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João, um conceituado jornalista esportivo, é contratado para trabalhar num grande canal de TV… O canal de TV se preparou para a transmissão do maior campeonato do país, comprou novos e caros equipamentos para fazer uma temporada campeã…  e, com um belo salário, trouxe de volta o João, que, no ano anterior, trabalhara na empresa e fizera um trabalho excelente comandando a equipe da grade esportiva do canal.

E aí, o João, todo esquisito, chega lá no canal de TV com cara de poucos amigos – na sua apresentação, a cara dele era um desgosto só -, em total desacordo com a alegria e a festa que todos da emissora, e também os telespectadores,  faziam pra ele.

E, de cara, sem nem testar, João já não gosta do microfone caro que o seu patrão trouxera da Europa, não gosta também da câmera que seria usada e nem do cinegrafista contratado… Então, ele começa a trabalhar e deixar de lado as novidades todas que o canal de TV havia comprado para a nova temporada, e usa só o que ele já conhecia, mesmo tendo coisa melhor como opção… sem se importar em desvalorizar o patrimônio da empresa, deixando muito equipamento novo empoeirando nos armários.

Todo mundo aceita porque o trabalho do João valia a pena. Mas o trabalho do João não rende dessa vez… suas matérias são ruins, o som é horrível, mas ele diz que o novo microfone não se encaixa no seu jeito de trabalhar, diz que o microfone é um patrimônio da empresa e, caso seja necessário será usado… diz que precisa de tempo… deixa a câmera de lado e faz o seu patrão comprar outra, cara, mas de uma marca que ninguém conhecia… e a imagem que até parece mais ou menos a princípio, justo no dia de uma filmagem super importante, a mais importante do ano, dá uma rateada e não funciona… numa outra ocasião, também importante, a câmera falha, de novo… sim, a câmera era bem inferior, mas João continua a fazer dela uma prioridade. João faz seu patrão comprar outros equipamentos também, se recusando a usar os que estão à sua disposição desde a chegada.

E João insiste em suas burras convicções,, mesmo com o seu trabalho fraquinho, mesmo não alcançando os pontos de Ibope que eram esperados com a sua contratação, mesmo vendo que a coisa está cada vez pior, que os telespectadores estão bem descontentes com seu trabalho, que estão reclamando… ainda assim, ele insiste em deixar de lado os novos equipamentos e vive inventando umas gambiarras com os aparelhos e peças que prefere… E, muito cobrado, e não gostando de ser cobrado, dá sinais que pode se demitir, aí diz que vai ficar… e, quando a coisa aperta de vez, alega estar em seu limite…

João não levou a sério seu trabalho dessa vez… não o colocou como prioridade,  não primou pela qualidade de seu trabalho, nem pelo bom rendimento de toda a equipe do jornalismo esportivo da emissora. E o patrão, que tanto apostou nele, que tanto confiou no bom  trabalho que ele faria – e não fez – , não teve opção… o demitiu.

Familiar essa historiazinha inventada, não?

Um cara que não consegue trabalhar no Palmeiras atual, no clube estruturado, com salários em dia, centro de treinamento de primeiro mundo e cheio de opções no elenco (mesmo com algumas coisas erradas que acontecem no clube, com o vaivém de conselheiros na academia de futebol – antes blindada a esse tipo de coisa), não conseguirá trabalhar na maioria dos times brasileiros.

Não sei se foi só teimosia(burrice), se faltou vontade, se “João” voltou sem querer voltar…  mas foi bem ruim o trabalho em 2017.

E Valentim assumiu o time interinamente, mais uma vez (tomara seja muito bem sucedido e continue como técnico do Palmeiras)…

Mesmo sabendo que não seria possível ele mudar muita coisa já na primeira partida – ele treinou só um dia com o grupo todo -, gostei bastante do que vi.

Pra começar, tirou o Keno, todo empoeirado, do armário onde “João” o deixava (sabe-se lá porque) e o colocou em campo, e, mais importante ainda, deixou Deyverson no banco. E o Palmeiras jogou mais leve, mais solto… Keno estava on fire! Fez uma partidaça. A melhor partida dele com a camisa do Verdão.

Dudu, Willian e Keno (no modo turbo – ninguém pegava ele na corrida) se movimentaram muito, infernizaram a defesa do Atletico -GO, o dono da casa.

O Atlético, buscando atacar, até que levou algum perigo nos primeiros minutos, mas o Palmeiras estava ligadíssimo no jogo e foi pra cima buscar a vitória. Tocando a bola, com velocidade, leve, foi pra cima e não deu chances ao adversário.

Fez 2 x 0 na primeira etapa com dois belos gols…

Aos 20′, uma jogada linda… Mayke lançou,  Willian, de cabeça (e já correndo lá pra área), enfiou para o Keno que vinha em velocidade pela direita (oadversário que correu com Keno tá procurando o parmera até agora), ele avançou com a bola, entrou na área, tirou o marcador, meteu no meio das pernas do zagueiro e cruzou para Willian guardar na rede o seu 17º gol na temporada. Tá “fraco” esse BGod, hein (e pensar que, contra o Santos, no Allianz, ele foi substituído e o Deyverson continuou em campo)?

Palmeiras na frente. Gol bonito, jogada bonita… Tudo isso numa velocidade e tanto (ninguém pegava o Keno), e com bola no chão. Adoro.

Ainn, mas o Dudu fez falta num outro jogador – que nem participou da jogada – antes do Willian fazer o gol…

Fez sim, empurrou um adversário, e o juiz não viu.

Essas coisas aqui (e tem muitas mais) os árbitros também não viram… Reza a lenda que não viram até gol de mão, na cara do auxiliar de linha de fundo…

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Ainda no primeiro tempo, o Atlético até fez o Prass fazer uma boa defesa, mas o Prass está lá pra isso, né? O Palmeiras estava perigosíssimo, correndo muito, buscando fazer mais um gol e tinha total controle da partida.

E o segundo gol veio aos 40’… mas não foi um gol qualquer… foi um golaço…

Keno, “on fire”, esbanjou categoria. Arrancou pela direita (e quem acha ele?), gingou na frente de dois marcadores e fez o que pra ele pareceu mais fácil, deu uma levantada na bola e meteu ela no meio dos dois marcadores,  por cobertura, deixando Moisés  na cara do gol. E o Moisesão da Massa, com categoria também, mandou pro fundo do gol. Que gol, senhores. Que gol. Lindo de viver! Acho que até o porco, que o torcedor levou lá na bancada, comemorou essa beleza de gol…

No segundo tempo a pegada do Verdão foi a mesma. Calor infernal e Keno correndo como nunca…

Aos 14′, o BGod deixou o seu marcador falando sozinho, avançou em velocidade e tocou para quem lá na direita? Pra quem? Isso mesmo! Tocou para Keno. E Keno,  o maestro do dia, fez um cruzamento perfeito para Duduzinho lindo, de cabeça, colocar 3 x 0 no placar. Coisa linda esse trio! Coisa linda esse Palmeiras! Pena que Keno tenha sentido a coxa e deixado o jogo.

Mayke acabaria cometendo um pênalti bobinho e o Atlético faria o seu gol.  O Atlético também teve um jogador expulso por uma falta muito dura em Thiago Santos. Mas não faria diferença, o Palmeiras era o senhor do jogo, o Palmeiras foi o senhor do jogo.

Bela partida do Palmeiras, levinho, soltinho. Partidaça do maestro Keno… Vitória fácil do Verdão, tranquila, sem sustos, sem aquelas insistentes bolas atrasadas do ataque para a defesa, sem aquele monte de chutões, aquele não sei como fazer para chegar no gol… com dribles de tirar o chapéu, jogadas lindas e gols maravilhosos… E hoje, tem mais!

VAI QUE É SUA, VALENTIM!

 

 

 

 

 

 

 

Sexta-feira 13 é fichinha para quem já viu a “assombração” na quinta-feira…

Comecei a escrever essa postagem para falar do jogo de ontem, do péssimo resultado, e logo veio a notícia de que Cuca não era mais o técnico do Palmeiras.

Uma pena… pena que as coisas não tenham saído como tínhamos imaginado há uns meses… pena que,  ao contrário da campanha vitoriosa no Brasileiro de 2016, pela qual eu agradeço muito o Cuca – fazia um tempão que não conquistávamos esse título -, não tenha dado certo a sua volta e o trabalho não tenha vingado agora, mesmo com um elenco que qualquer técnico tupiniquim gostaria de ter. Desclassificação na Copa do Brasil, desclassificação na Libertadores – nas oitavas ainda -, adeus à disputa do Brasileiro… e cada hora com uma desculpa, um “culpado”… menos o esquema tático, as escalações e substituições.

Não ia dar para ficarmos nessa lenga-lenga de panelinha, e de futebol que chega mas não morde ninguém – nem um Bahia, uma Chape -, em 2018 também, né?

Cuca é mais um técnico que faz um trabalho muito bom aqui, ganha um título, vira unanimidade com a torcida – isso não é fácil -, e depois, sei lá porque, desconecta os neurônios e desanda a fazer bobagens…

Alguns torcedores o defendem, encontram mil argumentos para justificar o seu trabalho, o time mal treinado, time que tem mais posse de bola, mas  não leva muito perigo à área adversária, não assusta o adversário, as escalações equivocadas, as substituições que apenas mudam peças e não a forma de o time jogar… outros, a maioria, já estavam empapuçados de ver o Verdão jogando assim, de ver o técnico deixar de lado o melhor rendimento, a possibilidade de um melhor futebol em razão de favorecer alguns jogadores enquanto outros são preteridos, e mal recebem chances no time.

Mas não adianta ficarmos nos indispondo uns com os outros, tentando convencer as demais pessoas sobre o “Cuca que fez um trabalho péssimo em 2017”, ou o “coitadinho do técnico que não pôde trabalhar no ambiente ruim”, ou o técnico que “foi vítima dos jogadores malvados”, “que não montou o elenco”, “que fazia panelinha e favorecia alguns jogadores enquanto sacaneava outros”…

Ele não saiu por causa do que eu ou você  achamos dele, por causa do que eu ou você percebemos ou deixamos de perceber nele, por causa das minhas “certezas” ou das suas… saiu porque, mesmo depois das desclassificações na Copa do Brasil e na Libertadores (nas oitavas), depois do brasileirão perdido, e com bastante tempo tempo parta treinar o time, o trabalho dele não mudou nada, e continuou na casa dos 50% de aproveitamento. E ele mesmo disse quando voltou que, para ser campeão, seria preciso um rendimento de 70% ou mais.

Ontem, quando vimos a escalação já ficamos meio desconfiados… Guerra, no banco, de novo?  Se a gente sabe que Moisés renderia mais com um meia ao seu lado – ele ainda não voltou a jogar o seu melhor futebol -, o técnico não sabe?  E se não gosta do Guerra (é o que parece) temos outros meias no elenco, mas eles nunca são lembrados.

Empatar com o Bahia, em casa, depois de estar vencendo por 2 x 0, foi um resultado bem ruim. Tomar sufoco de um time que está lá embaixo na tabela, que não tem um elenco dos sonhos, tampouco um técnico considerado “top” (essa palavrinha é u ó) é pra desencantar qualquer cristão. Ainda mais depois de um começo de jogo eletrizante…

Com 1 minuto de jogo, o Palmeiras balançava a rede baiana. Nem a gente esperava um gol tão cedo… Dudu roubou uma bola, Bruno Henrique enfiou para o Deyverson, ele cruzou, Moisés ajeitou/desviou e o BGod entrou rasgando e meteu pro gol. E foram uns 20 minutos nesse pique, com o fio desencapado, com Dudu jogando na ponta, como deve ser, e Verdão marcando forte… me fez lembrar até aquele time de 2016, do mesmo Cuca, que marcava gol logo no início e depois se garantia, jogando com bola e sem ela, marcando demais…

Teve uma jogada ensaiada tão linda, tão perigosa, com Egídio, Moisés e Willian… tava tudo parecendo certinho, mas não fizemos como em 2016…  a marcação foi afrouxando um pouco, o fio não parecia mais desencapado, e fomos deixando o Bahia chegar… e o Prass começou a aparecer… a ser importante.

Mas, aos 39′, foi o Palmeiras quem fez o segundo gol… Uffa. Jogada trabalhada… Bruno Henrique, Deyverson, Tche Tche, Willian e a finalização de Bruno Henrique. Mas ficamos desatentos e no último minuto tomamos um gol do Bahia. Bola levantada em nossa área, a zaga vacilou, ninguém de verde subiu, e o jogador do Bahia cabeceou pro gol.

Na segunda etapa, antes mesmo dos 10 minutos de jogo, depois de Deyverson tentar uma jogada individual e errar,  depois de Deyverson cair na área num lance que parecia pênalti, mas não tinha sido nada (ele é quem pisou no pé do adversário e caiu), parte da torcida começou a pedir “Borja, Borja, Borja”…  não demorou quase nada e Cuca chamou Borja pro jogo.

O tempo ia passando, o Palmeiras não estava muito bem, mas ia segurando a vitória… E, para minha surpresa, e a de muitos torcedores, Cuca chamou Felipe Melo pro jogo (fiquei encantada com Cuca, é desse Cuca que a gente gosta). Grande parte da torcida comemorou, aplaudiu. Eu fui uma delas. Não quero nem saber se ele e o técnico se gostam, se brigam, isso é problema deles, quero que jogue quem é bom de bola, e Felipe Melo é. Tem números melhores que Bruno Henrique, por exemplo.

O Palmeiras ia pro ataque, mas não dava muito certo… e corria perigo, porque o Bahia vinha apara cima. Ai se não fosse o Prass…

Cuca fez então a última (última mesmo) e fatídica substituição… Quando todos queríamos o Guerra, mas sabíamos quem ele colocaria em campo, ele chamou o Guedes (acertamos todos).

E, por falta de sorte, por trapalhada, as duas coisas… sei lá… um minuto depois de Guedes entrar no jogo, em jogada de ataque do Bahia, o juiz assinalou pênalti de Guedes em Mendoza. Na hora achei que não tinha sido nada, e quando revi as imagens não consegui me convencer de que foi pênalti.

Guedes tropeça no pé de Mendonza e cai,  longe do adversário, por sinal… e aí, depois de dar mais dois passos, o Mendonza desaba no gramado. O juiz, nem pisca e marca o pênalti…

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Prass até acertou o canto, mas o jogador do Bahia cobrou muito bem e empatou a partida. E não conseguimos mudar esse resultado, o jogo acabou assim.

Tenha sido pênalti ou não, não dava para nos contentarmos com a partida feita pelo Palmeiras, não dava para tomarmos um sufoco do Bahia… E nem podemos chamar de acidente de percurso o resultado, não é mesmo? Já acumulamos outros resultados bem ruins e descabidos nesse brasileiro; a derrota por 2 x 0 para a Chape – que voltava de excursão -, em pleno Allianz Parque, é um exemplo.

E, certamente por causa da turbulência originada por esse resultado, no dia de hoje, Cuca deixou o Palmeiras.Foi uma pena que não tenha dado certo… Nossas expectativas foram imensas com a volta dele…

Desejo sorte ao Cuca em seus novos caminhos. Agradeço a ele pelo Cucabol de 2016, que nos levou à conquista do campeonato brasileiro – nosso eneacampeonato, que reafirma o Palmeiras como o maior campeão do Brasil -, agradeço a ele pela mística da calça vinho, pelas alegrias, pela emoção imensa de voltar a conquistar um campeonato brasileiro depois de um tempão, pelas lágrimas de alegria, pela página linda que ele ajudou o Palmeiras a escrever, mas a vida segue… Neste ano, não estávamos muito felizes com o Palmeiras atual e o nosso técnico também não parecia andar muito entusiasmado. Quem sabe, numa outra vez, em uma outra volta, as coisas funcionem melhor.

Hoje, dissemos “Tchau” para o Cuca e “Oi” para o Valentim… É ele quem assumirá o Palmeiras no restante do campeonato…

Desejo muito sucesso para nosso novo técnico. Que sejam 11 vitórias até o final do ano.  E, quem sabe, seja ele mesmo quem comandará o time em 2018.

Nós estamos aqui, e no Allianz, para torcer e vibrar com ele e com o time, para apoiá-los, como fizemos com Cuca e com todos os outros que comandaram o Palmeiras antes dele. E é assim que tem que ser.

BOA SORTE, SÃO VALENTIM! E MÃOS À OBRA!

 

Palmeiras ia enfrentar o Galo, em MG, defendendo a sua permanência no G4… Jogo na TV, e eu teria que assistir online… ó céus!

Mayke estava de volta à lateral (ainda bem), mas, ao invés de sentar Jean, Cuca achou um lugar pra ele no meio e deixou Thiago Santos no banco.

O Palmeiras começou bem na partida, parecendo bem mais esperto em relação à marcação – um dos nossos grandes problemas nesses últimos meses – deixando menos espaços. E tínhamos só três minutos de jogo, quando, num ataque do Palmeiras, Luan cometeu um pênalti muito escandaloso. De braço aberto e esticado ao lado do corpo, interceptou com esse mesmo braço um chute de Willian. Leandro Vuaden, figurinha carimbada em prejudicar o Alviverde, e com uma cara de pau tamanho EXG, nada marcou.

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Não dá para imaginar que árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo nada tivessem visto, não é mesmo? É impressionante o poder (ou seria o encargo?) que alguns árbitros têm para apitarem e “desapitarem” do jeito que bem entenderem, até mesmo deixando as regras de lado.

Uns minutinhos depois, meu link resolveu travar a imagem e só pude ouvir que o mesmo Luan mandou uma bola em nossa trave…

Começo de jogo disputado, mas, ao contrário das nossas expectativas dos primeiros minutinhos, o Galo se acertou e foi chegando na nossa área, começou a nos pressionar, a ter chances… e fazia jogadas sempre tentando achar Fred… e ora Fred tentava o chute, ora o genérico (Valdivia só tem um) chutava…

Se por um lado isso era ruim pra gente, e corríamos o risco de tomar gol, por outro, podíamos ver que a defesa estava se saindo bem, e que Dracena ia se sobressaindo na partida.

Eu não vi, mas ouvi, quando Egídio cometeu pênalti e o juiz assinalou… Fred iria para a cobrança. “Ai, meu São Prass dos Pênaltis Defendidos” – sempre tenho esperança de defesa de pênaltis quando ele está no gol…

E não deu outra. Como se fosse um gato, Prass defendeu, Prass encaixou – ele, abusado,  apontou o canto em que  queria que Fred batesse (e Fred bateu lá mesmo). E pensar que o Palmeiras enrola pra renovar com ele (e pensar que ele não estava em campo nas cobranças de pênaltis naquele Palmeiras x Barcelona-Guayaquil)…

Depois que vi e revi as imagens direitinho, até fiquei em dúvida em relação ao pênalti. Pra mim, pareceu que Egídio já estava com o pé esquerdo apoiado à frente e ficou com ele lá, e só depois apareceu o jogador do Galo e a queda aconteceu.  No entanto, na hora, muita gente, muitos palmeirenses também, acharam a mesma coisa:  pênalti. Ainda bem que o Prass pegou e não deixou o Galo abrir o placar.

Graças ao link “maravilhoso” eu mais ouvia do que via o jogo e, às vezes, nem ouvia. Mas dava pra perceber que tava meio difícil para o Palmeiras, e que ele tentava se insinuar no ataque descendo mais pela direita, com Guerra, com Mayke.

Meus amigos, via Messenger, Whatsapp, me avisaram que tinha gol… e pelo “GOOOOOOL” todo em maiúsculas, só podia ser do Verdão… coração a mil. Em contra ataque (eu vi depois), Moisés tocou pra Willian lá na frente, o BGod avançou, se livrou do marcador, e deu aquela bola “caramelada” para Deyverson chutar cruzado e abrir o placar. Ah, Palmeiras, seu lindo!

Meus amigos me avisavam também que o Vuaden estava metendo a mão no Palmeiras, que Deyverson tinha sido chutado duas vezes pelo Fábio Santos, e o Vuaden… nada. Nem amarelo.

O time mineiro continuou em cima do Palmeiras e seis minutinhos depois do nosso gol, aos 39′, após uma cobrança de falta, o juiz assinalou pênalti de Luan em Leonardo Silva. Luan e Leonardo Silva se empurravam, e quando Leonardo Silva avançou para tentar alcançar a bola, que tinha sido chutada lá pra área na cobrança da falta, Luan puxou a camisa do atleticano, continuou puxando, e Vuaden marcou a falta. Até estaria tudo certo se Leonardo Silva não estivesse impedido no momento da cobrança e antes de ser puxado…

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No vídeo de melhores momentos , não sei se por descuido, ou de propósito, não é possível pegar a imagem do exato momento em que a bola é chutada,  a não ser com a imagem da cobrança – quando ela é repetida – sobreposta à imagem anterior. Mas dá pra ver mesmo assim.

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E não parou aí a lambança da arbitragem. A menos que eu e mais algumas pessoas tenhamos tido alucinação coletiva, o juiz não mostrou o amarelo para Luan, como manda a regra, e mostrou o vermelho direto…

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Eu sei que seria o segundo amarelo dele, e ele seria expulso mesmo, mas o árbitro não parecia interessado em apitar algumas coisas corretamente errou.

Coma expulsão de Luan, Cuca chamou o zagueiro Juninho e sacou Guerra. Não gostei muito da substituição; com dois atacantes no time, achei que ele poderia ter tirado Deyverson  (gostaria de entender porque Deyverson, desde que chegou aqui,  recebe todas as chances que Cuca nunca deu para Borja).

E já que era pra garfar o Palmeiras mesmo, Vuaden “enfiou o pé na jaca”… Na cobrança do pênalti, convertido por Fábio Santos, mais uma página do Livro de Regras foi rasgada e jogada fora. Houve invasão na área no momento da cobrança…

Cobrança de pênalti -Regra 14 (a parte que nos interessa aqui):

Se um jogador do time batedor invadir a área no momento da cobrança e sair o gol, a cobrança deverá ser repetida.
Se jogadores dos dois times invadirem a área no momento da cobrança e sair o gol, a cobrança deverá ser repetida.

 

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Não dá para acreditarmos que árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo desconhecem a regra, não é mesmo? E se conhecem… Lembra que num outro Palmeiras x Atlético-MG, o Palmeiras teve que voltar uma cobrança, convertida em gol, por causa de invasão? Então…

Depois do pênalti convertido, Fred deu um bico na bola… e deveria ter levado amarelo – seria o segundo. Mas o árbitro… nada. Imagina se fosse um parmera? Se fosse o Prass, por exemplo? Era amarelo na certa.

E fomos para o intervalo com um pênalti não marcado para o Palmeiras, com o chute que o Fábio Santos deu em Deyverson, e que ficou por isso mesmo, o com o segundo cartão amarelo que o árbitro não quis dar para o Fred… 3 x 0 para o Vuaden.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, mesmo com um a menos, o Palmeiras apertava o Galo… E o Dudu no banco, porque estava voltando de contusão e “treinara pouco”…. Para um jogador como Dudu, o craque do nosso time, é necessário apenas levantar da cama  para ir a campo…

Leonardo Silva desviou uma bola com a mão e o árbitro assinalou pênalti para o Palmeiras. Achei que Jean fosse cobrar, porque na maioria das vezes em que está em campo, é ele quem cobra, mas sei lá porque Deyverson foi para a cobrança… e cobrou mal demais. O goleiro pegou, claro.

Errar uma cobrança de pênalti é coisa que acontece, é até tolerável, mas bater mal desse jeito, dar na mão do goleiro, é de matar a gente de raiva… Com um a menos e podendo fazer 2 x 1… Chuta que nem homem, cazzo!  

Cuca chamou Duduzinho e sacou Deyverson.

O Galo, mesmo querendo ir pra cima, por estar com um homem a mais, não levava muito perigo ao Verdão, não. Nossos jogadores iam mandando muito bem nos desarmes, nas tiradas de bola… Prass, Dracenão da Massa e Tche Tche estavam bem no jogo.

E então, o Vuaden resolveu dar mais trabalho para o Palmeiras – que juizinho sem vergonha esse. O genérico (Valdivia só tem um) entrou de sola na coxa de Willian,  Willian, instintivamente, deu um chute nele logo em seguida, e logo em seguida também se tocou da bobagem que fizera… Vuaden o expulsou. Ele mereceu a expulsão, mas e o Genérico? Faz uma “faltinha” pra arrebentar o parmera e não vai pra rua,  Vuaden? Você viu o que aconteceu depois dessa entrada criminosa, mas não viu a entrada criminosa? Mas que arbitragem “criminosa” a sua, não? Louquinha para “matar” um dos times…

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Que picareta esse Vuaden… Ele sempre prejudica o Palmeiras, mas estava abusando dessa vez…

Cuca sacou Jean e promoveu a entrada de Thiago Santos… com dois a menos, era meter o cadeado no time mesmo…

Vuaden, que não amarelou o bicão do Fred, que deixou passar batido o chute de Fábio Santos em Deyverson, a entrada criminosa do Genérico em Willian, amarelou Prass porque ele demorou para cobrar o tiro de meta. Que filho da “fruta”!!

O Palmeiras não dava mole pro Galo não, era valente e defendia muito… Dracenão da Massa estava soberbo! Prass também jogava muito. E imagina se o Vuaden não ia dar 5 min de acréscimo? Segura aí, Verdão!

E o Vuaden, picaretíssimo, ainda ia aprontar antes dos acréscimos, aos 45’…

Moisés desceu pela esquerda, entrou na área sozinho, e o jogador do Galo deu um toque no pé dele, fez uma carga em sua perna, e o derrubou…

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Pênalti. Mas o juiz, nem aí. Aquele, do Egídio foi marcado prontamente; esse, foi ignorado…  Que arbitragem sem-vergonha.

Prass ainda faria mais duas boas defesas. Uma, na jogada de Otero;  outra,  no chute de Elias. E o árbitro, que via ir por terra as chances de o Palmeiras perder (o tempo todo pareceu que era isso o que ele queria), encerrou a partida. Uma vergonha, uma roubalheira a arbitragem do Vuaden (quem será que teria tanto interesse em uma derrota do Palmeiras?)… e, pode apostar, não vai ter árbitro suspenso (como acontece quando alguns times são prejudicados pelo apito), porque a corrupta CBF, que parece bem se utilizar desses “prestadores de serviço”,  nada fará a respeito dessa vez. Prejudicar o Palmeiras é de lei.

Garfado em dois pênaltis, garfado no gol que tomou, garfado no chute em Deyverson, que nem amarelo ocasionou, garfado na falta criminosa sofrida por Willian, que o juiz não puniu… o Palmeiras,  como se fosse aquele cara, que é assaltado, perde, o relógio, a carteira com cartões de crédito, dinheiro e documentos, leva umas porradas, mas ainda dá graças a Deus porque está vivo e porque o celular estava na meia e o assaltante não viu,  teve que dar graças a Deus pelo time que lutou bravamente contra adversário e apito e não se deixou derrotar.

Poderíamos ter vencido, mas “fizeram a elza” no Palmeiras.

 

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Antes do jogo, imaginando que os nossos adversários transformariam a partida em uma guerra campal (que intuição a minha), eu achava que qualquer pontinho que o Palmeiras pudesse trazer lá do Uruguai seria lucro … e ele trouxe TRÊS!!

Que jogo! Com duas etapas totalmente distintas…

Tive que assistir ao jogo no note, e o link travava, tinha delay de quase dois minutos… um sofrimento para um espírito ávido por ver o Palmeiras em mais uma partida importante.

À princípio, achei bom (mais ou menos bom) irmos com três zagueiros,  não sermos tão ofensivos (o Peñarol, em sua casa, teria que ir pra cima), no entanto, mesmo tendo assistido muito mal à partida, não tive como não perceber que a coisa não ia, o Palmeiras não rendia, não atacava, não tinha posse de bola, tinha problemas com a marcação, Borja estava isolado… que aquilo que o Eduardo parecia ter imaginado não dera certo… e que Willian tinha que estar no time.

Pra piorar, logo aos 12′, o Peñarol abriu o placar com um gol irregular. Mina foi muito visivelmente puxado na área, impedido de disputar a bola. Que raiva. Um jogo difícil, na casa do adversário, o Palmeiras, desfalcado de Dudu, defendendo a primeira colocação no grupo, buscando a classificação, e a arbitragem valida um gol irregular ignorando uma falta tão fácil de ser vista.

Mas o Palmeiras não estava nada bem na partida, não dava mostras que ia em busca do empate, não criava nada, não se acertava na marcação, não conseguia trocar três passes direito…

E então,  aos 39′, tomamos o segundo gol, que o link travado nem me deixou ver, e nem queria ver mesmo – um amigo me  enviara uma reclamação no messenger e, então, concluí que eles tinham marcado o segundo, e cadê coragem pra confirmar?  Que desgraça… Sem a visão ‘full time’ do que acontecia em campo, e numa aflição enorme, com o coração acelerado, eu só podia torcer, e conversar com o meu outro Amigo, o lá de cima…

O primeiro tempo terminou 0 x 2… e então, na volta para a segunda etapa, Eduardo Baptista, com duas substituições certeiras, mudou tudo… e consertou o que não estava dando certo antes. Fez surgir o Alviverde Imponente. O sol palestrino, que, daquele momento em diante, passaria a brilhar no Uruguai, iria aquecer nosso sangue, nosso coração e nossa alma…

O Palmeiras voltou com Tche Tche e Willian nos lugares de Egídio e Vítor Hugo. Tirando um zagueiro e colocando um atacante, EB dava mostras que queria o Palmeiras consertando o estrago do primeiro tempo. Michel Bastos acabaria indo, e indo muito bem, para a lateral esquerda, Tche Tche iria jogar ao lado de Felipe Mello (como joga bem nosso Pitbull) e Willian, certamente  – e era o que eu esperava – ia ser Willian, o bom e iluminado jogador de sempre. Vaaaamos, Palmeiras!

Meu link ainda estava mostrando uma falta para o Peñarol quando fui avisada do gol do Palmeiras… de Willian! Quando vi o lance quase caí dura… que golaço, que categoria do Bigode! Depois do cruzamento de Jean, da tentativa de Borja pelo alto, Willian pegou a bola que sobrava pra ele, dominou, DEU UM CHAPÉU NO ZAGUEIRO e, de voleio, mandou pro fundo das redes. É muita “ousadura”! 1 x 2, e tínhamos só 3 minutos de jogo no segundo tempo… Pra cima deles, Palmeiras, vamos buscar !

Eduardo Baptista reposicionara o time e o futebol começara a fluir… o Alviverde Imponente, que não tinha aparecido no primeiro tempo, chegou para a segunda etapa com tudo. O Peñarol não conseguia acompanhar a subida de produção do Verdão, não tinha como segurar os toques mais rápidos, as chegadas na área, os belos passes trocados entre nossos velozes jogadores… a marcação do Palmeiras voltava a ser eficiente. A intensidade do Verdão determinava o ritmo da segunda metade de jogo. Meu coração já estava de sobreaviso esperando o segundo gol, e quase que o gol saiu pelos pés de Guedes, que perdeu uma chance incrível aos 12′, depois de um cruzamento de Jean.

Mas não demoraria nada… O Palmeiras tinha voltado com tudo mesmo…

Cinco minutinhos depois do gol de Willian, aos 17′, Jean cruzou de longe… a bola, perfeita de Jean, encontrou Mina lá na área, entre dois zagueiros… nosso zagueiro artilheiro, esperto, subiu mais e mandou pro fundo da rede. O Palmeiras empatava a partida! E Mina certamente estaria dançando pra comemorar. Graças a Deus! Eu chorava de alegria e emoção… e tinha que esperar quase dois minutos para ver nosso gol, para ver a dança do Mina… Não tinha importância. Nada tinha mais importância agora… o Palmeiras estava jogando do jeito que a gente gosta, do jeito que ele sabe e pode jogar.

E eu, que antes do jogo me contentava com um empate, agora queria a virada… E acreditava muito nela… o amigo que me mantinha informada também acreditava. Meu coração estava totalmente descontrolado… Eu assistia ao jogo sabendo que aquilo que eu via em campo já tinha acontecido quase dois minutos antes, e sabendo também que, se ninguém me avisara de nada, é porque nada relevante acontecera… mas eu torcia mesmo assim.

Tínhamos tempo de sobra para virar… “Deus, por favor”…

O jogo chegara aos 27’… o celular me avisou que tinha uma mensagem no whatsapp… meu coração deu um salto… será que era gol do Palmeiras? Uma outra mensagem chegava no messenger… era, sim, gol do Palmeiras! Willian!! Meu Deus! Como assim? Já viramos? Fizemos 3 gols em 24 minutos? Sim… Saímos do inferno e entramos no paraíso! Tche Tchezinho tocou para Guerra e ele chutou forte, de fora da área; o goleiro espalmou para o lado, Jean estava lá (que partidaça do Jean!), pegou o rebote, viu Willian LIVRE DE MARCAÇÃO NA ÁREA, e cruzou nos pés do Bigode mais iluminado de todos… ele só teve o trabalho e a competência de mandar pro fundo da rede…  O sol verde brilhava em nosso mundo… os parmeras no estádio, aquecidos pelos gols de Willian e Mina, nem sentiam mais o frio… e faziam a festa…

Calma agora Verdão, paciência, e força… os uruguaios vão até morder, se for preciso, pra tentar empatar… Eu nem conseguia respirar direito esperando o tempo correr, o Palmeiras, quem sabe, marcar outro gol, e o juiz acabar logo o jogo…

O Palmeiras continuou jogando bem e se impondo diante do Peñarol… o jogo se aproximava do final… Fui avisada de que Keno tinha entrado no lugar do Guedes e que Guerra quase tinha feito o quarto gol, mas eu ainda estava vendo o desarme perfeito do Pitbull, que acontecera um pouco antes disso… Guenta aí, Parmera, falta pouco…

Eu já não assistia mais, aflita, esperava só o aviso de que o jogo tinha acabado…

– Falta quanto?

– Um minuto.

Parecia que meu coração estava batendo em vários lugares do corpo…

– Pqp! Fim!

#Amor #Orgulho desse meu Palmeiras, meu Alviverde Imponente, valente, raçudo, talentoso, que venceu o Peñarol, no Uruguai, de maneira espetacular, histórica – o Peñarol, em seus domínios, e ganhando por 2 x 0, nunca tomara uma virada antes…

Queria poder morar na alegria desses gols…

Mas, tão logo o jogo acabou, os jogadores uruguaios, de maneira covarde, muito provavelmente querendo tirar o foco de terem sido derrotados em casa, de virada, e também, muito provavelmente, porque é de praxe arrumarem encrencas com seus adversários, é de praxe a pancadaria… fizeram uma emboscada, deixaram trancados os portões de acesso aos vestiários e partiram pra cima dos jogadores palmeirenses.

Willian foi agredido, Prass foi cercado por vários jogadores uruguaios e também foi agredido, Felipe Melo, de braços levantados, comemorando o resultado da partida, foi puxado pelo pescoço, cercado por vários jogadores e deu um murro, com ousadura (bem dura mesmo) e muita responsabilidade, na cara de um dos jogadores que queriam agredi-lo, a torcida uruguaia jogou bombas em nossa torcida, tentou invadir o seu espaço… não fosse a nossa torcida organizada segurando a bronca na bancada, não fossem os vinte seguranças que o Palmeiras sabiamente tinha levado para o Uruguai, certamente teria acontecido uma tragédia… Eduardo Baptista, na coletiva, de maneira sensacional, espinafrou a imprensa, especialmente Juca Kfouri, pelas inverdades que ele, escondido atrás de uma fonte qualquer, publicara em seu blog… mas isso é coisa para a próxima postagem…

Hoje, só quero lembrar que o Alviverde Imponente, do time “rachado”, “brigado”, “em crise”, se matou em campo, jogou muito, fez jogadas lindas, fez três gols, virou o jogo, enfrentou os covardes uruguaios, ganhou no campo e fora dele… #RachaMaisQueTáPouco

 

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E não é que o time do Palmeiras começa a se ajustar?

Eu já tinha gostado do Palmeiras contra o São Bernardo, do time mais acertado, da vitória tranquila por 2 x 0, tinha gostado das substituições que o Eduardo Baptista fizera na segunda etapa, quando conseguimos marcar os dois gols da partida – Michel Bastos arrasou, entrou e mudou o jogo; Raphael Veiga também me agradou bastante. Achei que o time já dava mostras que ia dar liga.

E então, no domingo, o Palmeiras foi enfrentar o Linense, em Araraquara, pela quarta rodada do Campeonato Paulista… e que delícia de futebol ele apresentou para os muitos palmeirenses que lá estavam, e para os milhões que acompanharam pela TV.

Eduardo deu uma mudada no time escalando Michel Bastos, Raphael Veiga – nem poderia ser diferente depois do que os dois apresentaram na partida anterior -, Egídio e, na zaga, Mina estava de volta.

E o Palmeiras não teve dificuldade alguma para vencer e golear o Linense, que não nos deu trabalho, a não ser e duas ocasiões em que Prass e, depois, Vitor Hugo resolveram bem. As únicas dificuldades que o Linense nos causou foram a cera picareta (o goleiro, ator, simulou ter sofrido agressões de jogadores palmeirenses que nem sequer encostaram nele. Deveria ter tomado uns oito gols o filho da mãe) e as botinadas. Logo no início da partida, aos 9′,  Zé Antonio entrou rasgando em Moisés – acertou o joelho do palmeirense, de lado, rompendo os ligamentos todos -, mandando-o direto para o hospital. Que tristeza… Gambá Oliveira, o árbitro, como faz sempre que apita jogo do Palmeiras, nem amarelo deu pra ele. É a segunda vez que esse mesmo Zé Antonio lesiona o Moisés, a outra foi no ano passado – mas “o Felipe Melo é violento”. Desta vez, Moisés deverá ficar seis meses parado, no mínimo. Vou falar sobre isso na próxima postagem.

Sem Moisés, Eduardo chamou Keno pro jogo e ele se ajustou direitinho ao time, ajudando o Palmeiras a voar em campo.  Passes precisos, time veloz, enfiadas de bola muito boas, o Palmeiras ia apertando o Linense em sua área.

Eu estava adorando o que estava vendo, Michel Bastos, Raphael Veiga, Willian e Keno pareciam jogar no Palmeiras há tempos. Tranquilos, fazendo o que sabem, sem aquela coisa de quem está chegando num time grande  – que acabou de ser campeão brasileiro –  e que precisa fazer um drible a mais, ou precisa se expor menos ao erro, ser mais cauteloso, para causar boa impressão, agradar a torcida… nada disso. Com muita vontade, eles batiam um bolão, driblavam quando tinham que driblar, chutavam ao gol quando achavam que deviam… livres, leves e soltos, não pareciam sentir o peso da camisa.

E ainda tinha o Felipe Melo, Mito, Mina, Jean, Egídio, Prass… todos comandados pelo nosso soldadinho de chumbo. Que partidaça do Duduzinho…

Aos 23′, quando já tínhamos criado várias oportunidades de gol, o placar começou a ser justo… Keno recuperou uma bola na direita, meteu pro meio da área, Dudu tentou chutar pro gol, mas foi travado, Michel Bastos voltou a bola para Dudu e ele deu um passe maravilhoso, em diagonal, pra Willian chutar forte, balançar a rede e colocar o Palmeiras à frente. Que gol bonito! A defesa do Linense está procurando o Dudu e o Willian até agora…

E, como estava fácil, três minutos depois, o Palmeiras resolveu balançar a rede de novo… De Prass pra Willian, lá na direita, já no campo de ataque, Willian mandou de cabeça para Duduzinho, que ajeitou e tocou pra Willian de novo, que já entrava pelo meio, e ele deu um passe lindo (parecido com o do Dudu no primeiro gol) para Raphael Veiga completar e mandar pro fundo da rede do bobão, que agora não fazia mais cera.

Lindo o futebol do Palmeiras, leve, envolvente… e a gente morrendo de alegria por isso.

Na segunda etapa, o Palmeiras continuou dominando o jogo. Logo de cara, Michel Bastos tentou uma bicicleta… Dois minutinhos depois, Willian roubou uma bola na entrada da área, passou pra Duduzinho, ele meteu de calcanhar pro Willian (de novo), que chutou pro gol obrigando o goleiro a fazer a defesa. O bandeira assinalou impedimento, que não existiu, e gambá de Oliveira, mesmo próximo do lance, embarcou na do auxiliar.

Aos 8′, Duduzinho cruzou, Zé Antonio (bem feito) tentando tirar, deu uma desviadinha, o Michel Bastos aproveitou e, de cabeça, na bola baixa,  guardou o terceiro. Faz cera aí, goleiro!!

Eduardo chamou Barrios pro jogo. Eu queria muito vê-lo em campo. Ainda que goste bastante do Willian, e que saiba que Borja veio pra ser titular, gostaria que Barrios tivesse uma sequência com esse time; ele é finalizador e agora temos bastante gente pra colocar a bola no pé dos atacantes.

Depois da troca de Willian por Barrios, foi a vez do Pitbull, que saiu bastante aplaudido, para dar lugar a Thiago Santos, outra fera.

Keno fez uma jogada linda, invadiu a área pela esquerda, tocou mais atrás, Barrios entrava pelo meio e chutou pro gol, o maledeto do goleiro defendeu. Eu queria muito um gol de Barrios… ter nossos atacantes todos com moral elevada e uma boa dose de auto estima pode nos ajudar bastante na temporada.

E não é que meu desejo se cumpriu? Egídio cobrou lateral mandando a bola para Barrios, ele protegeu direitinho chamando a marcação e tocou pro Dudu, enquanto avançava, sozinho (os seus marcadores ficaram de bobeira na jogada) esperando a devolução… a tabelinha foi linda e a conclusão de Barrios foi perfeita. Goleada verde, pra fechar a conta! Tchuuuuupa, Leonardo de Caprio falsificado (se preocupou mais em atuar do que pegar no gol)!

Passeio do Verdão, time veloz, leve, “liso”, escalações, substituições e esquema de jogo certinhos do Eduardo, Duduzinho com uma atuação soberba, parmerada feliz, cantando, comemorando… como deve ser.

As peças estão se encaixado, o futebol dos nossos craques está aparecendo… esse time está dando liga…

Quarta-feira tem mais… é dia de derby! E o jogo será lá no Itaquerão, o nosso salão de festas.  Se o Mina e o Mito derem conta do Drogba e do Pottker… “é nóis”. rsrsrs

PRA CIMA DELES, VERDÃO!! E MUITO BOA SORTE!

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