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“Eu não perco pra essa Ponte Preta nem a pau! Eu me quebro todinho de novo se for preciso…” – São Marcos, na final do Paulistão 2008.

Ultimamente, apenas por falta de tempo, não tenho escrito sobre os jogos do Palmeiras, e olha que andamos fazendo algumas partidas memoráveis (contra o Santos, Jorge Wilstermann, Peñarol, por exemplo)… mas quero falar sobre o jogo contra a Ponte Preta, que, para nós, nada teve de bom.

Acho que nem o mais otimista torcedor da Ponte imaginou um resultado como o do jogo de domingo… nós, palestrinos, muito menos. Ainda bem que, segundo alguns debiloides, ‘a Crefisa compra os resultados dos nossos jogos’, né?

Eu sei que não existe time imbatível, tenha ele o elenco que tiver… não tenho a pretensão que o Palmeiras seja invencível – ele não foi invencível no Brasileiro 2016, e foi campeão, com sobras. No entanto, tenha o Palmeiras um elenco de craques, ou de jogadores comuns, ele tem que entrar em campo pra buscar a vitória. Se vai ganhar, se vai perder, é outro papo, mas o time tem que suar a camisa, tem que sujar o uniforme, tem que ralar em campo… e, pra mim, o Palmeiras não fez nada disso no domingo. Tomar 3 gols, no primeiro tempo, e, no segundo, não tentar nem descontar o prejuízo? Inimaginável, ainda mais com esse elenco atual, que tem jogado sempre com tanto empenho.

Não sei o motivo desse desastre – sim, foi um desastre -, não sei se a partida anterior contra o Peñarol, de adrenalina a milhão, acabou fazendo essa partida do Paulistão ser vista de outra forma, se a fez perder a importância, não sei se estavam todos “de chico”, ou se estavam mental e fisicamente cansados… Não sei, não tenho como saber, tampouco posso adivinhar, mas, sinceramente, achei que faltou atitude, eles não costumam ficar nessa preguiça, só andando em campo… Muitos torcedores disseram que foi soberba, pois eu acho o contrário, tivesse o time um pouquinho que fosse de soberba, e não teria aceitado aquele resultado tão passivamente.

E sem querer desmerecer a Ponte e seus jogadores (têm um bom time e mereceram a vitória), mas o Palmeiras, num dia de apagão total, não foi realmente um adversário , e acabou entregando o resultado ‘facinho, facinho’. No primeiro tempo, a única coisa que o Palmeiras fez foi tomar três gols. E o adversário nem precisou jogar grande coisa pra isso, como o Palmeiras não oferecia perigo, ela fez o arroz com feijão mesmo, e nós ajudamos um bocado.

Acredito que em condições normais, com o time do Palmeiras ligado, no ModeON, a Ponte poderia até ganhar, mas não iria fazer esses 3 gols não (faz tempo que não somos derrotados assim), com toda essa facilidade, com vacilos e escorregões (justo do cara que, em 2016, num escorregão mágico, cheio de garra e determinação nos ajudou num lance importantíssimo na conquista de um título maravilhoso – até a sorte estava de mal da gente no domingo).

Tudo muito confuso… o juiz também. Deixou de expulsar Bob, da Ponte,  por agredir Willian, quando o placar marcava 2 x 0 para os donos da casa.

O árbitro deixou de marcar  um pênalti também, cometido por Prass, quando a Ponte já vencia por 3 x 0.

Muito embora fosse provável que a Ponte fizesse o quarto gol caso o juiz apitasse corretamente, não dá para se ter certeza disso, afinal, Prass defendendo penalidades é coisa bastante comum.

Também não dá para sabermos se, com um a menos, caso o juiz expulsasse Bob (o juiz já tinha deixado de dar um amarelo pra ele antes) como ele merecia e quando a partida estava 2 x 0, a Ponte teria feito o terceiro gol, não dá para sabermos se a dinâmica de jogo mudaria, se o Palmeiras, com um a mais, teria descontado, ou se a coisa teria se desenrolado do mesmo jeito…

Uns acham que poderiam ter feito o quarto gol, outros acham que não teriam tomado nem o terceiro e teriam descontado… Mas fica tudo no campo da hipotése, no “e se”… A partida acabou mesmo com 3 x 0.

Foi difícil de lidar com esse resultado, mais difícil de lidar ainda foi termos visto o Palmeiras tão apático, sem alma… tão ao contrário do que temos visto ultimamente. Mas já passou… já é página virada. Jamais vou ficar “de mal” com o meu tão amado time, que tem me dado tantas alegrias…

E por isso mesmo, porque esse time me dá muitas alegrias, porque ele é sempre cheio de garra, está sempre jogando com a alma e o coração, é que eu espero outro Palmeiras para o jogo de hoje (sim, já chegou o dia da segunda partida); espero aquele Palmeiras, valente, que vai “morder” o adversário… aquele, que incendeia o Allianz Parque com garra, energia, dribles e ataques velozes… aquele, que não desiste, que entrega a alma em busca da vitória…  e luta muito… até o último minuto… até o apito final…

Está no nosso DNA, está na nossa história…

E já vencemos a Ponte por 3 ou mais gols… 18 vezes. Já vencemos esse mesmo clube, por 5 x 0, em uma final de Paulistão… Neste ano, já vencemos 4 partidas no campeonato por 3 ou mais gols…

Em nosso livro de grandes feitos, já viramos uma partida – que até o narrador considerava decidida -, de maneira épica, pra cima do Flamengo, nos últimos minutos…

Já tomamos 5 gols do Grêmio, no sul, e depois fizemos 5 gols em nossa casa…

Já decidimos uma Libertadores, num jogo em parecia que ia dar tudo errado (tomamos gol, tivemos jogador expulso)… e saímos campeões…

Em 2012, a torcida do Coritiba já tinha até pintado a estrela de campeão na parede… e teve que tirar, porque a estrela veio brilhar no céu do Palestra…

Disputamos uma Copa do Brasil, em 2015, e o adversário da final, antes mesmo do jogo, já tinha até poster de campeão… só que o caneco foi morar em nossa casa…

Fomos campeões brasileiros em 2016 – com sobras, diga-se de passagem – mas todo mundo fazia questão de sentir um ‘cheiro’ diferente… e o único cheiro que se sentiu, de verdade, o campeonato todo, foi cheiro de porco, líder e campeão…

Nosso destino é lutar… e vencer…  Tá no sangue, no DNA, na alma… tá na história do maior campeão do Brasil!

Boooooora Prass, Jailsão da Massa, Vinícius, Jean, Fabiano, Zé Roberto, Egídio, Mina, Vitor Hugo, Dracena, Antonio Carlos, Thiago Martins, Tche Tche, Arouca, Felipe Melo,Thiago Santos, Guerra, Michel Bastos, Raphael Veiga,  Dudu, Keno, Willian, Guedes, Rafa Marques, Borja, Alecsandro… seus lindos!! Booooooora, Verdão! Vamos buscar!

Booooooora, Eduardão da Massa, agita a rapaziada aí… nós confiamos em vocês!

É difícil? É… muito, mas não é impossível. E se não é impossível, a gente corre atrás. Não precisamos inventar nada, não precisamos nos pilhar… basta jogarmos o que sabemos e o que podemos… no ritmo do coração da Que Canta e Vibra.

Temos time, temos torcida, temos vontade, temos alma e coração, temos um amor do tamanho do mundo… E QUEREMOS A VITÓRIA! O placar… depois a gente vê o que dá!

O CALDEIRÃO DO PORCO VAI FERVER!!! O PALMEIRAS VAI JOGAR,  NÓS VAMOS! BOA SORTE, VERDÃO!!!!!

 É LUTA, É GARRA, É ALMA E CORAÇÃO…  #AtéOMinutoFinal

 

 

Teve amistoso de luxo no Allianz nesse domingo (eu fui, claro, e mais de 15 mil parmeras também)… Palmeiras e Ponte Preta  – o arrumadinho ex-time do nosso técnico Eduardo Baptista –  empataram em 1 x 1. Talvez, por que fosse o Eduardo Baptista lá no banco… talvez, porque o Palmeiras seja o atual campeão brasileiro… talvez, porque as contratações palestrinas foram melhores do que as dos outros clubes e  o Palmeiras seja o adversário a ser batido… talvez,  porque não avisaram à Ponte sobre o jogo ser um amistoso… Ou então, quem sabe, por tudo isso junto e misturado é que a Ponte tenha sentado a botina nos jogadores do Palmeiras. O dono da casa em ritmo de amistoso, de treinador observando jogadores,  e o convidado baixando o sarrafo.

Mas se o Palmeiras queria “ensaiar” para a estreia, não poderia ter feito jogo melhor. Apanhou um bocado,  com a conivência do árbitro – ele também não devia saber que era amistoso, e meteu a mão no Palmeiras. Por essas coisas, o “ensaio” acabou sendo igualzinho ao que acontece sempre que o Palmeiras disputa uma partida de campeonato.

Gostei do “ensaio” do ‘Parmera’ (tem torcedor tão aloprado, que esquece que era um treino de luxo, para o técnico observar jogadores). O time do primeiro tempo me agradou bastante, foi veloz, ofensivo, criou muitas chances de gol, fez jogadas bonitas, meteu bolas na trave…

Raphael Veiga é bom jogador, Willian Bigode também. E “mi” gostei bastante do Felipe Melo “Pitbull”; ele foi bem no jogo, e apanhou bem também.  Tive a impressão que os jogadores da Ponte o provocavam, faziam as faltas querendo que ele revidasse (imagina se isso não estará na “prancheta” da maioria dos técnicos, senão todos, dos times que o Palmeiras enfrentará?), mas o jogador palmeirense foi bastante inteligente. Tche Tche contaria depois, na coletiva, que o Pitbull dizia: “Podem subir para o ataque, que eu  estou aqui atrás” . E o Tche Tche que sempre joga bem, jogou muito ontem (todos os seis), e parecia mais solto mesmo.

O time do segundo tempo não foi lá grande coisa, não funcionou tão bem quanto o do primeiro, mas isso não significa que jogadores que entraram depois não possam jogar com o primeiro time e render bem. Teremos muitas opções, graças a Deus. Barrios, que jogou na segunda etapa, marcou um belo gol de cabeça e, no finalzinho, a Ponte empatou cobrando pênalti. A Ponte não é nenhuma Brastemp, mas tem o time arrumadinho e foi um bom teste para o Verdão.

2017 parece bastante auspicioso…  E ainda tem um monte de gente para entrar no time… Segure-se nas cadeiras, amigo palestrino, a temporada vai começar… e o Palmeiras vai dar trabalho!

“A decepção é um bichinho que se alimenta de expectativas… Somos eternamente responsáveis pelas expectativas (de ganhar todas) que cultivamos.”

Palmeiras foi à Campinas, no último sábado, enfrentar a Ponte Preta, pela segunda rodada do Brasileirão, e não se deu bem como visitante.

Começou jogando melhor, é verdade, foi pro ataque no comecinho de jogo e quase que abriu o placar com Jesus – ele acabou mandando a bola por cima do gol; em seguida, roubada de bola do Palmeiras – que marcava forte – e Cleiton Xavier finaliza pro gol, mas manda pra fora. E tínhamos só dois minutos de jogo…

Parecia que estava tudo bem e que íamos repetir o futebol da primeira rodada, no entanto, o Palmeiras começou a errar na defesa, começou a perder a bola, em lances bobos, vacilos, que acabaram nos custando caro.

A Ponte,  dona da casa, tratou de aproveitar, e logo o Prass precisou fazer uma “senhora” defesa. Nosso time procurava trocar passes, mas esbarrava na defesa da Ponte e não conseguia chegar…

O jogo ficou equilibrado, e os adversários iam criando as suas chances. A Ponte passou a atacar mais, mas o Palmeiras quase marcou depois de cruzamento de Roger Guedes, e cabeçada de Cleiton Xavier, que obrigou o goleiro a se esticar todo pra defender.

Eu achava que o Palmeiras estava esquisito… se do meio pra frente ele não levava tanto perigo para o adversário, do meio pra trás, alguns erros bobos, que ele cometia, traziam perigo para Prass. E foi assim, que, aos 23′, a Ponte cobrou uma falta num cruzamento longo, e a bola encontrou o atacante campineiro sozinho na área, sem marcação alguma, e  ele nem precisou saltar para cabecear e abrir o placar. Assim, não pode, né? Que vacilo!

O Palmeiras deu espaços, a Ponte aproveitou; o Palmeiras teve boas chances de marcar, mas desperdiçou; em duas delas, o goleiro salvou a Macaca.

Veio a segunda etapa, Cuca colocou Dudu em campo (aí sim!) e sacou Matheus Sales (por onde anda o Thiago Santos, hein Cuca? Ele era titular e estava indo bem quando você chegou), trocou também Alecsandro por Rafael Marques.

O Palmeiras buscava a reação, se movimentava bem, mas a Ponte procurava não dar espaços (já fazia cera também)… Cuca sacou Roger Guedes e colocou Moisés em campo, Dudu jogaria aberto pela direita.

Achei que o Palmeiras melhorou com as substituições, principalmente com a entrada de Moisés, e isso fez a Ponte ir para o campo de defesa. As investidas passavam a ser mais  do Palmeiras.

Então, nosso velho conhecido de todas as partidas, o árbitro do jogo – na ocasião era Leandro Vuaden -, marcou uma falta inexistente de Tche Tche e, na sequência expulsou Cuca por reclamação.

Vou fazer um aparte aqui, pra me aprofundar nessa expulsão. O árbitro expulsou Cuca, porque ele reclamara sozinho – não se dirigiu ao árbitro – da marcação errada e prejudicial ao Palmeiras – a CBF dá poderes para os árbitros “errarem” como bem entenderem e engessa técnicos e jogadores (os do Palmeiras, principalmente) que podem ser prejudicados, mas não podem reclamar do prejuízo? Tem que ter impeachment na CBF também.

O filho da mãe do árbitro, o Sr. Leandro Vuaden, que não sabe escrever “Palmeiras” e escreve “palmeira”, expulsou o Cuca porque ele deu socos no ar… e isso está na súmula da partida. Que coisa, não??

E por uma falta  que não aconteceu, o que dava razão ao Cuca de reclamar. A imagem está embaçada, mas dá pra ver perfeitamente o pé do Tche Tche, que vai na… bola.

Tche-Tche-na-bola

Até o Sálvio Spínola confirmou que a falta não existiu… e quando ex-árbitrosa (imprensa e programas esportivos tb) dão pareceres favoráveis ao Palmeiras é porque a coisa é muito verdade mesmo.

É sempre a mesma história, técnico do Palmeiras – pode ser quem for – é sempre expulso. E, ainda que continue a ser a mesma pessoa, com o mesmo temperamento e jeito de ser, quando ele muda de time, ‘voilá’, os árbitros nunca mais se lembram de expulsá-lo por motivo algum.

Lembra do Cuca sendo expulso na Vila Belmiro, num jogo de semifinal, por ter entrado no campo durante a comemoração?

Entrar no campo não pode, né? Será que não mesmo? Um Tite, descontrolado, invadindo o campo para comemorar com Jadson, ninguém pensou em expulsar, né? E se não pode pra um, por que pode pra outro?

Mas o Cuca, esse “mau elemento”, lá em Campinas, deu soco no ar, porque ficou contrariado com a marcação errada do juiz… É muita vontade de expulsar o Cuca, você não acha? Conta outra, Vuaden, e aprenda a escrever, é P a l m e i r a s, com “P” (maiúsculo) e “s” no final.

Voltemos à partida…

O Palmeiras ia pra cima. O jogo caminhava para os 40 minutos, quando Gabriel Jesus, saindo de frente para o goleiro, dominou uma bola levantada na área e balançou a rede. A arbitragem anulou o gol, marcando impedimento, e marcou muito errado. E não  fui eu só que achei, não.

PalxPon2016-impedimento-mal-marcado

Num programa esportivo, acharam o mesmo que eu…

O ex-árbitro, Sálvio Spínola, também achou o mesmo, e explica o lance…

Um “erro” capital, não é mesmo? A arbitragem, que tem que ver mais do que todo mundo – pra isso e por isso é que existem árbitro e auxiliares nas partidas -, não viu que foi o jogador da Ponte quem cabeceou a bola  que Jesus recebeu… e esse “não ver” acabaria determinando o resultado da partida…

A gente torcendo por um gol e quando faz um, legalíssimo, vem a arbitragem  e o anula… que filhos da “Pluta”. Nunca vou acreditar que essas pessoas se enganam, porque sei que  elas são preparadas para desempenhar a função. E se eu sei que “não há impedimento se foi o adversário que tocou a bola”, juiz e bandeiras têm a obrigação de saber também.

Logo depois dessa “apitada” (o Vuaden devia estar apitando com garfo), levamos uma bola na trave, mas o Palmeiras não desistia…

45’… Dudu pegou rebote da defesa inimiga e chutou forte, o goleiro rebateu e Moisés, esperto, mandou ela pro  gol. O juiz deu cinco minutos de acréscimo, o Palmeiras continuou tentando, mas o jogo acabou assim.

A arbitragem, que não pode fazer o resultado das partidas, deu dois pontos para a Ponte Preta e tirou um do Palmeiras, mudando até a posição dos clubes na tabela de classificação… e isso porque o campeonato está só começando…

Entra ano e sai ano e somos prejudicados pelas arbitragens. Um ponto faz a diferença entre um campeão e o vice, entre um time que caiu e um que ficou na série A…

Certamente encontraremos muitas pedras no caminho, mas abre o olho, Palmeiras, e abre muito, e enquanto está no começo… Para o jogo contra o FluminenC o árbitro será o Sandro Meira Ricci, que é um velho “conhecido” nosso… (garfou a gente, ano passado, diante do Goiás, lembra? Na Copa do Brasil, diante do Inter, garfou um pênalti cometido sobre Jesus).

PRA CIMA DO FLU, VERDÃO!! RUMO AO TÍTULO, SIM!! E cuidado com o garfo, oooops, com o apito!!

 

“Quanto mais difícil é a subida mais bonita vai ficando a paisagem e a vista que se tem dela…” 

De técnico novo, o Palmeiras teria uma sequência de partidas pela frente pra se recuperar, ou para se complicar, no campeonato… SPFW, Chapecoense, Ponte Preta e Avaí. Uma sequência teoricamente fácil, mas, como ela começaria com um clássico, um mau resultado poderia trazer pressão suficiente para que tivéssemos problemas nas outras partidas.

A torcida estabeleceu que teríamos que fazer 12 pontos em 4 jogos, ou, no mínimo 10. Mas teve quem achasse que não passaríamos pelos leonores  e perderíamos muitos pontos pelo caminho (né, Jumento-Falante?)…

Era o primeiro jogo do técnico Marcelo Oliveira, o MO, em casa. O dia em que ele seria apresentado à torcida, à nova família. Quase 30 mil parmeras estavam no Allianz para lhe dar as boas-vindas.

Imaginávamos que o Palmeiras ganharia, mas, ao mesmo tempo, temíamos que o adversário, depois da surra e da aula de futebol no último confronto, viesse querendo revanche, e isso nos dificultasse as coisas. O falastrão Luís Fabiano, que jura que, “sozinho, faz mais gols que o ataque do Palmeiras” – aham -, cujo custo x benefício a imprensa nunca calcula, tinha dito que o placar de 3 x 0 não se repetiria nunca mais.

Ele até que tinha razão, mas não do jeito que imaginara… O Palmeiras atropelou o SPFW. E não fez 3 mesmo, fez 4 x 0… e ficou barato.

Antes do jogo, na press, era um tal de “adversário do G4 pra cá”… “SP candidato ao título” pra lá… e, pela segunda vez seguida, o Palmeiras massacrou o São Paulo e os seus rótulos todos – nenhum adversário joga tranquilo no Allianz Parque mais.

Os primeiros vinte minutos foram de algumas tentativas sem muito perigo, de alguns escanteios. O adversário tentava com algumas ligações diretas (depois do jogo, Rogério Ceni esqueceria completamente esse “detalhe”), mas não levava grandes perigos ao Verdão. Teve até mais posse de bola, mas não sabia o que fazer com ela. Se o Palmeiras tivesse ficado mais com a bola, tinha enfiado uns 8 na sacola do “inaposentável” goleiro.

Enquanto o Palmeiras se mostrava compacto, organizado, bem postado em campo, o time adversário era uma desorganização só, errando muitos passes, sem criar nada (como alguém tem coragem de chamar o Ganso de “maestro”?), sem conseguir marcar os velozes jogadores do Palmeiras e, nas poucas chances que teve, finalizou pessimamente. Pato, Ganso, Luís Fabiano… em campo, eram um nada de benefício para tanto custo – sem falar no “empolgadíssimo” Wesley, que agora “dorme” no banco de reservas (se ferrou nessa também, né Vaidar?)

E,  assim, se valendo de acerto nos passes e contra-ataques decisivos, o Palmeiras foi construindo a sua vitória com bastante facilidade.  4 x 0, para nossa imensa alegria.

Leandro Pereira e Victor Ramos, marcaram no primeiro tempo, Rafael Marques – o Senhor dos Clássicos – e Cristaldo – o iluminado -, na segunda etapa. Egídio, jogou demais e deu três assistências a gol.  E teve Leandro puxado na área e o juiz fazendo de conta que não viu… teve Victor Ramos metendo uma bola na trave, e cabeceando uma outra, de longe, que encobriu Rogério e quase entrou… teve um chute cruzado de Dudu, que por muito pouco Leandro Pereira não pega e guarda no gol de Rogério “a falha nunca é minha” Ceni…

Teve a torcida do Palmeiras, divertidíssima, pedindo a entrada de Wesley… teve olé do Verdão pra cima das vizinhas… e teve 3 pontinhos deliciosos na conta do Palmeiras. Foi uma festa! A parmerada saiu do Allianz Parque cantando, feliz da vida.

E então, no meio da semana, enfrentaríamos a Chapecoense em nossa casa.

MO já tinha nos mostrado resultados do seu trabalho no time mais ajustado que tínhamos visto no clássico. Certamente tinha o toque dele na melhora de rendimento do Dudu, na partidaça do Egídio, no Arouca conseguindo jogar tudo o que sabe (que dupla e tanto ele faz com Gabriel), na defesa melhor posicionada. Mas a Chapecoense viria jogando atrás, sabíamos bem disso, e sabíamos também que isso costuma nos dar mais trabalho.

Mas não tínhamos nem 30 segundos de jogo e, por pouco, Leandro Pereira não abriu o placar. Chutou forte, o goleiro espalmou, Robinho ficou com a sobra, mas errou o chute.

Ainda que não tivesse a mesma  intensidade do jogo anterior, e não apresentasse o bom futebol do clássico, o Palmeiras não teve dificuldades para conduzir a partida, e fez valer estar em seus domínios. Deu muitos espaços para a Chapecoense, é verdade, mas as conclusões das jogadas adversárias não nos assustou pra valer e, salvo alguns raros ataques com perigo, Prass foi um mero espectador. O nosso único senão foi a dificuldade  de penetração, de criação de jogadas (Fica, Mago), que  costuma aparecer sempre que um adversário nosso vem na retranca, dificuldade que se acentua pela falta de um jogador para encontrar espaços onde eles “não existem” (sim, Valdivia faz falta para completar esse time).

E como faltava sempre alguma coisa para chegarmos efetivamente ao gol, o jeito foi chutar de longe – o Palmeiras de Marcelo Oliveira chuta bem mais a gol agora -. Egídio (tá numa fase e tanto), aos 27′, recebeu de Dudu e, de fora da área, chutou forte para marcar o primeiro  do Palmeiras. A bola desviou no jogador adversário antes de entrar. Festa no Allianz, nosso Palmeiras buscando mais três pontinhos…

Mesmo com algumas dificuldades para criar chances mais claras de gol, para entrar pelo meio, eu achava que o Palmeiras tinha a partida na mão, estava sossegada e, depois do gol então, fiquei ainda mais tranquila.

No segundo tempo, o Palmeiras  passou a ter total controle do jogo, criou algumas oportunidades, e as chances de contra ataque do adversário sumiram, sobraram só as botinadas, que os adversários distribuíam sem cerimônia. Tudo sob controle… mas a torcida queria mais um golzinho…

MO então, sacou Dudu (ele estava jogando bem) e Leandro Pereira,  colocando Zé Roberto e Cristaldo. E o “Churry”, com uma luz brilhando em cima da cabeça dele, com um minuto em campo, desceu pela direita e passou para o Egídio lá do outro lado. Egídio cruzou, Robinho, no primeiro pau, deu uma desviada, e quem é que apareceu pra guardar? Ele mesmo, “Churry” Cristaldo, nosso talismã. Palmeiras 2 x 0 e… “Festa no chiqueirooooo…”.

O Palmeiras ganhava mais uma, fazia 15 pontos, e subia para a 12ª posição na tabela. Segura o  porco!!

E lá foi o Verdão, em busca de mais três pontos, jogar com a Ponte Preta em… Cuiabá, a Arena Pantanal. A parmerada de lá (quanta gente) fez a maior festa já no desembarque do Verdão.

Coisa linda essa torcida! Uma demonstração explícita de amor, sem censura, permitida para todas as idades. De arrepiar!

E na hora do jogo não foi diferente… Time e torcida em perfeita harmonia. E o Palmeiras  correspondeu ao amor recebido, à festa, às lágrimas de alegria de muitos, que desde 2008 não tinham a chance de ver o Palmeiras jogar.

Rafael Marques e Dudu então, abusaram! Nosso “Edmundo”, na versão ‘Duende’, e Benzemarques comandaram o Verdão em mais uma  vitória. Mas Gabriel, Arouca, ‘Mito’ Hugo, Victor Ramos e Prass decidiram que não tomam mais gol. Terceira vitória seguida, 8 gols feitos e nenhum (eu disse nenhum) tomado. Tá bom pra você? Pra mim, está  ótimo!

Marcelo Oliveira vai mesmo acertando o time, fazendo com que ele produza mais, ajudando os jogadores a mostrar o seu melhor futebol. A reação do Palmeiras não acontece por acaso…

E diante da Ponte – que deu um sustinho na gente logo no comecinho – foram necessários apenas oito minutos para que o Palmeiras abrisse o placar. Gilson afastou mal de cabeça, e a bola sobrou para Rafael Marques, que colocou a bola na cabeça de Dudu, e ele guardou. Gol de cabeça do nosso  duende, pode? Pode sim! E que festa fez a parmerada em Cuiabá; que festa eu fiz em casa porque o gol era do Dudu. Saiu a zica! Tchuuuupem, “recalcados pelo chapéu tomado”!

Não assisti direito ao primeiro tempo – só depois -, mas sei que só deu Palmeiras. A Ponte, voltaria a aparecer com perigo aos 37′,  no entanto, o seu jogador mandou a bola por cima do gol.

Em seguida, Benzemarques, “garçonzérrimo” da noite, mandou a bola  pro meio da área, Dudu apareceu pra chutar de primeira e guardar (de novo) na rede da Ponte. DÁ-LHE, DUDU!

No segundo tempo, achei que o jogo ficou mais morno, com poucas chances para os dois times. Mas o Palmeiras se mantinha no controle da partida, seguro na defesa, seguro na boa partida de Gabriel (ele joga muito) e Arouca.

E, lá na frente, já nos últimos cinco minutos, por pouco Dudu não faz o terceiro. Zé Roberto deu um belo passe para Dudu, ele driblou o goleiro, mas chutou pra fora. Aí, foi a vez de Cristaldo quase fazer o terceiro aos 44′, mas impediu.

E assim, o Palmeiras conquistou mais 3 pontos, subiu para o º lugar com 18 pontos…

E hoje tem mais… No Allianz Parque, para um público de 36 mil parmeras (até a hora em que escrevi), o Verdão, já de olho no G4, receberá o Avai.

O CALDEIRÃO DO PORCO VAI FERVER! VAMOS GANHAR, PORCOOOO!

 

 

 

Estamos sempre reclamando da maneira dúbia com que a imprensa esportiva noticia os assuntos dos clubes de futebol. Reclamamos do “dois-pesos-e-duas-medidas” que dimensiona os problemas e fracassos de um, e ameniza os problemas e fracassos de outros; que minimiza os sucessos e as boas notícias de uns e agiganta as de outros.

Isso é comum, principalmente no estado de São Paulo, e pode ser observado diariamente nos portais e nos programinhas de TV. Alguns “profissionais” de imprensa, de profissionais não têm nada, e se revelam apenas torcedores; outros, são apenas vassalos – não se sabe exatamente a quem servem.

Ontem à noite (20/11), São Paulo e Ponte Preta disputaram a primeira partida da semifinal da Copa Sulamericana.  Em pleno Morumbi, diante de milhares de torcedores são-paulinos, diante do goleiro que, segundo a Press, merecia ser homenageado porque ia superar um recorde de Pelé (!), o time de Campinas, que está na zona de rebaixamento do Brasileirão 2013, enfiou 3 x 1 nos donos da casa. Um vexame! Ainda mais depois do time do Jd. Leonor ter usado a sua influência nos bastidores para interditar o estádio da Macaca para a segunda partida, como já fez outras vezes com outros clubes, conseguindo vetar até a moderna Arena do Atlético-PR.

O time do Morumbi se preocupou tanto em sacanear a Ponte Preta na segunda partida, que acabou esquecendo de jogar futebol e foi merecidamente derrotado.

E você imagina como os portais noticiaram o vexame bambi? Assim:

 

Notícia-Globo

notícia-MSN

notícia-UOL

notícia-lancenet

Repare, o nome do São Paulo, tido como ‘bicho-papão’, o time grande do confronto, QUE FOI FACILMENTE DERROTADO, mal aparece nas notícias como perdedor.

Vejam as chamadas da Gazeta Esportiva:

– “Pelé exalta fidelidade e vê recorde quebrado por Ceni como homenagem”
– “Vídeo: Muricy Ramalho pede para São Paulo não jogar a toalha”
– “Mesmo com obrigação de fazer três gols, Muricy não joga toalha” (essa, embora seja sutil, é a única chamada que remete à real situação do time Leonor depois da derrota) 

Essas  são as chamadas do site do Globo Esporte:

– “São Paulo é o terceiro clube mais valioso das Américas”
– “ACREDITA” Reação no Brasileiro faz São Paulo sonhar com vaga na Sul-Americana”
– “Muricy inicia ‘vestibular’ para 2014 e admite atraso na busca por reforços”.

Nem parece que o clube deu um baita vexame na quarta-feira, não é mesmo? Mas deu! A imprensa é que quer plantar outro tipo de raciocínio na cabeça dos seus leitores mais distraídos, que compram como verdade absoluta tudo o que a imprensinha vende; é a imprensa que quer limpar a barra do time do Laudo Natel, que quer desviar o foco de atenção dos seus torcedores.

No máximo, o que conseguimos apreender das entrelinhas dessas notícias é que o culpado talvez seja o Muricy, que, comandando o clube leonor, já sofreu a 6ª queda para brasileiros em competições internacionais (o time do SPFW estava lutando pra não cair antes dele chegar).

Não tem uma chamada na home dos sites falando sobre o vexame. Ninguém diz que ele foi atropelado (esse foi o termo usado para o Palmeiras derrotado pelo Atl-PR – perder do Atlético é ser atropelado, perder da Ponte Preta não?), nem que agora as chances estão muito reduzidas; não tem imagens de torcedores chorando, não tem estatísticas mostrando que a Ponte agora é favorita à vaga; ninguém fala das falhas da zaga bambi, do ataque inoperante, nem das falhas do goleiro de hóquei…

… não há as palavras “vergonha”, “vexame”, “inoperância,” “fracasso”; não tem a imprensa dizendo que um time que é derrotado por um outro, que vai ser rebaixado, não tem condições de jogar a série A do próximo ano;  não tem entrevistas com os “craques” que pipocaram diante do time quase rebaixado no Brasileiro; não se fala em custo x benefício de Luís Fabiano, Ganso…

…como fariam se fosse com o Palmeiras. Né?

Ainda bem que somos lunáticos, com mania de perseguição, e a imprensa esportiva é “profissionalíssima”…


Leandro-gol-na-Ponte

“Atacantes podem se encontrados em todos os times, mas, atacante que faz gol em dois dias seguidos, jogando por dois times diferentes, e em países diferentes, é só no Parmera  mesmo!”

A Ponte Preta recebeu o Palmeiras nesse domingo com pose de bicho papão. Segundo lugar na tabela de classificação do Paulistão, invicta há 19 jogos, 16 deles no campeonato estadual – a única equipe que ainda não havia sido batida, nem mesmo pelos badalados times da Série A -, e  há oito meses sem perder em seu estádio.

Mas isso tudo porque ela ainda não havia trombado com um certo time das Perdizes, também conhecido como “O Campeão do Século”, time que a imprensinha (e alguns de seus torcedores também) vive tentando diminuir. Aquele time que estará na série B do Brasileiro neste ano, aquele time “medíocre” (cornetas adoram esse adjetivo), que tem o “pior elenco de todos”, “sem comprometimento”, do “técnico burro”, o time “que ia perder de todo mundo em 2013”, que “ia dar vexame nos clássicos”, blá, blá, blá… nhe, nhe, nhe… mimimi…

Então… esse time, que jamais pode ser subestimado, que anda jogando desfalcadíssimo (todo mundo faz que esquece esse detalhe), não deu nem bola para a pose do adversário, para a sua invencibilidade, sua colocação no campeonato, para a torcida adversária “bravinha” com o técnico palestrino, não deu bola para os próprios desfalques e derrubou a Macaca do galho! Só podia ser o Palmeiras pra fazer isso (espero que o Ibama não cisme de processar o Palmeiras… um Tigre na quinta, uma Macaca no domingo…).

Quando o jogo teve início, por mais que eu esperasse uma vitória verde, não imaginava que ela ia começar a ser construída tão rápido. Logo aos 3′, em boa troca de passes, Wendel recebeu de Caio e cruzou na medida para Tiago Real marcar de cabeça – ele precisou se abaixar para desviar a bola. Que surpresa maravilhosa! Coisa linda esse Parmera!

A Ponte assustou com o gol tomado e até tentou pressionar, mas o seu jogador exagerou e acertou o poste atrás do gol. O Palmeiras me pareceu meio estabanado depois de estar em vantagem (fazia algumas faltas bobas e desnecessárias, errava passes), mas não deixava de jogar com determinação, disputando todas as bolas com muita vontade; os jogadores corriam o campo todo e, como aconteceu no jogo diante do Tigre, não tinha bola perdida. A Ponte tentava  se aventurar, mas tinha dificuldade em passar pelo esquema armado por Kleina. Ramírez ficava irritado com a marcação recebida.

E Ayrton quase marcou aos 28′; Caio  levou perigo ao gol adversário aos 31′; aos 37′, o goleiro da Ponte pegou firme uma cobrança de falta de Ayrton; mas, aos 42′, num ataque da Ponte, Uendel cruzou rasteiro para Ramírez entrar de carrinho, Prass saiu na bola e foi atingido pelo jogador campineiro (ficou com um galo na testa); na “dividida” (falta no goleiro que o juiz não marcou) a bola acabou entrando e a Ponte empatou a partida. Aos 48′, o juiz apitou o final da primeira etapa.

Querendo a vitória, Kleina voltou com Vinícius no lugar de Caio, talvez pensando em se utilizar da maior velocidade dele (como é bom ter um técnico que busca a vitória e faz o time honrar a camisa mesmo sem ter camarão). Já no primeiro lance, uma tabela entre Tiago Real e Ayrton obrigou o goleiro da Ponte a mandar a bola em escanteio. O Palmeiras mostrava que tinha voltado pra vencer.

Eu queria um gol do Leandro, só que ele me parecia meio esquisito. Mas também pudera, ele tinha jogado pela seleção brasileira na tarde anterior (e marcado gol), e o jogo tinha sido na Bolívia. Mas, para nossa sorte, e para que ele se desgastasse menos, Paulo Nobre, o trouxera de carona em seu avião particular, e assim, Leandro (que mal deve ter dormido) pode estar mais descansado para jogar a sua segunda partida em 24 horas.

Sorte nossa, mesmo…

O tempo passava, e nada do gol sair. A parmerada estava lá cantando na bancada, mas a torcida adversária, em maior número, empurrava o time local como podia, fazendo um escarcéu e pedindo cartão a cada pequena falta,  mas eram os jogadores da Ponte que estavam mais nervosos, fazendo faltas mais duras. Tinha um “irmão do Tinga” lá, que só faltava bater no juiz.

E então, aos 27′, aquele artilheiro menino, palmeirense desde criancinha, que saiu da reserva do Grêmio e veio para o Palmeiras com a responsabilidade de substituir o goleador do time; que chegou sob a desconfiança da torcida,  mas que bastou vestir a camisa de um gigante para desandar a fazer gols, pra começar a brilhar, para ser convocado para a seleção  brasileira (Tchuuupa, Tamoxunto!)… aquele menino, que já marcou mais gols que o Duck, o André, o Guerrero… que já marcou mais gols aqui, do que o argentino marcou lá no Sul (e o menino joga só o Paulistão); que já tem o nome falado por milhões de torcedores, que diz estar vivendo uma fase maravilhosa na vida…… Aquele menino, que vai crescer muito no Palmeiras, recebeu um belo cruzamento de Juninho e, dentro da área,  chutou por entre as pernas do goleiro,  marcando o gol da vitória do Verdão!

Leandro ‘derrubou a Macaca do galho’ e, com duas rodadas de antecedência, classificou o Palmeiras às quartas de final do Paulistão. Leandro, ontem, pintou o nosso céu de verde e branco, e, assim como quem não quer nada, vai entrando em nossos corações sem precisar bater na porta…

O Palmeiras ainda teria outras chances, mas tratou de tocar a bola, e com muita garra e determinação segurar a bronca da esperneante Ponte Preta, que perdia, dentro de seus domínios, a sua tão decantada invencibilidade. E perdia a cabeça também; Cleber deu uma cabeçada em Ronny, e foi expulso.

Quando o jogo acabou, a torcida do Palmeiras, que no final do ano passado, viu lhe subtraírem o direito de sonhar, se sentindo mais confiante agora, mais feliz, já fazia planos, já falava sobre os ingressos para o jogo contra o Libertad, já apostava numa classificação, já sonhava até com a primeira colocação no grupo… Quem diria…

Mas eu confesso, também estou sonhando acordada com tudo isso e mais algumas coisinhas… Meu ingresso já está comprado há um tempão, e eu espero que você também tenha comprado o seu, porque, mais uma vez, o Palmeiras vai precisar entrar em campo e ver que seu 12º jogador está lá, no lugar de sempre, com a alegria de sempre, com a força e o amor de sempre…

É QUINTA FEIRA, PARMERADA! NÓS VAMOS JOGAR COM O VERDÃO!

Ôôô Vamos ganhar, porcooo!!! ♫♪♫

Embalo de sábado à noite, para parmeras, é mesmo com o… PALMEIRAS! Frio, sabadão, jogo às 21h00, time na zona de rebaixamento, sem perspectiva de sair dela nessa rodada, contra a Ponte Preta (invicta há 8 jogos), e 31 mil pessoas estavam no Pacaembu!! Isso não é para qualquer time! Isso não é para qualquer torcida…

E foi uma noite linda! Especial! Cheia de alegria! Do lado de fora, o clima entre os torcedores era festivo, confiante. Não havia aquela tensão costumeira, havia apenas ansiedade nos olhos de todos. E, por essa disposição do torcedor, pude constatar que o papo do rebaixamento já ser favas contadas, era realidade apenas nas cabeças de quem se deixou levar pela mídia sensacionalista e tendenciosa. A parte pensante da torcida palestrina, acredita no time SIM! Está com o time SIM!

E foi uma festa para os sentidos estar naquele Pacaembu lotado, fazer parte daquela demonstração de amor, de apoio ao time, tão querido, que entrava em campo. Foi uma festa para o coração…

A gente ouve dizer que Kleina devolveu a confiança ao grupo… Eu acho que ele nos devolveu e nos trouxe tantas coisas mais, como por exemplo, botar o time pra cima desde o começo da partida, e não depois dele estar no prejuízo. Outra boa devolução, e que fez muito bem ao grupo, foi Maikon Leite! Ficamos bem mais perigosos com ele em campo, Barcos consegue jogar seu melhor futebol quando ele está no time. Mais uma coisa que Kleina nos trouxe, foi a movimentação de Henrique, Assunção e Márcio Araújo, trocando muitas vezes de posição… Me pareceu também, que o Mago não fica mais centralizado e se movimenta bastante, se posicionando sempre do lado oposto a Maikon Leite, para que o time leve perigo ao adversário pelos dois lados… tem Barcos mais fixado lá na frente…  Num desenho tático que funciona melhor (4-3-1-2) é natural a volta da confiança e da alegria!  Moral da história: o Palmeiras jogou um bolão! Venceu, convenceu e encantou o seu torcedor!

E foi bonito desde o início da partida. A Ponte ficava inteirinha na defesa; quase todos os seus jogadores estavam na área ou na entrada dela, morrendo de medo do Palmeiras! E o Verdão, com muito boa movimentação (fazia tempo que eu não o via assim), era bastante ofensivo. Tivemos algumas chances claras de gol  já nos primeiros minutos. Numa delas, o goleiro da Ponte fez quase um milagre, numa cabeçada de Artur.

Vendo o Palmeiras todo no ataque, a gente sabia que era só uma questão de tempo… E eu sabia que essa questão de tempo acabaria nos pés do Pirata… Tava na hora de sair a “nhaca”, tava na hora da alegria da saudação pirata! Aos 12′, Assunção cobrou uma falta, houve um bate-rebate na área e, depois da ajeitada de Artur, a bola apareceu na frente de Barcos. El Pirata só precisou se esticar todo e tocar com a ponta do pé, meio de raspão, pra ela ir morrer no cantinho esquerdo do goleiro. FESTA TOTAL NAS ARQUIBANCADAS! E todos os jogadores, lá na bandeirinha de escanteio, explodindo de alegria, davam um ‘abraço gigante’ em Barcos! Ah, esses “jogadores sem comprometimento”…

Estávamos ainda em plena comemoração, quando, dois minutos depois, numa jogada em velocidade, Maikon Leite, espertíssimo, veloz, bateu a carteira de Uendel, arrancou pela direita e cruzou rasteiro para Barcos, sem marcação (jogada em velocidade dá nisso) só ter o trabalho de guardar. El Pirata estava avassalador! Quanta alegria nós sentíamos lá na bancada (um torcedor à minha frente, chorava de emoção), todo mundo se abraçando; quanta alegria sentiam os jogadores em campo, os que estavam no banco… quanta alegria sentia o nosso técnico Kleina, ex-técnico da Ponte. Devia estar sendo uma prova e tanto pra ele…

E aí, com 2 x 0 no placar, time e torcida ficaram tranquilos e o futebol do Palmeiras ficou ainda melhor! Valdivia fazia uma excelente partida, com o jogo passando todo por seus pés, e ele achava os companheiros em todos os cantos do campo, deixando doidinhos os jogadores da Ponte; Barcos, era um perigo constante e fazia lindas jogadas; Maikon Leite, voltava a jogar o seu bom futebol;  A trinca Henrique, Assunção e Márcio Araújo era de importância vital, Márcio Araujo (quem diria!), embora errasse alguns passes e fizesse umas trapalhadas, estava desarmando um bocado e nos ajudava bastante; Juninho e Arthur, menos sobrecarregados pareciam mais tranquilos; a defesa estava segura; Maurício Ramos, raçudo, estava muito bem; Thiago Heleno fazia uma partida monstruosa, e o Brunão, com segurança e personalidade, tomando conta direitinho do gol. E garra não faltava em campo, em momento algum! Que delícia de jogo! O Palmeiras deixava de ser um time previsível, até mesmo para nós, torcedores.

E a torcida não parava de cantar… não parava de apoiar o time… Mágico!

Eu, que estava rezando para que Valdivia, sempre tão perseguido pelos árbitros, não tomasse cartão, percebia que ele nem chegava perto do juiz; sofria faltas e mal olhava o sujeito que deixava de marcar algumas delas… Valdivia não deu a menor chance para Ceretta o amarelar. Barcos, Maikon Leite e Henrique também estavam pendurados e não podiam tomar cartões. Que medo! Infelizmente, Maikon Leite levou o terceiro amarelo, mas, numa jogada idêntica, Ceretta não deu amarelo para o jogador da Ponte… E ele, que no jogo, amarelou 4 jogadores do Palmeiras e só um da Ponte, tava doidinho para amarelar Henrique… Mas Henrique e Barcos também sairiam “ilesos”.

Com o futebol fluindo, com o placar tranquilizador, acho que o Palmeiras deu uma relaxada nos quinze minutos antes do intervalo; errou muitos passes, e a Ponte até pensou em reagir, mas o domínio era mesmo do Verdão. As investidas da Macaca paravam na zaga ou nas mãos de Bruno. Que bela partida ele fez! Com direito à uma defesa sensacional, numa cabeçada perigosíssima, de endereço certo, que fez o torcedor gritar seu nome no estádio.

Na segunda etapa, o Palmeiras voltou disposto a liquidar a fatura.  Em jogadas individuais do Mago e do Pirata, o Verdão poderia ter massacrado a Ponte, mas elas paravam no goleiro. E a gente, lá na bancada, rezando pelo terceiro gol, para o Gilson poder ‘guardar’ Valdivia pro clássico. E o gol veio, aos 14′, nos pés de Assunção, que chutou da intermediária, rasteiro, e guardou lá no cantinho esquerdo do goleiro. Os torcedores enlouqueceram de alegria! Que sensação maravilhosa estava comigo. O meu Palmeiras, em dois jogos, fazia 6 gols! O meu Palmeiras, em dois jogos, conquistava duas vitórias e seis pontos! O meu Palmeiras estava de volta!! E o meu coração me dizia: “Eu sabia! Eu sempre soube…”

Passamos o resto do jogo cantando, felizes, vendo duas bolas (uma do Mago e outra do Barcos) carimbarem a trave. Já era a terceira do jogo. E o Kleina fez o que esperávamos, substituiu Maikon Leite, que não jogará o próximo, por Mazinho; sacou Valdivia e colocou Daniel Carvalho; e Assunção, muito aplaudido, deu lugar a Denoni.

Já no final, a Ponte teria uma chance desperdiçada; Roger entrou na área, driblou Maurício Ramos e só tinha Bruno e o gol pela frente, quando tentou tocar por cima e isolou a bola. Sorte do Palmeiras? Talvez… mas eu diria que essas finalizações desastrosas são também consequência de quem está perdendo, e sabe que não vai conseguir mudar o placar. Já passamos por isso muitas vezes… Quando mudamos nossa maneira de jogar, construímos a nossa sorte.

E então, o juiz apitou… Estávamos abraçando uns aos outros, comemorando mais aquela vitória, quando eu olhei pro campo e vi que os jogadores ainda estavam lá… Eles permaneceram em campo para agradecer à torcida. E, enquanto eles a agradeciam, ela os aplaudia. Que momento lindo! E ele me tocou profundamente… Não pude conter as lágrimas e não posso contê-las agora, ao me lembrar.

O meu Palmeiras, lindo, estava de volta, e a torcida, linda, estava com ele!

FORÇA, VERDÃO! “TAMO JUNTO”! E É PRA SEMPRE!

Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira. – Johann Goethe

 

Sábado, 18h30, contra a Ponte Preta, no Pacaembu… Expectativa de um bom público.

Quando entrei no estádio, tinha muita gente chegando. Alguns torcedores, homenageando Hernan Barcos, usavam tapa-olhos, chapéus de pirata; uma aura de felicidade e uma energia muito positiva rolavam no ar. Palmeiras invicto (no ano passado, essa mesma P.Preta nos tirara a invencibilidade), numa fase boa, melhor ataque do campeonato, time subindo de produção, buscando a liderança, rumo à classificação…

Na hora em que o telão foi mostrando a escalação do Palmeiras, já deu para perceber que até a torcida anda diferente, menos estressada, mais leve. Festejou os jogadores como há muito tempo não fazia. Me emocionei e senti o coração enorme, quando anunciaram o Mago e os quase 20 mil parmeras do estádio comemoraram muito. El Pirata também foi festejadíssimo! De arrepiar! E posso apostar que era por causa desses dois, muy queridos da Nação Alviverde, que tinha tanta criança no estádio.

E se a energia estava boa, ela devia ter contagiado até mesmo Felipão. Não é que ele colocou em campo Daniel Carvalho e Valdivia, juntos? Mal podíamos acreditar! E não deu outra! Verdão começou voando baixo e deixou a Macaca de cabelo em pé! No primeiro minuto, já deram uma pegada no Mago e o juiz fez que nem viu. Deve estar no livro de regras da FIFA: faltas sobre Valdivia nunca devem ser marcadas! PORQUE NÃO TEM UM FILHO DA P…MÃE QUE MARQUE AS FALTAS QUE O MAGO SOFRE!!!

Mas, para castigo do homem de preto (e branco), aos 3′, Valdivia tabelou lindamente com Daniel Carvalho (que categoria desses dois), que deixou Juninho na cara do gol. Com categoria ele guardou! GOOOOOOOOOOOOOL DO PALMEIRAS!! E festa na torcida! TCHUUUUPA, JUIZ!

E as jogadas se sucediam… Finta do Mago e chute a gol; tabela de Márcio Araújo com Daniel Carvalho; tabela de Juninho com João Vítor;  Artur para Daniel Carvalho, que quase consegue emendar de primeira… e a torcida, elétrica, adorando ver o Palmeiras jogar. Não sei explicar, mas teve um momento lá que me arrepiei inteira. Era possível sentir a torcida fechada com o time, de uma maneira como há muito tempo eu não sentia. Acho que ela percebeu o grupo, FINALMENTE, unido, e o abraçou. Algo tão lindo, tão forte! Nem sei explicar, só estando lá para sentir.

Embalado pela confiança e pelo amor da sua gente, o Palmeiras não dava tréguas à Ponte. Aos 10′, num contra ataque verde, Barcos foi derrubado. Falta!! Marcos Assunção (já viu, né?) foi para a cobrança e despachou a coitada da coruja lá do cantinho onde ela dormia. Que perfeição!! GOOOOOOOOOL DO PALMEIRAS!! Que alegria!!

A Macaca tentava reagir, só que parava na defesa do Verdão.  Deu um susto na gente, numa bola que veio forte, de longe, e que Deola teve que mandar para escanteio. O Palmeiras, com a vantagem de dois gols, ficou tranquilo e caiu de produção. Barcos, isolado, aparecia pouco, uma vez que as bolas mal chegavam nele. A torcida, continuava feliz da vida e não parava de cantar!!

O juiz deixava Valdivia apanhar à vontade; não marcava nada! Mas marcou um impedimento dele, sozinho dentro da área, depois de lindo lançamento de Assunção, que a mim, lá da bancada, pareceu não ter existido. Ah, se fosse com um jogador de outro time…

A Ponte não conseguia vencer a nossa defesa, porém, aos 37′, após cruzamento, nossos defensores criaram raízes no chão e ninguém marcou o zagueiro Ferron que, livre, à frente de Deola (que também não saiu na bola),  mandou pro fundo da rede.  Nos minutos que restaram, Román quase marcou o terceiro, depois de cruzamento de Assunção.

Na volta do intervalo, no primeiro minuto de bola rolando, Daniel Carvalho faz bela jogada individual e o jogador da Ponte quase faz contra. Os adversários fazendo faltas e o juiz mandando seguir. Felipão ficou uma fera, e a gente também! Jogada bonita de Barcos, mas a bola saiu à direita de Lauro. Minutos depois, Barcos, de novo, deu um drible e deixou o jogador da Macaca no chão, a finalização passou rente a trave… UHHHH! Quase o terceiro!

O Palmeiras assustava a Ponte. Valdivia fazia um ótimo segundo tempo. Municiava os companheiros e chamava a marcação. Apanhava um bocado. Sofreu um pênalti escandaloso que o juiz não viu, o bandeirinha não viu, e aquele juiz da linha de fundo, que nunca presta pra nada, também não viu! Trio de cegos, ou de sacanas!  Será que o juiz era corintiano como aquele que tinha apitado o Palmeiras B e dado uma senhora garfada no Verdão? Se B1 e B2 não tomarem providências…

A Ponte colocou em campo William Magrão e depois Rodrigo Pimpão (isso é nome de ursinho de pelúcia); e começou a dar mais trabalho ao Palmeiras, mas o Verdão continuava levando perigo. Chute de Daniel Carvalho, Lauro defendeu; Barcos, driblou o jogador da Ponte e chutou, Lauro defendeu de novo;  Barcos (ele é um terror!) recebeu na área e mandou no canto direito, pro goleiro fazer mais uma defesa…

E entre tentativas da Ponte e do Palmeiras, o jogo seguia. Lauro, salvando a Macaca, ia fazendo o nome. Mas a Ponte buscava o empate. Deola e a zaga trabalhavam bastante.

Felipão tirou Daniel Carvalho (que saiu aplaudido) e colocou… Tinga! Só ele mesmo para preferir o 17 a Carmona…  Minutos depois, Valdivia fez uma jogada linda, saiu de dois marcadores e tocou para Márcio Araújo; ele cruzou e Barcos, de cabeça, quase estufou as redes. UHHHH! A torcida doidinha por um gol do Pirata…

Eu estava preocupada; o Palmeiras caía de produção e a Ponte querendo empatar. Dava um medo da gente tomar um daqueles gols que o adversário faz quase sem querer. Felipão tirou Márcio Araújo e colocou Chico. A Ponte pressionando… Felipão tirou Valdivia e colocou Maurício Ramos. O juiz deu mais três minutos. O time do Palmeiras defendendo, segurando a Ponte, protegendo o gol de Deola. Aos 48′ o juiz apitou! Uffa!

Saímos com a vitória, invictos (21 partidas), líderes (mesmo nos roubando pênaltis em todos os jogos), com o melhor ataque, felizes da vida, só esperando um tropeço dos gambás no dia seguinte… E não é que eles receberam o Bolsa Pênalti de sempre, e só empataram com o último colocado do campeonato? E perderam  a segunda posição por causa da vitória dos bambis, COM GOL IMPEDIDO DE LUCAS, que o filho do presidente do Palmeiras foi prestigiar lá no Panetone. Tirone avô, com muita vergonha, deve estar revirando no túmulo por causa desses descendentes sem noção que deixou aqui…

Mas quarta feira tem mais Verdão, e é em Jundiaí, contra o Coruripe, valendo classificação à próxima fase da Copa do Brasil.

E no domingo, você já sabe… É DIA DE CHORORÔ, BEBÊ!!!

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“Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor” – Paulo de Tarso
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Era o último jogo da fase de classificação do Paulistão… Claro que eu queria uma vitória do Palmeiras, claro que eu queria a liderança também. Mas eu sabia que, dependendo dos resultados dos demais confrontos, ficar em segundo lugar poderia acabar sendo vantajoso. Além do mais, o Palmeiras, que enfrentaria a Ponte Preta em Campinas, estava prá lá de desfalcado. Felipão, cauteloso, não quis correr o risco de perder jogadores titulares para o momento em que o Paulistão vai realmente começar, colocando só quatro deles em campo (cinco se considerarmos Rivaldo titular). Valdivia, Patrik e Lincoln tinham sido vetados pelo Depto Médico e Gabriel estava suspenso. Mas, mesmo com o time todo remendado, Felipão montou o Palmeiras com três atacantes: Max “Pardalzinho”, Kleber e Adriano MJ.
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Prá variar, tão logo a partida teve seu início, as botinadas em Kleber começaram, com as bençãos do árbitro Sálvio “Cu rintia” Spínola. A Ponte, o mais forte entre os chamados “pequenos”, fazia dura marcação. O Gladiador, tão logo tocava o pé na bola, era derrubado. Cicinho também apanhava um bocado. E o juizão… fazia cara de paisagem! Será que ele foi ao show do U2?? Sei não… Felipão estava muito bravo porque, se dependesse do juiz, os jogadores da Ponte quebrariam o Kleber ao meio e o tirariam das semifinais do Paulistão. Cada vez mais eu achava que o homem do apito tinha ido ao tal show…
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E mesmo com Sálvio Spínola atrapalhando um bocado (quantas faltas ele deixava de marcar), o Palmeiras era mais ofensivo e dava mais trabalho à zaga adversária. Aos 20′, a boa atuação que Pardalzinho tinha na partida, foi recompensada. O garoto arriscou um chute de fora da área e o goleiro da Ponte aceitou. Ele bem que tentou puxar a bola rapidinho, mas ela já tinha entrado e todo mundo viu! Foi o “Frango de Páscoa”!!
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Com a vantagem no placar e com os bambis perdendo do Mirassol, o Palmeiras se mantinha líder. Mas, ao tomar o gol, a Ponte veio prá cima e levou só quatro minutos para empatar a partida. Márcio Diogo recebeu na área, se livrou (facilmente, eu diria) de Leandro Amaro e bateu. Mesmo tendo tocado na bola, Deola nada pode fazer. A botinada rolava solta. Cicinho, que era muito acionado, a cada vez que descia com perigo, era parado na falta. Kleber era caçado – isso enche o saco – e Felipão reclamava com o 4º árbitro e com o mundo porque, já que o juiz não coibia a caçada ao Gladiador, ele teria como única opção tirá-lo de campo, caso não o quisesse machucado para a próxima fase. Que raiva disso! E mesmo com o Palmeiras perdendo algumas chances, o primeiro tempo acabou empatado.
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Para a segunda etapa Felipão já voltou com Vinícius no lugar de Kleber. Sem o Mago para armar, já era complicado; os titulares ausentes faziam muita falta e, ainda por cima, fomos obrigados a ficar sem o Kleber… Claro que o futebol do Palmeiras iria se enfraquecer. Quem gostou foi a Ponte, que mandou uma na trave. Eu juro que não sabia se queria que o Palmeiras ficasse em primeiro na tabela, ou se o segundo lugar acabaria sendo melhor, caso pegássemos um adversário mais fraco. Nessas horas, não devemos deixar que o orgulho faça a “contabilidade” prá gente. O mais importante é onde se quer chegar. E deve ter sido pensando nisso que, aos 16′, Felipão sacou Cicinho (outro que seria quebrado ao meio se continuasse em campo) e colocou Luís Felipe.
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Como a Ponte chegava com perigo, Felipão colocou Luan em campo no lugar de Max Pardalzinho, muito aplaudido pela boa participação na partida  e pelo gol marcado. O volume de jogo da Ponte era maior e a zaga palestrina passava maus bocados. E, aos 31′, deu zebra… Na cobrança de escanteio, a zaga palestrina tirou como pôde, mas na sobra, Renatinho, de fora da área, meteu pro gol.  De novo eu reclamei do gol tomado, sem um pingo de convicção se estaríamos mesmo sendo prejudicados ao perder a liderança.  A lamentar mesmo, só o fato que lá se ia a nossa invencibilidade de 15 jogos… O Palmeiras ainda tentaria empatar em algumas oportunidades, mas nada de aparecer alguém prá guardar. A Ponte fazia o dela e ficava lá atrás só tocando bola. E foi assim até o apito final.
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Perder nunca é bom mas, por outro lado,  pegar um adversário, teoricamente, mais fraco é auspicioso. Ecá entre nós, que hora boa para se perder, né?  Acredito que os quatro grandes têm condições de ganhar o título e talvez a Ponte vá dar trabalho. Mas, seja qual for o adversário, eu confio no Palmeiras e acho que temos alguns diferenciais que podem desequilibrar a balança a nosso favor. O primeiro deles está no banco comandando o time. Em campo teremos o Mago (desequilibrar partidas é com ele mesmo), Kleber (nosso Homem-de-Ferro), a zaga “Melhor do Mundo”, os dois melhores goleiros do planeta e a raça e determinação da Família Scolari… Que venha quem vier!
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As cortinas se abrem e o campeonato vai começar! Chegou a hora, amigo palestrino! De roer as unhas, de sentir aquele frio na barriga, de vestir a roupa “da sorte”, de sentir o coração apertado no peito! Hora de perder a fome e a concentração no trabalho, de não conseguir dormir na véspera de um jogo e nem depois dele… de rezar, acender velas, fazer promessas… Cada qual tem o seu jeito de torcer, tem o seu ritual, sua superstição… Mas, para todos nós, é hora de ter fé no time! De ter esperança!  De sonhar! De gritar gol! É hora da QUE CANTA E VIBRA, que nunca para de cantar e nunca deixa de acreditar! É hora da torcida que tem o maior amor do mundo! Essa gente palestrina, guerreira, que vive e respira Palmeiras!
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Nosso destino é vencer! É superar as adversidades com jogadas perfeitas, partidas inesquecíveis! Com gols inacreditáveis, marcados no último minuto… Com raça, encantamento e magia… Com a torcida cantando e dançando nas arquibancadas,  o coração enlouquecendo de alegria…
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E é na bancada que vamos fazer a diferença! Amanhã tem Copa do Brasil e no domingo o primeiro mata-mata do Paulistão! O PACAEMBU SERÁ PEQUENO! O PALMEIRAS VAI JOGAR, NOS VAMOS!!
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AUGURI, PALESTRA! SCOPPIA CHE LA VITTORIA È NOSTRA!
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“Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo.” –   Caio Fernando Abreu

 

Saí do Palestra num desânimo total.  Nem muito brava com o time, eu consegui ficar. Durante a volta, uma sensação tão estranha me acompanhava…  Qual um caramujo, que  carrega a casa nas costas, a minha “casa” estava pesada demais.  Meus olhos ardiam, raspavam,  como se eu estivesse morrendo de sono; e não estava.   Cansada de todos os “quases” do Palmeiras e de outros tantos, da vida, me fechei na minha “concha” e a única vontade era a de nunca mais falar com ninguém.  Acho que a derrota para a Ponte Preta, em casa, coincidiu com aquele dia crucial da TPM. Ia ser difícil chegar em casa…

Queria não pensar, mas era impossível… Pediram a presença da torcida e ela estava lá! No começo da partida, quanta esperança, o Palmeiras parecia que ia ganhar de ’20 x o’. Mas, mesmo tendo o jogo nas mãos,  nosso time não soube decidir  em nenhuma, das muitas, oportunidades surgidas. A Ponte, inofensiva, a não ser quando, por vacilos nossos, ganhava algumas chances, decidiu e matou a partida, em duas, das três boas oportunidades que teve.

Não consigo entender como os nossos jogadores se recusam a brilhar.  Estão na maioria da vezes, dando muito menos do que podem. Alguns, com mais futebol para mostrar, dificilmente ultrapassam a linha que põe de lados opostos protagonistas e coadjuvantes. Em algumas ocasiões se comportam como meros figurantes.  De nada adianta fazer dois clássicos com brilhantes atuações e tropeçar em todos os pequenos que encontrar pela frente.Todos sabemos que  a Ponte Preta nunca ganhou nada, e  é por isso mesmo que não dá para aceitar numa boa essa derrota.

No primeiro tempo mandamos na partida, mas o gol nada de sair.  Já era sinal que algo precisava ser mudado.   Fazíamos tudo certinho até chegar lá na frente  e então a bola parecia queimar os pés dos nossos atletas. Ewerthon, estava sempre de costas e, ao receber não conseguia girar; então passava… Diego recebia e também passava… Robert e Cleiton, idem. Quando chutávamos, a ansiedade, ou o goleiro da Ponte, atrapalhavam a finalização. Nosso mais ofensivo atacante parecia ser o zagueiro Danilo, sempre aparecendo com perigo diante do goleiro da Macaca.

Mas parece que o Palmeiras traz um peso a mais, sei lá… Esses anos sem títulos, essa cobrança toda, essa pressão. Parece que a camisa quando é dada a um novo jogador, já vem “imantada” com essa “nhaca” de não se tocar que É O PALMEIRAS, PORRA! De não entender que o time pequeno vem, sim, com medo ao Palestra, e nós é que os permitimos ficar mais ousados.  O torcedor que não é bobo já adivinhava o que estava por vir e, antes dos quinze do segundo tempo, pedia Lincoln, que nem relacionado fora. Alguns, na verdade,  não sabiam que ele não estava no banco, outros, gritavam seu nome como uma forma de protesto por ele não ter sido relacionado. O torcedor já percebeu que Lincoln pensa e joga ao mesmo tempo, coisa que outros acham difícil fazer.  QUE FALTA FAZ UM CAMISA DEZ…

Zago continuou sem perceber que a Ponte tava chegando e cometeu o mesmo erro que Muricy tantas vezes cometera; ficou esperando que o time (que dava mostras de não funcionar) resolvesse. Mais da metade da segunda etapa se passara e nenhuma mudança tinha sido feita. Aos 32′, a Ponte fez o seu seu gol. Custei a acreditar! Só então nosso técnico resolveu substituir. Edinho deu lugar a Lenny. Só que esse Palmeiras atual se desequilibra absurdamente quando é ele quem toma o primeiro gol na partida. E não foi diferente dessa vez…  Nós, na bancada, já sentíamos que o Palmeiras não reagiria. Aos 38′,  o veterano(!!) Finazzi marcou o segundo.  Estranho que Finazzi estivesse sem um zagueiro em sua marcação, e somente Armero estivesse na área dando combate…

O que já era insuficiente, ficou ainda pior… Nossos jogadores, tão melhores que os da Ponte, faziam questão de parecerem piores. Que desequilíbrio é esse?? A Macaca,  com o time todo atrás, só se aventurava em contra-ataques. E foi num deles que Danilo cometeu penalti em Marcos Rocha. O Santo defendeu!!! A torcida, triste, machucada, por mais um campeonato a esquecer, comemorou muito. A defesa de Marcos (que agarrou a bola!) foi o único bálsamo para as dores que aquela noite nos trazia… Para mais um “quase” que teríamos que digerir…  O maior prejuízo é o de nos acostumarmos (torcida, jogadores, diretoria) a  isso, de aceitarmos todas as desculpas, de fabricarmos outras tantas…

Quando desci na estação próxima a minha casa, a chuva caía… Todo mundo se protegia e a rua estava deserta.  Saí caminhando, lentamente, para ser engolida pela escuridão e pela água que caía do céu…  Hoje, está escuro e chove no meu mundo, mas eu sempre vou esperar pelo sol…

REAGE, PALMEIRAS!!!