É uma discussão sem fim entre palmeirenses e corintianos, é uma rivalidade de 95 anos, mas os números não mentem; na disputa entre Palmeiras e Corinthians, quem tem a vantagem é o Verdão! Mais vitórias, mais gols, a maior goleada… Freguesia centenária!!!

O site oficial do Palmeiras publicou a história do maior clássico do Brasil:

Há exatos 95 anos Palmeiras e Corinthians realizavam o primeiro de muitos confrontos deste duelo repleto de história. Para que se compreenda melhor a importância deste clássico tão tradicional que hoje gera um impacto gigantesco, é preciso analisar mais profundamente o cenário esportivo do período.

É importante ressaltar que ao longo da história do futebol no Brasil, times como Palestra Italia e Corinthians tiveram um papel imprescindível no episódio da popularização do futebol, pois, no início do século XX, a principal liga de futebol era a Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA), atual FPF, que se restringia exclusivamente para clubes da elite, como por exemplo, o C.A. Paulistano. A insistência de idealizadores dos clubes populares, que eram prestigiados por um público economicamente defasado, compostos em sua maioria por operários e imigrantes (classes que aos olhos da elite paulistana não poderiam se misturar no esporte), contribuiu de maneira extensiva para a evolução do futebol brasileiro. Então, em 1917, uma liga secundária independente, a Liga Paulista de Futebol (LPF), que inclusive abrangia clubes que não se encaixavam nos padrões da elite, deixou de existir para integrar-se efetivamente a maior entidade futebolística do estado, a APEA (o que sem dúvidas deixou o futebol local muito mais competitivo). Foi exatamente aí que os caminhos de Palmeiras e Corinthians se cruzaram pela primeira vez.

No ano do primeiro Derby Paulista (como foi apelidado o clássico anos depois pelo saudoso jornalista Thomaz Mazzoni, que fazia referência a corrida de cavalos mais importante do mundo, o Derby de Epsom), o Verdão ainda era o Palestra Italia, um clube recém fundado que dava seus primeiros passos no futebol. Por sua vez, o Corinthians, fundado em 1910, já era um time experiente na disputa de campeonatos oficiais, bem como a Liga Paulista de Futebol (LPF), no qual sagrou-se campeão paulista em duas ocasiões, 1914 e 1916.

A primeira partida entre as duas equipes, que foi válida pelo campeonato paulista, aconteceu há exatos 95 anos, em 6 de maio de 1917. O bom retrospecto do rival Corinthians, que estava invicto em campeonatos havia três anos (um total de 25 jogos), não foi suficiente para abalar o “onze” Palestrino. O elenco esmeraldino se mostrou muito frio e ousado ao partir para o ataque, garantindo com tranqüilidade uma vitória por 3 a 0. É impossível negar que as duas equipes estavam muito bem preparadas tecnicamente, pois, de um lado, o Palestra Italia tinha no elenco o artilheiro Heitor, o capitão Bianco (aquele que fez o primeiro gol da história do Palestra), além de outros nomes prestigiados no período, como Picagli, Ministro, Fabbi, entre outros. Em contrapartida, o Corinthians contava também com uma ótima linha de ataque, formada por Amílcar, Aparício e Neco. Um fato que não se pode deixar de mencionar, é que apesar de todo estrelismo dos jogadores em campo, naquela tarde de domingo, a estrela brilhou para apenas uma pessoa: Caetano Izzo. O ponta-direita do Palestra Italia não só teve a honra de marcar o primeiro gol do clássico, como também conseguiu a façanha de assinalar todos os gols da partida. A partir daquele dia, através dos três gols de Caetano, nascia uma rivalidade esportiva, um Derby que se mantêm vivo e se renova a cada ano que passa, até os dias atuais. (Confira aqui a ficha técnica da partida)

Os números revelam a tradição deste clássico paulista ao longo dos anos. No total, Palmeiras e Corinthians se enfrentaram 348 vezes, os confrontos renderam 125 vitórias para o Palmeiras, 118 vitórias para o Corinthians e 105 empates. O Corinthians soma um número de 456 gols no clássico, enquanto o Palmeiras acumula incríveis 502 gols.

Perfil de Caetano Izzo

Prova de raça e pioneirismo, Caetano Izzo, ponta descoberto no Ruggerone, time de várzea do bairro da Lapa, foi o primeiro carrasco do rival alvinegro Corinthians, teve a honra de marcar todos os gols do primeiro Derby Paulista. Caetano jogava na ponta direita, no entanto, era muito eficiente em outros setores do campo. Outro grande triunfo em sua passagem pelo Palestra Italia, foi a conquista do campeonato paulista em 1920 (o primeiro titulo do Palmeiras), no qual ajudou o time a quebrar a hegemonia do C.A. Paulistano (Campeão Paulista em 1916, 1917, 1918, 1919), impedindo assim que o time da elite conquistasse seu pentacampeonato. O primeiro gol marcado na casa do Palmeiras, no Parque Antártica, foi também da autoria de Caetano Izzo. Pelo Palestra Italia (Palmeiras), Caetano atuou em 115 partidas, acumulando 83 vitórias, 17 derrotas e 15 empates; o ponta direita do Palestra Italia balançou as redes adversárias 45 vezes.

Curiosidades

Números do clássico
* Os números abaixo incluem 9 partidas do Torneio Início (4 vitórias do Palmeiras, 2 vitórias do Corinthians e 3 empates)

Confrontos: 384
Vitórias do Palmeiras: 125
Vitórias do Corinthians: 118
Empates: 105
Gols do Palmeiras: 502
Gols do Corinthians: 456

Árbitros que mais apitaram o derby

Armando Marques: 14
Dulcídio Wanderley Boschilla: 14
José de Assis Aragão: 13
José Favilli Neto: 12

Quem mais jogou: Ademir da Guia (57 partidas)

Maior goleada: 03/11/1933 (Palestra Italia 8×0 Corinthians)

Jogadores do Palmeiras que marcaram, em uma única partida, 3 ou mais gols

3 gols

06/05/1917 – Caetano
05/11/1933 – Imparato III
10/03/1946 – Lima
18/01/1953 – Odair
21/08/1958 – Paulinho
29/11/1964 – Servílio
04/04/1970 – César Maluco
13/11/1994 – Evair
21/05/1995 – Magrão
09/02/2000 – Alex
26/07/2009 – Obina

4 gols: 05/11/1933 – Romeu Pellicciari

Títulos que o Palmeiras conquistou diante do rival

Campeonato Paulista (1936)

Campeonato Paulista Extra (1938)

Rio São Paulo (1951)

Campeonato Paulista (1974)

Campeonato Paulista (1993)

Rio São Paulo (1993)

Campeonato Brasileiro (1994)

Cláudio Christovam Pinho, maior artilheiro do Corinthians – com 306 gols – revelação do Santos, jogou no Palestra/Palmeiras antes de atuar pelo Corinthians. Em sua curta passagem pelo Palestra/Palmeiras – 1942 –  teve grande importância histórica, pois foi o jogador que fez o primeiro gol (de pênalti) com o nome de S. E. Palmeiras, na final de 1942 contra o São Paulo.

Agência Palmeiras
Departamento de História
06/05/2012 12h00

Perto de completar seu centenário, o Palmeiras é hoje um clube repleto de glórias e tradição. Ao longo dos quase 100 anos de existência, acumulou diversos títulos e honrarias – inclusive a de ser o primeiro time a representar a seleção brasileira e a de ser considerado campeão do século XX no país. É impossível negar que o Verdão possui um histórico completo e gratificante, e o grande segredo da formação desta agremiação vencedora sempre esteve no planejamento e no pensamento vanguardista.

Como prova de sua essência pioneira, os líderes do ainda recém-fundado Palestra Italia já demonstravam no início do século passado a preocupação não só com vitórias, mas em projetar o clube, atingir uma condição estável na sociedade e transformá-lo em uma referência nacional. A aquisição do Parque Antarctica (atual estádio Palestra Italia) em 1920 foi o primeiro passo para materializar o sonho.

A ligação entre o Palestra e o Parque Antarctica, porém, teve início três anos antes. À época, o espaço, que pertencia à Companhia Antarctica Paulista e era uma área de lazer muito tradicional em São Paulo, tinha um campo que era cedido à equipe de futebol do Germânia (atual Pinheiros). Depois da Primeira Guerra Mundial e a consequente crise financeira do Germânia, o América, clube então em formação, passou a ser o locatário do estádio. Mas o América não podia arcar com as despesas de aluguel sozinho, e o Palestra, que já levava grande público a seus jogos, interessou-se pelo local.

Em 1917, por intermédio do América, foi feito o contrato de aluguel do campo por 500 mil reis por mês. Foi assim que o Palestra Italia se instalou no tradicional local. O América, à beira da falência, não demorou a desaparecer, e o contrato, a partir de então, passou a ser direto entre o Palestra e a Antarctica. O jogo de estreia dos palestrinos no hoje solo sagrado para todos os palmeirenses aconteceu há exatos 95 anos.

No dia 21 de abril de 1917, o Palestra enfrentou o Internacional da capital pelo Campeonato Paulista. A histórica partida ficou marcada pelo início de uma boa fase do Verdão, que goleou por 5 a 1 uma equipe que inclusive já havia conquistado o título de campeão estadual, em 1907. O atacante Caetano teve a felicidade de marcar o primeiro gol do time no Parque Antarctica. A partir dali, o Palestra Itália começou a ganhar força para alcançar o objetivo de conquistar seu primeiro título estadual em 1920, conseguindo quebrar a hegemonia do C. A. Paulistano, que buscava a conquista de seu pentacampeonato.

Os números comprovam a superioridade do Palestra no Parque Antarctica mesmo antes de ter as dependências do local sob seu poder. Entre 1917 e 1920, período em que o Palestra atuou antes de se tornar proprietário do estádio, foram 21 partidas, 13 vitórias, 4 empates e apenas 4 derrotas, sofrendo 29 gols e marcando 56 (quase o dobro).

Até 2010, ano do fechamento do estádio para as obras da Nova Arena, os jogos realizados pelo Palmeiras no estádio somaram, ao todo, 1570 partidas, com 1063 vitórias (67,8%), 318 empates (20,2%) e 189 vitórias adversárias (12%). Foram 3695 gols marcados (média de 2,3 por jogo) e 1485 gols sofridos (média de 0,94).

Departamento de Marketing lança réplica do estádio

Em comemoração aos 95 anos da estreia alviverde no Parque Antarctica, o departamento de marketing da Sociedade Esportiva Palmeiras vai disponibilizar aos torcedores uma belíssima réplica do Estádio Palestra Itália.

Trata-se de uma verdadeira relíquia para eternizar na memória do palmeirense a última imagem do Jardim Suspenso, contando, inclusive, com um pedaço do concreto original do estádio. Fique esperto! Em breve, a réplica estará à venda nas lojas oficias do Verdão! Veja o protótipo:

Agência Palmeiras
Departamento de História

21/04/2012 08h00

“As vezes a magia é real…” 

Hoje, Ademir da Guia, o nosso Divino (sim, embora o Brasil e o mundo o reverenciem, somos egoístas, e ele é só nosso), completa 70 anos. E a sua gente de sangue esmeralda o cumprimenta:

Parabéns, Divino!! Que Deus lhe devolva em bençãos, todas as alegrias que você nos deu; que Ele lhe devolva em muita saúde, todo o orgulho que nos fez e nos faz sentir; que Deus lhe devolva em felicidades, todas as páginas de glórias que você ajudou o Palmeiras a escrever!!

Você foi “o cara”, Ademir! Elegante na condução da bola, genial na criação das jogadas, decisivo nas conclusões, mortal para os adversários, talentosíssimo, vencedor… Um jogador que encantava a todos que o viam jogar, que se conduzia em campo como quem escrevia um poema… com tranquilidade, calma e muita inspiração, se doando por inteiro… em 901 jogos pelo Palmeiras e 153 gols marcados.

A injustiça que te fizeram, ao permitirem que você jogasse apenas uma partida de Copa do Mundo, pela seleção canarinho, não é nada diante da sua grandeza que atravessou décadas. O talento é sempre maior! Para o gênio, a gloria é imortal! E foi ele que te fez ganhar títulos, ganhar o reconhecimento público, ganhar milhões de fãs, ganhar o coração dos amantes do futebol, e o amor eterno da Nação Palestrina… foi só o seu talento que te fez ser imortalizado nos jardins do Palestra Itália…

VOCÊ É SIMPLESMENTE DIVINO!!!

SEJA FELIZ POR TODOS OS SEUS ANIVERSÁRIOS, ADEMIR DA GUIA! SOMOS ETERNAMENTE GRATOS A VOCÊ!!

 

1961 – No Palmeiras, o menino começaria a se transformar numa lenda…

 

Benditas sejam as fotos, que imortalizam os grandes feitos e os grandes ídolos! E bendito seja o Google, que nos disponibiliza a oportunidade de ver o momento em que o Divino mete uma bola no meio das canetas do Rei Pelé…

Mas que abusado era esse Ademir!!!

Há quase dois anos, uns dias antes de o Palestra ser fechado para se iniciarem as obras da Arena, eu estive lá fazendo o que, na época, chamávamos de Palestratour. Uma visita pelas dependências do nosso amado Palestra Italia, com direito a muita emoção… Hoje, quando nos preparamos para receber a Arena Palestra, nossa nova casa, que será um dos estádios mais modernos do mundo; quando a abstinência de Palmeiras é tão sofrida; a saudade imensa que sinto do nosso Palestra me faz publicar, pela primeira vez, uma parte do texto que escrevi na ocasião.

PRIMEIRA PARTE 

Nesta semana eu fui fazer o Palestratour, uma visita ao Palmeiras que nos possibilita conhecer, acompanhados de um guia, a Sala de Troféus, vestiários dos jogadores, camarote do presidente, campo, banco de reservas, a sala de imprensa, o jardim onde estão os bustos dos nossos craques imortais, tudo isso salpicado com trechos sobre a nossa história, que o guia vai nos contando.

Nem é preciso que eu diga que adorei, né? O convite, foi cortesia da Samsungesportes, numa promoção feita no Twitter. A torcida virtual do Palmeiras, a TwitPigs, (siga-nos no Twitter: @TwitPigsOficial) foi quem ganhou os convites da promoção. O amigo Lagrutta e eu fomos representar a TwitPigs, que tem outros dois responsáveis, a Cynthia e o Marco. Mas tinham muitas outras pessoas lá, que compraram os seus convites e fariam o Palestratour com a gente. Entre eles uma garotada de seus 10 anos, por aí, jogadores de futebol de salão. Como brilhavam aqueles olhinhos, encantados com tudo que viam! Encantados com a história de glórias do Campeão do Século!

Eu pensei que iríamos por último na Sala de Troféus, mas que nada! De cara fomos prá lá! Minha nossa! Assim que eu entrei, deslumbrada com tantos troféus, acabei virando à direita e dei de cara com o do Mundial de 51, a tão querida COPA RIO. Quem é que diz que não temos Mundial, hein? Os autores da façanha estão lá, imortalizados, em imagens inesquecíveis.  O coração já bateu em falso… Diante daquele troféu, foi como seu pudesse ter respirado um “arzinho” daquele glorioso ano de 1951.  Olhava as imagens daqueles heróis, que tanto dignificaram a nossa camisa, homens que resgataram o orgulho de um país… As comportas da minha emoção começavam a ruir… Eu nem sabia para que lado olhar e olhava tudo de uma vez.

Fui andando e dei de cara com o “cantinho” da Libertadores. Aí não aguentei… Não consegui mais segurar a emoção. Deu um nó na garganta… Eu vivenciei tudo aquilo. Como a gente sofreu para conquistar a danada e, agora, ela estava ali, toda imponente, parecendo sorrir prá mim. O filme, maravilhoso, que passava na minha cabeça tinha Marcos, Felipão, César Sampaio, Paulo Nunes, Galeano, Evair, Oséas… enlouquecidos, comemorando; tinha eu, na minha casa, de joelhos, com Santo Expedito na mão, agradecendo o pedido, tão prontamente atendido, tinha a torcida palestrina gritando “Fora!” “Fora”, antes de Zapatta cobrar a última penalidade, antes dele errar, antes de podermos respirar novamente, antes dele dar a senha para loucura que se instalou no Palestra Itália e em cada lugar do mundo onde houvesse um coração verde esmeralda pulsando… Eu sentia vontade de colocar as mãos naquele troféu e levantá-lo em direção ao céu, como fizeram os jogadores. Afinal, eu também ganhei a América naquela noite. As lágrimas vieram com as lembranças… Tentei disfarçar, meio envergonhada de começar a chorar ali, no meio da criançada mas não consegui…



Mas o Palmeiras tem uma quantidade absurda de troféus. Dio mio! E se for contar os dos outros esportes, então…Um mais lindo que o outro. Ramon de Carranza! Tão importante conquista, tão lindo troféu… Que história mais linda! Quantas glórias! As pilhas da minha câmera resolveram pifar, e dá-lhe a câmera do celular. Ainda bem que o do Lagrutta tirava umas fotos legais. Eu estava procurando o troféu do Paulista de 2008 (que o meu Maguinho também ganhou), quando dei de cara com o do Paulista de 93. Olhei prá ele e fui transportada para aquele dia mágico. Estava outra vez no estádio lotado… Parecia ver Evair de braços abertos, correndo em direção da torcida, parecia ver Edmundo cheio de garra e marra, gingando entre os adversários com seus dribles geniais; revia Zinho, maravilhoso, tão querido, marcando o primeiro gol.Mais uma vez, eu perdia a voz ao comemorar aquele gol… Sim, eu estava no estádio, outra vez. Parecia ver aquele monte de parmeras chorando, de joelhos nas arquibancadas. Conseguia ouvir o canto: “Boi, boi, boi, boi do Evair, Palmeiras Campeão vai cair o Morumbi”. Podia sentir o meu coração, outra vez quase parado, enquanto Evair se posicionava para bater o pênalti… Podia ver a bola balançando a rede… Sentir e ouvi, como se estivesse vivendo tudo de novo, o grito de campeão ensurdecedor que explodia, finalmente, da nossa garganta, e do qual, nunca mais vou me esquecer. Como eu fui feliz nesse dia 12 de Junho de 1993!!


E a história desfilava diante de nossos olhos… Campeão de 36, de 50,42, 94, 96… se for falar todos aqui, não vou terminar nunca. Tantos troféus, tantas imagens, tantos craques maravilhosos que vestiram a nossa camisa. Mas eu estava doida atrás do caneco de 2008. E que lindo ele é! Dourado, brilhante, com gosto de “chocolate”, chutes no vácuo, chororô, creu, “cala a boca bvambvi”. Poder tocar aquele troféu foi simplesmente inexplicável. O Palmeiras o conquistou; Valdivia, meu ídolo, o tocou. São Marcos, o santo de minha devoção, o tocou também. Todos os nossos jogadores o beijaram e carregaram. Então eu beijei também, né? Tiramos uma tonelada de fotos e fomos para a sala que abriga as imagens e troféus dos acontecimentos de 1942!

O guia nos contou a história do Palmeiras, perseguido em tempos de guerra por ser de colônia italiana. Chamados de traidores da pátria, nossos heróis entraram em campo para enfrentar o São Paulo e defender a Nação de sangue esmeralda, carregando a bandeira do Brasil. Jogo em que os bambis fugiram de campo, após a marcação de um de um pênalti a nosso favor, quando o placar marcava 3 x 1 pro Palmeiras. Senti tanto orgulho ali, enquanto ele contava a história do Palestra que morrera líder para nascer o campeão Palmeiras. Estávamos ao redor da mesma mesa onde foi tomada essa decisão. E eu ficava tentando “construir” mentalmente a cena daquele distante 1942. Ficava tentando imaginar o que disseram eles então. Será que choraram em cima daquela mesa? Será que fecharam seus punhos, de raiva, pelo mal que queriam fazer ao Palestra? Será que aquela mesa sabia que ela será pra sempre a representante “viva” de uma das páginas mais importantes da nossa história?

Em cima daquela mesa estava o primeiro troféu conquistado pelo Palmeiras e a faixa de campeão. Nosso título de Campeão do Século, começara a ser construído quando aquele pequeno troféu foi levantado… Queria poder viajar em uma máquina do tempo e assistir àquele jogo… E ali mesmo, pertinho da mesa onde repousa a taça da nossa primeira conquista, tem um local destinado a Oberdan Cattani, o goleiro campeão. Tem camisa de jogo, chuteira, bola, as faixas de campeão (As que Oberdan guarda em sua casa, ele já me deixou usar uma vez). Suas grandes mãos imortalizadas em metal, na parede… Salve Oberdan! Nossa lenda viva!!

Saímos dali e fomos conhecer o camarote do Belluzzo. Que visão ele tem dali! Me deu uma vontade tão grande de deixar um papelzinho lá com um pedido: “Traz o Mago de volta, Belluzzo”. Mas fiquei só na vontade. rsrsrs Vontade de escrever, né? Porque a força do meu pensamento, tenho certeza, chegou até o presidente.

Foi então, que fomos conhecer os vestiários… Fiquei imaginando tudo o que já acontecera ali, tudo o que já foi dito. As tristezas com que eles prá lá voltaram depois de um insucesso. Mas era como se ali pairasse a magia das glórias palestrinas. Os armários tinham as fotos dos jogadores atuais. São Marcos, Armero… Como eu queria que tivesse uma certa foto num dos armários… Mas ali, naquele vestiário, também estava, e disso eu tinha certeza, o som de todos os risos,  de todos os gritos de desabafo,  a força de todas as palavras de ânimo… estava a energia dos grandes jogadores que por ali passaram, de todos os ídolos, e dos jogadores operários também, que tantas alegrias tinham dado àqueles apaixonados, que frequentaram aquelas arquibancadas ao longo de quase um século. Minha sensibilidade parecia nunca ter estado tão aguçada. Ao sairmos dos vestiários passamos em frente ao pequeno altar onde nossos jogadores, cujas crenças permitem, fazem as suas orações antes da partida. O grupo já se encaminhava para outro lugar, mas eu me detive ali, e rezei… Pedi a Deus que abençoasse o Palmeiras, que lhe desse sorte quando o trabalho estivesse sendo bem feito, e pedi… com toda a força do meu coração, para que ele trouxesse o Mago de volta…

Muito emocionada, fui me encontrar com o restante do grupo. Iríamos à Sala de Imprensa e, depois, subiríamos as escadas que nos levariam até o gramado mítico, palco de tantas conquistas maravilhosas…

E mal eu sabia quanta emoção mais estava por vir. Mas isso eu conto na segunda parte, numa outra vez…

O amor não se limita a relações entre pessoas. É uma celebração da vida. (Paulo Coelho)
……………
Já fazia uma semana que eu não conseguia dormir direito. Aquelas chamadas “borboletas no estômago” não paravam de voar… meu coração ficava apertado a cada vez que eu me lembrava da segunda partida da final do Paulistão. Tentava me manter tranquila, mas era impossível. Por pouco eu não tinha ficado sem ingresso para a decisão. Depois de não ter conseguido comprá-los lá no Palestra, graças a Oberdan Cattani eles estavam no meu criado mudo, junto com a imagem da Madre Paulina.
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De sexta para sábado foi difícil dormir, foi difícil não pensar, não imaginar aquele grito de campeão saindo da nossa garganta. Eu mentalizava aquele momento, imaginava, o tempo todo, a cena do Palmeiras campeão, e chorava o tempo todo também. A emoção estava à flor da pele. Era uma coisa tão estranha… Embora estivéssemos há 16 anos sem conquistar um título, embora eu morresse de medo, eu tinha certeza que seríamos campeões. E o único lugar do mundo em que eu queria estar era no Morumbi, para a segunda final…
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E tinha aquela imagem… Desde a semana que antecedeu a primeira partida, uma imagem não saía da minha cabeça. Não era uma coisa que eu imaginava, não, era quase como se fosse uma visão… me acompanhando por duas semanas. Evair correndo pra galera, de braços abertos e comemorando diante de mim. Evair de joelhos no gramado… Era tão nítida, tão real! Achei que fosse um sinal, sei lá… Ainda me dá, um nó na garganta a cada vez que penso nisso. Mas quando jogamos a primeira partida e perdemos, me pareceu que a tal imagem fosse só birutice minha mesmo. Acabei até me esquecendo um pouco dela… mas nunca deixei de senti-la
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E o dia chegou! Era 12 de Junho, Dia dos Namorados… Tava certinho. Afinal, nosso caso de amor, nosso “namoro” sempre foi com o Palmeiras. Daquele tipo de amor que dura por toda uma vida e além dela.  Eu mal conseguia esperar pelo momento de estar no Morumbi. Não via a hora de estar na arquibancada. Tinha certeza que ganharíamos, mas ficava tentando imaginar o que aconteceria. Achava que o Palmeiras, mordido com a derrota no primeiro jogo, mordido com a idiotice de Viola, iria atropelar os gambás. Mas, às vezes, pensava que gostaria de dormir e acordar depois que tudo tivesse sido resolvido. Que angústia! Nem conseguia comer… Mas nada que eu imaginasse poderia ser melhor do que aquilo tudo que eu vivi no Morumbi…
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Faltavam quase duas horas para começar a partida quando chegamos no estádio. E ele estava cheio. E foi enchendo cada vez mais. Ficou lotado! Que coisa linda a massa verde em meio às bandeiras! A torcida palestrina cantava como nunca, sorria como nunca, se abraçava e desejava sorte como sempre. Mas a tensão era grande, o nervosismo era quase palpável. Como expressar aqui o que eu senti quando o Palmeiras entrou em campo? Que festa linda! E quanta emoção, meu Deus.
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O jogo começou e o empate favorecia os gambás. Mas o Palmeiras, que era muuuito melhor, foi mostrando que tinha chegado a hora de ser campeão. O Verdão sobrava na partida. Evair, cerebral,  comandava as ações do time. O volume de jogo do Palmeiras enlouquecia a gente na arquibancada e desnorteava os gambás em campo… Mas faltava o gol…
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Eu mal conseguia esperar por ele.  Evair estava começando uma partida como titular, depois de quase dois meses machucado, e jogava maravilhosamente, como sempre. Edmundo, que infernizava os adversários, já tinha perdido um gol incrível. Eu não conseguia nem raciocinar,  só conseguia sentir meu coração, quando Evair tocou para Zinho, que entrou na área, pela direita e chutou cruzado, mesmo sendo puxado pelo seu marcador. A bola atravessou a área e foi morrer lá no canto direito do goleiro. Eu queria tanto o gol do Palmeiras, mas tanto… e ali estava a bola… no fundo da rede.
Foi a redenção! Foi a certeza, para todos os que estavam no estádio, que o título paulista de 1993 tinha dono! Enquanto metade do Morumbi se calava, a outra metade, mais linda, explodia!! “Obrigada, meu Deus!” era tudo que eu conseguia gritar, e gritava muito, sem parar. E gritei tanto, que perdi completamente a voz naquele lance. Nunca na minha vida eu tinha sentido uma felicidade daquele tamanho. Todos sabíamos que aquele gol era a senha para tudo que viria depois…
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Enquanto o Palmeiras começava a ganhar o título, os gambás começavam a perder a pose, a cabeça. Não conseguiam parar a Máquina Verde e apelavam para as botinadas. Henrique foi expulso ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Palmeiras continuava o massacre. A torcida não parava de cantar, jogava com o time, e era como se todos nós estivéssemos dentro de campo. O Palmeiras se portava como um legítimo campeão, como se jogasse por música. Evair era o maestro. Edmundo, com seus dribles maravilhosos, deixava irados os defensores corintianos. Edilson fazia o mesmo… Neto, gordo, sofria com Antonio Carlos, que não o deixava jogar. Sampaio parava Viola que, antes de entrar em campo, tinha até vomitado nos vestiários, tamanha era a tensão daquela partida…
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A nossa Defesa Que Ninguém Passa se mantinha intransponível! Mas o Palmeiras queria mais. Nós queríamos mais! Ronaldo saiu da área ao ver Edmundo avançar e, ao ser driblado, parou o Animal com falta. Foi expulso! “AU AU AU, EDMUNDO É ANIMAL” cantava a arquibancada!! Eu cantava também,  mesmo sem a voz que tinha perdido no gol de Zinho…
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A raça do time era contagiante! Eu sentia tonturas e tremia muito. E foi tremendo que vi Mazinho pegar uma bola quase no meio de campo e avançar até chegar pertinho do goleiro e tocar rasteiro para o segundo pau. Adivinhem quem vinha lá? “Ele”! Evair, o “Matador”, que povoa os nossos sonhos (e o pesadelo dos adversários) até hoje, mandou pras redes e fez o segundo gol do Palmeiras. Eu gelei quando olhei pro campo, e não consegui parar de chorar ao ver Evair correr pra galera, exatamente onde eu estava. Então, eu pude ver, de verdade, a imagem que me acompanhara por dias e dias. As lágrimas correm pelo meu rosto ainda hoje, ao lembrar daquela cena… “EÔ, EÔ… EVAIR É UM TERROR!”, cantava a metade feliz do Morumbi!!!
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Mas o Matador Evair queria mais! Fez a jogada e chutou para marcar o terceiro, mas a bola pegou na trave.  No rebote,  Edilson (que saiu da história e do coração da torcida por conta própria) mandou pras redes! Delírio!! OLÊ, PORCOOO! OLÊ, PORCOOOO!! O Morumbi se tornou verde!! O mundo todo ficou verde!! O sangue que corria frenético em nossas veias era verde!! Muitos torcedores se ajoelhavam, olhando pro céu…  Nunca vi tantos homens e mulheres chorando ao mesmo tempo. E que sabor tinham as nossas lágrimas. De felicidade, palpável, explícita, correndo pelas nossas faces… Era intenso demais. “Boi, boi, boi, boi do Evair, Palmeiras Campeão, vai cair o Morumbi”!!!
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Com a vitória, o Palmeiras levava o jogo para a prorrogação… Meu amigo, imagine o que significava poder sair da fila de 16 anos, em cima do maior rival, e ter que jogar uma prorrogação.  Os nervos estavam à flor da pele. Meu corpo todo formigava… O coração batia tão alto e tão forte que chegava a doer o peito.
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Era chegada a hora! Apenas trinta minutos nos separavam de um sonho…Trinta minutos para acabar com um jejum de  16 anos…Trinta minutos para desbancar o “protegido” rival. Estávamos com o “coração-na-boca”. Vaaai, Palmeiras!!! Não tínhamos nenhuma dúvida. Éramos as crianças correndo até a árvore de Natal para encontrarmos a tão sonhada “bicicleta”. Apenas esperávamos… felizes, confiantes, ansiosos, sorrindo…
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Mas time que tem Edmundo e Evair, não deixa a torcida esperando. O Animal, genial, que já tinha feito uma jogada maravilhosa, (Edilson perdeu o gol quase embaixo das traves), numa outra jogada de craque, partiu pra dentro da área e foi derrubado… PENALIDADE MÁXIMA, DIZIAM OS COMENTARISTAS!!!
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Sabíamos que, com Evair, era só esperar a cobrança e comemorar… Sabíamos que aquele gol seria o gol do título… Sabíamos que, finalmente, sairia de nossas gargantas o grito de “É CAMPEÃO”… EVAIR, O CRAQUE DA CAMISA NÚMERO 9, SERIA O COBRADOR! Ninguém ousou respirar, quando ele correu para a bola e o mundo explodiu num verde-e-branco campeão… GOOOOOOOOOOOOOOOL!!
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Albert Einstein saberia explicar, eu não, mas o mundo parou naquele momento. Naquele exato momento entre a bola tocar as redes e o grito sair de nossas gargantas. E então, voltamos a respirar, nosso coração voltou a bater, o mundo se encheu de cor e calor… Luxemburgo, num ritual que se repetiria inúmeras vezes, desceu para os vestiários, antes mesmo do jogo acabar. Ele já sabia… nós todos já sabíamos…  O Palmeiras era o Campeão!! Nada no mundo poderia ser mais delicioso do que aquele momento.  O juiz ter apitado o final do jogo foi um mero detalhe. A Nação comemorava, ria e chorava ao mesmo tempo, as pessoas se abraçavam, se beijavam, pulavam e gritavam… muitas se mantinham de joelhos agradecendo a Deus… 4 x 0, fora o baile…

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Evair, louco de alegria, de braços abertos, correndo para a torcida – também enlouquecida de alegria – e se ajoelhando no gramado, é a imagem que ficou impressa em nossos corações… pra sempre (a visão de tantos dias se repetia e, finalmente, de maneira completa) . “É Campeão” era o grito ensurdecedor no Morumbi… “É campeão”  foi o grito que ficou gravado em mim… pra sempre.
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Obrigada, Sérgio, Mazinho, Antonio Carlos, Tonhão, Roberto Carlos, César Sampaio, (Edilson), Daniel, Zinho, Edmundo e Evair, meus heróis amados (menos você, Edilson)! Enquanto eu viver, jamais me esquecerei desse dia, jamais deixarei de me emocionar ao lembrar.
Deus o abençoe Evair, seu “Matador” maravilhoso, que, num 12 de Junho de 1993, dia em que celebramos um amor do tamanho do mundo,  comandou o fantástico time do Verdão e devolveu a vida  a milhões de torcedores palestrinos…
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FELIZ 12 DE JUNHO DE 1993 A TODOS AQUELES QUE TÊM O PALMEIRAS NO CORAÇÃO! 

Só no Brasil temos que esperar que a entidade que cuida do futebol, reconheça os títulos dos campeonatos, que ela mesma criou. Parece piada, mas não é! Por incrível que pareça, os títulos nacionais, anteriores à 1970, não eram reconhecidos pela CBF. Mudaram o nome e o formato do campeonato nacional, mudaram a sigla da entidade – de CBD passou a ser CBF – e os títulos conquistados, anteriores à essa data, simplesmente deixaram de existir. Seguindo essa linha de raciocínio, como estariam os títulos que a seleção brasileira ganhou, envergando em sua camisa o escudo da CBD??

Foi preciso mudarmos de século e esperar ainda mais uma década, para que a “luz” chegasse até os dirigentes do futebol brasileiro.

Segundo informação do Jornal Nacional/Globo, a CBF anunciou nesta segunda-feira (13),  que os títulos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa e da Taça Brasil, competições anteriores ao Campeonato Brasileiro, disputadas de 1959 a 1970, serão reconhecidos como conquistas nacionais. Reconhecimento este que já está com décadas de atraso, não é mesmo?

O dossiê e um vídeo, apresentados em 2009 pelos seis clubes interessados (Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Bahia, Fluminense e Botafogo), chegaram às mãos de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, em novembro deste ano. De posse do documento, o dirigente pediu 60 dias para “analisar e conferir a legalidade da iniciativa”. Mas o anúncio já sairá na semana que vem, numa festa organizada pela entidade. O evento será realizado depois que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, voltar dos Emirados Árabes, onde acompanha o Mundial de clubes.

Com isso, Santos e Palmeiras passarão a ter oito títulos brasileiros cada. O Fluminense, tricampeão, tem unificado seu título de 1970, e o Botafogo celebra a conquista de 1968, chegando ao bi. Até mesmo Pelé que, antes, não possuía nenhum título nacional, passa a ser oficialmente campeão brasileiro.  O  Divino Ademir da Guia, por sua vez,  possui agora mais títulos nacionais que os que o  time do Corinthians “conquistou” em 100 anos! kkkkkk.

Vejam os campeões com a unificação dos títulos:

8 títulos: Palmeiras e Santos

6 títulos: Flamengo* e São Paulo

4 títulos: Corinthians e Vasco

3 títulos: Internacional e Fluminense

2 títulos: Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Grêmio

1 título: Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba, Guarani, Sport*

* O Flamengo venceu a Copa União, mas a CBF considera o Sport campeão brasileiro em 1987

As conquistas da Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa:

Taça Brasil

1959 – Bahia

1960 – Palmeiras☆

1961 – Santos

1962 – Santos

1963 – Santos

1964 – Santos

1965 – Santos

1966 – Cruzeiro

1967 – Palmeiras☆

1968 – Botafogo

Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata

1967 – Palmeiras☆

1968 – Santos

1969 – Palmeiras☆

1970 – Fluminense

E, na versão atualizada do campeonato Brasileiro, o chamado Brasileirão, que sucedeu os torneios Roberto Gomes Pedrosa e a Taça Brasil, o Palmeiras sagrou-se campeão em quatro oportunidades: 1972☆ – 1973☆ – 1993☆ e 1994

A choradeira, é óbvio,  já começou… Bambis (que agora passaram para o terceiro lugar kkkkk) e gambás estão reclamando bastante. Dizem até que os corintianos estão  pedindo a volta da dupla  Márcio Resende de Freitas e Carlos Eugênio Simon. hahaha Podem chorar bastante, o Palmeiras não tem culpa se Corinthians e São Paulo não tiveram competência para ganhar nenhum título nacional naquela época e só começaram a jogar a partir de 1971.

Não precisamos que reconheçam os nossos títulos brasileiros para que eles sejam legítimos, assim como não precisamos que reconheçam o Mundial de 51. GRANDES CLUBES SÃO FEITOS DE HISTÓRIA, E OS SEUS TÍTULOS SÃO APENAS PARTE DELA. Reconheçam ou não, a cada vez que a história do futebol brasileiro for contada, lá estará o Palmeiras e todas as suas maravilhosas conquistas. E, reconhecer os títulos conquistados nessa época, apenas dignifica o futebol brasileiro.

E você, que não é Octa, que não tem história, porque ela não pode ser comprada, não merece falar comigo nem com meus 8 anjos, tá? hahahahahahah

PARABÉNS, PALMEIRAS!! PARABÉNS, SANTOS! OS MAIORES CAMPEÕES DO FUTEBOL BRASILEIRO!!

Hoje faz 67 anos… 67 anos que nos tornamos ainda maiores, como se isso fosse possível. E faz os mesmos 67 anos que a empáfia, a dissimulação e a bandidagem, levaram o mais duro golpe (outros tantos viriam depois),e se apequenaram para nunca mais crescer.

Há 67 anos, graças à pequenez de alguns (e eles continuam bem poucos), toda a sociedade se voltou contra o Palestra. O Brasil tinha entrado na II Guerra Mundial, ao lado dos aliados. A ignorância e o medo fez com que os estrangeiros (e as suas instituições), no Brasil, fossem perseguidos.Era como se fossemos nós, o grande vilão. E o usurpador (já o era desde a fundação) queria nos roubar o Palestra Itália. La nostra casa.  E para bandidos, a época de guerra é a melhor para saquear. Pois bem, eis que os membros e a diretoria do São Paulo, muito incomodados pela superioridade do Palestra, lutaram pela extinção e desapropriação do Palestra Itália.

Mas nosso sangue é latino! É quente! O catzo que nos levariam o estádio, o nosso patrimônio! “Não nos querem Palestra, pois seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”, profetizou na ocasião dr. Mario Minervino. E  assim, na véspera da final do campeonato paulista,  deixamos que o Palestra, líder, ‘morresse’, para que surgisse o Palmeiras Campeão! O Alviverde Imponente. E, no dia 20 de Setembro, de 1942, na final do campeonato, o Palmeiras foi à campo contra o já trambiqueiro time do São Paulo. E vencemos por 3×1.O resultado final só não foi maior, porque o São Paulo abandonou o jogo aos 19 minutos da segunda etapa. Os covardes bambis, sem alma, sem fibra e sem história, correram. E o Palmeiras, sagrou-se “Campeão Paulista de 1942”. As manchetes dos jornais diriam: “Morreu líder para nascer campeão”…

Quantas coisas se seguiram, enquanto o Palmeiras abraçava as suas glórias… a “reunião secreta” armada por “são paulinos” na FPF que tirou o palmeirense Dacunto de uma partida decisiva entre os dois times no Campeonato Paulista de 1944; o gramado do Morumbi, esburacado, para não receber o Palmeiras, bi-campeão, no último jogo do Paulista de 94; as armações para nunca jogarem no Palestra; a farsa da pilha, do gás, as vitórias no apito, que valida gol de mão, assinala penaltis inexistentes, anula gols legítimos; o “famoso” tribunal formado por conselheiros bambis, que sempre inventa um jeito de punir os jogadores palmeirenses em fases importantes dos campeonatos… Teria que escrever um livro para relembrar  todas as sujeiras dessa escória.

Hoje, nós, os chamados fascitas, os italianinhos de merda, como diziam então, estamos aqui! Somos o Campeão do Século!  Quem mais possui esse título? E os italianos, que adotaram o Brasil como a sua pátria, deixaram descendentes. Hoje, sou eu e você. Somos nós! Um “nós” de mais de vinte milhões de pessoas, das mais diversas raças, de todas as cores, idades e credos. Como uma grande árvore que estende os seus galhos em todas as direções, não há lugar do planeta onde não tenha um coração palestrino pulsando. Hoje, nós somos Palmeiras de alma, e Palestra, de coração.

Hoje… com um amor imenso e um orgulho do c*#@$#o, nós te saudamos Palmeiras! Os outros? Ah! Esses não consigo enxergar sem olhar prá baixo…

Feliz é aquele que tem o Palmeiras no coração!

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