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Depois da derrota para o maior rival, em pleno Allianz (infelizmente, uma derrota merecida, pela falta de ousadia, pela falta de organização do time verde em campo – não é a toa que tantos jogadores tenham caído de produção ao mesmo tempo -, pela posse de bola muito maior que a do adversário (63% para o Palmeiras) e, mesmo assim, a insistência na jogada – e só nela – de bola levantada na área, com muitos erros  nos cruzamentos; pela aplicação tática e organização do time adversário – que sabe dos seus limites e faz o simples, o “feijão com arroz”, certinho, sem nenhum extra, que marca incansavelmente, que faz cera, sem sentir nenhuma vergonha disso), depois de praticamente darmos adeus ao campeonato (faltando muitas rodadas, matematicamente ainda há boas chances, mas é difícil), depois do desgosto que essa derrota nos trouxe, ninguém imaginaria que o Allianz estaria lotado para Palmeiras x Vitória…

Manhã de domingo e mais de 36 mil torcedores estavam no jogo. O amor dessa torcida pelo seu clube é algo que precisa ser estudado…

Eu cheguei bem atrasada e, antes mesmo de subir para o meu setor, vi pela televisão do corredor que o Palmeiras perdia por 1 x 0… Como assim?

Ao chegar ao meu lugar,  meus amigos me informaram que o Palmeiras tinha começado bem o jogo, mas, num erro de passe e num chute de longa distância, que bateu na trave e entrou, tínhamos tomado o  gol.

Eu não acreditava que iríamos perder aquele jogo… não, com os jogadores que temos, que são, sim, melhores do que os que a maioria dos clubes possuem em seus elencos – basta apenas o Cuca acertar as coisas, dar padrão ao time, acertar o posicionamento da defesa e parar de inventar (ele manja do assunto, tem totais condições de acertar isso), basta ao time  colocar a cabeça no lugar, que o pé automaticamente entra na forma também.

Da mesma maneira que, no jogo anterior, a gente sabia que  a  ‘Lua estava em Saturno’ e o Palmeiras não iria marcar gol nem se jogasse mais 4 tempos, nós sentíamos que ali, diante do Vitória, nosso gol estava chegando… o sangue parmera esquenta mais nas veias na iminência de gols…

Falta para o Palmeiras, Dudu na cobrança: “Capricha, Dudu”. (Mal sabia eu, que era ele mesmo, o craque do time, nosso “soldadinho de chumbo”,  de quem eu sempre espero as melhores jogadas, que comandaria a nossa futebolística manhã de domingo). Duduzinho cruzou na área e Mina, que é sempre um perigo por ali, foi derrubado por Wallace. Milagrosamente, o juiz assinalou a penalidade – digo “milagrosamente”, porque, em algumas partidas anteriores, o Palmeiras sofreu pênaltis, legítimos, que foram ignorados pelos árbitros.

Os imprenseiros disseram na TV – eu soube depois – que ‘o lance foi muito polêmico’, que não houve nada’; outros escreveram que ‘o árbitro errou’, que ‘Mina se jogou na área’ e, mesmo após a partida, depois de cansarem de rever as imagens,  continuaram sugerindo que o Palmeiras tinha sido beneficiado.

Até passaria a ser verdade isso, se a imagem não mostrasse que Mina quase tinha sido castrado no lance… Na imagem abaixo, é muito fácil observar, se Mina não estivesse usando  uma bermuda embaixo do calção, teria ficado com os ‘acessórios’ todos de fora. O lado direito do seu calção, na mão do jogador do Vitória (repara nas listras), foi parar lá do lado esquerdo de tanto que foi puxado… Mas “não houve falta”, tá?

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Pênalti bem marcado… bola na marca da cal… Guedes,  nosso “Princeso”, que tá virando o  homem dos pênaltis, foi para a cobrança… chute forte, no canto superior esquerdo… bola de um lado, goleiro de outro e GOL DO PALMEIRAS! Mal a bola tocara a rede e o Allianz dava o seu enorme grito de gol…

“O Palmeiras é o  time da virada… o Palmeiras é o time do amor.” A torcida, cantando muito, fazia a arena vibrar e chamava a virada de jogo…

O telão nos mostrava que estávamos com 45′, quando, na jogada de Guerra com Dudu, o baixinho tocou rápido, a bola bateu no jogador do Vitória e ia sobrar para os defensores, Guerra, esperto, chegou pelo meio de dois adversários,  corrigiu o lance e deu um toque na bola, Duduzinho, entrando rápido pelo meio, chutou direto pro fundo da rede do Vitória (não pense que, na hora, ávida pelo segundo gol, eu consegui observar tão detalhadamente a jogada  rsrs)…. e o baixinho, craque,  cheio de raça,  veio comemorar bem ali na minha frente. E eu, que “gosto pouco dele”, adorei.

Virada do Verdão!  E o placar fazia jus ao time que  jogou mais. E o intervalo foi de festa no Allianz.

Para a segunda etapa, eu esperava que o Palmeiras administrasse a vitória parcial e, se  possível, fizesse mais um, pra garantir uma  segunda etapa  tranquila. E ela até seria tranquila se não fosse a arbitragem…

Cinco minutos de jogo, Guerra fez um lançamento lindo lá na frente, Dudu apareceu e ficou com a bola, mas foi marcado impedimento… mandrake.  Logo em seguida, Willian entrou na área, o jogador do Vitória fez a carga, por trás, no jogador do Palmeiras, o derrubou, e o juiz nada marcou, o bandeira “nada viu”, e o auxiliar de linha de fundo também “não viu nada”…

O Palmeiras, se não era brilhante e ainda cometia erros, fazia uma partida muito melhor do que as duas anteriores e levava perigo.  O adversário, por sua vez tentava pressionar o Palmeiras, mas  se descuidava, e deixava espaços.

Cuca chamou Michel Bastos pro jogo, pena que quem saiu foi o Guerra. Tirar o Guerra? Não entendemos nada na hora, mas ficamos achando que ele é quem havia pedido pra sair…

O Palmeiras ia chegando, mas o terceiro gol não saía…

Foi então que Dudu, o craque da camisa número 7 mais linda do mundo, saindo do meio de campo, e com dois adversários em sua cola, puxou contra ataque pela direita, foi até a linha de fundo; pensei que fossem jogá-lo pra fora de campo,  mas ele levou a melhor sobre os dois adversários e cruzou na área, Guedes deu um  toquinho mais atrás, e para o lado esquerdo, por onde entrava Willian, ele chutou, a bola pegou a trave, voltou para o meio da área e, flertando com Mayke, ela pedia: “Me chuta, me chuta”… e ele deu um chutão e estufou as redes, marcando o terceiro do Palmeiras. Quanta alegria! Festa na manhã de domingo…

Cuca chamou o Zé e sacou o Pitbull. E o Pitbull foi muito aplaudido na saída. Por mim, Felipe Melo não sai  do time nunca, além do seu futebol, do qual eu gosto muito, ele traz a energia e a vibração que motiva os companheiros e que precisamos em campo, mas,  como ele estava voltando  de contusão, sem ritmo, e como estávamos ganhando, eu não tinha motivos para reclamar de nada.

E nem daria pra reclamar mesmo, porque, uns minutinhos depois, Mina, nosso “zagueiro de Troia” (ele tem um atacante dentro dele e os adversários não sabem) deu uma arrancada pela direita e tocou pro Michel Bastos, e o Michel deu uma enfiada de bola, em diagonal, linda, lá pra área… adivinha quem chegou na maior velocidade e enfiou ela no gol?? Adivinha? D U D U !  O baixinho estava impossível! O Allianz explodia em alegria.

Três minutos depois, aos 34′, Cuca sacou Dudu (imaginei que fosse para poupá-lo) e chamou Borja (esse ainda vai se acertar e administrar essa pressão e expectativa exageradas, que colocamos nele, e render tudo o que esperamos). E o Allianz aplaudiu muito nosso pequeno gigante.

Tranquilo, ganhando por 4 x 1, o Palmeiras se distraiu, a defesa bateu cabeça… Egídio levou um chapéu de David lá atrás, o atacante do Vitória desceu rápido e, marcado por Dracena, tocou para André Lima, Mina não conseguiu evitar que ele cruzasse na área de volta para David, que chutou pro gol e descontou sem chances para Prass.

Borja quase faria o quinto gol,  mas a bola passou rente à trave… e o  jogo acabou assim.

Vitória justa e merecida do Verdão. E de goleada… é mais gostoso.

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E não é que o time do Palmeiras começa a se ajustar?

Eu já tinha gostado do Palmeiras contra o São Bernardo, do time mais acertado, da vitória tranquila por 2 x 0, tinha gostado das substituições que o Eduardo Baptista fizera na segunda etapa, quando conseguimos marcar os dois gols da partida – Michel Bastos arrasou, entrou e mudou o jogo; Raphael Veiga também me agradou bastante. Achei que o time já dava mostras que ia dar liga.

E então, no domingo, o Palmeiras foi enfrentar o Linense, em Araraquara, pela quarta rodada do Campeonato Paulista… e que delícia de futebol ele apresentou para os muitos palmeirenses que lá estavam, e para os milhões que acompanharam pela TV.

Eduardo deu uma mudada no time escalando Michel Bastos, Raphael Veiga – nem poderia ser diferente depois do que os dois apresentaram na partida anterior -, Egídio e, na zaga, Mina estava de volta.

E o Palmeiras não teve dificuldade alguma para vencer e golear o Linense, que não nos deu trabalho, a não ser e duas ocasiões em que Prass e, depois, Vitor Hugo resolveram bem. As únicas dificuldades que o Linense nos causou foram a cera picareta (o goleiro, ator, simulou ter sofrido agressões de jogadores palmeirenses que nem sequer encostaram nele. Deveria ter tomado uns oito gols o filho da mãe) e as botinadas. Logo no início da partida, aos 9′,  Zé Antonio entrou rasgando em Moisés – acertou o joelho do palmeirense, de lado, rompendo os ligamentos todos -, mandando-o direto para o hospital. Que tristeza… Gambá Oliveira, o árbitro, como faz sempre que apita jogo do Palmeiras, nem amarelo deu pra ele. É a segunda vez que esse mesmo Zé Antonio lesiona o Moisés, a outra foi no ano passado – mas “o Felipe Melo é violento”. Desta vez, Moisés deverá ficar seis meses parado, no mínimo. Vou falar sobre isso na próxima postagem.

Sem Moisés, Eduardo chamou Keno pro jogo e ele se ajustou direitinho ao time, ajudando o Palmeiras a voar em campo.  Passes precisos, time veloz, enfiadas de bola muito boas, o Palmeiras ia apertando o Linense em sua área.

Eu estava adorando o que estava vendo, Michel Bastos, Raphael Veiga, Willian e Keno pareciam jogar no Palmeiras há tempos. Tranquilos, fazendo o que sabem, sem aquela coisa de quem está chegando num time grande  – que acabou de ser campeão brasileiro –  e que precisa fazer um drible a mais, ou precisa se expor menos ao erro, ser mais cauteloso, para causar boa impressão, agradar a torcida… nada disso. Com muita vontade, eles batiam um bolão, driblavam quando tinham que driblar, chutavam ao gol quando achavam que deviam… livres, leves e soltos, não pareciam sentir o peso da camisa.

E ainda tinha o Felipe Melo, Mito, Mina, Jean, Egídio, Prass… todos comandados pelo nosso soldadinho de chumbo. Que partidaça do Duduzinho…

Aos 23′, quando já tínhamos criado várias oportunidades de gol, o placar começou a ser justo… Keno recuperou uma bola na direita, meteu pro meio da área, Dudu tentou chutar pro gol, mas foi travado, Michel Bastos voltou a bola para Dudu e ele deu um passe maravilhoso, em diagonal, pra Willian chutar forte, balançar a rede e colocar o Palmeiras à frente. Que gol bonito! A defesa do Linense está procurando o Dudu e o Willian até agora…

E, como estava fácil, três minutos depois, o Palmeiras resolveu balançar a rede de novo… De Prass pra Willian, lá na direita, já no campo de ataque, Willian mandou de cabeça para Duduzinho, que ajeitou e tocou pra Willian de novo, que já entrava pelo meio, e ele deu um passe lindo (parecido com o do Dudu no primeiro gol) para Raphael Veiga completar e mandar pro fundo da rede do bobão, que agora não fazia mais cera.

Lindo o futebol do Palmeiras, leve, envolvente… e a gente morrendo de alegria por isso.

Na segunda etapa, o Palmeiras continuou dominando o jogo. Logo de cara, Michel Bastos tentou uma bicicleta… Dois minutinhos depois, Willian roubou uma bola na entrada da área, passou pra Duduzinho, ele meteu de calcanhar pro Willian (de novo), que chutou pro gol obrigando o goleiro a fazer a defesa. O bandeira assinalou impedimento, que não existiu, e gambá de Oliveira, mesmo próximo do lance, embarcou na do auxiliar.

Aos 8′, Duduzinho cruzou, Zé Antonio (bem feito) tentando tirar, deu uma desviadinha, o Michel Bastos aproveitou e, de cabeça, na bola baixa,  guardou o terceiro. Faz cera aí, goleiro!!

Eduardo chamou Barrios pro jogo. Eu queria muito vê-lo em campo. Ainda que goste bastante do Willian, e que saiba que Borja veio pra ser titular, gostaria que Barrios tivesse uma sequência com esse time; ele é finalizador e agora temos bastante gente pra colocar a bola no pé dos atacantes.

Depois da troca de Willian por Barrios, foi a vez do Pitbull, que saiu bastante aplaudido, para dar lugar a Thiago Santos, outra fera.

Keno fez uma jogada linda, invadiu a área pela esquerda, tocou mais atrás, Barrios entrava pelo meio e chutou pro gol, o maledeto do goleiro defendeu. Eu queria muito um gol de Barrios… ter nossos atacantes todos com moral elevada e uma boa dose de auto estima pode nos ajudar bastante na temporada.

E não é que meu desejo se cumpriu? Egídio cobrou lateral mandando a bola para Barrios, ele protegeu direitinho chamando a marcação e tocou pro Dudu, enquanto avançava, sozinho (os seus marcadores ficaram de bobeira na jogada) esperando a devolução… a tabelinha foi linda e a conclusão de Barrios foi perfeita. Goleada verde, pra fechar a conta! Tchuuuuupa, Leonardo de Caprio falsificado (se preocupou mais em atuar do que pegar no gol)!

Passeio do Verdão, time veloz, leve, “liso”, escalações, substituições e esquema de jogo certinhos do Eduardo, Duduzinho com uma atuação soberba, parmerada feliz, cantando, comemorando… como deve ser.

As peças estão se encaixado, o futebol dos nossos craques está aparecendo… esse time está dando liga…

Quarta-feira tem mais… é dia de derby! E o jogo será lá no Itaquerão, o nosso salão de festas.  Se o Mina e o Mito derem conta do Drogba e do Pottker… “é nóis”. rsrsrs

PRA CIMA DELES, VERDÃO!! E MUITO BOA SORTE!

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Eu não via a hora de chegar o sábado… Vinte dias sem Palmeiras em campo estava sendo um castigo. Não via a hora, também, de ver como estaria o time depois do período em que o Cuca pôde treiná-lo; ver se o time estaria veloz, se teria um esquema de jogo que funcionasse, se os jogadores estariam numa “vibe” diferente…

Tinha muito boas expectativas para o jogo, mas o Palmeiras me surpreendeu. Jogou fácil, sem tomar sustos, se impôs, pra valer, em seus domínios (sim, o adversário teve medo do Palmeiras) e deu o primeiro passo, dos 38 que precisará dar, rumo ao título.

O Allianz Parque estava lindo, cheio de gente (34 mil parmeras). As camisas mais maravilhosas do mundo desfilavam diante dos meus olhos. Todos os modelos atuais, alguns antigos também, estavam ali.

Não sei se foi por causa da saudade, da abstinência, mas deu um nó na garganta quando o Palmeiras, de camisa nova (linda), entrou em campo. Em alguns trechos do nosso “hino nacional” eu só mexi a boca, porque a voz tropeçou na garganta…

Iríamos ver o Palmeiras que Cuca imaginou para o Brasileirão. O lateral Tche Tche faria a sua estreia, Roger Guedes vinha de titular em lugar de Dudu, que ainda não estava apto pra jogo, Cleiton Xavier estava de volta… a torcida, com letras verdes em camisetas brancas, mandava o recado “Estamos juntos rumo ao título”. Título, que o técnico Cuca nos prometeu…

E só deu Palmeiras! Se compararmos os dois tempos de jogo, diremos que o primeiro – parte dele – foi mais equilibrado. Mas foi delicioso ver o Palmeiras jogar os 90 minutos sem sustos, com o Prass tranquilão, praticamente “de folga”; com Jesus, pra variar, levando muitas botinadas, desde os primeiros minutos de jogo; com Tche Tche e Jean trocando de posição em campo muitas vezes; com Cleiton Xavier fazendo uma bela partida; com a velocidade de Roger Guedes; com Barrios jogando bem;  com Jesus, desculpe a heresia, matador…

O Palmeiras marcou muito bem o Atlético, que se viu obrigado a, muitas vezes, tentar com lançamentos mais longos (isso não funciona, e sabemos muito bem). E, quando  tentou ficar com a posse de bola, sofreu com os contra ataques velozes do Palmeiras.

Achei que o juiz  deixou os adversários baterem, e não gostei disso nem um pouco.

Mas não dava nem tempo de ficar com raiva… a alegria era a palavra do dia. Cleiton lançou Jesus,  que desceu pela esquerda e cruzou na medida para Roger Guedes guardar. A bola ainda bateria em Thiago Heleno, mas, ao contrário do que disse a “press”, quem chutou mesmo foi o parmera.

Gol-RogerGuedes

Os adversários batiam um bocado, mas o juiz, que deixava de marcar muitas faltas cometidas pelo Atlético, resolveu dar um amarelo para… Barrios. E um amarelo totalmente “non-sense”.

Jean cruzou pra Jesus e ele foi atropelado na área pelo goleiro, levando uma cotovelada na cabeça e precisando de atendimento médico. Juizão não marcou nada. Como pode? Jesus à frente, e o goleiro Wewerton, tentando defender, chega por trás, dá uma cotovelada na cabeça dele, joga o corpo em cima dele o jogando no chão, e para o juiz não foi nada? Não há nenhuma regra que obrigue o jogador a se desmaterializar em campo para facilitar a defesa de um goleiro, né? Então…

cotovelada-goleiro-em-Jesus

Thiago Heleno levantou o pé  no rosto de Roger Guedes e o juiz, não marcou nada (contra o Palmeiras pode tudo)… essas coisas dão raiva, precisam ser lembradas e ditas, porque, muitas vezes, atrapalham e prejudicam o jogo do time que o juiz deixa apanhar.

E o árbitro causou uma confusão em campo… Barrios foi atingido por trás por Paulo André; o juiz parou o jogo e sinalizou que daria amarelo para… Barrios (ele cismou com o parmera, né?)!! Seria o segundo, e ele teria que expulsar o palmeirense  – por ter sofrido falta de Paulo André, vê se pode? Então, ele se tocou, ou foi avisado, do absurdo que ia fazer e, consertando a lambança, voltou atrás e deu (só) amarelo para o Paulo André – que  deu um carrinho por trás em Barrios, quando ele teria chance clara de gol. O Atlético, na maior cara de pau, ainda ficou reclamando.

Mas o Palmeiras mandou na primeira etapa (Tche TChe fazia uma bela estreia), e muitos ataques verdes se seguiram até o juiz apitar o final do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Verdão voltou avassalador, veloz e determinado a aumentar o placar. Troca de passes em velocidade entre Cleiton, Jesus, Barrios, Cleiton (de novo), que cruzou na área pra Jesus guardar o segundo do Verdão. Que gol lindooooo! O décimo gol de Jesus na temporada. E com 22 segundos de jogo! Allianz explodia em festa.

O Palmeiras mostrava uma boa evolução era leve, rápido… Jesus estava impossível e, de cabeça, quase fez mais um; o goleiro conseguiu tirar. Um minuto depois, aos 7′, Cleiton Xavier cobrou escanteio e Thiago Martins, no primeiro pau e meio de costas pro gol, se antecipou, e de cabeça meteu a bola na rede pra fazer o terceiro do Palmeiras. A goleada se desenhava… e a torcida quase morria de felicidade.

Léo, que já tinha batido bastante nos parmeras o jogo todo, foi expulso por falta em Jesus. E, como se não tivesse feito nada, saiu dizendo que o árbitro era fraco (a press também diria que foi uma suposta falta)… Aham! E ainda ficou barato para o Paulo André, que já tinha amarelo, e também acertou Jesus…

Expulsão-poodle

Era Verdão e só Verdão em campo… Jean, quase… Roger Guedes, quase… O Atlético não sabia nem de qual caminhão de mudança tinha caído.

Cuca substituiu Cleiton Xavier (que pedira substituição) por Moisés, depois Barrios por Alecsandro.

As chances verdes se mutiplicavam… a torcida fazia festa em lateral, ataque, desarme… era só alegria no Allianz, e todos sabiam que ia sair mais gol.

Rafa Marques entrou no lugar de Roger Guedes. E foi ele, Rafa, que uns minutinhos depois, aos 41′, enfiou uma bola pra Gabriel Jesus dominar com estilo, entrar na área, fuzilar o goleiro, marcar o seu segundo gol e o quarto do Verdão. E Jesus saiu “atirando pra todo lado” na comemoração. Coisa linda esse menino!

E o jogo terminou assim… 4 x 0 pro dono da casa para alegria imensa de sua torcida.

Foi só o primeiro passo, de 38 que teremos que dar em busca do título. Sabemos que nem tudo serão flores em nosso caminho (nunca é, pra nenhum time),  no entanto, num campeonato de pontos corridos, é preciso ter regularidade. Que o Palmeiras sabe jogar, e bem, eu sei, eu vi nessa rodada (e não foi por acaso) mas o time precisa encaixar e fazer com que passe a ser rotina goleadas como essa, vitórias tranquilas como essa, um adversário com medo do Palmeiras, como foi o Atlético-PR.

Vamos em frente, Verdão! Temos um título a  conquistar!

O Palmeiras fez a sua estreia na Copa do Brasil. E, tirando o fato que o gramado era péssimo, até parecia que o Palmeiras jogava em casa e não na Bahia. Tinha parmera lá que não acabava mais (ah, essa torcida que “encolhe”…) .

Acho simplesmente lindo ver os torcedores palmeirenses quando o Palmeiras vai jogar em outros estados. Fico tão feliz por eles poderem ver o Palmeiras também. E, por causa deles, nossos irmãos de sangue esmeralda, eu torço mais ainda pro Palmeiras vencer – se é que é possível ter como torcer mais do que eu torço.

E eles viram o Palmeiras golear! Mesmo com o gramado ruim, mesmo com o adversário acostumado ao gramado ruim, o Palmeiras jogou bem e foi superior a partida toda (Robinho joga muuuuito). Venceu, convenceu, e goleou o adversário. Imagina se o gramado fosse bom?

No início, nos primeiros dez minutos, o Palmeiras parecia fazer apenas o reconhecimento da área… Aos 12′, Dudu, liso como ele só, sofreu pênalti e o juiz marcou – depois de duas penalidades ignoradas pela arbitragem no jogo anterior, fiquei maravilhada com a marcação. Cristaldo, lindo, seguro de si, cobrou e guardou.

O Palmeiras continuou buscando o seu gol nas jogadas com Robinho, Dudu, Cristaldo… Já no finalzinho, os adversários, líderes do campeonato baiano, levaram perigo em duas oportunidades, só que o Prass estava esperto e fez duas defesas importantíssimas.  E o primeiro tempo ficou no 1 x 0 mesmo.

Na segunda etapa, logo nos primeiros segundos, Arouca arriscou de longe e a bola passou raspando… cobrança de falta de João Paulo, e quase que o Cristaldo, na área, fica com a bola…

Depois disso,  as jogadas de gol pareciam ter sumido do jogo. Mas, aos 18′, os adversários empataram a partida. Carlinhos entrou na área e, quase da linha de fundo, tocou pra trás para Tatu. Prass nada pôde fazer. Nem deu tempo deles comemorarem, nem deu tempo de nos entristecermos com o gol sofrido… no minuto seguinte, numa jogada idêntica, Robinho avançou pela direita e cruzou pra trás, pro meio da área, Allione vinha chegando e guardou ela na rede – o comentarista Belletti, que elogiara o Carlinhos pela assistência no gol baiano, e o Tatu, pela conclusão, depois do gol do Palmeiras em jogada igual, não elogiou o Robinho e nem o Allione, e disse apenas que os dois gols são de jogada de treinamento. “Esperteeeenho”.

O coração dos parmeras, espalhados pelo mundo todo, explodiu de felicidade. Os tempos agora são outros, sim senhor!

E como os tempos são outros, o Verdão queria marcar mais gols, e continuou fazendo boas jogadas, continuou visando o gol adversário, e, aos 33′, num lance dentro da área, a bola sobrou para o Robinho lindo, e ele, de pé esquerdo, que chuta com a mesma competência do direito, buscou o canto e guardou. Que golaço! Nossos irmãos da Bahia, e de estados próximos à Bahia também, iam à loucura. Diante da TV, nós também enlouquecíamos de alegria.

E, para os que reclamam que Oswaldo não grita com o time, a TV mostrava o nosso técnico, braços abertos e  gritando do lado de fora do campo.

O Palmeiras queria mais, e ia buscar. Quatro minutinhos depois do gol, Leandro Pereira, que entrara no lugar do CR9, dividiu com os zagueiros (eu achei que fizeram um sanduíche dele) e a bola sobrou pro Duduzinho. E ele, que infernizou os adversários a partida toda, que merecia deixar o seu, balançou a rede baiana.

Festa na Bahia, festa no Brasil e no mundo! O nosso Palmeiras ganhou! Segunda partida é o escambau.

E hoje tem mais, contra o Bragantino, pelo Paulistão, e na nossa casa linda e maravilhosa. Até ontem, 25 mil ingressos tinham sido vendidos…

O ALLIANZ PARQUE VAI TREMER!! O Palmeiras vai jogar, nós vamos!

Eu não gosto mais do Palmeiras quando ele está numa fase boa, e nem gosto menos quando ele está numa fase ruim. Muito pelo contrário, meu amor pelo Verdão aumenta gigantescamente quando ele mais precisa da minha ajuda pra caminhar. E o respeito que sinto por ele é o mesmo em qualquer uma das situações. Não teria cabimento eu estar sempre pedindo para que respeitem o Palmeiras e eu mesma não respeitá-lo. É assim, buscando ser coerente (nem sempre consigo), que procuro me conduzir em relação ao Palmeiras e em relação a todos os outros setores da minha vida também.

Além do mais, a fase do Verdão é boa, a campanha idem, só o campeonato que ele disputa, herança da gestão passada, é que não é nada bom. E nem tão fácil de ser disputado como imaginam alguns. Principalmente, quando se é o Palmeiras, o maior vencedor nacional. Gramados horríveis, esburacados; times que fazem cera durante um jogo todo, desde o apito inicial até depois do apito final; botinadas até não querer mais, simulação de faltas, de agressões a cada esbarrão; faltas violentas sofridas e não marcadas, faltas normais, assinaladas como se fossem jogadas violentas (a impressão é a de que o Palmeiras tem que dar o exemplo e seguir as regras à risca, mas os outros não), até bandeirinha desmarcando pênalti a gente viu… e todo mundo quer fazer o “jogo da vida” diante do Campeão do Século.

Foi uma cansativa ‘volta ao mundo’ para que o Palmeiras reencontrasse a Série A. Ele teve que se reinventar e aprender a “pegada” desse tipo de torneio. Algo parecido com pegar um carro bacaninha e o colocar numa pista de milhares e milhares de quilômetros, cheia de pedras, buracos, atoleiros… se o carro não for de rally, não alcança a linha de chegada. E quantos torcedores querendo um time Ferrari para essa via-crucis toda.

A matemática nos diz que falta um ponto… Pra mim, não falta nada, o Palmeiras conquistou o título no sábado, diante do Joinville, diante daqueles que o amam , e diante de meia dúzia de bobocas, que não sabem se casam ou se compram uma bicicleta. Cantam o jogo todo: ÔÔÔ Vamos ganhar, porcooo!! E depois que o porco ganha, ele é insultado, vaiado… Nunca vi nada tão sem noção…

Mas era por isso, pra ver o meu Palmeiras encerrar esse capítulo Série B, da maneira que eu sonhei e desejei no dia em que caímos, que eu queria tanto uma vitória no sábado. Foi com a disposição de ver o meu time colocar a mão no título que eu fui ao Pacaembu. Fui pra comemorar. Sim, eu disse comemorar. A vergonha aconteceu ano passado. Hoje, não há nada do que se envergonhar, muito pelo contrário.

E a partida foi deliciosa! E você pode estar se perguntando: “O que pode ter de delicioso” num jogo da Série B, diante de um Joinville?”. Tudo. Principalmente se o outro time é o Palmeiras, e se ele tem um Mago…

Tão logo o juiz apitou, já percebemos que o Palmeiras ia pra cima do Joinville. Não tinha nem dez minutos de jogo e Leandro saiu driblando todo mundo, fazendo fila e, na frente da área, tocou pro “Caramujo”. Ele chutou, e a bola passou pertinho. Quase!

E o Márcio Araújo tava jogando bem. O time todo estava bem. Fiquei encantada quando vi que o Caramujinho, esperto, roubou uma bola na intermediária, avançou, passou pro Mago, que com um toque rápido, preciso, deixou Leandrinho na cara do gol (Valdivia pensa rápido demais). E o garoto meteu na rede! Pensa num monte de torcedores felizes, se abraçando…

Apesar de o placar não se alterar no restante do primeiro tempo, o Palmeiras continuou sobrando na partida. Valdivia dava uns passes tão lindos, mas a conclusão não saía. O Joinville só assustou uma vez, quando o seu jogador, depois de passar pelo André Luiz, se viu diante do Prass e chutou à queima-roupa. Que susto! Lá, na hora, a gente não conseguia entender como o Prass tinha defendido aquela bola e perguntávamos uns aos outros: “Como ele fez isso?” Que reflexo tem o Prass!

Apesar de estarmos vencendo, a gente queria mais um golzinho, queria uma vitória mais consistente. Ananias tinha entrado no lugar do Vinícius e se movimentava bem. Mas logo aos 9′, Leandro fez uma falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso (merece um puxão de orelhas do Kleina). Tava na cara que o Joinville ia querer se aproveitar.

Mas quem tem um Mago, tem o inesperado, tem o sortilégio, o encantamento… E o Mago recebeu pelo meio e deu um passe de gênio para Juninho, ou seria o Gênio recebeu pelo meio e deu um passe de mago para o Juninho? Tanto faz… foi lindo demais! Foi o futebol na sua melhor expressão: arte! Aquelas coisas que só poucos e bons conseguem fazer (Ah, se fosse o Neymar fazendo isso, né Press?). E Juninho, com a maior responsa de ter feito parte daquele momento mágico, não deixou por menos e, de primeira, estufou as redes. Coisa linda! Que alegria no Pacaembu! Que bonito ver o Palmeiras fazendo gol com uma categoria dessa!

Não sei se tocada pela magia, pelo gol, mas, de repente me dei conta de que o que pedi pro Papai do Céu para 2013, estava acontecendo diante dos meus olhos. Eu queria muito que o Palmeiras fosse campeão. Muito! Subir, sem o título, não seria o Palmeiras… e tava ali, era o Palmeiras, sim. Eu não conseguia segurar as lágrimas. Alegria, alívio se misturavam em meu coração e eu já não conseguia assimilar todos os lances do jogo.

O Palmeiras e o Mago sobravam em campo. Valdivia era o maestro do time, com assistências perfeitas – uma delas, genial – com dribles, entortadas no adversário, e quando ficamos com um jogador a menos, foi ele quem chamou o jogo, quem prendeu a bola quando tinha que prender,  que comandou o Palmeiras em campo. E ele continuava fazendo das suas, mas o terceiro gol não saía.

Até que, os 42′, Valdivia lançou Ananias pela direita, ele driblou o adversário, avançou com a bola dominada e cruzou pra área. Henrique fez a proteção e o Renatinho mandou pro gol, mas a bola, que tinha endereço certo, bateu num jogador do Joinville. Só que ela sobrou para Serginho e ele, iluminado (sempre deixa o dele) mandou pro gol e explodiu de alegria. Saiu correndo, alucinado, tirou a camisa e levou amarelo. Que regra idiota essa. Quantas botinadas passam impunes e uma explosão de alegria, do cara que sai do banco e marca um gol, é punida com cartão.

Eu não via mais nada… mal percebi que o juiz apitava o final de jogo, Valdivia, merecidamente, saía aplaudido e tinha seu nome gritado pela torcida. Meu coração gritava feliz: É Campeão! É Campeão! E eu não ousava duvidar dele.

Missão cumprida, meu mágico Palmeiras… Eu sei que faltava um ponto, mas, aqui comigo, que se dane a matemática… eu sei que o título é seu.

Comemoro hoje, e vou comemorar de novo quando esse pontinho chegar. Fui pra comemorar. Sim, eu disse comemorar. A vergonha aconteceu ano passado. Hoje, não há nada do que se envergonhar, muito pelo contrário. Não foi fácil chegarmos aqui (não tínhamos nem elenco suficiente para um coletivo quando 2013 começou). Vou comemorar termos feito as coisas da maneira certa, termos superado as dificuldades que encontramos; vou comemorar termos nos mostrado Palmeiras apesar de tudo o que nos aconteceu ano passado. Vou comemorar mais um título do meu time – comemoraria mesmo que fosse o de campeão de “Par ou Ímpar”, o de “campeão de Catar Conchinhas na Praia”…

Esse é apenas o começo do caminho de volta em busca dos títulos e dos momentos de glória!  E vamos fazer esse caminho juntos, Palmeiras! E de cabeça erguida, como deve ser.

E você, Série B, aproveita essas rodadas que faltam, pra ver de perto o maior campeão do Brasil, viu ? Olha bem direitinho, porque ele nunca mais vai voltar!

Booooora, Gigante! Pega logo essa taça, que temos um centenário pra planejar e festejar!!

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Como é bom quando o Palmeiras vence, quando não é assaltado pelos árbitros, quando a gente fica feliz depois de um jogo… Obrigada, Senhor!

Dia de jogo do Palmeiras é também dia dele ser roubado no apito… E, pra piorar, como ele perdera mandos de jogos por causa da briga de suas torcidas, na terça-feira o jogo era em Londrina, com transmissão só no PFC (não foi isso que a Globo fez em 2008, né?). O jeito era apelar para a NetCat (o gato na net) e assistir no “Premiau FC”.

Um pouco antes do jogo, tomei um banho, fiz um cafezinho e fui ouvir um pouco de música, tentando preparar o espírito para a roubalheira que viria e para todo aborrecimento que ela traria. Sim, somos a única torcida do país que já espera pelo prejuízo, uma vez que, “jogo sim e outro também”, a CBF “sorteia” um pau-mandado para apitar as partidas do Verdão. E parece que, quanto mais prejudicado o Palmeiras for, mais a CBF gosta do “pau-mandado”, porque o sujeito apita “que nem o nariz dele”, e é recompensado com arbitragens na série A, na rodada seguinte.

Ah, esse ‘país do futebol’… Parece até piada! Os péssimos árbitros dos jogos contra Avaí e ABC foram promovidos pra apitar na série A. Como pode, um árbitro que faz o resultado de uma partida, merecer que a CBF o recompense? Se  depois de um desastroso desempenho, ele recebe um prêmio, e não uma punição, posso concluir que foi por mérito, foi porque a entidade que cuida (?!) do futebol ficou plenamente satisfeita com o seu desempenho. Vergonhoso!

Mas a partida diante do Figueirense acabou sendo uma baita surpresa. Não pela deliciosa goleada que o Palmeiras aplicou no adversário e pelo estádio cheio de palmeirenses, e sim pela atuação quase imparcial do árbitro. Não fosse um mesmo jogador do Figueirense cometer dois pênaltis – um deles quando  Ananias ia pro gol – sem levar vermelho; não fosse uma pisada no pescoço de Serginho, uma voadora de William em Ananias, e o tal Artur, que acertou o Leandro (quando a bola estava fora de jogo), ficarem impunes, e poderíamos dizer que o juiz, Edivaldo Elias da Silva (PR), apitara corretamente. Mas, diante da roubalheira da qual o Palmeiras tem sido a vítima favorita e frequente, o fato de não termos tido um resultado fabricado pelo árbitro já foi uma dádiva dos céus. Acho que a CBF, que premia com a série A quem prejudica o Palmeiras, vai colocar de castigo esse aí e mandá-lo apitar a série D ou o campeonato de Sub-12.

Quando a partida começou, o Palmeiras, que ainda devia estar muito engasgado com a garfada que levou do tal Marcos André Gomes da Penha, árbitro da partida anterior,  estava bem mais acertadinho e determinado. Leandro recebeu pela esquerda, driblou três adversários e foi derrubado dentro da área. O juiz marcou o pênalti!!! Milagre!!! Quem podia imaginar… Temos penalidades, escandalosas e não marcadas, em quase todas as partidas, que eu pensei que os árbitros estivessem sendo proibidos por alguém de apitar pênaltis pro Palmeiras. Não dava nem pra acreditar que o juiz tivesse apitado! E com apenas 5′ de jogo, o lindo do “Lã” Kardec, tranquilo, foi lá e guardou. Que maravilha!

Eu estava assistindo no “Premiau” e o Chrome resolveu travar justo na hora do gol… mal sabia eu que ele não ia me deixar ver quase nada do jogo dali pra frente. Foi um sacrifício para acompanhar a delícia de goleada do Verdão (assisti ao VT depois).

O gramado era muito ruim e, talvez por isso, os erros de passe eram inúmeros, nas duas equipes. Prass fez umas duas defesas, o Palmeiras tentou numa jogada de Mendieta e Leandro, mas nada aconteceu. Já no finalzinho do primeiro tempo, Wendel saiu machucado e Ananias o substituiu.

O Palmeiras voltou do intervalo com Serginho no lugar de Leandro, que sentira o tornozelo; e não era pra menos, ele levou tanta botinada. E já aos 3′, tivemos um revival do início do primeiro tempo. Ananias invadiu a área, ia pro gol, mas foi derrubado por Douglas Marques (fez dois pênaltis no mesmo jogo e não tomou cartão vermelho).  E o juiz, milagrosamente, não assaltou o Palmeiras e assinalou a penalidade!! Tchuuupa, CBF!! Mendieta, com categoria, foi lá e guardou o segundo.

E o Palmeiras não deu mole. 4 minutos depois, Ananias (olha ele de novo), que tava liso como ele só, fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Alan Kardec. “Lã” Kardec nem fez força, cabeceou de levinho, de mansinho, a bola desviou no zagueiro e entrou. Se com 1 x 0 já não dava pro Figueirense, imagina com 3 x 0…

O adversário entregou os pontos de vez… Coube ao Palmeiras administrar o resultado, segurar mais a bola. Eu, que não tinha conseguido ver nenhum dos gols, tava rezando para o Palmeiras marcar mais um e eu poder ver. E não é que ele marcou mesmo?

Aos 38′, numa jogada linda, Juninho tocou pra Kardec e correu na frente pra receber. “Lã” Kardec enfiou a bola de volta pro Juninho, que entrou na área com o marcador em seu encalço e o goleiro já se posicionando à sua frente, mas ele deu uma paradinha esperta, goleiro e marcador se enroscaram e ficaram no chão, e então, Juninho rolou pra Serginho que estava livrinho, com o gol escancarado à sua frente e implorando para a bola entrar. Golaço!

Palmeiras 4 x 0 Figueirense.

O Figueirense – o goleiro, principalmente – reclamou da posição de Serginho no lance. Mas olha só como o palmeirense tava ‘impedido’, enquanto o goleiro e o zagueiro faziam o “quadradinho de 4”.

Serginho-posição-legal

Coisa linda a jogada. Coisa linda o meu Palmeiras, que vai voltar à Série A esbanjando competência e  com mais de 100 gols na temporada – já temos 99. Coisa linda a torcida gritando “Olé” no restante da partida…

Subir, a gente sabe que já subiu… Mas precisa ser na tal da matemática, né? Pois então vamos pra próxima… “tamo” subindooooo!!