O futebol do Palmeiras desandou… não funciona, não agride adversários, não marca como deveria, e todos queremos descobrir porquê…

Primeiro, no afã de encontrarmos culpados (e não os responsáveis), a culpa era toda do Eduardo Baptista, das ‘cagad*s’ que ele fizera aqui e que o novo técnico teria que consertar…

Depois, concluímos que a culpa era mesmo do Borja, que não marca gols…

Não demorou muito e descobrimos que a culpa era toda do Prass…

Mas, então, analisando bem, percebemos que Borja continuava culpado, era só por causa dele que os gols não saíam…

Observando mais cuidadosamente, chegamos à conclusão que a culpa era da falta de treinamento, o técnico, coitado, não tinha tido uma semana sequer para treinar o time desde que retornara ao clube…

Chocados, descobrimos que estávamos enganados, que o grande culpado era o desagregador Felipe Melo, que ele estragava o ambiente, e os jogadores não rendiam porque não gostavam do seu comportamento…

Mas pensamos melhor e, “sábios” que somos, encontramos finalmente a resposta e a culpa para os fracassos do time: Mattos (que não contrata ninguém sem o aval da diretoria e da comissão técnica). Nosso diretor não sabe contratar…

Mas eis que finalmente, e para espanto geral, na eliminação da Libertadores em nossa casa, diante de um Barcelona genérico, o verdadeiro culpado – até pela extinção dos dinossauros – apareceu… Egídio!!

E agora, na continuação pós campeonatos perdidos? E agora, no restante do Brasileiro, com um futebol mixuruca, que só conhece o caminho de bicão e bola levantada na área para chegar ao gol adversário, sem ter uma segunda alternativa/estratégia? E agora, com um ataque pouco ofensivo, que não agride o time adversário, com a defesa, mal posicionada – parece que marcam a bola -, que em todos os jogos – jogue quem jogar -, sempre deixa atacantes adversários sem marcação diante de nossos goleiros? E agora, com uma derrota, em casa, para um time pequeno, que voltava das ‘trocentas ‘horas de viagem de uma excursão pelo mundo? De quem vai ser a responsabilidade?

Está em cartaz o “Ainn, ele não montou o elenco”…

Deveria ser proibido ao Palmeiras jogar em sua casa, diante da sua torcida, sem o time principal, sem a formação com mais condições de buscar uma vitória…

Numa ótima sequência, tínhamos conquistado 13 pontos, de 15 possíveis, nas últimas 5 rodadas do Brasileirão, E não precisávamos ter ido com o time tão reserva assim no jogo de ontem, diante do Atlético-PR.  Cuca errou (de novo) ao fazê-lo. E perdemos pontos por isso.

Quem costuma me ler aqui sabe o que penso, títulos são consequência de trabalho, de time que “encaixa”, de planejamento, de arbitragens corretas (no Brasil, isso é um problemão), de um monte de fatores, e não espero que o Palmeiras ganhe todos os títulos… o que eu espero mesmo do Palmeiras, o que eu quero, é que ele tenha condições de disputar os títulos (quero poder sonhar com eles), sem que ele seja apenas um mero coadjuvante nos campeonatos. É isso o que o Palmeiras vem fazendo nos últimos tempos, era isso que  Maurício Galiotte dizia – numa reunião da qual participei, antes da sua eleição – que poderíamos esperar do Palmeiras campeão brasileiro que ele assumiria. Então, temos que nos manter na trilha…

E nem se fossemos jogar contra o Barcelona de Messi, e não contra o Barcelona genérico, eu acharia legal darmos adeus ao Brasileiro 2017 antes mesmo do início do segundo turno, com 19 rodadas pela frente (matematicamente é possível ainda, porém, improvável). Mesmo porque, na Libertadores, estamos ainda nas oitavas de final, disputando uma vaga contra um adversário que todos comemoramos quando foi sorteado para o nosso time.

A Libertadores não é a minha obsessão. No entanto, como o Palmeiras é o atual campeão brasileiro, é natural que as atenções se voltem para a Libertadores, é natural que o foco do torcedor seja o torneio que gostaríamos de conquistar pela segunda vez. Mas não precisamos abdicar da disputa de um campeonato importante, que dura praticamente o ano todo (e enche os cofres do clube com as rendas desse ano todo), ainda no primeiro turno, não é mesmo?  Para o Palmeiras essa roupa não serve, não cai bem, e não me agrada.

Resultado ruim o 0 x 1 de ontem. Tomamos um gol besta num vacilo gigante do nosso zagueiro. Após a cobrança de escanteio do Atlético-PR, Juninho conseguiu perder para um “Tchagueleno”, gordão, que estava atrás dele, e que mesmo sem sair do chão, levou a melhor e mandou pro gol. E não fizemos quase nada para mudarmos isso no jogo. Tivemos duas boas chances, mas, em uma delas, o Erik se embananou na frente da bola e na cara do gol; e, na outra, depois de um bom passe de Borja, Antonio Carlos desperdiçou e mandou por cima (do seu lado esquerdo havia 3 palmeirenses). O goleiro deles ainda fez uma defesa excelente, Prass também fez duas defesaças. E aí surgem as desculpas mil para justificar a derrota em casa e a opção – errada – de se colocar em campo um time todo reserva…

“Mas o X errou, depois o Y errou também e proporcionamos o escanteio para o adversário”… O time do Atlético também nos proporcionou vários escanteios e não fizemos nada com eles. Escanteios não são certeza de gol e, em muitas ocasiões, nem perigosos são. Nós tomamos o gol por causa da falha do nosso zagueiro.

“Mas time reserva é isso mesmo,  não tem entrosamento, não funciona”… Se nós sabemos disso, o técnico também sabe. E se sabe, como manda a campo um time que não vai funcionar – e o pior, deixando um reserva como Keno no banco e optando pelo Erik, sendo que o que ficou no banco é melhor?

“Mas nenhum clube ganha brasileiro e Libertadores no mesmo ano”, me disse um amigo – outras pessoas também me disseram algo parecido.  Isso costuma ser verdade. E eu gostaria que já tivéssemos conquistado a Libertadores para podermos fazer essa afirmação, mas isso ainda não aconteceu. Só depois de a conquistarmos, SE a conquistarmos, é que esse argumento nos servirá.

“Mas era para poupar, nós estamos disputando duas competições”…

O Grêmio disputa três torneios, está na semifinal da Copa do Brasil, poupou apenas alguns jogadores para o jogo desse final de semana e venceu; nem mesmo o Atlético-PR, que também disputa a Libertadores, veio com time reserva jogar contra o Palmeiras. Por que precisaríamos “poupar” todo mundo? Por que alguns jogadores titulares não poderiam jogar meio tempo? Por que a defesa, para ficar afiada, não poderia ter o Luan, por exemplo? Cada um tem uma opinião, não sou a dona da verdade, mas eu não concordo com isso de poupar todo mundo. Ontem, não era necessário…

No entanto, vamos ter que esperar o final da história (a nossa parte na história) para sabermos se esses aborrecimentos que estamos tendo agora vão valer a pena. Embora a Libertadores não seja a minha obsessão, se estivéssemos fora dela, se não tivéssemos obtido uma das vagas na competição (nosso título de campeão brasileiro nos deu a vaga), estaríamos certamente nos lamentando por isso… e, não tenho dúvida alguma,  se conquistarmos esse título, se o Palmeiras vier a ser o Campeão da América, eu, você e todos os palmeirenses do planeta não daremos a mínima para o que acontece agora… nenhum de nós ligará pra isso, e esses tropeços todos, esses vacilos do nosso time, do nosso técnico, os pontos que deixamos de conquistar,  perderão completamente a importância.

Portanto, as reclamações acabam aqui, vamos focar na partida de quarta, no passo que precisamos dar para conquistarmos a vaga e seguirmos em frente na competição. E que não seja por falta de apoio, de incentivo e carinho nosso, não é mesmo?

Que o Allianz seja pequeno para toda a boa energia que levaremos pra lá na quarta-feira… E que os parmeras de todos os cantos do planeta estejam juntos em nossa casa… de alma e coração, porque vamos cantar, vamos fazer festa, vamos todos “entrar em campo”.

CAPRICHA NOS PARANAUÊS, CUCA! E VAMOS BUSCAR, PORCOOO!

 

…………………….

Depois da derrota para o maior rival, em pleno Allianz (infelizmente, uma derrota merecida, pela falta de ousadia, pela falta de organização do time verde em campo – não é a toa que tantos jogadores tenham caído de produção ao mesmo tempo -, pela posse de bola muito maior que a do adversário (63% para o Palmeiras) e, mesmo assim, a insistência na jogada – e só nela – de bola levantada na área, com muitos erros  nos cruzamentos; pela aplicação tática e organização do time adversário – que sabe dos seus limites e faz o simples, o “feijão com arroz”, certinho, sem nenhum extra, que marca incansavelmente, que faz cera, sem sentir nenhuma vergonha disso), depois de praticamente darmos adeus ao campeonato (faltando muitas rodadas, matematicamente ainda há boas chances, mas é difícil), depois do desgosto que essa derrota nos trouxe, ninguém imaginaria que o Allianz estaria lotado para Palmeiras x Vitória…

Manhã de domingo e mais de 36 mil torcedores estavam no jogo. O amor dessa torcida pelo seu clube é algo que precisa ser estudado…

Eu cheguei bem atrasada e, antes mesmo de subir para o meu setor, vi pela televisão do corredor que o Palmeiras perdia por 1 x 0… Como assim?

Ao chegar ao meu lugar,  meus amigos me informaram que o Palmeiras tinha começado bem o jogo, mas, num erro de passe e num chute de longa distância, que bateu na trave e entrou, tínhamos tomado o  gol.

Eu não acreditava que iríamos perder aquele jogo… não, com os jogadores que temos, que são, sim, melhores do que os que a maioria dos clubes possuem em seus elencos – basta apenas o Cuca acertar as coisas, dar padrão ao time, acertar o posicionamento da defesa e parar de inventar (ele manja do assunto, tem totais condições de acertar isso), basta ao time  colocar a cabeça no lugar, que o pé automaticamente entra na forma também.

Da mesma maneira que, no jogo anterior, a gente sabia que  a  ‘Lua estava em Saturno’ e o Palmeiras não iria marcar gol nem se jogasse mais 4 tempos, nós sentíamos que ali, diante do Vitória, nosso gol estava chegando… o sangue parmera esquenta mais nas veias na iminência de gols…

Falta para o Palmeiras, Dudu na cobrança: “Capricha, Dudu”. (Mal sabia eu, que era ele mesmo, o craque do time, nosso “soldadinho de chumbo”,  de quem eu sempre espero as melhores jogadas, que comandaria a nossa futebolística manhã de domingo). Duduzinho cruzou na área e Mina, que é sempre um perigo por ali, foi derrubado por Wallace. Milagrosamente, o juiz assinalou a penalidade – digo “milagrosamente”, porque, em algumas partidas anteriores, o Palmeiras sofreu pênaltis, legítimos, que foram ignorados pelos árbitros.

Os imprenseiros disseram na TV – eu soube depois – que ‘o lance foi muito polêmico’, que não houve nada’; outros escreveram que ‘o árbitro errou’, que ‘Mina se jogou na área’ e, mesmo após a partida, depois de cansarem de rever as imagens,  continuaram sugerindo que o Palmeiras tinha sido beneficiado.

Até passaria a ser verdade isso, se a imagem não mostrasse que Mina quase tinha sido castrado no lance… Na imagem abaixo, é muito fácil observar, se Mina não estivesse usando  uma bermuda embaixo do calção, teria ficado com os ‘acessórios’ todos de fora. O lado direito do seu calção, na mão do jogador do Vitória (repara nas listras), foi parar lá do lado esquerdo de tanto que foi puxado… Mas “não houve falta”, tá?

…………………….

Pênalti bem marcado… bola na marca da cal… Guedes,  nosso “Princeso”, que tá virando o  homem dos pênaltis, foi para a cobrança… chute forte, no canto superior esquerdo… bola de um lado, goleiro de outro e GOL DO PALMEIRAS! Mal a bola tocara a rede e o Allianz dava o seu enorme grito de gol…

“O Palmeiras é o  time da virada… o Palmeiras é o time do amor.” A torcida, cantando muito, fazia a arena vibrar e chamava a virada de jogo…

O telão nos mostrava que estávamos com 45′, quando, na jogada de Guerra com Dudu, o baixinho tocou rápido, a bola bateu no jogador do Vitória e ia sobrar para os defensores, Guerra, esperto, chegou pelo meio de dois adversários,  corrigiu o lance e deu um toque na bola, Duduzinho, entrando rápido pelo meio, chutou direto pro fundo da rede do Vitória (não pense que, na hora, ávida pelo segundo gol, eu consegui observar tão detalhadamente a jogada  rsrs)…. e o baixinho, craque,  cheio de raça,  veio comemorar bem ali na minha frente. E eu, que “gosto pouco dele”, adorei.

Virada do Verdão!  E o placar fazia jus ao time que  jogou mais. E o intervalo foi de festa no Allianz.

Para a segunda etapa, eu esperava que o Palmeiras administrasse a vitória parcial e, se  possível, fizesse mais um, pra garantir uma  segunda etapa  tranquila. E ela até seria tranquila se não fosse a arbitragem…

Cinco minutos de jogo, Guerra fez um lançamento lindo lá na frente, Dudu apareceu e ficou com a bola, mas foi marcado impedimento… mandrake.  Logo em seguida, Willian entrou na área, o jogador do Vitória fez a carga, por trás, no jogador do Palmeiras, o derrubou, e o juiz nada marcou, o bandeira “nada viu”, e o auxiliar de linha de fundo também “não viu nada”…

O Palmeiras, se não era brilhante e ainda cometia erros, fazia uma partida muito melhor do que as duas anteriores e levava perigo.  O adversário, por sua vez tentava pressionar o Palmeiras, mas  se descuidava, e deixava espaços.

Cuca chamou Michel Bastos pro jogo, pena que quem saiu foi o Guerra. Tirar o Guerra? Não entendemos nada na hora, mas ficamos achando que ele é quem havia pedido pra sair…

O Palmeiras ia chegando, mas o terceiro gol não saía…

Foi então que Dudu, o craque da camisa número 7 mais linda do mundo, saindo do meio de campo, e com dois adversários em sua cola, puxou contra ataque pela direita, foi até a linha de fundo; pensei que fossem jogá-lo pra fora de campo,  mas ele levou a melhor sobre os dois adversários e cruzou na área, Guedes deu um  toquinho mais atrás, e para o lado esquerdo, por onde entrava Willian, ele chutou, a bola pegou a trave, voltou para o meio da área e, flertando com Mayke, ela pedia: “Me chuta, me chuta”… e ele deu um chutão e estufou as redes, marcando o terceiro do Palmeiras. Quanta alegria! Festa na manhã de domingo…

Cuca chamou o Zé e sacou o Pitbull. E o Pitbull foi muito aplaudido na saída. Por mim, Felipe Melo não sai  do time nunca, além do seu futebol, do qual eu gosto muito, ele traz a energia e a vibração que motiva os companheiros e que precisamos em campo, mas,  como ele estava voltando  de contusão, sem ritmo, e como estávamos ganhando, eu não tinha motivos para reclamar de nada.

E nem daria pra reclamar mesmo, porque, uns minutinhos depois, Mina, nosso “zagueiro de Troia” (ele tem um atacante dentro dele e os adversários não sabem) deu uma arrancada pela direita e tocou pro Michel Bastos, e o Michel deu uma enfiada de bola, em diagonal, linda, lá pra área… adivinha quem chegou na maior velocidade e enfiou ela no gol?? Adivinha? D U D U !  O baixinho estava impossível! O Allianz explodia em alegria.

Três minutos depois, aos 34′, Cuca sacou Dudu (imaginei que fosse para poupá-lo) e chamou Borja (esse ainda vai se acertar e administrar essa pressão e expectativa exageradas, que colocamos nele, e render tudo o que esperamos). E o Allianz aplaudiu muito nosso pequeno gigante.

Tranquilo, ganhando por 4 x 1, o Palmeiras se distraiu, a defesa bateu cabeça… Egídio levou um chapéu de David lá atrás, o atacante do Vitória desceu rápido e, marcado por Dracena, tocou para André Lima, Mina não conseguiu evitar que ele cruzasse na área de volta para David, que chutou pro gol e descontou sem chances para Prass.

Borja quase faria o quinto gol,  mas a bola passou rente à trave… e o  jogo acabou assim.

Vitória justa e merecida do Verdão. E de goleada… é mais gostoso.

https://www.youtube.com/watch?v=I3ZTONkEFIc

Antes mesmo do Campeonato Brasileiro-2017 se iniciar,  a informação de que a tabela do campeonato favorecia dois clubes – um deles, muito mais acintosamente -, já  era de conhecimento público, já estava em alguns veículos de informação.

Horácio Nelson Wendel, um engenheiro, que é considerado um especialista em análise de tabelas, e que participou da formatação das rodadas em algumas edições do Campeonato Brasileiro depois que ele passou a ser por pontos corridos,  dava o alerta: “A tabela do Brasileirão 2017 é toda feita para o Flamengo ser campeão. Um absurdo”.

Nós sabemos muito bem que todos vão jogar contra todos e que quem pegou um caminho fácil agora, pegará o mais difícil depois… No entanto, sabemos muito bem também, que, dependendo da orquestração da coisa, dá sim para favorecer e facilitar o caminho todo de alguns, dá para fazer com que alguns deslanchem em momentos em que outros têm a tabela mais complicada. Além do mais, somados à essa facilitação na tabela, existem outros ‘expedientes’…já vimos no ano passado, a anulação – “depois de uma verdadeira reunião de  condomínio em campo” – de um gol ilegal do Fluminense, num  jogo em que também houve um gol ilegal do Flamengo, que ninguém sequer pensou em anular. Fomos vítimas de jogada de vôlei na área, que o juiz preferiu ignorar, tomamos gol após a cobrança de um lateral, que não foi lateral porque a bola nunca saiu… vimos um lobby, pra lá de exagerado, para um mesmo clube, quando a imprensa vivia sentindo cheiro disso, cheiro daquilo… e vimos agora, no Brasileirão 2017, a utilização do recurso de imagem em benefício do Flamengo, que  fez com que a arbitragem anulasse a marcação de uma penalidade em favor do Avaí  – seria ok se o recurso de vídeo estivesse disponível para os demais clubes também. Mas não é o que acontece, na rodada passada, teve um pênalti cometido pelo Grêmio, (a favor do Palmeiras), que o juiz transformou em falta fora da área; teve uma falta fora da área que o juiz fez virar pênalti a favor do  Corinthians… e nada de utilizarem o tal recurso.

O especialista analisou os pontos positivos e negativos da tabela do Brasileiro 2017, encontrou 73 erros e ficou impressionado com o favorecimento ao Flamengo, com  a tabela feita em favor do time carioca. Ele ainda chamou a atenção para a falta de critérios da CBF para confeccionar a ordem dos jogos (Santa ingenuidade, Batman engenheiro! Falta de critérios? Será que nem passa pela sua cabeça a possibilidade de a “corretíssima” CBF ter feito essa tabela com muito ‘critério’?).

E o especialista afirma:  “A tabela da Serie A 2017 tem parcialidade clubística flagrante, tem todos os ingredientes para um desinteresse técnico e comercial da competição”. Claro, se os torcedores perceberem que esse campeonato é de cartas marcadas… vão se desinteressar bastante pela competição. E, com torcedores desinteressados, caem  as rendas, os patrocinadores perdem também (menos a emissora tão interessada em empurrar certos dois times)

Mas só achar, não basta; só falar, também não,  é preciso que o especialista aponte onde  estão os “erros”, o “arranjo facilitador”, para que todos possam observar e tirar as suas próprias conclusões.

Vejamos alguns dos erros que ele encontrou…

1 – O Flamengo jogou três vezes seguidas no Rio nas rodadas 7 (PON), 8 (FLU) e 9 (CHA) e jogará mais três vezes seguidas no Rio nas rodadas 11 (SAO), que ele já jogou, e nas rodadas 12 (VAS) e 13 (GRE).

2 – O Flamengo joga cinco vezes seguidas na cidade do Rio de Janeiro nas rodadas 21 (ATL-GO), 22 (CAP), 23 (BOT), 24 (SPO) e  25 (AVA). Cinco partidas sem sair do RJ… Mas que camaradagem da CBF, não é mesmo?

3 – No segundo turno, o Flamengo tem outra sequência camarada. Jogará na cidade do Rio de Janeiro da rodada 2 até a rodada 5  (ATL-MG, ATL-PR, BOT, SPO) e só depois viaja para enfrentar o Avaí.

4 – O Flamengo fará 11 jogos em casa e 1 jogo fora de casa, em 2 períodos seguidos, de 12 rodadas.

Deram  uma facilitada boa para o time carioca, não é mesmo? E ninguém na CBF percebeu isso? Maaaagina…

Mas o especialista aponta benefícios para o “lava-jato” também:

1) O Corinthians joga quatro vezes seguidas em São Paulo nas rodadas 11 (BOT), que ele já jogou, e nas rodadas 12 (PON), 13 (PAL), 14 (CAP).  Joga o clássico estadual sem ter precisado sair da cidade, por duas rodadas, antes dele.

2) No returno, entre as rodadas 21 e 25, o Corinthians joga quatro vezes em São Paulo (VIT, ACG, VAS, SAO) e uma vez fora de casa contra o Santos, na rodada 23 – dois em casa, um  fora, e dois em casa outra vez. De novo,  joga os clássicos do seu estado, sem precisar viajar antes deles.

Mas que CBF boazinha…

Outras facilidades foram apontadas para alguns outros clubes também:

FLU jogou 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 3 (VAS), 4 (VIT), 5 (CAP) e repetirá a dose  nas rodadas 27 (FLA), 28 (AVA), 29 (SAO)

VAS jogou 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 8 (AVA), 9 (BOT), 10 (ACG) e também jogará 3 vezes seguidas nas rodadas 30 (CFC), 31 (FLA), 32 (VIT)

BOT joga 3 vezes seguidas no Rio de Janeiro nas rodadas 12 (ATL-MG), 13 (FLU), 14 (SPO) e nas rodadas 26 (VIT),  27 (CHA), 28 (VAS)

CBF, tão “”gentil” com os times cariocas…

ATL-PR jogou 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 2 (GRE), 3, (FLA), 4 (COR)

BAH joga 3 vezes seguidas em Salvador nas rodadas 10 (FLA), 11 (VIT), 12 (FLU)

CRU joga 3 vezes seguidas em Belo Horizonte nas rodadas 10 (CFC),11 (ATL-MG), 12 (PAL)

CFC joga 3 vezes seguidas em Curitiba nas rodadas 21 (SAN), 22 (VIT), 23 (CAP)

ATL-MG joga 3 vezes seguidas em Belo Horizonte nas rodadas 29 (CHA), 30 (CRU), 31 (BOT)

VIT joga 3 vezes seguidas em Salvador, nas rodadas 29 (CAP), 30 (BAH), 31 (ACG)

Enquanto isso… Ao término das 12 primeiras rodadas (a 12ª rodada será jogada no próximo final de semana), o Palmeiras – que não aparece na lista de erros da tabela – será o único time, dentre os que potencialmente podem brigar pelo título, a ter feito apenas cinco jogos como mandante… em 12 partidas. É o clube com menor número de jogos como mandante até a 12ª rodada – o Flamengo também terá feito cinco partidas como mandante, no entanto, dos jogos como visitante, dois foram na cidade do RJ. Em uma sequência de 7 jogos do time carioca, só um deles realmente foi fora de casa .

Já o Palmeiras, durante o campeonato todo, por quatro vezes faz 2 – e não 3, nem 4, e nem 5 – partidas seguidas fora de casa e, por quatro vezes também, faz 2 partidas seguidas em casa. Uma coisa compensando a outra, mas não vemos essa compensação com os times que receberam a regalia de 4 e 5 partidas seguidas em casa, não tem o inverso para equilibrar, não tem as 4 ou 5 partidas seguidas fora de casa.

Muito difícil acreditarmos que a CBF planejou tão mal o maior campeonato do país, o campeonato que lhe dá um lucro bastante grande com rendas, patrocínios e contrato de TV; mais difícil ainda acreditarmos que ninguém lá tenha percebido que a tabela favoreceria bastante dois clubes, que a tabela tenha sido elaborada de maneira extremamente favorável para um único clube… Eu diria que é impossível acreditarmos nisso. Ainda mais quando vemos o que anda acontecendo  com as arbitragens, com o recurso de imagem utilizado só para um clube…

O pior é que os demais clubes que disputam o campeonato – o nosso, inclusive – aceitam a tabela sem reclamar.

Vamos continuar de olho…

2016 acabou e a temporada 2017 vai ter início…  Vivemos momentos surreais nesse ano que “acabou de acabar”, nos alegramos com um monte de coisas, com um monte de gente, mas, em compensação,  aguentamos muita encheção de saco… da imprensinha, principalmente.

O jornalismo esportivo no Brasil anda meio ‘caidaço’ mesmo, muitos de seus profissionais abdicaram do serviço de levar ao torcedor a informação como ela é, primando apenas pela guerrinha de ódio aos clubes rivais dos seus clubes de coração. E ainda há os que buscam “notoriedade” provocando torcedores nas mídias sociais. #RestInPeaceJournalism

Agem tão naturalmente que nem percebem que as suas declarações são um festival de contradições e incoerências, temperadas apenas com o despeito e a raivinha que sentem pelos rivais. E com o Palmeiras (sempre) vale qualquer coisa…

Quem não se lembra do Gambazek, ‘dedurando’ Valdivia ao STJD por forçar um terceiro cartão amarelo (ele jura que não foi ele, mas, se foi no programa dele, se era pauta do programa dele) e, no entanto, nunca tê-lo visto fazer o mesmo com nenhum outro jogador dentre todos os que forçam cartões? Quem não o viu, nesse Brasileirão 2016, ironizar Paulo Nobre por “ter reclamado do nível da arbitragem”, quando, na verdade, Paulo Nobre reclamou da tramoia de se valerem da interferência externa, ilegal, proibida pela Fifa, para se anular um gol ilegal num FlaxFlu de dois gols ilegais?

Atitudes pouco ou nada profissionais de alguns “jornaleiros” estão sempre pipocando por aí (não foi só em 2016)… Poderíamos listar uma tonelada delas. O santista, “Zé Caiu”, ofendendo até a mãe de torcedores no Twitter, fazendo insinuações levianas e maldosas sobre o Palmeiras, tripudiando sobre a lesão de um jogador (fez isso com Arouca em 2015). Os prints, inúmeros, estão por aí…

Sormani (outro santista), em 2015,  sendo extremamente grosseiro com Zé Roberto – convidado do programa da FOX -, ao falar sobre a mítica preleção do jogador, da qual o jornalista, com uma soberba tamanho GG, desfez um bocado – acabou pedindo desculpas depois, porque ficou feio pra caramba…  o mesmo Sormani, nesse Brasileirão, achou um horror a torcida do Palmeiras lotar o aeroporto para incentivar o time, mas não achou nada errado quando foi a torcida do Flamengo a fazer o mesmo, semanas antes… Renato “Felipão é 99,9% do Flamengo” Prado, dizendo que o Palmeiras “estava se borrando de medo do Flamengo” (dias depois, desesperançado, desceu a lenha no seu próprio time)…  Neto – esse, nem jornalista é – falando asneiras,  falando do Palmeiras, dos jogadores do Palmeiras, do presidente do Palmeiras, praticamente todos os dias, com o ranço curtido e envelhecido em tonéis de despeito de quem foi descartado pelo Ribamar…

J. Canalha, tão “elegante”, “isento” e santista,  chamando o zagueiro Vitor Hugo – convidado do programa da ESPN – de vice campeão da Copa do Brasil 2015, antes mesmo das partidas finais entre Palmeiras e Santos serem jogadas… e dando piti recentemente,  por causa dos sinalizadores – “podem queimar o olho de alguém” – que a torcida do Palmeiras acendeu em Congonhas. Mas ele não pareceu se preocupar com queimadura alguma nas vezes que outras torcidas fizeram o mesmo… André Hernan, fazendo “força-tarefa” para dedurar um ponto, supostamente usado por Cuca, mas deixando passar, em oportunidades anteriores, e sem “força-tarefa” alguma, os pontos usados, muy notadamente, por Dorival, Marcelo Oliveira, Tite…

A FOX, com o seu ‘dois pesos e duas medidas’, tentando fazer parecer ilícita uma situação que, semanas antes, e com outra torcida, ela tinha achado “histórica”.

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Chega a ser vergonhoso quando comparamos, não? Como dar credibilidade à essa imprensa?

A lista de “profiçionais” e “profiçionalices” é grande.  Os pênaltis não marcados para o Palmeiras são sempre “questionáveis”, polêmicos”, “interpretativos”, “o jogador tropeçou na própria perna”… alguns “erros” capitais contra o Palmeiras não são nem mesmo mostrados ou discutidos – vide os pênaltis sofridos por Yerry Mina, nesse Brasileirão, diante do Sport, diante do Galo. Um mínimo de beneficiamento que o Palmeiras receba – no meio de dezenas de prejuízos constantes que ele sofre e de pontos que lhe subtraem -, vira um escarcéu, e boa parte da imprensa, no seu jeitinho tão “Goebbels” de ser, repete incansavelmente o mesmo mantra de que o Palmeiras está sendo beneficiado.  No entanto, no brasileirão 2015, por exemplo, quantos ‘erros’, favorecendo um mesmo time, passaram quase despercebidos pela imprensa em geral – até mesmo pelos jornalistas ditos palmeirenses. Todo mundo deu um jeitinho de fazer parecer normal, entre outras coisas, um time cometer inúmeros pênaltis e passar 35 rodadas sem que nenhum deles tivesse sido assinalado…

O Palmeiras parece ser a vítima principal desse jornalismo rastaquera. Liderando o Brasileiro 2016 desde a 9ª rodada até a última, se viu em meio a uma verdadeira guerra que a imprensinha deflagrou contra ele, e sempre em favor de quem estivesse na segunda posição da tabela, principalmente quando quem esteve em segundo foi o “Flameingo”.

Quanta bobagem tivemos que ouvir e ler, quantas previsões furadas (até de pai de santo) tivemos que aguentar (o Palmeiras vai cair da primeira posição na 12ª rodada…), quantos torcedores profissionais de imprensa perderam a máscara querendo nos fazer acreditar que não ia dar para o Palmeiras… Difícil escolhermos o mais “disgusting”…

No entanto, teve um “jornalishta flamenguishta” – que jura que é torcedor do Racing-ARG  (jurava. Agora, não dá mais pra ele esconder o time de coração) -, que sempre se incomoda muito com o Palmeiras, e que quase surtou nesse 2016…

Não é de hoje que  Mauro Cezar Pereira nos dá a impressão que mistura o ato de informar com o de torcer. Pinta sempre com tintas mais escuras os comentários e análises sobre o Palmeiras e tudo o que se relaciona ao clube – nem os torcedores escapam -, se utilizando, muitas vezes, de argumentos que nos parecem meio distorcidos e um tanto quanto incoerentes.

A torcida do Palmeiras não engoliu a postura  pouco isenta do cidadão em 2016. Somos torcedores, e torcedores são passionais, é verdade, mas é exatamente por sabermos disso, que ficamos muito desconfiados que o torcedor lá “dentro do armário” do jornalista é quem andou escrevendo e falando sobre o Palmeiras no último ano.

O interessante é que, assim como os torcedores, ele também não é tolerante com certas coisas… Perguntaram a ele, certa vez, se em alguma ocasião ele achou que passou do ponto, se achou que tenha sido mal-educado, falado alguma grosseria ou usado um tom agressivo demais com um colega durante o debate, e tem um trecho na resposta dele que é bem interessante…

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Então…  Deturpar algo que é dito para sustentar o próprio ponto de vista, não dá; e eu diria que distorcer alguns fatos para sustentar determinados argumentos é intolerável. E não tem como concordar com coisas que tentam fazer parecer que  “preto é branco e azul é vermelho”. É por pensarmos o mesmo que marcamos posição em relação à uma boa parte da imprensa.

Como você pode ver na imagem abaixo, falando sobre o Avanti, o programa de Sócio-Torcedor do Palmeiras, ele diz que 100 mil associados – marca que o Palmeiras comemorava efusivamente na ocasião, e que a maioria dos clubes ainda estava longe de atingir – não representam nada (o “nada” está nas entrelinhas), representam só 1% da nossa torcida, “segundo pesquisas”. Uma notícia aparentemente normal, uma informaçãozinha de nada, a não ser pelo fato de que as pesquisas. nas quais ele se baseou, “mataram” milhões de torcedores do Palmeiras.

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Eis aqui um exemplo do “fazer parecer que azul é vermelho”…  A pessoa tem que ser muito bobinha, ou ter muita vontade de encolher a torcida do Palmeiras, para acreditar que ele tem apenas 10 milhões de torcedores e outros times por aí têm mais de 30/40 milhões, não? Se, há alguns anos, o Palmeiras tinha 15 milhões de torcedores e os dos “mais de 30/40 milhões” atuais tinham, aproximadamente, 20 milhões, basta pensarmos um pouco para percebermos que essa conta aí não bate. Algumas torcidas aumentaram em 50%/100% o número de seus torcedores e a do Palmeiras encolheu mais de 30%?  Morreram milhões e não nasceram outros? Ah, esse jeitinho “Goebbels” da press…

O Palmeiras teve o melhor público do campeonato, está entre os melhores índices de audiência, vende uma tonelada de camisas – infantis, inclusive (há alguns anos, era um dos 5 que mais vendiam adidas no mundo. Imagina agora?) – tem o programa de sócio torcedor que está entre os 10 maiores do mundo; tem canal do Youtube com mais inscrições no país; enche estádios em outros estados… a supremacia dos outros clubes, em número de torcedores, aparece onde mais além das “pesquisas”?

E ele critica sempre os programas de sócios-torcedores (algo que existe nos maiores clubes do mundo, inclusive, no futebol inglês,  para o qual ele se derrete) e diz que os clubes estão segregando quem não pode pagar e fazendo futebol para a classe média.

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“Preferem lugares sobrando no estádio”
… O Allianz está sempre cheio, mas, ainda que não estivesse, até parece que antes dos programas de sócios-torcedores os estádios estavam sempre lotados aqui  no Brasil, não?

E será que é o preço do ingresso mesmo o (único) termômetro do que leva, ou não, o torcedor ao estádio? Nem sempre quem cobra menos tem o melhor público (esta aí o SPFW , que não enche estádio nem cobrando R$ 10,00 – não encheu nem nem quando cobrou R$ 1,99 – que não me deixa mentir ). Como podemos constatar na imagem abaixo – onde não há nenhuma crítica do jornalista ao preço de ingresso, bem maior, praticado pelo Flamengo –, mesmo cobrando bem menos, o Santos teve público menor.

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Eu sei que ele parece falar de maneira geral quando critica os preços praticados pelos clubes em seus programas de sócio-torcedor, mas adivinhe se ao citar o Palmeiras não tem um veneninho?

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A postagem acima é de 2015…

Com tantas arenas por aí, só a do Palmeiras é que é a “arena do presidente Paulo”. Tem um veneninho aí, não? Além disso, o raciocínio não é muito lógico. Se o torcedor palmeirense pagava R$ 70.00 e tinha acesso direto, basta calcularmos, com 4 partidas como mandante no mês, esse ingresso saía muito mais barato que os 40 reais que pagávamos, sem Avanti, no Pacaembu e no Palestra, ou até mesmo os 30 reais de alguns anos atrás. Onde isso é ruim?

Nos valores de hoje, o Plano Ouro custa R$ 109,90 ao mês e dá 100% de desconto no setor que o jornalista chama de “menos nobre”, o Gol Norte; 4 mandos ao mês = ingressos a R$ 27,27 = uma senhora economia para o torcedor que vai sempre ao estádio -, no entanto, o sócio-torcedor do Flamengo, por exemplo, num plano quase equivalente, de R$ 99,00 ao mês, tem apenas direito a descontos no valor do ingresso, descontos que não ultrapassam os 50% (e se o torcedor quiser comprar mais de uma entrada, terá um acréscimo de R$ R$ 30,00 na mensalidade). Faça as contas…

Ah, mas “mais da metade da população brasileira é classificada como pobre ou de baixa renda”,  a maioria não pode pagar… “Não é moleza para a maioria desembolsar a taxa mensal. Ainda mais “num país em que a renda média domiciliar per capita é de R$ 1.052,00”.

É  verdade mesmo, a maioria não pode pagar por futebol –  não pôde nem pensar em pagar pelos caríssimos jogos da Copa do Mundo 2014, inclusive -, mas também não pode pagar por restaurantes, viagens, teatros, cinemas, Olimpíada e por… canais de TV! Ele não acha que são caras as assinaturas dos canais de TV?  Não acha que esses canais – o que ele trabalha, inclusive -, que muitas vezes transmitem jogos que a TV aberta não transmite – o que praticamente obriga os torcedores a assiná-los -, estejam fora do alcance do bolso de mais da metade da população brasileira? Não acha que é um abuso o torcedor ter que pagar por esses canais (com Premiere, é pior ainda) e ainda ter que assistir aos jogos com narradores tendenciosos, com torcedores rivais como comentaristas? Parece meio hipócrita isso, não? Os donos das TVs podem fazer programas sobre futebol (alguns bem ruinzinhos) apenas para a classe média,  podem transmitir futebol para menos da metade do país, segregando a outra parte, mas os clubes, que precisam investir muito em seus times e estádios, não podem? E quem vai sustentar os clubes, pagar as suas contas, montar os grandes times com os quais torcedores ricos e pobres sonham? Os jornalistas?

Os europeus podem vender carnês (em troca de descontos  “obrigam” o torcedor a comprar ingressos para o ano todo), podem até vender escalações antes dos jogos – como acontece na Inglaterra, com clube de divisão inferior – podem ter programas de sócios-torcedores, privilegiar esses associados com descontos nos ingressos, e tudo isso é lindo,  é de primeiro mundo, mas os clubes brasileiros, – a maioria deles, num miserê danado – não podem?

E ele não parece querer só dar aulas de marketing e administração para os clubes… Com o Palmeiras liderando o Brasileirão 2016, ele deu a impressão que queria ensinar o técnico Cuca a fazer o Palmeiras jogar. Quem o lia/ouvia até pensava que ele entendia mais da profissão do Cuca do que o próprio Cuca.

O Palmeiras foi campeão com 80 pontos, foi líder desde a 9ª rodada, com maior número de vitórias, o menor número de derrotas, o melhor ataque, a melhor defesa, o melhor saldo de gols, o Bola de Ouro, colocou vários jogadores na seleção do campeonato, fez o melhor segundo turno da história dos pontos corridos, e o futebol do Palmeiras, segundo o jornalista – que repetiu isso o campeonato todo -, era ruim, era o Cucabol. E não era apenas uma opinião dada, a crítica pontual, constante, tinha cara de perseguição mesmo – até o Cuca reclamou. Se fosse rubro-negra a camisa do líder, será que as críticas existiriam? Haveria perseguição? Faça a sua aposta.

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E onde será que está escrito que há alguma coisa errada com os gols originados de rebote de lateral? Onde será que existe a tal “regra” que gols originados de cruzamentos têm menos valor? Quem determinou que um técnico não pode aproveitar o fato de ter jogadores altos, de ter bons cabeceadores no time ?  Isso ficou com cara de uma vontade imensa, e rubro-negra, de querer desmerecer o futebol do Palmeiras e o seu técnico, não? (Do gol irregular do Flamengo, ele nada falou) Afinal, se o “Cucabol” era ruim, como é que o ‘bom e objetivo’ futebol dos outros times não conseguiu ser mais eficiente que o do Palmeiras, e esses times ficaram 29 rodadas atrás do time do Cucabol? Como não conseguiram superar os números do Cucabol? Como perderam para o Palmeiras o título de melhor time do campeonato? Como o criador do Cucabol foi escolhido o melhor técnico da competição? Por que não houve um “Entregobol” e outros apelidos depreciativos para as defesas e esquemas dos times que tomaram 62 gols de um esquema “tão ruim” quanto o de Cuca? Que jornalismo é esse, que ataca só o time que lidera o campeonato?

E foi bizarro ele tanto desmerecer o “Cucabol”, mas fazer ‘cara de paisagem’ para o futebol de outros times, o do ex-segundo colocado na tabela, por exemplo, que não deu nem pro cheiro. Ele achava que esse time tinha o futebol mais objetivo do campeonato… Não é o que dizem as estatísticas. Essa, por acaso, foi feita um pouco depois do confronto entre Palmeiras e Flamengo no segundo turno.

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Confrontado com essas estatísticas por torcedores (que ele, tão “democrático”, bloqueia loucamente no Twitter), ele se saiu com essa:

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Puro enrolation… O Flamengo cruzava quase 4 vezes mais do que o Palmeiras e não dependia dessa jogada? E a fazia tanto por quê? Pra passar o tempo?  Deve ser por isso que o campeão foi o Flam… Oh, wait! E aí nos lembramos do craque Alex dizendo que os clubes jogam exatamente como treinam…

E dá-lhe pentelhação e dor de cotovelo…

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Na imagem abaixo, podemos perceber o “jornalismo ressentido”… Ele achou absurdo o pênalti a favor do Palmeiras, mas absurdo mesmo foi fazer de conta que essa penalidade não existiu e ainda tentar atrelar isso a um outro jogo onde uma grande picaretagem tinha dado a vitória ao Flamengo…

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Em 15/09, o Flamengo continuava correndo atrás do Palmeiras, e, segundo o jornalista, o Palmeiras estava “estagnado” com o previsível Cuca,  e o Flamengo, do seu coração torcedor, estava em evolução…

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A análise dele era tão “isenta”, “criteriosa”, tinha tanto “embasamento”, a “evolução” do Flamengo era tanta, e o Palmeiras, do “previsível Cuca”, estava “tão estagnado”  que, algumas rodadas depois, em 23 Outubro, ele já tinha jogado a toalha. Nem com o segundo lugar ele contava mais para o time que “estava em evolução”…

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E nem os torcedores escapam. Os do Palmeiras parecem ser os favoritos; são criticados pelo jornalista desde a inauguração do Allianz Parque, “enchem o estádio só porque é novidade”. Ele tem a pretensão de ignorar e diminuir até o amor dos palestrinos pelo Palmeiras, porque cansou de afirmar que a “torcida cappuccino”, que é como ele nos chama, “vai ao estádio apenas para fazer selfies e tomar café” (e ninguém conta pra ele que não vendem café no Allianz)… Não demora muito, o ca#ador de regras, vai querer dar dicas de moda para as torcedoras também…

E perde um tempão reclamando das selfies dos torcedores (o que ele tem com isso, né?)…

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Você leu na imagem acima? Então, fica estabelecido que selfie em estádio ‘é muito patético’, segundo a cartilha “O que o torcedor pode e o que ele não pode fazer no estádio”, que o jornalista parece ter escrito (o pau de selfie ele deve ter visto sabe-se lá onde;  no Allianz, os parmeras não usam isso não). E o mastro, que “agitava a bandeira com fervor”, só não está mais nos estádios (paulistas) porque foram proibidos pela polícia. O coitado do pau de selfie nem existia quando a proibição foi feita, as selfies também não.

E fazer selfie, com pau ou sem,  é mais patético ainda quando quem a faz é o ca@ador de regras, que critica as selfies de “girls and boys” que ‘ignoram o placar’…

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Porque, comigo, preto é branco e azul é vermelho…

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Confrontado por torcedores, de novo, após essas imagens irem parar na internet, ele se justificou dizendo que a selfie foi um pedido dos torcedores. Realmente, seria indelicado, arrogante, ele se recusar a atender um pedido de torcedores. Mas não é ele quem critica as selfies feitas com ou sem acompanhante?

Depois disso, ele foi fotografado na bancada do Pacaembu, num outro jogo do Flamengo – e não há nada demais que ele vá aos jogos do seu time -; as imagens caíram na internet, e ele, ironizando o fato e os que o fotografaram, continuou martelando que  “selfie é patético”…

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Parece que as definições de “patético” foram atualizadas… hahahahaha

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Não se esqueça,  amigo leitor, você e eu não podemos fazer selfie no estádio – os outros torcedores também não podem -, porque “é patético”, tá? hahahahaa

2017 promete… muito mais incoerência, hipocrisia e artrose em “jornalíshticosh” cotovelos…

“Sai do armário”, Cezar! Lugar de torcedor é na bancada!

O Campeonato Brasileiro 2016 acabou.

Ontem, tivemos a última rodada, quando o Palmeiras, campeoníssimo, com reservas – 14 jogadores já estavam de férias -, e, solto, sem pressão, jogando bem pra caramba, venceu o Vitória por 2 x 1, com gols de Gabriel e Alecsandro (acredite, foi prejudicado pelo árbitro Dewson Freitas, o tal “c%ralho ruim” – acho que não tinham contado pra ele que o Palmeiras já era campeão).

O campeão brasileiro 2016 e o Vitória entraram em campo homenageando a Chapecoense com mensagens de solidariedade. Na parte de trás da camisa, o Verdão trazia o nome dos jogadores vitimados na tragédia na Bolívia. Emocionante… A camisa com o nome de Bruno Rangel – que faria aniversário hoje – fez um gol lindo…

O Palmeiras já tinha sido campeão na rodada anterior, três clubes já haviam caído para a segundona e praticamente cinco deles já tinham garantido vaga na Libertadores e pré-Libertadores… e aconteceu o que mais ou menos todo mundo sabia que aconteceria. O Inter, mesmo com todas as vergonhosas tentativas de se safar fora das quatro linhas, caiu para a Série B; o cheirinho não deu nem pro cheiro de ser vice do Palmeiras; o nosso vice favorito, Santos, é que ficou com a posição, e o time da “lava-jato”, derrotado pelo Cruzeiro, mesmo com as seis (eu disse SEIS) vagas que a Conmebol dá para os clubes brasileiros agora, não conseguiu se classificar.

E o que apreendemos de tudo isso, além da alegria de vermos o Palmeiras nove vezes campeão brasileiro? A quais conclusões chegamos?

A primeira, eu diria, é sabermos que não podemos mesmo confiar em boa parte dos profissionais de imprensa, em boa parte dos veículos de comunicação. São torcedores com microfones nas mãos e mais nada:

Ainnn, o Palmeiras vai cair na tabela na 12ª rodada…

Ainnn, sem o Prass o Palmeiras não manterá seu rendimento…

Ainnn, com o Conca dando sopa, o Palmeiras resolve contratar Moisés, que jogou na A-2 com a Lusa e veio agora da Croácia…

Ainnn, o cheirinho de campeão do “fulano”…

Ainnn, o Palmeiras fez um gol sem ser de cabeça. É um progresso…

Ainnn, os torcedores vão ao Allianz só para fazer selfies e tomar café…

Ainnn, o Palmeiras joga feio,  o esquema de jogo é o Cucabol…

Ainnn, Dudu não decide e só reclama…

Ainnn, mas (Tche Tche) jogar no Audax não é a mesma coisa que jogar no Palmeiras…

Ainnn, o Palmeiras usa a perna direita só para entrar no ônibus…

Ainnn, o “Rafael Marques falou pro Cuca que ele comeu muita salada no almoço” e o Palmeiras entrou em crise…

Ainnn, o ‘Flamengo joga o futebol mais objetivo do país…

Ainnn, o Palmeiras está se borrando de medo do Flamengo…

Ainnn, o Pai de Santo ‘X’ disse que o Palmeiras não vai ser campeão…

Ainnn, quando o Flamengo voltar a jogar no Maracanã, vai tomar a primeira colocação do Palmeiras…

Ainnn, a tabela é mais fácil para o Palmeiras…

Ainnn, o Palmeiras pode se tornar campeão sem convencer…

Então, né? Falaram tantas ‘abobrinhas, fizeram de tudo para parecer que o Palmeiras não conseguiria (será que esperavam minar a vontade do nosso time?), e o Palmeiras, do Cucabol (tão poderoso), mesmo com todas as sacanagens das arbitragens (postei aqui as imagens e vídeos), foi melhor em tudo. Terminou o campeonato com 80 pontos, 24 vitórias, o menor número de derrotas (6), o melhor ataque (62 gols), a melhor defesa (32 gols), o melhor saldo de gols (30), não levou nenhum cartão vermelho na competição,  fez o melhor segundo turno na história do campeonato de pontos corridos (44 pontos e uma única derrota), teve o melhor público, a melhor arrecadação… teve/tem uma torcida maravilhosa, que encheu o Allianz e ajudou a fazer a diferença…

O Palmeiras foi líder desde a 9ª rodada até a última… terminou o campeonato 9 pontos à frente do segundo e terceiro colocados… 23 pontos à frente do sexto colocado, que ficou com a última vaga na Libertadores… o futebol “mais objetivo do país” não conseguiu nem a segunda colocação… o time que “levava vantagem nos critérios de desempate” foi vice do Palmeiras, de novo, 9 pontos (três partidas) atrás…

7 jogadores do Palmeiras – Jaílson, Jean, Yerri Mina, Tche Tche, Moisés, Dudu e Jesus estão na seleção do campeonato, Jesus foi eleito o craque do Brasileirão, Cuca foi o melhor técnico…  e, assim como o Palmeiras, a tabela previa que todo mundo jogasse contra todo mundo, uma vez fora e outra em casa…

Ainda bem que o Palmeiras poderia se tornar o campeão ‘sem convencer’, não é mesmo?

Mentiram um bocado para o torcedor durante esse tempo… Tentaram fazê-lo acreditar  no “Coelho Branco”… no “cheirinho de nada”… no que era apenas desejo de alguns “torcedores jornalistas”, no que era fruto apenas do despeito, e que nada tinha a ver com jornalismo… mas, de um jeito ou de outro, a vida sempre acaba desmascarando os farsantes.

Outra coisa que apreendemos, observando os fatos, é que não há mais boa vida para clubes administrados amadoramente, por dirigentes que só pensam em se favorecer dos clubes, está ficando complicada a situação de muitos desses clubes por aqui, e eles quase não conseguem mais andar com as próprias pernas – não fosse o patrocínio estatal, a grande maioria estaria sem patrocinador máster. Por causa de algumas coisas desse tipo, o Palmeiras passou alguns anos quase na seca, ganhando poucos títulos; estava falido no início de 2013 (sem dinheiro e sem receitas – que haviam sido recebidas em adiantamento) … mas o Palmeiras tinha acordado, e Paulo Nobre foi eleito, e  mudou tudo por lá – a mentalidade do clube, principalmente (grazie, presidente).

No entanto, como pudemos observar nesse brasileirão, tem clube que, mesmo recebendo há tempos a melhor quota de TV no país (ainda que não tenha sempre a melhor audiência), mesmo tendo ajuda de gordo patrocínio estatal  – que acabou se estendendo a quase todos os clubes do país -, mesmo sendo tido e havido como ‘poderoso’, tá numa pindaíba, atrasa salários, tem que se desfazer de jogadores importantes por não ter dinheiro para segurá-los, ou pagá-los, é recusado por 9 entre 10 técnicos do país – até mesmo técnicos de times mais modestos -, e não tem  dinheiro para pagar as prestações de uma arena (construída com dinheiro do povo, e em troca de muitas propinas), que lhe foi passada num negocinho de ‘amigo pra amigo’ (o “amigo tá enroscado com a federal agora). E o clube zerou em todos os campeonatos que disputou no ano, não chegou perto de nada, não conseguiu nem mesmo uma vaga na Libertadores, e justo quando o Brasil passou a ter direito a seis delas. E ele não foi o único grande nessa situação.

A coisa é séria no país, a coisa tá feia para o futebol brasileiro, para os clubes,  e um monte de gente faz que não percebe… e ainda tenta desvalorizar quem faz o caminho contrário e é bem sucedido… quem mostra o caminho das pedras para os demais.

Outra coisa importante para observarmos é que não existe mais esse clichê de que “time grande não cai”… Cai sim. Mesmo porque, ir parar na segunda divisão tem a ver com um campeonato mal jogado, com futebol e rendimento ruim em determinada competição, e não com a grandeza de um clube. Está aí, por exemplo, a Juventus, de Turim (rebaixada por ouros motivos, mas sem perder o status de grande time italiano) que não me deixa mentir.

Mas não costumava ser assim aqui no Brasil, não é mesmo? Era virada de mesa sempre. Hoje em dia, com exceção da mutreta com a Lusa, em 2013, arquitetada para salvar Flamengo e Fluminense do descenso (para salvar o futebol do RJ), não se vira mais a mesa. Nem o Corinthians, que adora uma ajudazinha, tentou se safar em 2007 através de trambique. Foi lá, jogou a B, foi campeão e voltou pela porta da frente. Como tem que ser.

Como me disse um amigo ontem: “Os grandes exemplos e as grandes mudanças só podem ser feitas pelo maior. Quem moralizou essa p%rra foi o Palmeiras. PONTO! 2002 é emblemático. O título da série B em 2003 é demonstração de grandeza. Depois do Maior Campeão mostrar o caminho, não se vira mais a mesa.”

Não é a toa que o Palmeiras é o Alviverde Imponente… o maior campeão do Brasil.

Orgulho desse meu Verdão, eneacampeão brasileiro! E, agora, já que ele está no caminho certo, que venham outros títulos em 2017!!

“Far vincere una squadra non è questione de quanto grande sia il giocatore, o i giocatori. Devono tutti essere disposti a sacrificarsi e a dare qualcosa di se stessi, pur di diventare campioni”

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A cidade fervilhava de verde…  respirava Palmeiras, naquele dia tão quente e ensolarado…

Como se fossem peregrinos em direção à uma “Meca” dos sonhos, palmeirenses apareciam de todos os cantos se dirigindo ao Allianz Parque e arredores (nem todos assistiriam ao jogo na arena)… a ansiedade era trazida a tiracolo…

A cidade estava uma loucura. Aquela gente de verde e branco, com um grande “P” no coração, que desembarcava dos metrôs, trens, ônibus, as que estavam nos carros que passavam – e cumprimentavam as que estavam a pé… essa gente toda, se mantinha numa movimentação acelerada. Camelôs, aos gritos, anunciavam as suas mercadorias… eram gorros de porco, faixas de incentivo, de campeão, bandeiras, camisas, cervejas, água… Se podia ouvir, mais ao longe, os cantos de torcedores que acabavam de desembarcar, e cujo volume ia aumentando  à medida em que eles subiam as escadas…

Quantos sonhos povoavam a nossa imaginação… Quantas imagens surgiam das nossas lembranças e dançavam diante de nossos olhos… E tudo se misturava… o ontem, o hoje e o “amanhã” das horas que se aproximavam… Eu olhava aquelas pessoas, olhos vidrados, e concluía que, assim como eu, elas deveriam estar meio anestesiadas; a ficha delas, assim como a minha, talvez não tivesse caído ainda…

Ou, então, era porque a gente já sabia… nossos olhos, vidrados, já podiam ver o que tanto queríamos… já estavam lá no momento maior…

Bandeiras às costas, rostos pintados, cabelos verdes, barbas e bigodes também verdes, chapéus, bonés, perucas, máscaras e narizes de porco, toucas de porco, gestos… códigos e símbolos de uma mesma família. Pessoas e mais pessoas que tomavam as calçadas, as ruas… indo todos para a mesma festa, com o mesmo ar de júbilo, como se fosse um grande e maravilhoso carnaval fora de época…

Todo mundo indo – ainda que, para alguns, fosse um ir apenas  em pensamento – e todo mundo lá, antes mesmo de chegar… O movimento nas ruas era frenético, incontrolável… o ‘rio’ seguindo seu curso…  Não é só futebol… nunca foi… Ser Palmeiras vai muito além de apenas gostar de um esporte…

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Palmeiras na final (a segunda em menos de um ano)…  e sobrando… foi caçado por vários times, o campeonato todo e desde a 9ª rodada; foi prejudicado, muitas vezes, pelas arbitragens; teve o seu trabalho, a sua campanha, diminuídos e menosprezados pelos torcedores rivais de imprensa dos programinhas esportivos; teve um lobby contrário, orquestrado pela mídia, durante dois turnos inteiros… e permaneceu imune e líder, até o final… com o “Cucabol”, do melhor ataque, melhor defesa, melhor saldo de gols, maior número de vitórias… 98% de chances de ser campeão (faltava só um pontinho em dois jogos – isso, se o Santos vencesse as suas duas partidas, o que eu tinha certeza, absoluta, que não aconteceria)… Fez gol de pé, gol de cabeça, fez jogadas de todos os tipos, ensaiada, no improviso,  de cruzamento, entrando pelo meio, com atacante, zagueiro, lateral, volante, meia…deu cambalhota, dançou em campo, pulou, socou o ar, se abraçou, se emocionou… e a torcida… ah, a torcida… encheu a arena o ano inteiro… cantou, vibrou, jogou com o seu time o campeonato todo, desde a primeira partida.

A PM proibira a entrada dos ‘peregrinos’ na Palestra Italia/Turiaçu, e  então, eles se fizeram mar nas ruas paralelas e nas transversais… Era impossível andar ali, e era delicioso também, o ar impregnado de Palmeiras satisfazia todos os meus sentidos.

Embora eu estivesse aflita pelo desfecho do jogo e do campeonato, não me percebia temerosa, era só aquele “não ver a hora de chegar a hora”…  Na entrada do Allianz, segurei a mão dos meus amigos e, disse que entraríamos com oito títulos brasileiros ali e sairíamos com nove. A garganta embolou…

Mas, de maneira totalmente inesperada, quando entreguei meu cartão Avanti para o moço da catraca, quando olhei o cartão trocando de mãos, me emocionei tanto, mas tanto, que, com as lágrimas quase caindo, mal consegui balbuciar um “obrigada” ao “bom jogo” que ele me desejara. O inconsciente fazia contato com o consciente… Sim, era verdade, eu estava entrando no Allianz para ver o meu Palmeiras ser campeão brasileiro… a ficha estava louca para cair…

Lá dentro, podia perceber que as pessoas à minha volta, apesar de muito ansiosas, pareciam extremamente felizes (na rua tive a mesma impressão). Todo mundo sorria, confiante, o tempo todo. Meu terço benzido estava na bolsa…

Olhávamos uns para os outros e nossos olhos se diziam: Você já se deu conta que o Palmeiras vai ser campeão brasileiro hoje? Muito louco isso…

Jaílson entrou pra aquecer… e Fernando Prass entrou também! Alegria e muita emoção no Allianz. “P#ta que pariu, é o melhor goleiro do Brasil, Fernando Prass!”… “Jaílson, Jaílson, Jaílson!”… Nossos dois goleiraços em campo… haja coração!

O time do Palmeiras veio para o aquecimento… muitos aplausos! A Chape também entrou em campo. Por motivos diferentes, dois times felizes estavam em campo… O de Cuca, porque, muito provavelmente, se sagraria campeão brasileiro naquela tarde; o de Caio Junior, porque ia disputar a final – inédita pra eles – da sul-americana dali a três dias.

Não saía da minha cabeça a “promessa” de Cuca, logo que chegou: “Nós vamos ser campeões brasileiros”. Eu, que em 1992 sonhara em vê-lo campeão pelo Palmeiras, tinha achado essa “promessa” de uma ousadia tão grande, e agora, a promessa se cumpria.   Meu Deus, o Palmeiras vai ser campeão brasileiro… é verdade, o enea vem aí. A “ficha” fazia contato no meu cérebro…

Times a postos, chegara a hora da execução do hino, do nosso hino… cantaríamos para o novo campeão brasileiro. Uma emoção tão grande, misturada com um orgulho maior ainda… A sensação dentro do peito era deliciosa… E o som?  “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…” O som reverberava pelas paredes do Allianz e subia aos céus…

Os nomes de nossos jogadores passaram a ser gritados pela torcida… “Glória, glória, aleluia…. é Gabriel Jesus”… última partida do nosso menino em nossa casa, última vez que cantaríamos pra ele… a saudade já doía na gente.

Confesso que, mesmo o Palmeiras sendo inconfundível pra mim, a camisa branca e calções verdes da Chapecoense, às vezes, e por uma fração de segundo, me atrapalhavam…

Quando o árbitro apitou o início de jogo, atravessamos um portal para uma outra dimensão… Eu apenas me perguntava: quem será que vai fazer o gol do título?

O alto-falante anunciou que o Santos perdia (ah, vá)… Mas o Palmeiras não estava nem aí para esse jogo, ia pra cima do seu adversário. A Chape –  finalista da sul-americana e querendo vaga na Libertadores -, não se fazia de rogada, tentava desarmar nossas jogadas e ia pro ataque também. O jogo era muito pegado, com jogadas duras. Mas, mesmo com toda a disposição do adversário, o Palmeiras tinha controle do jogo, parecia tranquilo, marcava firme e trocava passes lindos.

Jesus passou por três adversários e achou Moisés lá na área, na hora em que ele ia chutar pro gol, foi travado. O Allianz se arrepiava esperando o gol do Palmeiras, esperando o gol campeão – estava na cara que ele não demoraria a sair… a torcida cantava sem parar.

Brinquei com meus amigos: “Gol de título sempre sai dos pés mais improváveis… Vai, Fabiano chuta pro gol aí!”.

Um minutinho depois… na cobrança de falta, na jogada ensaiada, Duduzinho deu só uma roladinha pro Zé, que tocou rasteiro pra área; Jesus fez o corta luz, Moisés deu um toque de letra e o Fabiano, meio de lado, deu um toque perfeito, por cima, encobriu Danilo e botou na rede. Que golaço! Na pintura de gol, o campeão assinava a escritura do Brasileirão 2016, do seu eneacampeonato – nenhum outro clube conquistou um campeonato brasileiro por 9 vezes.

O Allianz enlouqueceu no gol de Fabiano… Gritos, lágrimas, muitas lágrimas, abraços… era impossível pensar ali, só conseguíamos sentir… e a emoção, impossível de ser contida, nos levava à loucura… Fabiano, alucinado, correu para os amigos no banco, os jogadores todos se deram um “abraço” gigante. Os 40 mil parmeras do Allianz se juntaram ao abraço, 20 milhões de parmeras, espalhados pelo mundo, foram abraçar o Fabiano também.

A ficha caiu… O Palmeiras era, SIM, campeão brasileiro. A Chape não ia virar o jogo e sabíamos disso…

E só deu Palmeiras depois disso, o goleiro Danilo ia salvando a Chapecoense de tomar mais gols… Dracena, Tche Tche, Mito, Zé, Jesus, Guedes, Jean, Fabiano, Jailsão da Massa… tava todo mundo batendo um bolão. Duduzinho e Moisés jogavam muito. Cabia ao Palmeiras apenas administrar. E por pouco Jesus não fez o segundo no finalzinho do primeiro tempo. O goleiro da Chape uma grande defesa e impediu o gol.

No começo do ano, quando pensávamos em título, parecia tão distante, uma caminhada complicada; durante o campeonato, pareceu tão difícil, mas, na verdade, nunca foi tão fácil… tão seguro, sem instabilidades no percurso, sem sermos ultrapassados…

E, agora, em pleno intervalo de uma final, nem nervosa eu estava…  só queria saber mesmo à que horas poderíamos soltar o grito de campeão.

Veio o segundo tempo, na outra dimensão onde nos encontrávamos, víamos o Palmeiras, muito superior, muito campeão, ir pra cima da Chape tentando matar logo o jogo e ela defendia de todo jeito. Guedes, Tche Tche, Dudu, Jesus… cada hora era um levando perigo…Tche Tche dando chapéu… o enea chegando… a torcida cantava cada vez mais forte… e o Zé Roberto, nossa revelação, ainda acenava para cantarmos mais. Time e torcida numa sintonia maravilhosa.

“Eu vou beber, beber até cair, o enea vem aí”…  

Passava dos 35′ quando, finalmente, o Allianz decidiu soltar o grito aprisionado por 37 rodadas… “É campeão!! É campeão!! É campeão!! Os “peregrinos” tinham encontrado a sua Meca de sonhos… a dimensão onde nos encontrávamos era o Nirvana… ninguém mais ia mudar isso… a felicidade não cabia em nosso peito…

Na lateral do campo, Barrios, Rafa, Arouca e os reservas todos já comemoravam o título… e então, Prass foi chamado para entrar em campo… Os torcedores choravam de emoção, as lágrimas escorriam no meu rosto… Os jogadores correram abraçar o Jaílson lá no gol. Ele fora fundamental na nossa conquista. Não conhecemos uma derrota sequer com ele no gol… Abençoado Jailsão da Massa, tão amado, que daria lugar para o Prass, que nós amamos tanto… era justo que Prass sentisse o gostinho de voltar nessa ‘final’.

Prass defendeu um cruzamento e o Allianz comemorou muito… “É campeão! É Campeão!”…

O juiz apitou o final da partida e a festa teve início no Allianz…  PALMEIRAS, 9 VEZES CAMPEÃO BRASILEIRO!! Não conseguíamos olhar tudo ao mesmo tempo, o telão, o gramado, os jogadores que choravam, nosso menino Jesus que desabara no gramado chorando muito, Cuca emocionado, o cavalinho parmera lá com os jogadores, Prass carregando Jesus nos ombros, Jesus nos pedindo para não esquecermos dele (não vamos esquecer de você nunca), Prass puxando o coro de “é campeão”…

Fogos de artifício cortavam os céus… Chuva de papel picado, Duduzinho e Paulo Nobre (muito obrigada, presidente!) levantavam a taça tão desejada… a volta olímpica… o rosto dos palmeirenses que choravam de alegria… 22 anos que terminavam ali…

Nos embriagamos dessa felicidade, de imagens felizes, sons maravilhosos, que vamos guardar pra sempre no coração…

Foi contra tudo e contra todos, na capacidade e fibra da nossa gente e na força da nossa camisa e da nossa torcida… O gigante voltou, grazie Dio!

E que o mundo todo saiba, o nome desse gigante é PALMEIRAS, mas pode chamá-lo de ENEA!

https://www.youtube.com/watch?v=bQu-ih4PJmw

Eu ia postar hoje sobre o campeonato conquistado pelo Palmeiras, sobre o inédito e épico eneacampeonato… Mas, infelizmente, hoje – nos próximos dias também – não tem lugar para a alegria… acordamos todos de luto…

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“O mistério do amor é maior que o mistério da morte” – Paulo Coelho

A vida está sempre nos mostrando que dor e alegria caminham pertinho uma da outra… Mas não tem como deletar essa terça-feira e voltar pra ontem?  

Logo cedo, a notícia: O avião que levava a Chapecoense para Medellin  – para fazer a sua primeira final internacional em 43 anos de clube – caiu.  Foi um choque. Que triste…  de 77 pessoas à bordo, foram 6 os sobreviventes. Da delegação da Chape, 3 jogadores sobreviveram; dos 21 profissionais de imprensa , apenas um radialista de Chapecó sobreviveu, dois tripulantes também conseguiram sair com vida.

Com exceção de 3 pessoas, toda a delegação da Chapecoense morreu ali, no momento mais feliz de suas vidas… Deveria ser proibido que as pessoas morressem quando estão se sentindo tão felizes.

Quando me dei conta que Caio Junior também estava naquele avião, não consegui mais parar de chorar. O ex-técnico do Palmeiras, de quem eu aprendi a gostar bastante e de quem continuei gostando mesmo depois da sua saída, também tinha morrido. E pensar que ele e o time da Chape estiveram no Allianz, dois dias antes, jogando contra o Palmeiras.

Nós, palmeirenses, no domingo, estávamos explodindo de felicidade pelo iminente título do Palmeiras, e, ao mesmo tempo, nos entristecia o fato de ser a última partida que veríamos de Gabriel Jesus com a nossa camisa, e em nossa casa. Mas nunca seríamos capazes de imaginar que estávamos assistindo à última partida da vida daqueles jogadores da Chape, do Caio Junior… Estávamos todos tão felizes. Nós, pelo título que disputávamos naquela partida, e eles, pelo título que disputariam na quarta-feira seguinte, na Colômbia…

A gente fica muito triste pelas vidas que são perdidas, e nada é mais importante do que a vida… a gente fica triste porque o sonho, tão grande, tão histórico, de time, torcida, comissão técnica – de uma cidade -, que estava tão perto de ser alcançado, foi interrompido drasticamente… a gente fica triste pelos profissionais da imprensa que estavam naquele avião a trabalho (Mário Sérgio, um cracaço – eu vi jogar -, Deva Pascovicci, Paulo Júlio Clemente, Victorino Chermont e outros tantos profissionais)… a gente fica triste pelos que um dia vestiram a camisa do Palmeiras (Caio Junior, Mário Sérgio, Ananias, Josimar)…

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Ficamos tristes pelas famílias que estão sofrendo agora a terrível e implacável dor da perda… a gente fica triste por saber que eles estavam aguardando autorização para aterrissar e, se ela tivesse vindo, teriam conseguido pousar em segurança… a gente fica triste, e revoltado, pelo descaso criminoso dos que não abasteceram a aeronave em quantidade segura e suficiente de combustível – que acabou antes que pudessem pousar em segurança… a gente fica triste pela tragédia, inesperada, cruel, assustadora, inexorável, que não deixou que ninguém tivesse oportunidade de lutar pela sua vida, ou que pudesse ter tentado se proteger… a gente fica triste porque toma ciência de que a vida é apenas um sopro, é tão efêmera (sempre nos esquecemos disso) e não temos controle sobre nada… a gente fica triste porque o que era só alegria, expectativa e entusiasmo, o que era festa, virou horror, desespero e dor…

Quem não vive o futebol se chocou com a tragédia de  acidente de avião, mas, para nós, que fazemos do futebol o tempero e recheio dos nossos dias, foi como se tivéssemos perdido pessoas da família. E, nessa hora, não tem essa de time adversário, de eu sou Palmeiras, você não é… eu sou Corinthians, você não é… Sentindo um pesar imenso passamos a ser todos Chapecoense (e quem aqui no Brasil não iria torcer pela Chape nessa final?)…  É tão difícil lidar com essa tristeza, com esse pesar tão profundo, que, frágeis na dor imensa que estamos sentindo – sim, dói na gente também -, acabamos nos unindo…

O planeta futebol se comoveu, se solidarizou… E, através das mídias sociais, a Chape  começou a receber carinho e mensagens de clubes de todos os lugares do mundo, de torcedores de todos os lugares do mundo… Pequenos gestos de solidariedade e amor, pequenos “abraços” de todos os cantos do planeta,  e o mesmo recado: #ForçaChape, estamos com você.

Milhares de torcedores colocaram o distintivo da Chapecoense em seus perfis… Torcedores de outros clubes começaram a comprar camisas da Chape para ajudar, milhares de torcedores aderiram ai programa de sócio-torcedor do clube…

Palmeiras, Corinthians, Flamengo e outros clubes do país decidiram que emprestarão jogadores, sem custo, ao time catarinense e enviaram à CBF um pedido para que, durante três temporadas, a Chapecoense não possa ser rebaixada.

O Libertad-PAR ofereceu seu time titular para jogar pela Chapecoense em qualquer evento esportivo, o Benfica-POR fez o mesmo.

O Atlético Nacional, que seria o adversário  na final da Sul-Americana, abriu mão do título e solicitou à Conmebol que ele seja entregue à Chapecoense.

Barça e Real querem ajudar, parece que doarão a renda do clássico para a Chape… a Portuguesa, cheia de dificuldades financeiras, também quer ajudar

Os clubes de futebol do mundo todo (até da NFL e do basquete da NBA), estão prestando homenagens, fazendo um minuto de silêncio antes das partidas… Jogadores de várias partes do planeta fazem homenagens também…Torcidas de vários times (do Liverpool, PSG…), de vários países (até da Dinamarca), declarando apoio à Chapecoense…

O Guns N’ Roses fundiu a sua marca ao distintivo da Chape…

O Palmeiras pediu autorização à CBF para jogar a última rodada do campeonato com a camisa da Chape… O Corinthians, deixando de lado o veto costumeiro, colocou verde em seus perfis…

Racing e Huracán usarão escudo da Chapecoense no campeonato argentino; Colo-Colo, Audax italiano, Saint Etiene entrarão em campo com o escudo da Chape no peito…

Vigílias em Bogotá, em Chapecó, aos pés do Cristo Redentor-RJ, orações, missas, velas, flores… torcedores do Atlético Nacional, emocionados, se dizendo “irmãos dos chapecoenses”…

Monumentos famosos do Brasil e do mundo – até a Torre Eiffel – ficaram verdes para homenagear aquele time valente, de guerreiros, que saiu da série D e começou a sua escalada para a série A para, em 2016, chegar à sua primeira final internacional… Os estádios do Grêmio, Inter, Arena da Baixada, Mineirão, a Allianz Arena, do Bayern, se acenderam em verde, o lendário estádio de Wembley com um #ForçaChape também se iluminou com as cores do clube brasileiro.

Homenagens à memória de todos os que não puderam voltar daquela viagem, à memória dos guerreiros da Chapecoense, lindas, tocantes, de lágrimas e sentimentos verdadeiros,  de quem não pode minimizar as perdas dos chapecoenses, mas, por empatia, pode (apenas) avaliar o tamanho da dor que familiares e amigos dos jogadores e das demais pessoas que estavam a bordo, que os torcedores da Chape estão sentindo agora ; dor de quem não pode sequer imaginar como seria se acontecesse com seu próprio time, com seu familiar, com seu amigo; dor de quem quer sair para o trabalho e quer poder voltar pra casa, como, infelizmente não puderam voltar os profissionais de imprensa, os jogadores e nenhuma daquelas pessoas que perderam a vida no acidente…

O futebol recebeu um golpe extremamente doloroso, ficamos todos desorientados sem querer acreditar (eles estavam domingo no Allianz!) mas a Chape, no momento da sua maior dor, da sua maior perda, conseguiu a façanha mais admirável, a de sensibilizar e unir o mundo do futebol, de unir torcedores de todos os clubes, de promover uma onda de paz, solidariedade e amor… conseguiu fazer todo mundo parar pra pensar no que realmente é importante na vida, no que faz um clube ser verdadeiramente grande…

Eu ia torcer pela Chapecoense nessa final que não haverá, ia torcer por você Caio Junior e para o seu time ser campeão… mas vocês já eram campeões antes de partirem, vocês são campeões… pra sempre.

Obrigada por terem nos mostrado que um time mais modesto também chega lá;  por terem nos  encantado e nos feito ser Chapecoense nessa Sul-Americana; obrigada por fazerem parte do jogo do título do Palmeiras, e por terem jogado domingo com tanta garra, valentia e lealdade.

Obrigada por mostrarem ao mundo que  é muito mais do que apenas futebol…

Descansem em paz, campeões… e que Deus os abençoe no outro plano.   #ForçaChape

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“Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar…” – Guilherme Arantes
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É, amigo palestrino… parece mentira, mas chegou a hora. É de verdade… faltam duas partidas, duas “finais” para entrarmos no paraíso… E uma dessas “finais”, a de amanhã, será em nossa casa…

Amanhã é o dia…

E hoje – se Deus quiser, e Jailsão da Massa confirmar a sua  invencibilidade no campeonato -, é a véspera do fim de um campeonato que durou 22  anos…

Hoje,  nossos corações escancaram todas as portas para receber o enea, tão desejado, tão sonhado…

Hoje, reconfiguramos o nosso cérebro para vitórias do Palmeiras sempre, para Palmeiras disputando títulos sempre… para conquistas do Palmeiras sempre… voltamos a ser protagonistas.

Hoje, falta 1 dia…  falta 1 Allianz Parque Lotado…  falta 1 time de guerreiros em campo… falta 1 promessa ser cumprida (né, Cuca?)…  falta 1 torcida linda, apaixonada, fazendo uma festa de arrepiar… falta 1 partida… falta 1 ponto (sabemos que ainda falta)…  falta 1 apito final…  falta 1 grito sair da nossa garganta e ganhar os ares… Falta o Palmeiras 9 vezes campeão brasileiro…

O mais difícil já fizemos… Foram 36 rodadas até aqui, 27 delas em que defendemos bravamente a liderança do campeonato… Pois agora, tenho certeza, os jogadores do Palmeiras vão dar o sangue em campo por esse ponto que falta, vão lutar mais do que já lutaram até aqui… eles também querem viver a magia de fazer o Palmeiras  campeão do Brasil.

Nós confiamos muito nos “torcedores” que temos em campo, nos guerreiros que nos representam em campo…

E é porque confiamos no Palmeiras, que estamos todos esperando por você, ENEA!  As bandeiras com as quais te damos as boas-vindas estão espalhadas pela cidade, pelo país e pelo mundo também… nas janelas, nos telhados, nas sacadas, nos carros, nos almoços, nos jantares, nos muros que foram pintados, no encontro com amigos, no sorriso das crianças… Sonhamos com você todos os dias, de olhos fechados e de olhos abertos também… Estamos com as janelas do coração e da alma escancaradas… pra você. Pode chegar, estamos prontos! E não precisa vir de mansinho, não… Pode chegar correndo, fazendo barulho, atropelando tudo, fazendo explodir o grito que o Allianz tem guardado, entorpecendo os nossos sentidos, pode nos enlouquecer, nos deixar sem conseguir respirar de emoção, pode nos fazer chorar de alegria… pode chegar do jeito que você quiser… mas venha!

E não importa onde cada um de nós estará amanhã… De alguma maneira estaremos todos juntos – sempre estamos juntos… 20 milhões de corações batendo no mesmo ritmo dos nossos guerreiros em campo, vibrando na mesma energia da Que Canta e Vibra… Porque é assim que sabemos ser, é dessa maneira que jogamos também… Somos todos Palmeiras, somos irmãos, somos uma família.

É tempo dessa gente que veste verde e branco, com um grande P no coração, ser feliz! Falta só um ponto…  e nós vamos buscá-lo, com o nosso time!! Amanhã!

À LUTA, PALMEIRAS!! BOOOOOOOOORA SER CAMPEÃO, SEU LINDO!!

#AjudaNoixDeus #AjudaNoixSanGenaro #VeeeeeeeeemENEA

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