Sabe quando você está adorando uma pessoa e, depois de um tempo, começa a perceber uns defeitos que não via antes? Sou eu com o Cuca…

Sei que ele é o responsável pelos muitos pontos que o Palmeiras amealhou no campeonato, sua escalações “de acordo com o jeito de jogar do adversário”, as suas substituições, sacando do time quem não estava rendendo e fazendo mexidas cirúrgicas, colocando pra jogar quem estivesse melhor (eu estava adorando isso) fizeram o Palmeiras ganhar jogos nos quais precisou vencer até mesmo as arbitragens (GRE, FLA…), só que isso não vem mais acontecendo… E perdemos muitos pontos de bobeira… e, no meu entender, por grande responsabilidade de nosso técnico.

Não frequento os treinos, não sei o que acontece, mas, aqui de fora, percebo algumas coisas… se estou certa, não sei… mas tá parecendo que Cuca não gosta de argentinos e os quer bem longe (e que idiotice se isso for mesmo verdade). Sem contar que anda segregando bons jogadores do nosso elenco, como é o caso do Gabriel, do Rafa… E o pior, essa segregação toda acontece em favor de jogadores que não rendem pra justificar essa preferência.

O rendimento do time vem caindo, na hora em que deveria estar acontecendo o contrário. Os rivais dão mole, e a gente, ao invés de aproveitar os vacilos adversários, dá mole também…

Jesus faz falta, eu sei (Prass faz muito mais), mas dá para jogarmos sem ele, dá para vencermos, afinal, temos um bom elenco. Não entendo um Dudu (que decidiu uma partida de final de campeonato) no banco, e não entendo também ele jogar como meia, nas vezes em que entra em campo… Não entendo o Allione que nunca é chamado pro jogo (mesma coisa com Rafa, que já foi decisivo em tantas partidas importantes), mesmo nas vezes em que CX está sumido nas partidas, só tocando de lado… E não vou entender nunca um Barrios no banco e  Leandro Pereira em campo… não faz sentido algum, e também não há estatística e número nenhum que justifique isso…

Se formos olhar, só por cima, Leandro fez 121 partidas como profissional, marcou 35 gols, média de 0,289 por partida; Barrios fez 439 partidas (colocou Lewandovski no banco), marcou 194 gols, média de 0,441 por partida. Leandro marcou 11 gols jogando pela Chapecoense, marcou 9 pelo Palmeiras, foi para a Bélgica e em 24 partidas não marcou nenhum. Não quero desmerecê-lo, mas Barrios vai ser reserva dele por qual motivo?

Jogadores são peças de uma engrenagem e devem ser utilizados no time como tal, para fazer a engrenagem render o melhor possível, e nunca serem escalados porque são amiguinhos, ou porque são brasileiros, ou seja lá qual for o motivo. Pô, Cuca!

Sei que o Cuca é bom técnico, já nos mostrou isso, e o que espero dele é que faça o seu melhor, como estava fazendo antes, como fazia quando o time tava sobrando em campo… acredito que ele pode nos dar o que pedimos, e é por isso a cobrança, quero ser campeã com ele. Além do mais, já não basta todos os pontos que as arbitragens nos tiram? Não podemos contribuir com isso, não é mesmo?

Não jogamos bem boa parte da partida, não criávamos nada,  mas poderíamos ter ganhado da Chapecoense; um gol impedido, que o juiz e bandeira validaram, a colocou em vantagem no jogo – embora a imprensinha nada, ou quase nada, tenha falado sobre esse impedimento, estava impedido sim.

Mesmo num ângulo não muito favorável – ninguém disponibiliza a imagem de lado – é inconfundível o fato que os de camisa escura estavam à frente dos de camisa branca.

Chapecoense-gol-impedido

No segundo tempo, quando viu que a coisa tava complicada e nosso gol não saía, Cuca, parecendo ouvir nossos apelos colocou Barrios e Allione em campo (CX já tinha entrado antes), e eles mudaram o jogo, o Palmeiras passou a jogar diferente, ficou mais perigoso, o goleiro deles, -como fazem todos os goleiros que jogam contra o Palmeiras – pegava tudo e mais um pouco.

E então, já depois dos 30′ do segundo tempo (estávamos atrás no placar desde a primeira  etapa) num ataque verde, Cleiton Xavier foi tocado por trás dentro da área. E, para nossa sorte, o juiz marcou o pênalti (a maioria dos árbitros se recusa a marcar as penalidades máximas que sofremos).

Tudo bem que CX exagerou na tentativa de mostrar que tinha sido atingido, mas, ao contrário do que o descontrolado Caio Junior reclamava (tô esperando o STJD o fritar, como faria se fosse o Cuca a fazer aquele escândalo todo, a retardar o jogo), ao contrário do que a imprensinha tanto tentou fazer parecer (ela adora fazer parecer que o Palmeiras foi beneficiado, quando, na verdade, ele foi prejudicado), foi pênalti sim.

CX-pênaltiCX-pênalti1

Jean foi lá e empatou a partida.

O time tentou buscar a virada, mas o jogo terminou empatado. O importante é que mostrou a todos nós, deve ter mostrado ao Cuca também, que o caminho pra realinhar o time, que o caminho para fazê-lo jogar melhor está logo ali, pertinho, ao nosso alcance. Tomara o nosso técnico tenha percebido…

Vou falar de novo… quero ser campeã com Cuca, estou esperando por isso desde 92… e acho que ele também.

CAPRICHA AÍ, CUCA!! Hoje é só fazer a lição de casa!

PRA CIMA DO VITÓRIA! E VAMOS GANHAR PORCOOO!!

14ª rodada… E lá fomos nós disputar o clássico contra as sardinhas…

Time desfalcado de peças importantes, uma delas, Gabriel Jesus, que virou desfalque graças à  “boa vontade” e “criatividade” do árbitro de Palmeiras x Sport,  que deu amarelo pra G.Jesus, depois que ele tentou dar uma caneta no adversário e levou uma cotovelada no queixo (parmeras levam cartão até quando são agredidos).

Allianz Parque lotado, público de 40.035, recorde de público na arena. A parmerada em festa, e era uma terça-feira à noite, de uma 14ª rodada de um campeonato longo, com 38 partidas para cada time.

O telão explodia em muitos tons de verde, em verde-e-branco, em azuis, amarelos… mostrava muitos sorrisos, olhos brilhantes, orgulho de estar ali, de fazer parte da melhor família do mundo… mostrava palestrininhos que, mesmo ainda tão pequeninos, já comungavam a paixão em verde e branco. E que linda, e sempre emocionante, a execução do hino à nossa moda.

Achei que a cara do árbitro não me era estranha e,  por algum motivo, que na hora eu não lembrava, eu não gostava nada dela. Comentei isso até com um amigo, e já fiquei cismada com o juiz (mais tarde, ao saber o nome da “peça”, eu me lembraria que ele, Wilton Pereira Sampaio, na época aspirante Fifa, fora o primeiro árbitro da final da Copa do Brasil 2012, “aquele”, que amarelou Valdivia sem motivo algum, e depois de permitir  que ele fosse agredido por Willian Farias, e de não ter expulsado o tal Edílson como manda a regra, deu um segundo cartão para o Mago na sequência do lance,  tirando-o do jogo por uma falta – bem mais inofensiva – no cara que tinha acabado de olhe dar um chute e ficara impune; e, se não bastasse isso, ele também não expulsou o jogador que cometeu o pênalti em Betinho, facilitando a vida do Coritiba que deveria ter tido dois jogadores expulsos e não teve nenhum…

Lembraria também que Wilton Pereira Sampaio tinha sido o árbitro de Palmeiras x Inter, pela Copa do Brasil 2015, e permitiu que o Inter fizesse dois gols irregulares; um deles, na sequência de uma falta em Lucas – um pé na cabeça do palmeirense – e um outro, em impedimento – dois “erros” que quase nos  custaram a classificação. E foi ele também quem marcou uma penalidade a favor do Grêmio, em 2015, num toque praticamente involuntário de Amaral, do Palmeiras. Olha o naipe do juiz.).

O Palmeiras começou como sempre, indo pra cima do adversário – jogadores do Santos  discutiam com os palmeirenses, parecendo até ser de propósito. Gustavo Henrique bateu boca com Barrios e o juiz os advertiu verbalmente.

Tínhamos só 6 minutos de jogo quando Dudu foi cobrar um escanteio. Eu, que estava na outra ponta do campo, só vi a bola ir certinha na direção de um parmera, vi esse parmera subir muito e cabecear, vi também a bola morrer no fundo da rede. GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL! Eu não sabia ao certo quem tinha feito o gol, mas ao vê-lo dançar, sabia que não poderia ser outro… Yerry Mina. Primeiro jogo dele em casa, e que apresentação – impossível não lembrar de Armero e seu “armeration”.

Gabriel provocava Moisés e os dois se encaravam, batiam boca, Wilton Pereira Sampaio, ao contrário do que fizera com Gustavo Henrique e Barrios, deu amarelo para os dois. Que coincidência o juiz resolver amarelar justo o parmera que estava pendurado…

Não tinha nem 10 minutos de jogo e Moisés, que estivera lesionado, e tinha sido escalado minutos antes do jogo, sentiu a lesão, e iria ter que ser substituído (um erro ele ter sido escalado).

Enquanto nos preocupávamos com mais uma importante baixa no time, o Santos cobrou uma falta, antes  que o árbitro autorizasse, e a bola passou pertinho do gol de Prass. Os palmeirenses ficaram bravos e reclamaram muito com o árbitro.

Aos 12′, Moisés foi substituído. Ao invés de Cleiton Xavier, ou Rafa Marques, que sempre se sai bem em clássicos (Allione não estava nem no banco), Cuca acabou optando por um volante: Arouca.

Na hora, até achei acertada a substituição, mas logo percebi que colocar Arouca em campo tinha sido um erro de Cuca. Não que o jogador não tivesse se saído bem na sua função, mas com ele, o Palmeiras recuou, e a bola não chegava nos pés dos atacantes, de Barrios, principalmente, que tinha que voltar toda hora para buscar jogo e perdia a sua melhor característica: a de ser finalizador. A opção deveria ter sido por um jogador que pudesse criar jogadas para  levar os atacantes pra dentro da área.

O clima era quente entre os jogadores… resquícios da última Copa do Brasil, que o Santos parecia querer desforrar nem que fosse na botinada… Em uma cobrança de escanteio santista, Gustavo Henrique deu uma pancada em Mina, que ficou caído, reclamando, mas a arbitragem “nem viu”.

As chances se revezavam entre um time e outro, e o Palmeiras, jogando no contra-ataque, não era tão perigoso como costuma ser, permitindo que a bola ficasse mais nos pés do adversário.

Estávamos nos acréscimos do primeiro tempo quando Mina, que tinha sentido alguma coisa e ficara caído no gramado, saiu de maca, chorando… mais um desfalque. Dracena entrou em seu lugar.

Na segunda etapa, o Palmeiras começou pressionando o Santos, e já no primeiro minuto o goleiro santista teve que trabalhar na jogada de Dudu com a  finalização de Erik. O Santos respondia, mas não conseguia furar a defesa do Verdão.

E  então, aos 5′, um “erro” capital da arbitragem… na cobrança de falta de Dudu, Zeca ajeitou a bola no braço, dentro da área, na frente do bandeira, na cara do juiz, e isso é pênalti, mas nenhum deles assinalou a infração.

E não tinha desculpas para a não marcação, não cabia o “foi lance interpretativo”, “foi discutível”, uma vez que o mesmo árbitro, na mesma partida, já tinha assinalado falta de Barrios num lance idêntico, no primeiro tempo. E por que usava outro critério na infração santista?  Se Wilton Pereira Sampaio achou que o toque de Barrios foi uma infração, não tinha como ele achar que o de Zeca não foi. Isso não é erro, tem outro nome. A “capivara” de “crimes” de Wilton Pereira Sampaio contra o Palmeiras vai aumentando.

No vídeo abaixo, tem o lance de Amaral, que ele assinalou como pênalti, em 2015. O critério de Wilton Pereira Sampaio muda consideravelmente  quando o infrator é o Palmeiras, não é mesmo?

Com o time desfalcado, vencendo o jogo, segurando o adversário e o árbitro decide não marcar um pênalti que poderia fazer o Palmeiras aumentar a vantagem e determinar o ritmo da partida… é pra se pensar, não?

Cinco minutos depois da garfada no pênalti para o Palmeiras, o Santos empatou. E foi um lance de sorte. Após a cobrança de uma falta, que bateu na barreira, Gabriel arriscou de fora da área, a bola desviou em Vitor Hugo, e tirou qualquer chance de defesa de Prass.

Cuca então, em tarde não muito feliz, sacou Barrios e colocou Leandro em campo – ele acabaria desperdiçando uma boa chance. O problema do time não era o centroavante… Se o Cuca quer se livrar do Barrios – é essa a impressão que tenho -, tinha que ter pedido “O” 9 para a diretoria. Leandro é bom jogador, gosto dele, mas ele não tem esse status de Evair que estão querendo lhe dar. Saiu daqui sem esse status e não fez nada lá fora pra voltar com ele. Eu, particularmente, fico desapontada com isso, não gosto nada dessa “fritura” de jogador, seja ele quem for.

Faltava uma peça no nosso time, e as substituições já tinham sido feitas, o Santos tinha mais posse de bola, mas o Palmeiras finalizava mais.

O juiz ia fazendo o que podia para não dar o segundo cartão amarelo para Gabriel, e isso era nítido. Além disso, marcava falta de ataque do Palmeiras, deixava de assinalar umas faltas santistas, mas marcava qualquer coisa a favor deles, e a torcida xingava…

Luiz Felipe(SAN), tocou a bola com o braço e o juiz marcou a falta (fora da área é tranquilo marcar, né juizão?). A bola estava parada para a cobrança e Gabriel, pra provocar, a tirou do lugar. Dudu, então, chutou a bola nele. Imagina se o juiz mostrou amarelo pra eles? Imagina se o juiz daria o segundo amarelo para Gabriel (e eu até me lembrei de uma final de Paulistão, em 99, quando Galeano foi expulso por tirar do lugar uma bola preparada para uma cobrança de falta)?

Nada de mais relevante aconteceu… e o Santos, vaiado pela torcida, e como se vencesse o jogo, ficou trocando passes, fazendo o tempo passar para garantir o empate. E assim terminou a partida.

Já foram 14 rodadas, e o Palmeiras foi prejudicado com “erros” capitais em pelo menos 10 delas. Isso não é por acaso… tampouco o silêncio e omissão da imprensa, que faz um escândalo quando os prejudicados são outros. A coisa está escancarada… É como se roubar o Palmeiras fosse legal, permitido…

Cada um que pense o que quiser, mas não tenho como não achar que isso seja proposital… não tenho como deixar de comparar o que fazem ao Palmeiras com o que não fazem para certos outros times.

A diretoria do Palmeiras que abra bem os olhos, enquanto é tempo… não há lugar para a diplomacia quando você “está faminto e tentam roubar a sua comida”…

Continuamos na liderança, apesar de todos os prejuízos (7 pontinhos já nos foram garfados), não é possível ser campeão dessa forma, time nenhum consegue vencer adversários + arbitragens num campeonato todo, num campeonato longo, e sabemos muito bem  disso.

Amanhã tem mais… vamos observar…

 

Depois da bela partida diante do Vitória (acabei nem falando dela aqui), do futebol bonito, dos belos gols, do jogo sem sustos, sem atropelos, sem gol tomado,  sem “fio desencapado”, com passe “de costas”… depois de uma noite de alegria, estávamos todos confiantes para a partida seguinte diante do Figueirense.

Mas, abriram a Caixa de Pandora e todos os “monstros” escaparam…

Dorival mandou a campo Deola, João Pedro, Gabriel Dias, Nathan, Victor Luis, Renato, Marcelo Oliveira, Diogo, Valdivia, Cristaldo e Henrique.  Henrique, seria o centroavante isolado à frente, para ser municiado por Diogo, Valdivia e Cristaldo, armados no meio de campo; o já conhecido 4-2-3-1. Na zaga, talento e vontade da garotada, mas também muita inexperiência. Com 21 anos e 20 partidas no profissional, Victor Luis era o atleta mais experiente da defesa do Palmeiras.

Chovia bastante…

O “serviço de primeira” lá do SporTV, ao mostrar a escalação do Palmeiras, usou a foto de Everaldo(FIG) como se ele fosse Cristaldo. Olha o nível…

Cristaldo-by-SporTV

No primeiro minuto de jogo, Valdivia levou uma cotovelada e o árbitro nada marcou. Na TV, mesmo vendo o replay com a cotovelada dada com vontade, Milton Leite diria:“até sobrou um braço na cara dele, mas aparentemente o jogador não teve a intenção”. Dobrou bem o braço e meteu o cotovelo… e foi sem intenção? Se fosse o contrário, teria intenção, mereceria expulsão, né Milton “só podia ser gambá” Leite?

Valdivia-leva-cotovelada1

Dois minutinhos depois, Henrique tocou lindamente para Diogo arriscar da entrada da área, mas o goleiro mandou pra escanteio.  Um início de jogo muito auspicioso para nós…

Valdivia era caçado em campo – até os 20 minutos aproximadamente, sofreria três faltas duras (fora as outras, menos desleais),  uma delas, a cotovelada do primeiro minuto, e nenhum adversário levaria sequer amarelo. Os idiotizados narrador e comentaristas da transmissão achavam tudo normal e “segue o jogo”.

O jogo era de muitas faltas (o Palmeiras apanhava muito mais do que batia), o gramado pesado… e, por isso mesmo, os erros de passe apareciam e a criação das jogadas ficava comprometida.

Mas o Palmeiras ia pra frente, tentando buscar o gol. As melhores jogadas de ataque saíam dos pés do Mago, Cristaldo e Diogo, sempre buscando Henrique, o “1” do 4-2-3-1 de Dorival Júnior. Lá atrás, quando o Figueirense aparecia, encontrava uma defesa segura. Nathan jogava certinho, com confiança…

Falta em Cristaldo, falta em Henrique… e nada do juiz marcar… Valdivia sofreu uma falta desleal, na cara do juiz, mas sabe quem levou amarelo? Marcelo Oliveira, que, na sequência, parou o jogador do Figueirense com falta. A cartão para o catarinense, o juiz, que deu vantagem para o Palmeiras no lance, preferiu deixar no bolso (mas não teve como “esquecer” de amarelar Paulo Roberto, no minuto seguinte, por uma falta dura em Victor Luís). O Figueirense fazia muitas faltas.

E haja saco para aguentar as piadinhas dos “humoristas” da transmissão, e a sua ignorância futebolística – não é porque o juiz deu vantagem, que ele tem que deixar de dar cartão para quem faz uma falta dura, né seus manés? E pensar que a gente tem que pagar para poder assistir ao SporTV…

Valdivia cobrou falta e mandou a bola na área, a zaga tirou e a sobra ficou com Cristaldo, ele cruzou, o zagueiro furou, e Henrique chutou pro gol, mas o chute foi fraco, e ficou fácil a defesa do goleiro. Com a bola molhada podia até ter dado certo…

O Figueirense fez uma tentativa, Nathan estava esperto e tirou a bola da nossa área. Verdão foi pro ataque, Valdivia deu um belo passe pra Cristaldo (eles começam a se entrosar), mas ele chutou na rede pelo lado de fora… Furada de Thiago Heleno, João Pedro pega a sobra e toca pro Mago, ele tenta surpreender o goleiro com chute colocado, mas a bola sai à direita… Valdivia lança Henrique, que vai até a linha de fundo, tenta bater pra trás, mas é interceptado… O Palmeiras, marcando bem e se insinuando no jogo… mas precisava achar o “último atalho”…

E não é que o Cris achou? Diogo fez uma ótima jogada pela esquerda, cruzou pra trás procurando Henrique, que deixou a bola passar para Cristaldo; CR9 girou e chutou forte, bonito, e ela foi morrer no canto direito do goleiro. CRISTALDO, SEU LINDOOO!

O Palmeiras, que cadenciava mais o jogo depois do gol, tentou engatar mais uns ataques, mas sem muito perigo. E antes que o juiz apitasse o final do primeiro tempo, Renato, dando lugar a Bruninho, saiu lesionado e chorando… e nós, tão felizes estávamos, tão desavisados, nem percebemos que abriam a caixa dos nossos pesadelos…

Nos primeiros minutos da segunda etapa, depois de tentativa de Henrique, Bruninho tentou de longe, mas a bola foi pra fora… no minuto seguinte, em contra-ataque do Verdão, Valdivia dá um passe lindo pra Cristaldo, colocando-o na cara do gol, mas o Cris chutou em cima do goleiro…

O Palmeiras ia pra cima, trocando passes Diogo lançou Cristaldo, que tocou para Marcelo Oliveira, que chegava pelo meio; mas  a defesa do Figueirense afastou…

Mesmo tendo errado muito mais passes, o Palmeiras tinha finalizado mais e tinha desarmado muito mais também (28 x 7), o que explicava a sua superioridade em campo,  mas o Figueirense, a pedido de Argel, jogava mais adiantado.

No campo pesado, alguns jogadores do Palmeiras pareciam extenuados – Diogo era um deles -, e Dorival demorou a se dar conta disso. Os atacantes, improvisados como meias, já não conseguiam render muito. Dorival demorava pra substituir… os “monstros” saíam da caixa…

Aos 22′, troca de passes entre Valdivia, Cristaldo, Marcelo Oliveira, e a bola voltou para Valdivia, de frente para o goleiro. Ele tentou abrir para Henrique que entrava pela direita, mas o zagueiro ficou com a bola, matando a nossa oportunidade.  A gente quase gritando gol… putz… não pode!!!

Não se pode perder uma chance de gol, de jeito nenhum! Valdivia deveria ter tentado fazer o gol (se ia fazer eram outros quinhentos). Viu a brecha tem que bater, não podemos desperdiçar nada, ainda mais nessa situação. A opção foi um erro, mas não foi um crime. Não dá para culpar Valdivia, com exclusividade, pelo resultado final (outros gols foram perdidos por outros jogadores na mesma partida, outros erros foram cometidos). Tem vários culpados nessa história. Valdivia é um deles, sim, não é o único. Tentou enganar o goleiro, o goleiro não entrou na dele, saiu bem, fechando em cima dele, e então escolheu passar para Henrique.

Mago-chute1

Essa jogada é típica do Mago e a aconhecemos muito bem. Vimos ele fazer o mesmo em tantas outras oportunidades – na Copa do Brasil 2012, por exemplo, com o gol escancarado à sua frente, deu de bandeja para Luan marcar… e, na ocasião, todo mundo o elogiou pela jogada e pelo altruísmo. Talvez o altruísmo desse domingo pudesse esperar outra hora, outro jogo, outro campeonato. Eu também preferiria que ele tivesse tentado marcar, mesmo porque o considero mais competente pra isso. No entanto, se Henrique tivesse acompanhado a jogada, como fez o zagueiro adversário, poderia ter feito o gol, e sem goleiro, e nenhum de nós estaria reclamando agora, pelo contrário.

Nossas chances de vitória poderiam ser maiores, caso tivéssemos feito esse gol? SIM! Mas o grande erro do Mago, não justificaria todos os outros que veríamos mais à frente… Não é porque ele perdeu um gol praticamente feito que nossa zaga e goleiro poderiam entregar três.

O jogo seguiu…

Valdivia sofreu falta dura, que ele mesmo cobrou com perigo, fazendo o goleiro colocar pra escanteio. Dois minutos depois, Valdivia recebeu na esquerda e tocou atrás para Nathan, ele limpou a jogada, mas o chute saiu fraco, pra fácil defesa do goleiro catarinense. Argel ia trocando os atacantes.

As coisas pareciam sob controle… E nós nem sonhávamos com o que viria… os “monstros” se libertariam todos então…

Aos 31′, o Figueirense foi pro ataque, a bola foi cruzada na área, o atacante subiu sozinho (a zaga não saiu do chão) e cabeceou lá da marca de pênalti, Deola ficou só olhando a bola entrar no gol, nem pulou na tentativa de defender.  Achei que ele poderia ter evitado o gol.

Figueirense-gol

Os fios desencapados, que tanto temos visto entrar em curto a cada vez que tomamos um gol, se encostaram uns nos outros… Dorival sacou Cristaldo e colocou Allione.

Um minuto depois, ainda tentávamos entender o que tinha acontecido para tomarmos aquele gol besta, quando mais uma bola foi levantada na nossa área, e mais um gol do adversário aconteceu. Victor Luís levou uma senhora bola nas costas, e o atacante saiu na cara do Deola, sozinho (!?!?) sem marcação alguma… Deus do céu!

Cleiton-pede-bola

Três minutos depois, em mais uma cochilada monstra da nossa defesa, e do nosso goleiro, que foi muito mal no lance (11 gols tomados, é isso mesmo, Deola?), tomávamos o terceiro gol. Três palmeirenses na área, mais o goleiro, e um adversário, sozinho, fez a festa…

Figueirense-gol3

Tomamos 3 gols em 4 minutos… como pode uma coisa dessa? (os levianos e tendenciosos espantalhos da transmissão quase morriam de felicidade)

Se já estava péssimo… o juiz ajudou a ficar pior… aos 38′, Henrique sofreu pênalti de Thiago Heleno, mas o árbitro marcou fora da área – em cima linha é dentro, juizão.

Figueirense-pênalti

Já no finalzinho, o sinal claro que o emocional do time está em frangalhos (imagina o nosso?), Nathan seria expulso por pisar no adversário.

E o juiz decretou o fim do jogo, o fim do sossego que teríamos por alguns dias, o fim do nosso final de semana…

Os “monstros”, fora da caixa, tripudiavam das nossas esperanças… e um frio danado se apoderava da gente…

Duro de entender, duro de engolir, duro de aceitar (cadê os planos B.C,D… X,Y,Z, diretoria? Que centenário, hein?)

Mas não temos escolha, é lutar ou lutar. É ficar com o Palmeiras, ou abandoná-lo.

E EU ESCOLHO VOCÊ, PALMEIRAS!

E vamos à luta! A próxima batalha vem aí!

Na noite de sábado, o Palmeiras venceu o Coritiba por 1 x 0, saindo da indesejada posição em que se encontrava na tabela. Os alviverdes jogaram bem mais que o time de “mecânicos” do Coritiba. Leandro e Allione fizeram uma grande partida, Wesley também jogou um bom futebol, Marcelo Oliveira foi bem e deu uma de Messi na jogada que construiu o gol do Palmeiras, e o Juninho, que marcou o belo gol da vitória palestrina, fez uma partidaça. Sem contar o Lúcio, que é o “senhor” capitão!! Tem uma garra sem limites! Adoro ele (acho que a chacoalhada que ele deu no time foi providencial. Ninguém queria ser o “cara que não corre” do time).

Que noite! O Palmeiras voltando a apresentar um bom futebol, saindo do Z4, Leandro, Wesley e Juninho batendo um bolão, e o sinal da TIM… funcionando! Mal dava para acreditar.

E a torcida… ah, a torcida… quando ela quer ser apenas linda, ela consegue ser maravilhosa! Deixou as broncas em casa, entrou em campo e jogou com o time, e o time sentiu a força e a energia que vinha da bancada! Mesmo quando, no segundo tempo, o emocional da equipe a deixou meio insegura, a força que vinha da torcida lhe dava a segurança que faltava. Podíamos sentir isso.

Era a-r-r-e-p-i-a-n-t-e ouvir o Pacaembu cantar a plenos pulmões “EU SEMPRE TE AMAREI E TE APOIAREI, EU CANTO AO PALMEIRAS”… O nó na garganta era imenso, os olhos brilhando, o peito inchado de orgulho por sermos palestrinos, palmeirenses, alviverdes; por estarmos vivendo o centenário – que dádiva -, DO CAMPEÃO DO SÉCULO, DO TIME BRASILEIRO QUE MAIS TÍTULOS CONQUISTOU (tchuuupem essa manga) o time pelo qual a gente morre de paixão, e não importa a fase que ele atravesse, o orgulho e o amor permanecem intactos. Foi mágico… Saímos leves do Pacaembu, nos sentindo passarinhos com vontade de voar…

Mas nem por isso, vamos fazer de conta que não aconteceu nada errado na partida, porque aconteceu. Jogo contra o Coritiba é sempre a mesma coisa. O Palmeiras sendo prejudicado pela arbitragem, eles batendo um bocado e, depois, para justificar a derrota, vem um mané qualquer falar em “armação”… uma cara de pau do tamanho do mundo tem esses coxinhas. “Cê” concorda, Celso Roth?

A mesma coisa que aconteceu na final da Copa do Brasil 2012, e é sempre bom lembrar isso. Valdivia foi expulso por ter feito uma falta em Wiiliam, que o agredira com um chute no s#@%aco um minuto antes, sem que o juiz marcasse qualquer coisa (ele faz uma falta e é expulso, o jogador William, que o agride com um pontapé, continua em campo, e o “prejudicado” é o Coritiba. Ah, tá! – o STJD até hoje “não viu” essas imagens), pênalti em Valdivia no primeiro jogo, que o juiz não marcou; pênalti em Betinho, também na primeira partida, marcado pelo árbitro, mas sem a expulsão do infrator. O árbitro Wilton Pereira Sampaio, tirou Valdivia da segunda partida da final, mas não tirou o jogador do Coritiba, que agrediu o Mago, e tampouco o jogador Jonas, que cometeu o pênalti em Betinho quando ele ia marcar um gol, e que deveria ter sido expulso, sim! E o beneficiado foi quem mesmo?

Na segunda final, a arbitragem também fez que não viu a penalidade em Henrique… e o Coritiba, cara de pau que só ele, ajudado pela “press”, posou de prejudicado, falou em esquema, tentou desmerecer o título legítimo do Verdão, quando, na verdade, ele, Coritiba, foi pra lá de ajudado.

E não foi diferente no último sábado, o Palmeiras jogou bem mais que o time paranaense, e ficou com os três pontos na raça, mesmo apanhando um bocado dos botinudos adversários, mesmo o juiz deixando de amarelar muitas faltas violentas dos coxinhas, que mereciam cartão (Leandro levou entrada dura por trás, e quem tomou amarelo foi ele, a vítima. Para o infrator, nada), mesmo com o juiz deixando de marcar algumas faltas a favor do Palmeiras, mesmo com o juiz deixando de expulsar uns três jogadores do Coritiba que mereciam ter sido expulsos (só expulsou um)… e… mesmo tendo um pênalti em Lúcio, marcado pelo árbitro, e desmarcado (vê se pode) por sabe-se lá quem (o nosso terceiro pênalti desmarcado em dois anos). Vai ver, apareceu um “delegado Baluta” e “soprou” algo no ouvido do juiz, do bandeira…

Na hora, vendo que a penalidade tinha sido desmarcada – só com o Palmeiras acontece isso – eu, que estava no Pacaembu, não entendi nada, uma vez que tinha certeza  que o bandeira nada marcara.

Mas imagina se a “press” iria questionar isso?  Muito pelo contrário, ela só se preocupou em veicular a choradeira do técnico Celso Roth, dizendo que estava tudo armado para ajudar o Verdão – Roth deveria ser chamado a se explicar no STJD por isso, não é? Deola, por muito menos, foi chamado na “Capitania Hereditária da Justiça Desportiva”, Felipão também.  E se “estava armado” como Celso Roth dizia,  por que será que ele perdeu o emprego depois? Que pateta!

E a “press” não só não questionou a desmarcação da penalidade que o Palmeiras iria cobrar, como a legitimou. Nas notícias que foram publicadas após a partida – nos comentários dos vídeos de melhores momentos também -, a informação que tínhamos era a de que o bandeira tinha visto e assinalado o impedimento…

bandeira-safado1

bandeira-safado3

Mas será que o bandeira viu Lúcio em posição de impedimento mesmo, “Press”? Quem publicou isso, jura sobre a Bíblia que o bandeira viu e assinalou impedimento quando o lance ocorreu? Se jurar, vai jurar em falso…

No momento em que Lúcio é derrubado, a bandeira do bandeira está abaixada, como você pode observar na imagem abaixo:

bandeira-safado4

Quando Lúcio está se levantando, depois de ter sofrido pênalti, a bandeira do bandeira continua abaixada. A imagem não mente. Se ele viu algum impedimento, ele viu depois que o lance ocorreu, ou depois que o “além” o avisou?

bandeira-safado5

E quando o juiz, avisado pelo auxiliar de linha de fundo, marca a penalidade, a bandeira do bandeira continua abaixada… repare que, pela posição das pessoas em campo, levou um tempinho para marcação. Parece que O BANDEIRA NÃO VIU IMPEDIMENTO ALGUM…

bandeira-safado2

Que coisa, não? Tem sempre uma “força oculta” em linha direta com as arbitragens dos jogos do Palmeiras… e a imprensa sempre a reforçar isso.  A questão nem é se Lúcio estava ou não impedido. As imagens são claras, o juiz assinala a penalidade, e nem bandeira ou auxiliar de linha de fundo assinalam qualquer coisa que fosse contrária à essa marcação. Então, quem viu o impedimento? O bandeira é que não foi…

E é muito esquisito o bandeira “ter visto” irregularidade só depois que o Lúcio foi derrubado, levantou, deu alguns passos,  e depois que  o juiz assinalou o pênalti. O auxiliar não tem que levantar a bandeira tão logo veja a infração? Se não o fez, é  porque não tinha visto nada. E se não viu nada na hora, como viu depois?

Metem a mão no Palmeiras à vontade, sem medo de serem felizes. O pênalti não nos fez falta dessa vez, mas poderia ter feito… como fez falta a penalidade sofrida por Henrique, e não marcada pelo árbitro carioca no empate diante do Bahia (e o Flamengo, que precisava escapar do Z4 na ocasião, foi quem acabou se beneficiando com algumas arbitragens cariocas em jogos palestrinos – 3 seguidas).

O futebol brasileiro não toma vergonha na cara mesmo. De nada adiantou o vexame dos 7 x 1 que o Brasil sofreu diante da Alemanha. Essa mutreta toda, que rola por aqui, está do tamanho certo para os interessados na “espanholização do futebol brasileiro”, principalmente, quando um dos clubes “hispano tupiniquim”, e de trancinhas rubro-negras, está na zona de rebaixamento ou muito próximo dela.

E o Palmeiras é o time favorito para ser prejudicado… Abre o olho palmeirense, em campeonatos brasileiros todo cuidado é pouco!

100Anos-Brasão

#Palmeiras100Anos

Palmeiras-seleção

“… Felice di stare lassù…” ♫♪

Para nós, palmeirenses, só agora acabou 2012!

Estamos de volta! O Palmeiras está de volta! Um “novo ano” se inicia.

Graças a Deus, está desfeita a presepada de Tirone, Frizzo, Piraci e Cia. Nos impuseram uma obrigação e aí está, obrigação cumprida!

Uma campanha tranquila, sem sustos, acesso conseguido com seis rodadas de antecedência, com 21 vitórias, 6 empates, 5 derrotas (duas delas, contra Sport e ABC, fabricadas pelo apito), 60 gols marcados, 24 gols sofridos e aproveitamento, até aqui, de 71,9%. São 69 pontos em 32 jogos, 9 a mais do que o segundo colocado, 19 a mais do que o quinto (havia os que diziam que ficaríamos na série B) e 37 pontos a mais do que o primeiro na zona de rebaixamento (houve quem ousasse dizer que o Palmeiras poderia cair nesse campeonato). Se as coisas continuarem seguindo o seu curso, mais umas duas rodadas e o título também terá sido conquistado.

Ficamos numa ansiedade imensa esperando a partida do acesso e, no sábado, num dia lindo de sol, o Pacaembu estava lotado, torcida cantando… 20 milhões de corações palestrinos estavam ali, junto aos 37 mil torcedores que tiveram o privilégio de ir ao Pacaembu (sim é apenas privilégio, sorte, e nada mais do que isso, podermos estar ao lado do Palmeiras, quando tantos outros que gostariam de estar, infelizmente, não podem) e todo mundo esperando o time que iria entrar em campo, esperando pra ver a nova camisa verde e amarela, esperando pra ver a chuteira nova e exclusiva do Mago e, principalmente, esperando pra ver o Palmeiras carimbar o visto de volta à série A e acabar com o pesadelo…

Quando entrei no Pacaembu, os alto-falantes anunciavam os jogadores de outros tempos, aqueles que trazemos guardados no coração e que estariam ali naquela tarde. Entrei na hora em que ele anunciava Edmundo, amado Animal… todo mundo aplaudia, gritava o nome dele. Naquele calorão, nossa pele transpirava alegria.

Vários torcedores tinham seus cabelos pintados de verde, tinha gente com máscara de porco, uma quantidade enorme de bandeiras, de crianças, de sorrisos (e quantos outros torcedores mais,  com seus olhos grudados diante das TVs pelo Brasil e pelo mundo afora, tinham os seus corações ali no Pacaembu). Quem foi que disse que não iríamos comemorar o acesso, quem disse que não iríamos ficar felizes com ele? Qual o sentido de estarmos ali, cantando, de termos ido até o Pacaembu, senão pela felicidade de ver desfeito o mal que nos fizeram?

Para lembrar 1965, quando o Palmeiras, de ponta a ponta, representou a seleção brasileira e venceu o temido Uruguai por 3 x 0, vestindo agasalhos do Verdão e tendo por baixo a nova camisa entraram em campo Ademir da Guia -O Divino, Dudu, Evair, Edmundo, César Maluco, Rosemiro, Alfredo Mostarda, Amaral, Edu Bala, Valdir Joaquim de Moraes,  São Marcos (qual é o time que tem tantos ídolos desse quilate?). Eles foram saudados pela torcida e homenageados pelo presidente Paulo Nobre. Emocionante.

Não vi na hora, mas vi depois em imagens a cena maravilhosa do presidente Paulo Nobre ajoelhado aos pés de Ademir da Guia, o Divino, numa reverência ao fantástico ídolo palmeirense – olha a cara do Edmundo e a do Marcão. Não precisa nem ser palmeirense para que se possa sentir a grandeza desse momento, imagina para um palmeirense então… Realmente D I V I N O !! Paulo Nobre me representa!

PauloNobre-ajoelhado1

O time atual entrou vestido de verde, posou para foto com o time do passado – lado a lado estavam Valdivia e Ademir, Kardec e Evair, Valdir e Prass, Marcos e Bruno, Dudu e Márcio Araújo, Edmundo e Ananias, Leivinha e Wesley, César e Vinícius… olhos e coração ficavam confusos… surreal!

Palmeiras-seleções1

Mas de matar a gente de emoção mesmo – eu chorei – foi ver a troca de camisas entre eles. As camisas amarelas foram passadas para os que iam pro jogo e as verdes ficariam para os que iam assistir à partida. Um momento mágico, de arrepiar! Quase morro do coração vendo o Divino entregar a camisa pro Mago (e o Maguinho olhando os dois), o Evair pro Kardec, Edmundo pro Ananias, Leivinha pro Wesley, César pro Vinícius… Pátria Amada Palmeiras!

Palmeiras-seleção-troca-de-camisa1

Era a deixa para que o futebol fizesse jus àquela festa toda. Só que a coisa não saiu como a gente esperava…

Quando o jogo começou, o Palmeiras até foi pra cima querendo o gol; Vinícius recebeu pelo meio, viu o espaço e chutou, mas o goleiro defendeu. Porém, a ansiedade do time era visível. E ela começou a fazer com que os jogadores errassem muitos passes, perdessem algumas bolas bobas, se precipitassem. O São Caetano começou a arriscar. Prass estava esperto. Valdivia metia umas bolas lindas, mas na hora “h”, ou a finalização não saía direito ou o goleiro pegava. Em algumas vezes, a pessoa melhor colocada não era percebida e não recebia a bola… As 37′, a bola sobrou pra Henrique, que, dentro da área, e com uma categoria de atacante, dominou, deu um corte em seu marcador e chutou pro gol. A maledeta da bola passou raspando… A torcida se inflamava.

Um minuto depois, Kardec recebeu na área e foi derrubado pelo goleiro, a bola sobrou para Wesley, que ia pro gol,  mas o juiz apitou e marcou pênalti. O Pacaembu comemorava. Kardec pegou a bola e foi pra área, mas o juiz, que tinha sido avisado pelo bandeira (!!?!!), voltou atrás e desmarcou o pênalti. É mole? Desde quando bandeirinha assinala ou “desassinala” penalidade? E sem ser com o Palmeiras, quando mais você vê/viu um juiz voltar atrás numa marcação de pênalti ou um bandeira desmarcar uma penalidade?

Virou uma confusão danada, os jogadores reclamaram um bocado. Mais uma vez, o Palmeiras, e só o Palmeiras, tinha um lance anulado por interferência externa – como aconteceu com aquele gol do Barcos, quando a interferência externa viu a mão na bola, mas não viu o pênalti que ele sofrera no lance. É pro bandeira (quarto árbitro, delegado) interferir só se for para o Palmeiras não marcar? Deve ser, porque no jogo do São Paulo, no dia seguinte, um gol tricolor em impedimento (esse sim é lance pro bandeira), uma agressão praticada por Ganso e não punida pelo árbitro,  e um pênalti claro a favor do Inter, que no apito virou falta fora da área (três lances favorecendo o São Paulo – que luta para não ser rebaixado), não receberam a interferência de bandeirinha nenhum (assim é fácil escapar, né?).

E a imprensa, que achou tão correto o bandeirinha do jogo do Palmeiras, não disse nada sobre os dois auxiliares do jogo dos bambis, que deixaram o juiz “errar” quanto quis, e não interferiram em nada – ou será que nos outros jogos eles não precisam interferir? Faltou um dirigente palmeirense na CBF em 2012. Não para que fossemos favorecidos e ajudados a escapar como alguns estão sendo agora, mas apenas para que não tivéssemos sido tão roubados e, por isso, mandados para a série B.

Se o experiente Seneme apitou é porque viu a penalidade, e bastou o bandeira falar com ele que ele “desviu”? Se não foi pênalti, a jogada do Wesley tinha que continuar – o goleiro e o Kardec estavam no chão. Para não prejudicarem o São Caetano prejudicaram o Palmeiras, duas vezes!! Uma, quando o juiz parou a jogada, no momento em que Wesley ia pro gol; e a outra, quando ele desmarcou o pênalti, marcado na hora em que Wesley ia pro gol.

O fato é que se os jogadores já estavam ansiosos, com essa lambança toda ficaram nervosos também. E aí é que não saiu nada mesmo. No segundo tempo o futebol nossas deficiências (eu sei que temos muitas) estavam mais evidentes e futebol ficou muito feio… alguns jogadores tentavam resolver sozinhos, mas nada deu certo e o jogo terminou sem que conseguíssemos marcar um único gol.

Mas o grande mal estava desfeito, e era isso o que mais desejávamos desde Novembro de 2012. A torcida, apesar da brochante falta de gols, respirava aliviada, se sentia feliz com o fim do pesadelo; as pessoas se cumprimentavam e aplaudiam o Palmeiras que voltara à Série A. Então, uma pequena parte da torcida resolveu vaiar e xingar o próprio time (imagine o Pacaembu dividido em 4, menos de 1/4 do público foi a parte descontente). Mas ela foi prontamente vaiada de volta pelo restante de pessoas no estádio, pelos outros 3/4 do público, que se ofendeu com os xingamentos ao time, saiu em defesa dele e passou a gritar: Palmeiras! Palmeiras! Sensacional! O Palmeiras realmente pertence àqueles que o amam!

Missão cumprida, parmerada! Foi quase um ano de calvário e aprendizado mas o pesadelo acabou! Boora buscar o título, virar essa página, dar tchauzinho pra 2013 e entrar de cabeça erguida em 2014.

Nosso “novo ano” vai começar agora. E que ele traga muitas alegrias pra todos nós!

“Quando há uma tormenta, os passarinhos escondem-se, as águias, porém, voam mais alto.” – Indira Gandhi
.
Mais um  momento difícil em nossas palestrinas vidas… Parecia que estava tudo tão bem e, de repente, o tempo escureceu…
.
Se eu dissesse que não esperava que o Palmeiras avançasse na Copa do Brasil, estaria mentindo; se eu dissesse que não temia uma desclassificação, estaria mentindo também.
.

O que eu não esperava, e nem imaginava, era que os jogadores adversários tivessem mais empenho em campo do que os jogadores do Palmeiras (eles correram em campo, é verdade, mas faltou a alma, a entrega) ; nem que fossemos pra disputa, mal escalados,  tentando garantir a vantagem magrinha de 1 x 0, ou que o time jogasse muito abaixo do que pode, que deixasse uns buracos na defesa e que ficássemos esperando pra ver o que o time da casa ia fazer.

E nunca poderia ter sido do jeito que foi, numa apatia medonha e desrespeitosa à camisa e à torcida do Palmeiras. Nunca tomando gol de lateral (semi-aposentado) do “fortíssimo” Atlético do PR, nunca tomando um vareio e sendo goleado tão facilmente, nunca contando com a “grande” vantagem de um mísero gol (se era pra segurar a vantagem, como vacilamos tanto e tomamos três?), nunca sem termos feito nada que justificasse até mesmo um empate.

Realmente, foi e é inaceitável. Ainda mais porque sabemos que podemos jogar mais do que aquele nada que vimos em campo… porque não dá para engolir que, numa partida valendo vaga à fase seguinte de uma Copa do Brasil, a apatia entre em campo no lugar da determinação e da vontade de ganhar a qualquer custo.

A tormenta chegou e percebemos que o time que jogava como time de série A, não soube jogar nem mesmo como time de série B, que enfia os 11 na área para não tomar nenhum gol e se tiver oportunidade se aventura no ataque. Time de série B que bate um bocado no adversário e, o tempo todo, simula faltas que não existiram. Acho horrorosos esses dois últimos “recursos”, mas nem isso fizemos.

Kleina errou – não foi a primeira vez – e não soube consertar. Henrique fez uma partida muito abaixo do que poderia fazer, Wesley segurava a bola demais e estragava muitas tentativas de jogadas; Charles e Márcio Araújo na marcação (?) era trabalho dobrado para os dois zagueiros, Juninho muito ruim… e, justiça seja feita, o time inteiro não foi bem.

Kleina é mais um técnico medroso comandando o nosso time… e não entendeu que mais vale se arriscar a perder o emprego sendo um kamikaze, ousando, usando os seus conhecimentos de futebol na tentativa de vencer o “inimigo”, do que perdê-lo por não ter tentado fazer mais, por ter ficado esperando pra ver o que o adversário ia fazer e acabar sendo surpreendido por uma goleada e uma desclassificação (mais uma). Aqui é Palmeiras, Kleina! Você não percebeu a diferença ainda? Pra virar um grande técnico vai ter que tirar um Ás da manga. Se continuar repetindo os esquemas furados dos grandes técnicos, que já não são mais tão grandes assim, seu futuro vai ser um Bragantino da vida e olha lá.

E embora eu ache que o Kleina não serve para 2014 (e o que eu acho não vale niente), ainda temos bons meses até lá, e somos líderes da competição que nunca deveríamos estar competindo. Penso que ele deveria ser mantido até que tenhamos pontos suficientes para subirmos. Muito embora nos pareça que subir já é ‘fava contada’, o futebol tem nos mostrado, com revezes muito doloridos, que nada está ganho antes de ser matematicamente comprovado. E, por isso, mesmo não podemos nos desunir agora, aceitar mais pilha da imprensinha, declarar guerra a todo mundo, e ajudar a nossa maionese a desandar, porque o prejuízo vai ser só nosso.

E já passou, vamos em frente! É o que se tem pra hoje.

Ah, e antes que eu me esqueça, tem mais uma coisa que quero falar e com a qual eu também não contava… que se tornasse normal o Palmeiras ser prejudicado em todas as competições, e que parte da sua torcida perdesse a capacidade de enxergar isso, em meio aos nossos muitos defeitos, aos nossos tantos erros. (Pouca gente ainda se lembra porque não passamos pelo Tijuana na Libertadores).

No dia seguinte à desclassificação na Copa do Brasil, ninguém lembrava dos erros da arbitragem que prejudicaram o Palmeiras nas duas partidas diante do Atlético, ninguém falava do juiz deixando que eles batessem à vontade no primeiro jogo e levando em banho-maria o primeiro tempo para não punir com cartão amarelo os jogadores mais violentos. Ninguém lembrava do pênalti que Henrique sofreu na primeira partida e nem de todos os erros de quarta-feira, do pênalti em Leandro, que não foi assinalado, por causa da marcação de um impedimento que não existiu

Do pênalti em Henrique, que aconteceu bem na minha frente, no Pacaembu, só encontrei essa imagem. Reparem na mão que puxa Henrique pelo braço e para baixo:

Henrique-pênalti

Se criticamos técnico e jogadores, merecidamente, diga-se de passagem, temos que falar da arbitragem também. E não é feio, nem choro de perdedor, como imaginam alguns. E porque temos agido assim, com esse “escrúpulo” politicamente errado, errar para o Palmeiras passou a não trazer consequência alguma pra ninguém… roubam o Coritiba diante do Corinthians e depois, para compensar as reclamações de que os times do eixo Rio-SP são favorecidos, eles equilibram a balança permitindo que o Palmeiras seja prejudicado. E é sempre assim. E todo mundo que acompanha futebol sabe o que acontece quando o erro é contra outro(s) time(s). Basta comparar como é diferente quando é conosco.

A partida de quarta-feira mostrou os nossos problemas dentro e fora de campo. Problemas que teriam sido relevados, e até mesmo ignorados, caso o Palmeiras não fosse operado pelos auxiliares no primeiro e no segundo tempo (auxiliares que ficaram em Curitiba desde domingo, que trabalharam em dois jogos seguidos do Atlético). Muito provavelmente, esses problemas apareceriam mais à frente (ou não), mas o resultado dessa partida poderia ter sido outro. E porque o time foi muito mal e o técnico também,  o nosso problema, de sempre, passou batido…
.
No primeiro tempo, o bandeira Altemir Hausmann (aquele que levou uma bolada em Barueri, lembra?) impediu duas jogadas de gol do Palmeiras, marcando dois impedimentos absurdos. Lances fáceis de serem vistos e que não poderiam ser marcados por alguém com a sua capacidade técnica. E apesar da ofensividade do time da casa, de importante mesmo na primeira etapa, teve o gol do Atlético, uma outra chance, perdida pelo Delatorre, e duas jogadas do Palmeiras, tiradas pelo Altemir Hausmann. A reação do Palmeiras, que poderia ter acontecido (por que não?) foi tolhida na marcação desses impedimentos absurdos. 
.
Na segunda etapa, quando ainda estava 1 x 0, e um gol do Palmeiras, na casa do adversário, o deixaria em situação muito confortável, o outro auxiliar completou o serviço. Leandro entrou na área com a bola dominada e foi derrubado pelo goleiro. Pênalti… que não foi marcado porque a arbitragem inventou um impedimento (tente imaginar o que aconteceria caso o impedimento inventado prejudicasse um certo outro time). As imagens, que são muito claras, já sumiram dos vídeos com os melhores momentos (essa é a jogada). Só consegui a do tal “impedimento” do Leandro, antes que ele sofresse o pênalti.
Leandro-impedimento
.
E com a vantagem de um empate, com um gol marcado fora de casa (caso o pênalti tivesse sido assinalado e convertido), quem garantiria que o Palmeiras, tranquilo,  não tivesse marcado mais um ou dois gols, nas chances que criou? Mas aí, o Palmeiras tomou o segundo, e se perdeu totalmente na partida. Fica tão fácil para a arbitragem conduzir o jogo para um determinado resultado, não é mesmo? Os problemas vistos ontem, talvez tivessem sido adiados, minimizados e, até mesmo, corrigidos, mas o Palmeiras não teria sido desclassificado.

Apontar o que é feito contra o Palmeiras não é errado e nunca vai determinar a perda do nosso senso critico em relação ao futebol, a perda da nossa capacidade de avaliar o que está errado com nosso próprio time e desempenho. E, por isso mesmo, não podemos nos calar e achar que é legítimo que nos roubem só porque o time jogou mal.

Se estamos revoltados, se estamos p… da cara, temos que nos posicionar contra tudo de errado que vimos acontecer em campo, com nosso time, com o técnico e com a arbitragem também.

E sem esquecermos do pessoal da TV.. (Jota Junior, Antero Greco) que, covardemente, continua omitindo tudo o que é feito contra o Palmeiras.

Mas vamos em frente, torcedor, não vamos nos perder na (justa) revolta, não vamos perder o rumo e muito menos o foco; vamos voar mais alto, acima da tormenta… SOMOS PALMEIRAS, EM QUALQUER TEMPO E SITUAÇÃO!

De novo, um juiz interferiu no resultado de um jogo do Palmeiras. Como se não bastasse todas as “interferências” em tudo quanto é campeonato, principalmente, no Brasileiro/2012, na série B a sacanagem continua.

Contra o Sport, tomamos um gol num lance em que o jogador deu um tapa na bola, para ajeitá-la antes de chutar, e a arbitragem validou o gol. Isso não é falha e tampouco erro de interpretação. Ou o cara é cegou ou validou um gol ilegal porque quis. E o Palmeiras perdeu o jogo por isso, por causa do juiz, que “não viu” – os assistentes também não – aquilo que estava sendo pago pra ver: as infrações ocorridas na partida.

Contra o Guaratinguetá, ganhávamos de 1 x 0, ainda no primeiro tempo, quando Valdivia sofreu pênalti, que o juiz, Vinícius Furlan, não marcou. O jogador do Guará puxou a camisa do Mago -, que só não rasgou porque é Adidas – um outro deu um chega pra lá nele; já caído, foi intimidado por vários jogadores do Guaratinguetá; Valdivia conversou com o juiz numa boa e, ainda assim, quem recebeu cartão amarelo foi ele! O árbitro, Vinícius Furlan, nos prejudicou duplamente no lance, ao nos tirar a chance de ampliar a vantagem e ao dar amarelo para Valdivia, que nada fez. Da mesma forma, o juiz favoreceu o infrator duas vezes; ao não marcar a penalidade cometida pelo Guaratinguetá, e ao não dar o cartão para o jogador que cometeu a penalidade em Valdivia, que era quem merecia cartão amarelo, ou até mesmo a expulsão. Repare nas imagens abaixo que o juiz viu tudo perfeitamente, que o bandeirinha tinha visão privilegiada na hora do pênalti. E por que não o marcaram?

Pênalti-no-Mago-Guará

Pênalti-no-Mago-CamisaPuxada

Pênalti-no-Mago1 (1)

Mago-Intimidado (1)

Mago-intimidado1 (1)

Pênalti-no-Mago-Lancenet

Pênalti-no-Mago-Globo

Assista ao vídeo com o lance, e veja se Valdivia reagiu em algum momento, como diz a página da Globo.

http://www.lancenet.com.br/palmeiras/Kleina-reclama-penalti-Valdivia-gramado_0_963503770.html

E teve comentarista que disse que o Valdivia pagava pelo seu passado… Que passado? O de ter a imprensinha inteira o qualificando de ”cai-cai”, enquanto Neymar era apenas o ”jogador caçado”? Que passado? O de ter levado uma paulada de Alex, dos bambis, e ter ficado 10 dias fora do time? O de ter levado um chute pelas costas de Jorge Wagner? Ou então, seria o passado de ter tido o seu nariz quebrado com um chute adversário e o juiz nem falta ter marcado no lance? Quem sabe foi o passado de ter levado um tapa no rosto de Rogério Ceni… ou então ter tido o seu joelho estourado por Paulo Miranda, num outro pênalti não marcado…

Talvez seja o passado da final em Barueri, contra o Coritiba, quando Valdivia foi agredido com um pontapé e o juiz nada fez e, minutos depois, ao fazer uma falta no jogador que o agredira, ter sido expulso. A falta cometida por Valdivia foi passível de cartão, mas o chute que o jogador do Coritiba deu nele, de propósito, para a arbitragem não foi nada. A imprensa escondeu os fatos e isso não foi nada honesto da parte dela. E ela ainda disse que o Coritiba tinha sido prejudicado na partida… Com dois jogadores que deveriam ter sido expulsos e não foram (o que fez pênalti em Betinho também deveria ter levado vermelho), com um adversário (Valdivia) que não deveria ter sido expulso e foi, o Coritiba é que foi prejudicado? Imagina se ele tivesse sido ajudado então…

E, seguindo a linha de pensamento desses “comentarishtaish”, de que um pênalti pode deixar de ser marcado por causa do “passado” de um atleta, podemos pensar que é lícito ao juiz aplicar as regras de maneira particular para cada jogador? É isso mesmo, Press?

“Ah, mas o Palmeiras jogou muito abaixo do esperado”, dirão alguns. Verdade, jogou mesmo! Mas isso não dava direito ao árbitro de prejudicá-lo mais do que o futebol ‘abaixo do esperado’ já o prejudicava.

“Ah, mas o Alan Kardec perdeu dois gols feitos”, dirão outros. Outra verdade, mas isso também não dá direito ao árbitro de fazer o Palmeiras perder mais um gol, ou a chance de tentar marcá-lo. Foram dois gols perdidos pelo jogador, e um outro, perdido por causa do árbitro. Como diria a minha avó: Vê se no céu tem festa.

Árbitros não são analistas de passado alheio, não devem ter a execução do seu trabalho atrelada ao bom ou mau futebol das equipes. Nada justifica que eles interfiram no resultado dos jogos, que decidam partida alguma. Árbitros e assistentes entram em campo para fazer com que as infrações sejam assinaladas e punidas, que a violência seja coibida, e que os resultados das partidas sejam os mais justos possíveis.

E não há outra interpretação que não seja “pênalti”, para o ato de se puxar, até esticar, a camisa de um adversário dentro da área. E não importa quem esteja dentro da camisa puxada, ou qual seja o escudo bordado nela. Puxar o jogador pela camisa é uma atitude faltosa. E falta dentro da área é pênalti e ponto final. Não existe muito pênalti ou pouco pênalti, ou é ou não é. Simples assim. Toda a retórica em cima disso é “picaretation”. Imagina se fossemos levar em conta o passado dos comentaristas? Tem uns que estariam perdidos…

E se o Palmeiras vive sendo sacaneado pelas arbitragens, como bem sabemos que é, o Valdivia é o “palmeirense alvo” favorito  dos juízes, para ser punido até quando não faz nada, e da imprensinha, para apontá-lo como “culpado” mesmo quando quem erra é o juiz. Quem os ouve, até pensa que o Mago morde adversários em campo – tem jogador que faz isso, acredite -, pensa que ele pisa o pescoço dos adversários, que ele cospe nos juízes, que vai fazer dancinha na torcida organizada adversária para provocar a violência dos torcedores…

E o que ninguém da imprensa fala também, é que Valdivia é caçado em campo, em todas as partidas. Os árbitros, em sua maioria, são coniventes, e a imprensinha, pra variar, é omissa e com a sua omissão ajuda a justificar a conivência dos árbitros. Ela nunca fala nada sobre o assunto. Mais ou menos como faz agora, com os bambis na zona de rebaixamento, e totalmente blindados das notícias negativas.

E só nós, palestrinos, lunáticos que somos, é que percebemos a sacanagem com o Palmeiras e seus jogadores; só nós reclamamos das “trocentas” faltas que Valdivia sofre em campo; que ficamos muito bravos com as inúmeras outras, cometidas em Valdivia e em vários jogadores nossos, que a juizada faz de conta que não vê; com os pênaltis não marcados, com os agressores de nossos jogadores que ficam impunes, com os prejuízos impostos ao Palmeiras;  nós é que sabemos que é por apanhar tanto, que o nosso mais talentoso jogador acaba se contundindo mais vezes, deixando o Palmeiras desfalcado do seu futebol tão necessário; somos os únicos a saber, e ver, o rodízio de faltas que Valdivia sofre a cada partida – o time adversário inteiro bate, cada hora com um jogador diferente, pra não dar na cara.

Mas o que a gente não sabia, ou melhor, sabia, mas não tinha certeza, é que Valdivia é o jogador que mais recebe faltas no Brasil, com total conivência da maioria dos árbitros. E isso a imprensinha não vem te dizer. As estatísticas estão por aí, é verdade, mas assim como quem não quer nada, meio despercebidas.

Eu não consegui as estatísticas de todos os clubes (algumas páginas davam erro, e não havia uma página de estatísticas para todos os clubes da série B), mas nem precisava. Porque, se somarmos as mais escandalosas faltas sofridas pelo jogador do Palmeiras, que não são assinaladas pelas arbitragens, a média de faltas recebidas por ele, aumenta consideravelmente e duvido que qualquer outra a ultrapasse. E vale lembrar que, ao contrário de muitos jogadores que estão entre os que mais recebem faltas, Valdivia não é um jogador que cometa muitas infrações, como acontece com Luan-CRU, Emerson-COR…, por exemplo. Confira:

FaltasRecebidas-Palmeiras

FaltasRecebidas-Blog1

FaltasRecebidas-Blog2

FaltasRecebidas-Blog3

FaltasRecebidas-Blog4

FaltasRecebidas-Blog5

FaltasRecebidas-Blog6

FaltasRecebidas-Blog7

FaltasRecebidas-Blog8

FaltasRecebidas-Blog9

FaltasRecebidas-Blog9a

FaltasRecebidas-Blog9b

Como você pode ver, leitor, dentre os principais jogadores dos maiores clubes do Brasil, Valdivia é o que tem a maior média de faltas recebidas. Dentre os mais talentosos do país, ele é o que mais apanha, o que mais recebe faltas para ser parado. Empata em porcentagem com Kleber, do Grêmio, que sofreu o dobro de faltas, atuando no dobro de partidas.

Mas aí, mesmo sem citarmos as muitas outras faltas que fazem nele, nos lembramos do pênalti de sábado, cujas imagens você viu no início dessa postagem, nos lembramos que seria um lance determinante, que poderia ter mudado o resultado da partida e da tabela do campeonato… Uma falta pra ninguém botar defeito e que faz com que tenhamos certeza de que as faltas sofridas por Valdivia são em número bem maior do que nos contam as estatísticas (se uma tão importante como essa passou batida, imaginem quantas outras também passaram). Só essa aí, se marcada, já elevaria a sua média de faltas recebidas para 4.0. Uma média como essa é algo muito sério e é contra isso que devemos “brigar”.

E hoje, o Palmeiras e o jogador mais caçado do país estarão em campo. Eu sei e você também já sabe… OLHO VIVO NO HOMEM DO APITO!

Desde que Barcos fez um gol de mão, enquanto sofria um escandaloso pênalti, E QUE SÓ OS DISSIMULADOS DA IMPRENSA CONTINUAM FINGINDO NÃO TEREM VISTO, que não se fala em outra coisa na mídia. Mas tudo para tirar o foco de que violaram uma determinação da Fifa para anular um gol do Palmeiras! E todos fazem de conta que não estão entendendo que o Palmeiras reclama da maneira ilícita com que anularam o gol, e não do gol anulado.

Mas a mídia fez um estardalhaço! E sempre com demérito ao jogador Hernán Barcos e ao Palmeiras. Batem nos dois o tempo todo. E a gente ouve tanta bobagem… Há os que falam em imoralidade (desde quando um presidente de comissão de arbitragem, por exemplo, tem o direito de fazer qualquer julgamento a respeito de um clube?)…

Há os que clamam pela confissão de Barcos (como se criminoso ele fosse)…

Há os impolutos, que pedem pena para o jogador do Palmeiras, como faz Galvão Bueno, da Globo… Mas você não disse o mesmo numa outra oportunidade que veremos mais adiante, não é mesmo Galvão?

Tem o Juca Kfouri chamando Barcos de “Pirata da Cara de Pau”. Em matéria de “cara de pau” o senhor é PHD, né “seo” Juca? Esqueceu o “3 chapéus anulam um braço” que foi escrito pela sua pessoa, em outra ocasião, quando se referia ao gol de Luís Fabiano pela seleção? Seguindo o seu raciocínio, posso imaginar que a ilegalidade de um lance depende da conveniência e não do que determina a regra? Posso imaginar que a regra vale para uns e não vale para outros? Acho que pensar assim seria bastante desonesto…

Tem o Caio Ribeiro, do Globo Esporte, dizendo que o Palmeiras é quem tem que provar o uso de recurso eletrônico (como se o moço não soubesse que o tal recurso foi usado, como se as declarações de alguns jornalistas no local não provassem isso)…

E esse mesmo Caio Ribeiro, falou que Barcos não teve a hombridade de Klose  para admitir que fez o gol com a mão (mas que audácia desse moço, não?)… e quando ele fala asneiras como essa, é a Globo quem está validando isso, não é mesmo?

Tantos, falando tantas bobagens… E NENHUM DELES, VIU O PÊNALTI QUE BARCOS SOFREU… Seriam todos cegos? Claro que não!

E falam em moral, em ética, enquanto aplaudem que uma determinação da Fifa tenha sido violada; aplaudem as mentiras que são contadas para que se mantenha a violação em segredo… Tão ‘ético’ isso, não é mesmo? Atitudes desse tipo vêm tão ‘carregadas de moral’…

Aí eu me pergunto, será que isso tudo é por que Barcos é argentino? E logo me lembro que Tevez, também argentino, cuspiu na água dos jogadores do Brasil, quebrou o nariz de um brasileiro, companheiro de clube, e ninguém fez nada disso.  Não!! Essas atitudes são apenas S-A-C-A-N-A-G-E-M!!

Sacanagem com o Palmeiras, porque tá mais do que óbvio que estão fazendo de tudo para que ele não vença os seus jogos, para que ele caia! Sacanagem com Barcos! É o início de um processo que esse “polvo maligno, cheio de tentáculos”, disfarçado de imprensa esportiva fez e faz com alguns jogadores. Fez e faz com Valdivia, por exemplo! No começo era assim, meio velado, até conseguirem insuflar parte da torcida contra ele. E o motivo é sempre o mesmo, atrapalhar o Palmeiras. Barcos é a bola da vez! Qualquer jogador desses citados, se jogasse em outro clube daqui, que não o Palmeiras, teria tratamento VIP pela parte podre da mídia.

Esse pessoal da imprensa esportiva brasileira, da sua parte podre é muito cara de pau, é muito hipócrita, para não usar outros adjetivos que cairiam como uma luva à essa gente. Não medem esforços para enganar o torcedor e jogá-lo contra o seu clube, contra os seus ídolos. Fico assombrada como mudam de opinião quando a coisa é com o Palmeiras.

Por que, se o problema fosse apenas pelo gol de mão, não faria sentido eles estarem fazendo esse carnaval todo. Afinal, eles acham isso o máximo! Nos vídeos que você verá a seguir, nenhum deles fala em hombridade, em imoralidade, não pedem pra ninguém confessar… Presta atenção!

Vejam só a diferença de reação quando Luís Fabiano fez um gol pela seleção brasileira usando o braço. Ele foi até o bola cheia do Fantástico!! O que será que o Caio teria a dizer sobre isso?

Preste atenção no 0:50 minuto do vídeo. Ouça bem o que diz Tadeu Schmidt da Globo, a mesma Globo dos programas do Sportv, onde seus participantes crucificaram Barcos por ter feito um gol de mão! Mas que criminoso esse Barcos!

“Puxa no braço, Luís Fabiano! Domina no braço essa desgraçada!”,  “É o gol conseguimos conquistar com braço forte.”,  “Luís Fabiano é o Jabulani cheia da semana”…

Que coisa, né gente? Esse gol não foi ilegal? Não tem que ter hombridade?  Trapacear rivais da seleção pode? Bola cheia porque usou o braço, ilegalmente, para fazer um gol? Ah, tá… Mas, no caso do Palmeiras, é imoral…

Mais um…

Partida polêmica pela Copa America de 1995. A Argentina vencia por 2×1 quando Túlio fez um gol irregular, levando a partida para a disputa de pênaltis, vencida pelo Brasil. Prestem atenção no comentarista, feliz da vida.

“…se com o pé ele desperdiça, com o braço ele é brilhante! Maravilha de braço!” Brilhante? Ora vejam… E o Barcos não tem hombridade…

Gol de mão? E não é que a Globo, que tá batendo sem parar no Palmeiras (vamos cancelar os pacotes de PFC, hein?), o Galvão Bueno, acham lindo quem usa o braço para fazer gols, para ludibriar os adversários? Olha só a alegria dele!

“Ele foi malandro” “Os argentinos vão chorar durante um mês” “Túlio é Maravilha até com o braço” (Mas que coisa, hein Galvão? A regra só é boa quando não é aplicada ao time da gente?)

Numa matéria do Terra sobre gols de mão, a gente encontra a pérola:

Adriano

Emprestado ao São Paulo para recuperar seu futebol, o atacante marcou um polêmico gol diante do Palmeiras na semifinal do Campeonato Paulista de 2008. Após a bola ser cruzada na área, o atacante não alcançou com a cabeça e, intencionalmente ou não, acabou batendo com a mão para que ela estufasse as redes.

Estão vendo? Intencionalmente, ou não… Até hoje esse povo não conseguiu ver que foi de propósito? E nenhum comentário sobre falta de hombridade. Nenhuma crítica por Adriano não ter confessado o toque, ninguém exigindo punição, o São Paulo não foi chamado de imoral, por se valer de um gol de mão para ganhar uma partida de semifinal… 

No site do Globoesporte.com numa matéria de 2008, logo após o gol de mão do Adriano, encontramos, entre outras coisas, estes comentários:

– Malandragem brasileira já aconteceu na Terrinha. Logo no início do Campeonato Português da temporada 2006/07, Ronny, ex-Corinthians, colocou a bola literalmente com a mão na rede do Sporting… (ah, é malandragem? E brasileira, Globo? pensei que fosse falta de hombridade, ou fosse imoralidade.)

– Se os argentinos consagraram o lance, também já tiveram que aturá-lo na Copa América de 95. Túlio Maravilha tratou de dar o troco no finzinho da partida pelas quartas-de-final da competição, que foi disputada no Uruguai. O artilheiro ajeitou a bola com o braço e bateu cruzado para colocar 2 a 2 no placar do jogo.

Aqui também, não há nenhum comentário depreciando o jogador e tampouco a seleção foi chamada de imoral por ganhar a vaga com um gol de mão…

Os responsáveis pelo futebol também não merecem crédito. O juiz que validou esse gol aqui foi punido…

… mas o que validou esse outro gol, mesmo tendo visto o toque, não foi punido. E a gente se pergunta: Por que $erá??? Reparem nos comentários: “Adriano foi esperto demais”… “acho que ele não teve intenção”… Ele sairia de campo e diria: “Maradona também já fez gol assim…” Mas o Barcos, que sofreu pênalti e o juiz não marcou, tem que ser punido, né Galvão? Né ‘amigosh do ShpoRtv’?…

O juiz que validou esse gol de Neymar, também não recebeu punição alguma… e ninguém chamou o Neymar “disso”, nem  “daquilo”…

Exemplos dessa picaretagem imensa dos profissionais de imprensa, que condenam em um, o mesmo que louvam em outro, não faltam. São atitudes tão diferentes para situações tão semelhantes, que fazem com que essas pessoas passem a não ter crédito algum.

E eles pensam mesmo que todo mundo é idiota, até o momento em que eles encontram pela frente uma torcida que sabe pensar…

Olho aberto, palestrino! Estão querendo enganar você, de novo! Plim, plim!!

 

 


Já perdi a conta de quantas vezes o Palmeiras teve chances de se aproximar dos líderes do campeonato e vacilou; de quantas vezes, por sua própria inoperância, jogou fora uma boa chance de vencer.

Ontem, foi para matar o torcedor de desgosto…

Jogamos melhor a partida toda, tivemos domínio do jogo e, por medo de atacar, quando em vantagem, e por inoperância no lance que decidiria a partida, perdemos dois preciosos pontos.

Felipão alega que o elenco é limitado. Eu concordo, faltam jogadores ao elenco. Mas o nosso presidente, torcedor do Chelsea que é, preocupado apenas em economizar, parece não estar nem aí para ganhar títulos. Mas já fala em reeleição…  Neste ponto Felipão tem razão, mas acho que nosso técnico se esquece que nesse limitado elenco,  muitas das pedras, das quais dizem que ele tira leite, foram bancadas por ele mesmo. Acho também que o cérebro de muitos jogadores nossos também é limitado. As táticas do nosso treinador também me parecem ser limitadas. Suas escolhas são limitadas. Nos desfizemos de Lincoln, mas seguramos Tinga; despachamos Pierre (que teve nota 7 atuando pelo Galo) e seguramos Rivaldo, João Vítor; não demos chances a W.Paulista e ficamos com Dinei… Não temos jogadas ensaiadas (eu não as reconheço), a não ser nas bolas paradas. E elas são tão iguais que raramente funcionam…

O Palmeiras abriu o placar com um belo gol de Fernandão, que a arbitragem anulou. Confesso que na hora não vi nadinha errado no lance e xinguei um bocado. Embora não jogássemos mal, a coisa não fluía, alguns jogadores não se achavam… Íamos bem até chegar na área adversária, ali a coisa complicava. Difícil para alguns jogadores nossos perceberem que, de azul, era o time adversário que jogava. Quantos passes errados, quantas tentativas de se chegar ao gol de Rafael, destruídas pela falta de raciocínio… O jogo feio, com poucos lances criados, não tinha emoção alguma, mas continuávamos confiantes, achando que nem que fosse por uma bola parada, sairíamos com a vitória. Pobre coração torcedor…

Eu seria injusta se não dissesse que Cicinho joga muito! Que se estivesse jogando num time daqueles que a imprensinha puxa o saco,  já estaria até na seleção; que o acho o melhor lateral direito do futebol brasileiro.  Se não dissesse que Henrique também é muito bom jogador; que Fernandão, que ainda está “chegando”, se entrosando, me agrada bastante.

Mas o Palmeiras, não criava quase nada – Continuo sem saber porquê Felipão não arrisca dar uma chance para Patrick Vieira. – Vivemos o primeiro tempo, de alguns pequenos momentos de entusiasmo. Um drible aqui, um toque mais bonitinho ali, um cruzamento mais perigoso acolá, um “quase”, não muito “quase”… E levamos um baita susto também, quando Anselmo Ramon, recebeu de Montillo, se antecipou à zaga e bateu. Juro que achei que foi San Genaro quem fez alguma coisa para aquela bola não entrar…

Veio a segunda etapa e o Palmeiras me pareceu ter voltado mais decidido. Assunção arriscou de longe, o goleiro rebateu; minutos depois, a bola sobrou para Luan, na área, chutar pro gol. Ela tocou num jogador do Cruzeiro e foi na rede pelo lado de fora. Aos 14′, cabeçada linda, cheia de estilo de Fernandão, que o goleiro espalmou. O time se acertava. A torcida, pequena, começava a se inflamar.

Aos 17′, Felipão trocou o sumido Patrik, pelo sempre “desaparecido” Tinga. O Palmeiras estava embalado em busca do seu gol. A torcida cantava, tentava empurrar. Parece que a gente pressente quando um gol está chegando. E ele veio! Depois de belo passe de Fernandão, Luan chutou, o goleiro espalmou e a bola sobrou, de novo, para Luan chutar forte e abrir o marcador. Festa nas arquibancadas. “Agora vai”, pensávamos todos nós.

Não demorou nadinha e Felipão tirou Fernandão (diria depois que ele pediu para sair) para a entrada de Ricardo Bueno. Não gostei nem um pouco. Quase sem criação, a não ser pelas belas jogadas de Cicinho na direita, o time vivia de bolas alçadas na área e, justo o alto Fernandão, é quem saía de campo, para entrar um baixinho? Tirasse então o Vinícius!

Mas o Palmeiras continuava buscando. Assunção quase fez de falta… Nós já contávamos com a vitória e sabíamos que alguns de nossos rivais perdiam seus jogos. Naquela tarde ensolarada, uma vitória serviria de bálsamo para o coração palestrino, tão machucado depois da derrota da partida anterior. Mas…

Nesse filme que assistimos há um bom tempo, sempre tem um mas… Felipão tirou o atacante Vinícius e colocou o volante João Vítor. (Mais tarde ele diria que Vinícius ‘não tinha mais pernas’. Estranho que um rapaz com 18/19 anos não tenha pernas para jogar 90 minutos). Fiquei me perguntando, qual a utilidade de se trocar um atacante por mais um volante quando temos uma vantagem tão magrinha? Qual o benefício de fazer com o que o time, que manda no jogo, perca ofensividade, facilitando a vida do adversário? Sei que lhe faltam peças, mas será que Felipão não se dá conta que é melhor perder uma partida, com um pouco de ousadia, tentando ganhá-la a qualquer custo, do que apenas fazer o meio termo e ficar no meio termo quanto às pretensões no campeonato? Que até os nossos jogadores parecem pensar pequeno e se conformam diante de resultados que deveriam ser inadmissíveis?

Eu quero, pelo menos, poder sonhar com títulos… Mas não porque sou uma sonhadora incorrigível; quero sonhos fundamentados em possibilidades reais.

E, no jogo, menos ofensivos, tendo convertido uma vez dentre inúmeras chances, deixamos que o Cruzeiro aproveitasse uma das poucas oportunidades que teve. Aos 40′, Montillo, após o vacilo de dois marcadores, empatou a partida. Que frustrante! Os torcedores olhavam uns para os outros sem entender como o time que jogou mais, deixava a vitória escapar…

Quando tudo parecia perdido, quando muitos torcedores já saíam do Pacaembu, João Vítor foi derrubado na área e o juiz apontou a marca da cal. Nós que sempre reclamamos a não marcação de muitos dos pênaltis que sofremos, comemorávamos felizes. Assunção seria o batedor. Eu achei bom. Afinal, se ele é quem tem mais habilidade para cobrar as faltas, não teria dificuldades em guardar de pênalti, sem barreira, só ele e o goleiro.

Mas que nada… Assunção que está no time pela habilidade com as bolas paradas, simplesmente desperdiçou a chance. Percebeu o goleiro pulando antes e bateu no meio. Rafael defendeu sem querer. Nunca mais vou me esquecer da fisionomia dos torcedores; daquele “não acredito no que vi” estampado nos olhos de cada um… Senti pena deles; senti pena de mim mesma, por ter que digerir mais uma frustração e não me conformei com o que vi, ou melhor, não vi…

Ao descer as escadas, em direção à saída, eu tinha uma certeza, o Palmeiras não faz por merecer estar onde nós gostaríamos que ele estivesse…

Mas, como diz o ditado, enquanto há vida, há esperança… Muitos pontos estão em disputa e, teoricamente estamos há 2 vitórias e um empate do líder. Podemos consertar o que está errado. Teremos a volta do Mago (tomara que não seja grave a sua lesão), Thiago Heleno melhora bem da amigdalite, Kleber talvez jogue na próxima, Maikon Leite se recupera…

Muita água ainda vai passar embaixo dessa ponte, e queira Deus ela seja verde esmeralda…

FORÇA, PALMEIRAS! Não adianta pedir para o torcedor acreditar. Ele acredita até mesmo quando não têm motivos! Quem tem que acreditar são os que entram em campo!