“De nada adiantaria nadar se não houvesse terra à vista”

Então… Estamos longe ainda, mas já avistamos a terra… portanto, vamos continuar nadando sim. Mas como nos proteger dos  “tubarões”?

Encontramos (mais) um deles, no final de semana passado, enquanto “nadávamos” no RJ, quando enfrentamos o Fluminense… E quem diria? Justamente o Daronco,  um dos árbitros que não costuma prejudicar o Palmeiras… garfou nosso time sem cerimônia alguma.

Você espera uma semana para ver o seu time em campo e, no jogo, a arbitragem, gaúcha (tem time gaúcho a um pontinho do Palmeiras), dificulta a vida dele até não querer mais.

Ainda bem que o Palmeiras está 11 pontos distante do líder do campeonato…  se ele anda sendo tão prejudicado pelas arbitragens agora, imagina se estivesse/quando estiver na cola do amiguinho do apito, que perde o fêlego a olhos vistos mesmo recebendo uma mãozinha e tanto dos árbitros para conseguir “nadar” (contra o Vasco, gol de mão, visto e ignorado pelo auxiliar de linha de fundo, contra o SPFW, uma roubalheira desgraçada)?

Já tínhamos sido muito prejudicados há duas rodadas,  diante do Galo. Na ocasião, a arbitragem nos tirou dois pontos. E a coisa se repetiu na última partida (faz as contas, só nas últimas rodadas  2 pontos foram tirados do Palmeiras e 3 foram dados ao líder do campeonato. A diferença que é de 11 pontos agora, na verdade, seria de 6 pontos)…

Mas vamos por partes… O Verdão, mesmo tendo sido garfado, fez uma boa partida diante do Flu e venceu por 1 x 0, sem gol de mão, nada disso, muito pelo contrário, com um golaço de Egídio. E com a parmerada fazendo a maior festa nas arquibancadas do Maracanã.

A defesa esteve mais sólida e deu mais tranquilidade ao Verdão. Dracena jogou um bolão. Se as coisas correm bem lá atrás, imagino eu, os demais jogadores se sentem mais seguros, confiantes e a engrenagem funciona melhor. Prass esteve impecável! “Ainnn, tem que vender o Prass”, berravam alguns cornetas até outro dia. E Prass joga pra c…aramba.

E a partida poderia ter sido mais fácil, o Palmeiras poderia até ter goleado o Fluminense não fosse uma certa dificuldade nossa no ataque. Chegamos muitas vezes na área inimiga, mas, com exceção de uma bola tocada para o gol por Moisés, e que por capricho bateu na trave, nos enroscamos em todas elas… o golaço de Egídio, por exemplo, nasceu de um bate e rebate na área, de algumas tentativas frustradas de finalização, e de uma bola que sobrou pra ele, com um chute perfeito e de fora da área, guardar na gaveta do goleiro do Flu. Que golaço! Mas desperdiçamos muitas chances. Isso não pode. Teríamos que ter aproveitado melhor, caprichado mais nas finalizações e matado a pau.

Não gosto de Guerra ficar no banco e nem entrar no jogo – pra mim, nem Felipe Melo estaria fora do time -, vamos pro jogo com três atacantes e o meia fica no banco? Moisés ainda não voltou à sua melhor forma, a fazer tudo o que sabe. E ainda tem o Jean, que perdeu lugar na lateral para o Myke e Cuca parece que tem que achar um lugar para ele, então, o coloca no meio e senta Thiago Santos (nem relaciona o Pitbull)… sem contar que queima Borja sem nenhum remorso. Dessa vez, ele entrou aos 41′ do segundo tempo (não gosto disso. Não há a menor possibilidade de o jogador fazer nada com tão poucos minutos jogados. Cuca, desde que voltou, nunca dá chances pra ele. Penso que o técnico tem que ajudar todo o elenco a render o máximo, tem que fazer com que todos se sintam confiantes, e não preteridos. O Palmeiras só terá a ganhar com isso).

No ataque, Willian esteve bem, foi caçado pelos adversários, que desceram a botina nele sem dó, Dudu e Moisés também sofreram muitas faltas duras. O Fluminense bateu bastante. Muitas vezes, com a benevolência do Daronco, o árbitro da partida.

Pois foi  com essa mesma “benevolência” que, aos 25′ do primeiro tempo, e quando o jogo estava 0 x 0, árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo “deixaram de ver” esse pênalti em Dudu…

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Chutar o adversário é falta, e falta na área é pênalti. E, repare, o jogador do Fluminense não estava nem aí com a bola. Esqueceu dela e foi pra cima do Dudu, deu um pontapé nele. E não dá para acreditar que quando um atacante entra na área com a bola dominada, juiz, bandeira e auxiliar de linha de fundo estejam olhando para qualquer outro lugar, que não seja pra ele, que está com a bola, e para seus marcadores, não é mesmo? E se não estão olhando para nenhum outro lugar que não seja o atacante e seus marcadores, como é que vamos acreditar que nenhum deles viu esse pontapé? E, se viram, por que não marcaram? Além do prejuízo do pênalti não marcado, o jogador  que fez o pênalti ficou sem cartão…

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Mas não foi só esse… No segundo tempo, quando o Fluminense passou a atacar mais, a forçar mais o jogo (estava perdendo, né) e o Palmeiras levava perigo no contra ataque, Daronco deixou de ver mais um lance importante. Embora as imagens desse outro lance tenham praticamente sumido dos vídeos de melhores momentos, embora a imprensa pouco tenha falado e escrito sobre isso – a maioria ignorou mesmo -, teve um pênalti no Dracena também:

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Na primeira imagem (as únicas que consegui depois de alguns dias – não tinha nem o VT completo do jogo), Dracena está saltando e é empurrado pelas costas. A menos que Dracena tenha aprendido a voar, fica esquisito ele saltar, subir e, já no alto, resolver se projetar lá pra frente, de qualquer jeito, caindo praticamente em cima de um companheiro de time… A mão em suas costas, na primeira imagem, mostra que ele foi empurrado. E nessa, o juizão também não viu porque não quis (será que não podia querer ver?). E a imprensinha, que tanto defende os árbitros e seus “erros” de arbitragem (menos quando eles prejudicam dois certos times), que tanto os faz parecerem apenas lances polêmicos, também tirou as luzes desse lance…

Dois lances capitais, que poderiam determinar o resultado da partida… e a arbitragem “não viu”… A arbitragem nos tirou duas chances de aumentar o placar. Mas, desta vez, não deu para as “forças ocultas”… o Palmeiras foi mordido pelo “tubarão” sim, mas conseguiu nadar bravamente, segurou o resultado e saiu do RJ com a vitória.

Nesse jogo, no RJ, o Palmeiras venceu o adversário e a arbitragem; contra o Galo, uma outra arbitragem nos tirou 2 pontos… O Palmeiras tem que ficar bem esperto, e a diretoria tem que falar grosso, tem que tomar providências. Parece que mesmo com o Verdão ainda longe na pontuação,  tem gente com medo que ele chegue… tem “tubarão” demais nesse mar e tá começando a ficar bem descarada a coisa, tanto para o lado a ser mordido, quanto pra o lado a ser ajudado a nadar… e A CBF parece estar plenamente satisfeita que seja assim, porque não toma providência alguma.

 Vamos observar na próxima rodada…

Palmeiras ia enfrentar o Galo, em MG, defendendo a sua permanência no G4… Jogo na TV, e eu teria que assistir online… ó céus!

Mayke estava de volta à lateral (ainda bem), mas, ao invés de sentar Jean, Cuca achou um lugar pra ele no meio e deixou Thiago Santos no banco.

O Palmeiras começou bem na partida, parecendo bem mais esperto em relação à marcação – um dos nossos grandes problemas nesses últimos meses – deixando menos espaços. E tínhamos só três minutos de jogo, quando, num ataque do Palmeiras, Luan cometeu um pênalti muito escandaloso. De braço aberto e esticado ao lado do corpo, interceptou com esse mesmo braço um chute de Willian. Leandro Vuaden, figurinha carimbada em prejudicar o Alviverde, e com uma cara de pau tamanho EXG, nada marcou.

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Não dá para imaginar que árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo nada tivessem visto, não é mesmo? É impressionante o poder (ou seria o encargo?) que alguns árbitros têm para apitarem e “desapitarem” do jeito que bem entenderem, até mesmo deixando as regras de lado.

Uns minutinhos depois, meu link resolveu travar a imagem e só pude ouvir que o mesmo Luan mandou uma bola em nossa trave…

Começo de jogo disputado, mas, ao contrário das nossas expectativas dos primeiros minutinhos, o Galo se acertou e foi chegando na nossa área, começou a nos pressionar, a ter chances… e fazia jogadas sempre tentando achar Fred… e ora Fred tentava o chute, ora o genérico (Valdivia só tem um) chutava…

Se por um lado isso era ruim pra gente, e corríamos o risco de tomar gol, por outro, podíamos ver que a defesa estava se saindo bem, e que Dracena ia se sobressaindo na partida.

Eu não vi, mas ouvi, quando Egídio cometeu pênalti e o juiz assinalou… Fred iria para a cobrança. “Ai, meu São Prass dos Pênaltis Defendidos” – sempre tenho esperança de defesa de pênaltis quando ele está no gol…

E não deu outra. Como se fosse um gato, Prass defendeu, Prass encaixou – ele, abusado,  apontou o canto em que  queria que Fred batesse (e Fred bateu lá mesmo). E pensar que o Palmeiras enrola pra renovar com ele (e pensar que ele não estava em campo nas cobranças de pênaltis naquele Palmeiras x Barcelona-Guayaquil)…

Depois que vi e revi as imagens direitinho, até fiquei em dúvida em relação ao pênalti. Pra mim, pareceu que Egídio já estava com o pé esquerdo apoiado à frente e ficou com ele lá, e só depois apareceu o jogador do Galo e a queda aconteceu.  No entanto, na hora, muita gente, muitos palmeirenses também, acharam a mesma coisa:  pênalti. Ainda bem que o Prass pegou e não deixou o Galo abrir o placar.

Graças ao link “maravilhoso” eu mais ouvia do que via o jogo e, às vezes, nem ouvia. Mas dava pra perceber que tava meio difícil para o Palmeiras, e que ele tentava se insinuar no ataque descendo mais pela direita, com Guerra, com Mayke.

Meus amigos, via Messenger, Whatsapp, me avisaram que tinha gol… e pelo “GOOOOOOL” todo em maiúsculas, só podia ser do Verdão… coração a mil. Em contra ataque (eu vi depois), Moisés tocou pra Willian lá na frente, o BGod avançou, se livrou do marcador, e deu aquela bola “caramelada” para Deyverson chutar cruzado e abrir o placar. Ah, Palmeiras, seu lindo!

Meus amigos me avisavam também que o Vuaden estava metendo a mão no Palmeiras, que Deyverson tinha sido chutado duas vezes pelo Fábio Santos, e o Vuaden… nada. Nem amarelo.

O time mineiro continuou em cima do Palmeiras e seis minutinhos depois do nosso gol, aos 39′, após uma cobrança de falta, o juiz assinalou pênalti de Luan em Leonardo Silva. Luan e Leonardo Silva se empurravam, e quando Leonardo Silva avançou para tentar alcançar a bola, que tinha sido chutada lá pra área na cobrança da falta, Luan puxou a camisa do atleticano, continuou puxando, e Vuaden marcou a falta. Até estaria tudo certo se Leonardo Silva não estivesse impedido no momento da cobrança e antes de ser puxado…

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No vídeo de melhores momentos , não sei se por descuido, ou de propósito, não é possível pegar a imagem do exato momento em que a bola é chutada,  a não ser com a imagem da cobrança – quando ela é repetida – sobreposta à imagem anterior. Mas dá pra ver mesmo assim.

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E não parou aí a lambança da arbitragem. A menos que eu e mais algumas pessoas tenhamos tido alucinação coletiva, o juiz não mostrou o amarelo para Luan, como manda a regra, e mostrou o vermelho direto…

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Eu sei que seria o segundo amarelo dele, e ele seria expulso mesmo, mas o árbitro não parecia interessado em apitar algumas coisas corretamente errou.

Coma expulsão de Luan, Cuca chamou o zagueiro Juninho e sacou Guerra. Não gostei muito da substituição; com dois atacantes no time, achei que ele poderia ter tirado Deyverson  (gostaria de entender porque Deyverson, desde que chegou aqui,  recebe todas as chances que Cuca nunca deu para Borja).

E já que era pra garfar o Palmeiras mesmo, Vuaden “enfiou o pé na jaca”… Na cobrança do pênalti, convertido por Fábio Santos, mais uma página do Livro de Regras foi rasgada e jogada fora. Houve invasão na área no momento da cobrança…

Cobrança de pênalti -Regra 14 (a parte que nos interessa aqui):

Se um jogador do time batedor invadir a área no momento da cobrança e sair o gol, a cobrança deverá ser repetida.
Se jogadores dos dois times invadirem a área no momento da cobrança e sair o gol, a cobrança deverá ser repetida.

 

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Não dá para acreditarmos que árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo desconhecem a regra, não é mesmo? E se conhecem… Lembra que num outro Palmeiras x Atlético-MG, o Palmeiras teve que voltar uma cobrança, convertida em gol, por causa de invasão? Então…

Depois do pênalti convertido, Fred deu um bico na bola… e deveria ter levado amarelo – seria o segundo. Mas o árbitro… nada. Imagina se fosse um parmera? Se fosse o Prass, por exemplo? Era amarelo na certa.

E fomos para o intervalo com um pênalti não marcado para o Palmeiras, com o chute que o Fábio Santos deu em Deyverson, e que ficou por isso mesmo, o com o segundo cartão amarelo que o árbitro não quis dar para o Fred… 3 x 0 para o Vuaden.

Nos primeiros minutos do segundo tempo, mesmo com um a menos, o Palmeiras apertava o Galo… E o Dudu no banco, porque estava voltando de contusão e “treinara pouco”…. Para um jogador como Dudu, o craque do nosso time, é necessário apenas levantar da cama  para ir a campo…

Leonardo Silva desviou uma bola com a mão e o árbitro assinalou pênalti para o Palmeiras. Achei que Jean fosse cobrar, porque na maioria das vezes em que está em campo, é ele quem cobra, mas sei lá porque Deyverson foi para a cobrança… e cobrou mal demais. O goleiro pegou, claro.

Errar uma cobrança de pênalti é coisa que acontece, é até tolerável, mas bater mal desse jeito, dar na mão do goleiro, é de matar a gente de raiva… Com um a menos e podendo fazer 2 x 1… Chuta que nem homem, cazzo!  

Cuca chamou Duduzinho e sacou Deyverson.

O Galo, mesmo querendo ir pra cima, por estar com um homem a mais, não levava muito perigo ao Verdão, não. Nossos jogadores iam mandando muito bem nos desarmes, nas tiradas de bola… Prass, Dracenão da Massa e Tche Tche estavam bem no jogo.

E então, o Vuaden resolveu dar mais trabalho para o Palmeiras – que juizinho sem vergonha esse. O genérico (Valdivia só tem um) entrou de sola na coxa de Willian,  Willian, instintivamente, deu um chute nele logo em seguida, e logo em seguida também se tocou da bobagem que fizera… Vuaden o expulsou. Ele mereceu a expulsão, mas e o Genérico? Faz uma “faltinha” pra arrebentar o parmera e não vai pra rua,  Vuaden? Você viu o que aconteceu depois dessa entrada criminosa, mas não viu a entrada criminosa? Mas que arbitragem “criminosa” a sua, não? Louquinha para “matar” um dos times…

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Que picareta esse Vuaden… Ele sempre prejudica o Palmeiras, mas estava abusando dessa vez…

Cuca sacou Jean e promoveu a entrada de Thiago Santos… com dois a menos, era meter o cadeado no time mesmo…

Vuaden, que não amarelou o bicão do Fred, que deixou passar batido o chute de Fábio Santos em Deyverson, a entrada criminosa do Genérico em Willian, amarelou Prass porque ele demorou para cobrar o tiro de meta. Que filho da “fruta”!!

O Palmeiras não dava mole pro Galo não, era valente e defendia muito… Dracenão da Massa estava soberbo! Prass também jogava muito. E imagina se o Vuaden não ia dar 5 min de acréscimo? Segura aí, Verdão!

E o Vuaden, picaretíssimo, ainda ia aprontar antes dos acréscimos, aos 45’…

Moisés desceu pela esquerda, entrou na área sozinho, e o jogador do Galo deu um toque no pé dele, fez uma carga em sua perna, e o derrubou…

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Pênalti. Mas o juiz, nem aí. Aquele, do Egídio foi marcado prontamente; esse, foi ignorado…  Que arbitragem sem-vergonha.

Prass ainda faria mais duas boas defesas. Uma, na jogada de Otero;  outra,  no chute de Elias. E o árbitro, que via ir por terra as chances de o Palmeiras perder (o tempo todo pareceu que era isso o que ele queria), encerrou a partida. Uma vergonha, uma roubalheira a arbitragem do Vuaden (quem será que teria tanto interesse em uma derrota do Palmeiras?)… e, pode apostar, não vai ter árbitro suspenso (como acontece quando alguns times são prejudicados pelo apito), porque a corrupta CBF, que parece bem se utilizar desses “prestadores de serviço”,  nada fará a respeito dessa vez. Prejudicar o Palmeiras é de lei.

Garfado em dois pênaltis, garfado no gol que tomou, garfado no chute em Deyverson, que nem amarelo ocasionou, garfado na falta criminosa sofrida por Willian, que o juiz não puniu… o Palmeiras,  como se fosse aquele cara, que é assaltado, perde, o relógio, a carteira com cartões de crédito, dinheiro e documentos, leva umas porradas, mas ainda dá graças a Deus porque está vivo e porque o celular estava na meia e o assaltante não viu,  teve que dar graças a Deus pelo time que lutou bravamente contra adversário e apito e não se deixou derrotar.

Poderíamos ter vencido, mas “fizeram a elza” no Palmeiras.

 

14ª rodada… E lá fomos nós disputar o clássico contra as sardinhas…

Time desfalcado de peças importantes, uma delas, Gabriel Jesus, que virou desfalque graças à  “boa vontade” e “criatividade” do árbitro de Palmeiras x Sport,  que deu amarelo pra G.Jesus, depois que ele tentou dar uma caneta no adversário e levou uma cotovelada no queixo (parmeras levam cartão até quando são agredidos).

Allianz Parque lotado, público de 40.035, recorde de público na arena. A parmerada em festa, e era uma terça-feira à noite, de uma 14ª rodada de um campeonato longo, com 38 partidas para cada time.

O telão explodia em muitos tons de verde, em verde-e-branco, em azuis, amarelos… mostrava muitos sorrisos, olhos brilhantes, orgulho de estar ali, de fazer parte da melhor família do mundo… mostrava palestrininhos que, mesmo ainda tão pequeninos, já comungavam a paixão em verde e branco. E que linda, e sempre emocionante, a execução do hino à nossa moda.

Achei que a cara do árbitro não me era estranha e,  por algum motivo, que na hora eu não lembrava, eu não gostava nada dela. Comentei isso até com um amigo, e já fiquei cismada com o juiz (mais tarde, ao saber o nome da “peça”, eu me lembraria que ele, Wilton Pereira Sampaio, na época aspirante Fifa, fora o primeiro árbitro da final da Copa do Brasil 2012, “aquele”, que amarelou Valdivia sem motivo algum, e depois de permitir  que ele fosse agredido por Willian Farias, e de não ter expulsado o tal Edílson como manda a regra, deu um segundo cartão para o Mago na sequência do lance,  tirando-o do jogo por uma falta – bem mais inofensiva – no cara que tinha acabado de olhe dar um chute e ficara impune; e, se não bastasse isso, ele também não expulsou o jogador que cometeu o pênalti em Betinho, facilitando a vida do Coritiba que deveria ter tido dois jogadores expulsos e não teve nenhum…

Lembraria também que Wilton Pereira Sampaio tinha sido o árbitro de Palmeiras x Inter, pela Copa do Brasil 2015, e permitiu que o Inter fizesse dois gols irregulares; um deles, na sequência de uma falta em Lucas – um pé na cabeça do palmeirense – e um outro, em impedimento – dois “erros” que quase nos  custaram a classificação. E foi ele também quem marcou uma penalidade a favor do Grêmio, em 2015, num toque praticamente involuntário de Amaral, do Palmeiras. Olha o naipe do juiz.).

O Palmeiras começou como sempre, indo pra cima do adversário – jogadores do Santos  discutiam com os palmeirenses, parecendo até ser de propósito. Gustavo Henrique bateu boca com Barrios e o juiz os advertiu verbalmente.

Tínhamos só 6 minutos de jogo quando Dudu foi cobrar um escanteio. Eu, que estava na outra ponta do campo, só vi a bola ir certinha na direção de um parmera, vi esse parmera subir muito e cabecear, vi também a bola morrer no fundo da rede. GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL! Eu não sabia ao certo quem tinha feito o gol, mas ao vê-lo dançar, sabia que não poderia ser outro… Yerry Mina. Primeiro jogo dele em casa, e que apresentação – impossível não lembrar de Armero e seu “armeration”.

Gabriel provocava Moisés e os dois se encaravam, batiam boca, Wilton Pereira Sampaio, ao contrário do que fizera com Gustavo Henrique e Barrios, deu amarelo para os dois. Que coincidência o juiz resolver amarelar justo o parmera que estava pendurado…

Não tinha nem 10 minutos de jogo e Moisés, que estivera lesionado, e tinha sido escalado minutos antes do jogo, sentiu a lesão, e iria ter que ser substituído (um erro ele ter sido escalado).

Enquanto nos preocupávamos com mais uma importante baixa no time, o Santos cobrou uma falta, antes  que o árbitro autorizasse, e a bola passou pertinho do gol de Prass. Os palmeirenses ficaram bravos e reclamaram muito com o árbitro.

Aos 12′, Moisés foi substituído. Ao invés de Cleiton Xavier, ou Rafa Marques, que sempre se sai bem em clássicos (Allione não estava nem no banco), Cuca acabou optando por um volante: Arouca.

Na hora, até achei acertada a substituição, mas logo percebi que colocar Arouca em campo tinha sido um erro de Cuca. Não que o jogador não tivesse se saído bem na sua função, mas com ele, o Palmeiras recuou, e a bola não chegava nos pés dos atacantes, de Barrios, principalmente, que tinha que voltar toda hora para buscar jogo e perdia a sua melhor característica: a de ser finalizador. A opção deveria ter sido por um jogador que pudesse criar jogadas para  levar os atacantes pra dentro da área.

O clima era quente entre os jogadores… resquícios da última Copa do Brasil, que o Santos parecia querer desforrar nem que fosse na botinada… Em uma cobrança de escanteio santista, Gustavo Henrique deu uma pancada em Mina, que ficou caído, reclamando, mas a arbitragem “nem viu”.

As chances se revezavam entre um time e outro, e o Palmeiras, jogando no contra-ataque, não era tão perigoso como costuma ser, permitindo que a bola ficasse mais nos pés do adversário.

Estávamos nos acréscimos do primeiro tempo quando Mina, que tinha sentido alguma coisa e ficara caído no gramado, saiu de maca, chorando… mais um desfalque. Dracena entrou em seu lugar.

Na segunda etapa, o Palmeiras começou pressionando o Santos, e já no primeiro minuto o goleiro santista teve que trabalhar na jogada de Dudu com a  finalização de Erik. O Santos respondia, mas não conseguia furar a defesa do Verdão.

E  então, aos 5′, um “erro” capital da arbitragem… na cobrança de falta de Dudu, Zeca ajeitou a bola no braço, dentro da área, na frente do bandeira, na cara do juiz, e isso é pênalti, mas nenhum deles assinalou a infração.

E não tinha desculpas para a não marcação, não cabia o “foi lance interpretativo”, “foi discutível”, uma vez que o mesmo árbitro, na mesma partida, já tinha assinalado falta de Barrios num lance idêntico, no primeiro tempo. E por que usava outro critério na infração santista?  Se Wilton Pereira Sampaio achou que o toque de Barrios foi uma infração, não tinha como ele achar que o de Zeca não foi. Isso não é erro, tem outro nome. A “capivara” de “crimes” de Wilton Pereira Sampaio contra o Palmeiras vai aumentando.

No vídeo abaixo, tem o lance de Amaral, que ele assinalou como pênalti, em 2015. O critério de Wilton Pereira Sampaio muda consideravelmente  quando o infrator é o Palmeiras, não é mesmo?

Com o time desfalcado, vencendo o jogo, segurando o adversário e o árbitro decide não marcar um pênalti que poderia fazer o Palmeiras aumentar a vantagem e determinar o ritmo da partida… é pra se pensar, não?

Cinco minutos depois da garfada no pênalti para o Palmeiras, o Santos empatou. E foi um lance de sorte. Após a cobrança de uma falta, que bateu na barreira, Gabriel arriscou de fora da área, a bola desviou em Vitor Hugo, e tirou qualquer chance de defesa de Prass.

Cuca então, em tarde não muito feliz, sacou Barrios e colocou Leandro em campo – ele acabaria desperdiçando uma boa chance. O problema do time não era o centroavante… Se o Cuca quer se livrar do Barrios – é essa a impressão que tenho -, tinha que ter pedido “O” 9 para a diretoria. Leandro é bom jogador, gosto dele, mas ele não tem esse status de Evair que estão querendo lhe dar. Saiu daqui sem esse status e não fez nada lá fora pra voltar com ele. Eu, particularmente, fico desapontada com isso, não gosto nada dessa “fritura” de jogador, seja ele quem for.

Faltava uma peça no nosso time, e as substituições já tinham sido feitas, o Santos tinha mais posse de bola, mas o Palmeiras finalizava mais.

O juiz ia fazendo o que podia para não dar o segundo cartão amarelo para Gabriel, e isso era nítido. Além disso, marcava falta de ataque do Palmeiras, deixava de assinalar umas faltas santistas, mas marcava qualquer coisa a favor deles, e a torcida xingava…

Luiz Felipe(SAN), tocou a bola com o braço e o juiz marcou a falta (fora da área é tranquilo marcar, né juizão?). A bola estava parada para a cobrança e Gabriel, pra provocar, a tirou do lugar. Dudu, então, chutou a bola nele. Imagina se o juiz mostrou amarelo pra eles? Imagina se o juiz daria o segundo amarelo para Gabriel (e eu até me lembrei de uma final de Paulistão, em 99, quando Galeano foi expulso por tirar do lugar uma bola preparada para uma cobrança de falta)?

Nada de mais relevante aconteceu… e o Santos, vaiado pela torcida, e como se vencesse o jogo, ficou trocando passes, fazendo o tempo passar para garantir o empate. E assim terminou a partida.

Já foram 14 rodadas, e o Palmeiras foi prejudicado com “erros” capitais em pelo menos 10 delas. Isso não é por acaso… tampouco o silêncio e omissão da imprensa, que faz um escândalo quando os prejudicados são outros. A coisa está escancarada… É como se roubar o Palmeiras fosse legal, permitido…

Cada um que pense o que quiser, mas não tenho como não achar que isso seja proposital… não tenho como deixar de comparar o que fazem ao Palmeiras com o que não fazem para certos outros times.

A diretoria do Palmeiras que abra bem os olhos, enquanto é tempo… não há lugar para a diplomacia quando você “está faminto e tentam roubar a sua comida”…

Continuamos na liderança, apesar de todos os prejuízos (7 pontinhos já nos foram garfados), não é possível ser campeão dessa forma, time nenhum consegue vencer adversários + arbitragens num campeonato todo, num campeonato longo, e sabemos muito bem  disso.

Amanhã tem mais… vamos observar…

 

“A decepção é um bichinho que se alimenta de expectativas… Somos eternamente responsáveis pelas expectativas (de ganhar todas) que cultivamos.”

Palmeiras foi à Campinas, no último sábado, enfrentar a Ponte Preta, pela segunda rodada do Brasileirão, e não se deu bem como visitante.

Começou jogando melhor, é verdade, foi pro ataque no comecinho de jogo e quase que abriu o placar com Jesus – ele acabou mandando a bola por cima do gol; em seguida, roubada de bola do Palmeiras – que marcava forte – e Cleiton Xavier finaliza pro gol, mas manda pra fora. E tínhamos só dois minutos de jogo…

Parecia que estava tudo bem e que íamos repetir o futebol da primeira rodada, no entanto, o Palmeiras começou a errar na defesa, começou a perder a bola, em lances bobos, vacilos, que acabaram nos custando caro.

A Ponte,  dona da casa, tratou de aproveitar, e logo o Prass precisou fazer uma “senhora” defesa. Nosso time procurava trocar passes, mas esbarrava na defesa da Ponte e não conseguia chegar…

O jogo ficou equilibrado, e os adversários iam criando as suas chances. A Ponte passou a atacar mais, mas o Palmeiras quase marcou depois de cruzamento de Roger Guedes, e cabeçada de Cleiton Xavier, que obrigou o goleiro a se esticar todo pra defender.

Eu achava que o Palmeiras estava esquisito… se do meio pra frente ele não levava tanto perigo para o adversário, do meio pra trás, alguns erros bobos, que ele cometia, traziam perigo para Prass. E foi assim, que, aos 23′, a Ponte cobrou uma falta num cruzamento longo, e a bola encontrou o atacante campineiro sozinho na área, sem marcação alguma, e  ele nem precisou saltar para cabecear e abrir o placar. Assim, não pode, né? Que vacilo!

O Palmeiras deu espaços, a Ponte aproveitou; o Palmeiras teve boas chances de marcar, mas desperdiçou; em duas delas, o goleiro salvou a Macaca.

Veio a segunda etapa, Cuca colocou Dudu em campo (aí sim!) e sacou Matheus Sales (por onde anda o Thiago Santos, hein Cuca? Ele era titular e estava indo bem quando você chegou), trocou também Alecsandro por Rafael Marques.

O Palmeiras buscava a reação, se movimentava bem, mas a Ponte procurava não dar espaços (já fazia cera também)… Cuca sacou Roger Guedes e colocou Moisés em campo, Dudu jogaria aberto pela direita.

Achei que o Palmeiras melhorou com as substituições, principalmente com a entrada de Moisés, e isso fez a Ponte ir para o campo de defesa. As investidas passavam a ser mais  do Palmeiras.

Então, nosso velho conhecido de todas as partidas, o árbitro do jogo – na ocasião era Leandro Vuaden -, marcou uma falta inexistente de Tche Tche e, na sequência expulsou Cuca por reclamação.

Vou fazer um aparte aqui, pra me aprofundar nessa expulsão. O árbitro expulsou Cuca, porque ele reclamara sozinho – não se dirigiu ao árbitro – da marcação errada e prejudicial ao Palmeiras – a CBF dá poderes para os árbitros “errarem” como bem entenderem e engessa técnicos e jogadores (os do Palmeiras, principalmente) que podem ser prejudicados, mas não podem reclamar do prejuízo? Tem que ter impeachment na CBF também.

O filho da mãe do árbitro, o Sr. Leandro Vuaden, que não sabe escrever “Palmeiras” e escreve “palmeira”, expulsou o Cuca porque ele deu socos no ar… e isso está na súmula da partida. Que coisa, não??

E por uma falta  que não aconteceu, o que dava razão ao Cuca de reclamar. A imagem está embaçada, mas dá pra ver perfeitamente o pé do Tche Tche, que vai na… bola.

Tche-Tche-na-bola

Até o Sálvio Spínola confirmou que a falta não existiu… e quando ex-árbitrosa (imprensa e programas esportivos tb) dão pareceres favoráveis ao Palmeiras é porque a coisa é muito verdade mesmo.

É sempre a mesma história, técnico do Palmeiras – pode ser quem for – é sempre expulso. E, ainda que continue a ser a mesma pessoa, com o mesmo temperamento e jeito de ser, quando ele muda de time, ‘voilá’, os árbitros nunca mais se lembram de expulsá-lo por motivo algum.

Lembra do Cuca sendo expulso na Vila Belmiro, num jogo de semifinal, por ter entrado no campo durante a comemoração?

Entrar no campo não pode, né? Será que não mesmo? Um Tite, descontrolado, invadindo o campo para comemorar com Jadson, ninguém pensou em expulsar, né? E se não pode pra um, por que pode pra outro?

Mas o Cuca, esse “mau elemento”, lá em Campinas, deu soco no ar, porque ficou contrariado com a marcação errada do juiz… É muita vontade de expulsar o Cuca, você não acha? Conta outra, Vuaden, e aprenda a escrever, é P a l m e i r a s, com “P” (maiúsculo) e “s” no final.

Voltemos à partida…

O Palmeiras ia pra cima. O jogo caminhava para os 40 minutos, quando Gabriel Jesus, saindo de frente para o goleiro, dominou uma bola levantada na área e balançou a rede. A arbitragem anulou o gol, marcando impedimento, e marcou muito errado. E não  fui eu só que achei, não.

PalxPon2016-impedimento-mal-marcado

Num programa esportivo, acharam o mesmo que eu…

O ex-árbitro, Sálvio Spínola, também achou o mesmo, e explica o lance…

Um “erro” capital, não é mesmo? A arbitragem, que tem que ver mais do que todo mundo – pra isso e por isso é que existem árbitro e auxiliares nas partidas -, não viu que foi o jogador da Ponte quem cabeceou a bola  que Jesus recebeu… e esse “não ver” acabaria determinando o resultado da partida…

A gente torcendo por um gol e quando faz um, legalíssimo, vem a arbitragem  e o anula… que filhos da “Pluta”. Nunca vou acreditar que essas pessoas se enganam, porque sei que  elas são preparadas para desempenhar a função. E se eu sei que “não há impedimento se foi o adversário que tocou a bola”, juiz e bandeiras têm a obrigação de saber também.

Logo depois dessa “apitada” (o Vuaden devia estar apitando com garfo), levamos uma bola na trave, mas o Palmeiras não desistia…

45’… Dudu pegou rebote da defesa inimiga e chutou forte, o goleiro rebateu e Moisés, esperto, mandou ela pro  gol. O juiz deu cinco minutos de acréscimo, o Palmeiras continuou tentando, mas o jogo acabou assim.

A arbitragem, que não pode fazer o resultado das partidas, deu dois pontos para a Ponte Preta e tirou um do Palmeiras, mudando até a posição dos clubes na tabela de classificação… e isso porque o campeonato está só começando…

Entra ano e sai ano e somos prejudicados pelas arbitragens. Um ponto faz a diferença entre um campeão e o vice, entre um time que caiu e um que ficou na série A…

Certamente encontraremos muitas pedras no caminho, mas abre o olho, Palmeiras, e abre muito, e enquanto está no começo… Para o jogo contra o FluminenC o árbitro será o Sandro Meira Ricci, que é um velho “conhecido” nosso… (garfou a gente, ano passado, diante do Goiás, lembra? Na Copa do Brasil, diante do Inter, garfou um pênalti cometido sobre Jesus).

PRA CIMA DO FLU, VERDÃO!! RUMO AO TÍTULO, SIM!! E cuidado com o garfo, oooops, com o apito!!