Palmeiras ia enfrentar o Galo, em MG, defendendo a sua permanência no G4… Jogo na TV, e eu teria que assistir online… ó céus!

Mayke estava de volta à lateral (ainda bem), mas, ao invés de sentar Jean, Cuca achou um lugar pra ele no meio e deixou Thiago Santos no banco.

O Palmeiras começou bem na partida, parecendo bem mais esperto em relação à marcação – um dos nossos grandes problemas nesses últimos meses – deixando menos espaços. E tínhamos só três minutos de jogo, quando, num ataque do Palmeiras, Luan cometeu um pênalti muito escandaloso. De braço aberto e esticado ao lado do corpo, interceptou com esse mesmo braço um chute de Willian. Leandro Vuaden, figurinha carimbada em prejudicar o Alviverde, e com uma cara de pau tamanho EXG, nada marcou.

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Não dá para imaginar que árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo nada tivessem visto, não é mesmo? É impressionante o poder (ou seria o encargo?) que alguns árbitros têm para apitarem e “desapitarem” do jeito que bem entenderem, até mesmo deixando as regras de lado.

Uns minutinhos depois, meu link resolveu travar a imagem e só pude ouvir que o mesmo Luan mandou uma bola em nossa trave…

Começo de jogo disputado, mas, ao contrário das nossas expectativas dos primeiros minutinhos, o Galo se acertou e foi chegando na nossa área, começou a nos pressionar, a ter chances… e fazia jogadas sempre tentando achar Fred… e ora Fred tentava o chute, ora o genérico (Valdivia só tem um) chutava…

Se por um lado isso era ruim pra gente, e corríamos o risco de tomar gol, por outro, podíamos ver que a defesa estava se saindo bem, e que Dracena ia se sobressaindo na partida.

Eu não vi, mas ouvi, quando Egídio cometeu pênalti e o juiz assinalou… Fred iria para a cobrança. “Ai, meu São Prass dos Pênaltis Defendidos” – sempre tenho esperança de defesa de pênaltis quando ele está no gol…

E não deu outra. Como se fosse um gato, Prass defendeu, Prass encaixou – ele, abusado,  apontou o canto em que  queria que Fred batesse (e Fred bateu lá mesmo). E pensar que o Palmeiras enrola pra renovar com ele (e pensar que ele não estava em campo nas cobranças de pênaltis naquele Palmeiras x Barcelona-Guayaquil)…

Depois que vi e revi as imagens direitinho, até fiquei em dúvida em relação ao pênalti. Pra mim, pareceu que Egídio já estava com o pé esquerdo apoiado à frente e ficou com ele lá, e só depois apareceu o jogador do Galo e a queda aconteceu.  No entanto, na hora, muita gente, muitos palmeirenses também, acharam a mesma coisa:  pênalti. Ainda bem que o Prass pegou e não deixou o Galo abrir o placar.

Graças ao link “maravilhoso” eu mais ouvia do que via o jogo e, às vezes, nem ouvia. Mas dava pra perceber que tava meio difícil para o Palmeiras, e que ele tentava se insinuar no ataque descendo mais pela direita, com Guerra, com Mayke.

Meus amigos, via Messenger, Whatsapp, me avisaram que tinha gol… e pelo “GOOOOOOL” todo em maiúsculas, só podia ser do Verdão… coração a mil. Em contra ataque (eu vi depois), Moisés tocou pra Willian lá na frente, o BGod avançou, se livrou do marcador, e deu aquela bola “caramelada” para Deyverson chutar cruzado e abrir o placar. Ah, Palmeiras, seu lindo!

Meus amigos me avisavam também que o Vuaden estava metendo a mão no Palmeiras, que Deyverson tinha sido chutado duas vezes pelo Fábio Santos, e o Vuaden… nada. Nem amarelo.

O time mineiro continuou em cima do Palmeiras e seis minutinhos depois do nosso gol, aos 39′, após uma cobrança de falta, o juiz assinalou pênalti de Luan em Leonardo Silva. Luan e Leonardo Silva se empurravam, e quando Leonardo Silva avançou para tentar alcançar a bola, que tinha sido chutada lá pra área na cobrança da falta, Luan puxou a camisa do atleticano, continuou puxando, e Vuaden marcou a falta. Até estaria tudo certo se Leonardo Silva não estivesse impedido no momento da cobrança e antes de ser puxado…

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No vídeo de melhores momentos , não sei se por descuido, ou de propósito, não é possível pegar a imagem do exato momento em que a bola é chutada,  a não ser com a imagem da cobrança – quando ela é repetida – sobreposta à imagem anterior. Mas dá pra ver mesmo assim.

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E não parou aí a lambança da arbitragem. A menos que eu e mais algumas pessoas tenhamos tido alucinação coletiva, o juiz não mostrou o amarelo para Luan, como manda a regra, e mostrou o vermelho direto…

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Eu sei que seria o segundo amarelo dele, e ele seria expulso mesmo, mas o árbitro não parecia interessado em apitar algumas coisas corretamente errou.

Coma expulsão de Luan, Cuca chamou o zagueiro Juninho e sacou Guerra. Não gostei muito da substituição; com dois atacantes no time, achei que ele poderia ter tirado Deyverson  (gostaria de entender porque Deyverson, desde que chegou aqui,  recebe todas as chances que Cuca nunca deu para Borja).

E já que era pra garfar o Palmeiras mesmo, Vuaden “enfiou o pé na jaca”… Na cobrança do pênalti, convertido por Fábio Santos, mais uma página do Livro de Regras foi rasgada e jogada fora. Houve invasão na área no momento da cobrança…

Cobrança de pênalti -Regra 14 (a parte que nos interessa aqui):

Se um jogador do time batedor invadir a área no momento da cobrança e sair o gol, a cobrança deverá ser repetida.
Se jogadores dos dois times invadirem a área no momento da cobrança e sair o gol, a cobrança deverá ser repetida.

 

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Não dá para acreditarmos que árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo desconhecem a regra, não é mesmo? E se conhecem… Lembra que num outro Palmeiras x Atlético-MG, o Palmeiras teve que voltar uma cobrança, convertida em gol, por causa de invasão? Então…

Depois do pênalti convertido, Fred deu um bico na bola… e deveria ter levado amarelo – seria o segundo. Mas o árbitro… nada. Imagina se fosse um parmera? Se fosse o Prass, por exemplo? Era amarelo na certa.

E fomos para o intervalo com um pênalti não marcado para o Palmeiras, com o chute que o Fábio Santos deu em Deyverson, e que ficou por isso mesmo, o com o segundo cartão amarelo que o árbitro não quis dar para o Fred… 3 x 0 para o Vuaden.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, mesmo com um a menos, o Palmeiras apertava o Galo… E o Dudu no banco, porque estava voltando de contusão e “treinara pouco”…. Para um jogador como Dudu, o craque do nosso time, é necessário apenas levantar da cama  para ir a campo…

Leonardo Silva desviou uma bola com a mão e o árbitro assinalou pênalti para o Palmeiras. Achei que Jean fosse cobrar, porque na maioria das vezes em que está em campo, é ele quem cobra, mas sei lá porque Deyverson foi para a cobrança… e cobrou mal demais. O goleiro pegou, claro.

Errar uma cobrança de pênalti é coisa que acontece, é até tolerável, mas bater mal desse jeito, dar na mão do goleiro, é de matar a gente de raiva… Com um a menos e podendo fazer 2 x 1… Chuta que nem homem, cazzo!  

Cuca chamou Duduzinho e sacou Deyverson.

O Galo, mesmo querendo ir pra cima, por estar com um homem a mais, não levava muito perigo ao Verdão, não. Nossos jogadores iam mandando muito bem nos desarmes, nas tiradas de bola… Prass, Dracenão da Massa e Tche Tche estavam bem no jogo.

E então, o Vuaden resolveu dar mais trabalho para o Palmeiras – que juizinho sem vergonha esse. O genérico (Valdivia só tem um) entrou de sola na coxa de Willian,  Willian, instintivamente, deu um chute nele logo em seguida, e logo em seguida também se tocou da bobagem que fizera… Vuaden o expulsou. Ele mereceu a expulsão, mas e o Genérico? Faz uma “faltinha” pra arrebentar o parmera e não vai pra rua,  Vuaden? Você viu o que aconteceu depois dessa entrada criminosa, mas não viu a entrada criminosa? Mas que arbitragem “criminosa” a sua, não? Louquinha para “matar” um dos times…

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Que picareta esse Vuaden… Ele sempre prejudica o Palmeiras, mas estava abusando dessa vez…

Cuca sacou Jean e promoveu a entrada de Thiago Santos… com dois a menos, era meter o cadeado no time mesmo…

Vuaden, que não amarelou o bicão do Fred, que deixou passar batido o chute de Fábio Santos em Deyverson, a entrada criminosa do Genérico em Willian, amarelou Prass porque ele demorou para cobrar o tiro de meta. Que filho da “fruta”!!

O Palmeiras não dava mole pro Galo não, era valente e defendia muito… Dracenão da Massa estava soberbo! Prass também jogava muito. E imagina se o Vuaden não ia dar 5 min de acréscimo? Segura aí, Verdão!

E o Vuaden, picaretíssimo, ainda ia aprontar antes dos acréscimos, aos 45’…

Moisés desceu pela esquerda, entrou na área sozinho, e o jogador do Galo deu um toque no pé dele, fez uma carga em sua perna, e o derrubou…

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Pênalti. Mas o juiz, nem aí. Aquele, do Egídio foi marcado prontamente; esse, foi ignorado…  Que arbitragem sem-vergonha.

Prass ainda faria mais duas boas defesas. Uma, na jogada de Otero;  outra,  no chute de Elias. E o árbitro, que via ir por terra as chances de o Palmeiras perder (o tempo todo pareceu que era isso o que ele queria), encerrou a partida. Uma vergonha, uma roubalheira a arbitragem do Vuaden (quem será que teria tanto interesse em uma derrota do Palmeiras?)… e, pode apostar, não vai ter árbitro suspenso (como acontece quando alguns times são prejudicados pelo apito), porque a corrupta CBF, que parece bem se utilizar desses “prestadores de serviço”,  nada fará a respeito dessa vez. Prejudicar o Palmeiras é de lei.

Garfado em dois pênaltis, garfado no gol que tomou, garfado no chute em Deyverson, que nem amarelo ocasionou, garfado na falta criminosa sofrida por Willian, que o juiz não puniu… o Palmeiras,  como se fosse aquele cara, que é assaltado, perde, o relógio, a carteira com cartões de crédito, dinheiro e documentos, leva umas porradas, mas ainda dá graças a Deus porque está vivo e porque o celular estava na meia e o assaltante não viu,  teve que dar graças a Deus pelo time que lutou bravamente contra adversário e apito e não se deixou derrotar.

Poderíamos ter vencido, mas “fizeram a elza” no Palmeiras.

 

“Defender a Seleção é uma honra, mas defender a Seleção com seu time do coração… é uma emoção que não se esquece jamais” – Valdir de Moraes
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O valor de uma conquista não está no “preço da etiqueta”, não está apenas no “troféu levantado”…
O valor está na quantidade de esforço que você fez para consegui-la, para fazer ainda melhor do que o esperado… está no amor e na dedicação empregados… está em tudo o que ela representou, está no tamanho da alegria que ela te fez sentir, que ela fez um número imenso de pessoas sentirem… está também no orgulho de ter sido o primeiro e o único a fazê-lo…
 
07/09/1965… A maravilhosa Academia “amarelou”, se tornou canarinho… O Palmeiras, se transformou em seleção brasileira… e venceu a seleção uruguaia por 3 x 0.
 
E essa conquista é só nossa! Auguri, Palmeiras! #OrgulhoImensoDaSuaHistória
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………………………..“O Palmeiras um dia foi Brasil, e isso ninguém mais vai apagar” – Ademir da Guia, o Divino.

31 de Agosto é um dia de comemoração na história do Palmeiras… Das suas três conquistas do Troféu Ramon de Carranza, duas aconteceram num 31 de Agosto – a primeira, em 1969, e a terceira, em 1975. A segunda delas, comemoraremos amanhã, 1 de Setembro.

O Palmeiras participou seis vezes desse torneio, que acontece todos os anos desde 1955, e é chamado de “Taça das taças”. Os clubes  participantes são sempre escolhidos pelo anfitrião, o Cadiz FC, uma vez que é na  cidade de Cadiz e no Estádio Ramon de Carranza que a disputa acontece.

Em 1969, em sua primeira participação no Ramon de Carranza, o Palmeiras foi o campeão e se tornou o primeiro clube brasileiro a conquistar o torneio. Os participantes foram: Real Madrid, Atletico de Madrid, Estudiantes de La Plata e Palmeiras.

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O torneio aconteceu em dois dias. No primeiro, 30/08/1969, o Palmeiras enfrentou o Atletico de Madrid –  Real Madrid e Estudiantes de La Plata fizeram o outro jogo. E ganhar torneio de maneira épica é com a gente mesmo, não é? Então… No tempo normal, o placar ficou no 1 x 1 (Cardoso marcou o gol palmeirense) e a vaga na final foi decidida nos pênaltis.

Chicão, nosso goleiro, defendeu 3 pênaltis  e o adversário chutou um pra fora (isso te parece familiar?). Cardoso e César converteram os seus e o Palmeiras foi à final com o Real Madrid.

No dia seguinte, 31 de Agosto de 1969, o Palmeiras de Chicão, Zé Carlos, Eurico, Baldocchi, Dé,  Jaime, Minuca, Copéu, Cardoso (César), Ademir, Serginho (Dusú), e comandado por Rubens Minelli, venceu o Real Madrid por 2 x 0 (gols de Zé Carlos e Dé) e se sagrou campeão. Nenhum clube brasileiro havia conquistada um Ramon de Carranza até aquele data.

                                      

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E vale ser lembrado aqui… Já que estava na Espanha em excursão, o Palmeiras, alguns dias depois da conquista do Ramon de Carranza, foi à cidade de Barcelona  disputar o troféu “Cidade de Barcelona”. E num Camp Nou com 95 mil pessoas, o Palmeiras venceu o Barcelona por 2 x1 e voltou pra casa com mais um troféu na bagagem.

Em 1974 (01/09), o Ramon de Carranza foi disputado por Palmeiras, Santos, Barcelona e Spañol. Santos e Barcelona, de Pelé e Cruyff, eram os favoritos para fazerem a final.

                                      

Mas nem Pelé nem Cruyff chegariam à final… Num grande jogo de Ademir da Guia e Dudu, e numa partida impecável do Palmeiras conhecido como “Academia”, Leivinha e Ronaldo balançaram as redes e o Palmeiras venceu o poderoso Barcelona – com Cruyff , Neeskens e tudo -, por 2 x 0, ficando com a vaga para a final . No outro jogo, o Spañol sairia como finalista.

Na final, o Palmeiras de Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo, Zeca, Édson, Ademir da Guia, Ronaldo (Fedato), Leivinha, César, Toninho Vanusa (Edu), e comandado por Oswaldo Brandão,  venceu o Spañol por 2 x 1 (gols de Leivinha e Luís Pereira), conquistando o Ramon de Carranza pela segunda vez. Na disputa pelo terceiro lugar, o Santos de Pelé foi goleado (4 x 1) pelo Barcelona de Cruyff, que o Palmeiras havia vencido na véspera.
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No ano seguinte, num outro 31 de Agosto, o Palmeiras foi bi campeão do torneio (1974/1975), e conquistou o Ramon de Carranza pela terceira vez (naquele tempo, só se considerava um time bicampeão, tricampeão… quando as conquistas eram consecutivas).

Participaram da edição 1975: Palmeiras, Real Madrid, Real Zaragoza e Dinamo de Moscou.

                                        

No dia 30 de Agosto, o Palmeiras enfrentou o Real Zaragoza e venceu por 1 x 0, com gol de Ademir da Guia. Na outra partida, o forte time do Real Madrid, de Breitner, venceu o Dinamo de Moscou por 2 x 1. Mais uma vez, Palmeiras e Real Madrid se encontrariam em uma final…

No dia 31 de Agosto, apesar do favoritismo todo que o Real Madrid levava para a final, o Palmeiras, de Leão, Eurico, Luís Pereira, Arouca, João Carlos, Édson (Didi), Ademir da Guia, Edu, Leivinha, Fedato, Itamar, Ney, comandado por Dino Sani, a Academia venceu o bicho papão europeu por 3 x 1, com gols de Edu (1) e Itamar (2).

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Esse vídeo, feito em 2015, conta um pouco mais sobre essa conquista…

 

E essa é só uma das muitas e gloriosas páginas que o Palmeiras escreveu no grande livro do futebol…
ESSE CLUBE TEM HISTÓRIA! 💚

 

 

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Coragem… muita luta… glórias… grandeza… honra… dignidade… títulos… craques, ídolos/lendas… uma torcida apaixonadíssima…  Palmeiras.

103 anos, hein meu “velho”? E que caminho lindo você vem percorrendo até aqui… Não há vento que te dobre, não há pedra que te impeça de caminhar… não há nuvem escura que consiga esconder por muito tempo o sol que brilha sobre você… Ser grande é o seu destino, caro mio, desde 1914…

103 anos… E a festa é dos que te amam… é nossa.

Hoje é dia de Tsunami Verde, hoje é dia de muito orgulho,  de muita alegria, é dia de coração em festa, de bolo, de vinho, cerveja, champanhe, Coca Cola, churrasco, macarronada, é dia de cachorro quente na Palestra Italia… é dia de pizza, belo! Dia de parmerada na rua vestindo o manto… Dia de amigos, abraços, sorrisos… Hoje é dia de comemorar a sorte de sermos “parmeras”… é dia de dizermos ao mundo o quanto somos felizes porque você existe, Verdão, seu lindo. Dizer que é um orgulho enorme trazermos o seu nome do lado esquerdo do peito.

Palmeiras, dos torcedores cornetas e não cornetas, que brigam o ano inteiro uns com os outros e, no Allianz, comemoram a conquista de um campeonato chorando juntos, abraçados, como amigos, como irmãos que são.

Palmeiras, dos brasileiros, japoneses, portugueses, espanhóis, americanos… que falam “ma che cazzo” e dos italianos que falam “É nóis”…

Palmeiras, que une tantas raças, tantas cores, tantos credos,  num só coração, numa só família…

Palmeiras, que nos dá coisas que dinheiro nenhum do mundo pode comprar…

Palmeiras, do goleiro santo, que toma café durante uma partida… dos maravilhosos gols por cobertura, que soterram o orgulho do rival… do goleiro que faz gol de título… do zagueiro que faz gol e dá cambalhota… do gigante artilheiro que marca, desarma, faz gol e dança… do profeta que abre o caminho dos gramados… do soldadinho de chumbo, guerreiro… Palmeiras, do menino Jesus…

Palmeiras, que acredita na força da calça vinho…

Do Allianz Parque sempre cheio pela “novidade” que já dura três anos…

Palmeiras, “fonte da juventude” dos jogadores e nossa…

Palmeiras, do “Hino Nacional” palestrino… das conquistas épicas, inesquecíveis…

Palmeiras/Verdão/Palestra/Alviverde Imponente, que é meu, é seu, é nosso… é da torcida que nunca para de cantar.

Palmeiras, 103 anos… E cada vez maior.

Aaaah, grazadeus!!!

Parabéns, Palmeiras! Obrigada por tanto!!
TE AAAAAAAAAMOOOOOO!!! 🎂🍾🎉💚💚🐷🌴

“Para cada prova, a matéria a estudar é diferente. Se, por exemplo, você decorar só a tabuada do 9,  não passará em todas as provas”.

Não nos preparamos adequadamente para nossas provas… e deu tudo errado esse ano. Ainda que dessa vez eu não acreditasse numa eliminação – não contra o Barcelona de Guayaquil, e em nossa casa -, se fossemos observar com total isenção, depois da vacilada na primeira partida (poderíamos ter saído de lá com um resultado melhor), essa era mais uma tragédia mais ou menos anunciada…

Entrei no Allianz em 10 Agosto de 2017 e, antes mesmo de sair de lá, o ano já tinha acabado… Complicado…

Uma festa linda, torcida vibrante…  mosaico maravilhoso, na arena toda… A voz do Allianz, de quase 40 mil pessoas cantando o nosso hino, podia ser escutada até lá da lua, e, deve ter sido por isso que, ela, a lua, curiosa, apareceu para espiar por sobre a cobertura… Emocionante… Por falta de apoio não foi.

O Palmeiras até que tentou, mas ficou faltando aquele algo mais…

Jogamos mal no primeiro tempo. Embora rondássemos a área do Barcelona muitas vezes, faltava a ofensividade que a ocasião exigia (precisávamos de dois gols), faltava pressionar/encurralar o adversário, deixar o Barcelona com medo, preocupado, fazer o goleiro deles trabalhar. Dudu, marcadíssimo, ‘botinadíssimo’ pelos adversários também, jogava numa posição que não era a sua,  e Guerra e Moisés estavam no banco… Se não aguentavam um jogo todo, bem que poderiam ser utilizados pelo menos um tempo cada um. Não adiantava “economizarmos”, se as nossas pretensões de conquista de campeonato poderiam se encerrar naquela mesma noite. Faríamos o quê com as “economias” depois?

E não criávamos nada, ficávamos tentando só nos lançamentos, na ligação direta… e nada chegava no Deyverson -não adianta trocar o atacante se a bola não chega nele, se não tem um esquema para favorecer esse de tipo jogador.  Pode por até o CR7 lá.

Faltas adversárias demais, jogo paralisado demais, cera demais – desde o início do jogo… Juiz assinalando de menos as faltas equatorianas… cartões amarelos, trapaceiros, que ficavam escondidos e não saíam do bolso do árbitro de jeito nenhum… e, assim,  com adversários impunes, nossos jogadores iam apanhando um bocado, Dudu então, apanhava com bola e sem bola…

Mina saiu machucado no finalzinho do primeiro tempo, chorando (imagina se não teríamos jogadores machucados?). Mais essa ainda…

O primeiro tempo terminou 0 x 0  (com tanta paralisação e cera, o juiz deu só 3 minutos de acréscimo), e eu que, antes do jogo, achava que faríamos o placar desejado facilmente, já estava meio desconfiada – tivemos duas únicas chances reais de gol (eles tiveram uma)… era muito pouco para as nossas pretensões. Keno não estava muito bem, Guedes também não, Deyverson sumido, Tche Tche, na lateral, não conseguia segurar o atacante equatoriano quando ele descia…

Logo no início da segunda etapa, com a entrada de Moisés no lugar de Guedes, o Palmeiras ficou melhor, claro. Quem não sabia que, com ele jogando com Dudu, as coisas melhorariam? E fizemos um gol lindo, logo aos 5′. Duduzinho recebeu um passe longo e perfeito de Moisés,  ele dominou, ajeitou, parou na frente da área, esperou Moisés chegar  e tocou para o profeta… finalmente abrir o mar que nos separava do gol.  Moisés deu um corte no “barcelento” e  guardou no fundo da rede, no fundo do nosso coração… Que gol lindo!  Um gol que explodiu o Allianz! E ainda mais, porque era do Moisés, que ficou tanto tempo parado. E ele, iluminado, veio nos dar o gol que tanto queríamos. Um momento lindo, de arrepiar a gente, literalmente…

Golaço de Moisés! Nessas horas, eu sempre acho que vamos morrer do coração de tanta alegria. O Allianz parecia que ia vir abaixo tamanha a força da voz da Que Canta e Vibra. A festa era linda. E todos pensamos: Agora vai!

Dez minutos depois, Egídio lançou a bola para Dudu dentro da área, ele deu o drible, e chutou cruzado, do outro lado Deyverson tocou e mandou pro gol. Mas o bandeira assinalou impedimento… Que “disgrace”. E não bastasse isso, na sequência, demos uma bobeada e o Barcelona deu um susto na gente com uma bola na trave do Jaílson…

Não pressionamos como deveríamos depois do gol… E, pra complicar ainda mais,  devíamos ter uns 30 minutos de segundo tempo quando perdemos Dudu, o guerreiro, que sentia dores e caiu no campo, chorando (imagina se ele ia querer sair de um jogo desse?)… Mas estava na cara que isso ia acontecer, Duduzinho, que doou até a alma em campo (os jogadores todos se doaram na partida), apanhou feito um condenado, e com as bençãos do árbitro…

O tempo, insensível à nossa aflição, voava…

Seja pela ausência de Dudu,  ou porque o time correu muito e cansou, mas o Palmeiras deu uma baixada de bola… o tempo foi passando e chegamos aos 45’… o juiz deu mais 4. Não podia ser que iríamos para os famigerados pênaltis, mas estava mais do que na cara…

O atacante do Barcelona recebeu sozinho na área, na cara do Jaílson… eu fechei os olhos e nem quis ver o resto da jogada, mas o grito da torcida me contou que alguém tinha salvado. Era Tche Tche, que apareceu e tirou a bola.

Moisés arriscou um chute de muito longe e começou a mancar depois… Se a coisa já tava dramática, imagina como seria com a possibilidade de cobranças de pênaltis cada vez mais real?

O juiz apitou o final de jogo, o Allianz gritava o nome de Jaílson. Eu rezava por ele, mas não podia evitar de pensar que Prass, nosso pegador de pênaltis, nosso milagreiro que  faz até gol de título, estava no banco… Jean e Guedes, que são os que sempre cobram nas partidas, também estavam…

O Allianz, tenso, aflito, cantava a plenos pulmões… Que tensão… tá doido! Não faltara raça, não faltara empenho dos nossos jogadores, mas tinha faltado saber mais de um caminho para o gol, tinha faltado ter “estudado mais do que a tabuada do 9″…

Eu nem queria olhar as cobranças – isso é de praxe… Acho que a lua, meio supersticiosa, assim como eu,  também não queria, porque ele já tinha desaparecido no céu.

Eles cobraram primeiro e marcaram… Guerra marcou o dele… Fizeram o segundo… Tche Tche também fez… Fizeram o terceiro…  Bruno Henrique, machucado, foi para a cobrança e o goleiro defendeu, por um segundo ou dois, o Allianz ficou dolorosamente calado, e eu soube então o que acontecera… Acertaram a quarta cobrança – todo mundo dizia que Jaílson por muito pouco não pegara…  Então, resolvi olhar a nossa quarta cobrança e vi Keno chutar muito bem, guardar o dele e sair vibrando…

Nossos pensamentos estavam todos em Jaílson… Jaílson tinha que pegar ou pegar…

De olhos fechados eu rezava por Jaílson… e o Allianz explodiu na defesa do nosso goleiro…. Haja coração! Moisés, mancando, cobrou e guardou.  Tudo igual. Novas cobranças começariam. Agora, se um fizesse e outro errasse, acabaria ali. Eles marcaram o deles, Egídio cobrou e o goleiro defendeu… final de ano pra gente, e sem presente de Natal…

O Jaílson defendeu um… o goleiro deles defendeu dois… Mas, na nossa visão é sempre o mesmo, o pênalti defendido pelo nosso goleiro, é só mérito dele, os que foram defendidos pelo goleiro adversário é só demérito dos nossos jogadores…

Uns culpam a cobrança de pênalti de Egídio, culpam Egídio pela eliminação, e esquecem que perdemos duas cobranças; outros culpam os que não quiseram/não se sentiram confiantes para cobrar a penalidade – não achei legal saber que jogadores fugiram da raia na hora em que o Palmeiras mais precisava, e não achei legal também isso ter sido dito para imprensa.

E, de verdade, prefiro mil vezes um jogador que erra na cobrança de um pênalti, mas que foi lá sentir a pressão de cobrar uma penalidade tão importante, do que um que poderia ter acertado, mas fugiu da responsabilidade na hora de cobrar. Porém, não tenho raiva dos que se recusaram a fazê-lo. Apesar de não terem a coragem que eu gostaria que tivessem, apesar de não terem aquele algo mais que deveriam ter na hora de o time decidir algo,  pelo menos foram honestos ao dizer que não estavam em condições.

Mas não foi só por isso que nosso ano foi desapontador, não foi só isso… Nosso futebol ficou devendo. Veja só, não conseguimos marcar dois gols no… Barcelona de Guayaquil, e em casa.

Se um projeto que nos parecia tão grandioso e no qual acreditávamos tanto, infelizmente naufragou, os motivos são vários e a responsabilidade é de todo mundo… jogadores, comissão técnica e dirigentes – não necessariamente nessa ordem.

Só a torcida não tem responsabilidade alguma nisso, mesmo com as cornetas todas, porque ela carrega o time nas costas – até mesmo literalmente, se precisar.

Nossos planos não deram certo, é uma pena, mas acontece. Estamos desapontados, frustrados, bravos, mergulhados em tristeza, mas penso que não temos que caçar bruxas, nem colocá-las na fogueira. Reclamar, sim; acender o fogo do inferno de novo, não. Agora é hora do mea-culpa geral lá no Palestra, é hora de todo mundo lá admitir as próprias falhas – sem tirar da reta- , consertar os erros (temos condições de consertar sim), de repetir os acertos, de unir forças… e levantar a cabeça… temos muitas partidas para disputar e tentar vencer ainda este ano.

E a torcida, sou capaz de apostar, vai continuar apoiando como sempre faz. Aliás, essa é a parte que nos cabe.

Sigamos em paz…  #AvantiPalestra e #VoltaLogoPN

Deveria ser proibido ao Palmeiras jogar em sua casa, diante da sua torcida, sem o time principal, sem a formação com mais condições de buscar uma vitória…

Numa ótima sequência, tínhamos conquistado 13 pontos, de 15 possíveis, nas últimas 5 rodadas do Brasileirão, E não precisávamos ter ido com o time tão reserva assim no jogo de ontem, diante do Atlético-PR.  Cuca errou (de novo) ao fazê-lo. E perdemos pontos por isso.

Quem costuma me ler aqui sabe o que penso, títulos são consequência de trabalho, de time que “encaixa”, de planejamento, de arbitragens corretas (no Brasil, isso é um problemão), de um monte de fatores, e não espero que o Palmeiras ganhe todos os títulos… o que eu espero mesmo do Palmeiras, o que eu quero, é que ele tenha condições de disputar os títulos (quero poder sonhar com eles), sem que ele seja apenas um mero coadjuvante nos campeonatos. É isso o que o Palmeiras vem fazendo nos últimos tempos, era isso que  Maurício Galiotte dizia – numa reunião da qual participei, antes da sua eleição – que poderíamos esperar do Palmeiras campeão brasileiro que ele assumiria. Então, temos que nos manter na trilha…

E nem se fossemos jogar contra o Barcelona de Messi, e não contra o Barcelona genérico, eu acharia legal darmos adeus ao Brasileiro 2017 antes mesmo do início do segundo turno, com 19 rodadas pela frente (matematicamente é possível ainda, porém, improvável). Mesmo porque, na Libertadores, estamos ainda nas oitavas de final, disputando uma vaga contra um adversário que todos comemoramos quando foi sorteado para o nosso time.

A Libertadores não é a minha obsessão. No entanto, como o Palmeiras é o atual campeão brasileiro, é natural que as atenções se voltem para a Libertadores, é natural que o foco do torcedor seja o torneio que gostaríamos de conquistar pela segunda vez. Mas não precisamos abdicar da disputa de um campeonato importante, que dura praticamente o ano todo (e enche os cofres do clube com as rendas desse ano todo), ainda no primeiro turno, não é mesmo?  Para o Palmeiras essa roupa não serve, não cai bem, e não me agrada.

Resultado ruim o 0 x 1 de ontem. Tomamos um gol besta num vacilo gigante do nosso zagueiro. Após a cobrança de escanteio do Atlético-PR, Juninho conseguiu perder para um “Tchagueleno”, gordão, que estava atrás dele, e que mesmo sem sair do chão, levou a melhor e mandou pro gol. E não fizemos quase nada para mudarmos isso no jogo. Tivemos duas boas chances, mas, em uma delas, o Erik se embananou na frente da bola e na cara do gol; e, na outra, depois de um bom passe de Borja, Antonio Carlos desperdiçou e mandou por cima (do seu lado esquerdo havia 3 palmeirenses). O goleiro deles ainda fez uma defesa excelente, Prass também fez duas defesaças. E aí surgem as desculpas mil para justificar a derrota em casa e a opção – errada – de se colocar em campo um time todo reserva…

“Mas o X errou, depois o Y errou também e proporcionamos o escanteio para o adversário”… O time do Atlético também nos proporcionou vários escanteios e não fizemos nada com eles. Escanteios não são certeza de gol e, em muitas ocasiões, nem perigosos são. Nós tomamos o gol por causa da falha do nosso zagueiro.

“Mas time reserva é isso mesmo,  não tem entrosamento, não funciona”… Se nós sabemos disso, o técnico também sabe. E se sabe, como manda a campo um time que não vai funcionar – e o pior, deixando um reserva como Keno no banco e optando pelo Erik, sendo que o que ficou no banco é melhor?

“Mas nenhum clube ganha brasileiro e Libertadores no mesmo ano”, me disse um amigo – outras pessoas também me disseram algo parecido.  Isso costuma ser verdade. E eu gostaria que já tivéssemos conquistado a Libertadores para podermos fazer essa afirmação, mas isso ainda não aconteceu. Só depois de a conquistarmos, SE a conquistarmos, é que esse argumento nos servirá.

“Mas era para poupar, nós estamos disputando duas competições”…

O Grêmio disputa três torneios, está na semifinal da Copa do Brasil, poupou apenas alguns jogadores para o jogo desse final de semana e venceu; nem mesmo o Atlético-PR, que também disputa a Libertadores, veio com time reserva jogar contra o Palmeiras. Por que precisaríamos “poupar” todo mundo? Por que alguns jogadores titulares não poderiam jogar meio tempo? Por que a defesa, para ficar afiada, não poderia ter o Luan, por exemplo? Cada um tem uma opinião, não sou a dona da verdade, mas eu não concordo com isso de poupar todo mundo. Ontem, não era necessário…

No entanto, vamos ter que esperar o final da história (a nossa parte na história) para sabermos se esses aborrecimentos que estamos tendo agora vão valer a pena. Embora a Libertadores não seja a minha obsessão, se estivéssemos fora dela, se não tivéssemos obtido uma das vagas na competição (nosso título de campeão brasileiro nos deu a vaga), estaríamos certamente nos lamentando por isso… e, não tenho dúvida alguma,  se conquistarmos esse título, se o Palmeiras vier a ser o Campeão da América, eu, você e todos os palmeirenses do planeta não daremos a mínima para o que acontece agora… nenhum de nós ligará pra isso, e esses tropeços todos, esses vacilos do nosso time, do nosso técnico, os pontos que deixamos de conquistar,  perderão completamente a importância.

Portanto, as reclamações acabam aqui, vamos focar na partida de quarta, no passo que precisamos dar para conquistarmos a vaga e seguirmos em frente na competição. E que não seja por falta de apoio, de incentivo e carinho nosso, não é mesmo?

Que o Allianz seja pequeno para toda a boa energia que levaremos pra lá na quarta-feira… E que os parmeras de todos os cantos do planeta estejam juntos em nossa casa… de alma e coração, porque vamos cantar, vamos fazer festa, vamos todos “entrar em campo”.

CAPRICHA NOS PARANAUÊS, CUCA! E VAMOS BUSCAR, PORCOOO!

 

Uma vez que a situação esquisita que rolou no Palmeiras, e que culminou com a saída de Felipe Melo do elenco, está estabelecida, que as decisões já foram tomadas, não adianta muito a gente ficar falando sobre ela. Cada um de nós, baseado em suas percepções, em suas próprias conclusões, vai se posicionar, escolher um lado – isso é do ser humano -, cada um de nós vai acreditar no que quiser acreditar, no que for mais confortável, mais aceitável…

Da minha parte, vou separar o técnico do meu time da pessoa que eu agora, baseada em várias coisas que venho observando, e em outras que tomei conhecimento, imagino que ele seja, e que me faz ter que tomar um Dramin para encarar…

Desconstruir uma imagem não é fácil (depois que descobri que o Papai Noel não existia, encaro qualquer coisa), mas pra mim, o que importa é o Palmeiras, e se o técnico fizer meu time jogar bola, se fizer o meu time vencer, ser campeão, com quaisquer jogadores que sejam, vou ficar feliz da vida, realizada, porque é isso o que me interessa. É só isso que me interessa.

A vida segue. E não se fala mais nisso.

 

O sinal de alerta já estava aceso…

A presepada em nossa casa, na primeira partida diante do Cruzeiro, pesou na conta… afinal, tomar três gols em mata-mata, na sua própria casa, é meio que pedir para ser morto na outra partida, não é mesmo? E mesmo com o empate bravamente conquistado na ocasião (ir buscar um 3 x 0 não é fácil), a possibilidade de eliminação passou a ser coisa séria…

E o 1 x 1, que normalmente teria sido um resultado bom para um jogo fora, acabou por ser desastroso e determinou a nossa desclassificação na Copa do Brasil.

O juiz, Wilton Pereira Sampaio – que havia nos operado diante do Santos, no Brasileirão, e que, por tantas outras ‘operadas’, nos deixava ressabiados nessa partida -, embora tivesse sido bem mais simpático e bonzinho com os donos da casa, não teve interferência direta no resultado da partida. Nós perdemos a vaga por nossa conta mesmo.

No primeiro tempo, os dois times, jogando fechados, pareciam se preocupar mais em se defender, em não tomar gol. O Palmeiras nem podia pensar em tomar gol mesmo, e o Cruzeiro, por sua vez, imagino eu, embora mais tranquilo – podia empatar até por 2 x 2, – certamente não queria permitir que o Palmeiras repetisse o bom futebol apresentado no segundo tempo da partida em São Paulo.

Os times eram bastante cautelosos, mas o Palmeiras tocava, tocava, tocava e parecia não saber como chegar ao gol, não criava nada de perigoso. Precisando da vitória, não era suficientemente ofensivo. O futebol do Palmeiras não me agradava, não tinha “sustância”, estava apagado – o do Cruzeiro, ainda bem, não era grande coisa também.

Tínhamos mais posse de bola, mas não aproveitávamos isso, e insistíamos em cruzamentos… não pegávamos outros atalhos para o gol adversário… e o Cruzeiro chutava mais ao nosso gol.

A torcida do Palmeiras, por sua vez, mesmo sendo muito menor, fazia a festa lá e se fazia ouvir lindamente pela TV.  A do Cruzeiro, claro, na sua casa, não ficava atrás…

Cuca trouxe Keno para o segundo tempo e deixou Guerra no vestiário… Embora goste muito do Keno, confesso que fiquei preocupada… Se já não estávamos criando muito mesmo, imagine sem o Guerra…

E eu queria tanto que o Palmeiras marcasse um gol…

O segundo tempo não parecia ter começado melhor… ora errávamos o passe,  ora o jogador passava da bola… e a gente precisando ganhar…

Cuca tirou Felipe Melo para a entrada de Raphael Veiga (deixar o Pitbull 3 jogos fora – isso faz perder ritmo de jogo -, poupar o cara pra esse jogo, e o tirar aos 12′ do segundo tempo?). Se por um lado era ruim a saída do Pitbull, por outro, talvez Veiga pudesse fazer a bola chegar aos atacantes.

O Palmeiras parecia se insinuar mais na área inimiga, mas sem o perigo que a gente tanto queria. O relógio parecia correr… Raphael Veiga chutou de fora da área e a bola passou pertinho… o Cruzeiro atacou e Mina tirou…

Nervosa, eu já começava a minha “via-crucis” de entrar e sair da sala… Ouvia, de longe, as descidas do Cruzeiro, e corria ver quando era o Palmeiras que ia pro ataque… E já tínhamos 24′ de segundo tempo…

E então, eu estava em pé, na frente da TV, Jean cobrou escanteio (acho que era o Jean), o goleiro deu um socão mandando a bola longe. De fora da área, Keno chutou pro gol, ela desviou no jogador do Cruzeiro e foi morrer na rede. GOOOOOOOL, P#%%@!! Keno, seu lindo!!! Quase morri de alegria…

E aí, o Cuca comeu mais uma bola na partida… com 28′ de jogo, com o Palmeiras ganhando, ele me tira o Dudu (Dudu não é pra sair nunca) e coloca o Tche Tche… Se pensava em segurar lá na frente, como diria depois na entrevista, tinha que ter deixado o Dudu em campo, né?

Depois do nosso gol, o maledeto do relógio resolveu caminhar, muito devagar… o tempo não passava. E o Cruzeiro vinha pra cima…

Eu nem vi na hora… Borja recebeu livre e virou o jogo para Egídio. Ele recebeu, tinha a opção do Veiga no meio, mas resolveu arriscar o chute e mandou a bola pra Júpiter… Já não criávamos quase nada, e ele me desperdiça uma chance dessa.

Na sequência, faltou a pegada dos jogadores de defesa, faltou o Jailson ter saído um milésimo de segundo antes… numa bola levantada em nossa área, o jogador do Cruzeiro, subindo tranquilo ao lado de Mina, cabeceou pro gol vencendo Jaílson…

E estávamos com 39’… agora o relógio voaria… e só se fosse por um milagre…

Milagres não acontecem todos os dias, nem sempre conseguimos aquele gol redentor no último minuto… De longe, ainda escutei o Jaílson fazer uma baita defesa… e o jogo acabou.

O Palmeiras, contrariando as nossas muitas expectativas, foi eliminado. E teríamos que conviver com isso. Empatamos dois jogos e perdemos a vaga… por causa daqueles três gols tomados em casa… E, no fundo, sabíamos que eles dificultariam a nossa vida mesmo.

Ficamos tristes, claro, um pouco bravos na hora também, mas não há uma bruxa a ser caçada. A conta é do time todo, é do técnico, é do Palmeiras. Todos eles deram, de alguma maneira, a sua contribuição para esse desfecho.

E vamos em frente… Temos dois campeonatos a disputar ainda. O Brasileirão, embora mais difícil pra nós, ainda está aberto, e a vaga na Libertadores, nós decidiremos em casa.

Sábado tem Palmeiras x Avaí. E SE O PALMEIRAS VAI JOGAR, É CLARO QUE EU VOU!!

EU PLANTEI PALMEIRAS NO  !!

 

 

 

 

 

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Certa vez – faz tempo -, li algo em  uma revista…

“Existe um lugar mágico, onde o tempo não passa no mesmo ritmo pra todo mundo. Nesse lugar mágico, nenhum relógio marca a mesma hora. E o futebol é um caos. Enquanto um torcedor vê o seu craque partindo para a grande área com a bola dominada, diante do goleiro adversário, outro já viu o drible, o chute, já viu o gol acontecer, já o comemorou, ao mesmo tempo que um terceiro torcedor está vendo ainda o time entrar em campo… Para alguns, o jogo ainda nem começou; para outros,  já aconteceu… há mais de 60 anos”.

A pessoa que escreveu isso se baseou nas teorias de Einstein, e claro que a concepção desse mundo mágico, desse tempo onde não se distingue passado, presente e futuro,  a ideia de que tempo e espaço são a mesma coisa, era dele. E isso nos leva a pensar que, talvez, nada possamos mudar… nem eu, nem você, nem o gatinho no telhado, nem a pedra na montanha, nem a concha na areia da praia… o que para uns é futuro, para outros já está gravado na memória, já aconteceu…

Aconteceu pra gente primeiro… e o que aconteceu está lá… no tempo… e nada pode mudar. E podemos sempre viajar no tempo, cada um de nós à sua maneira, e (re)viver fragmentos da nossa história, do nosso universo, da nossa vida…

Meu pai viveu isso, em 1951, e eu, viajante de um outro tempo, ‘vivi’ isso depois, através dele… Meu pai viveu a tristeza enorme da perna quebrada de Aquiles, antes do jogo da semifinal… e eu já conhecia o final da história… Meu pai viu a injustiça que fizeram com o seu ídolo, Oberdan Cattani, pela derrota diante da Juventus-Turim, na fase classificatória da competição (como alguns fazem agora com Prass)…  eu vi a continuação da história, que fez justiça a um dos maiores – senão o maior –  goleiros da história do Palmeiras…  Meu pai fez parte dos 100.093 torcedores brasileiros que estavam no Maracanã (o Brasil era Palmeiras, o  Palmeiras era Brasil – em nenhuma outra ocasião, um clube paulista desfilaria em carro aberto no Rio de Janeiro, e sob aplausos e lágrimas de alegria e orgulho das pessoas na rua)… eu faço parte dos milhões de viajantes de outro vagão desse trem do tempo, que já deram de cara com essa conquista…

Talvez, hoje, nesse tempo que não distingue passado, presente e futuro, meu pai esteja lá no Rio de Janeiro, em pleno 22 de Julho de 1951, vivendo a alegria dessa conquista, vivendo a maravilha de ver o seu time, com os seus ídolos amados, fazer o Palmeiras Campeão do Mundo… talvez ele esteja lá agora, sorrindo de alegria, com lágrimas nos olhos e de peito cheio de orgulho por saber que Brasil inteiro  comemora com ele…

Talvez, hoje, nos fios do tempo que se embaraçam nesta data, 1951  se  encontre com 2017, e meu pai e eu (e todos os palmeirenses de  todos os tempos) estejamos juntos… comemorando o Mundial do Palmeiras.

Auguri meu pai… Auguri Fábio Crippa, Oberdan, Sarno, Salvador , Juvenal, Waldemar Fiume, Túlio, Luiz Villa, Dema, Lima, Aquiles, Ponce de León Canhotinho, Liminha, Jair Rosa Pinto, Rodrigues, Richard e Ventura Cambon.

Tanti auguri Palmeiras.

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Depois da derrota para o maior rival, em pleno Allianz (infelizmente, uma derrota merecida, pela falta de ousadia, pela falta de organização do time verde em campo – não é a toa que tantos jogadores tenham caído de produção ao mesmo tempo -, pela posse de bola muito maior que a do adversário (63% para o Palmeiras) e, mesmo assim, a insistência na jogada – e só nela – de bola levantada na área, com muitos erros  nos cruzamentos; pela aplicação tática e organização do time adversário – que sabe dos seus limites e faz o simples, o “feijão com arroz”, certinho, sem nenhum extra, que marca incansavelmente, que faz cera, sem sentir nenhuma vergonha disso), depois de praticamente darmos adeus ao campeonato (faltando muitas rodadas, matematicamente ainda há boas chances, mas é difícil), depois do desgosto que essa derrota nos trouxe, ninguém imaginaria que o Allianz estaria lotado para Palmeiras x Vitória…

Manhã de domingo e mais de 36 mil torcedores estavam no jogo. O amor dessa torcida pelo seu clube é algo que precisa ser estudado…

Eu cheguei bem atrasada e, antes mesmo de subir para o meu setor, vi pela televisão do corredor que o Palmeiras perdia por 1 x 0… Como assim?

Ao chegar ao meu lugar,  meus amigos me informaram que o Palmeiras tinha começado bem o jogo, mas, num erro de passe e num chute de longa distância, que bateu na trave e entrou, tínhamos tomado o  gol.

Eu não acreditava que iríamos perder aquele jogo… não, com os jogadores que temos, que são, sim, melhores do que os que a maioria dos clubes possuem em seus elencos – basta apenas o Cuca acertar as coisas, dar padrão ao time, acertar o posicionamento da defesa e parar de inventar (ele manja do assunto, tem totais condições de acertar isso), basta ao time  colocar a cabeça no lugar, que o pé automaticamente entra na forma também.

Da mesma maneira que, no jogo anterior, a gente sabia que  a  ‘Lua estava em Saturno’ e o Palmeiras não iria marcar gol nem se jogasse mais 4 tempos, nós sentíamos que ali, diante do Vitória, nosso gol estava chegando… o sangue parmera esquenta mais nas veias na iminência de gols…

Falta para o Palmeiras, Dudu na cobrança: “Capricha, Dudu”. (Mal sabia eu, que era ele mesmo, o craque do time, nosso “soldadinho de chumbo”,  de quem eu sempre espero as melhores jogadas, que comandaria a nossa futebolística manhã de domingo). Duduzinho cruzou na área e Mina, que é sempre um perigo por ali, foi derrubado por Wallace. Milagrosamente, o juiz assinalou a penalidade – digo “milagrosamente”, porque, em algumas partidas anteriores, o Palmeiras sofreu pênaltis, legítimos, que foram ignorados pelos árbitros.

Os imprenseiros disseram na TV – eu soube depois – que ‘o lance foi muito polêmico’, que não houve nada’; outros escreveram que ‘o árbitro errou’, que ‘Mina se jogou na área’ e, mesmo após a partida, depois de cansarem de rever as imagens,  continuaram sugerindo que o Palmeiras tinha sido beneficiado.

Até passaria a ser verdade isso, se a imagem não mostrasse que Mina quase tinha sido castrado no lance… Na imagem abaixo, é muito fácil observar, se Mina não estivesse usando  uma bermuda embaixo do calção, teria ficado com os ‘acessórios’ todos de fora. O lado direito do seu calção, na mão do jogador do Vitória (repara nas listras), foi parar lá do lado esquerdo de tanto que foi puxado… Mas “não houve falta”, tá?

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Pênalti bem marcado… bola na marca da cal… Guedes,  nosso “Princeso”, que tá virando o  homem dos pênaltis, foi para a cobrança… chute forte, no canto superior esquerdo… bola de um lado, goleiro de outro e GOL DO PALMEIRAS! Mal a bola tocara a rede e o Allianz dava o seu enorme grito de gol…

“O Palmeiras é o  time da virada… o Palmeiras é o time do amor.” A torcida, cantando muito, fazia a arena vibrar e chamava a virada de jogo…

O telão nos mostrava que estávamos com 45′, quando, na jogada de Guerra com Dudu, o baixinho tocou rápido, a bola bateu no jogador do Vitória e ia sobrar para os defensores, Guerra, esperto, chegou pelo meio de dois adversários,  corrigiu o lance e deu um toque na bola, Duduzinho, entrando rápido pelo meio, chutou direto pro fundo da rede do Vitória (não pense que, na hora, ávida pelo segundo gol, eu consegui observar tão detalhadamente a jogada  rsrs)…. e o baixinho, craque,  cheio de raça,  veio comemorar bem ali na minha frente. E eu, que “gosto pouco dele”, adorei.

Virada do Verdão!  E o placar fazia jus ao time que  jogou mais. E o intervalo foi de festa no Allianz.

Para a segunda etapa, eu esperava que o Palmeiras administrasse a vitória parcial e, se  possível, fizesse mais um, pra garantir uma  segunda etapa  tranquila. E ela até seria tranquila se não fosse a arbitragem…

Cinco minutos de jogo, Guerra fez um lançamento lindo lá na frente, Dudu apareceu e ficou com a bola, mas foi marcado impedimento… mandrake.  Logo em seguida, Willian entrou na área, o jogador do Vitória fez a carga, por trás, no jogador do Palmeiras, o derrubou, e o juiz nada marcou, o bandeira “nada viu”, e o auxiliar de linha de fundo também “não viu nada”…

O Palmeiras, se não era brilhante e ainda cometia erros, fazia uma partida muito melhor do que as duas anteriores e levava perigo.  O adversário, por sua vez tentava pressionar o Palmeiras, mas  se descuidava, e deixava espaços.

Cuca chamou Michel Bastos pro jogo, pena que quem saiu foi o Guerra. Tirar o Guerra? Não entendemos nada na hora, mas ficamos achando que ele é quem havia pedido pra sair…

O Palmeiras ia chegando, mas o terceiro gol não saía…

Foi então que Dudu, o craque da camisa número 7 mais linda do mundo, saindo do meio de campo, e com dois adversários em sua cola, puxou contra ataque pela direita, foi até a linha de fundo; pensei que fossem jogá-lo pra fora de campo,  mas ele levou a melhor sobre os dois adversários e cruzou na área, Guedes deu um  toquinho mais atrás, e para o lado esquerdo, por onde entrava Willian, ele chutou, a bola pegou a trave, voltou para o meio da área e, flertando com Mayke, ela pedia: “Me chuta, me chuta”… e ele deu um chutão e estufou as redes, marcando o terceiro do Palmeiras. Quanta alegria! Festa na manhã de domingo…

Cuca chamou o Zé e sacou o Pitbull. E o Pitbull foi muito aplaudido na saída. Por mim, Felipe Melo não sai  do time nunca, além do seu futebol, do qual eu gosto muito, ele traz a energia e a vibração que motiva os companheiros e que precisamos em campo, mas,  como ele estava voltando  de contusão, sem ritmo, e como estávamos ganhando, eu não tinha motivos para reclamar de nada.

E nem daria pra reclamar mesmo, porque, uns minutinhos depois, Mina, nosso “zagueiro de Troia” (ele tem um atacante dentro dele e os adversários não sabem) deu uma arrancada pela direita e tocou pro Michel Bastos, e o Michel deu uma enfiada de bola, em diagonal, linda, lá pra área… adivinha quem chegou na maior velocidade e enfiou ela no gol?? Adivinha? D U D U !  O baixinho estava impossível! O Allianz explodia em alegria.

Três minutos depois, aos 34′, Cuca sacou Dudu (imaginei que fosse para poupá-lo) e chamou Borja (esse ainda vai se acertar e administrar essa pressão e expectativa exageradas, que colocamos nele, e render tudo o que esperamos). E o Allianz aplaudiu muito nosso pequeno gigante.

Tranquilo, ganhando por 4 x 1, o Palmeiras se distraiu, a defesa bateu cabeça… Egídio levou um chapéu de David lá atrás, o atacante do Vitória desceu rápido e, marcado por Dracena, tocou para André Lima, Mina não conseguiu evitar que ele cruzasse na área de volta para David, que chutou pro gol e descontou sem chances para Prass.

Borja quase faria o quinto gol,  mas a bola passou rente à trave… e o  jogo acabou assim.

Vitória justa e merecida do Verdão. E de goleada… é mais gostoso.