No jogo passado, diante do Inter, que veio jogar atrás, se defendendo (a maioria dos times vem ao Allianz assim agora), o Palmeiras tinha tudo para sair com os três pontos, mas saiu com um só…

Estádio lotado, cantando… Time adversário encolhido, jogando atrás, fazendo cera… Palmeiras fazendo 1 x 0… a vitória flertando descaradamente com o Verdão…

Segundo as estatísticas, os números do Palmeiras foram bem melhores que os do Inter:

Posse de bola – PAL 58% x INT 42%
Finalizações – 14×5
Passes certos – 365 x 226
Faltas: 15×13 (o juiz deixou de marcar muitas faltas cometidas pelo Inter)

Mas uma coisa é estranha nesses números… Se finalizamos quase três vezes mais do que os adversários e o jogo terminou 1 x 1, teve algum “pobrema” com as nossas finalizações, não é mesmo?

E isso é o que tem nos incomodado nesse Brasileirão… Mesmo em jogos bem fáceis, como foi  diante do Joinville por exemplo, deixamos pontos importantes.

O time joga legalzinho, mas falta levar perigo lá na frente. Falta chegar chegando…

O time do Palmeiras é bom, sabemos disso, mas o que acontece então?

Mais da metade dos nossos problemas se resolveriam se o Palmeiras chutasse pro gol. Ninguém chuta! Sem chutar, a bola não entra, a não ser que seja por um mero acaso. Diante do Inter, além das finalizações equivocadas, o torcedor enlouquecia ao ver muitas jogadas de ataque acabarem morrendo, sem que ninguém tivesse ao menos tentado chutar a gol.

Uma outra parte dos nossos problemas se resolveria se o O.O substituísse melhor. Diante do Inter, ele me tira o Kelvin, por exemplo, que estava jogando bem, e mantém o Dudu que não estava bem na partida. Como assim, Oswaldo? A preocupação é com os jogadores ou com o rendimento do time?

Junte-se a isso a falta que fazem as bolas mastigadas que Valdivia manda pro ataque (e quanta ensebação para renovarem com ele, como se ele não fosse tão importante), aí resolvemos o restante. Nossa única vitória no campeonato, diante dos itakeras, cujos gols passaram pelos pés do Mago, é a maior prova disso. Foi bem mais fácil com ele, né? E, no jogo  contra o Inter, jogando com três atacantes, nosso gol foi de zagueiro – Vitor Hugo é artilheiro, mas é zagueiro.

Eu sei que é mais fácil para os atacantes quando recebem passes açucarados, mas, ainda que não os recebam,  eles precisam chutar a gol, não é mesmo? Sem chutes a gol = sem gols.

Hoje, teremos mais um compromisso pela frente diante do Figueirense. E já que perdemos alguns pontos em casa, passa a ser necessário conquistarmos esses três pontos, mesmo jogando fora.  E o pedido da torcida palestrina é um só:

ÔÔÔ VAMOS CHUTAR (A GOL), PORCOOOOOO! #ChutaNoGolCazzo

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E o Senhor falou: Se uma porta te é fechada, eu abrirei duas outras; se você não comer a Asa na quarta, eu te darei a Galinha inteira no domingo. – Coríntios 0, 2

Quem diria, foi mais difícil enfrentar a Asa do que a Galinha inteira. O Parmera foi passear em Itaquera, de novo.

Oswaldo escalou o time direitinho (até que enfim, né OO?) e, com time escalado direitinho… a coisa funciona, é óbvio. O Palmeiras tinha os desfalques de Victor Ramos Robinho e Dudu, por suspensão, de Gabriel Jesus e João Pedro, na seleção sub-20 e ainda continuava sem poder contar com Allione, Tobio e Mouche,  que estão no DM há um bom tempo

Nem bem o jogo começou, jogaram – a torcida do Corinthians jogou – uma latinha de cerveja no Prass (isso é proibido, né?). O goleiro entregou a lata para o árbitro, todo mundo viu, porém, nos dias que se seguiram à partida, o STJD, do procurador e paladino da Justiça, Paulo Schmitt (tá metido nuns rolos o sujeito), faria de conta que nem ficara sabendo do caso.

Na TV, narrador e comentarista, mencionavam o fato de que a lata atirada no jogador do Palmeiras, poderia causar perda de mando para o dono da casa, e, PASMEM, a repórter da emissora argumentou que a cerveja era sem álcool!?!? A repórter inventou uma  exceção para a proibição de se atirar objetos no gramado! Vai casar com o Neto essa! Se jogarem uma latinha de cerveja, sem álcool, na cabeça dela, tudo bem? O problema é a lata ser de cerveja com álcool? Se não for assim, beleza? Acho que ninguém contou  pra ela que nos estádios só vendem cerveja sem álcool. E que se é proibido atirar objetos no gramado, isso vale pras latas de cerveja sem álcool também, of course.

Pois é… tem cerveja sem álcool, tem cara que é de pau, e tem cabeça que parece sem cérebro…

O Palmeiras nem deu bola pros itakeras, pra latinha de cerveja “sem álcool”,  pro celular, que jogariam no campo mais tarde, depois do gol de Zé Roberto…

Só deu Verdão no “Istádio dos Quatro Tobogãs”.

Comecinho de partida, jogada bonita de Lucas e Arouca, e o Kelvin, nosso Edmundo afrodescendente, chutou pro gol, fazendo a bola passar raspando a trave. Sim, o Verdão não tinha ido brincar em Itaquera.

O Palmeiras marcava a saída de bola do adversário, e marcava em cima. O time ‘itakera’, sem oferecer perigo ao Palmeiras, era desarmado em muitas oportunidades e não conseguia fazer as jogadas.

O jogo corria e o Palmeiras mandava na partida.

O árbitro amarelara Arouca na sua segunda entrada mais forte, porém, as entradas “mansinhas” no Mago, no Kelvin, as entradas por trás nos parmeras, não recebiam cartão nenhum.

O Verdão, com boa movimentação, passou a ficar cada vez mais próximo da área inimiga… e, numa jogada de mago, do Mago, uma matada na coxa, e a bola levada na embaixadinha, no meio da gambazada – que lindo -, Kelvin foi lançado e cruzou perfeitamente para “Benzemarques”, que estava do outro lado. E ele,  fulminante, por trás da zaga, cabeceou pro fundo do gol de Cássio. QUE GOL LINDO!!!!

O Palmeiras, sobrava no Esmolão, e eu pulava de alegria em casa. Na TV, Milton Leite parecia um balão murchando – de tristeza – na hora de gritar o gol do Palmeiras.

Rafael Marques foi comemorar com a sua gente, e como foi emocionante vê-lo abrir os braços de frente pra Que Canta e Vibra, enlouquecida de alegria, e e bater no peito, porque o PALMEIRAS é grande!!

Rafael Marques (“mi” gosto dele)… já fez mais gols no Itaquerão do que “artilheiro do amor”… Ele, que já chega e “abre a geladeira” na casa  do rival, daqui a um tempo, vai poder “ir ao banheiro de porta aberta”.

Os itakeras perderam o rumo depois do gol, e batiam sempre que podiam; Valdivia levava cada traulitada e o juiz… nada de cartão. Fagner aproveitou uma dividida e acertou a mão no rosto de Egídio, o juiz estava pertinho do lance, mas o cartão ficou no bolso; Kelvin sofria faltas duras, Gabriel também, e o cartão continuava no bolso do juiz.

Enquanto o Palmeiras se mantinha calmo e tocava bem a bola – Rafael Marques, Mago e Zé Roberto comandavam o jogo -, os itakeras eram anulados pela defesa esmeraldina e não conseguiam passar pela marcação; ficavam nervosos e jogavam menos ainda. O time do Palmeiras, compacto, com bom volume de jogo, marcando forte, estava acertadinho em campo. A área dos itakeras era assombrada o tempo todo, por Rafael Marques, por Valdivia, por Zé Roberto, às vezes por Kelvin, que apareciam sempre com boas chances de marcar.

Um drone, com uma camisa do Guaraní, do Paraguai, que eliminou da Libertadores o time “que pode jogar a Champions” , sobrevoava o Itaquerão… e a parmerada fazia a festa com ele.

Só aos 38′, o juiz lembrou que podia dar amarelo pros adversários também, e Ralf levou o dele. Logo depois, Egídio, por uma falta em Fagner, foi amarelado também (merecidamente) – o Fagner já tinha acertado o rosto do Egídio, lembra? A cobrança dessa falta foi o lance que mais eriçou a torcida rival no primeiro tempo, pra você ter uma ideia do “volume” de jogo deles.

Só que o “Parmera” era melhor em campo, e, embora já tivesse cadenciado o jogo, já tocasse mais a bola, esperando o final da primeira etapa, aproveitou um ataque, aos 46′, originado num tiro de meta comprido de Prass. Zé tocou de cabeça pra Valdivia, e correu lá pra frente, o Mago desceu pela direita e cruzou de volta pro Zé, já no meio da área. O Zé saiu da marcação, deixando o Edu Dracena no chão, chutou, Cássio defendeu, ficou no chão também e, no rebote, antes que Bruno Henrique chegasse, o Zé pegou a sobra e guardou de cabeça na rede ‘itakera’.

Golaço do Zé! 2 x 0… fora o baile.

No segundo tempo, a dinâmica do jogo foi a mesma. O rival até que tentou reagir, mas parava em Vítor Hugo, Jackson, Egídio, Lucas, Arouca, Gabriel… no Mago, que ajudava a desarmar, no Zé, no Rafael Marques, no Kelvin… Prass quase nem precisou trabalhar.

Já o Palmeiras, se aproveitava dos contra ataques e dos espaços que encontrava, e por pouco não goleou o rival. Cássio foi quem impediu fazendo boas defesas. Como quando se esticou todo pra mandar em escanteio uma falta cobrada pelo Zé; ou quando Valdivia – ele jogou muito – deu um passe de gênio pro Zé Roberto e, por pouco, não saiu o terceiro. Cássio foi quem impediu.

O time todo do Verdão fazia uma boa partida, mandava no jogo, dentro da casa do adversário. Valdivia, Zé Roberto e Rafael Marques, incansáveis, se movimentavam muito, e ditavam o ritmo do jogo. Valdivia, aliás, fez uma partidaça (Vamos renovar com ele, hein Palmeiras? Não dá pra perder um talento desse nível).

Últimos minutos de jogo… Um monte de “fiéis” já tinha desistido de torcer fazia tempo, e a parmerada fazia a festa… “Olé! Olé!”

O juiz deu quatro minutos de acréscimo, depois deu mais um, mas não teve jeito. O Palmeiras, muito seguro em campo, tranquilo, não deu o mínimo espaço pro adversário.

O juiz apitou o final da partida. E o Palmeiras saiu com 3 pontinhos na conta, deixando lá em Itaquera a encheção de saco, da imprensa, pelas 3 partidas sem marcar; acabando com a invencibilidade do dono da casa no Brasileirão; acabando com o papo furado de “eliminou o Corinthians no Itaquerão, mas não venceu”…

https://www.youtube.com/watch?v=jbyySzgv17g&list=PL2RjbjKuG1xTuBXmVfmA99raPkDNiMivW

Segura a crise aí, Cu rintia! Caiu em Itaquera, o porco atropela!

ÔÔÔ  O FREGUÊS VOLTOOOOU!

Que jogo sonolento, tão sem nada, o Palmeiras fez em Joinville, no domingo. Faltou tudo. Não teve gol, nem grandes perigos de gol, não teve emoção… Só sono.

Foi uma partida difícil de assistir. Tirando a camisa do Palmeiras, nada prendia a nossa atenção na TV. Nenhum chute a gol no primeiro tempo, a não ser por algumas pálidas e errantes tentativas, que passaram longe do goleiro do JEC. Na segunda etapa, algumas oportunidades melhores, principalmente nos últimos minutos de jogo, mas só uma com chance clara de gol. De resto, nada. Um marasmo total.

Eu sei que num estádio sem torcida – o JEC tinha recebido a punição de jogar com portões fechados -, a partida parece mais um treino, mas o pessoal não precisava ter levado isso a sério. Parecia, mas não era treino. Era jogo, valendo três pontos. E pontos que o Palmeiras poderia ter conquistado se ousasse buscar o resultado.

E, nós, que acabamos de ver o nosso time disputar uma final de campeonato, ficamos nos perguntando: Cadê aquele futebol bonito que já vimos esse time jogar? O que aconteceu para que, diante de um adversário tecnicamente bem inferior, o time inteiro parecesse tão… desmotivado, tão sem conversar um com o outro? Onde estava aquela garra, que já estamos acostumados a ver em alguns jogadores?

O futebol do Palmeiras dormiu… o time parecia dormir… Tá meio esquisito tudo isso… e parece que esse “esquisito” passa primeiro por Oswaldo de Oliveira, o nosso técnico.

É mais ou menos como cozinhar… Você vai fazer o bolo, e bate os ovos com o fermento, coloca a farinha com a embalagem e tudo… e o bolo não dá certo, ainda que os ingredientes sejam os mesmos que a receita pede.

Os ingredientes palestrinos estão à disposição… mas tem que saber usar, né Oswaldo?

No primeiro  tempo, sofríamos com a falta de criação, e Valdivia, uma opção/tentativa para jogar com Zé Roberto, estava no banco (é estranho Oswaldo lamentar a falta de sequência do jogador e poupá-lo num jogo e deixá-lo no banco em outro. A menos que Oswaldo não tenha permissão para escalá-lo, não faz sentido a maneira como ele age. Estranho também ele afirmar que faltou ousadia ao time. Ousadia individual ele quer dizer? Só se for, porque a ousadia no esquema tático deveria ser por conta dele, que é quem pode mudar as peças para deixar o time mais ousado, não é mesmo?).

Tivemos muito mais posse de bola que o Joinville, e nem assim conseguimos ser perigosos, não conseguimos nos insinuar na área do dono da casa. O time do Palmeiras ciscava, ciscava, e não conseguia penetrar na defesa do JEC, que nem era tão blindada assim.

E nada no ataque, nada na bola parada… muitos erros de passe, e bolas e mais bolas que, do ataque, eram mandadas de volta para a defesa, sem motivo algum…

No segundo tempo, Oswaldo fez uma substituição que serviu ao Palmeiras e ao JEC ao mesmo tempo. Serviu ao Palmeiras porque Valdivia entrou em campo, e ele era uma tentativa de melhorar a criação das jogadas, mas, ao tirar o lateral Egídio e colocar o Zé Roberto na lateral, o Oswaldo fez um favor ao adversário e abriu uma avenida na esquerda pra ele. E o Joinville tentou aproveitar…

Oswaldo não pensou… se o Zé não tem se saído bem na lateral, colocá-lo nessa posição, no segundo tempo da partida, quando ele já está mais cansado, é prejudicar o Zé e o time, né? É fazer substituição para ajudar o adversário. Ele podia ter colocado o RM mais à frente, ter tirado o Leandro, ou o Robinho, ou o próprio Rafael Marques… mas, tirar o Egídio? De jeito nenhum!

Com a entrada do Mago, a bola rodou mais no ataque, Valdivia fez a bola circular com mais velocidade lá na frente, é verdade, mas não foi suficiente, e o Palmeiras não conseguiu “chegar chegando” na cara do goleiro Oliveira.

Veio então o Kelvin, no lugar de Rafael Marques e, na primeira oportunidade dele – depois da bola passar por Zé Roberto, Valdivia e Robinho – o goleiro do Joinville, finalmente, teve que fazer uma defesa.

O relógio já ia dar  45′, quando Valdivia dominou dentro da área, rolou para Robinho, ele pegou de primeira, mas carimbou a zaga do JEC. No minuto seguinte, Kelvin arriscou de longe, e o goleiro catarinense defendeu. Um minuto depois, Ayrton cruzou na área, na medida pra Leandro; ele desviou buscando o gol, e a bola passou pertinho. Faltou pouco pra ele abrir o placar. Foi a melhor oportunidade do Palmeiras no jogo… aos 47′ da segunda etapa. Foram os 4 minutos em que estivemos mais alertas diante da TV…

Aos 49′ o juiz encerrou a partida.

Por nossos próprios (de)méritos deixamos 2 pontos no sul…

Tomara o DM nos devolva logo todo mundo que está desaparecido por lá, tomara que o Oswaldo use a receita certa para os ingredientes que tem, tomara que ele use os jogadores nas posições em que eles podem render mais, e tomara que os jogadores nos mostrem aquela determinação que vimos em outras partidas…

A próxima será em casa, contra o Goiás, no domingo, às onze da manhã (esse horário, num domingo, é quase madrugada).

Meu ingresso já  está comprado, e eu vou ver o Palmeiras conquistar a sua primeira vitória neste brasileiro!

JÁ CHEGA DE “TREINO”, NÉ? PRA CIMA DELES, VERDÃO!

E VAMOS GANHAR, PORCOOOO!

palmeiras-bicampeão94

“Eu plantei Palmeiras no coração…”

Do mesmo jeitinho de agora – menos descarado talvez -, com narradores  valorizando mais o adversário – “Jair Pereira é sempre um técnico vencedor”, “Viola está há dois meses sem marcar gols, quem sabe ele não tenha guardado para hoje”, “o Palmeiras tem a vantagem, mas não se pode esquecer que do outro lado tem o Corinthians, tem a fiel, com toda a sua mística -; com os comentários da transmissão ignorando as muitas faltas sobre Rivaldo – que estraçalhava em campo e apanhava sem dó -, mas contando as faltas sofridas por Zé Elias – sim, Galvão Bueno as contava durante o jogo -; com o juiz deixando de marcar uma penalidade escabrosa sobre Roberto Carlos na primeira partida; com o goleiro Ronaldo levando amarelo quando deveria ter levado um vermelho, o mesmo acontecendo com Luisinho; com Branco, que quase quebrou Amaral, e foi expulso apenas e tão somente porque discutiu com Zinho – também expulso -, senão teria levado só amarelo; com Márcio Rezende de Freitas e auxiliares assinalando impedimentos absurdamente inexistentes do ataque do Dream Team palmeirense; com o Palmeiras tentando jogar e o adversário tentando segurar; com a torcida adversária deixando o estádio aos 20 minutos do segundo tempo, na primeira partida…

Com Rivaldo – o maestro do título – , Evair, Edmundo e Zinho levando a torcida e os adversários à loucura, com dribles e passes maravilhosos, com gols inesquecíveis – nas duas partidas finais, foram três de Rivaldo e um de Edmundo -, com um Palmeiras que nos fazia sonhar…

Com Cleber, Antonio Carlos, Roberto Carlos, Claudio, Sampaio e Flavio Conceição, Amaral, Wagner… esbanjando talento e fibra de campeão…

Com um Velloso perfeito…

Com o Palmeiras ganhando mais um título na raça,  no talento e no esforço de seus jogadores, como  sempre aconteceu em todas as suas conquistas…

Com a Família de Sangue Esmeralda morrendo de felicidade e orgulho pela conquista do bi-campeonato brasileiro, o quarto na versão moderna, pós 1971, o oitavo título do Palmeiras na maior competição nacional.

PARABÉNS, PALMEIRAS! Não foi por acaso que você se tornou o maior campeão nacional, e que até hoje não foi superado.

 

https://www.youtube.com/watch?v=nVZSzPqSJNE

Por causa de alguns probleminhas no blog, e mais alguns, de ordem pessoal, só hoje consegui postar o que escrevi sobre o último jogo do Palmeiras no campeonato Brasileiro. Mas, antes tarde do que nunca… ESTAMOS SALVOS! 

Acho que nenhum palmeirense dormiu tranquilo de sábado para domingo… se é que teve palmeirense que conseguiu dormir.

Não era mais um jogo… era “O” jogo para o Palmeiras e para os palmeirenses.

Os erros cometidos pelo Departamento de Futebol, o time fraco, as entregadas de alguns dos nossos goleiros, gols desperdiçados, escalações e substituições horrendas, as muitas garfadas no apito (imagina se podemos esquecê-las?) nos levaram a ter que decidir a nossa sorte – a permanência na série A – na última partida… Pobre torcedor palmeirense…

Tocada por essa apreensão, essa ansiedade, eu já tinha chorado a manhã inteira. Estava confiante que nos salvaríamos, entendia que éramos o time mais provável a escapar, no entanto, a situação de brigar pra não cair era mais do que incômoda, era desesperadora, e fazia doer um bocado. Mas nem adiantava muito tentar ser racional, porque, na hora do jogo, na hora do “vamo vê”, quando a sorte está lançada no apito inicial, a gente nem sabe onde vai parar a razão.

E apesar de toda a nossa aflição, quando cheguei na Turiaçu, o clima parecia de festa. Embora os torcedores estivessem meio ressabiados e inquietos, nem parecia que o jogo significava o que ele significava… como se fosse um sinal (e como eu buscava algum sinal dos céus nesse dia), as expressões pareciam apenas felizes.

Na entrada do Allianz, fui barrada por uma policial arrogante, que não me permitia entrar com “Cristaldo”, a minha touca de porco. Como entro sempre no estádio com a tal touca – a usei também na estreia do Allianz Parque -, não entendi a proibição “nova”. A alegação era a de que eu – e qualquer outra pessoa – poderia esconder o rosto com o meu chapéu de porco, que poderia usá-lo como uma máscara. Perguntei porque permitiam a entrada de bandeiras, bonés, chapéus diversos (lhe apontei alguns, que entravam impunemente) se todos eles poderiam servir para esconder o rosto, caso um torcedor assim desejasse. E ela me respondia: Você entendeu? Com isso, você não entra.

Meus amigos entraram e fiquei do lado de fora. Já não bastava o stress da partida, e agora eu não podia entrar no estádio. Falei com uma pessoa da federação, e ela me sugeriu que pedisse para algum torcedor organizado, porque talvez eles tivessem permissão para entrar com esse tipo de material, veja só, me sugeriu também deixar no carro – meus amigos e eu tínhamos ido até lá de metrô e trem.

Falei com dois policiais, com mais um monte de pessoas e as respostas eram as mesmas: máscaras são proibidas! Meu chapéu tinha virado “máscara” – mais tarde, no telão, eu veria algumas verdadeiras máscaras de porco no rosto de alguns torcedores. Mas não eram proibidas? Quis falar com o ouvidor, mas ninguém sabia onde ele estava. “Cada hora ele está num portão diferente”, diziam. E eu que me virasse e fosse caçar o ouvidor, ou jogasse fora a minha touca, ou  então, que ficasse do lado de fora.

Arbitrariedade pura e simples. Falta de flexibilidade e de percepção, pura e simples. Descaso com o torcedor, puro e simples. O que foi permitido em “n” jogos, passou a ser proibido em uma única ocasião.

Consegui alguém para guardar o “Cristaldo” pra mim e, muito mais nervosa ainda, entrei no estádio quando o hino nacional já estava sendo tocado – quase uma hora depois de ter sido barrada pela prepotente policial (prepotência é despreparo).

Mago no jogo… Graças a Deus! Eu sabia o sacrifício que ele vinha fazendo para poder estar na partida, eu sabia que ele queria muito estar na partida. Tomara desse tudo certo com ele, porque, Valdivia em campo significava esperança. E cadê os argentinos?? Ah, esse DoRIVOTRIL… não aprende mesmo!

Quando o juiz apitou o início do jogo, o restinho de razão e tranquilidade que eu ainda tinha, saíram correndo. Muitos torcedores se benziam, rezavam. A ansiedade reinava absoluta em nossa arena.

O Allianz Parque, tão lindo… a torcida cantando forte, espantando seus medos… a energia existente ali pulsava em nossas veias. Eu olhava à minha volta, olhava o Allianz cheio de gente, o céu quase sem nuvens, e diante daquela beleza toda, dizia comigo mesma: “Não tem como dar errado”. Minha emoção aumentava um bocado e eu ajeitava o terço, benzido pelo Papa Francisco, que estava no meu braço… “Deus, protege o Valdivia” (minha maior esperança vinha dele).

O nervosismo era palpável, dentro e fora de campo. Só o  time adversário, sem pressão alguma, podia jogar tranquilo. Nós, torcedores,  olhávamos uns para os outros e nossos olhos pareciam de posse do mesmo segredo: o medo do improvável, do qual não queríamos tomar nenhum conhecimento. Era difícil até respirar normalmente. Por algum desígnio divino, os palmeirenses seriam colocados à prova mais uma vez… e quão dura era essa prova.

Não tínhamos bons volantes em campo, e a bola acabava indo para a defesa com mais facilidade, o que fazia com que Lúcio tivesse que correr atrás dos atacantes, e todos antevíamos que isso não ia dar certo.

Eu mal conseguia “ver” o jogo… o coração se agitava a cada lance… Wesley pra João Pedro, mas o goleiro chegou primeiro… Cobrança de falta, a bola passa na área, e Lúcio, do lado esquerdo, erra o chute… Valdivia, com “uma perna só”, impressionantemente, corria, se movimentava, e começava a ter alguma liberdade pra receber… Vaaaaaai, Palmeiras!!

Mas o Atlético chegava… chegou na cara de Prass, que fez a defesa, a bola ficou pipocando na área, o adversário chutou, e Gabriel Dias tirou em cima da linha. O Allianz Parque gelou…

Na jogada seguinte, numa cobrança de escanteio, aconteceu o que ninguém queria que acontecesse… e o Allianz Parque se calou…  Olhos arregalados olhavam uns para os outros, e a dor que eles mostravam era a mesma. Eu acreditava, de verdade, que empataríamos, mas, como saber o que o futuro nos reservaria nos próximos 80 minutos? A torcida voltava a cantar forte.

Para piorar, alguém nos avisou que o Bahia abrira o placar no Couto Pereira… nem em nossos piores pesadelos teríamos imaginado uma situação tão pavorosa, e com apenas 13 minutos de jogo. O coração do torcedor ia se rasgando…. e, por isso, ele cantava ainda mais forte.

João Pedro chutou forte pra dentro da área, mas o goleiro espalmou… Gabriel Dias dominou, entrou na área e chutou, e o zagueiro do Atlético desviou a bola com o braço… PÊNALTI!!!! O Allianz Parque explodiu na marcação… e o palmeirense, tão machucado, chorava lágrimas mistas de alegria e nervosismo.

Não consegui ver a cobrança. De costas para o campo, ajoelhada na escada, terço apertado na mão, de olhos fechados, fiquei só esperando pelo grito da torcida… e ele não vinha (Henrique resolveu dar duas paradinhas antes da cobrança, e eu não sabia)… E então, o Allianz Parque explodiu de felicidade!

Que alegria, meu Deus! Um gol catártico! Gritamos todos os nossos sofrimentos naquele gol, expulsamos o monstro que quase nos matou no gol do Atlético… O Allianz se encheu de luz! Os torcedores choravam… Só depois, ao chegar em casa, eu veria a cobrança de Henrique. Frio, olhar glacial, cobrou lindamente, com categoria, e guardou no cantinho. Obrigada, Henrique!

Eu já não conseguia prestar atenção direito em nada. O Atlético, tranquilão com qualquer resultado, foi pro ataque. Prass, seguro, fazendo uma partidaça, mandou pra escanteio uma bola difícil. Obrigada, Prass!

Lúcio, apesar de toda a garra, fazia uma partida bem ruim; Wesley, que nem garra demonstrava, não jogava nada.  Mas o time lutava… Valdivia, mesmo machucado, corria mais que o time inteiro. Ia marcar saída de bola inimiga, e eu me desesperava de medo que ele se machucasse mais. Ele ganhou três divididas, seguidas, no meio campo e a torcida, reconhecendo o seu esforço e superação, e o quanto ele honrava a camisa, gritava “Valdivia, Valdivia” no meio do jogo. Obrigada, Mago!

A tensão nos consumia. São Marcos, lá no camarote, torcia e sofria como nunca (isso eu também veria só depois). Meu terço arrebentara sozinho – a energia era muito grande. À essa altura, o Bahia vencia o Coritiba por 2 x 1 (vamos, Alex!). O Vitória empatava com o Santos, enfraquecido sem Robinho e Arouca. Não precisávamos de mais nada, só que a rodada acabasse assim.

Renato acertou um chute lindo, mas o goleiro espalmou… Honrando como nunca as traves que canonizaram São Marcos, Prass, abençoado, fazia mais uma defesa difícil. A torcida era um coração só, que pulsava forte.

E o primeiro tempo acabou…

Na volta do intervalo, susto geral, Valdivia não voltara! Como assim, Deus? Meu coração quase parou, mas contei os jogadores em campo e só tínhamos dez, faltava um… Milhares de olhos grudados na saída do túnel, viram o “um” que faltava entrar em campo. E o Allianz Parque comemorou a aparição de Valdivia como se fosse um gol – ele ficara fazendo tratamento no vestiário para poder continuar no segundo tempo. E, lá dentro, seria aplaudido por seus companheiros mais tarde.

Vitória e Santos prolongaram o intervalo do seu jogo por mais 7 minutos. Convenientemente para o Vitória, o jogo do Palmeiras terminaria antes.

Mal o segundo tempo começou e quase o Palmeiras faz o segundo com Mazinho. E, com vários jogos de atraso, Dorival sacou Wesley do time. Cristaldo entrou em seu lugar. Nossos zagueiros deram mole e quase o Atlético fez o segundo. Que susto imenso! A cabeça rodava, a visão era meio embaçada, o suor parecia grudar na pele. E os motivos para aumentar a tensão surgiam do nada, Nathan, contundido, ia sair. Victorino foi pro jogo

Não me lembro de tudo que aconteceu dali pra frente. Só tinha olhos e coração… lembro de Prass, driblando o atacante do Atlético… lembro do Mago dando um passe lindo para o Cristaldo, e o goleiro desviando o chute dele… lembro que o Palmeiras ia pra cima, e eu só conseguia torcer e rezar…. lembro que Mouche entrou no jogo… lembro que ele fez uma jogada com João Pedro, que cruzou pro meio da área, e Renato desperdiçou, tentando de letra, enquanto Henrique estava sozinho na cara do gol… lembro que parava de respirar em alguns momentos… E via o jogo em flashes…

Era difícil suportar aquilo… estávamos com os nervos em frangalhos… as pessoas tinham olhos injetados; alguns, com rostos vermelhos demais; outros, com rostos pálidos, sem sangue… arrasados psicologicamente… um torcedor passou mal e desmaiou (teve um infarto) a menos de dois metros de onde eu estava… Como puderam nos deixar passar por isso de novo?

As chances do Palmeiras se sucediam, ele era o melhor em campo, mas na hora de finalizar, a pressão e o nervosismo decidiam para o Verdão… Deus do céu! Ao mesmo tempo que parecia que não ia acabar nunca, o relógio voava… “Vai dar certo” era o mantra que ecoava na minha cabeça, “Vai dar certo”… O Coritiba empatava com o Bahia, estava tudo favorável ao Palmeiras, mas o medo… ah, o medo… que estrago fazia com a gente.

Os quatro minutos de acréscimo foram de loucura total… Valdivia – que guerreiro. O melhor em campo – dominou a bola na área, livrinho, mas Vuaden marcou falta de Cristaldo…

As pessoas pareciam ilhas, perdidas dentro do seu próprio inferno particular. Sim, aquela tensão era um inferno. O juiz encerrou a partida. O Palmeiras estaria salvo se o jogo do Vitória terminasse empatado.

Dois minutos mais… dois minutos que não acabavam nunca. Voltei pra escada e me ajoelhei novamente, sem olhar pra ninguém, sem olhar o celular… só esperando que se concretizasse aquele bendito empate… e então, ganhamos um extra, o Santos fez um gol no Vitória… e as pesadas correntes que tínhamos arrastado durante as últimas semanas se romperam, e nos sentimos livres novo. Alívio… Felicidade… Ninguém conseguia conter o choro… E choramos tudo que não tínhamos chorado, rimos todos os risos que tínhamos guardado… demos todos os abraços que tínhamos sonhado… era tão bom respirar normalmente.

Saímos rapidamente dali, para ganhar as ruas e nos dirigirmos à Turiaçu… E, lá fora, ainda na Matarazzo, a realização de um deja vu maravilhoso… o momento com o qual eu tanto sonhara acordada nos últimos dias, que antevira, pressentira… a saída do Allianz com o coração em paz, com o Palmeiras a salvo. Impossível traduzir o que eu sentia…

Ainda tinha um nó na garganta quando fui buscar o “Cristaldo”… sorri pra ele e lhe disse: Vamos pra casa. O pesadelo acabou e essa noite dormiremos em paz!!

E, com um sorriso enorme naquela sua cara de porco, ele me respondeu: SEGUNDONA O ESCAMBAU!! AQUI É PALMEIRAS, P%#@RRA!!

“Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.”

 

HOJE É NA FÉ, PARMERADA! E NA FORÇA DO NOSSO AMOR!!

Com o coração apertado, sentindo uma aflição enorme, querendo que o dia termine logo para sabermos se nosso coração estará em paz ao cair da noite…
Uns(eu), choram o dia inteiro; outros, rezam, há os que procuram se distrair, não pensar… uns, apoiam incondicionalmente; outros, reclamam e xingam… uns, “enchem a cara”; outros, se entopem de chás para acalmar… uns, se sentem tranquilos; outros, se desesperam… uns, vão ao shopping; outros vão à igreja, há os que ficam quietinhos em casa… uns, tiveram o sono agitado; outros, nem dormiram…

Cada um sente de um jeito, cada um se resolve de um jeito…

Brigamos uns com os outros o ano inteiro, porque um gosta de “A” e o outro gosta de “B”, porque um faz “isso”, outro faz “aquilo”; porque um queria “assim”, o outro queria “assado”… Mas nossos corações são irmãos, e sofrem e se alegram juntos.

Não quero fazer contas… não quero combinar resultados… só quero o Allianz Parque explodindo em energia positiva, em alegria… só quero a torcida cantando sem parar, até o último minuto, e depois dele também… só quero Valdivia em campo… só quero o time com raça… só quero acreditar!

Chegamos ao final do caminho de 2014… e mesmo com todas as nossas diferenças, queremos todos chegar ao mesmo lugar, queremos todos abrir a mesma porta…

POIS ENTÃO, VAMOS NOS DAR AS MÃOS E ABRI-LA!!
AQUI É PALMEIRAS, PORRA!!

Que o dia de hoje seja maravilhoso para todos aqueles que têm um coração verde e branco dentro peito!

MUITO BOM DIA, PARMERADA!! E VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

“You always smile but in your eyes your sorrow shows, yes it shows…”

Eu não consegui chorar depois que o jogo acabou, chocada com a situação que vivemos agora, sem poder acreditar onde foi que nos colocaram outra vez, minhas lágrimas pareciam ter sumido. Um rasgo no coração já tão cansado de apanhar, coração, que estava morrendo de tristeza por causa do que fizeram ao Palmeiras. Acordei setecentas vezes durante à noite, pedindo a Deus para que meu cérebro “dormisse” um pouquinho e eu não fosse capaz de pensar, de entender, de lembrar…

Ao conversar com um amigo pela manhã, reencontrei as minhas tão amargas lágrimas desaparecidas… a dor no peito era/é imensa.

Estava na cara que o que não começou certo, ia terminar errado…

A montagem do time/preparação/planejamento – dê o nome que quiser – para o Brasileirão foi descuidada, desastrosa. Tínhamos montado um time bom para jogar a segundona, e passamos por ela sem sustos; depois, montamos um time legalzinho para o Paulistão e, por pouco, não chegamos à final. E aí, viria o Brasileiro… o campeonato mais importante do país.

Não sei se foi porque tinha sido fácil a montagem (sem dinheiro) do time de 2013,  se foi porque o time se saiu relativamente bem no paulista, mas o fato é que devem ter achado que seria fácil para o campeonato que tem a participação dos melhores clubes do país.

Precisávamos apenas de algumas peças para dar um “up” no time do Paulistão. Estávamos todos contentes esperando a melhoria no time, que não seria tão difícil assim. Mas vimos acontecer o contrário. Pra começar, perdemos um zagueiro titular, depois, perdemos o atacante – o melhor que havia no elenco -, e para o vizinho do lado. Eu sei que foi ele que se ofereceu ao clube vizinho, mas sei também que a nossa diretoria deu um vacilo tamanho gigante na condução da negociação com o jogador, que ainda tinha vínculo contratual com o Palmeiras. Um grande erro.

Pra piorar, nossos dirigentes, numa total falta de visão, venderam Valdivia, o nosso melhor jogador, o cérebro do time – eu sei que nenhum jogador é inegociável, mas como é que se vende o melhor jogador do time, sem que um substituto à altura tenha sido contratado? E aí a coisa desandou… sem ninguém com capacidade de substituí-lo na criação das jogadas, e com o nosso goleiro titular machucado, vimos a verdadeira cara do nosso futebol. De nada adiantou termos contratado Gareca, que era bom técnico, mas, devido às carências e ausências do elenco, não conseguia fazer o time vencer. E, com uma derrota atrás da outra, Gareca foi demitido, e Dorival Junior foi contratado (nunca achei nada em Dorival, mas já que veio, fazer o quê?).

Por sorte, Alá era palmeirense, a negociação do Mago não deu certo e ele voltou. Se não tivesse voltado, não estaríamos ainda fazendo contas, porque, certamente, nossas chances de fazer contas já teriam acabado faz tempo.

E o Palmeiras voltou a vencer algumas partidas, esboçou reação, voltou a jogar de igual pra igual com times que estavam bem na tabela, saiu da zona incômoda e ganhou uma gordurinha (e é capaz que essa gordurinha, que “tá no talo”, mais uma derrota do Vitória, acabem nos salvando). Mas isso foi até Dorival, que estava indo bem, começar a fazer bobagens… e o Palmeiras voltar a jogar nada e perder… quatro partidas seguidas… já são 19 derrotas no campeonato. Como assim, diretoria? Jogadores custo zero, que rendem zero, que utilidade têm? E um técnico mais barato, que não tem recursos e capacidade para, pelo menos tentar fazer algo diferente na hora que a água bate na bunda, serve pra quê?

O time travou, e só Dorival não viu… só ele não viu que alguns jogadores nada acrescentavam ao time, só ele não viu que deixava gente mais qualificada no banco, e continuou, tenebrosamente, a repetir escalações e substituições derrotadas – se dá tudo errado numa partida, como imaginar que as mesmas peças, nas mesmas posições, e as mesmas substituições, farão dar tudo certo na partida seguinte?

E o que vimos nas últimas quatro partidas foi um filme de horror. O Palmeiras sendo batido, colocado a nocaute, sem briga, sem luta, sem raça… e a gente olhando, querendo ajudar, mas sem poder fazer nada, sem poder acreditar.

Eu sempre achei que jogador que se sai bem numa partida ganha chance na próxima, e o que não se sai bem, perde o lugar. Acho que me enganei. Dorival prefere manter Mouche, Cristaldo, Allione e Washington, por exemplo, no banco, e insistir em Diogo, Juninho, Marcelo Oliveira, Felipe Menezes, Mazinho, Wesley (que nem foi tão mal assim no jogo passado)… Baseado em quê ele dá preferência a esses jogadores, até na hora da substituição, e deixa no banco os que deveriam ser titulares? E, na ausência do Mago, porque ele nunca tenta os outros meias que temos no elenco?

Depois de tanto sofrermos e gastarmos dinheiro à toa tentando encontrar laterais, “achamos” João Pedro e Victor Luís nas categorias de Base. E o que aconteceu? Victor Luís, tomando conta da lateral-esquerda, virou volante, para o fraco Juninho continuar jogando e o Washington, que é volante, ficar no banco. Não dá para entender e nem aceitar.

O time é ruim? É!! Mas, mesmo assim, daria para arrumar ele melhor, né Dorival?

Que desgraça! Como se não bastasse a vergonha e frustração da derrota na estreia do Allianz, por pura burrice do nosso técnico, que privilegiou jogadores que não andam rendendo nada, que mantém o time sem padrão de jogo, por falta de pensar dos nossos dirigentes (estreia da arena numa fase dessa?), nós ainda fomos queimar mais um cartucho diante do Coritiba, mais uma oportunidade de pontuarmos e ficarmos mais tranquilos na tabela.

E o pior, nem Sport e nem Coritiba jogaram muita bola, nós é que deixamos a desejar e não jogamos absolutamente nada! Entregamos os jogos sem luta, sem brio, sem sangue nos olhos, sem sangue nas veias. O Prass tem razão, “A gente toma o gol e depois se desorganiza. A gente está sem poder de reação. O time adversário não se sente agredido e fica com confiança para fazer o gol”. É bem assim, quando os adversários percebem que não levamos perigo algum, eles tratam de ir buscar o resultado. E o Dorival é o único que não percebe isso. E, pelo visto, não tem ninguém que o faça enxergar.

Ficamos ansiosos para ver um time modificado em Curitiba, mas, quando vimos a escalação… já ficamos “espertos”. E não deu outra, sem agredir o adversário, sem levar perigo algum, com Valdivia machucado, tentando jogar no sacrifício, com um monte de bobagens feitas por Dorival (desde quando Diogo é substituto para o Mago? Desde quando Cristaldo, Mouche e Allione são banco?) acabamos sendo derrotados e mergulhados num pesadelo.

E o que fazemos agora com esse “inverno” que se apoderou  do nosso coração? Quem é que vai colocar de volta o chão que havia debaixo dos nossos pés? Quem vai tirar essa angústia do nosso peito?

De quem vamos esperar as providências que farão com que o elenco e a comissão técnica reajam e saiam desse torpor? Para quem podemos pedir que não seja mais escalado o mesmo time que foi derrotado em 4 partidas seguidas? Quem é que vai enfiar na cabeça oca de Dorival que ele tem que mudar o que não está funcionando, que ele tem que ousar, inovar, meter três zagueiros no time, cazzo? Que Mouche e Cristaldo jogam mais que Diogo? Que Victor Luís é lateral? Que o Wesley não acerta um passe? Que Allione não pode entrar em campo só depois que a vaca foi pro brejo? Quem é que vai preservar Valdivia – caso ele não tenha 100% de condições para jogar contra o Inter – para o jogo decisivo no Allianz (jogo decisivo… Deus do céu!)? Quem é que vai gritar para esse elenco que ainda não acabou, e que temos chances sim, p$#@rra? Que se a torcida não desiste nunca, eles estão proibidos de desistir também? Que eles são homens e não meninos, e que não podem se acovardar e sair de campo sem ter lutado, sem ter suado até à última gota, sem ter honrado a camisa que vestem?

Quem é que vai vir nos dizer alguma coisa?

Não tenho as respostas para essas perguntas… mas espero que esse “alguém” seja você, presidente Paulo Nobre. E que você se importe e  se mexa enquanto há tempo, que você faça o time acreditar e cobre mudanças do técnico,  que você faça tudo o que estiver ao seu alcance (mala branca, mala verde…), e até o que não estiver, para salvar o Palmeiras.

Não merecemos esse sofrimento, e o Palmeiras não merece essa vergonha.

Mas, deixo claro, com sofrimento ou sem ele, com vergonha ou sem, não importa como, não vou desistir do Palmeiras! De jeito nenhum!

REAGE VERDÃO, E VAI BUSCAR ESSES PONTOS QUE FALTAM, A VANTAGEM É PEQUENA, MAS AINDA É NOSSA!

 

Palestra-Allianz-fotoblogdaclorofila

“Luz acesa, me espera no portão
 Pra você ver
 Que eu tô voltando pra casa…” 

Chegou o dia!! O bom filho a casa torna!

Depois de quatro anos que nos despedimos do Palestra, depois de quatro anos sem nos ajeitarmos naquele Pacaembu estranho – sim, nunca conseguimos nos sentir adequados ali -, eis que vamos, finalmente, voltar pra casa.

Para as pessoas normais, e nós não somos normais, somos palmeirenses, pode parecer algo comum, mas, como diria Joelmir (ele estará lá hoje também, tenho certeza), só quem é palmeirense sabe o que significa…

Eu já estive no Allianz Parque algumas vezes, mas sei que não será a mesma coisa. Estar lá, com o Palmeiras em campo, em seu primeiro jogo na casa nova, vai ser pra matar de emoção. Foi difícil até pra dormir essa noite… O coração querendo estar lá de todo jeito, o coração batendo loucamente, ansioso por se ver em casa e em paz… As ‘crianças’ ansiosas pelo ‘presente de Natal’, acordando várias vezes durante à noite – acordei inúmeras vezes…

Nossa alma está em festa… Mas a festa, o presente, não é só nosso… o Brasil ganha a mais bonita e moderna arena do mundo, Sampa ganha o melhor espaço para shows do país,  e 20 milhões de palmeirenses – vinte milhões sim! Só as outras torcidas aumentam? – ganham a sua casa de volta. E sem um centavo do dinheiro público, diga-se de passagem!

E nós, os privilegiados que vão ao Allianz Parque hoje, temos um compromisso. O compromisso de fazermos jus ao que estamos recebendo, ao que representamos… nosso clube é o mais vencedor do país,  “moramos” na mais bela casa do mundo… portanto, temos o compromisso de continuarmos a ser a melhor torcida do mundo. Temos o compromisso de representarmos dignamente todos os que nos acompanham…

Não estaremos sozinhos lá hoje… Não seremos trinta e nove mil pessoas apenas… Não! Seremos milhões, estaremos milhões, respiraremos milhões, cantaremos e torceremos milhões… Estarão conosco no Allianz Parque todos os outros palestrinos que se encontram espalhados pelo Brasil e pelo mundo, estarão no Allianz a palestrinidade e a energia dos nossos antepassados, dos amigos que já se foram, dos que esperaram até o dia de hoje para se despedir…

O Palestra Italia ressurge, de roupa nova e nome “artístico”. O nosso Palestra, nosso Allianz Parque, nosso Palmeiras, nossa Família de Sangue Esmeralda.

A nossa casa está de volta!  A Turiaçu está de volta, e o Bar Alviverde, e a cerveja antes do jogo, e os palmeirenses espalhados pelas ruas do entorno, e a torcida cantando antes de entrar, e os amigos se encontrando outra vez… Está de volta o pedaço de chão que é tão nosso, e que sabe tudo de nós.

Vamos comemorar, parmerada! Vamos colorir o Allianz de alegria e amor ao Palmeiras!

Vamos enfeitá-lo com os nossos sorrisos, com as nossas vozes e nossas músicas, os nossos aplausos, as nossas caras pintadas, nossas bandeiras e camisas, nossas máscaras de porco, nossos cabelos verdes… as nossas lágrimas de alegria e orgulho. Vamos batizar o Allianz Parque com as nossas melhores energias!

Parabéns, Palmeiras! Hoje é “O” dia! Hoje é “A” festa! Esperamos quatro longos anos por ela! Nosso mundo amanheceu mais verde e branco do que nunca!

DeVoltaPraCasa

BEM-AVENTURADO SEJA O ALLIANZ PARQUE! E BEM-AVENTURADOS SEJAM TODOS AQUELES QUE ESTÃO VOLTANDO PRA CASA!

QUE NA SUA CASA, O PALMEIRAS E A SUA GENTE ESCREVAM MAIS 100 ANOS DE GLÓRIAS PALESTRINAS!

O PALMEIRAS VAI JOGAR NO ALLIANZ PARQUE, NÓS VAMOS!!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=F50s7vaPsGs&[/youtube]

Procuram-se jornalistas esportivos que tenham visto o pênalti cometido por Lucas Fonseca em Valdivia, programas esportivos que o tenham mostrado e discutido, portais que tenham publicado essas imagens, narradores e comentaristas que sobre ela tenham falado, promotores da Justiça desportiva que, baseados nas imagens dessa agressão, tenham denunciado o jogador infrator…

São procurados também os replays – em todos os ângulos possíveis -, dessa penalidade no Mago, as análises sobre a agressão sofrida por ele, as imagens dessa penalidade nos vídeos de melhores momentos do jogo… Procuram-se os óculos dos elementos, totalmente míopes (cegos?), que arbitraram a partida entre Palmeiras e Bahia, e que não viram o jogador do Palmeiras ser agredido dentro da área, e com a bola em jogo…

Procuram-se o tal “jornalismo à serviço da informação” e a honestidade da imprensa esportiva…

VOCÊ OS VIU POR AÍ??

Mazinho-gol

“Toda vez que vires a imprensa encarniçada contra qualquer pessoa poderosa fica sabendo que há por trás disso algum desconto recusado, algum favor que não quiseram prestar.”  – HONORÉ DE BALZAC

Depois de ter sido bastante prejudicado pela arbitragem no jogo  contra o Corinthians, quando  o árbitro deixou impune, e a imprensa ignorou,  a tática “1-9-3-4” (1 cotovelada, 9 pontapés, 3 soladas e 4 chutes por trás) de Mano Menezes, o Palmeiras foi à Bahia em busca de 3 pontos.

Na Terra de Todos os Santos, a barulhenta e festiva torcida do Palmeiras, que anda rezando para todos os santos, dividiu o estádio da Fonte Nova. Coisa linda! E, brindados com duas embaixadinhas do Mago, nossos irmãos baianos já vibraram no primeiro minuto de jogo.

torcida-Bahia

No Z4, e jogando em casa, o Bahia era o time mais pressionado a sair pro jogo, e o técnico Gilson Kleina – nosso velho conhecido -, colocou o seu time pra cima do Palmeiras. Até levamos um susto numa bola que desviou, bateu na trave de Prass e, boazinha, voltou às mãos dele – “Valei-nos, São Marcos”! Mas o nosso velho conhecido não conhecia Nathan (Kieza deve ter sonhado com ele a noite inteira), Tobio, Victor Luís, João Pedro… Não passava nada ali.

No início, o time do Palmeiras parecia sem calma… não conseguia fazer as jogadas, tinha erros de posicionamento na defesa, errava passes e dava espaço para o Bahia. El Capitán Valdivia conversava com os companheiros, orientava o time.

Os ataques do Bahia começaram a esbarrar nos defensores do Verdão e na má finalização dos seus atacantes. E, quando tentavam de longe, Prass estava atento. E ele também conversava com os laterais, com os zagueiros, orientava. Antes mesmo dos 15 minutos, o Palmeiras já começava a encorpar… O Mago, inspirado, como sempre, corria, marcava e se movimentava cada vez mais perigosamente, tentando as jogadas com Mazinho, Mouche e Wesley, que errava muitos passes…

O árbitro, Leandro Pedro Vuaden, mais tolerante com as faltas, deixava o jogo correr. Menos mal quando o critério é o mesmo para os dois times, mas algumas coisas não podiam ser ignoradas. Uma pegada bem feia de Roniery em Victor Luís ficara sem cartão; Mouche deu um chapéu em Rodrigo Silva, foi parado na falta, e o árbitro esqueceu o cartão de novo.

Por duas vezes,  o juiz deixou de marcar falta a favor do Palmeiras quando ele estava no ataque. Lucas Fonseca era o mais favorecido com a omissão do apito, e ficava cada vez mais abusado para cometer faltas, xingar e provocar jogadores, além de fazer muitas faltas em Mouche.

Depois de um ataque do Palmeiras, o Bahia já fugia com a bola, quando Valdivia desarmou o jogador, tocou para Wesley, que serviu Mouche, que arriscou o chute pro gol… e a bola passou raspando. Quase! Ah, esse Valdivia que “não é guerreiro” e só “entra em campo”, como é que vai desarmar assim, feito zagueiro, como é que fica orientando o time, criando jogadas, né Mauro Cezar?

Velozes, Mazinho e Mouche passavam a ser mais acionados por Valdivia, e o Palmeiras ia se aproximando da meta de Marcelo Lomba…

Aos 35′, Mazinho cobrou escanteio, o zagueiro tirou, e a bola ficou com Wesley, que abriu para Mazinho na esquerda; ele avançou, driblou o adversário e tocou para Valdivia… e o Mago fez aquilo que faz sempre, e com a naturalidade de sempre, devolveu um passe genial e redondinho lá dentro da área e disse: Faz, Mazinho (até N.Sr. do Bonfim ficou encantado com o passe). Mazinho agradeceu, chutou cruzado e, de primeira, marcou um golaço. Dá-lhe, Mazinho! iluminado por Nosso Senhor do Bonfim, e fazendo jus à confiança de Dorival!

Metade da Fonte Nova explodiu no gol do Palmeiras. Em casa, eu quase morri de alegria.  Um passe genial do Mago, um gol lindo de Mazinho e o meu Palmeiras, guerreiro, vencendo, que maravilha!

O Bahia sentiu… ao Palmeiras caberia aproveitar, ou administrar o finalzinho de primeiro tempo e também as botinadas, que eram cada vez mais acintosas – Valdivia, o alvo peferido. Tudo bem que o juiz deixasse o jogo correr, mas, uma falta como a da imagem abaixo, tinha que ter sido punida com cartão. O juiz não deu, e beneficiou o infrator (a TV não mostrou esse lance de perto, claro).

Bahia-falta-em-ValdiviaPorTrás   Essa outra, também não mereceu cartão, segundo o árbitro: Bahia-Falta-em-Valdivia

Na segunda etapa,  imaginamos que o Bahia, ferido com o gol, e na zona desesperadora da tabela, fosse dar trabalho. Mas Dorival acertou o time e o que estava errado na defesa, e, assim, o Bahia viu irem por terra as suas aspirações na partida.

Eu queria mesmo é que o Palmeiras marcasse o segundo, senão, lá vinha o juiz dar cinco minutos de acréscimo, ou levar o jogo até empatar. Esse jogo valia uns “769” pontos e não podíamos perder nenhum deles.

Mas, à medida em que as esperanças do Bahia diminuíam, as botinadas de seus jogadores aumentavam, e os profissionais da transmissão pareciam não ver nada muito errado nisso.

Ataque do Palmeiras, o Mago recebe a bola na entrada da área. As opções de colocar um companheiro na cara do gol se abrem diante dele… O narrador diz “Valdivia com a bola, puxou pro pé direito, vai buscar o espaço”

Bahia-Carrinho-de-frente-Mago1

E então…

Bahia-Carrinho-de-frente0 Bahia-Carrinho-de-frente1 Bahia-Carrinho-de-frente3

Lucas Fonseca entrou de sola no Mago! Valdivia, PHD em ser caçado em todas as partidascom a conivência das arbitragens e a omissão da imprensa – pulou pra se proteger.

E tão logo ele caiu, o brucutu do Lucas Fonseca foi pra cima dele, gritar e tirar satisfações.

Bahia-Carrinho-de-frente2

Wesley não gostou, claro, e empurrou o jogador, tirando-o de lá (isso, o auxiliar de linha de fundo viu; todo o resto, não). Repare, Wesley coloca a mão no peito do adversário, mas o adversário leva a mão ao rosto, simulando ter sido atingido (sabia que essa simulação é passível de pena, STJD??)

Bahia-Carrinho-de-frente-Wesley

E o árbitro deu cartão amarelo para Wesley (só pra ele??) e posse de bola para o… Bahia! Como assim? A falta no Mago, falta que parou o ataque do Palmeiras, ficou por isso mesmo? E o Lucas Fonseca saiu de boa? Quando não é o Vuaden, é o Flavio; quando não é o Flavio, é o Guilherme; quando não é o Guilherme, é o Luís Flávio… não salva um, ninguém merece!

E ainda tem a imprensa… Na transmissão, Milton Leite, ignorando completamente a falta existente, diria: “Valdivia efetivamente se joga”, depois, disse que Lucas Fonseca “teria entendido que Valdivia tinha simulado para tentar ganhar uma falta“, que “ele foi gritar com Valdivia lá no chão” e que “O Lucas talvez merecesse um cartão” (talvez???????).

Eu não sei pra que servem alguns narradores e comentaristas se eles não conseguem ver as coisas mais óbvias de uma partida. Ou será que eles veem, mas, dependendo do jogador e do time, eles fazem de conta que não viram? Se o Valdivia não pulasse no lance, certamente estaria no DM agora, lesionado, mas, o fato dele ter pulado, não muda a entrada que o Lucas Fonseca deu nele, né narrador? Né comentarista? A ação primeira foi o Lucas Fonseca entrando de sola no Valdivia.

O jogo seguiu. O Verdão, guerreiro, jogava certinho e ia tentando chegar no gol baiano. Nossas crianças, valentes, jogavam como veteranos (Nathan, João Pedro, Victor Luís, seus lindos, onde vocês estavam esse tempo todo?). A torcida do Palmeiras era de arrepiar!!

Aos 29′, numa disputa de bola, Nathan caiu com o jogador do Bahia e, quando estava no chão, ao se virar, a bola bateu em seu braço. Ao perceber a bola, o jogador palmeirense se apressou em tirar o braço. Ficou claro que não teve a intenção alguma. Porém, no SporTV, o comentarista (volta pro mar, oferenda!) foi taxativo: Pênalti!

A vontade de acharem um pênalti contra o Palmeiras era tanta (a imprensinha faria um estardalhaço com isso depois) que nem se deram ao trabalho de ver o lance com atenção. Antes de tocar o braço de Nathan, a bola foi escorada pelo braço do jogador do Bahia.

Bahia-MãoNaBola

O Palmeiras foi conduzindo a partida, gastando o tempo, mas não deixava de tentar…  e quase fez o segundo. Jogada de Valdivia e deixada linda de Allione para João Pedro, o chute saiu de primeira e tirou tinta…

A torcida baiana, enlouquecida com o Palmeiras ali, tão pertinho dela, não parava de cantar; em campo, Valdivia não parava de apanhar – Mouche também.  Lucas Fonseca batia, sem medo de ser feliz. Pegou o Mago, sem bola, e o juiz nem falta marcou. Fosse do Palmeiras, já teria ido tomar banho faz tempo. Na TV  diziam: “Diz ele (Valdivia) que foi atingido”, numa clara insinuação de que Valdivia poderia estar fingindo – que imprensa é essa?

Milton Leite insistia que o “pênalti” do Nathan (que não foi pênalti coisa nenhuma) tinha prejudicado o Bahia… Mas na falta de Guilherme em Mouche, ele apenas disse, rindo, “mas que beleza, que delicadeza do Guilherme”.

Aos 44′, um lance capital e revelador de como atuam as arbitragens e como age a imprensinha esportiva.  João Pedro, em cobrança de lateral, lançou a bola quase na área, Valdivia correu, mas não conseguiu dominar, a bola ficou com o goleiro, que já acionou seu jogador; o Mago correu atrás do jogador e da bola, mas, Lucas Fonseca (ele, outra vez) estava no caminho do Mago, e o parou com uma porrada, DENTRO DA ÁREA. Ele deu no meio de Valdivia mesmo. Nem juiz, nem bandeira, nem árbitro de linha de fundo, nem narrador, nem comentarista… viram o lance. Só a “lunática” torcida palmeirense.

No SporTV, Milton Leite diria: “Lucas Fonseca e Valdivia se estranham lá de novo na grande área” (se estranham? Então, você viu, Milton Leite? E por que não falou sobre a penalidade ocorrida? Ao narrador não caberia informar o que realmente aconteceu no lance?). A “oferenda” dos comentários, que foi tão categórica no lance do Nathan, não emitiu um som sequer sobre essa falta… silêncio total na transmissão do SporTV, mudança de assunto, nada de mostrarem trocentas vezes o replay, e por todos os ângulos (como fizeram com o lance de Nathan), nada de analisarem o lance… e o pênalti escandaloso no Mago ficou por isso mesmo, como se  nunca tivesse existido.

O que teria acontecido se fosse o contrário? Se fosse Valdivia a atingir um adversário assim? O que diria a imprensinha? Quantas vezes veríamos as imagens  nos programas de TV? Mas porque é o Valdivia, e porque é o Palmeiras, tudo bem? Que imprensa é essa?

Veja o vídeo no link abaixo, e as imagens. Valdivia e o jogador que está com a bola estão em movimento; Lucas Fonseca fica parado à espera do Mago, e, então, quando percebe que ele vem correndo, dá dois passos em sua direção, para atingi-lo. Penalidade indiscutível e muito visível. E POR QUÊ A IMPRENSA CONTINUA FAZENDO DE CONTA QUE NÃO VIU ESSE LANCE? QUE ELE NÃO EXISTIU? ISSO É DESONESTO!

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Com 4 minutos de acréscimo, o jogo acabou, e o Palmeiras, cheio de axé, venceu a partida e conquistou os “769” pontos que estavam em jogo. Festa em Salvador, festa nos corações palestrinos espalhados pelo mundo, e com as bençãos de Nosso Senhor do Bonfim. Nossos dias vão se tornando cada vez mais iluminados… Falta pouco, Verdão!

Queria encerrar aqui, mas não foi possível…

Logo após o jogo, e nos dias que se seguiram, no SporTV, na Globo, e na maior parte dos programas esportivos, ninguém falou sobre o pênalti em Valdivia. As imagens do lance continuaram “desaparecidas”, e não estão nem nos vídeos de melhores momentos. Os profissionais de imprensa continuam fazendo de conta que não sabem que houve essa penalidade em Valdivia, que ele não foi agredido (o STJD também faz que não sabe), continuam escondendo que o Palmeiras foi prejudicado… continuam manipulando a informação e induzindo as pessoas  a verem só o que eles querem que elas vejam… e nós continuamos aqui, reclamando dessa postura nada honesta deles e do tratamento diferenciado – pra pior – que dão ao Palmeiras.

Vamos ficar vigilantes e de olhos bem abertos, parmerada! O Allianz Parque está praticamente pronto, nossas finanças estão em ordem, 2015 vem aí, e vamos escrever uma história diferente, se Deus quiser. E por isso mesmo, seremos ainda mais perseguidos.

Todo cuidado é pouco!