho, QUE REJEITOU TODAS AS ALEGAÇÕES DO CLUBE CARIOCA E CONSIDEROU JUSTOS OS MOTIVOS PARA A RESCISÃO. O MPT ainda fez recomendação ao tribunal para que fosse rejeitado o recurso do Fluminense. Mas o tribunal carioca resolveu desfazer tudo o que havia sido decidido antes. E a CBF se apressou a tirar Scarpa do Palmeiras, ou, pelo menos, do jogo de hoje.

A CBF se apressou bastante para restabelecer o contrato dele com o Fluminense,  para tirar o jogador do Palmeiras, não? (Mas até hoje ela não teve pressa, não conseguiu determinar quem eram os clubes interessados na venda da vaga da Portuguesa em 2013… até hoje, ela não conseguiu saber quem subornou a Lusa para vender a sua vaga na série A). E por que será que ela agiu assim?

A pagadora de propina, nós já sabemos, está em guerra com o Palmeiras porque ele assinou com Esporte Interativo. E, pelo andar da carruagem, parece que a CBF (o escritório da emissora, como disse o ex-jogador Alex) a está ajudando nisso…

É uma verdadeira guerra contra o Palmeiras… dentro e fora de campo. Foi prejudicado pelas arbitragens nos três clássicos do ano… Tomou um gol do Santos, de uma jogada que continuou depois de a bola ter saído pela linha de fundo; teve o goleiro Jaílson expulso diante do Lava Jato, quando ele deveria ter tomado apenas amarelo por ter cometido um pênalti, não visto pela arbitragem, e marcado (por interferência externa) quase 5 minutos depois da falta ter acontecido, sem contar que Fagner, que agrediu Lucas Lima com uma solada (como ele costuma fazer sempre sem ser punido) e deveria ter tomado o vermelho, ficou só com o amarelo. Uma invertida de cartões e quem jogou com um a menos foi o Palmeiras. E, diante do São Paulo, um gol legal de Borja foi anulado, e duas penalidades máximas sobre Dudu não foram marcadas, sem contar os amarelos todos que o juiz não quis dar para os leonores.

Some a isso a denúncia de Jaílson, Dudu e Felipe Melo – que reclamaram  da roubalheira no derby. Denúncia, que aconteceu depois de o representante do tribunal (TJD) ter falado com seu amigo Cara de Areia. E os jogadores do Palmeiras serão julgados mais de 20 DIAS APÓS O DERBY (Maoeee)! Ok que  pode ser feito nesse prazo, mas não fazem assim pra todo mundo, para todos os clubes. O cartão dado por engano para o Gabriel, ano passado, por exemplo, foi “consertado” (e não se pode consertar o que um árbitro decidiu em campo) no dia seguinte, o cartão dado por engano para o Felipe Melo, ficou por isso mesmo… A reclamação, mais acintosa de Rodrigo Caio sobre a arbitragem ter prejudicado o São Paulo, ano passado, diante do Lava Jato… também não deu em nada. Fica quase impossível não imaginarmos que o tribunal possa ter segurado o julgamento, por conveniência, para prejudicar o Palmeiras na fase de mata-mata, não é mesmo?

A coisa está descarada, e não vê quem não quer… vamos observar no jogo de hoje. O árbitro será o mesmo Flávio Rodrigues de Souza, que apitou o jogo contra sardinhas e leonores…

ABRE O OLHO, PALMEIRAS! É UMA GUERRA SIM!

 

 

 

“Jogar contra o Lava-Jato no Esmolão é igual a fazer entrega com caminhão no RJ… Você sabe que será roubado, mas tem que ir”

Duas coisas distintas (de novo)  no derby: a pasmaceira do Palmeiras em campo e a arbitragem fazendo lambança (metendo a mão)… Como nossos neurônios nos permitem pensar sobre as duas coisas, e porque uma não anula a outra, falemos sobre elas…

Eu tinha passado o dia todo no hospital, cheguei em casa em cima da hora do jogo, cheia de dores, de perna enfaixada e assistindo num link que travava toda hora. Não assisti muito bem o jogo, mas nem precisava para ver que o Palmeiras deixou bastante a desejar.

Não dá para entrar num derby sem estar ligadíssimo. Não precisa valer vaga, título, nada disso, que ainda assim vale muito, pela rivalidade, vale pelo agito todo do “antes, durante e depois” e todo o “pano pra manga” que esse confronto sempre dá…

Alguém lá no Palmeiras precisa explicar para técnicos e jogadores que chegam – e reforçar para os que já estão há mais tempo – a importância que tem isso. Desde o ano passado que o Palmeiras entra meio apático nesses clássicos. E os resultados têm sido um desastre. Tudo bem que o Daronco tinha feito o resultado do último derby de 2017, mas também naquela ocasião tínhamos entrado com a tomada do 220 ligada no 110. Funcionou, mas não como deveria. E repetimos a dose agora.

Começo de jogo, os dois times procuravam ir para o ataque… Meu link travava muitas vezes… a perna doía um bocado, Tchê Tchê deu uma enfiada de bola pro Borja, que entrou na área e chutou, mas o goleiro conseguiu abafar…

Fagner fez falta em Dudu, por trás, e o juiz deixou pra lá… No minuto seguinte, Fagner, de novo (ele tem licença pra bater sem se complicar) entrou de sola em Lucas Lima, o árbitro, Raphael Claus deu vantagem, quando a maior vantagem seria a marcação da falta na entrada da área e a expulsão de Fagner… os jogadores do Palmeiras reclamaram, e com razão. Imagina se fosse o Felipe Melo a fazer isso?

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Depois que a “vantagem” deu em nada, Raphael Claus deu amarelo para o jogador lava jato – Lucas Lima também levou cartão a seguir. Se deu amarelo é porque viu a falta, e se viu a falta, tinha que ter dado vermelho. Amarelo para uma solada dessa, seu juiz? Tem certeza?

A regra diz:

Um jogador será expulso e receberá o cartão vermelho se cometer uma das seguintes 07 (sete) faltas (duas nos interessam aqui) :

  1. for culpado de jogo brusco grave;

  2. for culpado de conduta violenta

Se essa solada aí do Fagner, esquecendo da bola e visando o corpo de Lucas Lima –   o tipo de coisa que Fagner faz constantemente com adversários, sem ser expulso -, não for jogo brusco grave, é o quê? Raphael Claus é mais um que “esquece” a regra…

Fizemos um primeiro tempo ruim sim. Faltou uma marcação mais atenta, mais intensa, faltou aquele “sangue no zóio” no time todo e faltou futebol – faltou também o juiz deixar o adversário com um a menos. E estávamos  perto dos 40′, quando tomamos um gol, de uma jogada bonita do adversário, é verdade, mas que ele fez como quis porque os defensores palmeirenses ficaram de bobeira.  Borja (ajudando na defesa) e Antonio Carlos ainda passaram batido na tentativa de interceptação e praticamente se chocaram, antes do chute a gol de Rodriguinho. E o gol aconteceu depois de o Palmeiras, mais recuado, permitir que o adversário – segundo quem contou – trocasse 28 passes, à vontade, por quase um minuto e meio. Não pode, né Palmeiras? Nem o São Bento deu esse mole lá…

Na segunda etapa, o Palmeiras até pareceu mais ligado e já tinha feito uns cruzamentos mais perigosos na área adversária. Lucas Lima deu uma enfiada de bola bem bonita no meio da defesa adversária, Borja ficou com ela e quando ia entrar na área, Cássio saiu no abafa pegando bola, Borja e tudo. Aí, pra disfarçar, e como ele sempre faz quando vai com tudo pra cima de um atacante, Cássio se jogou no chão “sentindo” o choque.

O Palmeiras tentando ir, o adversário também… mas o Palmeiras continuava jogando menos, devendo bastante em campo. Em futebol e gana. Penso que pode faltar tudo para um time, mas nunca aquela vontade enorme, aquela força que faz você tentar superar até um dia de futebol muito ruim. Sem tesão, não dá nem pra fazer café. O Palmeiras, muito provavelmente, e pelo que (não) víamos em campo, teria perdido a partida de maneira normal (ou não), com 11 em campo, com o resultado sendo feito apenas pelo futebol das equipes…

Mas era contra o Lava Jato, e lá no Itaquerão… e lá sempre tem juiz que joga a regra no lixo para não ter que expulsar jogador – como fez Daronco ano passado -, lá sempre tem juiz que valida gol impedido – como também fez Daronco ano passado -, que não vê pênalti cometido pelo time da casa; lá pode dar carrinho por trás e mandar o jogador adversário para o hospital, e o juiz não marcar nem falta (e também não ser punido depois), lá tem auxiliar de linha de fundo que não vê quando um gol é feito escandalosamente com o braço… E, sendo assim, imagina se não ia ter mais nada esquisito além da não expulsão de Fagner?

E assim foi… Adversário no ataque, e a bola foi lançada à frente onde haviam dois jogadores em impedimento, um deles era Balbuena (havia um terceiro, que estava apenas voltando). No lançamento a bola tocou em Thiago Martins. Esse toque teria anulado o impedimento de Balbuena caso tivesse sido um toque voluntário do palmeirense, uma defesa “deliberada”.  E não foi.

A regra diz: Uma “defesa deliberada” se caracteriza quando um jogador deliberadamente  joga ou tenta jogar a bola que vai em direção ou está muito próxima da sua meta, com qualquer parte do corpo, exceto com as mãos, a menos que seja o goleiro em sua própria área de pênalti.

Não foi o que aconteceu, a bola apenas resvalou em Thiago Martins e seguiu seu caminho.

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Renê, que não estava impedido, e o impedido Balbuena correm em direção à bola…

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Os dois vão disputar a bola com Jaílson…

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Balbuena até se prepara para chutar, mas a bola acaba ficando para Renê… O impedimento deveria ter sido assinalado, uma vez que ele participou ativamente da jogada (Jaílson teve que tentar fechar a porta para os dois).

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Jaílson faz a defesa, e na sequência do lance atinge o jogador adversário. Ainda que Jaílson não tenha tido a intenção – ele realmente fez a defesa primeiro -, ele levantou o pé e acertou Renê sim. Pênalti, que o juiz não marcou na hora. Não marcou na hora porque não viu. A jogada continuou, o time adversário perdeu umas duas chances de gol e, uns 30 segundos depois, o juiz parou tudo e assinalou a penalidade. E fez sinal em direção ao quarto-árbitro, indicando que ele o teria avisado.

Se o juiz, ali em cima do lance, não viu, imagina o quarto-árbitro lá perto do meio de campo? Imagina se não houve interferência externa? E justamente em benefício de quem é contra o uso do VAR – fica a impressão que o VAR, nesse caso, deve ter sido só o Velho Amigo Repórter de sempre.  Mas não teve VAR naqueles jogos decisivos na reta final do Brasileiro 2017, quando Heber, e no jogo seguinte, Daronco, operaram o Palmeiras sem anestesia, não é mesmo?

Achei pênalti sim, mas a marcação foi um trambique. E Raphael Claus puniu o Palmeiras duas vezes marcando o pênalti e expulsando Jaílson… Rigor excessivo pra um, camaradagem pra outro…

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E o árbitro inaugurou o pênalti assinalado por exame de corpo de delito, ao expulsar Jaílson. Num disfarçation danado afirmaria depois que ninguém o avisara, e que ao ver os dois buracos na coxa do jogador Renê, ele entendeu que houve a falta e que ela acontecera com uso excessivo de força. E qual goleiro, na iminência de tomar um gol não sai com tudo na jogada para tentar impedir?

Jaílson não tinha que ter sido expulso. Ele saiu na bola, fez a defesa, e na sequência do lance atingiu o jogador. Era pra ter sido marcado pênalti (sem VAR) e dado um amarelo para o jogador. A Fifa prevê que seja dado amarelo em casos assim. Os jogadores do Palmeiras, que ficou com um a menos (era o adversário quem tinha que estar com um a menos) ficaram nervosos, discutiram…

E no Livro de Regras de Raphael Claus (é ele ali, não é?) só é pênalti se tiver buraco na perna… a força excessiva aqui, o pé levantado pra acertar e parar o atacante, sem fazer a defesa, não tiveram problema nenhum e um outro derby…

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E parece que até o buraco na perna é relativo… Num jogo contra o Cruzeiro, Cássio fez dois buracos no joelho de Abila, teve sangramento, e nada foi marcado, não teve expulsão…

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Onde será que tem pra vender essa permissão para cometer pênaltis, entrar rasgando nos atacante, não ser expulso, e os pênaltis não serem marcados, que o Cássio comprou? Quero comprar uma pro Jaílson, uma pro Prass e uma pro Weverton…

Parece pouca coisa, mas muda só o vermelho do Jaílson, que tinha que ser amarelo, e o amarelo do Fagner, que tinha que ser vermelho… e a dinâmica da partida seria outra, né?

Prass foi pro jogo no lugar de Lucas Lima… Jadson foi pra cobrança e chutou pra fora. Prass estava inteiro no lance e certamente teria pegado, caso o jogador tivesse tido melhor pontaria.

O time do Palmeiras, que já não estava bem, que parecia sem muita determinação e não produzia a contento, ficou nervoso também, e aí que não saiu nada mesmo. Dudu cometeu um pênalti, o adversário converteu, e o jogo terminou 2 x 0.

Que a gente fique bravo com a derrota na hora, ok, a rivalidade é muito grande e o Palmeiras podia ter tido mais gana, podia ter sido menos apático e mais ofensivo. Podia até perder, mas dando trabalho. Mas já foi. Tem torcedor que gosta de esticar as desgraças. É preciso que saibamos administrar os reveses também, ou será que tem quem ache que o timaço de 93/94 e a Academia não perdiam? Ou será que algum palmeirense quer trocar de time/elenco com qualquer um dos clubes que estão no Paulistão 2018?

Torcer para um clube, para um time é opcional. Eu torço para o Palmeiras porque eu quero, porque eu decidi, eu escolhi (já nasci parmera). Ele já existia, eu vim depois. Eu fui até ele. Eu aceito as condições e não tenho que impor condições para torcer, para amar o meu time. Amo e ponto final. E ele não me deve nada… nunca.

Ele podia perder de 60 x 0, 20 vezes seguidas, se o futebol dos dois times assim permitisse. E eu só poderia me lamentar (a vantagem em confrontos continua sendo verde, e o número de gols marcados também) . Uma hora seu time passa três anos levando a melhor, outra hora é o adversário que fica um ano sem saber o que é perder. Essas coisas são do futebol. Mas ser roubado a cada vez que joga lá, não dá, né?  Ano passado, Daronco fez o serviço  lá, Heber já tinha feito o serviço no Allianz, e eles tiraram do Palmeiras a possibilidade de assumir a liderança do campeonato. Não receberam nenhuma punição, mas o árbitro que  expulsou Gabriel equivocadamente está lá na A2.

Tá ficando esquisito… e é inevitável que a gente vá ligando os pontos… O canal de TV instrui jornalistas para meterem o pau no Palmeiras; o canal de TV, ao que parece, não gosta do Palmeiras; o canal de TV patrocina bandeirão de time rival do Palmeiras; o Palmeiras foi garfado outra vez jogando contra esse mesmo time…  árbitro que prejudica o Lava Jato é punido prontamente, árbitros que prejudicam o Palmeiras nunca são punidos… Lembrando que a emissora, manda chuva do canal de TV, está sendo acusada de pagar propina, e o manda chuva do time queridinho do canal de TV teria sido acusado, segundo as notícias, de ser o entregador de propina no esquema de R.Teixeira…

Então, né?? Pelo sim pelo não o cabelo da gente fica em pé… Mesmo com o nosso time tendo merecido a derrota, temos que reclamar desses “erros” sim… afinal, eles acontecem muitas vezes, e é sempre a vítima que grita: Pega ladrão!

 

…………Resultado de imagem para pONTE X PALMEIRAS CAMPO ENCHARCADO

 

Na alegria e na tristeza…
Na saúde e na doença…
Com sol e com chuva… 

Com jogo bonito e com jogo feio…

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O Palmeiras foi à Campinas enfrentar a Ponte Preta, pela oitava rodada da fase de classificação do Paulistão. Meio de olho no derby, Roger Machado não relacionou Felipe Melo – com dois cartões -, Vítor Luís também ficou fora. Borja, o artilheiro do campeonato, com dores no joelho, não foi relacionado.

Mas de nada teria adiantado escalar o time de outro jeito… Chovera o domingo todo e o gramado estava impraticável. Encharcado, cheio de poças d’água, o campo possibilitava a prática de um monte de esportes – polo aquático, natação, canoagem… – menos futebol. Não tinha como tocar a bola, não tinha como criar as jogadas, as grandes chances de gol, não tinha como o Palmeiras aproveitar a habilidade de alguns de seus jogadores. As poças d’água – onde as bolas paravam inúmeras vezes – ‘driblavam’ mais, desarmavam mais. Aos times sobravam as bolas longas e as que eram levantadas na área. E nem podia ser diferente. Embora a Ponte esteja acostumada a jogar ali, o campo era ruim pra ela também, não só para o Palmeiras.

..……………………….Resultado de imagem para Palmeiras joga no Moisés Lucarelli encharcado

O jogo foi ruinzinho de assistir, imagino que, com o campo pesado, com a bola parando tantas vezes nas poças d’água, deva ter sido ruinzinho de jogar também. No primeiro tempo, o lado esquerdo do campo, por onde o Palmeiras atacava, estava encharcado, não tinha jeito de fazer a bola correr. Ainda bem que as notícias diziam que funcionários da Ponte tinham furado o gramado antes do jogo para que a drenagem funcionasse melhor…

…………………………Resultado de imagem para Palmeiras joga no Moisés Lucarelli encharcado

Chances de gol mesmo, daquelas que a gente até levanta do sofá, não teve nenhuma, mas o Palmeiras deu umas ameaçadas lá na área da Macaca que, por sua vez, deu um chute com mais perigo e Jaílson defendeu; Tchê Tchê chutou de longe e a bola passou perto.

Na segunda etapa, Vítor Luís voltou em lugar de Michel Bastos, que tomara cartão amarelo. As poças d’água continuavam desarmando os jogadores. Um problema para o Palmeiras, que tem um time mais técnico. Aos 14′, foi a vez de Guerra desarmar o jogador da Ponte com um carrinho, e partir pra área, chutar pro gol, mas o goleiro fez uma grande defesa e espalmou, William, pegou rebote, cabeceou para Guerra, ali pertinho do goleiro… ele chutou, mas ela bateu na trave e saiu.

O Palmeiras começava a pressionar mais… o campo parecia ficar menos encharcado  em algumas partes e Roger chamou Keno pro aquecimento.

A Ponte Preta, com Orinho, e em chute de longe, mandou uma na trave… Dudu quasecolocou o Palmeiras em vantagem.  Dominou com a maior categoria dentro da área, deu um corte no marcador e bateu no canto, mas a bola foi na rede pelo lado de fora.

Jogada com Willian, Lucas, Lima, Dudu e quase que o Palmeiras chega…

Apesar do campo ruim, é preciso dizer que Marcos Rocha foi muito bem (anda jogando muito nosso lateral), Lucas Lima e Dudu parecem ir se entrosando mais a cada jogo. E em lançamento de Lucas Lima, Dudu, outra vez, quase abriu o placar…

Laterais, escanteios, desarmes e atacantes na área… o Palmeiras era mais perigoso nessa segunda etapa, mas o futebol estava mesmo comprometido pelo gramado. Roger sacou Lucas Lima e colocou Bruno Henrique.  Dudu desarmou o ponte pretano, levou a bola até a área e chutou, mas o goleiro conseguiu defender…

O jogo chegou aos 45, o juiz deu mais 4, e a partida terminou mesmo 0 x 0.

Alguns torcedores – daqueles que acham que o time tem que ganhar todas, que acham – erradamente – que os times de 93, 94 não perdiam e nem empatavam, que a gloriosa Academia não perdia e nem empatava, ficaram desapontados, reclamaram.

Mas o resultado, nessas condições tão adversas, não foi ruim. O Palmeiras nadou bastante… e continuou invicto. Aliás, é o único time dentre todos os times da série A no país que não perdeu nenhuma partida; de 24 pontos disputados, ganhou 20.  Tá tranquilo, tá invicto, Jaílsão está há 29 partidas sem perder, e alcançou a marca de Veloso (ainda bem que negão não serve pra goleiro, né Edílson?). E nessa fase de classificação, além das vitórias nos clássicos, se possível, a única coisa que nos interessa mesmo é classificar…

E, para os nutellinhas, mimizentos,  do “Ainnnn, mas o Palmeiras não ganhou… que time ruim!”, não tem dificuldade alguma… é só dar uma olhada na tabela…

PAL – 20 Pontos – 0 Derrota
San – 14 Pontos – 2 Derrotas
Cor – 13 Pontos – 3 Derrotas 
Sao- 10 Pontos – 3 Derrotas

Tem mais 15 times na disputa, quem não estiver contente, é só escolher outro…

“Vou ganhar agora, não me leve a mal, hoje é carnaval” 

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Em plena noite de sábado de carnaval, a “Acadêmicos do Verdão” entrou em campo pra enfrentar o Mirassol, para buscar mais uma vitória e manter a invencibilidade no campeonato. O Verdão, aliás, é o único time da série A  que está 100%.

Na Comissão de frente, nenhuma novidade, a ala “Melhor Ataque” trazia Dudu, Willian e Borja, comandados pelo mestre-sala Lucas Lima, que vinha mais atrás. Na ala lateral, Marcos Rocha e Michel Bastos, em substituição a Vítor Luís. Na ala do meio, os  especialistas em evolução  Felipe Melo, (melhor desarme, mesmo tendo jogado uma partida a menos) e Tchê Tchê “Mochila de Leão”… mais atrás,  a Ala “Melhor Defesa”, com Antonio Carlos, Thiago Martins e Jailsão da Massa. Puxando o samba, a Que Canta e Vibra – o estádio, com lotação máxima, e como sempre acontece quando o Palmeiras vai jogar fora, estava repleto de palmeirenses.

E não teve segredo… o Palmeiras venceu por 2 x 0.

No primeiro tempo, nada de muito importante aconteceu até os 20 minutos… Mirassol defendia bastante, procurava não dar espaços, por isso, o Palmeiras não evoluía como podia, os dois times erravam passes… O dono da casa até se empolgava e ia pro ataque, mas sem real perigo, a não ser aos 21′, quando Rodolfo  entrou na pequena área e chutou forte pro gol, Jaílson defendeu, o mesmo Rodolfo ficou com o rebote e tocou para Douglas Baggio, de frente pro gol, só ter o trabalho de guardar. Mas Lucas Lima, que já tinha se posicionado ali embaixo da trave desde o momento da defesa de Jaílson, impediu o gol do Mirassol – Jailson ainda acabaria ficando com a bola. Defesaça do nosso meia. Devia ter recebido parte do bicho do Jailsão.

Logo em seguida, aos 23′, Felipe Melo mandou a bola à frente para Borja, na intermediária, o seu marcador afastou, Lucas Lima, esperto, ficou com a bola, achou um buraco e tocou rapidamente para Borja. Borjão da Massa, nosso passista, invadiu a área, tocou no meio das pernas do goleiro e fez o Verdão brilhar na “avenida”. Gol lindo do nosso colombiano, e que assistência show do Lucas Lima (participação importantíssima de Lucas Lima nos dois lances que garantiam o Palmeiras na frente do placar no primeiro tempo).

Enlouquecido de alegria, nosso passista ganhou a “avenida”… E pensar que teve um repórter que perguntou outro dia pro Borja por que ele não sorria (isso é pergunta que se faça a um jogador?). Mas ele sorri sim ‘seo’ repórter, e que sorriso mais lindo ele tem…

“Diga, espelho meu, se há na avenida alguém mais feliz que eu” 

…………

Tranquilo com o gol marcado. o Palmeiras começou a se movimentar mais, a achar mais espaços (Borja foi um dos melhores em campo ao lado do cheio de vontade Lucas Lima), mas o primeiro tempo acabou sem alteração no placar.

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou mais objetivo e, talvez por isso, o Mirassol começou a errar mais passes.

Marcos Rocha deu uma sambada (uma caneta) no adversário e sofreu a falta; na cobrança, ela foi tocada pra Lucas Lima que mandou lá na área onde estava Borja, ele tocou de cabeça e o zagueiro salvou em “cima da linha”. Confesso que, na hora, fiquei com a impressão que ela tinha entrado. Ainda tenho essa impressão, mas como não foi disponibilizada uma imagem no ângulo adequado (o ângulo que tem o bandeira) pra eliminar qualquer dúvida… tenho que concordar com a marcação.

……..

Keno entrou no lugar do Bigode… Scarpa entrou depois no lugar de Lucas Lima… O Palmeiras estava bem mais perigoso, ia mais vezes ao ataque, tocava melhor a bola… estava bem em harmonia. Borja já tinha aparecido com perigo duas vezes… o Palmeiras trocava mais passes, gastava mais o tempo…

Os “puxadores do samba” e a bateria faziam a festa na bancada…

O jogo já chegava aos 40′ do segundo tempo quando Felipe Melo tocou pra Dudu, que tocou  pro Tchê Tchê… e o Tchê Tchê, em seu centésimo jogo pelo Verdão, deu um passe lindo para o passista Borja lá na frente. Borjão da Massa foi derrubado dentro da área… E isso é pênalti!

Duduzinho lindo, destaque da “Acadêmicos do Verdão”, e cobrador oficial agora, foi lá e guardou. Cobrou muito bem nosso baixinho; chute forte, bola num canto, goleiro do outro. Estava liquidada a fatura.

………………………..Resultado de imagem para Dudu cobra pênalti contra o Mirassol

Roger colocou Thiago Santos, que também completava 100 jogos pelo Palmeiras, em lugar de Tchê Tchê…

O “samba enredo” era cantado a plenos pulmões… a “bateria” não queria saber de paradinha não…  tão linda quanto a evolução em campo era a evolução na bancada… os foliões eram uma alegria só… e o “desfile” do Palmeiras chegou ao final.

“Acadêmicos do Verdão” passou tranquila na avenida e chegou bonita na dispersão… nota 100%.

Jailsão, 500 dias (27 jogos) sem perder… Palmeiras 100%, 6 jogos e 6 vitórias… melhor ataque… melhor defesa… o time mais caçado (Duduzinho é o parmera que mais recebe faltas), Felipe Melo é quem mais desarmou no campeonato… e Roger, o técnico para o qual alguns palmeirenses torceram o nariz na chegada, e que tem conseguido manter a mesma escalação sem deixar de dar oportunidade aos suplentes (seria esse o segredo de um time tão unido e motivado?), tem o melhor início de trabalho no Palmeiras nos últimos 40 anos. Com 100% de aproveitamento em 6 jogos no Campeonato Paulista, Roger Machado agora persegue uma nova marca: os sete triunfos seguidos de Filpo Nuñez, em 1978.

Tô me sentindo insuportável com essas marcas todas.

E 17  mil ingressos já foram vendidos para Palmeiras x Linense, que será disputado na próxima quinta-feira. Booora lá, parmerada, encher o Allianz para ajudar o Palmeiras a buscar a sétima vitória e Roger a alcançar a marca de Filpo Nuñez.

“Quem não chora não mama!
Segura, meu bem, a chupeta
Lugar quente é na cama
Ou então no Bola Preta” 

O Palmeiras continua 100% no Paulistão… 5 jogos, 5 vitórias, melhor ataque, melhor defesa, melhor saldo de gols. E dessa vez foi contra o Santos.

Final de semana de primeiro grito de carnaval em São Paulo, milhões de pessoas nos blocos, e nem assim o Allianz ficou vazio. Ao contrário, o bloco “Unidos de Allianz Parque” estava entupido de gente… 38 mil pessoas.

Foi uma vitória tranquila do Palmeiras… e teria sido mais tranquila ainda não fosse o árbitro…

No primeiro jogo de Lucas Lima contra o seu ex-time, deu Verdão. Ainda que não tivesse levado perigo ao adversário o tempo todo, como gostamos nós, torcedores, o Palmeiras venceu o Santos com sobras e teve o domínio da partida.

O juiz, Flávio Rodrigues de Souza, mal tinha apitado o início de jogo e o Palmeiras já saía na frente. Com 2′, na segunda cobrança de escanteio palestrina, Antonio Carlos subiu mais que David Braz e, de cabeça, guardou no canto esquerdo de Vanderlei.  Uma bela cobrança de escanteio de Duduzinho (ele já participou de 5 dos 10 gols palmeirenses no ano). E foi bem pertinho de onde eu estava, que delícia de gol. Os jogadores todos se uniram num abraço gigante em volta do emocionado Antonio Carlos, os reservas correram lá na lateral pra comemorar com Roger…  nós nos abraçávamos na bancada…  Nosso “primeiro grito de carnaval” explodia no Allianz Parque.

E não tive como deixar de lembrar do treinamento de finalização em cobranças de escanteios e faltas que Roger Machado tinha dado no treinamento de preparação para o clássico.

Logo depois do gol, Lucas Lima mandou na trave uma cobrança de falta. Foi um lance rápido, a bola bateu no travessão, ficou viva na área,  mas eles conseguiram evitar que os palmeirenses aproveitassem o lance.

Jogo de torcida cantando forte…  de adversário meio perdido, sem força para ameaçar o Palmeiras. E só aos 13′ eles levaram perigo à nossa meta. Depois de uma falha individual – nosso primeiro erro de passe no jogo – , Arthur chutou pela direita e Jaílson fez uma boa defesa mandando pra escanteio. Na cobrança, Sasha subiu livre e cabeceou pro gol… porém, tinha um Jaílson no meio do caminho de Sasha… Jailsão da Massa fez uma defesaça e impediu o gol santista. Ô goleiro enjoado que não sabe o que é perder…

O jogo ficou meio devagar, o Palmeiras diminuiu o ritmo, esperando pelas oportunidades de contra atacar – e não estava errado. O primeiro clássico da temporada, o primeiro clássico de Roger e de alguns  jogadores aqui no Palmeiras… e estávamos ganhando, jogando melhor… O Santos até se animou com isso e rondou a nossa área, mas sem realmente levar perigo, a não ser nos dois lances, já citados, em que Jaílson resolveu.

Os palmeirenses se movimentavam bastante, trocavam de posição… O Verdão ditava o ritmo de jogo.

Já no final do primeiro tempo, com o Palmeiras voltando a empurrar o Santos para o seu campo de defesa, Felipe Melo desarmou Copete e foi pisado pelo santista… e  Flávio Rodrigues de Souza, o árbitro, deixou barato.  “Ainnn, ele errou o tempo da bola”, diriam alguns…

…………………….

Imagina o que diriam essas mesmas pessoas – que recebem ordens para falar mal do Palmeiras -, se fosse o Felipe Melo “errando o tempo da bola” e pisando algum adversário como Copete fez com ele? Levaria vermelho direto.  E mesmo tendo cometido outras faltas, além desse pisão que ficou impune, o santista só levaria um cartão no final da segunda etapa. Lucas Lima, no entanto,  levou um amarelo aos 25 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, o Palmeiras voltou aceso. No primeiro minuto, Felipe Melo (que nos primeiros 45 minutos já tinha dado um drible num santista e o deixado procurando a bola e ele até hoje), chutou de fora da área , mas o goleiro segurou. Logo depois, Borja recebeu na área, mas Caju conseguiu chegar a tempo de travar o chute… No minuto seguinte, Thiago Martins, na cara do goleiro, cabeceou pro gol, mas Vanderlei fez uma boa defesa… Blitz do Palmeiras pra cima das sardinhas.

O relógio marcava 4 minutos do segundo tempo, Borja enfiou a bola para Willian, ele avançou tentando entrar na área , passou por dois, mas a bola escapou dele um pouquinho… Não deu nem tempo de a gente ver direito o que aconteceu e ela estava dentro do gol do Santos. Borja, na meia lua, espertíssimo, tão logo viu a bola que ia em sua direção, mandou um canudo de primeira que foi morrer no fundo da rede. Que gol lindo, Borjão! Fiquei feliz demais com o gol dele.

Com a tranquilidade de 2 x 0 no placar, o Palmeiras, que dominava o jogo, esperava o Santos… Nossa defesa estava bem… só se acontecesse algo muito inesperado para tomarmos um gol…

E, então, aos 17′, com o Santos ciscando em nossa área, o inesperado, não tão inesperado assim (as arbitragens sempre afanam o Palmeiras mesmo) aconteceu. Marcos Rocha não conseguiu evitar um escanteio, tocou na bola depois que ela havia saído, e ela voltou pro campo. O árbitro ignorou  a saída de bola e deu continuidade à jogada; os palmeirenses, achando que ele ia marcar o escanteio, se descuidaram – não deveriam – e o Santos descontou.

……………

……………

Veja só, a bola sai inteirinha pela linha de fundo e o juiz deixa a jogada seguir como se nada tivesse acontecido. Quais as chances de o Palmeiras fazer um gol nessas condições e não aparecer jornalista, árbitro de vídeo,  delegado, marciano, inca venusiano  informando ao quarto-árbitro que teve irregularidade na jogada?  Nenhuma, né?

Uns minutos depois, Tchê Tchê sofre pênalti de David Braz – ele entrou atropelando o palmeirense – e o juiz nada marca. O bandeira também não. A imagem abaixo foi tirada de um gif, mas dá pra ver muito bem. Com a perna direita estendida para o lado ele atinge o pé de apoio de Tchê Tchê, e com o corpo acerta o pé que domina a bola e derruba o palmeirense.

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Difícil acreditarmos que juiz e bandeira não viram a falta… ou que acharam que ela foi normal.

Aos 30′, Roger atendeu a torcida e colocou Keno.  Dudu deu lugar a ele. O baixinho saiu aplaudidíssimo, aos gritos de “Dudu, guerreiro”. Keno também foi aplaudido ao entrar. Minutos depois, Bruno Henrique entrou no lugar de Tchê Tchê.

O Palmeiras seguro na marcação, seguro do meio pra trás, dominava o jogo e garantia o resultado, que só não era maior porque o árbitro não apitava direito. E ele resolveu ignorar mais um pênalti a favor do Palmeiras. Com quase 40 minutos de segundo tempo, BGod recebeu na área, levou um tranco e foi derrubado por Alison. O juiz nada marcou (não tive tempo de procurar essa imagem, mas logo ela estará aqui).

Roger ainda promoveu uma estreia; colocou Scarpa no lugar de Lucas Lima. Aplausos para os dois. Com 4 min de acréscimo, ele encerrou a partida. O Palmeiras, merecidamente, saiu com a vitória.

https://www.youtube.com/watch?v=B6No6Xu3g2M

“Tô mi gostando” do Roger Carvalho. O time está jogando bem, ele parece saber lidar bem com o elenco de tantos bons jogadores.  Bancou o Borja no time e ele fez o gol da vitória, e tá jogando bem e se soltando cada vez mais… voltou o Pitbull para o lugar de onde ele não deveria ter saído… repete a escalação, mas mesmo assim sempre dá um jeito de dar oportunidade para os que estão no banco… O Palmeiras, do meio pra frente tá encardido, tem muita qualidade ali. 

Se do meio pra trás a coisa funcionar, estiver consistente, penso que o Palmeiras vai dar trabalho, muito trabalho. E o bom da coisa é que parece que o Roger está acertando esse do meio pra trás… 

Mas tem um porém… a diretoria tem que abrir os olhos e mantê-los bem abertos,  nas arbitragens. Dia desses meteram a mão na Ferroviária para favorecer um certo time, no clássico no Allianz era palpável a impressão de que o árbitro usava um critério diferente para cada time.  Flávio Rodrigues de Souza fez vistas grossas para muita botinada que deram em Dudu, em Lucas Lima, em Willian, fez vistas grossas para a mão adversária na cara do Keno, para a pisada no Pitbull… para a bola que saiu em escanteio e resultou em gol… para o pênalti cometido por David Braz, para o outro pênalti cometido por Alison…  e poderia ter mudado o resultado da partida.

Já sabemos que a pagadora de propina manda jornalistas meterem o pau no Palmeiras (um  ex-SporTV foi quem cantou essa bola), e como ela parece mandar no futebol e até na CBF, fica a pergunta:  será que esses árbitros, que prejudicam o Verdão, são instruídos para apitarem assim, são paus mandados também?

Abre o olho, Galiotte! E não dá mole não.

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“Eu não perco pra essa Ponte Preta nem a pau! Eu me quebro todinho de novo se for preciso…” – São Marcos, na final do Paulistão 2008.

Ultimamente, apenas por falta de tempo, não tenho escrito sobre os jogos do Palmeiras, e olha que andamos fazendo algumas partidas memoráveis (contra o Santos, Jorge Wilstermann, Peñarol, por exemplo)… mas quero falar sobre o jogo contra a Ponte Preta, que, para nós, nada teve de bom.

Acho que nem o mais otimista torcedor da Ponte imaginou um resultado como o do jogo de domingo… nós, palestrinos, muito menos. Ainda bem que, segundo alguns debiloides, ‘a Crefisa compra os resultados dos nossos jogos’, né?

Eu sei que não existe time imbatível, tenha ele o elenco que tiver… não tenho a pretensão que o Palmeiras seja invencível – ele não foi invencível no Brasileiro 2016, e foi campeão, com sobras. No entanto, tenha o Palmeiras um elenco de craques, ou de jogadores comuns, ele tem que entrar em campo pra buscar a vitória. Se vai ganhar, se vai perder, é outro papo, mas o time tem que suar a camisa, tem que sujar o uniforme, tem que ralar em campo… e, pra mim, o Palmeiras não fez nada disso no domingo. Tomar 3 gols, no primeiro tempo, e, no segundo, não tentar nem descontar o prejuízo? Inimaginável, ainda mais com esse elenco atual, que tem jogado sempre com tanto empenho.

Não sei o motivo desse desastre – sim, foi um desastre -, não sei se a partida anterior contra o Peñarol, de adrenalina a milhão, acabou fazendo essa partida do Paulistão ser vista de outra forma, se a fez perder a importância, não sei se estavam todos “de chico”, ou se estavam mental e fisicamente cansados… Não sei, não tenho como saber, tampouco posso adivinhar, mas, sinceramente, achei que faltou atitude, eles não costumam ficar nessa preguiça, só andando em campo… Muitos torcedores disseram que foi soberba, pois eu acho o contrário, tivesse o time um pouquinho que fosse de soberba, e não teria aceitado aquele resultado tão passivamente.

E sem querer desmerecer a Ponte e seus jogadores (têm um bom time e mereceram a vitória), mas o Palmeiras, num dia de apagão total, não foi realmente um adversário , e acabou entregando o resultado ‘facinho, facinho’. No primeiro tempo, a única coisa que o Palmeiras fez foi tomar três gols. E o adversário nem precisou jogar grande coisa pra isso, como o Palmeiras não oferecia perigo, ela fez o arroz com feijão mesmo, e nós ajudamos um bocado.

Acredito que em condições normais, com o time do Palmeiras ligado, no ModeON, a Ponte poderia até ganhar, mas não iria fazer esses 3 gols não (faz tempo que não somos derrotados assim), com toda essa facilidade, com vacilos e escorregões (justo do cara que, em 2016, num escorregão mágico, cheio de garra e determinação nos ajudou num lance importantíssimo na conquista de um título maravilhoso – até a sorte estava de mal da gente no domingo).

Tudo muito confuso… o juiz também. Deixou de expulsar Bob, da Ponte,  por agredir Willian, quando o placar marcava 2 x 0 para os donos da casa.

O árbitro deixou de marcar  um pênalti também, cometido por Prass, quando a Ponte já vencia por 3 x 0.

Muito embora fosse provável que a Ponte fizesse o quarto gol caso o juiz apitasse corretamente, não dá para se ter certeza disso, afinal, Prass defendendo penalidades é coisa bastante comum.

Também não dá para sabermos se, com um a menos, caso o juiz expulsasse Bob (o juiz já tinha deixado de dar um amarelo pra ele antes) como ele merecia e quando a partida estava 2 x 0, a Ponte teria feito o terceiro gol, não dá para sabermos se a dinâmica de jogo mudaria, se o Palmeiras, com um a mais, teria descontado, ou se a coisa teria se desenrolado do mesmo jeito…

Uns acham que poderiam ter feito o quarto gol, outros acham que não teriam tomado nem o terceiro e teriam descontado… Mas fica tudo no campo da hipotése, no “e se”… A partida acabou mesmo com 3 x 0.

Foi difícil de lidar com esse resultado, mais difícil de lidar ainda foi termos visto o Palmeiras tão apático, sem alma… tão ao contrário do que temos visto ultimamente. Mas já passou… já é página virada. Jamais vou ficar “de mal” com o meu tão amado time, que tem me dado tantas alegrias…

E por isso mesmo, porque esse time me dá muitas alegrias, porque ele é sempre cheio de garra, está sempre jogando com a alma e o coração, é que eu espero outro Palmeiras para o jogo de hoje (sim, já chegou o dia da segunda partida); espero aquele Palmeiras, valente, que vai “morder” o adversário… aquele, que incendeia o Allianz Parque com garra, energia, dribles e ataques velozes… aquele, que não desiste, que entrega a alma em busca da vitória…  e luta muito… até o último minuto… até o apito final…

Está no nosso DNA, está na nossa história…

E já vencemos a Ponte por 3 ou mais gols… 18 vezes. Já vencemos esse mesmo clube, por 5 x 0, em uma final de Paulistão… Neste ano, já vencemos 4 partidas no campeonato por 3 ou mais gols…

Em nosso livro de grandes feitos, já viramos uma partida – que até o narrador considerava decidida -, de maneira épica, pra cima do Flamengo, nos últimos minutos…

Já tomamos 5 gols do Grêmio, no sul, e depois fizemos 5 gols em nossa casa…

Já decidimos uma Libertadores, num jogo em parecia que ia dar tudo errado (tomamos gol, tivemos jogador expulso)… e saímos campeões…

Em 2012, a torcida do Coritiba já tinha até pintado a estrela de campeão na parede… e teve que tirar, porque a estrela veio brilhar no céu do Palestra…

Disputamos uma Copa do Brasil, em 2015, e o adversário da final, antes mesmo do jogo, já tinha até poster de campeão… só que o caneco foi morar em nossa casa…

Fomos campeões brasileiros em 2016 – com sobras, diga-se de passagem – mas todo mundo fazia questão de sentir um ‘cheiro’ diferente… e o único cheiro que se sentiu, de verdade, o campeonato todo, foi cheiro de porco, líder e campeão…

Nosso destino é lutar… e vencer…  Tá no sangue, no DNA, na alma… tá na história do maior campeão do Brasil!

Boooooora Prass, Jailsão da Massa, Vinícius, Jean, Fabiano, Zé Roberto, Egídio, Mina, Vitor Hugo, Dracena, Antonio Carlos, Thiago Martins, Tche Tche, Arouca, Felipe Melo,Thiago Santos, Guerra, Michel Bastos, Raphael Veiga,  Dudu, Keno, Willian, Guedes, Rafa Marques, Borja, Alecsandro… seus lindos!! Booooooora, Verdão! Vamos buscar!

Booooooora, Eduardão da Massa, agita a rapaziada aí… nós confiamos em vocês!

É difícil? É… muito, mas não é impossível. E se não é impossível, a gente corre atrás. Não precisamos inventar nada, não precisamos nos pilhar… basta jogarmos o que sabemos e o que podemos… no ritmo do coração da Que Canta e Vibra.

Temos time, temos torcida, temos vontade, temos alma e coração, temos um amor do tamanho do mundo… E QUEREMOS A VITÓRIA! O placar… depois a gente vê o que dá!

O CALDEIRÃO DO PORCO VAI FERVER!!! O PALMEIRAS VAI JOGAR,  NÓS VAMOS! BOA SORTE, VERDÃO!!!!!

 É LUTA, É GARRA, É ALMA E CORAÇÃO…  #AtéOMinutoFinal

 

 

“Pau que bate em Chico… bate em Francisco também.”

Tem uns torcedores (torcedores jornalistas também) que são uns bobocas mesmo , e devem ser assim, bobocas, em todos os setores da vida…

‘Retardado’ Oliveira, enquanto achava que ia ser campeão da CB (e não só nessa ocasião), provocava os torcedores do Palmeiras, provocava jogadores (pisou no Prass, foi gritar na orelha do Dudu), tirava sarro de todo mundo, era um deboche só, e a sardinhada achava lindo (a press idem)… O Palmeiras foi o campeão do torneio, e fez máscara do ‘Retardado’ – pra zoar mesmo, para dar o troco (isso é do futebol, tem a ver com rivalidade, e sempre existiu) – e, então, ficou todo mundo de mimimi, inclusive, ele…

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………………..Imagem relacionada

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Romarinho, depois de um gol, no Pacaembu,  foi até a grade, em frente à torcida organizada do Palmeiras, para comemorar… com a mão nos testículos, no gesto característico de provocação (ali, naquele momento,  foi uma irresponsabilidade a provocação, pois ela poderia ter desencadeado até mesmo uma tragédia)… e ninguém condenou o moço por isso… Numa outra ocasião, jogando fora do país, fez um vídeo para provocar o Palmeiras e os palmeirenses, de novo, e o time Lava-jato até usou a provocação em seu site…
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Edilson Capetinha, também num derby, ficou fazendo embaixadinhas com a bola no pescoço, provocando a torcida e desrespeitando os jogadores do Palmeiras… e, com exceção dos palmeirenses, todo mundo achou lindo, teve até quem tenha chamado aquilo de “futebol arte”…
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Jogadores do Corinthians, no treino, após uma vitória sobre o Palmeiras (uma ocasião em que Valdivia saiu lesionado), se divertiram imitando o chute no vácuo (inventado pelo Mago) e o momento da sua lesão… Apesar de,  no meu entender, isso ser apenas um demonstrativo da pequenez, como profissionais e como seres humanos, dos jogadores “lava-jato”, ninguém achou nada errado nisso, nenhum jornaleiro de ‘programicho’ esportivo desceu a lenha neles… e ficou tudo na conta do “isso é do futebol”

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As provocações são muitas, dos profissionais de imprensa também… Para fazer graça, ou até mesmo por rivalidade, falam e escrevem cada coisa, fazem gozação com clubes, técnicos e jogadores… e está tudo certo, “é do futebol”

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“Agora sim” é ótimo, né?

………………..Será que só o Palmeiras usa o tal “GPS”, e só ele o utiliza sob esse mesmo suporte?

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Quem não lembra, ou não ouviu falar, de Viola, imitando um porco em provocação aos palmeirenses, num derby de final de campeonato (no jogo seguinte, de paura, estava vomitando no vestiário antes mesmo do jogo começar, antes de levar 4 x 0 no lombo)… e ninguém achou condenável o que ele fez, pelo contrário, acharam tão divertida a provocação, “isso é do futebol”

Vampeta, Sheik, Romário,  Diego Souza, Leo, Lucas Lima, Felipe (que disse: “ganhar roubado é mais gostoso”, depois de o Flamengo ser campeão graças a um gol escandalosamente impedido) … a lista é enorme, e as provocações são sempre “coisa do futebol” (e são mesmo, a reação dos provocados também é ), menos quando quem provoca  joga no Palmeiras (Valdivia, Dudu, Felipe Melo…),  aí a implicância/perseguição da imprensinha transforma a  coisa em crime inafiançável, com direito à pública” execução, em cadeira elétrica”, do provocador…

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E não foi diferente depois do último domingo… Antes do jogo entre Palmeiras e Santos, no Aquário,  Lucas Lima – que é muito falastrão e adora provocar antes da hora (e depois tem que engolir  o sapo) disse que ia rir da cara do Felipe Melo…  As sardinhas torcedoras, por sua vez, provocaram o Pitbull o jogo todo, e desde antes do jogo – até mesmo durante a execução do hino, quando dirigiram um monte de impropérios para vários jogadores do Palmeiras, inclusive, Felipe Melo -, e estava tudo bacaninha, era tudo coisa do futebol… E então, o Palmeiras virou o jogo, saiu com a vitória, e o Pitbull, claaaaaaaaro, devolveu a provocação (e foi sábio em fazê-lo depois de o Palmeiras ter vencido, quando era ele quem “estava por cima da carne seca”, ou seria da sardinha seca?). E começou o mimimi…

Afinal, eles não gostam de provocar ninguém, não é mesmo?

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ENTÃO, NÉ?  SE NÃO SABE BRINCAR, NÃO DESCE PRO PLAY!!

 

 

 

Palmeiras x SPFW, no Allianz Parque… mais de 36 mil palestrinos, ansiosos, sorridentes, aguardavam o apito inicial…

Tche Tche, nosso motorzinho, estava de volta; Mina, nosso motorzão da zaga, também… Eduardo Baptista escalara Prass, Fabiano, Mina, Mito, Egídio, Thiago Santos, Tche Tche, Michel Bastos, Guerra, Duduzinho e Willian… Borjão da Massa estava no banco, Jean, Zé, Dracenão e Keno também estavam; o Pitbull, que havia tomado um amarelo pra lá de mandrake, encomendado, estava suspenso; Moisés, lesionado, continuará fora do time pelos próximos seis meses…

Torcedores sempre ficam tensos em clássicos e, ao mesmo tempo, se sentem confiantes, esperam grandes atuações, goleadas… ainda mais quando o adversário é mais do que um rival, é um inimigo de longa data. Ter grandes expectativas com esse timaço atual do Palmeiras é  natural, espontâneo, ainda que os ‘mimizentos’ vivam reclamando do técnico – mesmo nas vezes em que o técnico não merece – , no entanto, a parmerada não estava achando que seria tão fácil… de novo, e nem que aconteceria… de novo.

Cantamos o nosso hino, nos emocionamos… festejamos nossos craques… A torcida, linda, gritou o nome do Eduardo Baptista, gritou o nome do Vitor Hugo (é dessa maneira que se joga com o time, e não perseguindo os que se vestem de verde e branco)… Fizemos um minuto de silêncio – de aplausos, na verdade – para o Moacir, um dos fundadores da Mancha, que fora covardemente assassinado…

E, então, o clássico começou.

Logo de cara, já percebemos que o Palmeiras não ia dar mole para os bambis; com dois minutos de jogo, Michel Bastos, lá da direita do ataque, arriscou um chutão de fora da área, e a bola pegou a rede pelo lado de fora. Achei (todo mundo achou) que a bola ia entrar.

O Palmeiras era ofensivo, aguerrido, e marcava a saída de bola do adversário muito bem… os bambis pareciam temerosos, talvez, pelo retrospecto  – em Paulistas, não ganham do Palmeiras desde 2009, e no Allianz, até hoje, ainda não conseguiram ganhar nem um pontinho -,  alguns jogadores deles, algumas vezes, pareciam nem saber o que fazer com a bola.

Em compensação, o árbitro… ah, o árbitro… esse parecia saber muito bem o que fazia. Ignorava todas as faltas que o Palmeiras sofria perto da área – mesmo as mais escandalosas -, transformava nossos escanteios em tiros-de-meta, deixava Duduzinho apanhar e nem falta marcava…  ele tinha um critério para as infrações do Palmeiras e outro, bem diferente, para as infrações dos bambis.  E, por isso, era “homenageado” muitas vezes pela torcida…

Só dava Palmeiras no jogo – com Tche Tche em campo é outra coisa. Ele joga muito -, os bambis eram um arremedo de time, mas, mesmo assim, o nosso gol não saía…  O toque de bola do Palmeiras era bonito, veloz, envolvente, com bola no chão (essa bola no chão me agrada muito), mas parecia faltar um acerto antes do último passe… Embora o Palmeiras fosse muito mais ofensivo do que o adversário, faltava chegar de maneira mais incisiva, faltava emoção. O primeiro tempo se desenrolava meio morno e, para atrapalhar, os leonores estavam sempre parando o jogo, precisando de algum atendimento, sempre tinha um caído… todos vítimas daquela velha e conhecida “lesão”: ‘paura cerosa purulenta’.

Bambi Ceni, diplomado no “supletivo de técnico” na Inglaterra, enquanto via seu time totalmente inoperante, sendo anulado pela defesa do Palmeiras, enquanto via a sua defesa, horrorosa (ainda bem que ele foi goleiro e entende de defesa, né?), tomando umas entortadas e enfiadas de bola, ficava lá na lateral fazendo pose, sem ao menos tirar a mão do bolso. Era “homenageado” pela nossa torcida também.

A placa de  3 minutos de acréscimo já tinha subido, o relógio marcava 45′ e, muito provavelmente, iríamos levar o empate para o intervalo…

E então, Egídio, na lateral, bem próximo da linha do meio de campo, bateu a carteira do distraído Buffarini e tocou para Dudu… e então, o Allianz parou até de respirar… Duduzinho lindo resolveu botar fogo no jogo e, de muito longe, olhou, viu o discípulo de Bambi Ceni adiantado,  e bateu pro gol encobrindo o goleiro (Denis, que fez todo mundo lembrar do M1CO na hora, estava ‘adiantadérrimo’,  já estava em Maio, no mês das noivas, quando Dudu, em Março, chutou)…

Como se fosse um Da Vinci pintando a sua Monalisa, Duduzinho fez uma pintura, uma verdadeira obra de arte, um gol m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!! Nós ficamos olhando a longa trajetória da bola… encantados, sem falar, sem respirar…  E com que perfeição ela  foi morrer no fundo da rede…

https://www.youtube.com/watch?v=MdI4OqQPXZ0

A torcida enlouqueceu no gol de Dudu… o grito de gol foi um estrondo que fez o Allianz tremer, todo mundo gritava alucinado (só tínhamos vontade de gritar, gritar muito), todo mundo se abraçava… De novo, um golaço, e, de novo, por cobertura; de novo, em cima do inimigo, de novo no gol que nomeamos “Rogério Ceni” (o do Gol Norte). Vaidar, você tinha razão, meu caro, tem clube se apequenando mesmo, você só não sabia que era o seu, né?

Não basta apenas uma falha, um goleiro adiantado, para se fazer um gol desse… é preciso a percepção e o chute perfeito do craque. Sem isso, o goleiro pode falhar quanto quiser, que um gol desse não sai de jeito nenhum (Rogério Ceni, o técnico bambi, sabe bem como isso acontece)…. Méritos totais do Duduzinho.

Nossos jogadores correram levantar o Pequeno Gigante para festejar a maravilha de gol que ele fizera, e ele parecia até meio sem jeito pra comemorar  a sua obra prima… Eduardo Baptista vibrava como se estivesse na bancada… Que momento, amigo palestrino, que momento…

O intervalo foi ruidoso, festivo, a parmerada, contente com o Palmeiras que via em campo, não parava de conversar sobre o gol e comemorar. Voltamos para o segundo tempo com a imagem do gol em nossa memória… olhávamos um para o outro e dizíamos/pensávamos: “De novo por cobertura?”  hahahaha Ninguém tirava mais o sorriso da nossa cara.

Quando o Palmeiras voltou, e até que a bola rolasse de novo, não nos demos conta de que ele voltara “de fraque e cartola”… Que segundo tempo espetacular ele faria.

Só dez minutos tinham se passado – o Palmeiras já tinha ido na área dos bambis algumas vezes -, quando Michel Bastos, pela direita, achou Tche Tche pertinho da área… ‘Yaya’ Tche Tche ajeitou a bola e, de esquerda, bateu forte no canto , fazendo 2 x 0.  E saiu batendo no peito e dizendo: “Eu não, Deus”, antes de sumir no bolo de jogadores que foram comemorar com ele. Eduardo Baptista, morrendo de alegria, puxava a própria camisa, batia no escudo do Parmera em seu peito… Foi um gol lindo. E que delícia a sensação de bater “azinimiga” de novo. A festa no chiqueiro pegava fogo…

O SPFW, perdidaço, dava espaços para o Palmeiras e ele ia pra cima (alguns jogadores leonores pareciam que não viam a hora do jogo acabar)… Pratto, pesadão, não assustava ninguém. A torcida cantava e vibrava como sempre…

Eduardo chamou Borja pro lugar de Willian. “Ole lê, ola lá… o Borja vem aí e o bicho vai pegar”.

Cabeçada de Egídio… uma grande defesa, meio milagre, de Denis…

Passe lindo de Guerra pra Borja, ele chuta forte, mas a bola vai por cima do gol…

Era uma atrás da outra, os bambis, atordoados, estavam praticamente nocauteados. E o Palmeiras jogava bonito, jogava do jeito que a gente gosta, do jeito que a gente quer ver o Palmeiras jogar, do jeito que eu acho que Eduardo Baptista vai nos fazer jogar sempre, tão logo esse time e esquema encaixem, e tomara isso aconteça. Mesmo ganhando, e com o adversário já batido, o Palmeiras ia pra cima, e Eduardo Baptista dava uma aula para a Borboleta-Mor…

Denis cobrou o tiro de meta e Thiago Santos devolveu de cabeça pro ataque; Michel Bastos ficou com a bola e lançou Borja, que tinha Douglas em seu encalço. Borja levou a melhor, mas quando chegou na cara de Denis foi empurrado pelo são paulino e foi para o chão, Denis se atrapalhou todo, a bola passou por ele, e Guerra, esperto, chegou rápido para empurrar pro gol. Com goleada é mais gostoso!

https://www.youtube.com/watch?v=BEBxmhWtVwA

Com muita festa na torcida, aos gritos de “Olé”, com o Palmeiras em tarde de gala e  infernizando as vizinhas, o jogo seguiu… e, aos 48′, pra alívio dos leonores (o jogo poderia durar dois dias que eles não iam conseguir fazer nada), e com muita alegria verde , o juiz encerrou a partida.

E, mais uma vez, o recado foi dado: No Allianz, o “sorvete” é com cobertura sim! Tchuuuuupa, bambi!