Aniversário do Palmeiras… 103 anos…

Lendo algo sobre a fundação do Palestra Italia vi que, entre os 46 membros que estiveram na reunião de fundação, tinha um Eugenio Gallo.

Meu avô materno era italiano, Antonio Gallo, minha mãe também tinha esse sobrenome antes de se casar com o meu pai… Ainda que não tenha nenhuma relação de parentesco do ‘parmera’ da reunião com a família do meu avô italiano (vai saber), vou me permitir ficar aqui imaginando… será que um pouquinho do sangue que corre em minhas veias hoje esteve naquela reunião??? (isso explicaria tanta coisa… rsrs)

E sabe-lá quantas histórias se desenrolaram desde então… sabe-se lá com quais conexões… E, como não sabemos, podemos imaginar,  misturar a história do Palmeiras com a ficção,  misturar a história da primeira partida do Palestra Italia, com as minhas fantasias e com as personagens que criei…

Esse, é o primeiro, de uma série de textos que escrevi, e não publiquei, por ocasião do centenário do Palmeiras.

……….

“Em seu quarto, e com dúvidas sobre calçar ou não luvas, Angiolina, diante do espelho, experimentava o vestido que usaria no dia seguinte. De seda verde, com algumas pregas na saia, ele parecia perfeito.

O ano de 1915 iniciara com muito calor, meio abafado, e a seda seria muito bem-vinda. A signora Manoela, a modista, o fizera maravilhosamente, do jeitinho que Angiolina o imaginara. Parecia até um daqueles vestidos que vinham de Paris. “Será que Luigi a acharia bonita com ele?”, pensava ela.

Luigi,  costumeiramente uma pessoa bastante calma, estava tão empolgado quando pedira ao pai de Angiolina permissão para levá-la num passeio, que ela até estranhou o seu jeito, e mal podia acreditar que o pai tivesse concordado. E não só concordado, como havia decidido que, ele, muito interessado no motivo do passeio, também iria, e levaria a sua mãe junto. Um passeio em família com Luigi… ela adorava a ideia.

De trem, iriam para a cidade de Sorocaba, onde o ‘zio’ Guido morava, e depois tomariam o bonde até a Vila Industrial de Votorantim.

Há uns meses atrás, Luigi lhe parecera meio fora de juízo quando cismara em fundar um clube de futebol com mais três amigos – Luigi Emanuele, Vincenzo (ele era fundador de um jornal italiano de São Paulo, o Fanfulla)  e Ezechiele – das Indústrias Matarazzo, onde o pai de Angiolina também trabalhava. Um clube de italianos. Que ideia arrojada! Parecia coisa de gente maluca. Mas Luigi e os amigos estavam obcecados pela ideia, e embora muitas pessoas quisessem um clube para recitais, eles estavam decididos, queriam uma agremiação para disputar o campeonato de futebol, e para disputá-lo com as agremiações da elite paulistana. Mas os primeiros problemas quase colocaram fim no clube… um presidente que ficou apenas alguns dias no cargo; seu substituto que foi convocado para a guerra, pela Itália, que lutava contra a Alemanha; a falta de dinheiro nesse início e a quase única opção de se dar fim ao clube… Mas fora Luigi que, contrariando seus modos sempre tranquilos, dera um murro na mesa e sugerira que se marcasse uma partida para o Palestra. Essa seria a solução, segundo ele.

Ele confidenciava tudo à Angiolina, e ela, que tanto gostaria que ele pedisse a sua mão ao seu pai – eram amigos e estavam enamorados há mais de 6 meses -, temeu que ele, ocupado com as demandas desse clube,  com os primeiros problemas, acabasse esquecendo da forte amizade que existia entre os dois.

E nesse Janeiro abafado, cinco meses depois da sua fundação, o “Palestra”, como Luigi o chamava, faria o seu primeiro jogo contra uma outra agremiação também de origem italiana, o forte Savoia. O Palestra, que fora fundado em 26 de Agosto do ano anterior, não queria fazer feio – queria também entrar para a APEA, a entidade que regia o futebol paulista –  e aproveitara esses meses para se preparar e fazer uma boa estreia.

A princípio, Angiolina não tinha muita simpatia por futebol, mas devia ser só porque não entendia nada do assunto, e porque costumavam dizer que isso não era assunto para moças. Porém, Luigi falava tanto sobre isso, explicava tudo pra ela, contava os planos e sonhos que tinha para o Palestra, para o futuro do clube, e porque seus olhos brilhavam tanto quando ele lhe falava do Palestra, porque seu sorriso parecia ainda mais lindo (como se fosse possível o sorriso de Luigi ser ainda mais bonito), que ela não tinha como não sonhar com ele também, não tinha como não ir abrindo as portas do seu coração para o Palestra, e já estava achando tudo adorável. Na verdade, ela já se sentia um pouco ansiosa pela estreia também.

Do nome do clube ela gostava muito, e o repetia em voz alta, enquanto, metida no vestido verde, rodopiava em frente ao espelho, sorrindo e sonhando com a tarde ao lado de Luigi:

– Società Sportiva Palestra Italia… Società Palestra Italia… va bene… Palestra Italia – e, sorrindo para a imagem que via no espelho, imaginando a proximidade com Luigi no dia seguinte, ela rodopiava feliz com o seu lindo vestido verde.

Angiolina viera pequenina para o Brasil, mas se lembrava de muitas coisas da Italia, e ficava bastante feliz que, de alguma forma, seu país natal fosse reverenciado pelos italianos e filhos de italianos que aqui viviam. Para ela, era como se um novo país, mistura de Brasil e Itália, estivesse nascendo com o Palestra, era como se uma poesia nova estivesse sendo escrita (ela adorava ler poesias, romances, adorava escrever também). E se sentia ansiosa para acompanhar a partida. “Como seria um jogo de futebol?”, perguntava ela a si mesma.

A mãe entrara no quarto e ficara admirando a cena. A filha, de longos cabelos castanhos, um pouco dourados, de talhe elegante, rosto de traços delicados,  na beleza de seus dezessete anos, rodopiando feliz, apaixonada… Sim, uma mãe sempre sabe tudo,  Angiolina estava apaixonada… seus olhos verdes pareciam faróis brilhando… e, pela maneira como Luigi olhava a sua filha, ele logo faria o pedido a Marco.

Na manhã seguinte, depois daquele corre-corre delicioso que costuma anteceder os passeios, e depois de quase três horas de viagem de trem, chegaram à Sorocaba, à cidade do Savoia, o primeiro adversário do Palestra. Durante o trajeto Luigi conversara mais com Marco, o pai de Angiolina, do que com ela, conversara também com os amigos e diretores do clube. Falavam de futebol, claro, dos jogadores que entrariam em campo, das expectativas com o Palestra…

Os jogadores viajaram no mesmo trem, porém em outro vagão, para onde Luigi se dirigira muitas vezes durante a viagem. Angiolina, tagarelando com a mãe sobre vestidos, sapatos e chapéus, ouvira e guardara alguns nomes ditos por Luigi: Police, Bianco, Alegretti…

As mulheres sofriam com o calor e Marco, tão logo desembarcaram, tratou de levá-las à casa do seu irmão, Guido, enquanto Luigi e os outros diretores do Palestra iriam visitar um jornal da cidade, o ‘Cruzeiro do Sul’.

Depois do almoço, do qual Luigi participou também, e onde não faltou a velha e boa pastasciutta, não faltaram o vinho, o pão – feito pela zia Ida -, os queijos e salames, as frutas – as frutas no Brasil eram saborosas e agradavam ao paladar dos italianos -, e um bom licor ao final, seguiram de bonde para a Vila Industrial de Votorantim, onde se realizaria a partida.

Muitas pessoas estavam no local; como não foram cobradas as entradas para o jogo, Luigi, que era o secretário-geral, e o restante da diretoria, não sabiam estimar quantas pessoas estavam na estreia do Palestra, mas tinha bastante gente, muita gente. Angiolina estava linda, de verde, e foi de verde e branco que o Palestra Italia entrou em campo pela primeira vez, camisa verde com punhos e golas brancas. Do lado esquerdo do peito, as letras “P” e “I” apareciam bordadas em branco e sobrepostas uma na outra. Angelina ficou até emocionada, sentiu os olhos marejados e o coração se aquecer dentro do peito… a primeira vez do Palestra em campo…

                              

Pelo Palestra Italia, Luigi lhe contava, iriam jogar: Stillitano; Bonato e Fúlvio; Police, Bianco e Valle; Cavinato, Américo, Alegretti, Amílcar e Ferré.

O Savoia teria: Colbert; Ferreira e Silvestrini; Gigi, Zecchi e Fredich; Imparato, Cardoso, Ferreira II, Imparatinho e Pinho

Luigi e os amigos do Palestra estavam agitados, ansiosos. Fazia um dia lindo… O jogo começou às 14h15, e foi bastante disputado, o Palestra era aguerrido, queria vencer o seu primeiro jogo, e o Savoia, por estar em casa, se portava de forma também aguerrida. E era tão disputada a partida, havia tanta vontade e determinação no campo de jogo, que houve até um princípio de discussão áspera entre os jogadores… O periódico Fanfulla noticiaria depois que houve um “sururu”.

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Angiolina estava adorando tudo aquilo – até mesmo a discussão -, nunca imaginara que futebol fosse tão interessante, não conseguia desgrudar os olhos do campo. Sentira até vontade de falar mais alto para defender os jogadores do Palestra quando houve o entrevero, o sangue lhe esquentara nas veias e ela sentira que  lhe coraram até as faces.

O primeiro tempo foi equilibrado, mas no segundo, o Palestra Italia conseguiu se impor diante do adversário e venceu o jogo por 2 x 0.

O primeiro ‘goal’ do Palestra Italia foi de Bianco – o grande nome do jogo – de pena máxima. Um ‘goal’ ia sendo marcado, mas a defesa adversária preferiu salvar como pôde, ou seja, com um toque de mão … cometendo pena máxima. Luigi lhe dissera que isso era proibido, não se podia colocar a mão na bola, a não ser o jogador que ficava lá embaixo das traves.

O segundo ‘goal’ foi de Alegretti, e aconteceu um minuto depois, também de pena máxima. Ferreira, da agremiação de Savoia, na área penal, cometeu uma falta e o árbitro, atento e imparcial, o puniu inexoravelmente.

Angiolina ainda não entendia completamente as regras, mesmo com as explicações do namorado, mas gostava mesmo assim. E achou lindo ver os admiradores do Palestra comemorando os ‘goals’ – Luigi não se aguentava de felicidade -, ver os jogadores cumprimentando um ao outro dentro de campo; achou mais bonito ainda ver o Palestra receber a taça pela vitória, taça que tinha sido oferecida pela agremiação de Savoia , e que era a primeira conquistada pelos de verde escuro –  e ela se estranhava, porque ficara bastante emocionada e sentia até vontade de pular de satisfação.….

Luigi, de tão feliz pela vitória, deu um abraço apertado em Angiolina e beijou seus lábios, de leve, na frente de seus pais, que, por sorte, estavam tão felizes também e nem perceberam. Bendito seja o Palestra pra todo sempre, pensara Angiolina, morrendo de felicidade por todas as novas emoções que experimentava naquele dia e, claro, se derretendo pelo contato dos lábios de Luigi. Quando fora que ele ficara tão impetuoso assim, para beijá-la na frente de seus pais, e sem ter feito o pedido da sua mão?

No rosto de Luigi, para o qual Angiolina nunca se cansava de olhar, resplandecia a alegria de um sonho que se realizava… brilhava a certeza de que ninguém poderia mais deter a caminhada do Palestra Italia…  O Palestra Italia existia, vencera a primeira partida e conquistara o primeiro troféu… e ele jurava pra si mesmo – para Angiolina também – que o Palestra seria um gigante um dia, seria imponente, e haveria de conquistar muitas taças, campeonatos, sócios e admiradores…

                              

E Angiolina acreditava piamente em Luigi, a energia que ela sentira vendo o Palestra Italia jogar, a alegria e emoção que ele a fizera sentir, o coração que, agora, parecia tão maior e pulsante dentro do seu peito, lhe davam a certeza que, um dia, ele seria mesmo um gigante…

E no fundo do seu coração, ela sabia… uma linda e gloriosa história estava apenas começando…

Tanti auguri, Palestra. Per sempre”.

Texto publicado em 08/03/2015 e editado em 2017.

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Guerreira, forte, mãe dedicada, sexo frágil, batalhadora, intuitiva, sexy, que não desce do salto, que não fala palavrão, que fala palavrão, que trabalha fora, que cuida do lar, que faz as duas coisas, recatada, despudorada, desinteressada, interesseira, que sabe cozinhar, que não sabe cozinhar, que tem filhos, que não tem filhos, que não gosta de futebol, que não vive sem futebol,  “boa de cama”, “o alicerce do lar”, “que suporta todas as dores”, “que adora fazer faxina” (o.O)”,  “que dá colo pra família inteira”… Uffa!

Quantos rótulos nos dão, quantos “TEM QUE” ou “NÃO DEVE” ouvimos a vida toda (e acabamos dizendo e rotulando também)…

Eu desejo às minhas amigas, parmeras e não parmeras, desejo à minha filha, à todas as mulheres do mundo, principalmente às que são tão massacradas por sociedades machistas, o mesmo que desejo pra mim… a liberdade de apenas “ser”… que possamos ser apenas mulheres, de acordo com a essência de cada uma de nós, e do jeito que bem entendermos!! O único rótulo que nos cabe é esse “MULHER”, e ele já diz tudo, já faz toda a diferença!

E que não nos esqueçamos, nas relações pessoais, de trabalho, ou em qualquer outra, o melhor “veneno” contra o machismo de alguns é, e sempre vai ser, o amor próprio, o cuidar de si mesma com muito amor, respeito e responsabilidade, o “não permitir ser desvalorizada, diminuída”, o “não me faz feliz, não é recíproco, então, não quero”…  ainda que isso não resolva tudo, certamente será meio caminho andado.

FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES, SUAS LINDAS!!

E que as palestrinas tenham como presente hoje uma bela e deliciosa vitória do Verdão! 😉

Os repasse das ações de solidaredade…..

Dos R$ 961.563,98 mil que a Chape recebeu das ações de solidariedade para as famílias dos jogadores, R$ 641.116,46 foram através do Palmeiras.

Amistoso Chapecoense x Palmeiras: R$ 641.116,46
Sport x Figueirense (Bra-2016): R$: 96.840,00
“Lance de Craque” (promovido por D’Alessandro): R$ 41.724,03
STJD (valores dos julgamentos de DEZ/2016): R$ 36.500,00
Torneio Florida Cup: R$ R$ 93.300,00
Fundação Casper Líbero: R$ 4.000,00
Valores diversos: R$ 48.083,49

A Chape ainda aguarda o repasse de outros eventos, como o do “Jogo da Amizade”, disputado entre Brasil e Colômbia, em janeiro  (tomara não aconteça o mesmo que aconteceu com o dinheiro do jogo beneficente em prol da família de Kevin Spada, o garotinho boliviano assassinado por torcedores do Corinthians – a família nunca recebeu dinheiro algum). E, segundo a imprensa nos informa, haverá também uma doação da CBF à Chapecoense no valor de R$ 5 milhões.

Não devemos nos vangloriar do bem que fazemos aos outros, da ajuda que damos a um amigo, um irmão, em situação pra lá de difícil. No entanto, não há como não observarmos a discrepância entre o muito de “boa vontade” que havia nos clubes todos do país  por ocasião da tragédia com a Chape, e o pouco que foi feito pela maioria deles – só alguns cederam jogadores.

Não há como não observarmos também, que do valor repassado à Chape, até agora, aproximadamente 70% foi através do Palmeiras, que também pagou as despesas do amistoso cuja renda foi doada ao clube irmão catarinense. Palmeiras, que cedeu ao irmão verde do sul, sem custos, três jogadores (Amaral, Nathan e João Pedro).

Parece que na solidariedade à Chape, muito clube ficou só no “colocar verde no perfil”…

Graças a Deus, o Verdão foi solidário, foi irmão, e fez exatamente aquilo que nós, palmeirenses, esperávamos/queríamos que ele fizesse. E é  por isso (também) que amamos tanto o nosso Palmeiras, ele exala grandeza dentro e fora das quatro linhas. #Orgulho

463 anos… terra da garoa, e de muita gente, muitos carros… de calor, frio, sol, chuva e, às vezes, tudo isso no mesmo dia… de muitos problemas e algumas soluções… bem cuidada em algumas coisas, mal tratada em outras… moderna, provinciana, estilosa, cultural, musical, das noites agitadas e movimentadas…  das feiras e mercados… dos inúmeros shopping centers… de muito concreto, ruídos, cores, luzes, parques e pássaros… de metrôs, trens e ônibus, que quase não descansam… de muito asfalto, muito trabalho… de pressa, correria… da mais famosa avenida do país… terra do arroz com feijão, da pizza, da macarronada no domingo, do sushi, da feijoada, do cachorro quente e do milho cozido vendidos em cada esquina, do bolo gigante no meio da rua…

Sampa, o motor que impulsiona o país… e que cresce desenfreadamente…

A cidade de tantas cidades em uma só… com um coração de mãe, maior que o Brasil, e que dá colo e acolhe pessoas, sonhos e ideias de todas as gentes, de todas as cores, de todas as Línguas e credos, de todos os lugares…

Sampa do Allianz Parque, a mais bela e moderna arena do país, coração verde e pulsante da cidade… Cidade que é berço e morada do gigante Palmeiras, o maior campeão do Brasil.

PARABÉNS SAMPA!!  QUE VOCÊ SEJA RESPEITADA E BEM CUIDADA HOJE, E NOS ANOS QUE HÃO DE VIR!!

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução

Cesar Greco/Ag Palmeiras/Reprodução

“Novas folhas, novas flores, na infinita benção do recomeço” – Chico Xavier
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Estávamos todos esperando pelo amistoso com a Chape na Arena Condá, e os motivos eram muitos… Matar a saudade de ver o Palmeiras em campo… ver a Chape de volta – com curativos e bandagens no coração, é verdade, mas refeita, com jogadores estreantes, comandados agora por Vagner Mancini…  ver nossas novas contratações em campo… acompanharmos a reconstrução de um clube, um time;  fazermos parte, mesmo que de longe, do jogo histórico – que o Palmeiras propôs à Chape – recheado de carinho e amizade para o outro time verde que nosso coração adotou.

Claro que torceríamos pelo Palmeiras, não dá para fazer diferente em nenhum jogo, mas é claro também que o placar pouco nos importava. E ele ficou justo, perfeito para a ocasião: 2 x 2 (Douglas Grolli e Amaral marcaram os dois da Chape; do nosso lado, Raphael Veiga, estreante, que anda comendo a bola nos treinos na Academia, abriu o placar na Arena Condá; Vitinho, que fez muita gente lembrar do Mago pela visão de jogo e algumas enfiadas de bola, fez um golaço, empatou e fechou o placar; e ainda teve o Felipe Melo, emocionado na estreia com a verde esmeralda).

Mas tinha muito mais coisas envolvidas nisso… Antes mesmo do jogo ter início, um sentimento difícil de explicar tomava conta da gente, nos emocionava… Estádio cheio… torcedores das duas equipes  juntos na bancada…  a torcida da Chapecoense com uma faixa de agradecimento ao Palmeiras… os presidentes das duas equipes, que saíam de campo abraçados… a Chape agradecia ao Palmeiras em seu perfil no Twitter… Amaral, João Pedro e Nathan estavam no time catarinense… que orgulho eu senti/sinto ao ver o Palmeiras fazendo parte do renascimento da Chapecoense…

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O Palmeiras trazia o símbolo da Chapecoense na camisa, ao lado do seu próprio escudo, com a frase “#juntos”… a Chape também trazia o distintivo do Palmeiras na camisa… nosso coração, aquecido, parecia aumentar de tamanho.

Amistoso-ChapexPalmeiras2017camisas-Tweet

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É muito mais do que apenas futebol…

O Palmeiras nos deu uma lição, pra vida. Ele foi além das palavras de comoção e solidariedade dos primeiros momentos da tragédia, ultrapassou qualquer barreira de rivalidade (o time catarinense sempre foi um adversário complicado pra gente) e ajudou a Chape a se reerguer. Estendeu a mão e a ajudou a se refazer, se renovar, a entrar em campo novamente…  a fazer com que aquela noite, de tanta dor e escuridão, finalmente amanhecesse, num jogo histórico, que foi acompanhado por vários outros países… grandes, os dois, o que estende a mão, e o que nela se apoia para recomeçar a caminhar. Palmeiras e Chapecoense…  amigos, irmãos.

Ninguém jamais vai esquecer o que houve, ninguém vai esquecer os jogadores campeões – nossos adversários num jogo de tanta alegria para nós, e pra eles também. O Palmeiras conquistava o eneacampeonato brasileiro e a Chapecoense, com o país todo torcendo por ela, vivia a alegria de disputar uma final internacional – eles estarão pra sempre guardados em nossa memória e em nosso coração, mas a vida seguirá seu curso agora e, com ela, novas alegrias hão de vir…

Amanheceu para a Chape, ela está de volta aos gramados, e vai recomeçar, com novas folhas, novas flores…   Obrigada por fazer parte disso, Palmeiras, por fazer exatamente do jeito que fez, você nos encheu de orgulho.

Palmeiras e Chapecoense… amigos para sempre. E que Deus ilumine os caminhos dos dois.

 

 

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“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” – Jesus Cristo

Páscoa é renascer… nos propósitos, na boa vontade, na amizade, no afeto… é renovar as esperanças e a fé…

Páscoa é acreditar… que sempre se pode começar outra vez, que sempre se pode tentar fazer melhor do que antes… que sempre podemos ser melhores do que temos sido…

Páscoa é também tempo de agradecer pela vida, pela família, pelos amigos… pelos que queremos bem e os que nos querem bem também.

É a renovação do amor que trazemos no coração…

Que seu domingo seja abençoado ao lado dos seus, amigo palestrino, e que a nossa grande Família de Sangue Esmeralda possa viver a alegria de um verde renascer…

FELIZ PÁSCOA A TODOS!!

Porco-da-Páscoa

Depois de termos visto o Brasileiro 2015 ter sido um campeonato de cartas marcadas, onde só um time teve a possibilidade de disputá-lo; depois de termos assistido a um abuso de “erros” das arbitragens em favor de um mesmo time; depois de nos lembramos da lambança no Brasileiro 2005, e da lavagem de dinheiro do time  que “conquistou” (através da lambança) o campeonato na época; depois de um estádio ter sido doado, com dinheiro público, para esse mesmo clube… temos que ficar espertos com tudo o que lemos e tudo o que acontece por aí…

Há algumas semanas, o SC Itaquera anunciou um patrocinador novo, a Klar, empresa totalmente desconhecida, que ia, inclusive, comprar os naming-rights da arena que foi construída com o nosso dinheiro.

Bastou que chegasse à opinião pública algumas imagens, que provavam que a tal empresa, que ia investir centenas de milhões nos ‘itakeras’, não tinha nem CNPJ, que todo mundo se apressou a dizer que não era bem assim, que o dono da empresa tinha falado demais… blá blá blá, nhem nhem nhem… e a empresa sumiu dos noticiários, não virou patrocinadora de clube nenhum, e todo mundo fez que esqueceu…

No entanto, no mesmo dia em que o Palmeiras anuncia o maior patrocínio da história do futebol brasileiro, ou seja, hoje, o time ‘itakera’ anuncia um patrocinador que poderá pagar dezenas de milhões para estampar a marca em sua camisa.

Até aí, tudo bem, é assunto deles e não temos nada com isso. Ou, melhor, não teríamos, se uma grande e gorda pulga não estivesse a picar as orelhas de todo mundo…

A imprensa anuncia:

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E aí, as pessoas vão dar uma pesquisada (obrigada, Arthur Carvalho) e encontram umas coisas meio estranhas…

Uma empresa do Panamá, totalmente desconhecida – na verdade, um site de apostas (eles negam isso e se dizem parte de um grupo internacional de investidores que está lançando hoje suas operações no Brasil. Também não dizem o nome do grupo) -, que dispõe de dezenas de milhões para usar em patrocínio no futebol, e não tinha sequer um domínio antes do dia 28/12/2015…

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E o site de aposta não tinha uma página no Facebook antes de JAN/2016 (?!?!)…

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Que coisa, não? Será que é mais uma Klar, ou as nossas impressões estão totalmente equivocadas?

Vamos observar… Afinal, queremos campeonatos mais transparentes, limpos e bem apitados por aqui, e na América do Sul também. E se o futebol, e alguns clubes, continuarem a “tocar a mesma música de sempre”, já saberemos como terminarão os “espetáculos”, não é mesmo?

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Taça-campeão-brilho

Dizem as escrituras, que houve um tempo em que tudo era medo…

E eram tempos bem difíceis para o povo da Palestrina… O rei e a rainha da Brasileia,  aves de rapina que eram, consumiam todas as economias do povo em impostos… o dinheiro da população mal dava para o sal, o pão e para as lamparinas…

Há muitos anos, o povo palestrino não tinha uma alegria genuína… Sem o seu templo, e por culpa dos péssimos governadores que tivera, a Palestrina enfraqueceu e viu os cofres da cidade serem saqueados…

O novo governador, Paulus Nobrius Salomão, que derrotara Pescachacius, encontrou a Palestrina como terra desolada… e, ele, que desde menino sonhava em governar a Palestrina, teve muito trabalho para reestruturar a cidade, reunir novos guerreiros e fazer a nação alviverde (verde e branco eram as cores da bandeira palestrina) voltar a disputar as batalhas e torneios mais importantes da Brasileia.

No início, o povo, sem entender que Paulus não era o culpado por tanta escassez e dificuldades, reclamava de tudo, não tinha paciência, vilanizava os gladiadores, o governador, e queria soluções imediatas, torneios conquistados pra ontem. Os opositores de Paulus, ladinos, interesseiros, aproveitavam o descontentamento do povo e insuflavam a discórdia ainda mais. A situação era tensa, e só depois de muitas luas cruzarem o céu, as coisas começaram a dar certo.

Foi nesse período que o templo da Palestrina, o Allianza, tão querido pelo povo, ficou pronto, reformado e grandioso. Era mais que um templo, era um “coliseu”… Era ali que o coração da Palestrina pulsava… A mais bela construção da Brasiléia e de todo o território – diziam mesmo que era mais bonito e imponente do que o Coliseu Romano.

Ao contrário dos templos de outros povos, o dos corintios, por exemplo,  o da Palestrina  não usara nenhuma moeda do povo em sua construção. Fora ele a primeira alegria do povo palestrino depois de muitos anos, e houve uma grande festa para a sua (re)inauguração.

É verdade que, em terras do Sul, diante dos “curitibenses”, num tempo não muito distante, os palestrinos haviam ganhado um torneio importante, e de maneira espetacular, porém, logo depois de tanta alegria, Bananás, o desmiolado e irresponsável governador, antecessor de Paulus, deixou que a Palestrina caísse em desgraça…

As coisas melhoraram muito com Paulus,  mas o grupo de gladiadores da Palestrina ainda não tinha poderio para as batalhas e torneios da época. E, por muito, pouco os palestrinos não caíram em desgraça mais uma vez…

Na última prova do Grande Torneio da Brasiléia, disputada no templo palestrino, quase foram derrotados pela tribo dos Poodles, mas, graças ao esforço de Valdivius, um dos reis Magos – mesmo machucado, foi o mais valoroso gladiador na arena -, e à proteção de São Marcos e do Divino espírito Da Guia conseguiram manter a soberania palestrina.

Preocupado, Paulus consultou os sacerdotes, e eles lhe disseram que uma estrela, tão grande quanto a estrela de David, voltaria a brilhar no céu palestrino e traria muita alegria a todos; e que o grupo de Gladiadores (das) Palmeiras (tinham esse nome porque, essas árvores, imponentes, eram vistas por toda Palestrina) seria festejado com júbilo em sua nova casa. Mas só depois que ele, Palmeiras (os palestrinos o chamavam só assim), se lançasse no caminho dos torneios, e enfrentasse os obstáculos das mais duras provas, diante dos mais sórdidos e desleais adversários… depois que todos os palestrinos se unissem, sem jamais macular a sua fé, a alegria e o amor em seu corações. Fosse assim, Deus estaria com eles…

Paulus, então, contratou Tibério Mattus para montar a legião de guerreiros que peregrinaria por todo o território, e tentaria trazer de volta à Palestrina a estrela(alegria) tão sonhada.

E foi assim que chegou o comandante Oswaldo, chegaram José, experiente, vencedor, conhecidíssimo; os jovens Lucas, Gabriel e Davitor Hugo, chegaram Rafael, Egídio, Andrei, Isaqueson, Amaral, Ramos, Leandro de Arimatéia; chegou Marcos (do povoado de Arouca), Robson, Eduardo, chamado Dudu – gentil, bondoso, Dudu chegara distribuindo chapéus – uma nova moda do Ocidente – para o governantes morumbídeos e coríntios…

Foi assim que o menino Jesus também se juntou ao grupo que já tinha Valdivius, o mago, tinha o Gigante Prass, João Pedro, Nathan e os guerreiros Pablo, Fernando, Allione de Sião e Isaías Cristaldo, vindos de terras distantes… outros chegariam depois, mas esses iniciariam a missão… por sorte, Judas, o traidor, havia deixado a Palestrina nos tempos de Bananás.

A caminhada começou… Comandados por Oswaldo saíram pra dizer a todos que encontrassem pelo caminho, que aquele era o Palmeiras, e que ele servia sob a bandeira palestrina.

E em cada lugar que chegavam, liderados por José, que agora, todos chamavam de Zé, eles, orgulhosos, altivos, destemidos, batiam no peito uns dos outros e diziam antes de cada combate: O Palmeiras é grande! 

Então,  num dia em que os palestrinos se reuniam no templo, um sinal foi visto no céu… um grande e brilhante arco-íris… Um sinal divino, a resposta de Deus ao trabalho de todos, o prenúncio da luz depois do período de escuridão e lágrimas… e todo mundo respirou esperança e voltou a sonhar… era o renascimento da Palestrina… Deus avisava a todos que os dias de alegria voltariam.

Arco-íris

As provas, as batalhas, se sucediam…

O primeiro grande teste para esse Palmeiras foi em seu templo, diante dos morumbídeos, e os palestrinos compareceram aos milhares. As batalhas, com 11 guerreiros de cada lado, costumavam ser provas duríssimas, de talento, habilidade, mescladas com provas de forças e luta propriamente dita.

Inimigos antigos, os desleais morumbídeos já tinham tentado em outros tempos tomar dos palestrinos o seu templo. O legendário Oberdan, de mãos colossais, liderou os palestrinos à vitória naquela vez e os morumbídeos até fugiram da batalha.

Metade homens, metade cervos, os morumbídeos originavam-se de um casal de animais que sobreviveu ao Dilúvio na Arca de Noé. O Palmeiras, comandado por José, e contando com a destreza de Rafael e Robson (agora Robinho) derrotou espetacularmente os morumbídeos.

Robinho humilhara Micus Papillon, o mais festejado gladiador morumbídeo. É certo que Papillon já tinha reumatismo e um pouco de catarata, mas continuava prestigiado pelos morumbídeos e, com sua armadura cheia de brilhos, era o mais festejado dos seus gladiadores.

A multidão palestrina exultava pela vitória, pela supremacia palestrina diante dos morumbídeos… ainda mais, porque, dois traidores da Palestrina, Juda Travecus e Ueslei Sonolentus agora defendiam os morumbídeos.

20 luas tinham se passado, quando os palestrinos tiveram que enfrentar os coríntios, em Corinto, numa prova decisiva da Batalha das Cidades.  Assim como os morumbídeos, os coríntios – os maiores rivais dos palestrinos -, eram perigosos, roubavam qualquer um que pudessem, e era desse modo que ganhavam os torneios e conquistavam algumas coisas, inclusive o templo que possuíam agora, construído com dinheiro tirado do povo de toda a Brasileia.

A luta foi dura e o exército Palmeiras saiu vitorioso. Ramos e Rafael tiveram participação determinante, mas, quando o Gigante Prass, depois de desfechar golpe fatal em Elias, bradou: “Acabou, Petros! Acabou!” os coríntios foram eliminados pelo Palmeiras. As escrituras sagradas contam isso em Corintios 2, 2 – 5, 6.

Os palestrinos saboreavam cada vitória importante como se fosse néctar… E só não ganharam o Torneio das Cidades, disputado contra os gladiadores das Sereias, do povoado junto ao mar, porque, Barrabás Sereta,  que mediava a contenda, roubou o quanto pôde para ajudar o seu exército preferido.

Os guerreiros palestrinos seguiam o seu caminho… as notícias das disputas realizadas em terras estrangeiras, eram trazidas por mensageiros, e deixavam a Palestrina em festa.

As disputas se davam ora em terras inimigas, ora no “coliseu” palestrino. E foi na Palestrina  que o Palmeiras venceu, de novo, os morumbídeos. Impuseram aos inimigos uma derrota vergonhosa.  Dentro de seus domínios, em sua casa, iam se tornando imbatíveis. Essa batalha também está nas escrituras sagradas, em São Paulo 0; 4

E novamente um torneio, a disputa do Território da Brasileia, os levava a Corinto… o Palmeiras, comandado por Valdivius, José e Rafael venceu brilhantemente. A casa  do inimigo se tornava a casa de banhos e do Palmeiras. A superioridade dos guerreiros palestrinos tinha sido total. E as escrituras iam escrevendo novas páginas… Coríntios 0; 2…

O Palmeiras seguia o seu caminho… passando por cima dos adversários das terras do Corcovado. Porém, desfalcado de alguns dos seus gladiadores, gravemente feridos nas batalhas; sem o mago Valdivius, que fora para uma cidade distante, o Palmeiras encontraria muitas dificuldades pela frente. Um novo comandante chegara, era Marcelo, do Monte das Oliveiras, e ele, depois de alguns revezes, acabaria optando por colocar os seus melhores homens num único torneio, o da Copa da Brasileia, abdicando da outra competição,  que, graças aos muitos ladrões, escolhidos para intermediar as contendas, ia sendo doado para os coríntios.

Embora os escribas do território, simpatizantes de outros grupos de gladiadores, e despeitados pela prosperidade que voltava à Palestrina, tentassem enganar o povo com pergaminhos que traziam notícias mentirosas, distorcidas…  todo mundo sabia que a Palestrina era próspera,  que o Palmeiras era o único exército a receber o soldo em dia. Paulus Nobrius Salomão governava a Palestrina de maneira brilhante, como  sonhara em menino.

Mas de brilhante mesmo,  todo e qualquer palestrino queria a estrela… era preciso enfrentar as batalhas para se conseguir a paz…

Novos gladiadores chegavam… Lucas, um especialista de ataque, vinha de uma terra distante… Matheus, um menino ainda, se juntava ao grupo…

Jesus já mostrava os seus dons… a legião palestrina ia superando os primeiros adversários, inclusive,  a legião dos Espíritos de Arapiraca, que nunca mais assombrariam o Palmeiras outra vez. Os palestrinos avançavam nas provas da Copa da Brasileia…

O adversário agora era o exército das Marias, vencedor dos dois últimos Torneios da Brasileia. Seriam duas perigosas disputas… o Palmeiras o bateu no templo Allianza, depois, quando foram disputar as provas em Minas de Jericó, Jesus brilhou, fez um milagre na arena… sem tocar o adversário o deixou no chão, dançou na frente do arqueiro que saía na sua direção, o enganou, e derrubou a fortaleza inimiga; todos os que acompanhavam a disputa ficaram maravilhados diante de Jesus… e, graças a ele, o Palmeiras avançaria para a próxima disputa e adversário. Essa façanha seria contada em São Marcos 2,1 – 2,3.

Faltavam poucos adversários, mesmo assim o caminho ainda era longo… quase imperceptível, uma claridade diferente, que não era da lua, iluminava mais as noites da Palestrina…

As provas seriam agora diante do povo de “Ximarrão”, na arena do sul… O Palmeiras, graças à valentia de Rafael, conseguiu equilibrar a disputa, quando os ximarrenses venciam.

Na disputa seguinte, na casa palestrina, as coisas não foram fáceis para os ximarrenses… O Palmeiras vencia com folga, Davitor Hugo e José brilharam no ataque, mas, o mediador da disputa, deixando que os ximarrenses infringissem as regras, permitiu que as provas ficassem empatadas… Mas, quando tudo parecia perdido para os palestrinos, Andrei avançou armas ao ataque e desferiu o golpe que deu a vitória ao Palmeiras.

A gente palestrina, que tanto pedira aos céus uma  vitória, chorava de alegria… E o céu palestrino ia adquirindo novas cores e brilho…

Vieram, então,  os tapetenses… Não eram perigosos, porém, se utilizando de um tapete “mágico”, sempre que estavam em perigo, e contando com a ajuda do tribunal dos Anciões e a dos mediadores das disputas,  conseguiam reverter qualquer derrota, ganhavam mesmo quando perdiam…

Lucas, o de terras distantes, colocou o Palmeiras em boa vantagem, enquanto o gigante Prass segurava a ofensiva tapetense. E foi o gigante arqueiro e  Allione de Sião  quem decidiram nos ataques finais.

O “coliseu” quase veio abaixo mas comemorações…  Faltava só o adversário final…  e ele não seria outro, senão aquele mesmo que, graças a Barrabás Sereta, derrotara o Palmeiras no Torneio das Cidades:  o exército das Sereias…

A primeira disputa entre eles foi em Villa Belmirus, arena pequena e lúgubre das Sereias. Mais uma vez, graças a Coríntios de Oliveiras,  a um mediador muito desonesto,  o Palmeiras saiu derrotado de lá. E foi zombado e escarnecido pelo pastor, Retardo Oliveiras.

Os escribas todos escreviam em seus pergaminhos que o Palmeiras seria dizimado em sua própria casa, que envergonharia o seu povo… todos davam o exército das Sereias por vencedor…

E chegou o dia da disputa, a noite da disputa… os palestrinos eram milhares em volta do templo da Allianza… carregando lamparinas, queimando incensos, iluminavam a escuridão deixando o céu verde e sob uma névoa…

Paulus Nobrius Salomão mandara trazer os gladiadores numa biga… e, enquanto a biga os transportava pela Via Turiaçu, os gladiadores ficaram maravilhados com as milhares de lamparinas, com os gritos do povo palestrino. Entraram no coliseu palestrino assim… O povo todo vestia verde e branco, e se ungira com óleos sagrados… Jesus, que havia sido ferido, ia pra batalha… o menino Matheus teria a missão de parar um habilidoso gladiador rival…

Os palestrinos sabiam, e só eles sabiam, que mal nenhum os alcançaria em sua casa. Confiantes, pensavam: Em nossa casa, não! O Palmeiras seria o vencedor, e seria sobre o seu “coliseu” que brilharia a grande estrela…

E nunca se viu uma batalha  como aquela… nunca se viu tanta bravura de um povo e seu exército… nunca se viu um adversário tão encolhido, temeroso, nem se ouviu um canto com a força do canto dos palestrinos…

Jesus saiu machucado… tensão… o menino Matheus lutava como um gladiador experiente…   Lucas, das terras distantes, levava o Palmeiras à frente… Arouca, Davitor Hugo, Isaqueson, destruíam as investidas das sereias, o gigante Prass protegia a fortaleza palestrina  como nunca… Robinho ia à frente com Lucas e Eduardo… José liderava os gladiadores na arena…

E foi o pequenino Eduardo, quem acabou com “Golias”, desferiu dois golpes certeiros, fatais, mas, infelizmente, Retardo Oliveira, quase ao final da disputa, acertou uma flechada no gigante Prass… e novamente, tiros diretos de bolas incandescentes seriam disputados… Deus queria premiar o gigante…

E Prass, o gigante, assustou o primeiro inimigo e ele errou o alvo…

Prass, o gigante, defendeu o segundo disparo…

José, Isaqueson, Isaías Cristaldo acertaram os seus alvos… a vantagem era do Palmeiras… faltava um último disparo…  e seria de Prass…

Milhares de olhos olhavam o gigante… milhares de corações paravam um instante de bater…

E então, o gigante, que parecia maior ainda, disparou e acertou as Sereias… a luta estava acabada. A multidão, enlouquecida, gritava, e chorava. e  sorria, se ajoelhava…

A estrela mais linda e mais brilhante surgiu no céu da Palestrina… Deus os recompensara por tanta dedicação… e não existia no mundo uma gente mais feliz do que aquela…

Felizes como nunca, batiam no peito e diziam: O Palmeiras é gigante! Em nossa casa… não!!

O Palmeiras, outra vez, era o vencedor de um torneio da Brasileia. O maior vencedor de todos.  Era dele a estrela mais brilhante da Palestrina, era ele a estrela mais brilhante de todas…

Dizem as escrituras que nunca houve um vencedor como ele… que não haverá outro igual… e que a sua estrela nunca deixará de brilhar…

VIDA LONGA AO PALMEIRAS E AOS PALESTRINOS!

Embora nunca saibamos a ordem de partida desse mundo, há uns anos, eu meio que me preparava, aos poucos, para um Dia dos Pais como esse… Não adiantou nada…

Eu tenho um péssimo hábito/mecanismo – é involuntário, creia – de ignorar as minhas maiores dores, as que machucam mais. Abro uma gaveta no peito e tranco a dor lá dentro. Até que seria bom esse artifício, se não acontecesse de, de repente, a gaveta escancarar por conta própria sem que eu tenha tempo de fechá-la outra vez…

Meu pai se foi há seis meses e ficaram as perguntas, que vira e mexe, cortantes, aparecem na minha cabeça…

Pai, onde você está agora?
Será que existe mesmo um lugar pra você estar?
Pai, será que você fica triste nas vezes em que choro aqui sozinha?
Será que você se magoa nas vezes em que não choro e escondo de mim mesma o que sinto?
Pai, será que você me perdoa por não ter tido coragem de voltar ao cemitério nenhuma outra vez? Por não ter coragem de ir lá amanhã?
Será que você lembra das vezes em que te dei meu café com leite e bolachas escondido das enfermeiras?
Será que você já sarou, pai?
Pai, será que você estava comigo na quarta-feira? Será que ficou feliz?
Pai, será que você pode ver que eu durmo com o seu pijama? Que calço as suas meias quando vou aos jogos? Que eu queria tanto te levar pra ver o Allianz e não deu tempo?
Será que você percebeu que eu te achei tão lindo na última vez que o vi?
Pai, será que você sentiu medo?
Será que você sabe que cada vez que passo em frente à uma loja de camisas eu penso em comprar uma pra você?
Será que você percebeu que fiz sempre o melhor que pude para nunca desapontá-lo?
Será que você sente que algumas vezes quando para um carro aqui em frente, eu me confundo por uns segundos, achando que poderia ser você, mesmo sabendo que você já não dirigia mais?
E que eu senti a sua presença quando aquele cara, do nada, começou a assobiar dentro do metrô, na minha frente, como você fazia quando vinha pra casa almoçar?
Pai, será que você sabe que eu adoraria poder fazer bolinhos pra você?
Será que você está feliz com o time do Palmeiras? Será que gosta do MO?
Será que você se orgulha por tantas coisas que me ensinou e deixou comigo?
Será que você sente que eu sinto uma saudade imensa de você?

Feliz Dia dos Pais, meu pai, onde quer que você esteja. E fica em paz porque gente vai dando conta de tudo aqui.

E Feliz Dia dos Pais pra você, meu amigo. Pra você, para o seu pai, e para os pais de todos os palestrinos e palestrinas também! Aproveite a data, e não só ela, para poder beijar e abraçar o seu pai. Se a vida seguir a ordem natural das coisas, vai chegar um dia em que você sentirá a maior vontade de fazer isso e, assim como acontece comigo agora, não vai poder mais…

Guerreira, forte, mãe dedicada, sexo frágil, batalhadora, intuitiva, sexy, que não desce do salto, que não fala palavrão, que fala palavrão, que trabalha fora, que cuida do lar, que faz as duas coisas, recatada, despudorada, desinteressada, interesseira, que sabe cozinhar, que não sabe cozinhar, que não gosta de futebol, que gosta muito de futebol, “boa de cama”, “o alicerce do lar”, “que suporta todas as dores”, “que adora fazer faxina” (o.O) “que dá colo pra família inteira”… Uffa!

Quantos rótulos nos dão, quantos “TEM QUE” ou “NÃO DEVE” ouvimos a vida toda (e acabamos dizendo e rotulando também)…

Eu desejo às minhas amigas, parmeras e não parmeras, desejo à minha filha, à todas as mulheres do mundo, principalmente às que são tão massacradas por sociedades machistas, o mesmo que desejo pra mim… a liberdade de apenas “ser”… que possamos ser apenas mulheres, de acordo com a essência de cada uma de nós, e do jeito que bem entendermos!! O único rótulo que nos cabe é esse “MULHER”, e ele já diz tudo, já faz toda a diferença!

FELIZ DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES, SUAS LINDAS!!