O sinal de alerta já estava aceso…

A presepada em nossa casa, na primeira partida diante do Cruzeiro, pesou na conta… afinal, tomar três gols em mata-mata, na sua própria casa, é meio que pedir para ser morto na outra partida, não é mesmo? E mesmo com o empate bravamente conquistado na ocasião (ir buscar um 3 x 0 não é fácil), a possibilidade de eliminação passou a ser coisa séria…

E o 1 x 1, que normalmente teria sido um resultado bom para um jogo fora, acabou por ser desastroso e determinou a nossa desclassificação na Copa do Brasil.

O juiz, Wilton Pereira Sampaio – que havia nos operado diante do Santos, no Brasileirão, e que, por tantas outras ‘operadas’, nos deixava ressabiados nessa partida -, embora tivesse sido bem mais simpático e bonzinho com os donos da casa, não teve interferência direta no resultado da partida. Nós perdemos a vaga por nossa conta mesmo.

No primeiro tempo, os dois times, jogando fechados, pareciam se preocupar mais em se defender, em não tomar gol. O Palmeiras nem podia pensar em tomar gol mesmo, e o Cruzeiro, por sua vez, imagino eu, embora mais tranquilo – podia empatar até por 2 x 2, – certamente não queria permitir que o Palmeiras repetisse o bom futebol apresentado no segundo tempo da partida em São Paulo.

Os times eram bastante cautelosos, mas o Palmeiras tocava, tocava, tocava e parecia não saber como chegar ao gol, não criava nada de perigoso. Precisando da vitória, não era suficientemente ofensivo. O futebol do Palmeiras não me agradava, não tinha “sustância”, estava apagado – o do Cruzeiro, ainda bem, não era grande coisa também.

Tínhamos mais posse de bola, mas não aproveitávamos isso, e insistíamos em cruzamentos… não pegávamos outros atalhos para o gol adversário… e o Cruzeiro chutava mais ao nosso gol.

A torcida do Palmeiras, por sua vez, mesmo sendo muito menor, fazia a festa lá e se fazia ouvir lindamente pela TV.  A do Cruzeiro, claro, na sua casa, não ficava atrás…

Cuca trouxe Keno para o segundo tempo e deixou Guerra no vestiário… Embora goste muito do Keno, confesso que fiquei preocupada… Se já não estávamos criando muito mesmo, imagine sem o Guerra…

E eu queria tanto que o Palmeiras marcasse um gol…

O segundo tempo não parecia ter começado melhor… ora errávamos o passe,  ora o jogador passava da bola… e a gente precisando ganhar…

Cuca tirou Felipe Melo para a entrada de Raphael Veiga (deixar o Pitbull 3 jogos fora – isso faz perder ritmo de jogo -, poupar o cara pra esse jogo, e o tirar aos 12′ do segundo tempo?). Se por um lado era ruim a saída do Pitbull, por outro, talvez Veiga pudesse fazer a bola chegar aos atacantes.

O Palmeiras parecia se insinuar mais na área inimiga, mas sem o perigo que a gente tanto queria. O relógio parecia correr… Raphael Veiga chutou de fora da área e a bola passou pertinho… o Cruzeiro atacou e Mina tirou…

Nervosa, eu já começava a minha “via-crucis” de entrar e sair da sala… Ouvia, de longe, as descidas do Cruzeiro, e corria ver quando era o Palmeiras que ia pro ataque… E já tínhamos 24′ de segundo tempo…

E então, eu estava em pé, na frente da TV, Jean cobrou escanteio (acho que era o Jean), o goleiro deu um socão mandando a bola longe. De fora da área, Keno chutou pro gol, ela desviou no jogador do Cruzeiro e foi morrer na rede. GOOOOOOOL, P#%%@!! Keno, seu lindo!!! Quase morri de alegria…

E aí, o Cuca comeu mais uma bola na partida… com 28′ de jogo, com o Palmeiras ganhando, ele me tira o Dudu (Dudu não é pra sair nunca) e coloca o Tche Tche… Se pensava em segurar lá na frente, como diria depois na entrevista, tinha que ter deixado o Dudu em campo, né?

Depois do nosso gol, o maledeto do relógio resolveu caminhar, muito devagar… o tempo não passava. E o Cruzeiro vinha pra cima…

Eu nem vi na hora… Borja recebeu livre e virou o jogo para Egídio. Ele recebeu, tinha a opção do Veiga no meio, mas resolveu arriscar o chute e mandou a bola pra Júpiter… Já não criávamos quase nada, e ele me desperdiça uma chance dessa.

Na sequência, faltou a pegada dos jogadores de defesa, faltou o Jailson ter saído um milésimo de segundo antes… numa bola levantada em nossa área, o jogador do Cruzeiro, subindo tranquilo ao lado de Mina, cabeceou pro gol vencendo Jaílson…

E estávamos com 39’… agora o relógio voaria… e só se fosse por um milagre…

Milagres não acontecem todos os dias, nem sempre conseguimos aquele gol redentor no último minuto… De longe, ainda escutei o Jaílson fazer uma baita defesa… e o jogo acabou.

O Palmeiras, contrariando as nossas muitas expectativas, foi eliminado. E teríamos que conviver com isso. Empatamos dois jogos e perdemos a vaga… por causa daqueles três gols tomados em casa… E, no fundo, sabíamos que eles dificultariam a nossa vida mesmo.

Ficamos tristes, claro, um pouco bravos na hora também, mas não há uma bruxa a ser caçada. A conta é do time todo, é do técnico, é do Palmeiras. Todos eles deram, de alguma maneira, a sua contribuição para esse desfecho.

E vamos em frente… Temos dois campeonatos a disputar ainda. O Brasileirão, embora mais difícil pra nós, ainda está aberto, e a vaga na Libertadores, nós decidiremos em casa.

Sábado tem Palmeiras x Avaí. E SE O PALMEIRAS VAI JOGAR, É CLARO QUE EU VOU!!

EU PLANTEI PALMEIRAS NO  !!

 

 

 

 

 

Duas coisas, que aconteceram no derby, estão servindo de pauta pra todo mundo, desde quarta-feira, e também são o motivo de escândalo dos nossos “honestíssimos” rivais, “reis do fair-play”, “que nunca recebem benefício algum das arbitragens” e que, quando recebem, “comunicam o erro imediatamente ao árbitro”: a cotovelada que Vítor Hugo desferiu no jogador do Corinthians (segundo dizem, em revide a algo que Pablo lhe fizera antes – as imagens já começam a aparecer por aí, logo saberemos se isso é verdade ou não) e a expulsão equivocada do Gabriel.

Eu achei horroroso o que Vítor Hugo fez , seja por revide ou não. Não pode. Não estamos acostumados a ver o Vítor Hugo fazendo esse tipo de coisa e isso nos envergonhou, nos chocou. Não tinha nada que agredir e, se foi mesmo revide, não tinha nada que revidar. Agressões não são do feitio de Vítor Hugo, tanto, que ele se arrependeu, pediu desculpas depois – são poucos os que se desculpam – mas, com desculpas ou sem elas, ele deveria ter sido expulso,  e nenhum de nós poderia reclamar da sua expulsão.

Agressões são inadmissíveis, seja o Mito a fazê-lo ou qualquer outro jogador… são os “melhores recursos” de jogadores desleais, que só sabem ser desleais, que não se garantem dentro das quatro linhas, ou então dos que são desequilibrados e nunca conseguem raciocinar em campo, e em nenhuma dessas coisas o VH se encaixa; além de ser um grande zagueiro ele é gente boa pra caramba. Não faz mais isso, Mito! Que vergonha!

Eu sei que todo e qualquer torcedor fica furioso quando seu time é prejudicado pela arbitragem e quando um jogador do seu time é agredido, ainda mais se a agressão ficou impune; não há desculpas para esse tipo de coisa, a arbitragem está lá pra ver… e para punir. No entanto, vermos os ‘lava-jato’  fazerem um escândalo tão grande, se sentirem tão indignados com um árbitro que lhe deu uma garfada e com uma jogada desleal sofrida é o suprassumo da cara de pau, não é mesmo?

Logo eles, useiros e vezeiros em agredir adversários sem receber punição (né Fagner, Cássio, Vilson, Elias, Sheik, Gil, Liedson, Chicão…?) , ou sem receber a punição devida; useiros e vezeiros em benefícios e pontos oriundos do apito (vide Brasileirão 2015)… Logo eles, os “honestíssimos”, que costumam molhar só um lado do campo, que conseguiram “golear” o São Bento de Sorocaba por 1 x 0 graças a um pênalti que Jô simulou ter sofrido…

Pois eles estão com amnésia agora e, desde quarta-feira, juram que são um poço de virtudes e fair-play e nunca viram nada parecido com a cotovelada – indesculpável – do Vítor Hugo e com o erro do árbitro – e a imprensinha faz o mesmo… Que fiquem aborrecidos, eu entendo, eles têm razão, e não poderia ser diferente, ninguém gosta de ser prejudicado, mas que ‘metam o louco’ se fazendo de ‘Madre Teresa dos gramados’, de ‘vítima do apito’, pedindo punição pra todo mundo, não dá, né? E logo quem… Nem em novela mexicana isso seria verossímil. É como ver o Fernandinho Beira-Mar escandalizado com o tráfico de drogas…

Não me importo e nem acho errado que o tribunal use as imagens da agressão e puna o Vítor Hugo (ele fez por merecer), mas desde que o tribunal faça o mesmo com os demais que dão cotoveladas, os que agridem seus adversários (cujos nomes e delitos são ignorados por um monte de gente), desde que as regras se apliquem a todos, igualmente. 

No entanto, observando as reações de muitos, percebo que dimensionam de maneira diferente as agressões, dependendo de quem foi o jogador agressor e quem foi o agredido, dependendo da camisa que esse agressor veste e a que veste o agredido…

Por que não fizeram o mesmo estardalhaço, que fazem agora, quando aconteceu essa cotovelada aqui?

Não me lembro de tribunal algum querer pegar imagens para punir o Vilson por ele ter rachado a cabeça do Guedes com uma cotovelada (o árbitro nada marcou)… Também não vi a imprensa fazer um escarcéu, pedir a punição dele – como  faz agora agora com VH -, não vi nenhum ‘lava-jato’ se escandalizar com essa agressão do Vilson (nem com qualquer uma das outras agressões que estão nas imagens abaixo)… não vi ‘lava-jato’ nenhum falar que o árbitro os estava beneficiando ao ignorar essa agressão, que ele tinha sido comprado…

E se fosse só essa… ainda ia…

Olha que “anjo da bondade e do fair-play” é o Alfacio… olha a posição que está a perna dele só para conseguir atingir o joelho do jogador do Cruzeiro… Arrebentou o joelho do cara e o juiz não marcou nada.


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Fagner, o moço do “jogo limpo”, que “não costuma agredir ninguém” (o Ederson que o diga), dando uma bela cotovelada no Dudu… e ficando por isso mesmo…

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Renato Augusto… deu soco na cara do adversário e não levou vermelho… ah, esses árbitros que apitam a favor do Palmeiras…

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Mais dois momentos “jogo limpo” do Fagner, que “não agride ninguém”… o jogador do Flamengo (na segunda imagem abaixo) está há meses parado, sem poder jogar,  e Fagner continua batendo em todo mundo, sem medo de ser feliz.

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Esse é o Gil, que, assim como Fagner, tem “imunidade” e quase nunca é expulso… mas, também, como expulsar um jogador tão “fair-play”, né?


E esses não são os únicos exemplos. Existem muitos outros… Wallace pisando na perna de Barcos, Elias dando cotovelada no Mago, Chicão solando Barcos, Liedson dando um chute no peito de Deola, o mesmo Liedson entrando de sola  e rasgando a coxa do Danilo (os dois se agrediram e só o Palmeirense foi expulso)…  Gil dando cotovelada em Henrique, Sheik pisando no pescoço de um adversário e pegando um jogo de gancho, Cassio entrando de pé alto e fazendo pênalti em Gabriel Jesus (e nem falta o juiz marcou)…

Então…  agressão é agressão e ponto. É inadmissível e ponto. Mas pimenta nos olhos dos outros é refresco… não é mesmo?

…..

A outra coisa a ser falada aqui é a intenção de se punir o Keno pelo erro do juiz, Thiago Duarte Peixoto, na expulsão do Gabriel.  “O Keno induziu o árbitro ao erro ao apontar o Gabriel como o autor da falta”, dizem alguns…

O Keno foi tocado por trás, caiu, foi atingido por mais um jogador ‘lava-jato’, levantou, viu Gabriel à sua frente e achou que tinha sido ele.  Ao árbitro não cabe consultar jogadores para saber quem fez falta e quem não fez, para saber quem ele deve punir… ele está em campo pra isso, pra ver as infrações, identificar os infratores, ele tem auxiliares em campo pra isso também, tem até um quarto-árbitro. A responsabilidade pela aplicação das regras no campo de jogo é do juiz e dos seus auxiliares. Se Thiago Duarte Peixoto, o árbitro, errou, errou por sua própria responsabilidade.

Querer punir o Keno por causa disso é querer inventar uma regra só pra ele. Afinal, se é preciso punir quem ‘leva o juiz no bico’ e o induz a assinalar algo equivocadamente, então o tribunal vai ter que rever algumas situações e punir mais um monte de jogadores, e não só o Keno…

Por exemplo, se um jogador simula ter sofrido uma falta na área e o árbitro marca o pênalti, esse jogador induziu o árbitro ao erro, não é mesmo? E o jogador que faz isso tem que ser punido também, ou é só para o Keno que isso vale?

Parece que a noção de certo e errado do Jô varia de acordo com com quem fez a ação… Se for ele a induzir o árbitro ao erro, é motivo de riso;  se for um adversário a fazê-lo, é errado…

É absurdo um árbitro expulsar um jogador por engano, ainda mais porque identificar os infratores é parte da tarefa dele em campo (ele também errou ao não dar  amarelo para o Gabriel quando ele fez uma falta dura em Dudu).

Mas já aconteceu a mesma coisa em outras oportunidades… Numa delas, um SAN x COR, em 2015, o árbitro expulsou David Braz (SAN) por engano, por achar que ele cometera um pênalti que, na verdade, fora cometido por Zeca.  Uma informação equivocada que lhe fora passada pelo bandeira.

E nenhum jogador do Corinthians avisou ao árbitro que ele cometia um erro, que não era o David, e ninguém cobrou os corintianos por terem ficado calados; ninguém chamou o Corinthians e seus jogadores de “desonestos”, ninguém falou em falta de caráter…. e tribunal nenhum, mesmo depois de tomarem conhecimento do erro do árbitro, anulou o cartão vermelho que David recebeu…

Essa decisão foi tomada dois meses depois da partida entre Santos e Corinthians. No entanto, em relação à expulsão do Gabriel nessa quarta-feira passada, o TJD, no dia seguinte, decidiu que o cartão vermelho do atleta seria anulado – mudou o código ou só mudou a “boa vontade” do tribunal em razão do clube prejudicado ser outro?

O árbitro foi punido, mas o bandeira, que “cantou” o nome de David Braz para o árbitro, mesmo tendo sido a pessoa que induziu o árbitro ao erro, não recebeu punição alguma.

Ah, mas o Keno tem que ser exemplarmente punido…

E depois as pessoas falam em honestidade…

” A vida pode ser, de fato, escuridão se não houver vontade, mas a vontade é cega se não houver sabedoria, a sabedoria é vã se não houver trabalho e o trabalho é vazio se não houver amor.” – Khalil Gibran

Houve um tempo em que até um “Carlinhos Bala” se recusava a jogar no Palmeiras… um pai de um “Cristiano Ronaldo boliviano” qualquer, não queria que o filho – que ninguém sabe onde anda e o que faz – jogasse no Verdão… Houve um tempo em que não tínhamos bala na agulha e a maioria dos jogadores que contratávamos era de regular pra ruim… o time foi rebaixado, o clube faliu, não tinha receitas,  estava desmoralizado…

Então, veio  Paulo Nobre… Sonhando grande, mas com pés no chão, cheio de ideias, de objetivos – que ele traçou e seguiu com muita inteligência e determinação e, segundo dizem alguns, com uma boa dose de teimosia -, trazendo profissionalismo, transparência… com postura de presidente, discurso de presidente, com mentalidade nova e, sobretudo, com sabedoria, bastante coragem e muito amor ao Palmeiras…

Sofreu, penou… a coisa era pior do que parecia… e ele ajudou do jeito que podia e do jeito que o Palmeiras precisava naquele momento. Mas ele sabia que tinha que reforçar os alicerces primeiro. E, enquanto fazia o que ele – um muito bem sucedido homem de negócios – sabia ser necessário, enquanto colocava as finanças em ordem, criava novas receitas, mantinha os salários em dia, mesmo sem patrocínio (ele se recusava a aceitar qualquer valor que não fosse o que o Palmeiras merecia, e só apareciam empresas oferecendo merrecas), recebeu muitas pedradas… e quanta gente repetia: “Ainn, o Palmeiras não é banco para se preocupar em estar no azul”“Ainn, o Cu rintia compra mesmo sem ter dinheiro; o Flamengo tem uma dívida imensa e não deixa de contratar”… O tempo acabaria mostrando quem tinha razão…

O presidente errou também, claro – nenhum outro teria 100% de acertos -, lhe faltou flexibilidade muitas vezes, , foi cabeça dura em outras, faltou também alguma delicadeza (não só se desfez do meu ídolo, e ídolo de milhões de torcedores, como o fez de maneira injusta e meio cruel), talvez, no trato com algumas pessoas,  tenha lhe faltado alguma perspicácia também, mas, dentro do que traçara ao Palmeiras, dentro dos seus propósitos (ele me falou a respeito deles) de fazer o que fosse melhor ao clube, mesmo que o seu coração torcedor lhe doesse; dentro do objetivo  de reestruturar o Palmeiras para que, ganhar títulos, fosse uma condição natural e não um milagre esporádico, ele foi perfeito.

Mudou tudo lá dentro, cuidou de cada detalhe, não esqueceu nem mesmo de fazer com que os jogadores passassem a se apresentar nos programas esportivos devidamente trajados de Palmeiras. Blindou o time, dando segurança e tranquilidade para o Depto de Futebol trabalhar; emprestou milhões ao Palmeiras, sem nos cobrar as famigeradas taxas que costumam ser cobradas pelos bancos, e num momento em que os bancos nos esfolariam vivos se fizéssemos empréstimos (que levaríamos uma vida para pagar); comprou alguns jogadores com o seu próprio dinheiro e, quando foram vendidos, deixou o lucro ao Palmeiras; reclamou, publicamente, das tramoias do apito, saindo em defesa do Verdão;  nos deu um Centro de Excelência, maravilhoso, moderno, de presente… e mais do que tudo, comprou e venceu a “briga” com a WTorre, que pensava em se apropriar de nossas cadeiras no Allianz. Paulo Nobre literalmente ressuscitou o Palmeiras, o colocou de pé. Foi buscá-lo no fundo do poço e o colocou lá no alto. Nenhum outro fez tanto, e nenhum outro pegou o Palmeiras no estado em que PN o encontrou.

Hoje, tudo quanto é jogador fica louquinho para jogar no Palmeiras… hoje, os jogadores escolhem o Palmeiras… nós contratamos quem queremos, pagamos salários em dia, brigamos com o, monetariamente poderoso, mercado chinês… e ganhamos. Hoje tudo é alegria, é esperança, é acreditar em títulos com os quais antes nem podíamos sonhar.

Ainnn, mas o Palmeiras não é banco… Não é mesmo. É um clube muito bem administrado, com finanças muito bem cuidadas, que passou a ter novas e boas fontes de receita, que passou a ter dinheiro, credibilidade, sossego (ele tinha fechado todas as brechas por onde a rataiada fazia a festa). E foi por causa disso que o futebol do Palmeiras ressurgiu, a força do nosso time voltou, os bons jogadores, os títulos e o orgulho da torcida também voltaram.

Paulo Nobre, que nos deixou um maravilhoso legado, terminou o seu mandato em 2016, indicou o seu vice-presidente, Maurício Galiotte,  à sucessão, o ajudou a se eleger,  e Maurício, que tomou posse em 15 Dezembro, de 2016, comandará o clube no biênio 2017/2018.

A temporada 2017 está começando, já fizemos uma partida pelo Paulistão e obtivemos a nossa primeira vitória… O comandante é Eduardo Baptista, nosso time – se é que o Mattos (a melhor contratação de Paulo Nobre) não vai trazer mais ninguém – agora está montado. A contratação de Borja, há dois dias, parece ter fechado a conta. Para essa temporada, oito novos e muito bons jogadores se juntaram ao time campeão brasileiro de 2016:

Borja – Miguel Ángel Borja Hernández, colombiano, ex-Atlético Nacional-COL, 24 anos, atacante, campeão da Copa Sul-americana/2015, Super Liga da Colômbia/2015, Copa Libertadores da América/2016, Copa Colômbia/2016, eleito pelo El País como melhor jogador da América do Sul no ano passado.

Guerra – Alejandro Abraham Guerra Morales, venezuelano, ex-Atlético Nacional-COL, 31 anos, meia, campeão venezuelano 2003–04, 2005–06, 2006–07, 20080-09 e 2009–10, campeão da Copa Venezuela/2009,  Copa da Colômbia/2016, Copa Libertadores da América/2016; foi eleito o melhor jogador da competição e o terceiro melhor jogador da América do Sul(o segundo foi Gabriel Jesus).

Felipe Melo – Felipe Melo de Carvalhoex-Internazionale de Milão, 33 anos, joga como volante e zagueiro,  com títulos conquistados pelo Flamengo, Cruzeiro, Galatassaray (Turquia), Campeão da Copa das Confederações-2009 com a Seleção Brasileira, titular na Copa do Mundo 2010, eleito o melhor meio-campista do campeonato italiano de futebol de 2008-09.

Michel Bastos – Michel Fernandes Bastos, ex-São Paulo, 33 anos, atua como meia, ponta ou lateral-esquerdo, conquistou a Copa da França 2011/12 e Super Copa da França/2012, defendeu a seleção brasileira em 2009, foi titular na Copa do Mundo 2010, recebeu o Troféu de Prata no campeonato brasileiro 2005, como  lateral-esquerdo, foi o melhor volante da “Ligue1” (FRA)-2008/09, foi o melhor jogador do São Paulo no Campeonato Paulista de 2015.

Willian Bigode – Willian Gomes de Siqueiraex-Cruzeiro, 30 anos, atacante, foi Campeão Brasileiro 2011 e da Libertadores 2012, pelo Corinthians, Campeão Brasileiro 2013 e 2014 e Campeão Mineiro 2014 pelo Cruzeiro, recebeu o Troféu Mesa Redonda como Revelação do Brasileiro 2011.

Keno – Marcos da Silva França, ex-Santa Cruz, 27 anos, atacante, conquistou o Campeonato Baiano da Segunda Divisão com Botafogo da BA;  pelo Santa Cruz foi campeão da Copa Chico Science 2016, Copa do Nordeste 2016, campeão pernambucano 2016. Fez parte da seleção do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste, quando foi eleito a Revelação da Copa.

Raphael Veiga – Raphael Cavalcante Veiga, ex-Coritiba, 21 anos, meia, atua como profissional há apenas um ano.

Hyoran – Hyoran Cauê Dalmoro, ex-Chapecoense, 23 anos, meia, conquistou o Campeonato Catarinense-2016 e a Copa Sul-americana 2016.

O Palmeiras está pronto para a nova temporada. Tem mais do que um time excelente, tem um elenco excelente. Nosso time reserva é seguramente melhor do que qualquer outro time aqui no Brasil.

Se vamos ganhar os títulos que 2017 coloca em disputa, não podemos saber, essas coisas se resolvem em campo, mas, temos certeza, vamos brigar por eles… e com totais condições de conquistá-los.

PODE COMEÇAR, 2017! AGORA SIM ESTAMOS PRONTOS!