“…que a importância de uma coisa não se mede com fita métrica nem com balanças nem barômetros etc. Que a importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós”. – Manoel de Barros
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Chegou a hora de me despedir de você aqui também, Valdivia…

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É bem triste tudo isso. Além de um ídolo, você é também um amigo.  Gosto muito do seu futebol, você é o melhor jogador que apareceu no Palmeiras em quase duas décadas, é campeão da América – dificilmente aparecerá outro igual – , e gosto da pessoa que você é, uma pessoa linda, com a qual pude ter contato, o que faz que não me baseie em ‘achismos” quando falo a seu respeito.

Sinto bastante pelo futebol do Palmeiras, que, infelizmente, não tem um substituto pra você. Fico triste pela estupidez de se desfazerem de um craque do seu nível, porque sofreremos mais com as retrancas adversárias, porque cairemos na mesmice das bolas levantadas na área (não funcionam muito bem contra retrancas), do futebol mais burocrático, sem magia, sem irreverência, sem o inesperado… futebol, que pode ser muito eficiente assim também – por que não? -, mas que perderá o seu encantamento e poesia, e disso tenho certeza.
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Fico triste também, porque o Palmeiras, desde sempre, adora se desfazer dos craques, de talento,  matéria prima tão rara aqui no Brasil. Até um Jair da Rosa Pinto passou por isso.
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Ano passado, sentimos na pele, e quase na carne, o efeito colateral de uma atitude similar à de agora. Alá nos deu uma mão, você voltou, e o nosso “Titanic”, graças a Deus/Alá, ao aproveitamento de G4 que o time tinha com você (era de Z4 sem você), graças à algumas infiltrações, muitas dores e garra, graças ao amor da torcida, não naufragou.
Sempre fará falta um jogador criativo e diferenciado, que acha espaços onde eles não existem, que pensa o jogo, que faz aquilo que o adversário nunca espera; esses jogadores são raros hoje em dia e fazem falta em qualquer time.
Fará falta aquele drible absurdo, mágico e incompreensível, aquela assistência nunca antes imaginada, o caminho, inexistente, que você faz aparecer, o chute no vácuo – assinatura da irreverência do gênio -, fará falta o cara “fora da caixa onde moram todos os normais”, aquele que tem a bola nos pés e, então, oito adversários mais o goleiro ficam apavorados, porque sabem do que ele é capaz –  e isso porque lutávamos na parte de baixo da tabela e o adversário brigava pelas primeiras posições…
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Um futebol lindo como o seu, Valdivia, o seu talento raro, que faz o torcedor sonhar, pular da cadeira, e que encantou pessoas de várias partes do mundo durante a Copa América, tinha que estar no Alviverde Imponente e ser “o” acessório desse time tão bom que temos agora.
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Se o Palmeiras decidiu não renovar com você,  ainda que eu não goste disso, não concorde, nada posso fazer além de lamentar tamanha burrice. Mas sou apenas uma torcedora, que torce e vai continuar torcendo para quem entrar em campo. Sempre foi assim e assim vai ser. A vida segue para todos nós, todos passaremos, só o Palmeiras permanecerá.
E você, Valdivia, foi Palmeiras esse tempo todo (vai continuar sendo que eu sei)… E eu quero que saiba que sou muito grata a você.
Obrigada, Mago, por tanto encantamento, pela poesia escrita por seus pés, por ter me feito pular na arquibancada tantas vezes, por ter me deixado de boca aberta, literalmente, com as suas jogadas e dribles inexplicáveis; por ter me feito aplaudir, tão espontaneamente, os lances mágicos com que você nos brindou, pela emoção, que me fez chorar de alegria inúmeras vezes, por ter me feito sonhar…
Obrigada por ter me representado diante dos mais indigestos rivais, e ter respondido às provocações, na bola e com o fino da ironia, como se fosse eu mesma, uma  torcedora, que estivesse em campo…
 
Por ter suportado e respondido por mim, e por milhões de outros parmeras, ao veneno da imprensinha, à maldade e ao clubismo, disfarçados de jornalismo, de alguns…
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Obrigada por nunca toldar a confiança que tenho em você… e obrigada por confiar em mim também…
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Obrigada por todas as vezes (desde 2010) que você entrou em campo machucado, para ajudar o nosso – sei que é seu também – Palmeiras…
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Gracias pelos títulos que você nos ajudou a conquistar,  os únicos momentos de luz intensa de um longo período “sem sol”…
 
E por ajudar a salvar o Palmeiras do descenso em 2011, quando faltavam três rodadas para o campeonato acabar… Por ter ficado para jogar a série B em 2013, quando tantos outros se acovardaram e preferiram ir embora… por ter ajudado, e muito, a trazer o Palmeiras de volta, e de cabeça erguida…
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Obrigada pelo “título” do dia 07/12/2014, pelas infiltrações para nos ajudar a “conquistá-lo”, pelo comprometimento com que você se conduziu em campo – o que mais correu -. e por nos ajudar a estar onde estamos agora em 2015… Por ter sentido vergonha também, e ter chorado de alívio conosco naquele dia, por ter sido Palmeiras esse tempo todo.
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Eu te agradeço por ter jogado ao lado de companheiros de futebol demasiadamente modesto, e em equipes fraquíssimas que o Palmeiras montou; por ter ‘roído muito osso’ e carregado o time nas costas em muitas partidas, ajudando a escrever algumas páginas lindas na nossa história. O seu nome ficará pra sempre guardado com ela.
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Não se poderá falar da conquista do Paulistão 2008, sem repetir seu nome muitas vezes, Valdivia; tampouco poderemos falar das mais deliciosas vitórias, conquistadas diante dos rivais, das ‘trollagens’ em cima deles, do jejum que impusemos aos gambás, do resgate da nossa auto-estima, durante esse período “quase sem luz”,  sem falarmos do nosso Mago…
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Impossível falar da Copa do Brasil 2012 sem falar dos seus gols, das suas assistências e dribles, da mágica feita no frio e na chuva diante do Grêmio, e que nos levou à final… da cobrança perfeita do pênalti na final, em Barueri, que nos abriu o caminho para o título (o único que botou a bola embaixo do braço e disse: eu cobro)… Muito obrigada, Valdivia.
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Obrigada até mesmo por tentar ‘dar uma força’ nas eleições palestrinas, ano passado, se posicionando publicamente, para evitar que o Palmeiras caísse em mãos erradas – coisa  que a maioria dos jogadores não costuma ter a coragem de fazer.
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Você sempre foi O CARA, o diferencial!! Não esqueça de nós, porque os que te amam não o esquecerão nunca.
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Seja feliz, Mago! Muito feliz (vou acompanhar todos os seus jogos)! E leva meu respeito, minha admiração e meu imenso carinho… Leva as alegrias que dividimos com você, as risadas que demos por causa das suas míticas tiradas e entrevistas, leva os nossos aplausos…
E leva o Palmeiras em seu coração também. Nós – o futebol do Palmeiras, eu, e mais uma tonelada de torcedores – ficaremos aqui com a saudade. O futebol vai sentir a sua falta, a falta do seu talento,  da sua alegria, sua franqueza e irreverência, sentirá falta de alguém que tire o sono dos rivais, que chame a responsa, e que não se esconda em jogo nenhum… e eu também vou sentir muita falta disso tudo.
Torça por nós, viu Mago? Se formos campeões brasileiros, você também será. Eu vou torcer sempre pelo seu sucesso, dentro e fora de campo. E, com todo respeito a quem usa a camisa 10 agora, e a quem possa vir a usá-la depois, saiba que sempre vou me lembrar do Mago quando vê-la em campo. Sempre vou vê-lo dentro dela. E acredito que ela também se lembrará de você com muita saudade.
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Que Deus o abençoe,  Valdivia, meu ídolo, meu amigo, e encha de luz o seu caminho. Será impossível esquecer você e vamos (eu vou) esperar você voltar. Quem sabe um dia…
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E, seja aqui perto, seja lá longe, não importa onde, “tamojunto”, Maguito… longe é um lugar que não existe para o coração.

Sábado à noite… quase 30 mil pessoas no Pacaembu… Palmeiras x Grêmio  – o time grande, do técnico “isso” “aquilo” (ultrapassado?); do mimimi “Barcos vendido” pra lá, mimimi “Barcos vendido” pra cá… um time do G4…

Uma festa linda, em verde-e-branco… Uma balada de sábado à noite só para palestrinos…

Fiquei pasma ao ouvir a torcida gritar: “Não é mole não, o Felipão afundou a Seleção”. Gritei também; virou adversário é assim mesmo.

O jogo mal tinha começado, e vimos João Pedro descer pela direita e cruzar pra área, o Mago fazer um corta-luz sensacional (nem a Eletropaulo corta luz tão bem quanto ele), e Cristaldo, na cara do gol, chutar por cima. Deus do céu! levantou a bancada toda! Era Dia de Palmeiras mesmo!

Na TV (eu vi depois), o comentarista (Mr. Magoo, é você?) nem viu que foi Cristaldo quem chutou, e meteu o pau no Henrique – ele só se daria conta do engano 15 minutos depois.

E então, a nossa festiva e alegre torcida começou a ver a partida tomar uns rumos estranhos… Felipão, com a sua tática ultrapassada, colocara o time em campo para quebrar os palmeirenses, Valdivia principalmente. E a arbitragem lhe concedia alvará.

E se tivesse dependido da arbitragem, o Grêmio teria vencido – isso é muito sério, e tem acontecido muitas vezes com o Palmeiras ao longo deste campeonato.

Sandro Meira Ricci deixou o Grêmio abusar da violência. Demorou para expulsar Barcos, deixou de expulsar o violento Fellipe Bastos, deixou de expulsar (por que não?) Pará, que agrediu Cristaldo, deixou de assinalar o braço na bola, dentro da área, de Geromel… e, no comecinho da segunda etapa inventou uma penalidade para o Grêmio. Jogou pouco o juiz, né? E ao final da partida, pasme, os jogadores do Grêmio e até a imprensinha, sairiam falando que o Palmeiras tinha sido beneficiado… só se foi pelos gols de Mouche e João Pedro.

Vejamos…

Com 8′, Fellipe Bastos atingiu Valdivia, por trás, na cara do juiz, e nada de cartão. E já era a segunda pegada desleal que ele dava no Mago. O juiz só advertiu o jogador (imagina se fosse o contrário?). Trinta segundos depois, o mesmo Fellipe Bastos faria uma outra falta, dura, dessa vez, em Victor Luís. E só então o juiz lhe deu amarelo. Graças a Sandro Meira Ricci, o jogador do Grêmio já estava no lucro, assim como o seu time. O narrador ria e dizia: “ele não perde a viagem”, “já gastou todas as fichas com o Sandro Meira Ricci”; o comentarista, de pronto, disse que “o cartão foi merecido”. E não tinha como não ser, né? Duas faltas desleais, no intervalo de 30 segundos…

A torcida via o Palmeiras buscar o gol, jogar melhor no meio campo, mas o Grêmio queria bater, e o juiz deixava. Jogada do Palmeiras  na entrada da área, Henrique foi obstruído por Pará, e Sandro Meira Ricci nada marcou; “Mr. Magoo”, o comentarista, disse que não foi nada. Vai vendo… e tínhamos só 10′ de jogo…

Lúcio e Barcos se estranham,  batem boca, e os dois levam cartão amarelo.

Jogo pegado, o Palmeiras melhor, a torcida fazendo um barulho danado, jogando com o time…

Cristaldo foi agredido por Pará, e o juizão… nada! Na TV diriam que foi enrosca-enrosca (toma vergonha, imprensinha!)… veja na imagem abaixo, como o Pará se esticou todo, pra “se enroscar” no Cristaldo. Poderia um palmeirense se “enroscar” assim com um adversário, sem ser expulso? No Pacaembu a torcida ia à loucura com a arbitragem tão favorável ao Grêmio.

Pará-agressão

Mas, se você ler as notícias, nem saberá que Pará agrediu Cristaldo.

Pará-erra-o-drible

Valdivia, caçado em campo, apanhava de tudo quanto era jeito, Outros palmeirenses também sofriam faltas duras. Felipão ainda não aprendeu que isso não funciona mais…

O Verdão fazia boas jogadas… Valdivia com Cristaldo; Wesley arriscando de longe e a bola passando pertinho… João Pedro cruzando com perfeição e Cristaldo quase guardando de cabeça… A torcida, apesar de furiosa com Sandro Meira Ricci, que liberara as pancadas gremistas, gostava do Palmeiras que via, e não parava de cantar. Lindo demais!

Fellipe Bastos continuava batendo impunemente. Deu uma pegada criminosa em Valdivia (chutou a canela direita do Mago e deu uma joelhada na coxa esquerda, tirando o jogador do chão) e o juiz só marcou a falta. Já era a quarta dele  no Mago. “Mr. Magoo” diria que o juiz não expulsou Fellipe Bastos nesse lance, porque ele exagerara no amarelo dado anteriormente ao jogador do Grêmio. Como assim, Mr. Magoo, você não tinha dito que o cartão foi merecido? Exagero é um jogador tão violento ficar em campo. A imprensinha sendo condescendente com a pancadaria do Grêmio, aliviando pro brucutu Fellipe Bastos, e legitimando a péssima arbitragem de Sandro Meira Ricci, que deixava o Fellipe Bastos bater à vontade, mas já tinha amarelado Valdivia por reclamar das botinadas.

Fellipe-Bastos-chuta-Valdivia

 

FellipeBastos-acerta-ValdiviaFellipeBastos-acerta-Valdivia1 FellipeBastos-acerta-Valdivia2 FellipeBastos-acerta-Valdivia3 FellipeBastos-acerta-Valdivia4

Em meio à pancadaria, o Palmeiras jogava futebol. Victor Luís cobrou falta… e a bola tirou tinta da trave! O gol palestrino era questão de tempo…

Felipão, vendo que Fellipe Bastos exagerava na violência, e que talvez a cumplicidade do árbitro não durasse pra sempre, acabou tirando o “açougueiro” de campo aos 28’… do primeiro tempo!!! Até Felipão achava que ele estava merecendo ser expulso, menos a arbitragem, o narrador e o “Mr. Magoo”.

E se não tem tu, vai tu mesmo… Saiu o açougueiro, ficou o mecânico. Ramiro acertou Valdivia, por trás, pra estourar seu tornozelo (e o juizão vendo tudo e fazendo nada) – desse jeito, o Mago vai ter que trazer um fisioterapeuta de Júpiter, porque só o de Cuba não vai dar conta.

Ramiro-agride-Valdivia

É criminoso o que fazem com Valdivia em campo, e mais criminoso ainda é ter comentaristas que justificam às caçadas ao Mago, as agressões, dizendo que ele se joga, que provoca. Provoca como, com a beleza do seu futebol? Fosse hoje, diriam que Garrincha deveria entrar na porrada? Que era folgado, que provocava? Neymar merece ser quebrado em campo? O futebol arte de Valdivia, parado na botinada, e com o consentimento dos árbitros; o futebol arte indignando os “profissionais” de imprensa… Mas não é aqui o País do Futebol? E ter talento é crime agora? Se o talentoso jogar no Palmeiras, é crime sim. E inafiançável!

Barcos, que já tinha amarelo, fez uma falta feia em Tobio, e o juiz, que tinha que ter expulsado o milongueiro nesse lance, deixou passar – os árbitros nunca são “tolerantes ” assim com os palmeirenses. Por que será? Na transmissão da TV, sem criticar a deslealdade de Barcos, “Mr. Magoo” diria apenas que “era duelo de argentinos”. E, por isso, um dos argentinos pode quebrar o outro?

Barcos-entrada-desleal-em-Tobio

E a torcida, enfurecida, gritando “Ei, juiz, vai ….”, constatava que o “modus operandi” da arbitragem contribuía para o Palmeiras ser minado nas suas forças e para o adversário se encher de gás – essa dinâmica tem se repetido em quase todas as partidas do Verdão. A gente quase morria de raiva na bancada. Na TV, “Mr. Magoo”,  afirmou que Barcos deixou o pé, e depois disse que ele atingiu meio sem querer. Quem deixa o pé, deixa porque quer deixar, né?

Logo em seguida, num ataque do Palmeiras, Geromel deu um carrinho em Victor Luís, na linha de fundo, e a bola foi interceptada pelo seu braço. O juiz não marcou nada. O “poste” de linha de fundo nada viu (quando é para desmarcar penalidades do Palmeiras eles veem até o que não viram); O comentarista disse que não foi nada, que para dar carrinho o jogador tem que por a mão no chão mesmo (Mas parou a bola, né?).

Geromel-para-a-bola-no-braço1

No último minuto, Henrique, de cabeça achou o ângulo, mas o goleiro conseguiu espalmar.

No futebol, o Grêmio, do G4, não dava nem pro cheiro mas a arbitragem o ajudava demais. Nosso coração jogava com o Verdão e tentava ficar imune à raiva que o árbitro nos fazia sentir.

No começo da segunda etapa, o Palmeiras veio pra cima, e o Grêmio tratava de se defender . Mas, aos 8′, o juiz, o mesmo que nada vira no toque de Geromel, achou uma bola no braço de Valdivia e marcou pênalti.

mão-na-bola-Grêmio

pênalti-inventado-Sandro-Meira-Rici

O comentarista disse que era pênalti claro, que “Valdivia foi imprudente”, “subiu com braços abertos, o que ele vai fazer com braços abertos?” (Será que o comentarista consegue saltar, pegar impulsão para sair do chão sem abrir os braços, sem usá-los para impulso e equilíbrio? Percebe a diferença do comentário que inocentou Geromel, e do que incrimina Valdivia?) Comentário venenosinho… Barcos, que nem deveria estar mais em campo, desde quando atingira Tobio, cobrou a penalidade e abriu o placar, e acho que só não foi comemorar com o juiz porque ficaria chato.

Em desvantagem, o Palmeiras, mesmo jogando mais que o Grêmio, teria que superar a violência do time do sul e a arbitragem, pra lá de tendenciosa, se não quisesse sair derrotado.

Juninho mandou a bola na área, mas o zagueiro mandou pela linha de fundo; escanteio cobrado por Victor Luís, e Valdivia quase faz de cabeça…

Barcos deu uma pegada desleal em Cristaldo (Cristaldo anda apanhando bastante também), na lateral do campo, e foi tardia e merecidamente expulso. O melhor de tudo foi vê-lo saindo de campo, sendo devidamente “homenageado” pela parmerada toda: Ei, Barcos, vai …..!!! Tchuuuuupa, Tamoxunto!

Barcos-pegada-Cristaldo

Barcos-expulso

 

Aos 20′, Dorival sacou Juninho para a entrada de Mouche…

Aos 22′, Mouche incendiava o Pacaembu… Na cobrança de falta, o Mago (que partida fazia El Capitán) levantou a bola na área, Henrique tocou, e o predestinado Mouche, encobrindo todo mundo, guardou!! Tchuuupa, juiz!

Que emoção, meu Deus! A torcida, enlouquecida de alegria, via o Mouche, mais enlouquecido ainda, sumir no abraço dos seus companheiros. Na bancada. todo mundo se abraçava também. Poucas coisas na vida são tão redentoras quanto gritar um gol do seu time. Eu não conseguia conter a emoção, as lágrimas, deliciosas, vinham comemorar o gol também.

O Pacaembu inteiro – até o Grêmio – sabia que o Palmeiras ia buscar a vitória, o Pacaembu inteiro sentia que, comandado por Valdivia, protegido por Prass, e no empenho do time todo, o Palmeiras que víamos ali, tinha a alma daquele nosso Palmeiras, tão amado e conhecido, e com o qual tanto sonhamos nesses tempos difíceis.

Seis minutos depois do gol, um passe “daqueles” do Mago, encontrou Mouche na área, e ele quase fez o segundo…

E se o Pacaembu ‘ardia em chamas’ desde os 22′, o garoto João Pedro faria o estádio explodir aos 29’… nossa criança, de 17 aninhos, e futebol de 27, pegou uma sobra fora da área, dominou, avançou com a bola, driblou o adversário e, ainda de fora da área, meteu a bola na rede do Grêmio, no cantinho do goleiro, e decidiu a partida. GOD BLESS THE CHILDREN!!

Pode acabar juiz, pode roubar (mais) também se quiser, hoje, ninguém tira esses três pontos do meu time!

O Palmeiras comandava a partida, tocava a bola…

Valdivia desceu pela esquerda, cruzou fechado, e o goleiro precisou de dois tempos pra defender… Valdivia dominou a bola na linha de fundo, parecia segurar o jogo, mas  entrou na área e encheu o pé, a bola desviou no zagueiro e quase sai o terceiro. Dá-lhe, Mago!!

O tal Ramiro (o cara-de-pau sairia reclamando do juiz ao final do jogo), que já tinha dado uma pegada desleal em Valdivia, levou um chute no vácuo e desceu o sarrafo nele, e só então, quando deveria estar recebendo o segundo amarelo, foi que levou o primeiro. O estádio (quase) inteiro gritava: Eô, Eô, o Valdivia é um terror!! E o Mago foi ovacionado, de novo, quando deu lugar à Bernardo.

E então, o juiz (desistiu) encerrou a partida. Uma partidaça do Palmeiras. Uma partida (mais uma) em que ele teve que vencer o time adversário e o time do apito e das bandeiras…

A torcida, com sorrisos enormes, aplaudia o Palmeiras, comemorava feliz, saía cantando. E o Imortal… ah, esse estava mortinho da Silva…

VALEU, PALMEIRAS!

Alguns fãs chilenos de Valdivia, fizeram uma música em homenagem ao craque que vai disputar a sua segunda Copa do Mundo defendendo La Roja, a seleção chilena.

E o “nostro” Mago merece! Além de ser dono de um talento raro, mágico, que encanta seus fãs e mata de raiva os rivais, talento, que nós palmeirenses conhecemos tão bem, ele foi o cara que ajudou o Chile a carimbar o passaporte para a Copa 2014. Diante da Colômbia, quando o Chile perdia por 1 x 0, El Mago botou fogo na partida, cobrou uma falta na cabeça do atacante e o Chile empatou, fez uma jogada linda, que foi o início do segundo gol, marcou o terceiro, deu o passe para o quarto gol… e, de goleada, colocou o Chile no Mundial.

E se essa homenagem já é muito legal, recheada com lances que o Mago protagonizou vestindo a camisa do Palmeiras, ela fica melhor ainda.

Vendo o vídeo, eu fico com a impressão (certeza) de que os chilenos, por causa de Valdivia, acompanham e torcem pelo Verdão, porque, as imagens escolhidas por eles, são algumas  das que nós, palmeirenses, levados pelo coração e pela rivalidade com alguns times, certamente escolheríamos também!!

BOA SORTE NO MUNDIAL, MAGO! MAGIA Y LOCURA NELES!

Nessa Copa, yo soy chilena desde criancinha!!

Sábado à noite, e a ‘balada’ era no Canindé… Só a CBF mesmo para marcar um jogo no sábado, às 21h00, quando não existe nenhum motivo, além do interesse da televisão, para que a partida não seja mais cedo.

Chuva fina, que molhava demais, e a torcida chegando… Nosso time bipolar, que alterna partidas muito boas, com outras em que parece que algum fio se solta e o time inteiro fica de bobeira,vinha a campo com algumas ausências importantes: Márcio Araújo e Kleber. Sem contar W.Paulista que, de última hora, disseram estar se transferindo para o Grêmio.

O Canindé, onde o Palmeiras vinha defender seu 100% de aproveitamento e a permanência no G-4, tinha um bom público. Fiquei na bancada de sempre, atrás do banco do Palmeiras. E ela estava infestada de corneteiros. Deus me livre!! Cada um cismava com um jogador. E deveriam ser “greemlins”. Porque, com a água da chuva, pareciam se multiplicar. Cada hora aparecia um diferente. Ao meu lado esquerdo, greemlin pai e greemlin filho, dois marmanjos descontrolados que não viam nenhum jogador em campo, à exceção de Valdivia. E ai dele se fosse desarmado alguma vez. Tinha um outro que gritava o tempo todo, incansavelmente: “Abre, Gerley!” e, nas vezes em que Gerley, em sua opinião, abria, ele mudava de ideia:”Não abre, Gerley!”. Pobre Gerley… e pobres de nós que éramos obrigados a ouvir xingamentos até para Márcio Araújo, que nem estava jogando.

15′ de jogo, nossos corações ainda estavam distraídos quando Dinei recebeu falta de Leonardo Silva. Assunção foi para a cobrança e fez um golaço! Nos portais alguns dizem que foi na sorte, na transmissão Muller diz que o goleiro é que falhou, por estar adiantado. UMA OVA! Seja de propósito ou intencional, foi um golaço! Semelhante ao que Ronaldinho Gaúcho fez na Inglaterra na Copa de 2002. Um cala boca àqueles poucos que vivem pedindo a saída de Assunção e que, em meio à torcida, comemoraram sem pudor algum, a beleza de gol e a vantagem do Palmeiras na partida.

Estávamos comemorando quando Luan voltou a bola para um companheiro, mas errou o passe. Os jogadores do Galo aproveitaram o vacilo de Luan e o da zaga, pega de surpresa, e Michel Bastos, girando à frente de Cicinho, empatou a partida. Que bobeada a nossa! Os “greemlins” foram à loucura!! E cada um deles xingava um jogador diferente… Luan porque errou o passe, Gerley porque não pegou o passe do Luan; Cicinho porque estava na frente do Michel Bastos, Valdivia porque olhou, Deola porque respirou… Só por Deus!

Eu me mantinha tranquila, apesar da vontade de desintegrar os greemlins pai e filho. As oportunidades iam surgindo. Numa delas, Valdivia recebeu de Luan e chutou de fora da área, o goleiro bateu roupa, mas não apareceu ninguém de verde… Maikon Leite se enroscou com o jogador do Atlético, ambos caíram, nosso garoto levantou e chutou pro gol. A bola entrou, mas o árbitro assinalou falta de Maikon Leite. Deola, por sua vez, parava as investidas do time mineiro. Numa cabeçada quase à queima-roupa, ele fez uma defesa perfeita! Digna de São Marcos, e da escola de goleiros que ele representa.

Já nem chovia mais quando o Mago “dançou” à frente de Richarlyson e quase guardou o dele. A bola desviou e, mesmo assim, passou pertinho. Os dribles e os passes de Valdivia começavam a aparecer… A magia já se deixava antever… Não tenho como ver o Mago em campo e deixar de lembrar que, em muito boa parte, foram por seus pés, que veio o único título que comemorei nos últimos 11 anos; não posso deixar de lembrar que vieram dele as comemorações mais felizes, mais divertidas, o meu peito inflado de orgulho; que foi por causa de seu empenho e talento que nossos rivais se curvaram, forçadamente, diante do Palmeiras. Algumas pessoas se esquecem; eu jamais me esquecerei…

No intervalo, Pierre, que é banco, passava em frente à torcida, e ela, com saudade, começou a gritar o seu nome. Tão bonito… Felipão fica bravo com as reclamações, mas deixar Pierre como terceira opção, perdendo até para Chico, não dá para entender.

Na segunda etapa, o Palmeiras continuava esbarrando nas finalizações. Luan, ora mandava a bola na Marginal, ora na Porky’s… Ele lutava, aparecia em quase todos os setores do campo, mas fazia cada coisa feia! Maikon Leite não repetia a atuação das suas duas primeiras partidas. Além disso, escorregava muitas vezes. Me parecia que estava precisando de “pneus de chuva”. Mas, aos 16′, Assunção (ele de novo) levantou na área, a zaga rebateu e sobrou para Luan fuzilar o goleiro do Galo. O Canindé explodiu! Que maravilha! Fiquei feliz por Luan poder se redimir com o gol. Não demorou nadinha e Felipão sacou Maikon Leite e colocou Patrik em campo, avançando Valdivia para jogar mais à frente com Dinei que, apesar não ter ido mal no jogo, parecia um clone de si mesmo. Meio robotizado, sem vibração e, às vezes, alheio ao ‘pega prá capar’ da partida.

O Galo tentava e levava perigo, o Verdão também. Valdivia chutou de fora da área e o goleiro espalmou. Aos 33′, em outra tentativa verde, a zaga tirou de chutão e a bola foi cair com Gerley que, de costas, num passe lindo, lançou Luan. Ele avançou, entrou na área e cruzou rasteiro, para trás, na direção do Mago que entrava pelo meio. Dois defensores impediram o domínio de Valdivia e a bola sobrou para Patrik, que chutou no cantinho e guardou! Que festa!

De novo, nem deu tempo de comemorar… No minuto seguinte, numa vacilada nossa, os mineiros diminuíram com um gol de cabeça de Wesley. Momentos depois, reclamando de falta cometida sobre Dinei, Felipão acabou sendo expulso pelo nosso “velho conhecido”, o assistente Roberto Braatz, que tá sempre prestando “serviço” contra o Palmeiras. O futebol ainda vai acabar morrendo com tanta viadagem…

A partir daí, as coisas ficaram tensas. Com o jogo terminando, o juiz acrescentou mais 4 minutos. Ficamos “comendo as unhas”, mas o Palmeiras defendeu, desarmou, atacou, foi na garra e na vontade de seus jogadores. Cicinho e Assunção, ambos com febre de 40 graus, Valdivia que ainda não está totalmente recuperado, a zaga, e todo o time (à exceção do apático Dinei), redobraram a garra e fizeram o Palmeiras sair do Canindé (cada vez mais ‘nosso’) com mais uma vitória, encostando um pouco mais nos líderes.

Eu saí duplamente feliz da “balada”! Pela bela vitória do meu Palmeiras e por ver o Mago, jogar os 90 minutos, como há muito eu não via. E feliz também, saiu aquele bigodudo teimoso, turrão, briguento, lindo, que a gente adora, e que assistiu aos minutos finais pela janelinha do vestiário…

PODE COMEMORAR, FELIPÃO! O NOSSO PALMEIRAS GANHOU!

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Eu não tenho como saber o resultado do jogo de hoje, mas meu coração pode muito bem antever, desejar….

Posso imaginar Marcos, o melhor do mundo, comemorando abraçado à Felipão; posso ouvir a Que Canta e Vibra enlouquecida de alegria, gritando gol na arquibancada;  posso ver o Gladiador batendo forte no peito; posso sonhar com passes mágicos, posso imaginar o sorriso mais lindo do mundo, bailando feliz no gramado…
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Mas é clássico, dirão alguns! Sem lógica, sem regras… E, neste mata-mata, sem empate também. É verdade…Todo resultado é possível, todo resultado é cabível. E um empate levará às cobranças de pênaltis. Será a Luz para quem for à final, e a Treva pra quem perder.
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E, quando eu penso em Luz, penso logo em Valdivia! Penso em seu futebol mágico, seus dribles e gols que enlouquecem todo mundo no estádio. Uns, de encantamento; outros, de raiva… E todos nós, inclusive os gambás, sabemos muito bem o que acontece quando o Mago joga o que sabe, o que pode… Nunca fomos batidos pelos nossos fregueses com Valdivia em campo; nunca sequer tomamos um gol.
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E na hora em que vamos buscar aquela coisinha a mais, na hora em que nos apegamos às rezas, às superstições, à qualquer coisa que nos diga que vamos vencer, e que sirva como um sinal, lembrar que Valdivia veste a nossa camisa é a melhor coisa do mundo. Afinal, ele é quem pode desequilibrar o jogo, ele é quem pode, magistralmente, colocar um companheiro na cara do gol, o Mago é quem pode decidir a partida a qualquer momento, ele é quem pode nos “matar” de alegria…
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É obvio que a marcação será dura e num lance fortuito, enquanto os adversários estiverem distraídos caçando Valdivia e o nosso Gladiador, por exemplo, nosso menino Patrik pode decidir, Assunção pode guardar uma falta, Cicinho pode fazer um cruzamento perfeito, Thiago Heleno ou Danilo, podem aparecer de cabeça… Luan, Rivaldo, Araújo… qualquer um deles, guerreiros que são, podem balançar as redes inimigas… E não podemos esquecer que temos a Melhor Defesa do Mundo, os volantes que desarmam tudo, o melhor técnico no banco… Dá um frio na barriga, né?
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Sabemos que a ‘marcação adversária’ já começou na semana passada. A imprensa só fala do Mago e seu chute no vácuo. Chama a jogada  de deboche, instiga os adversários a se sentirem ofendidos com o talento do nosso craque. Imaginem quantas porradas já não estão “ensaiadas” e preparadas para Valdivia, Kleber e Cia? E os adversários, estúpidos, ensaiam a jogada do Mago para ver se, porventura, podem usá-la numa tentativa de diminuí-lo, de esculhambar o Palmeiras. Olha só com o que eles estão preocupados!
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E o Mago está quietinho, na dele… e nós sabemos muito bem no que isso resulta, não é mesmo? Kleber também está contido. Imaginem com que vontade ele vai entrar em campo amanhã. Tentem imaginar a preleção de Felipão… ou o que Marcos irá dizer aos companheiros…  Todos nós já pressentimos o que está para acontecer… Todos nós já sentimos o coração querendo ganhar os ares…
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TÁ VALENDO VAGA NA FINAL! Vamos à luta, Verdão! Com o coração na ponta da chuteira! Com chutes-no-vácuo, ou sem eles; com chororo,  bailado, ou sem; não importa qual sortilégio nosso Mago vai usar , qual será a espada que o Gladiador irá empunhar, qual a estratégia escolhida pelo general Felipão… Não importa nem mesmo se o juiz é ladrão! O QUE IMPORTA É QUE O PALMEIRAS VAI BUSCAR A VAGA, COM O TALENTO E A RAÇA DE TODOS OS SEUS GUERREIROS! E NÓS VAMOS COM ELES! Seremos o 12º, 13º, 14º… jogador!
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Seremos vinte milhões de “jogadores” palestrinos no Pacaembu! Juntos de alguma maneira, unidos pela força do nosso amor, pela vontade de ver o Verdão na final, com os nossos corações cantando e vibrando no ritmo das arquibancadas. Nós merecemos! Felipão, Murtosa  e os jogadores também merecem. Não importa onde esteja cada um de nós; amanhã (hoje) seremos uma força única! Vamos apoiar e empurrar o time durante os 90 minutos, como pediu Felipão, como o Palmeiras merece, como sabemos fazer…
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Prepare o seu coração, amigo! A magia vai  entrar em campo, outra vez… O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS!!!!!
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AUGURI PALMEIRAS!!

A partir de hoje e, pelas próximas encarnações, quem quiser falar comigo vai ter que gritar, ou então, terá que subir até essa nuvem aqui, onde me encontro.

Eu mal consigo acreditar que Belluzzo conseguiu trazer o Mago de volta, com 100% dos direitos adquiridos. É tão bom, mas tão bom, que a cada cinco minutos preciso me lembrar que é verdade. Algumas situações são engraçadas… Vendo Valdivia aqui, outra vez, tenho a impressão que ele nunca saiu, que toda aquela tristeza nossa, aquele futebol que minguava um pouco mais a cada dia, foi tudo ilusão. Aquilo nunca aconteceu.

Cheguei no Palestra eram quase 11 horas; a apresentação de Valdivia começaria às 11h45. Tava numa ansiedade imensa. Entrei no salão repleto de jornalistas e cinegrafistas. Olhava lá para o palco montado e pensava que mais uns minutos e Valdivia estaria ali, sorrindo, vestindo a camisa, dando entrevista e nos encantando como sempre. Que surreal! Ao lado do palco umas cortinas brancas criavam uma espécie de sala e com seguranças na entrada. De certo o Mago viria por ali quando chegasse a hora. Os minutos custavam a passar. Tantas pessoas ali mas, a personagem principal, onde estaria? Na TV as imagens de Valdivia, em sua passagem anterior pelo Palmeiras, se sucediam. Que delícia rever as jogadas sensacionais do Mago. Conversei com Oberdan Cattani, com Ipojucã. Enquanto as pessoas comiam, conversavam e se preparavam para a coletiva, os amigos (Custódio, Dani, Leandro, Raul ) brincavam comigo dizendo que eu iria chorar, que ia dar vexame… kkk Com o horário se aproximando eu começava a ficar mais nervosa. Resolvi tomar um café. E não é que me aparece o tal Paulinho??? Aquele blogueiro que a torcida do Palmeiras detesta! Não me fiz de rogada e num papo mais ou menos amistoso, falei muitas coisinhas que estavam entaladas na minha garganta. Mas nem perdi muito tempo com ele, queria ver o meu ídolo de volta!

De repente, o Finelli me aparece e diz: ‘Vem comigo Tânia’. Enquanto o seguia em direção às cortinas brancas, eu bem podia imaginar o que iria acontecer. Apenas imaginar, jamais avaliar como seria… Meu coração já não cabia mais no peito. Não sei explicar aquele segundo em que meus olhos divisaram o que havia do outro lado das cortinas. Eu sei que paramos estáticos,meu coração e eu, diante de Valdivia, bem ali na minha frente!! Um segundo em que meus olhos e meu cérebro registraram aquela imagem tão querida. Era aquela pessoa ali, de camiseta branca do Avanti, de bermuda e tênis, que tanto nos encantou com seus dribles geniais, seus chutes no vácuo, seus gols, sua fibra, sua raça e aquela alegria enorme estampada no sorriso mais lindo do mundo. Me lembro de apenas ter sorrido e murmurado: Meu Deus! Razão e emoção brigavam ferozmente, dentro de mim. Valdivia, meu ídolo, ali, na minha frente, como num passe de mágica! Como isso se tornara possível? Quantas vezes eu desejei que isso acontecesse? Eu não podia prestar atenção ao que eu sentia naquele momento sob o risco de estragar tudo e perder o melhor da festa. E eu não queria perder nadinha! Ele já me parecia bem ansioso e emocionado pela apresentação. O abraço, com o qual eu tanto sonhara, saiu naturalmente, trocamos aquele beijinho de cumprimento, tiramos uma foto juntos e então eu disse ao Mago que estávamos muito felizes por ele ter voltado prá casa, que sonhamos com isso e que o amávamos muito. Transmiti alguns recados de torcedores, de vários lugares do Brasil, e ainda pedi que ele lesse o Blog da Clorofila… ahahaha !  Em seguida saí, já sentindo saudade dele. A coletiva iria começar em instantes.

Não demorou muito e a movimentação começou. Osório Furlan (Eterno Palestrino que adquiriu sozinho 36% dos direitos do Mago), Belluzzo, Palaia (de óculos escuros, a La Waldick Soriano) e Cipullo. Em seguida o astro da festa entrou no salão. Aplausos! Nosso Mago, oficialmente voltando prá casa! Depois das considerações e boas vindas dos responsáveis pela contratação, Palaia entregou a camisa para Valdivia. Imagino que, assim como eu, a camisa nem tenha conseguido dormir à noite, esperando pelo mágico momento de seu dono vesti-la, outra vez.  O Mago olhou bem o distintivo antes de beijá-lo. A emoção que eu tinha mantido sob controle, se rebelou e escapou. Meu coração se derreteu e chorei pela felicidade de estar ali, vendo o meu sonho de 726 dias e noites, ser realizado. O sonho da Nação Palestrina! Foi simplesmente sensacional vê-lo, outra vez, com a camisa mais linda do mundo!!

Valdivia, muito emocionado, agradeceu, falou do seu amor ao Palmeiras, do empenho que teria para buscar os títulos, da alegria de, também, realizar o sonho de voltar: “O Palmeiras é minha casa. O filho voltou para sua casa. Tomara que esse retorno seja com mais sucesso”.Foi bastante aplaudido! O Mago também, mal podia conter a alegria daquele retorno. Seus olhos, vasculhavam o salão, querendo ver tudo, querendo guardar aquele momento. E, ao iniciar a coletiva, diante de algumas perguntas ridículas, o  craque mostrou ao palestrino que era mesmo o seu Mago quem estava ali, de volta.

Questionado sobre a pressão de sua chegada, diante da expectativa do torcedor, Valdivia retrucou: “Pressão? Que pressão? Não é pressão. É força extra para me tornar ídolo do Palmeiras. Essa é minha meta” e ainda “temperou” a resposta”: “Você é chato, né?” O salão se encheu de risos, gritos e aplausos!

Um outro jornalista, falando da má fase do clube, pediu que o Mago falasse do peso de sua chegada e da identificação com o Palmeiras, a resposta veio no seu jeitinho Valdivia de ser, que tanto amamos: “Você quer que eu fale o que?????? Vou ser um jogador que vai trabalhar muito pois eu amo esse clube aqui, eu gosto do Palmeiras”.

Um outro perguntou o que ele conversara com Andres Sanchez, lá na Copa do Mundo. Valdivia respondeu que o corintiano o convidara para jantar.E, mesmo conhecendo todas as declarações do Mago de que só voltaria se fosse para jogar no Palmeiras, o jornalista insistiu: Se você tivesse jantado, seu destino seria outro? O Mago riu e respondeu: “É só Palmeiras, só Palmeiras!!”. Lindoo!

Uma apresentação perfeita de uma contratação perfeita! Todos os palestrinos que ali estavam, se mostravam maravilhados pela volta do ídolo, por poder estar ali, saboreando a sua proximidade e aquele momento tão especial!  Belluzzo também estava sem poder conter a felicidade. Ao final, o Mago distribuiu autógrafos(minha bandeira e agenda, agora estão perfeitas), sorrisos (tenho um fotografado, que é só meu) e os seguranças “sumiram” com ele rapidinho.

E o que dizer de mim? Mal sentia o chão onde pisava.Tão bom poder  ter certeza que aquele medo de algo dar errado na contratação, que a tristeza da sua venda (gravada no coração e na memória) não existia mais, que o sentimento que agora ficava comigo era apenas de amor pelo Mago, de felicidade pelo sonho realizado, de confiança no futuro do Palmeiras. E continuava achando inacreditável que Valdivia estivesse de volta….

Na saída, mais uma alegria… Belluzzo, o responsável por toda essa felicidade, caminhava bem à minha frente. Claro que fui registrar aquele momento! Ao abraçá-lo para a foto eu lhe disse: “Obrigada Presidente, por tudo o que você está fazendo pelo Palmeiras.” Posso jurar que os olhos de Belluzzo brilharam, úmidos. Esse é “parmera” igualzinho a gente… Saí dali com um nó na garganta, o coração leve, me sentindo a pessoa mais feliz do mundo…

E foi assim, meu amigo, que eu cheguei aqui, nessa nuvem onde estou, e da qual não sairei pelos próximos 5 anos…

Hoje, nosso Mago vai encontrar a sua “Família” e vamos todos ao Pacaembu, recebê-lo daquele jeito todo especial, que só nós conhecemos!!

SEJA BEM-VINDO VALDIVIA!! A SUA FAMÍLIA NÃO VÊ A HORA DE TE ENCONTRAR!!

Veja o vídeo exclusivo da apresentação do Mago, feito pelo Palmeiras:

“Sonho que se sonha junto é realidade…” – Raul Seixas

A vida é feita de momentos… E porque existem os maus momentos, é que a gente sonha, e se transporta prá longe do que nos machuca, magoa… E quanto mais tristezas conhecemos, mais alto a imaginação nos leva. E NÓS SONHAMOS VALDIVIA…

Sonhamos tanto e, por tantos dias, que parecia que nunca iria acontecer. Embora meu coração jamais deixasse de acreditar, a minha razão me dizia que seria muito difícil ele voltar. Onde iríamos arranjar dinheiro? E, ainda que conseguíssemos, para que a negociação acontecesse, seria preciso que alguém desejasse essa volta tanto quanto nós. Belluzzo desejou… E assim como o torcedor, cansado de todas as investidas certas, que deram errado; cansado da falta de sorte, das frustrações, da falta de alegria em campo, nosso presidente resolveu dar um basta na tristeza e na decepção e decretar que a felicidade faria morada no Palestra e em nossos corações, mais uma vez.

Depois das inacreditáveis vindas de Kleber e Felipão, Palmeiras e torcida começaram a sonhar com o Mago… E uma longa e angustiante (prá nós) negociação teve início. Na Copa do Mundo, Valdivia deu a senha para acreditarmos: “Só estou esperando o Palmeiras me ligar” !!! Nosso coração já começou a bater diferente desde então… A Copa acabou e as negociações começaram a tomar corpo. Enquanto sonhávamos com nosso Palmeiras, outra vez Imponente, enquanto imaginávamos a magia de volta, os dribles desconcertantes, o desespero de nossos rivais, as entrevistas divertidas, os passes mágicos, milimétricos, as comemorações, os gols, o sorriso mais lindo do mundo, Belluzzo, nos bastidores alinhavava os “tecidos” da nossa futura realidade…

A primeira “anunciação” veio na sexta-feira (16/07), quando um “anjo” me telefonou… Eu não estava em casa e, quando cheguei, recebi o recado. Ao ligar de volta, apenas ouvi: “Taninha, queria que você fosse a primeira a saber…”. Que estranho caminho fazem as palavras… Do ouvido, ao coração e imediatamente aos olhos. Já os tinha cheios de lágrimas antes mesmo de ouvir o resto… Valdivia de volta ao Palmeiras… Um sonho que tinha que dar certo. A nação inteira ansiava por isso. Não era só o meu ídolo que estava voltando, era o ídolo de 20 milhões de palestrinos espalhados pelo planeta. Era o nosso Mago!!! O palmeirense sabe muito bem o que isso significa… Os adversários também… rsrsrs

Uma negociação cheia de detalhes que, de um momento pro outro, podiam jogar por terra tudo o que fora conquistado antes. Era melhor nos acautelarmos e esperar… Afinal, Belluzzo tinha acabado de chegar do Chile, onde fora acertar os detalhes da contratação com o Mago. O anúncio não tardaria a acontecer. O valor sentimental de uma notícia como essa é muito grande, e não abre espaço para que se acredite nos espertalhões que a usam, há meses,como forma de ganhar milhares de pageviews em seus blogs. Eles cravam a contratação, e vão mudando a data a cada dia, e o pobre torcedor, aflito, ansioso, nem se dá conta disso.

E chegou o dia da reunião na Áustria, onde o Al-Ain fazia pré-temporada. Valdivia se apresentou. Dois representantes do Palmeiras também foram prá lá.Ninguém percebeu, mas nas primeiras imagens do Mago, ele calçava chuteiras Adidas… O Mago nunca usou Adidas!! Será que tinha feito um contrato com a empresa de material esportivo que, por acaso, é patrocinadora do Palmeiras? Poderia ser um indício de que Valdivia voltava para casa, para a sua “família”… A magia voltando ao Palmeiras… Meu coração se apertava, todos nós esperávamos, e o Verdão, nada de anunciar…

Os recados do Mago surgiam…

Eu soube que o Palmeiras estava comprando 100% do passe e, por isso, a demora para concluir a negociação. Mantive o mais absoluto sigilo; meu único interesse era o de que ele voltasse. A imprensa,  insistia com as informações desencontradas de que o negócio poderia “melar” e, se acontecesse, seria por culpa do Mago ou de seu pai. Quanta bobagem e falta de informação. Escolhi acreditar em Valdívia…

Ontem, finalmente aconteceu! Eu, que “acampei” no PC, nos últimos dias, não estava on, naquele momento; tampouco vi os  recados e nem atendi as ligações que me fizeram. Fui pegar o telefone no carregador e ele tocou. Quando atendi e soube quem estava falando, já  senti um calor no peito e me preparei… Era mais um “anjo” que vinha me trazer as boas-novas: “Clô, onde você estava? O Palmeiras acabou de anunciar!”. Meu Deus! Era real! Belluzzo tinha conseguido! Obrigada, meu Deus! Obrigada, presidente! A Nação te agradece! As lágrimas, deliciosas, de um alívio imenso, caíam em profusão. Corri ver o anúncio no site oficial. “O MAGO ESTÁ VOLTANDO PRÁ CASA”, dizia ele. Eu, que me preparei durante 710 dias para esse momento, na hora, não soube lidar com ele. Meu coração fugiu do peito, tão feliz, mas tão feliz, que acho que nunca mais vai voltar. 710 dias esperando… e valeu cada segundo!! Não é só a minha alegria pessoal de ter o ídolo de volta.  É o meu Palmeiras que agora é tratado com o amor que merece. É a nossa camisa 10, que deve estar toda orgulhosa, mal podendo esperar pelo momento de Valdivia vesti-la outra vez. É uma Nação inteira em festa, comemorando os 96 anos de glórias da Sociedade Esportiva Palmeiras, e o aniversariante é quem nos dá este presente maravilhoso..

Valdivia representa tanto! Ele significa o adeus à mesmice no futebol, ele é garantia de milhares de camisas sendo vendidas, de casa cheia prá vê-lo jogar, ele é o motivo de um sem-número de crianças quererem acompanhar o Palmeiras, de quererem entrarem campo com o time; Valdivia é quem coloca os holofotes todos em cima do Palmeiras, da maneira mais positiva possível…  Ele  é o mágico que pode realizar nossos sonhos… O nosso Mago, tão querido, é um presente de Deus e, acima de tudo, ama o Palmeiras, como se fosse um de nós!

Chegou a hora palestrino! Vista a sua melhor camisa, prepare o seu melhor sorriso, encha o peito de orgulho e vamos receber o “presente” que, antecipadamente, o Palmeiras nos dá, pelos seus 96 anos!

SOLTEM A FUMAÇA BRANCA!!  H A B E M U S  V A L D I V I A !!!

SEJA  MUITO BEM VINDO DE VOLTA, MAGO!  A SUA FAMÍLIA NÃO VÊ A HORA DE TE “ABRAÇAR” !!!