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“Eu não perco pra essa Ponte Preta nem a pau! Eu me quebro todinho de novo se for preciso…” – São Marcos, na final do Paulistão 2008.

Ultimamente, apenas por falta de tempo, não tenho escrito sobre os jogos do Palmeiras, e olha que andamos fazendo algumas partidas memoráveis (contra o Santos, Jorge Wilstermann, Peñarol, por exemplo)… mas quero falar sobre o jogo contra a Ponte Preta, que, para nós, nada teve de bom.

Acho que nem o mais otimista torcedor da Ponte imaginou um resultado como o do jogo de domingo… nós, palestrinos, muito menos. Ainda bem que, segundo alguns debiloides, ‘a Crefisa compra os resultados dos nossos jogos’, né?

Eu sei que não existe time imbatível, tenha ele o elenco que tiver… não tenho a pretensão que o Palmeiras seja invencível – ele não foi invencível no Brasileiro 2016, e foi campeão, com sobras. No entanto, tenha o Palmeiras um elenco de craques, ou de jogadores comuns, ele tem que entrar em campo pra buscar a vitória. Se vai ganhar, se vai perder, é outro papo, mas o time tem que suar a camisa, tem que sujar o uniforme, tem que ralar em campo… e, pra mim, o Palmeiras não fez nada disso no domingo. Tomar 3 gols, no primeiro tempo, e, no segundo, não tentar nem descontar o prejuízo? Inimaginável, ainda mais com esse elenco atual, que tem jogado sempre com tanto empenho.

Não sei o motivo desse desastre – sim, foi um desastre -, não sei se a partida anterior contra o Peñarol, de adrenalina a milhão, acabou fazendo essa partida do Paulistão ser vista de outra forma, se a fez perder a importância, não sei se estavam todos “de chico”, ou se estavam mental e fisicamente cansados… Não sei, não tenho como saber, tampouco posso adivinhar, mas, sinceramente, achei que faltou atitude, eles não costumam ficar nessa preguiça, só andando em campo… Muitos torcedores disseram que foi soberba, pois eu acho o contrário, tivesse o time um pouquinho que fosse de soberba, e não teria aceitado aquele resultado tão passivamente.

E sem querer desmerecer a Ponte e seus jogadores (têm um bom time e mereceram a vitória), mas o Palmeiras, num dia de apagão total, não foi realmente um adversário , e acabou entregando o resultado ‘facinho, facinho’. No primeiro tempo, a única coisa que o Palmeiras fez foi tomar três gols. E o adversário nem precisou jogar grande coisa pra isso, como o Palmeiras não oferecia perigo, ela fez o arroz com feijão mesmo, e nós ajudamos um bocado.

Acredito que em condições normais, com o time do Palmeiras ligado, no ModeON, a Ponte poderia até ganhar, mas não iria fazer esses 3 gols não (faz tempo que não somos derrotados assim), com toda essa facilidade, com vacilos e escorregões (justo do cara que, em 2016, num escorregão mágico, cheio de garra e determinação nos ajudou num lance importantíssimo na conquista de um título maravilhoso – até a sorte estava de mal da gente no domingo).

Tudo muito confuso… o juiz também. Deixou de expulsar Bob, da Ponte,  por agredir Willian, quando o placar marcava 2 x 0 para os donos da casa.

O árbitro deixou de marcar  um pênalti também, cometido por Prass, quando a Ponte já vencia por 3 x 0.

Muito embora fosse provável que a Ponte fizesse o quarto gol caso o juiz apitasse corretamente, não dá para se ter certeza disso, afinal, Prass defendendo penalidades é coisa bastante comum.

Também não dá para sabermos se, com um a menos, caso o juiz expulsasse Bob (o juiz já tinha deixado de dar um amarelo pra ele antes) como ele merecia e quando a partida estava 2 x 0, a Ponte teria feito o terceiro gol, não dá para sabermos se a dinâmica de jogo mudaria, se o Palmeiras, com um a mais, teria descontado, ou se a coisa teria se desenrolado do mesmo jeito…

Uns acham que poderiam ter feito o quarto gol, outros acham que não teriam tomado nem o terceiro e teriam descontado… Mas fica tudo no campo da hipotése, no “e se”… A partida acabou mesmo com 3 x 0.

Foi difícil de lidar com esse resultado, mais difícil de lidar ainda foi termos visto o Palmeiras tão apático, sem alma… tão ao contrário do que temos visto ultimamente. Mas já passou… já é página virada. Jamais vou ficar “de mal” com o meu tão amado time, que tem me dado tantas alegrias…

E por isso mesmo, porque esse time me dá muitas alegrias, porque ele é sempre cheio de garra, está sempre jogando com a alma e o coração, é que eu espero outro Palmeiras para o jogo de hoje (sim, já chegou o dia da segunda partida); espero aquele Palmeiras, valente, que vai “morder” o adversário… aquele, que incendeia o Allianz Parque com garra, energia, dribles e ataques velozes… aquele, que não desiste, que entrega a alma em busca da vitória…  e luta muito… até o último minuto… até o apito final…

Está no nosso DNA, está na nossa história…

E já vencemos a Ponte por 3 ou mais gols… 18 vezes. Já vencemos esse mesmo clube, por 5 x 0, em uma final de Paulistão… Neste ano, já vencemos 4 partidas no campeonato por 3 ou mais gols…

Em nosso livro de grandes feitos, já viramos uma partida – que até o narrador considerava decidida -, de maneira épica, pra cima do Flamengo, nos últimos minutos…

Já tomamos 5 gols do Grêmio, no sul, e depois fizemos 5 gols em nossa casa…

Já decidimos uma Libertadores, num jogo em parecia que ia dar tudo errado (tomamos gol, tivemos jogador expulso)… e saímos campeões…

Em 2012, a torcida do Coritiba já tinha até pintado a estrela de campeão na parede… e teve que tirar, porque a estrela veio brilhar no céu do Palestra…

Disputamos uma Copa do Brasil, em 2015, e o adversário da final, antes mesmo do jogo, já tinha até poster de campeão… só que o caneco foi morar em nossa casa…

Fomos campeões brasileiros em 2016 – com sobras, diga-se de passagem – mas todo mundo fazia questão de sentir um ‘cheiro’ diferente… e o único cheiro que se sentiu, de verdade, o campeonato todo, foi cheiro de porco, líder e campeão…

Nosso destino é lutar… e vencer…  Tá no sangue, no DNA, na alma… tá na história do maior campeão do Brasil!

Boooooora Prass, Jailsão da Massa, Vinícius, Jean, Fabiano, Zé Roberto, Egídio, Mina, Vitor Hugo, Dracena, Antonio Carlos, Thiago Martins, Tche Tche, Arouca, Felipe Melo,Thiago Santos, Guerra, Michel Bastos, Raphael Veiga,  Dudu, Keno, Willian, Guedes, Rafa Marques, Borja, Alecsandro… seus lindos!! Booooooora, Verdão! Vamos buscar!

Booooooora, Eduardão da Massa, agita a rapaziada aí… nós confiamos em vocês!

É difícil? É… muito, mas não é impossível. E se não é impossível, a gente corre atrás. Não precisamos inventar nada, não precisamos nos pilhar… basta jogarmos o que sabemos e o que podemos… no ritmo do coração da Que Canta e Vibra.

Temos time, temos torcida, temos vontade, temos alma e coração, temos um amor do tamanho do mundo… E QUEREMOS A VITÓRIA! O placar… depois a gente vê o que dá!

O CALDEIRÃO DO PORCO VAI FERVER!!! O PALMEIRAS VAI JOGAR,  NÓS VAMOS! BOA SORTE, VERDÃO!!!!!

 É LUTA, É GARRA, É ALMA E CORAÇÃO…  #AtéOMinutoFinal

 

 

“A vitória está reservada para aqueles que estão dispostos a pagar o preço.”   Sun Tzu

É hoje…

Não, não é só hoje. Foi ontem, anteontem, e, há um bom tempo, o Palmeiras está fazendo o caminho de volta…

Disputar títulos, sem ser por acaso… disputar títulos, dentro de campo, sem ajuda do apito… disputar títulos, com estádio cheio e torcida orgulhosa, cantando… disputar títulos, tendo que vencer adversários, mutretas e arbitragens tendenciosas… disputar títulos, sendo perseguido e diminuído pela imprensa… disputar títulos, sendo escondido pela emissora de TV… disputar títulos, com futebol bonito, e tendo a vantagem na partida final… disputar títulos, com jogadores talentosos, valentes, guerreiros, que não temem nenhum inimigo, não temem jogar na casa alheia, e que não se entregam nunca…

Disputar títulos, com a camisa mais valiosa, digna e vencedora do país… com partidas incríveis, inesquecíveis… com jogadas e gols maravilhosos… com momentos de emoção e orgulho…

Tudo isso faz parte da nossa essência, está em nosso DNA, é o “karma” da Sociedade Esportiva Palmeiras.

Lutamos juntos, sofremos juntos, choramos juntos, amamos juntos, e agora haveremos de sorrir juntos, muitas e muitas vezes, e amar ainda mais um ao outro.

Estamos de volta, sim! E já podemos comemorar!

O título é só uma consequência, é a cereja do bolo, e todos nós, torcida, jogadores,  diretoria queremos e merecemos o bolo completo.

A torcida “que está encolhendo” – 120 mil avantis, a que mais compra camisas do  time, que mais inscrições faz no Youtube, dos melhores índices de audiência em 2014-, o time montado com a “mentalidade da série B”, com “refugos” e “aposentados” – time cheio de craques, que batem um bolão, que enfrentam qualquer adversário com a força de gigantes -, a diretoria que “não sabe trabalhar” – colocou o Palmeiras nos eixos, de maneira séria e competente… e cada um sabe o que passou para estar aqui, cada um sabe os seus motivos… e todos vão escrever mais uma página da história  do Palmeiras.

Sim, hoje é o dia de fazermos mais um pouquinho de história… de nossos guerreiros colocarem seus nomes e feitos na história do Palmeiras, de colocarem as suas imagens nas paredes do Allianz Parque e em nossos corações… pra todo sempre.

VAMOS BUSCAR, PALMEIRAS! Com calma, inteligência, determinação e muita atenção (cuidado com a arbitragem)! Com velocidade e muita vontade de vencer. Com amor… Com magia…

É O NOSSO MOMENTO, A NOSSA HORA, A NOSSA VEZ!

No campo de batalha, vocês, os nossos guerreiros, e, por escudo, o nosso amor, nosso respeito e os nossos corações!

É um olho no “gato” e outro no peixe!

SÓ FALTA ESSA, VERDÃO!  BOOOOORA SER CAMPEÃO!!

Uma raposa faminta entrou num terreno onde havia uma parreira, cheia de uvas maduras, cujos cachos se penduravam, muito alto, acima da sua cabeça.

– Essas uvas parecem muito suculentas. Tenho que comê-las. – disse a raposa.

Tentou apanhá-las saltando o mais alto que pôde, mas elas estavam fora do seu alcance. Por mais que pulasse, não conseguia abocanhá-las.

Cansada de pular, olhou mais uma vez os apetitosos cachos e, fingindo estar desinteressada, disse:

– Pensei que estavam maduras, mas vejo agora que estão muito verdes… não prestam.

É fácil desdenhar daquilo que não se alcança.                                                                               La Fontaine

E foi assim que a raposa virou gambá, e o Paulistão virou “paulistinha”…

Acho que depende da fase da Lua, do movimento das marés, da direção dos ventos… talvez dependa de Saturno estar no signo de Escorpião, dos planetas estarem alinhados…

Ninguém explica o fenômeno que acontece com o campeonato paulista. Uma hora é importante, é Paulistão, é queda de braço entre os grandes paulistas, vira filme, é comemorado, antigas conquistas são lembradas décadas depois; outra hora é paulistinha, campeonato pequeno, ninguém quer…

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E na semifinal do Paulistão 2015, decidida num derby – clássico de maior rivalidade do país e do mundo -, aconteceu o fenômeno de novo, e num prazo de pouco mais de 90 minutos.

A imprensa e todos os torcedores já falavam no clássico semanas antes. Apontavam o favorito…  Era partida importante, havia muito mais em jogo…

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Era Paulistão, e o “Estádio dos Quatro Tobogãs” iria ser palco da primeira eliminação de um dos dois grandes rivais.

Até a “raposa” peruana esquecia a Libertadores para pensar no jogo diante do Palmeiras, empolgadinha no #vaicorinthians #domingoénosso.

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Era Paulistão, com aproximadamente 40 mil pessoas no estádio…

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Era Paulistão, e a torcida comemorava, efusivamente, os dois gols que os itakeras haviam marcado no Palmeiras. Era Paulistão, o único campeonato que  o S.C.Itaquera conseguiu conquistar até 1990.

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Era Paulistão, na comemoração do gol de Danilo. Comemoração que, diga-se de passagem, teve a participação até dos reservas…

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Era Paulistão, e valia até dançar para comemorar um gol…

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Era Paulistão, valendo vaga na final e, por isso, o goleiro gritava de felicidade no gol do seu time…

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Era Paulistão… O técnico itakera e seu jogadores comemoravam alucinados a vitória parcial e possibilidade de sair da partida com a classificação e a eliminação do maior rival…

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Era Paulistão… e, na disputa das penalidades, que definiria o classificado à final, os jogadores se ajoelharam  em campo…

Era Paulistão, e ir à final era o objetivo. E isso ficou escrito na expressão de quem foi derrotado, nas lágrimas daqueles que foram batidos…

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Era Paulistão, de eliminação sofrida, dolorosa…

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Mas… os planetas se desalinharam (e isso teve início antes dos primeiros 15 minutos de jogo). As marés foram mudando as águas de lugar, os ventos enlouqueceram e passaram a ventar em todas as direções… a Lua mudou de fase abruptamente e passou a brilhar em verde… Saturno se mandou de Escorpião…

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E aí, pronto… apareceram algumas “raposas”, e o Paulistão virou “Paulistinha”, campeonato pequeno, perdeu toda a sua importância, e as “uvas” ficaram verdes (bem verdes, aliás)…

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A “raposa peruana”, que parece desconhecer que o seu time conquistou apenas campeonatos estaduais até 1990, deveria ter avisado aos  quase 40 mil bobocas que foram lá sofrer e torcer por eles, que eles não gostam de campeonatos “pequenos” (era só não disputar, né?). Assim, todo aquele nervoso, choro, tristeza e frustração teriam sido evitados.

E, gostem de Paulistão ou não, as “raposas” sabem muito bem que nada poderá apagar ou mudar o fato de que o Palmeiras eliminou o S.C.Itaquera, dentro do Galinheiro, diante de 40 mil pessoas, marcou seu gol de número 500, ficou com a vaga na final do campeonato e, de quebra, levou metade da renda…

Grazie mille!

Nosso domingo vai começar com festa! A parmerada vai encher a Turiaçu logo cedo. Tem Palmeiras às 11 da matina! E estar com o Palmeiras é sempre uma alegria imensa.

Quarta de final do Paulistão 2015… A torcida que “está encolhendo” vai lotar o Allianz Parque. 39.525 ingressos foram vendidos para Palmeiras x Botafogo… é mole essa torcida? Que show! O maior público da rodada (Ponte Preta da Capital x Ponte Preta – 32.438 pagantes / SPFW x Red Bull – 18.221 pagantes).

“Time pequeno” é assim mesmo… é o maior vencedor do país, mora no melhor estádio de todos e tem a torcida mais apaixonada e apaixonante do mundo.

E ela, a Que Canta e Vibra, vai entrar em campo para jogar com o Verdão. Verdão, de time completo; Verdão, de Valdivia e Cleiton Xavier (não sei porque ‘Oshvaldo’ vai começar com eles no banco)… Verdão, de Prass, Robinho e Dudu… de Lucas, Gabriel, Rafael Marques e Cristaldo… de Vitor Hugo, Tobio Arouca e Zé Roberto… Verdão, que é meu, é seu, é nosso!

Booora buscar a vitória, Palmeiras! Com velocidade, mas sem afobação, tranquilo e tocando a bola lindamente, do jeito que os nossos jogadores sabem… fazendo o nosso arroz com feijão, com calma, com atenção redobrada e muita raça. Seja quem for o adversário, seja ele grande ou pequeno, não podemos dar mole pra ninguém (Muito cuidado com a arbitragem – a mutreta já deu as caras no primeiro jogo da rodada).

Arma esse time aí, Mago, como só você sabe fazer, e mete os parmeras na cara do gol! Magia neles, Valdivia!!

Carimba a vaga para a semifinal, Palmeiras! Pra ir em busca de mais um título do Paulistão!

E pode contar conosco! O Allianz Parque vai tremer! 20 milhões de corações estarão pulsando amanhã, juntos, espalhados no peito dos 40 mil palestrinos  que estarão no jogo. E a nossa voz será uma só…

ÔÔÔ VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

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Estamos vivendo um início de temporada de sonhos… Sim, ver o Palmeiras jogar bola, de verdade, ver o Palmeiras com um elenco pra disputar títulos, ver o Palmeiras dando as cartas nas contratações, era o sonho de cada 12 entre 10 palmeirenses. Como não vivemos às custas do apito, não conquistamos títulos dessa maneira, muito pelo contrário, sabemos que o único caminho pra nós é o trabalho bem feito, é ter um bom elenco, é o time jogando muita bola. E por estarmos no caminho certo é que nos sentimos felizes e com o coração em paz.

A estreia no Paulistão não podia ter sido melhor, vitória tranquila, por 3 x 1, diante do Grêmio Osasco – que joga junto há uns dois anos -, conseguida com futebol ofensivo, veloz, de um time bastante renovado, que ainda não teve sequência e nem tempo de se entrosar. Imagine quando as peças todas se encaixarem, quando o time tiver Valdivia, Arouca, Dudu… Gabriel, nosso Jesus menino…?

O time do Osasco, com todo o respeito de uma osasquense, parecia o Palmeiras do ano passado, e não sabia nem de qual caminhão de mudança tinha caído. Só deu Palmeiras na partida – o primeiro tempo foi arrasador -, com um volume de jogo com o qual já estávamos desacostumados. E quanta desenvoltura dos nossos novos jogadores. O Allianz Parque era uma festá só.

E teve um golaço de Leandro; outro golaço, com matada no peito e bola no chão antes do chute, de Robinho; um gol esperto de Maikon “Blondie” Leite… um gol anulado de Cristaldo… uma partidaça do Allione (que Dorival deixava no banco em 2014)… jogadas lindas… passes precisos, velocidade, garra, jogadores bons de bola, raçudos (totalmente diferentes do jeitão “Uéslei” de ser, do nosso time do ano passado)… torcida cantando, e, por tudo isso, pudemos ter a certeza que o nosso Palmeiras mudou da água pro vinho.

Mas, algumas coisas não mudam… e o “mais do mesmo” se repete, campeonato após campeonato…

E, assim,  teve juiz assaltando o Palmeiras (não é porque ganhamos que vamos deixar de falar sobre isso), deixando de marcar muitas faltas, claras, a nosso favor; invertendo outras… deixando de marcar pênalti em Allione (isso não vai mudar nunca?)… parece até que é proposital para prejudicar o Palmeiras.

Teve os funcionários da rgt chamando o Allianz Parque de Arena Palmeiras, durante a transmissão (disseram na imprensa que isso é ordem de um diretor da rgt)… teve um “repórti” (da rgt, claro) tentando diminuir jogadores nas entrevistas de campo – o “profissional” foi perguntar para o Leandro como ele se sentia (algo assim) sabendo que a torcida prefere o Cristaldo. Pode?

Com tanta coisa pra perguntar, com o gol lindo que o jogador marcou, o “repórti” – torcedor do time que queria contratar Leandro e levou um chapéu do Palmeiras -, achou/inventou(?) algo para desmerecer o atleta, para fazê-lo sentir-se preterido pela torcida – o que não é verdade -, e tudo isso com aquela falta de talento e profissionalismo que lhe é peculiar (espera o Mago voltar, que ele te enquadra)…

Saímos confiantes no Palmeiras 2015, encantados com o trabalho do Mattos na montagem do time, com o belo futebol apresentado, com a qualidade dos novos jogadores, com a velocidade do ataque, com a entrega do time em campo. E todos falávamos a mesma  coisa: Que mudança!

Mas as coisas mudaram nos vestiários também. Foi lá que aconteceu uma coisa espetacular, antes mesmo do time subir para o campo… uma coisa da qual nenhum de nós – nem mesmo os ‘imprenseiros’ – tinha conhecimento…

Nenhum de nós tinha visto a preleção, histórica, que aquele jogador “em final de carreira”, “aposentado”, “velho”, de elenco de “série B”, havia feito…

O nosso querido Zé Roberto (Au, Au, Au, Zé Roberto é Animal), que corre, em meio tempo, mais do que o nosso 11 anterior vai correr nas duas próximas encarnações; que joga um bolão; que vale por dois de 20; que transpira profissionalismo e seriedade, que sabe o tamanho do Palmeiras e que respeita a sua grandeza , tal qual um general, levantou um exército…

Prepare o seu coração…

Maravilhoso, não é mesmo? Como diria Joelmir, só nós sabemos o que sentimos ao assistir a esse vídeo… só nós temos essa história, tão maravilhosa para se orgulhar…

É isso mesmo, meu amigo palestrino… em 2015, o Gigante e seu exército se levantaram.

E vamos à peleja!

“Tu te tornas eternamente responsável pelas expectativas que cultivas”

Nunca essa frase fez tanto sentido…

Ver o Palmeiras ser desclassificado, pelo Ituano, foi de lascar.  Ainda não dá para acreditar que aconteceu… mas aconteceu, e, deixando de lado o fato que dói, sempre que respiramos, o que é que a gente faz? Diz que o time é medíocre e pronto? Não, porque isso não é verdade.

Tá todo mundo p… da vida, e eu também estou, estamos todos muito aborrecidos, de farol baixo… mas, vamos combinar, se tínhamos tantas expectativas, se acreditávamos no título, é porque acreditávamos no time, e também porque ninguém achava o time medíocre até ele perder, certo?

Passei esses dias pensando sobre tudo o que vi no estádio, tentando entender, revendo lances do jogo e vendo o que não vi na hora e que a imprensa não mostrou depois… penso que começamos a perder a classificação na partida anterior, e nem percebemos. Termos perdido o nosso melhor jogador, vítima da violência do Bragantino, não foi uma ocorrência normal de jogo, e sim decorrência de uma arbitragem licenciosa. Já fomos “mancos” para a semifinal.

Apesar da chuva, das dificuldades para o torcedor chegar, da “batalha” para comprar ingressos, no domingo, às 19h30, o estádio se iluminava com a presença de quase 33 mil torcedores, com a alegria e energia dessas pessoas. Mas, infelizmente, como se fosse um filme de terror, daqueles bem ‘trash’, deu tudo errado e os “mocinhos” todos ‘morreram’ no final. Um miserável conjunto de fatores que culminaram numa decepção tamanho GG.

A começar pelo regulamento esdrúxulo da competição, que fez os dois times de melhor campanha jogarem a semifinal contra times de campanhas inferiores, em partida única, e sem a vantagem do empate. O que permitiu aos outros usarem a tática do “tentar levar o jogo para os pênaltis a qualquer custo, descendo sarrafadas o tempo todo, fazendo cera o tempo todo”. E, só para lembrar, o Palmeiras foi o único time que teve um dia a menos de descanso antes da semifinal. Para quem tinha seu melhor jogador machucado, pelo excesso de pancadas sofridas na partida anterior (que ‘coincidência’ a juizada liberar a pancadaria pra cima do Palmeiras nessas duas partidas), um dia de tratamento podia fazer uma diferença e tanto.

Mas os times concordaram com essa fórmula, o Palmeiras concordou com as datas, portanto, pulemos essa parte, mas que fique registrado que a fórmula do campeonato foi uma droga.

No jogo, o Palmeiras foi ofensivo, tentou chegar, mas o Mago fazia muita falta, Bruno César e Mendieta, juntos, não deram conta de chamar o jogo, ainda que Mendieta tenha feito algumas boas jogadas.

E faltou caprichar mais, errar menos passes… desperdiçar menos oportunidades… estar mais “pilhado no jogo” e “morder as orelhas do adversário” mostrando quem era o dono da casa…  não tentar jogar só pela esquerda, porque tínhamos um zagueiro jogando improvisado na lateral direita (como assim, Kleina?)… faltou Bruno César e Wesley “aparecerem”… faltou Leandro decidir (se atrapalhou na hora de dominar e perdeu um gol feito. Tem que levantar a cabeça na hora que recebe a bola, man)… faltou Vinícius jogar futebol… faltou o Kleina ter feito substituições melhores… faltou ter colocado o Raphael no gol (Bruno, na melhor das hipóteses, é um azarão do c…….) faltou o time jogar mais bola… faltou marcarem o jogador que arriscou de longe, só porque era o Bruno no gol, faltou o Bruno não estar adiantado na hora do chute (eu achei que estava)…

Mas, mesmo com tudo que nos faltava, o Palmeiras tinha totais condições de ficar com a vaga. O Ituano só estava interessado no anti-jogo. Pensa num time fazendo cera até não querer mais, desde o apito inicial, e multiplica essa cera por mil. O goleiro, que fez um monte de defesas, levava um tempo infinito para bater um tiro-de-meta, caía na área e ficava ganhando tempo a cada vez que o Palmeiras ia pro ataque ou cometia uma falta; os jogadores de linha, por sua vez, levavam séculos até chegarem para cobrar um lateral, para bater um escanteio. A torcida xingava, e o juiz nem aí… Pensa num time abusando do jogo violento. Foram 11 faltas, muito duras (sem contar as outras), só no primeiro tempo, e o Ituano não teve nenhum jogador expulso, e recebeu só dois amarelos no jogo (o Palmeiras recebeu cinco)…

Tudo devidamente permitido pela arbitragem…

Um lance passou batido na transmissão e nos programas esportivos do dia seguinte…

Com 1:29 min de jogo, Cristian deixou o braço na cara de Marcelo Oliveira e, na sequência, meteu a mão na bola. O juiz nem pensou em dar cartão no lance – no segundo tempo, ele se lembraria, e Valdivia seria prontamente amarelado, por “ter deixado o braço” em Josa.  E a imprensa se apressaria em noticiar a agressão do Mago, mas esqueceria dessa aqui. Na cara do ‘parmera’ pode? E aí não é agressão?

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Christian-mão-na-bola

E 6 minutos depois, Cristian, esquecendo a bola, pegou o Juninho na lateral. Lance pra cartão, que o juiz não deu. Em 6 minutos, o jogador do Ituano, graças ao árbitro, deixou de levar dois cartões amarelos. Amarelo + amarelo = vermelho . Qual a probabilidade de o 10 do Palmeiras, caso estivesse em campo, cometer infrações semelhantes e não ser expulso  e massacrado depois pela Press?

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A diferença entre o que o árbitro permite a um time e não permite a outro é assombrosa. A diferença entre o que a imprensa esportiva ‘ilumina’ e o que ela ‘escurece’ também é intrigante…

Mas, mesmo com esse anti-jogo todo, só perderíamos a classificação por uma fatalidade… ou duas…

E nos pareceu uma fatalidade a lesão na coxa que tirou Alan Kardec da partida, aos 40′ do primeiro tempo. E o “Lã”, nos deixando assustados e órfãos no ataque,  saiu de campo chorando…

Fatalidade??  Aos 35′, Kardec, que já apanhava o tempo todo do zagueiro Alemão, teve a “fatalidade” de ser agredido por ele, e o juiz não ter punido o agressor. E eu te pergunto, outra vez, qual a probabilidade de um zagueiro nosso, entrar pra quebrar um adversário, e o juiz  não expulsá-lo? E a imprensa não execrá-lo no dia seguinte? O do Ituano, nem amarelo recebeu.  (Lembra da expulsão do Kardec, à toa, numa outra partida contra o Ituano? Da expulsão do Bruno César? Do Leandro?  Por tão menos, Valdivia também foi expulso da final da Copa do Brasil, lembra?)

Repare na imagem abaixo, o jogador já chega com o joelho levantado para acertar o Kardec… antes mesmo da bola chegar. Foi agressão, sem bola.  E o bandeira viu direitinho.

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Depois dessa entrada desleal, com a intenção de quebrar nosso artilheiro, fiquei preocupada e prestando atenção no “Lã”, que mancava… mas, graças a Deus, ele parecia que ia continuar em campo. O zagueiro do Ituano deve ter prestado atenção também, porque, já que não levou cartão mesmo, 5 minutos depois, ele completaria o serviço… e tiraria o goleador do Verdão do jogo. Com as bençãos do juiz, como você pode observar. E eu pergunto, você acha mesmo que, contra Bragantino e Ituano o árbitro liberou a pancadaria dos pequenos, para beneficiar os… pequenos?

Repare, aos 40′, ele faz a mesma coisa, de novo. E o juiz, Antonio Rogério Batista do Prado, está vendo!! E se viu porque não puniu o jogador??? O cara quebrou o artilheiro do campeonato, tinha que ter sido expulso e ficou em campo. Que cazzo de arbitragem foi essa? É muito desrespeito com o Palmeiras e com os jogadores do Palmeiras!

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Um absurdo! E valendo vaga na final. O Bragantino já tinha tirado o Mago da semifinal e, agora, o Ituano tirava  Kardec.  E nenhum jogador foi expulso. A intenção era garantir que, caso o Palmeiras fosse para a final, fosse bastante enfraquecido?

A diretoria do Palmeiras não pode repetir as anteriores e não ver o que acontece “nas entrelinhas”, nos bastidores… tem que tomar providências. Com os outros times a juizada não faz isso, de jeito nenhum. Qual a probabilidade de o Lúcio, ou qualquer outro jogador alviverde, num jogo contra um outro time grande, ter essa licença para bater e agredir? N-e-n-h-u-m-a!

Adversário desleal, árbitro conivente… E nós, prejudicadíssimos, sem o Mago e sem Kardec,  Mal sabíamos o que ainda estava por vir…

Quando vimos o Bruno se aquecendo no intervalo não entendemos nada… Prass, que tinha torcido o pé no treino, nessa partida tão violenta, voltou a sentir dores… Agora sim, não faltava mais nada. Não era possível! Isso não estava acontecendo.

Sem Valdivia, o time não tem criatividade, perde qualidade e fica bastante previsível (ainda assim, poderia bater um “Ituano”); sem Kardec,  perde completamente o poderio ofensivo (ainda assim, tivesse o Kleina feito escolhas melhores, talvez tivesse dado – Vinícius não é substituto pra Kardec); mas, sem o Prass, não dá, de jeito nenhum.

E não temos um único substituto para o nosso goleiro titular – se o Bruno não serve, e, mesmo assim, o Raphael Alemão nunca é a segunda opção, posso presumir que o Bruno é a melhor opção que temos (O.o). Quando perdemos Kardec, fiquei bastante apreensiva, com todos os alarmes ligados, mas, quando vi que o Prass não tinha voltado do intervalo… os alarmes todos disparam e meu mundo caiu.

O sangue da torcida esmeraldina gelou nas veias e todo mundo se preparou para o pior. Minha confiança ficou totalmente abalada… mas me recusava a imaginar que podia dar tudo errado e rezava pelo Bruno. Olhava à minha volta e todos tinham o mesmo semblante… o ar se tornara pesado… mas a torcida não parava de cantar…

Os jogadores do Ituano receberam o aviso pra arriscar de longe (que moral, hein Bruno?), os do Palmeiras, agora bastante inseguros em campo sem a sua espinha dorsal, faziam de tudo para a bola nem chegar ao gol. E o time foi ficando nervoso… e a gente custando a acreditar no que se desenrolava à nossa frente.

Aos 25′ (o relógio corria), Kleina, vendo que tudo tinha desandado, chamou Valdivia pro jogo. O Mago deu outra movimentação para a equipe, o Palmeiras ficou mais perigoso, mas faltava o “Lã” lá na frente, faltava mais tempo. Com cinco minutos em campo, o Mago sofreu uma falta,  revidou e tomou cartão.  O juiz poderia dar amarelo pra ele sim,  pelo revide (teria que ter dado também para o Cristian, lá no começo),  mas nunca sem marcar a falta que ele recebeu antes.

Falta-ituano-Mago

E com o Bruno no gol (eu mal conseguia olhar as descidas do adversário), o Ituano arriscava chutes de longe  (quase tomamos um por cobertura), e foi assim, numa dessas tentativas, aos 38′, que achou o seu gol e decidiu a partida.

Por mais que o Palmeiras tivesse tentado, não conseguiu empatar… e nos despedimos do campeonato. À minha volta, os torcedores incrédulos, de olhos tristes e úmidos nem sabiam o que dizer. Olhávamos um pra cara do outro e não entendíamos o que tinha acontecido.

Triste, doído… tão difícil de administrar… tão difícil sair do estádio e deixar tudo o que sonhamos lá dentro. O meu caminho de volta nunca pareceu tão longo…

Mas, para mim, agora, a vida segue, e o que interessa é a Copa do Brasil. Quando eu canto “Eu sempre te amarei e te apoiarei…”♫, eu canto de verdade.

TAMOJUNTO, PALMEIRAS! SEMPRE!

MAS ABRE O OLHO, DIRETORIA, ESTAMOS CHEIOS DE ‘AMIGOS-DA-ONÇA’ NOS BASTIDORES DO FUTEBOL, E, SE BOBEARMOS, REPETIRÃO A DOSE NA COPA DO BRASIL.

A temporada 2014 começou no final da semana passada, quando tivemos a primeira rodada do Paulistão.

O Palmeiras fez a sua estreia diante do Linense, apresentou algumas caras novas, deixou  outras ‘guardadas’ (os clássicos vêm aí)  e, de virada, conquistou a sua primeira vitória. Normal…

Normal?? Foi a primeira vitória do centenário da Sociedade Esportiva Palmeiras!! O clube mais vencedor do Brasil, o Campeão do Século, o clube mais amado desse planeta… o nosso Palmeiras, nosso Verdão, o Palestra, o glorioso Alviverde Imponente está comemorando 100 anos!  E como foi gostoso estar com o Palmeiras nessa estreia de centenário, como foi gostoso comemorar os lindos gols de Mazinho e “Lã” Kardec,  os primeiros gols, da primeira vitória do nosso ano 100! Me sinto tão privilegiada por estar vivendo isso.

A parmerada fez a festa! A parte da torcida que insistia na bobagem de perseguir o próprio time, deixou isso pra lá e cantou bonito, sem parar; gritou os nomes dos jogadores todos no começo do jogo (acho isso tão importante), e, ao final da partida, cantou a música que fez em homenagem ao centenário. Muito linda… Saímos do estádio arrepiados.

E, depois da partida, lá fomos nós, ávidos, buscar as notícias sobre a vitória. E qual não foi a nossa surpresa ao constatarmos que para alguns estagiários, o Palmeiras venceu de virada, por…  1 x 0!!

A imprensa se esforçar para mostrar um Palmeiras sem brilho não é novidade alguma. Na verdade,  é mais do mesmo. Mas alguém me explica como é que se vence, de virada por 1 x 0?

Estagiário-Lance

Deve ser do mesmo jeito que Manchester fica em Londres, né? Nessa outra notícia, o estagiário ficou tão preocupado em fazer um veneninho na contratação do Lúcio (ninguém falou em “fracassos” quando ele chegou aos bambis, né?), que quando foi falar da nossa arena e da sua cobertura,  disse que o Manchester City é de Londres. Cuma??

Manchester-Londres1

Se ele procurasse no Google, iria se surpreender e descobrir que Manchester não fica em Londres… Olha aqui, ‘liMdo’, como as duas cidades não ficam no mesmo lugar.

Manchester-Londres

É… pelo visto, a Press também fez pré-temporada, e deve ter treinado bem, porque não perdeu a pegada habitual de aliviar pra uns e forçar pra outros; mesmo que seja à custa de publicar bobagens. E as coisas que lemos nesse começo de 2014 são do tipo: “Ceni falha e SP é derrotado” (quem lê, imagina que tava tudo sob controle e uma falha do goleiro foi fatal. Só esqueceram de falar que foi 2 x 0, né? Fora os gols perdidos pelo Braga.), “Palmeiras vence, pra começar o ano em paz” (Se a Press não conta, a gente nem saberia que, com salários em dia, contratando mais do que qualquer outro clube, estávamos em guerra). Mas não tinha ‘guerra’ no “Cu rintia” que ficou a 4 pontos do rebaixamento em 2013 (o SP também quase foi rebaixado), com o segundo pior ataque do Brasil, que deve salários, que tá sem dinheiro e não está conseguindo fazer muitas contratações. Esse time, quebrado, também ganhou por 2 x 1, mas, pra ele, a vitória não foi para acalmar os ânimos ou para iniciar o ano em paz….

Estamos ainda no começo de ano e já podemos observar que o ‘modus operandi’ dos torcedores estagiários da Press não mudou nada. Colocam holofotes no que querem que você enxergue, na marra, e tiram as luzes daquilo que não querem que você veja. E pouco conta a importância do que vão levar até você.

Eu já falei aqui, e acho que você se lembra, sobre as ‘pesquisas’ que davam conta que a nossa torcida encolheu, que a do  ‘SPFW’, a do “Vaixco” a superaram. Acho que você se lembra também das desculpas esfarrapadas para nos darem uma única transmissão, além da de um clássico, na grade da TV aberta no Brasileirão 2012 , não é mesmo? A pouca audiência, a torcida que diminuiu… e quanta gente acreditou, e ainda acredita…

As informações passaram despercebidas, ninguém acendeu os refletores, não deram destaque…

O público dos campeonatos estaduais, que continuam provando que nosso número de jogos  na grade da TV aberta não têm motivo algum para serem menores que os de Vasco, Fluminense, Botafogo e São Paulo, por exemplo, na primeira rodada de 2014, ficaram muito aquém dos números esperados para os jogos dos grandes de SP e RJ.

Mas, ainda assim, com públicos ruins, você sabia que  Palmeiras x Linense,  – mesmo com o Verdão cobrando ingressos mais caros, o que favoreceu um público menor -, foi o jogo com o maior público da primeira rodada do Paulistão 2014? Sabia?

Palmeiras x Linense    –  10.717
Corinthians x Lusa      –   8.278
Santos x XV de Piracicaba    –   7.895
(na segunda rodada, Santos x Audax teve público de 2.284 pagantes)
Bragantino x São Paulo        –   5.938

Público total dos 4 grandes de SP: 32.828  –  Média: 8.207

E você sabia também que, no RJ, cujos clubes a CBF e a Globo tanto querem empurrar para a opinião pública, tanto querem ajudar, a coisa foi ainda pior?

Flamengo x Audax   –  10.522
Vasco x Boa Vista    –    5.763
Madureira – FluminenC   –  2.826
(nem tendo roubado a vaga da Lusa no tapetão, o FluminenC não tem quem queira vê-lo jogar
Resende x Botafogo  –   2.538
(tirando os 15 habituais torcedores do Botafogo, o Resende até que foi bem representado)

Público total dos 4 grandes do RJ: 21.649  –  Média: 5.412

Estranho que, mais uma vez, os clubes cujas ‘torcidas aumentaram’, continuem com públicos ridículos em suas partidas, e o Palmeiras, da torcida que diminuiu, mesmo com ingressos a 60,00 (eu sei que é uma estratégia para alavancar o Avanti – com ele paga-se muito menos – mas baixa um pouquinho isso, presidente) continua levando mais gente aos jogos.

Pode ser que isso seja um reflexo da situação financeira dos clubes, das pouquíssimas contratações das equipes, dirão alguns. E o Palmeiras, que contratou mais, talvez esteja empolgando um pouco mais o torcedor. Pode até ser…

Mas não era isso que a Press nos vendia em DEZ de 2013, não é mesmo?

Corinthians-Quebrado

Em Dezembro de 2013, a gente também ouvia e lia que o Palmeiras estava sem dinheiro, sem patrocínio, que não ia contratar (e como essas notícias, repetidas à exaustão, fizeram a cabeça de alguns palmeirenses incautos)… ouvia e lia que o Corinthians era um dos clubes mais valiosos/ricos do mundo, que recebia os maiores valores de patrocinio, que arrecadava mais do que gastava…

Alguém mentiu…

Como poderia um clube tão rico, tão valioso (estão colocando nessa conta o valor do Esmolão, que não vai ser dele tão cedo?), ficar quebrado, um mês depois de ser anunciado tão “poderoso”?

Corinthians-Quebrado1

A gente percebe que foi enganado, quando fica sabendo que tem jogador gambá que não recebe há três meses; quando fica sabendo que os dirigentes do clube tão “rico” pagaram dois meses de salários e ficaram devendo três (eram cinco??? E você ficou quietinha, né Press?);  quando lê que pediram ajuda a um banco para pagar as prestações de um atleta contratado junto ao América-MG (what?); quando ouve falar que  o time tão “rico” comprou 25% dos direitos de um atleta, que não é nenhuma celebridade, porque não podia comprar o resto… Os caras não podem nem comprar um pastel de feira (quem mandou dispensar o Zizao? Pelo menos, o pastel ele garantiria). O que aconteceu com a riqueza toda? (O governo federal tem outras prioridades agora?) Em Dezembro, tão “rico”; em Janeiro, quebrado…

Você vê como compra muita mentira vendida pela imprensa? Basta a gente raciocinar um pouquinho para ver que a realidade de contos de fada, era algo que foi ampliado muito além da verdade. Ou então, o dinheiro tava vindo por algum cano não muito lícito e agora o cano foi tapado.

E o Palmeiras, o time  sem patrocínio, sem dinheiro, que venderam pra você como o coitadinho, que não teria condições de estar na série A (dos 14 times que rondaram o rebaixamento), que seria apenas sparring dos demais em seu centenário, contratou muitos e bons jogadores (os demais clubes não estão contratando praticamente ninguém). O time que os estagiários se empenham em desmerecer (o WOW, até notícia inventou, e foi desmentido pelo Palmeiras) trouxe ao futebol brasileiro o contrato de produtividade (que tantas pessoas afirmavam que não funcionaria, e que agora muita gente já quer copiar). E vai colocando a casa em ordem e vai caminhando pelo caminho que já deveria estar caminhando há muito tempo.

Não deram muito destaque também, mas Palmeiras e Cruzeiro são os únicos clubes que estão com salários em dia. Coisa boa, né?

E por que estou falando isso (de novo) agora, quando o ano mal começou? É porque o ano mal começou mesmo, que devemos nos precaver.

Amigo torcedor, palestrinamente falando, este é o ano mais importante de nossas vidas. Não pelos títulos que ganharemos, ou não ganharemos. Ninguém pode afirmar isso, tenhamos o elenco que tivermos. Este ano é importante porque estamos vivendo o centenário do Palmeiras, o clube que faz a gente chorar de alegria, sem vergonha alguma; que tira o nosso sono, a nossa fome, a vontade de sair, quando ele não vai bem; que faz a gente explodir de felicidade quando faz um gol, ainda que seja contra um time sem expressão…

O clube que a gente ama faz 100 anos, e vamos comemorar com ele. Todos os dias, um de cada vez,  até chegar 26 Agosto.

Então, façamos um trato, um trato de palestrinos. Chega de fazer o jogo do bandido! Chega de fogo-amigo. O Palmeiras merece uma trégua, ele merece paz e alegrias.

Que nesse ano, ninguém faça a nossa cabeça contra o nosso time, contra o nosso clube; que neste ano, independentemente de virem ou não as conquistas que tanto desejamos (vamos buscar com ele), o brilho do Palmeiras seja o da sua gente, da gente de verde, que joga com o time, que carrega um grande “P” no coração.

Vamos pintar 2014 de verde e branco! Vamos encher de luzes o centenário, as nossas luzes! E, assim, vamos ajudar o Palmeiras a ser campeão! Nós podemos, e sabemos disso!

Unidos, somos mais fortes do qualquer coisa!

Vamos cantar, vibrar, torcer…  vamos fazer, por que não, o Palmeiras campeão!

EM 2014,  DIA TODO É ANIVERSÁRIO DO PALMEIRAS!!  E a festa é nossa!

TANTI AUGURI, PALESTRA!

Antes do clássico, nós já estávamos preocupados com a arbitragem, porque sabíamos que o árbitro de Palmeiras e Santos era santista. Pelo menos, era o que um monte de gente lá de Sorocaba estava me dizendo, estava dizendo para pessoas que conheço. ‘Legal’, né? Palmeiras e Santos disputando uma vaga na semifinal  do Paulistão, e o juiz “sorteado” foi um… santista? Ah, vá! E logo o Guilherme Ceretta de Lima, que já teve problemas com os jogadores do Palmeiras no Brasileiro de 2012, que desfez de alguns deles, que tirou um sarro e riu na cara dos nossos jogadores, deixando a boleirada palestrina na maior bronca.

E todo mundo achando (vai ver, o juiz também) que Neymar e Cia iam “deitar” no Verdão, mas, contrariando as favas contadas, o Santos não passou o trator por cima do Palmeiras, não. Mais uma vez neste ano, mesmo jogando em sua casa, e com o dito “melhor jogador do país” no time, ele não conseguiu vencer a equipe do Palestra Italia. Conseguiu a vaga na loteria dos pênaltis, mas, antes que o tempo normal acabasse, o pessoal do Santos parecia bastante preocupado depois que o Palmeiras empatou, parecia temer que o Palmeiras virasse o jogo. Preocupação que demonstrava que eles sabiam que não estavam diante de um time qualquer, que demonstrava que o jogo estava sendo difícil. O equilíbrio da partida, as possibilidades de classificação abertas para as duas equipes, pediam um árbitro que tivesse uma atuação impecável, uma atuação de árbitro, e não de torcedor. Mas ele era torcedor do Santos… assim afirmavam os moradores de Sorocaba.

Até aí, não seria nada tão grave se ele tivesse atuado com imparcialidade, afinal, todo mundo torce para algum time, mas todos vimos que ele foi muito parcial, que ele mais parecia um jogador santista do que um árbitro. Todos vimos, logo aos 3 minutos, ele marcar um impedimento de Vinícius, que estava em condição de jogo (até o comentarista da Sportv, que torcia tanto contra o Verdão, concordou!); também vimos quantas faltas a favor do Palmeiras ele deixou de marcar; quantas outras ele achou para o time da Vila; vimos ele inventar uma falta absurda em Neymar, e o jogador carimbar a trave de Bruno na cobrança; vimos que ele não marcou as toneladas de faltas que esse mesmo Vinícius sofreu; vimos também, que se não fosse uma defesaça do Bruno, o Santos teria feito um gol em total, e não marcado, impedimento; vimos como uma falta cometida sobre Neymar era assinalada, e uma outra, idêntica, a favor do Palmeiras, passava batido; vimos marcações mandrakes de impedimentos do ataque do Palmeiras; vimos jogador do Verdão tomar cartão à toa, e já ficar na iminência de tomar o vermelho a qualquer momento (isso tira o ímpeto do jogador, não é mesmo?)…

Mas o que nós não tínhamos visto era o Instagram do sujeito…

Postagem da quinta-feira, ANTES DO JOGO  (parece que ele faz uma brincadeirinha sacana aí, você não acha?):

InstagramCeretta1A

Aí, vem o comentário PÓS JOGO. Vejam que ”beleza”, o árbitro do clássico, que apitou que nem o nariz dele, queria comemorar…

InstagramCerettaA

É mole uma coisa dessa, meu amigo? Que cara-de-pau, não?

Claro que ele poderia alegar que essa postagem se referia à qualquer outra coisa. Ninguém iria acreditar (o rafaelcabral90, com quem ele fala sobre comemorar, é o goleiro do Santos), mas ficaria o dito pelo não dito. Mas, hoje, segundo a pessoa que me enviou as imagens, ele apagou os comentários. E se apagou, é porque eles representavam algo que poderia comprometer o seu autor, não é verdade? Se apagou é porque o que ele escreveu não era para ser lido por todo mundo…

Esse é o futebol brasileiro, torcedor. Essas são as arbitragens do “País do Futebol”, do “País da Copa”. E, por falar em Copa, será que os árbitros serão desse naipe em 2014?

Os europeus que se preparem…


Leandro-gol-na-Ponte

“Atacantes podem se encontrados em todos os times, mas, atacante que faz gol em dois dias seguidos, jogando por dois times diferentes, e em países diferentes, é só no Parmera  mesmo!”

A Ponte Preta recebeu o Palmeiras nesse domingo com pose de bicho papão. Segundo lugar na tabela de classificação do Paulistão, invicta há 19 jogos, 16 deles no campeonato estadual – a única equipe que ainda não havia sido batida, nem mesmo pelos badalados times da Série A -, e  há oito meses sem perder em seu estádio.

Mas isso tudo porque ela ainda não havia trombado com um certo time das Perdizes, também conhecido como “O Campeão do Século”, time que a imprensinha (e alguns de seus torcedores também) vive tentando diminuir. Aquele time que estará na série B do Brasileiro neste ano, aquele time “medíocre” (cornetas adoram esse adjetivo), que tem o “pior elenco de todos”, “sem comprometimento”, do “técnico burro”, o time “que ia perder de todo mundo em 2013”, que “ia dar vexame nos clássicos”, blá, blá, blá… nhe, nhe, nhe… mimimi…

Então… esse time, que jamais pode ser subestimado, que anda jogando desfalcadíssimo (todo mundo faz que esquece esse detalhe), não deu nem bola para a pose do adversário, para a sua invencibilidade, sua colocação no campeonato, para a torcida adversária “bravinha” com o técnico palestrino, não deu bola para os próprios desfalques e derrubou a Macaca do galho! Só podia ser o Palmeiras pra fazer isso (espero que o Ibama não cisme de processar o Palmeiras… um Tigre na quinta, uma Macaca no domingo…).

Quando o jogo teve início, por mais que eu esperasse uma vitória verde, não imaginava que ela ia começar a ser construída tão rápido. Logo aos 3′, em boa troca de passes, Wendel recebeu de Caio e cruzou na medida para Tiago Real marcar de cabeça – ele precisou se abaixar para desviar a bola. Que surpresa maravilhosa! Coisa linda esse Parmera!

A Ponte assustou com o gol tomado e até tentou pressionar, mas o seu jogador exagerou e acertou o poste atrás do gol. O Palmeiras me pareceu meio estabanado depois de estar em vantagem (fazia algumas faltas bobas e desnecessárias, errava passes), mas não deixava de jogar com determinação, disputando todas as bolas com muita vontade; os jogadores corriam o campo todo e, como aconteceu no jogo diante do Tigre, não tinha bola perdida. A Ponte tentava  se aventurar, mas tinha dificuldade em passar pelo esquema armado por Kleina. Ramírez ficava irritado com a marcação recebida.

E Ayrton quase marcou aos 28′; Caio  levou perigo ao gol adversário aos 31′; aos 37′, o goleiro da Ponte pegou firme uma cobrança de falta de Ayrton; mas, aos 42′, num ataque da Ponte, Uendel cruzou rasteiro para Ramírez entrar de carrinho, Prass saiu na bola e foi atingido pelo jogador campineiro (ficou com um galo na testa); na “dividida” (falta no goleiro que o juiz não marcou) a bola acabou entrando e a Ponte empatou a partida. Aos 48′, o juiz apitou o final da primeira etapa.

Querendo a vitória, Kleina voltou com Vinícius no lugar de Caio, talvez pensando em se utilizar da maior velocidade dele (como é bom ter um técnico que busca a vitória e faz o time honrar a camisa mesmo sem ter camarão). Já no primeiro lance, uma tabela entre Tiago Real e Ayrton obrigou o goleiro da Ponte a mandar a bola em escanteio. O Palmeiras mostrava que tinha voltado pra vencer.

Eu queria um gol do Leandro, só que ele me parecia meio esquisito. Mas também pudera, ele tinha jogado pela seleção brasileira na tarde anterior (e marcado gol), e o jogo tinha sido na Bolívia. Mas, para nossa sorte, e para que ele se desgastasse menos, Paulo Nobre, o trouxera de carona em seu avião particular, e assim, Leandro (que mal deve ter dormido) pode estar mais descansado para jogar a sua segunda partida em 24 horas.

Sorte nossa, mesmo…

O tempo passava, e nada do gol sair. A parmerada estava lá cantando na bancada, mas a torcida adversária, em maior número, empurrava o time local como podia, fazendo um escarcéu e pedindo cartão a cada pequena falta,  mas eram os jogadores da Ponte que estavam mais nervosos, fazendo faltas mais duras. Tinha um “irmão do Tinga” lá, que só faltava bater no juiz.

E então, aos 27′, aquele artilheiro menino, palmeirense desde criancinha, que saiu da reserva do Grêmio e veio para o Palmeiras com a responsabilidade de substituir o goleador do time; que chegou sob a desconfiança da torcida,  mas que bastou vestir a camisa de um gigante para desandar a fazer gols, pra começar a brilhar, para ser convocado para a seleção  brasileira (Tchuuupa, Tamoxunto!)… aquele menino, que já marcou mais gols que o Duck, o André, o Guerrero… que já marcou mais gols aqui, do que o argentino marcou lá no Sul (e o menino joga só o Paulistão); que já tem o nome falado por milhões de torcedores, que diz estar vivendo uma fase maravilhosa na vida…… Aquele menino, que vai crescer muito no Palmeiras, recebeu um belo cruzamento de Juninho e, dentro da área,  chutou por entre as pernas do goleiro,  marcando o gol da vitória do Verdão!

Leandro ‘derrubou a Macaca do galho’ e, com duas rodadas de antecedência, classificou o Palmeiras às quartas de final do Paulistão. Leandro, ontem, pintou o nosso céu de verde e branco, e, assim como quem não quer nada, vai entrando em nossos corações sem precisar bater na porta…

O Palmeiras ainda teria outras chances, mas tratou de tocar a bola, e com muita garra e determinação segurar a bronca da esperneante Ponte Preta, que perdia, dentro de seus domínios, a sua tão decantada invencibilidade. E perdia a cabeça também; Cleber deu uma cabeçada em Ronny, e foi expulso.

Quando o jogo acabou, a torcida do Palmeiras, que no final do ano passado, viu lhe subtraírem o direito de sonhar, se sentindo mais confiante agora, mais feliz, já fazia planos, já falava sobre os ingressos para o jogo contra o Libertad, já apostava numa classificação, já sonhava até com a primeira colocação no grupo… Quem diria…

Mas eu confesso, também estou sonhando acordada com tudo isso e mais algumas coisinhas… Meu ingresso já está comprado há um tempão, e eu espero que você também tenha comprado o seu, porque, mais uma vez, o Palmeiras vai precisar entrar em campo e ver que seu 12º jogador está lá, no lugar de sempre, com a alegria de sempre, com a força e o amor de sempre…

É QUINTA FEIRA, PARMERADA! NÓS VAMOS JOGAR COM O VERDÃO!

Ôôô Vamos ganhar, porcooo!!! ♫♪♫

Quarta feira de cinzas?? Que nada! Só se for para o São Caetano. Pro Palestra ainda era carnaval! Eu esperava por uma vitória do Palmeiras.Na verdade, eu sempre espero por vitórias do Verdão, contra qualquer adversário. Mas quando o jogo começou, as coisas não se deram do jeito que eu queria. Aos 3′, uma falha de Pierre, escorregada do Xavi e o São Caetano abriu o placar. Um acidente, tava na cara. Mas não é que aos 9′, numa bola levantada na área, o São Caetano marcou mais um? Epa! Que negócio é esse? Eu não tava gostando, não. Aposto que a Que Canta e Vibra também. Com todo o respeito, é impossível um time como o do Palmeiras perder para o São Caetano.

Mas estava perdendo e, apesar de ser apenas início de jogo, os “entendidos” comentaristas já faziam contas, já festejavam os gambás na liderança. O da Globo, onde eu assisti, não parava de falar nisso, como se nós palmeirenses estivéssemos muito interessados ou quem sabe preocupados. A gente tem K9! IL NOSTRO BAMBINO D’ORO!! E não demorou nadinha. Tocando rápido e, num passe magistral de Xavi, K9 recebeu pela direita e  mandou pro gol dos Smurfs paulistas. Ainda era carnaval, e “Mestre-Sala e Porta-Bandeira” do São Caetano foram parar dentro do gol, com bola e tudo. uhauhahauha

Diego Souza resolveu jogar muito e era o nome do jogo. Xavi como sempre, era o garçom e aos 23′ levantou uma bola na área (a gente também sabe, viu?), que Edmílson fuzilou de cabeça para empatar. Olha o Palmeiras aí, gente! E a Globo procurando impedimento de Edmílson… ô gente sem noção! Mas o Verdão é nota DEZ no quesito ataque! E, exatos vinte minutos depois de termos marcado o primeiro, o Palmeiras virava em grande estilo! Xavi cobrou escanteio e Diego Souza, que estava louquinho para deixar o seu, cabeceou para marcar o terceiro!!  VIRA, VIRA,VIRA… VIRA, VIRA, VIRA, VIROOOOOOOOU!! QUEM SEGURA ESSE TIME? Meu coração não cabia no peito de orgulho dessa virada espetacular e da maturidade dos nossos meninos. Aos que faziam “contas”… UHAHAUHAUHAUHAHAU

Mas não podemos nos esquecer  das falhas, porque elas existem e em muitos momentos nos atrapalham. Que o diga o “nostro”  Santo. Eu nunca vi o Marcos gritar tanto na vida. Como o Palmeiras é o time a ser batido, todo mundo marca mais o Verdão e também vem prá cima como se fosse disputa de título. E o que acontece? Ficamos no sufoco, porque o nosso meio de campo não consegue viver só da marcação e desarmes de Pierre e a bola acaba chegando muito fácil na nossa zaga, que por sua vez não dá conta da demanda e, se atrapalhando em muitos lances, acaba fazendo faltas desnecessárias que resultam na ‘bendita’ bola aérea. E quem é que sabe na cabeça de quem a tal bola aérea vai chegar? Por isso é tão difícil. Edmílson não estava num bom dia, mas Marcão estava. Raçudo, determinado, me agradou bastante. É dele a camisa titular, viu? Armero foi bem, ajuda na marcação mas, Capixaba… meu Deus do céu! Esse não marca nem encontro. Queria saber o que um técnico tão entendedor de futebol vê nesse jogador… Coloca o Wendel aí, “professô”!! Pelo menos ele ajuda na marcação.

Mas como o nosso ataque é infernal, a gente ainda ia ter mais uma alegria no primeiro tempo. Armero ganhou uma bola na esquerda, com uma  jogada linda entrou na área e tocou para quem?? KEIRRISON, O MATADOR!! Il nostro bambino d’oro chegava de frente pro gol e só colocou no cantinho… 4 x 2!! Que moral tem esse time!! Invicto e mais líder do que nunca!! Agora era voltar pro segundo tempo e tentar ampliar. O Palmeiras bem que foi prá cima mas, como estava ganhando, Diego fez umas firulas, Xavi errou alguns passes, Willians começou a errar também, o goleiro deles pegava algumas vezes… Então, num contra-ataque o São Caetano, EM IMPEDIMENTO (a imprensa faz que não viu!) descontou. Eita juizinho safado, que ainda deixou de expulsar o jogador Tuta que por pouco não quebrou a perna de Xavi. E a Globo queria expulsão para Edmílson, fazendo de conta que nem tinha a visto a falta anterior em Diego assim como não “viram” depois a pegada criminosa no Xavi. Mas esperar o que desse mané Coelho e da Globo? Tô nem aí!! Quero mais é que continuem falando bobagens, deixando propositalmente de ver os erros contra a gente, mas que K9 e Cia, continuem detonando as zagas adversárias. Isso vai  acabar em volta olímpica lá no Palestra…

Só para informar: Keirrison já entrou para a história da Sociedade Esportiva Palmeiras.  São 12 gols em 9 jogos, uma marca só atingida em 1920 por Oscar Federici (12 gols em 10 jogos), e igualada em 1936 por Moacir e também por Juan Raúl  Echevarrieta em 1939.