“O invejoso emagrece com a abundância do outro”. – Quinto Horácio Flaco
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No dia de ontem, o presidente do ‘lava jato’ (citado em delação na Operação Lava Jato), o  “Cara de Areia “, como é chamado por muitos torcedores, deu uma entrevista coletiva (não sei se foi bem uma coletiva ou uma sessão psicanalítica onde ele acabou revelando uma boa dose de frustração em relação à confortável situação que vive o Palmeiras e ao chapéu que levou quando Dudu foi contratado pelo rival). Esquecendo que é presidente de outro clube, e não do Palmeiras, ele praticamente só falou do… Palmeiras! O teor da coletiva foi digno de vergonha alheia, foi aquele momento em que uma pessoa esquece todas as regras de ética, de fair play,  momento em que a pessoa passa vergonha ‘no débito e no crédito’ e, sem o menor constrangimento, externa o seu lado B, focando unicamente no seu objeto de obsessão (o Palmeiras). Ficou com uma cara tão grande de  “ai que inveja eu tenho de você”.

Fico na dúvida… não sei se ele quer tirar o foco do esquema picareta que rolou na final do Paulistão (com a participação até da Federação Paulista), e que favoreceu o seu clube (será que está com raivinha porque o Palmeiras escancarou a mutreta?) -, não sei se ele está querendo se mostrar tão “administrador”, por estar querendo um emprego no Verdão – se sim, favor enviar currículo para rh@palmeiras.com.br -, se quer tirar o foco da vitória espetacular do Palmeiras em La Bombonera, ou se é só despeito mesmo, uma “síndrome de viralatice”,  um se ‘sentir inferiorizado e incapaz’ e, por isso,  atacar quem está num nível em que ele, muito provavelmente gostaria de estar, mas que não se sente capaz de atingir. Por esse motivo – e essa é a impressão que dá – é que ele deve ter dito ao final da coletiva – onde tentou apenas indispor jogadores do Palmeiras com a diretoria do Palmeiras: “quero botar fogo lá”. É significativa essa frase, e o ranço que ela contém… Como não consegue superar o rival, tampouco se igualar a ele, e não está sabendo lidar com isso, ele quer atrapalhar a vida do rival? É isso mesmo? E ele parece não se importar em quão patife essa atitude possa ser. É a chamada assinatura do recibo de incompetência…

E o sujeito, que era considerado o braço direito do representante da MSI – a “empresa” que lavava dinheiro de crimes de máfia russa no Brasil e para a qual o clube de Itaquera serviu de lavanderia (comprovada com escutas telefônicas obtidas  pela PF) -, o sujeito que, num prazo de mais ou menos 6 anos, não teve a capacidade e a competência de vender os naming-rights do Itaquerão – o estádio construído com dinheiro público, envolvido em pagamento de propinas, e cujas prestações não são pagas –  esse sujeito, cuja intenção é conturbar as coisas no Palmeiras (ele mesmo afirmou isso), que se sente tão incomodado com o poderio do Palmeiras para contratar, diz que o Palmeiras não é bem administrado (hahaha), e acha que pode dar palpite nas coisas do Palmeiras;  e imagina que sabe quem o Palmeiras quer contratar e quanto ele pretende pagar (hahaha de novo); e acha que adivinha qual é o salário dos jogadores do Palmeiras (mesmo que adivinhasse, não teria o direito de revelar os valores); e ousa pensar que pode ensinar à diretoria palestrina como ela deve usar seu dinheiro, como deve investi-lo, como deve pagar os salários de seus atletas; esse Cara de Areia só não acha, não sabe, não se toca que o destino dele é Itaquera e não Perdizes… que ele não tem absolutamente nada a ver com o Palmeiras e que o clube dele é  outro…

‘Sabe tudo’ o Cara de Areia, e joga “limpinho”, né? SQN. Mas vender os naming rights do Esmolão que é bom…

E já que ele acha que sabe tanto, que é um gênio das finanças, que é “O” administrador de clube,  por que será que ele não foi resolver os problemas financeiros e dar palpites lá na beira do rio? Por que não se preocupou com o atraso de salários de alguns de atletas do ‘lava jato’? Por que não se preocupou com os muitos calotes dados pelo seu clube?  Por que não deu coletiva para ‘ensinar administração’ para os dirigentes da gestão anterior à sua? Por que ele não quita as dívidas que o clube ainda tem com jogadores e agentes, com ex-técnico? Por que ele não paga as prestações do Itaquerão?

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Então, né?? A cara não é só de areia… é de pau também.

 

 

 

 

O presidente do clube “Lava-jato”, Roberto de Andrade (eu nem sabia quem era a figura), em entrevista coletiva, e numa “elegância” imensa, citou a parceria entre Crefisa e Palmeiras:

“Ninguém mais nesse mundo tem dinheiro mais que banco, é desleal. Todos os clubes relatam a mesma situação. Esse é um caso a parte, um ponto fora da curva”.

Pronto! O Palmeiras é o responsável pela incompetência administrativa do time dele, pela falta de um patrocinador forte. Só pela frase do sujeito, pela argumentação, já dá pra ver que, além de muito amador, incapaz… ele também é muito cara de pau. Começa que ele não tem nada a ver com o Palmeiras, ele tem a ver com o clube dele, tem que se preocupar com os problemas que tem lá. E é muito pequeno da sua parte ficar se vitimizando, procurando a culpa no outro, para desculpar a sua própria incapacidade administrativa de gerar receitas para o seu clube, de conseguir um patrocinador forte. E tirar os incompetentes do poder e colocar gente séria para administrar o clube – como o Palmeiras fez -, reestruturar as finanças e a casa, nem pensar, né?

O Palmeiras (de Paulo Nobre) passa dois anos, sem patrocínio máster, reestruturando o clube, as finanças, tapando os vazamentos por onde escoavam o dinheiro do futebol (clube social, Palmeiras B…), segurando a bronca imensa da sua torcida, faz o Avanti explodir em número de adesões,  e com uma gestão séria, transparente, torna o clube atraente para investidores, traz um patrocinador forte, e com a força da exposição em sua camisa, faz a marca Crefisa ser muito conhecida, e proporciona ao investidor um retorno de mais de 1 bilhão (não foi à toa que o contrato foi renovado e com valores mais  elevados) – não caiu nada do céu -, e o dirigente ‘lava-jato’, amador, incapaz, do clube que vive de trambique, de dirigentes aproveitadores  – Andrés Sanchez, é investigado por ter aparecido na planilha da Odebrecht como o recebedor de propina de R$ 500 mil nas mutretas da construção do Itaquerão – afirma que o Palmeiras é que é desleal?

Mas isso aqui  não era desleal, né?

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R$ 80 milhões no ano… R$ 400 milhões nos naming-rights (que o clube, há anos, não consegue vender)… ajudar o time com reforços… astro alemão, argentino ou holandês, da seleção de seu país, já bem encaminhado para a próxima temporada… Que maravilha! O patrocínio dos sonhos, com valores bem maiores do que os dos outros clubes… E tudo isso anunciado na imprensa com muita alegria por parte dos dirigentes e dos jornalistas também – os mesmos que agora acham sempre um jeito de reclamar da parceria Palmeiras-Crefisa…

Pena – pra eles – que não deu certo, né? Pena que a empresa era de fachada (e sabe-se lá de onde viria tanto dinheiro como foi anunciado, sabe-se lá quem colocaria mesmo o dinheiro no clube)… Pena que a empresa, que “ia investir tantos milhões”, não possuía nem CNPJ e, tão logo isso foi descoberto, por um garoto, um blogueiro, e passou a ser de conhecimento público, tão logo a o cheiro de trambique se fez sentir, ela sumiu do mapa e da camisa ‘lava-jato’ e nunca mais se ouviu falar dela.

Mas o problema é o Palmeiras… é ele que inflama alguns cotovelos… e não sou eu que digo…

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Estavam loucos para conseguirem um patrocínio de valor maior do que o do Palmeiras, e o Palmeiras é desleal por ter conseguido patrocínio aos moldes do patrocínio que eles tanto queriam ter e chegaram até a anunciar? Então, né?

“Leal” mesmo é ser sustentado por banco/muleta estatal (A CAIXA é banco?? UIA!!), com valores maiores do que os que são pagos a outros clubes… é lavar dinheiro de crimes da máfia russa com a MSI (a PF comprovou isso) e comprar campeonato (BRA 2005) com ele…  é passar 36 rodadas num Brasileirão (2015) sem um único pênalti assinalado, mesmo tendo cometido muitos… é conseguir mais de 15 pontos – e o título – no apito… é conseguir ter um estádio, no trambique, com propinas, com vergonhosas e arranjadas isenções de impostos e muito dinheiro roubado do povo e nem assim pagar as prestações (a obra, além de escusa desde a sua idealização pelo corrupto-mor do país, foi superfaturada)… “Leal” é receber da TV 40% do total das receitas do clube – valores muito maiores do que os outros clubes recebem, e muito maior do que a Crefisa paga ao Palmeiras… Aí é o ponto dentro da curva, não é? Aí, os outros clubes que se danem. Se não paga as dívidas, se não honra compromissos, é porque o clube é caloteiro mesmo, e a administração é amadora.  

VAI CARPIR UM LOTE, GAMBÁ! E passa Gelol nos cotovelos e óleo de peroba nessa sua cara de pau!

Com o Palmeiras na iminência de conquistar um campeonato brasileiro – tem 98% de chances; falta só 1 ponto, que precisa ser conquistado para o Verdão ser campeão -, o pessoal perde um pouco a noção do que escrever nas redações por aí. O braço fica pesado por causa do cotovelo inchado, a articulação fica travada, e a escrita fica um tanto quanto comprometida…

A (falta de) pauta da vez é saber como era o mundo em 1994, ou o que mudou de 94 pra cá, é falar em “fila”… Por um acaso você leu algo parecido com isso em 1990, por exemplo, quando um time conseguiu conquistar um campeonato nacional pela primeira vez, 31 anos depois do campeonato começar a ser disputado? Leu algo parecido quando o Galo – sem ganhar o campeonato há 45 anos –  liderava o Brasileirão ano passado (antes de ser tirado da liderança no apito), ou quando o Santos ganhou o Brasileiro em 2002, depois de 34 anos da sua última conquista na competição? Não, né? Então…

E teve muito clube aí com jejuns consideráveis de campeonatos brasileiros…

Santos – 34 anos – de 1968 à 2002
Corinthians – 31 anos –  de 1959 à 1990 (quando conquistou seu primeiro título nacional)
São Paulo – 18 anos – de 1959 à 1977
Flamengo – 21 anos – de 1959 à 1980
Fluminense – 17 anos – de 1992 à 2009
Vasco – 16 anos – a última conquista foi em 2000
Botafogo – 27 anos – de 1968 à 1995
Inter – 37 anos – a última conquista foi em 1979
Grêmio – 22 anos – de 1959 à 1981 (atualmente, está há 20 anos sem conquistar o campeonato)
Cruzeiro – 37 anos – de 1966 à 2003
Atlético-MG – 45 anos – ganhou seu único título em 1971

No entanto, ‘estar na fila’ é outra coisa, é estar na seca, sem conquistar nada, nem um par ou ímpar. Não tem fila nenhuma para o Palmeiras, afinal, nesses 22 anos, ele conquistou 9 títulos: 1996 (Paulistão), 1998 (Copa do Brasil), 1998 (Copa Mercosul), 1999 (Libertadores), 2000 (Copa dos Campeões), 2000 (Copa Rio-SP), 2008 (Paulistão), 2012 (Copa do Brasil), 2015 (Copa do Brasil).

Mas ele ficou 22 anos sem conquistar um campeonato brasileiro, é verdade, e a press quer saber o que mudou nesses 22 anos…

Embora muita coisa tenha mudado no mundo desde o último campeonato brasileiro conquistado pelo Palmeiras em 1994, no futebol algumas coisas parecem estar exatamente iguais hoje, em 2016…

– Em 1994, o clube mais bem estruturado e mais bem administrado do Brasil era o Palmeiras. Em 2016, o clube mais bem estruturado e mais bem administrado do Brasil é o… Palmeiras.

– Em 1994, o clube que tinha mais receitas, o que faturava mais, era o Palmeiras. Em 2016…… é o Palmeiras também.

– Em 1994, a camisa de time mais valiosa do país era a do Palmeiras; em 2016, a camisa mais valiosa do Brasil é a do Palmeiras.

– Em 1994, o clube onde os jogadores todos preferiam jogar era o Palmeiras. Em 2016, eles continuam preferindo jogar no Palmeiras.

– Em 1994, o clube com mais títulos nacionais era o Palmeiras; em 2016, o clube com mais títulos nacionais continua sendo o Palmeiras (nenhum clube conseguiu a façanha de ultrapassá-lo nesses 22 anos).

– Em 1994, o grande freguês do Palmeiras era o ‘Cu rintia’; em 2016, o freguês continua o mesmo.

– Em 94, a torcida mais apaixonada e diferenciada do Brasil era a do Palmeiras; em 2016, continua sendo a do Palmeiras.

Agora, tem uma coisinha que não mudou, mas aumentou assustadoramente… a inveja dos rivais, principalmente os da imprensinha – que pareciam mais profissionais e isentos em 1994. Não tem jeito, gente. Entra pra seita… a “seita” que dói menos!