“De nada adiantaria nadar se não houvesse terra à vista”

Então… Estamos longe ainda, mas já avistamos a terra… portanto, vamos continuar nadando sim. Mas como nos proteger dos  “tubarões”?

Encontramos (mais) um deles, no final de semana passado, enquanto “nadávamos” no RJ, quando enfrentamos o Fluminense… E quem diria? Justamente o Daronco,  um dos árbitros que não costuma prejudicar o Palmeiras… garfou nosso time sem cerimônia alguma.

Você espera uma semana para ver o seu time em campo e, no jogo, a arbitragem, gaúcha (tem time gaúcho a um pontinho do Palmeiras), dificulta a vida dele até não querer mais.

Ainda bem que o Palmeiras está 11 pontos distante do líder do campeonato…  se ele anda sendo tão prejudicado pelas arbitragens agora, imagina se estivesse/quando estiver na cola do amiguinho do apito, que perde o fêlego a olhos vistos mesmo recebendo uma mãozinha e tanto dos árbitros para conseguir “nadar” (contra o Vasco, gol de mão, visto e ignorado pelo auxiliar de linha de fundo, contra o SPFW, uma roubalheira desgraçada)?

Já tínhamos sido muito prejudicados há duas rodadas,  diante do Galo. Na ocasião, a arbitragem nos tirou dois pontos. E a coisa se repetiu na última partida (faz as contas, só nas últimas rodadas  2 pontos foram tirados do Palmeiras e 3 foram dados ao líder do campeonato. A diferença que é de 11 pontos agora, na verdade, seria de 6 pontos)…

Mas vamos por partes… O Verdão, mesmo tendo sido garfado, fez uma boa partida diante do Flu e venceu por 1 x 0, sem gol de mão, nada disso, muito pelo contrário, com um golaço de Egídio. E com a parmerada fazendo a maior festa nas arquibancadas do Maracanã.

A defesa esteve mais sólida e deu mais tranquilidade ao Verdão. Dracena jogou um bolão. Se as coisas correm bem lá atrás, imagino eu, os demais jogadores se sentem mais seguros, confiantes e a engrenagem funciona melhor. Prass esteve impecável! “Ainnn, tem que vender o Prass”, berravam alguns cornetas até outro dia. E Prass joga pra c…aramba.

E a partida poderia ter sido mais fácil, o Palmeiras poderia até ter goleado o Fluminense não fosse uma certa dificuldade nossa no ataque. Chegamos muitas vezes na área inimiga, mas, com exceção de uma bola tocada para o gol por Moisés, e que por capricho bateu na trave, nos enroscamos em todas elas… o golaço de Egídio, por exemplo, nasceu de um bate e rebate na área, de algumas tentativas frustradas de finalização, e de uma bola que sobrou pra ele, com um chute perfeito e de fora da área, guardar na gaveta do goleiro do Flu. Que golaço! Mas desperdiçamos muitas chances. Isso não pode. Teríamos que ter aproveitado melhor, caprichado mais nas finalizações e matado a pau.

Não gosto de Guerra ficar no banco e nem entrar no jogo – pra mim, nem Felipe Melo estaria fora do time -, vamos pro jogo com três atacantes e o meia fica no banco? Moisés ainda não voltou à sua melhor forma, a fazer tudo o que sabe. E ainda tem o Jean, que perdeu lugar na lateral para o Myke e Cuca parece que tem que achar um lugar para ele, então, o coloca no meio e senta Thiago Santos (nem relaciona o Pitbull)… sem contar que queima Borja sem nenhum remorso. Dessa vez, ele entrou aos 41′ do segundo tempo (não gosto disso. Não há a menor possibilidade de o jogador fazer nada com tão poucos minutos jogados. Cuca, desde que voltou, nunca dá chances pra ele. Penso que o técnico tem que ajudar todo o elenco a render o máximo, tem que fazer com que todos se sintam confiantes, e não preteridos. O Palmeiras só terá a ganhar com isso).

No ataque, Willian esteve bem, foi caçado pelos adversários, que desceram a botina nele sem dó, Dudu e Moisés também sofreram muitas faltas duras. O Fluminense bateu bastante. Muitas vezes, com a benevolência do Daronco, o árbitro da partida.

Pois foi  com essa mesma “benevolência” que, aos 25′ do primeiro tempo, e quando o jogo estava 0 x 0, árbitro, bandeira e auxiliar de linha de fundo “deixaram de ver” esse pênalti em Dudu…

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Chutar o adversário é falta, e falta na área é pênalti. E, repare, o jogador do Fluminense não estava nem aí com a bola. Esqueceu dela e foi pra cima do Dudu, deu um pontapé nele. E não dá para acreditar que quando um atacante entra na área com a bola dominada, juiz, bandeira e auxiliar de linha de fundo estejam olhando para qualquer outro lugar, que não seja pra ele, que está com a bola, e para seus marcadores, não é mesmo? E se não estão olhando para nenhum outro lugar que não seja o atacante e seus marcadores, como é que vamos acreditar que nenhum deles viu esse pontapé? E, se viram, por que não marcaram? Além do prejuízo do pênalti não marcado, o jogador  que fez o pênalti ficou sem cartão…

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Mas não foi só esse… No segundo tempo, quando o Fluminense passou a atacar mais, a forçar mais o jogo (estava perdendo, né) e o Palmeiras levava perigo no contra ataque, Daronco deixou de ver mais um lance importante. Embora as imagens desse outro lance tenham praticamente sumido dos vídeos de melhores momentos, embora a imprensa pouco tenha falado e escrito sobre isso – a maioria ignorou mesmo -, teve um pênalti no Dracena também:

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Na primeira imagem (as únicas que consegui depois de alguns dias – não tinha nem o VT completo do jogo), Dracena está saltando e é empurrado pelas costas. A menos que Dracena tenha aprendido a voar, fica esquisito ele saltar, subir e, já no alto, resolver se projetar lá pra frente, de qualquer jeito, caindo praticamente em cima de um companheiro de time… A mão em suas costas, na primeira imagem, mostra que ele foi empurrado. E nessa, o juizão também não viu porque não quis (será que não podia querer ver?). E a imprensinha, que tanto defende os árbitros e seus “erros” de arbitragem (menos quando eles prejudicam dois certos times), que tanto os faz parecerem apenas lances polêmicos, também tirou as luzes desse lance…

Dois lances capitais, que poderiam determinar o resultado da partida… e a arbitragem “não viu”… A arbitragem nos tirou duas chances de aumentar o placar. Mas, desta vez, não deu para as “forças ocultas”… o Palmeiras foi mordido pelo “tubarão” sim, mas conseguiu nadar bravamente, segurou o resultado e saiu do RJ com a vitória.

Nesse jogo, no RJ, o Palmeiras venceu o adversário e a arbitragem; contra o Galo, uma outra arbitragem nos tirou 2 pontos… O Palmeiras tem que ficar bem esperto, e a diretoria tem que falar grosso, tem que tomar providências. Parece que mesmo com o Verdão ainda longe na pontuação,  tem gente com medo que ele chegue… tem “tubarão” demais nesse mar e tá começando a ficar bem descarada a coisa, tanto para o lado a ser mordido, quanto pra o lado a ser ajudado a nadar… e A CBF parece estar plenamente satisfeita que seja assim, porque não toma providência alguma.

 Vamos observar na próxima rodada…

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Não bastasse a baderna, a “reunião de condomínio” dentro de campo, a partida interrompida por 13 minutos para, ilegalmente, se  anular um gol ilegal do Fluminense, no Fla x Flu – e não anular um gol ilegal do Flamengo na mesma partida…

Não bastasse a súmula dessa partida, cheia de coisas estranhas, ter sido entregue pelo árbitro Sandro Meira Ricci apenas no dia seguinte, e sem a explicação sobre a confusão…

Não bastasse a participação da imprensinha fazendo parecer normal o uso de interferência externa – proibido pela Fifa -, fazendo de conta que a reclamação/escândalo  era pela anulação de um gol ilegal em si, e não por conta da ILEGALIDADE DA ANULAÇÃO – o autor do comentário abaixo não foi o único…

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Não bastasse essa baderna toda, esse blá blá blá, apareceu o Figueirense querendo anular a partida em que foi derrotado pelo Palmeiras. Como se na partida tivesse havido qualquer coisa para legitimar a sua anulação.

E ficamos nos perguntando: O pessoal do Figueirense está doido, ou o quê? Esse “o quê” nos fez imaginar muitas coisas, até mesmo que ele pudesse estar a serviço de “alguém” que tivesse muito interesse em que a partida do líder fosse anulada…

Ok, já sabemos que o STJD rejeitou o pedido, e nem poderia ser diferente. Mas imagina se a imprensinha, tão “isenta” e “imparcial”, não ia fazer um veneno, não ia tentar plantar uma ‘ideiazinha’ na cabeça dos torcedores…

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A decisão do presidente do STJD  de não aceitar o pedido do Figueirense se deu pela inconsistência do pedido, e só por isso – e o presidente do tribunal poderia ter trabalhado em qualquer lugar do mundo, até aqui na minha casa, que não seria diferente. Sem a justificativa pertinente, sem o erro de direito, é impossível, até mesmo para o STJD (que salva o FluminenC e o Flamengo do descenso, rebaixando a Lusa) anular uma partida.

Mas eu já disse lá em cima que sabemos que essa ‘presepada’, protagonizada pelo Figueirense (quem diria que ele se prestaria a isso?), não deu em nada…

Porém, existem algumas considerações a serem feitas e algumas coisas a ficarem registradas…

O Figueirense resolveu pedir a anulação da partida, e a petição foi feita por um advogado da OAB……….. do RJ!!

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“Maoeeeeee”, diria Silvio Santos…

Tentemos entender a situação, raciocinarmos sobre ela, sem prestarmos atenção ao “cheirinho” estranho que isso exala… Talvez, não existam advogados em SC com conhecimentos em direito desportivo… Talvez, o advogado do Figueirense seja um dos que não entendam nada sobre isso… Talvez, o advogado da OAB-RJ seja uma sumidade no assunto e, por esse motivo, tenha sido contratado…

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Ele diz que está descrente com o futebol brasileiro, mas redigiu e assinou um pedido de anulação de uma partida sem que tivesse ocorrido qualquer coisa nessa partida para justificar esse pedido? Sem um erro de direito, de verdade? Por um lateral que, dependendo do ângulo visto, ninguém pode cravar se a bola pingou fora ou dentro do campo? Então, né? Se essa partida fosse anulada, o futebol ficaria mais desacreditado ainda…

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O futebol precisa de uma limpa, diz ele – e eu concordo – mas era ele mesmo quem orientava, instruía o Figueirense, quem redigia uma petição para que o clube catarinense conseguisse anular um resultado sem um argumento legítimo? Não houve erro de direito nenhum na partida – e foi por isso que o STJD rejeitou o pedido.

Sem comentários para a declaração abaixo…

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Falou-se muito em “erro de fato” e “erro de direito” nesses últimos dias – eu já citei isso na postagem algumas vezes -, mas o que essas expressões querem dizer?

Não sou advogada, nem especialista em legislação desportiva, mas sei que erro de fato é o tipo de erro que ocorre quando um árbitro, conhecedor das regras de futebol, interpreta um lance de maneira equivocada. Como, por exemplo, o gol impedido do Flamengo, no Fla x Flu – o do Fluminense também. O jogador impedido, valendo-se da posição de impedimento, atrapalha o goleiro, a visão do goleiro, quando a bola é alçada e também durante o trajeto da mesma. O juiz  sabe que isso não é permitido (seus auxiliares também), mas errou ao validar o gol, seja por não ter visto o lance, ou por ter entendido de outra forma o que viu. E assim pode ocorrer também quando um árbitro interpreta que em um lance não houve pênalti ou que não houve uma falta em uma jogada, pode ocorrer quando ele se equivoca na identificação de um jogador e acaba expulsando o jogador errado, que não cometeu falta alguma…

O erro de direito, que justificaria uma anulação de partida, seria o juiz errar porque desconhece a regra ou porque a aplica de maneira equivocada. Por exemplo, ele anula, invalida um gol olímpico, por achar que dessa maneira o gol não seja lícito, ou ele valida um gol feito após uma cobrança de pênalti onde a bola bate na trave e volta para o mesmo jogador, que faz o gol. Isso não é permitido, mas o árbitro achava que era. Em casos como esses, onde existiu um “erro de direito”, a partida pode vir a ser anulada.

A legislação desportiva prevê a possibilidade de anulação de partida quando ocorrer, comprovadamente, erro de direito, ou então algum comportamento também comprovado de alguém que agiu de forma atentatória à dignidade do desporto, agiu de má-fé, com o objetivo de alterar o resultado da competição, como, por exemplo, o suborno de árbitro, auxiliares, goleiro, etc. Mas, por erro de fato, não tem como se anular uma partida (Já pensou se o Palmeiras pudesse anular todas as partidas em que erros de arbitragem lhe subtraíram pontos importantes?).

E parece que o advogado do pedido de anulação da partida entre Figueirense e Palmeiras sabe muito bem que “erros de fato” não anulam partidas, não é mesmo?

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Sim,  não daria em nada querer anular o jogo entre Vasco e Flamengo por um erro de fato. Então, por que ele fez a tal petição agora, querendo anular o jogo entre Figueirense e Palmeiras, se baseando numa cobrança de lateral, onde a bola supostamente tenha pingado fora? Isso não é erro de direito. Por que será que o advogado não disse aos dirigentes do Figueirense que não havia nada que sustentasse esse pedido? E, se disse, por que será que levaram isso adiante?

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Nós não sabemos o porquê de muitas coisas, não sabemos se alguém alimentou/incentivou o Figueirense nessa empreitada ridícula; não sabemos se os dirigentes do time catarinense foram apenas bobinhos e irresponsáveis ou se fizeram um favor para alguém; se o advogado, mesmo sabendo  da inutilidade do pedido feito ao STJD, apenas atendeu à vontade do seu cliente, ou se todos  contavam com o fato de o “futebol ser muito, mas muito pior que a Lava-jato”… não podemos afirmar nada, só podemos pensar, imaginar, questionar… talvez, nosso olfato nos engane… mas ficou um ‘cheirinho’ estranho no ar, você não acha?

 

P.S.- Os prints dos tweets me foram enviados pelo amigo Wellington Bortolotti (@wbortolotti). Grazie, caro.

 

 

 

É HOJE!!

A 40ª RODADA DO CAMPEONATO BRASILEIRO DE 2013 VAI COMEÇAR (já começou)!!

STJD, Unimed, Flu, CBF, Globo x Lusa.

E a ‘rodada extra’, que será jogada no STJD (só eu tenho vergonha desse tribunal?) será cinematográfica. O Brasil todo vai acompanhar a exibição de:

MARACUTAIA 2 – O resgate final

Eles estão dispostos a tudo para salvar os ‘cariocaish’. 

Estrelando: Paulo Schmitt, Szveiter, todos os promoAtores do STJD, o advogado do Fluminense e grande elenco.

Patrocínio: UNIMED, CBF E GLOBO

E por falar em Paulo Schmitt… você lembra do Sestário, o advogado que “avisou” a Lusa por telefone, né?

Então…

Choppinho

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Dá uma olhadinha na imagem e veja no link abaixo o vídeo desse encontro. E depois me responda:

Você acha que fica difícil confiar na isenção de Paulo Schmitt? Fica difícil confiar na credibilidade do STJD?

http://extra.globo.com/esporte/brasileiro/era-so-um-choppinho-paulo-schmitt-osvaldo-sestario-protagonistas-do-caso-heverton-sao-flagrados-em-restaurante-11161588.html

……

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“Brasil, corrupto pela própria natureza…” ♪ ♫ ♩ ♬

16 de Dezembro de 2013… Dia em que a CBF e o STJD decretaram a morte do futebol brasileiro e consolidaram a máxima de que o imoral “jeitinho brasileiro” dá jeito em qualquer coisa.

O futebol, que já estava podre, agonizante, acabou morrendo por falência de órgãos (CBF e STJD). E nada se pôde fazer. Moral e decência poderiam tê-lo salvo, mas essas coisas estão escassas no Brasil, e nas prateleiras da CBF e do STJD elas não são mais encontradas.

São tantos escândalos envolvendo a CBF e os seus dirigentes… Campeonatos e rebaixamentos sendo determinados pelas ações, sem critério algum, do seu tribunal… Clubes sendo favorecidos, descaradamente… O Fluminense já coleciona 3 rebaixamentos e nenhuma passagem pela série B (ainda foi salvo no apito, do que seria mais um descenso em 2009).

Não é de hoje que acontece um monte de coisa errada nos campeonatos brasileiros, mas as armações sempre foram meio disfarçadas. Porém, depois de 2005, quando o STJD legitimou um verdadeiro esquema para tirar o título do Inter, e entregá-lo à MSI/Corinthians, que lavava dinheiro de crimes da máfia russa (a imprensinha finge não lembrar disso), que ninguém mais se dá ao trabalho de esconder nada. Na ocasião, um árbitro se prestou a ajudar a armar o circo,  o STJD colocou o espetáculo no picadeiro e encenou o teatro “da moralidade”, e depois que o fato estava consumado, foi só as personagens principais saírem de cena. Edilson Perereira de Carvalho, Szveiter Pai, Aragão, o árbitro Márcio Resende de Freitas (que foi trabalhar numa afiliada da Globo)…

Ano passado, rebaixaram o Palmeiras, subtraindo dele 12 pontos no apito (três vezes os 4 pontos que afanaram da Lusa). E, agora, em 2013, o STJD, resolveu que a Lusa, que não caiu, seria rebaixada, e o FluminenC que foi rebaixado, permaneceria na série A, na vaga que a Lusa, forçadamente, deixou (por que não subiram o Icasa?). Palhaçada! Se o Palmeiras, muito maior que o FluminenC, se Botafogo, Grêmio, Vasco (que agora até tentou voltar pelos fundos) e Corinthians já jogaram a B e voltaram na bola, por que o time carioca não tem a dignidade de fazer o mesmo?

O que o STJD fez foi ignominioso. Um desrespeito a todos os clubes que já disputaram a segunda divisão, um tapa na cara dos torcedores desses times. Um bando de ‘promoatores’ e alguns advogados (amigos pessoais dos ‘promoatores’), que se prestaram a encenar uma farsa.  Todo mundo viu que foi um teatro, já ensaiado desde o momento em que o FluminenC caiu. Sabíamos que dariam um jeito de subir esse timeco no tapetão. Coisa de time pequeno. Coisa de rato, que se move sorrateiramente pelos caminhos do esgoto. E a CBF e o STJD foram o esgoto pelo qual o FluminenC, mais uma vez, se colocou de volta na série A.

E quem não sabia que o “Rei dos Tapetes” tinha certeza de que não cairia, mesmo se caísse? Alguém já viu um time que está na zona de rebaixamento, arriscar a fazer uma contratação milionária (Conca), pra ter que pagar um salário milionário?

E ainda tiveram a coragem de televisionar o “circo”. Quem ouvia o advogado do Fluminense, tão cara-de-pau, falar em moralidade, em história (que história tem esse clube?) ficava se perguntando se ele não sabia do time que voltara da série C diretamente pra série A, se ele não sabia que o FluminenC é dono do tapetão por uso-capião.

Quem ouviu o advogado Zanforlin, defensor da Lusa, fazer uma defesa tão insubstancial (comparou o jogador do time paulista com um chuchu !?!, não citou os casos, idênticos, ocorridos com outros clubes…  não citou o próprio Fluminense, absolvido em 2010), ficou com a impressão  que tudo direcionava o caso para a “execução” do time paulista.

Só que  a questão não era a Portuguesa ter ou não escalado um jogador irregular. Ela fez isso (a CBF não fez o comunicado oficial dessa suspensão em tempo hábil). A questão, e isso o advogado não disse, era a Portuguesa ter o direito à mesma punição de outros clubes, ter também o direito à multa, ou então a perder os pontos no próximo campeonato. Era perguntar para os ‘promoatores’, por que foi considerado imoral tirar pontos e o título do Fluminense em 2010,  e a gora não foi considerado imoral tirar o direito da Lusa disputar a série A? Que tipo de moral é essa que só serve de retórica? Quem assistia à pataquada tinha certeza que as cartas já estavam marcadas muito antes do julgamento começar…

Mostrar a farsa na TV serviu apenas para tapear a massa,  para parte da imprensa ajudar a legitimar  como justiça, a sacanagem que faziam com a Lusa (e olha que não ponho a minha mão no fogo pelos dirigentes lusitanos). As comparações com os outros casos, idênticos, foram “esquecidas” para que  não se chegasse à conclusão de que aquilo tudo era um “desculpe Lusa, não temos nada contra você, mas precisamos fazer esse tapetão e, se não tem tu, vai tu mesmo”.

Foi um insulto à verdadeira Justiça, uma vergonha digna de tribunais de países subdesenvolvidos e de times de várzea, um caso que deveria ter ido parar na polícia, um caso com a grife do STJD e as cores do tricolor carioca, que teve perpetuado a partir de então, o seu rebaixamento moral. E esses “pontos” ele jamais vai recuperar.

E aí, a gente se pergunta: Por que, dos rebaixados, só o Fluminense não pode ir jogar a B? (A FPF e os demais clubes, inclusive, o Palmeiras, que acabou de voltar da segundona, pra onde foi mandado pelo apito, tinham que ter se voltado contra essa sujeira toda. O clube que deixa a Lusa gritar sozinha hoje, certamente estará gritando sozinho amanhã.)

POR QUE O STJD PASSOU A SER DONO DAS REGRAS QUE CONDUZEM O FUTEBOL? Com que direito ele julga com dois tipos de moral? Qual a legitimidade desse tribunal, que nada tem a ver com o Poder Judiciário Brasileiro? Como esses promotores conquistam os cargos, uma vez que na “Capitania Hereditária da Justiça Desportiva” não há concursos, não é levado em conta o mérito para escolha dos seus membros? Por que esse tribunal, ilegitimo, à serviço dos interesses da CBF e não da Justiça Desportiva, fica no RJ? Por que na Europa, onde o futebol é muito melhor organizado e conduzido, não há nada nos moldes dessa “Capitania Hereditária”?

E então, nos damos conta que esse mesmo tribunal é sustentado pela CBF, que, por sua vez, recebe dinheiro da TV para fazer um campeonato. E a TV, todo mundo sabe, quer o retorno em pontos no Ibope. Sendo assim, como deixar o RJ, os “cariocaish”  – era esse o sotaque predominante no “julgamento” -, com apenas dois representantes no próximo campeonato, se até SC tem três?

A Lusa não teve chances de escapar da armadilha…

E do lado de fora do “circo”, a torcida do FluminenC, indecorosamente, comemorava o tapetão, zombando dos espoliados torcedores da Lusa. E pensar que a torcida do Palmeiras ficou sem jeito de comemorar o título da série A, conquistado de maneira brilhante e digna DENTRO DE CAMPO… Dignidade é para poucos e bons.

E depois dessa patifaria toda, para jogar mais lama no caixão do morto, anunciaram que o patrocinador do FluminenC, a Unimed, é o novo patrocinador da CBF. Ora viva! Se o anúncio foi no dia seguinte, podemos imaginar que o acordo fora feito muito antes, não é mesmo? E então, muitas das nossas perguntas foram subitamente respondidas…

R.I.P FUTEBOL BRASILEIRO, você foi uma vítima da imoralidade, da ganância e falta de decência.

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No “País do Futebol” e da Copa do Mundo, as mesmas regras que valem para alguns clubes não valem pra outros… e quem decide isso é a ‘capitania hereditária’ do STJD… o discurso de seus promotores, diante de uma mesma situação muda drasticamente, dependendo do clube que vá ser prejudicado ou beneficiado.

Cansados dessa politicagem, reclamamos o ano inteiro da justiça, altamente duvidosa, que é praticada no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. E não é que o tribunal acabou fechando o ano com “chave de ouro”, ou melhor, com “tapete de ouro”? Como se não bastasse tudo de incoerente que já fez neste ano (e em todos os outros), o STJD conseguiu ressuscitar uma prática, antigamente comum, mas bastante ilícita: O TAPETÃO! Sim, “Ximit” e seus amigos trouxeram de volta ao cenário futebolístico, o “jeitinho (indecente) brasileiro”, maquiado de cumprimento de regras, de beneficiar e trazer determinados clubes de volta à série A, sem passar pela segundona.

Já vimos muitas equipes voltarem sorrateiramente pela porta dos fundos da série A. No futebol brasilis, que posa de desenvolvido, mas é administrado por mentes subdesenvolvidas (assim como acontece com o país), isso costumava ser comum. A CBF + tribunal + dirigentes safados + a ‘cartola do Mandrake’ + desculpas esfarrapadas + um monte de otários para acreditar – vergonha na cara de clubes e tribunal = times rebaixados (cariocaish, principalmente), voltando pra série A sem jogar a série B. Que o diga o FluminenC, que já caiu três vezes (1996, 2000, 2013), foi salvo em algumas outras, e que já cometeu a indignidade de estar na série C e voltar direto à série A, sem conquistar isso dentro de campo.

Porém, depois que Palmeiras e Botafogo caíram em 2002, e, sem tapetão, disputaram a série B e voltaram na bola, pareceu que as viradas de mesa não teriam mais vez. Os times rebaixados iam sim para a série B – como aconteceu também com o Corinthians em 2007.

E porque as “viradas de mesa” não aconteciam mais, muita mutreta passou a ser feita para evitar que alguns clubes fossem rebaixados. O Flamengo, por exemplo, graças às arbitragens, tem sido salvo do descenso em várias edições do campeonato; em 2009, o Fluminense (olha ele de novo), jogando contra o Palmeiras, foi salvo da degola pelo apito de Carlos Eugênio Simon, que meteu o garfo no time paulista, lhe tirou a liderança da competição – quiçá o título -, e salvou o time do Havelange, sogro de Ricardo Teixeira.

Os casos são muitos… Como o do Botafogo, em 1999,  goleado pelo São Paulo,  quefoi à Justiça Desportiva reclamar que o jogador são-paulino, Sandro Hiroshi, teria sido escalado irregularmente no jogo entre as equipes. O STJD, então, puniu o clube paulista e deu ao Botafogo os pontos, que foram suficientes para salvar o time carioca da Série B. Mas, em 2009, o atacante Jobson, do mesmo Botafogo, foi pego no anti-doping duas vezes por uso de cocaína e, apesar de ser uma situação pra lá de irregular, os pontos dessas partidas não foram tirados do time carioca e repassados aos seus adversários. ‘Legal’, não? Ficou uma impressão de: “cocaína, pode; jogador irregular, não pode”. O tribunal atua como um Papai Noel, distribuindo para alguns clubes os pontos tomados de outros Tenho que fazer um esforço muito grande para achar que é apenas clubismo…

E neste Brasileirão, que “acabou de acabar” (acabou mesmo?), a maioria dos clubes passaram o campeonato todo ‘namorando’ a zona de rebaixamento, e muitos deles foram ajudados pelas arbitragens para escapar da degola. E com tantos clubes em risco, não teve jeito de salvar todo mundo, e dois cariocas, Vasco e FluminenC, acabaram caindo. E o futebol “maracutaia’ brasileiro, que não trilha caminhos lá muito corretos (você viu o ‘truque de mágica’ do Valcke no ‘sorteio’ da Copa? Viu como foi “sorteado” o Chile?), ressuscitou o vergonhoso tapetão!!

O Vasco, rebaixado, resolveu entrar com um recurso para ganhar os pontos da partida em que fora goleado pelo Atlético-PR. Por causa do tempo excessivo de paralisação do jogo, devido a uma briga de torcedores (das duas equipes) na arquibancada, o Vasco se viu no direito de pedir a ajuda do STJD para dar um jeitinho de não cair e ganhar os pontos de uma partidas em que foi goleado! Como dizia a minha avó: Veja se no céu tem festa! Tomou 5 gols dentro de campo, perdeu na bola,  e quer entrar com recurso pra ganhar os pontos do Atlético, porque uns bandidos se pegaram de pau na bancada? Toma vergonha na cara, Dinamite!

E enquanto o Vasco tentava a ‘tapetada’, apareceu a “novidade” que todo mundo sabia que aconteceria, desde o momento em que o FluminenC caiu: pela terceira vez, o tribunal faria uma mutreta para subir o time carioca. Descobriram (armaram?) um jogador da Lusa escalado de maneira irregular num jogo diante do Grêmio, o que, segundo as regras, faria a Lusa perder 4 pontos. E, perdendo 4 pontos, ela seria rebaixada e em seu lugar quem ressuscitaria do mundo tenebroso da série B? Quem? Ele mesmo, o FluminenC!! Que coisa, não?

A Lusa alegou que não sabia que a punição era de dois jogos, e, pelo contrário, afirmou que tinha sido avisada pelo advogado Osvaldo Sestário, que a suspensão era de um jogo, que o atleta já tinha cumprido. Por isso, ele foi escalado. O advogado desmentiu os dirigentes da Lusa, e disse que tinha feito, por telefone, o comunicado sobre os dois jogos de suspensão. Mas, segundo o que disse o próprio vice-presidente do tribunal, o resultado do julgamento com a punição tem que estar documentado. Mas o resultado só foi documentado na segunda-feira.

De acordo com o artigo 43 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em seu artigo 2º: “Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o início ou vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que não houver expediente normal na sede do órgão judicante”. O julgamento foi na sexta-feira e o dia seguinte era um sábado, portanto, a punição começaria na segunda-feira.

E o tal Osvaldo Sestário (advogado que a CBF remunera e colocou à disposição do time paulista) parece gostar bastante do time que quer rebaixar a Lusa, não é mesmo? Que-cara-de-pau!

Mas o tribunal faz de conta que não sabe disso e quer tirar os pontos da Portuguesa de qualquer jeito. Paulo Schmitt (aquele que tem sempre a sentença pronta, na primeira entrevista concedida, quando é o Palmeiras o envolvido), falando sobre a provável punição à Lusa, disse:

“Essas expressões passam a ideia de canetada na calada da noite. Estamos falando em julgamento, processo. A lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos. Se todos os jogadores que tinham suspensões para cumprir na última rodada entrassem em campo, os resultados dos jogos poderiam ser outros.”

A lei é para todos, Schmitt? Tem certeza? O tribunal a aplica mesmo? Lindo o seu discurso! Pena que seja só embromation… pra variar. Nem vou falar aqui do Nacional de Uberaba, que escalou jogador de maneira irregular e foi absolvido pelo tribunal, ganhando vaga na segunda fase do campeonato.

http://globoesporte.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2012/09/nacional-de-uberaba-e-absolvido-pelo-tjd-por-escalar-jogador-suspenso.html

JogadorIrregular-NacionalUberaba

Nem vou falar do Flamengo, que utilizou um jogador irregular no dia 27/11 e nem denunciado tinha sido, ao contrário da Lusa, que, 3 dias depois da partida, já tinha sido denunciada.

JogadorIrregular-Flamengo

http://globoesporte.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2012/09/nacional-de-uberaba-e-absolvido-pelo-tjd-por-escalar-jogador-suspenso.html

Nem vou falar do Cruzeiro, que foi mais um clube a escalar jogador irregular e não perder pontos como punição…

JogadorIrregular-Cruzeiro

Não vou falar deles porque isso é café pequeno, “Ximit”, diante de uma outra situação, uma outra declaração sua.

Você diz que, ‘a lei é para todos, e não só para Flamengo ou Portuguesa. Se a legislação não for aplicada, é um desrespeito com dezenas de clubes e jogadores que cumprem suas obrigações nos campeonatos.” 

Você vai ficar com vergonha agora, “Ximit”…  “CÊ” jura que não lembra mais desse caso aqui?

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“Cê” jura que nao lembra o que disse quando o Fluminense TERIA QUE PERDER OS PONTOS E, CONSEQUENTEMENTE, O CAMPEONATO DE 2010?? Ou será que você estava apostando que nós esqueceríamos disso?

Vou ajudar você a se lembrar do que disse…

“Não acredito que haja condição moral, disciplinar, até (de tirar os pontos do Fluminense). Pode ter (condição) técnica. Técnica, jurídica, com base em uma jurisprudência. Mas moralidade… rediscutir o título que foi conquistado no campo de jogo (a Lusa também escapou no campo assim como o Fluminense caiu no campo, promotor) , da forma como foi, agora (ao final do campeonato), abrindo um precedente… Essa decisão poderia ser em algum momento revista, mas isso seria um caos”. 

Podemos então concluir, Sr. Paulo Schmitt, que há três anos atrás, quando o Fluminense poderia perder o título, o critério técnico deveria ser ignorado em nome da moralidade? Hoje, contudo, para que o mesmo Fluminense não seja rebaixado, a moralidade é ignorar critério técnico, o que foi feito no campo?

Sem mais perguntas, meritíssimo.

O Brasileirão 2013 acabou…  Ponte e Náutico já tinham sido rebaixados nas rodadas anteriores, hoje, “Vaixco” e “FuminenC”  completaram a tabela de times da série B 2014 (a série B tava morrendo de saudade do Flu. Em 2000, ele disse que ia só comprar cigarros, fugiu, e não voltou mais. Já o Vasco, como é de praxe, vai ser vice-campeão da série B).

E depois de tanto ouvir alguns palmeirenses reclamarem das vitórias do Verdão, de minimizá-las por causa do baixo nível da série B, resolvi prestar atenção em alguns detalhes do “fortíssimo” Brasileirão da série A-2013. Vejamos…

Com 114 pontos em disputa, só os 6 primeiros colocados conseguiram fazer mais do que a metade dos pontos (57). Os outros 14 clubes pontuaram de 57 pontos pra baixo.

Cruzeiro (76), Grêmio (65), Atlético-PR (64), Botafogo (61), Vitória e Goiás (59), já Santos e Atlético-MG, fizeram exatamente a metade dos pontos (57).

Os dois clubes com os piores ataques do campeonato foram o Náutico, com 22 gols marcados,  e o Corinthians, que mesmo tendo um ataque milionário – só o Pato custou 40 milhões – marcou apenas 27 gols , e ficou com a péssima média de 0,7 gols por partida.

O Náutico, diga-se de passagem, tinha a pior campanha da era dos pontos corridos, e só passou a ter a segunda pior campanha porque ganhou do Corinthians na última rodada (mas vergonha mesmo, segundo a imprensa, foi o Palmeiras ter sido desclassificado na Copa do Brasil pelo Atlético-PR, vice-campeão do torneio, e que terminou como terceiro colocado no Brasileirão 2013).

No saldo de gols, 5 clubes tiveram bons números: Cruzeiro, que esnobou nesse quesito (40 gols), Atlético-PR (16), Botafogo (14), Santos (13) e Atlético-MG (11). Os outros 15 clubes foram de ruim para lamentável: Grêmio (7), Vitória (6), Corinthians (5), Goiás e Portuguesa (4), São Paulo e Inter (-1), Famengo e Coritiba (-3), Fluminense (-4), Bahia (-8), Vasco (-11), Criciúma (-14), Ponte Preta (-18) e, pasmem, Náutico (-57) – como é que o time do Corinthians conseguiu não fazer gols num time, que tomou 79 gols? Como conseguiu empatar sem gols no primeiro turno e perder no segundo (Mas, segundo a imprensa, é o Palmeiras que não tem time para disputar a série A em 2014. E tem torcedor, que deixa o cérebro desligado e sai repetindo essa asneira)?

E é claro que, com esses números tão ruins, a média de aproveitamento dos clubes também não seria grande  coisa e só 6 deles ultrapassariam os 50%. Pra se ter uma ideia, o campeão Cruzeiro teve 66,7% e o Grêmio, que ficou em segundo, 57%. São Paulo, Corinthians e Flamengo, tão badaladinhos pela imprensa, ficaram na casa dos 43% (SPO e COR – 43,9 e FLA 43).

Mas teve algo que me chamou bastante a atenção, e do qual muita gente não se deu conta… algo que escancara o péssimo nível da competição.

Os “canpiaum mundiau” e os bambis, com seus elencos caríssimos, acabaram o campeonato a 4 pontos da série B.

O “Flameingo”, a 3 pontos.

O Internacional, Choritiba, Portuguesa e Bahia, a 2 pontos.

O Criciúma, terminou o campeonato com os mesmos 46 pontos que rebaixaram o Fluminense.

Moral da história: DO 9º AO 19º COLOCADO FICOU TODO MUNDO EMBOLADO (o Náutico, 20º colocado, fez só 20 pontos e nem conta)! DO 9º AO 17º (o primeiro dos 4 rebaixados)  EXISTIAM APENAS 4 PONTOS DE DIFERENÇA!! É mole?

Dos 20 clubes, 14 passaram em algum momento pela zona de rebaixamento.

E vale lembrar que alguns desses grandes, da “fortíssima” série A, que terminaram o campeonato meio embolados com os times rebaixados, precisaram receber ajuda pelo caminho… senão, muito provavelmente, estariam na série B em 2014.

Que “nível altíssimo” teve a série A, não é mesmo? Só o Palmeiras, segundo as bocas e teclados que adoram esculhambar o próprio time, e cujos cérebros se recusam a trabalhar, é que disputou um campeonato de m….  Nada como se observar os detalhes, o que dizem os números, não é mesmo?

Ah, e não vamos esquecer de observar mais uma coisa. Cair, o Flu caiu… vamos ver se vai virar o ano caído, ou se vão escancarar as portas dos fundos do Brasileirão pra ele (para o Vasco também), OUTRA VEZ.

“Te voglio bene assai
Ma tanto ma tanto bene sai
E’ una catena ormai
Che scioglie il sangue dint’e vene sai…” – Lucio Dalla

Palmeiras, o clube que não pode se defender no STJD com uma prova de vídeo, mas pode ser julgado por esse mesmo tribunal, com o uso desse mesmo recurso; Palmeiras, o clube mais garfado pelas arbitragens neste Brasileirão/2012, vai enfrentar o time mais beneficiado pelos homens do apito.

Ainda que a situação seja inversa hoje, será que o árbitro vai nos roubar como fez o Simon em 2009, quando nos tirou a liderança do campeonato e salvou esse mesmo Fluminense do descenso? Hummm…

Mas o Palmeiras vai lutar, muito! Vai lutar contra tudo e contra todos!

FORÇA, VERDÃO! Se a “Confederação Brasileira do Fluminense” DETERMINAR QUE ELES SEJAM 16 EM CAMPO  (ou 17, caso tenha um delegado “esperto”), NÓS SEREMOS 20 MILHÕES! 

Que se f@#$dam as contas, os arranjos, os outros confrontos, a matémática!!

Nada, nada do que essa escória possa te fazer Palmeiras, nada do que possa acontecer a você, vai tirar a força do amor que carregamos no peito…

Nada vai diminuir o orgulho imenso que sentimos de tuas conquistas, legítimas, honradas, o orgulho que sentimos da nossa nova casa, o orgulho intraduzível que experimentamos ao vestir o nosso manto…

Nada vai impedir que o nosso coração salte no peito, que o nosso sangue se aqueça e que a alma palestrina se encha de alegria, a cada vez que o nosso Palmeiras entrar em campo…

Nada vai fazer com que deixemos de respeitá-lo e de brigarmos contra o mundo para defendê-lo…

Nada vai fazer com que nossos olhos deixem de se alegrar com as tuas cores, que a nossa voz não se embargue ao cantarmos o teu hino…

Nada vai mudar a cor do sangue que corre em nossas veias…

E nada, nunca, vai fazer com que não estejamos na arquibancada, nada vai calar a nossa voz e fazer com que deixemos de cantar!

Seja nesta vida ou nas próximas; seja no céu, no inferno ou na PQP…  PALMEIRAS, NOSSA VIDA É VOCÊ!!


 

VAMOS GANHAR, PORCOOOOOOOOOOOO!!!!

 

Perdemos mais uma… e dessa vez, por milagre, não foi o árbitro quem fez o resultado. Tivemos chances de ganhar, fomos mais perigosos que o adversário, mas foi o Fluminense quem levou os três pontos pra casa. O torcedor diz que foi um resultado injusto… Podia até ser, não tivéssemos sidos nós a dar uma facilitada  na vida deles.

Não sei se é trauma daquele malfadado jogo de 2010, e todos os que vieram depois dele, mas o fato é que vejo Patrik no time e já sei que, muito dificilmente, a gente vai ganhar.

Ele pode ser uma pessoa bacana, ser um jogador obediente, bonzinho, sei lá por quais motivos ele é escalado, mas jogar mesmo, ele não joga nada! Raramente faz uma jogada legal para um companheiro, ou faz uma jogada em que ele próprio se destaque e vá pro gol. Apenas troca passes… E o Patrick Vieira nunca tem chance… e o Denoni, que já mostrou que é bom jogador, também é preterido…

O torcedor reclama dos jogadores que estão fora e não jogam, mas é muito pior o que está dentro de campo, em tantas oportunidades, e não joga p…. nenhuma!

Ainda assim, não era uma partida para o Palmeiras perder. No primeiro tempo, o jogo pareceu meio equilibrado e o Fluminense deu a impressão que ficou mais no ataque, mas quem levou mais perigo foi o Palmeiras. Não corremos tantos riscos com os “cariocaish”. Nossa defesa estava esperta e os atacantes do Fluminense nem tanto.

O Palmeiras não teve muitas oportunidades de gol, mas teve as mais perigosas. Uma vez com Barcos, de cabeça, que Cavalieri mandou pra escanteio; outra, num cruzamento de Fernandinho na área, depois de receber de Obina, que Cavalieri interceptou. Tava difícil vencer o goleiro do Flu…

Assunção não estava num dia bom e não acertava nem escanteio, por isso, sem o perigo das bolas paradas, tínhamos que esperar alguma jogada que Barcos e Obina pudessem tirar da cartola. Mas, pouco acionados, eles não apareciam no jogo como gostaríamos. Por mim, Mazinho bem que podia estar em campo com eles.

No finalzinho do primeiro tempo, Artur conseguiu vencer Cavalieri, quando recebeu pela direita e chutou forte, pena que a trave, maledeta, tenha ficado no caminho e, no rebote, a zaga adversária tenha aliviado. Durante o jogo, ainda meteríamos mais uma na trave. Que dureza!!

E nós, que já queríamos um ajuste no time, ainda no primeiro tempo (a impressão que eu tinha é que faltava só um pequeno ajuste), vimos o Palmeiras voltar para a segunda etapa sem nenhuma novidade. O Fluminense voltou com Diguinho no lugar de Wagner.

Quando parecia que o Fluminense tinha voltado mais esperto, e o Palmeiras parecia sem  muita objetividade,  Obina fez uma jogada linda pela direita, invadiu a área, mas a defesa tirou; na sobra, Barcos chutou forte, mas Cavalieri defendeu… UUUHHH!! Eu, que estava assistindo no PC, até pulei da cadeira e pensei, agora vai! No instante seguinte, Obina recebeu cruzamento e desviou de cabeça por cima do gol… Murtosa chamou Mazinho!! Agora sim, os coelhos de Barcos e Obina iam ser tirados da cartola!!

Mas aí, veio a ducha de água fria… Quando todos imaginamos que o inoperante Patrik fosse sair do time, PORQUE ERA ELE QUEM DEVERIA SAIR, Murtosa sacou Obina, vejam só!! – Murtosa substituía Felipão, que tinha pegado mais um jogo de suspensão do STJD;  o mesmo tribunal que DÁ PENA EDUCATIVA PARA QUEM AMEAÇA O JUIZ DE PORRADA, e dá dois jogos a um técnico que reclama por seu time ter sido roubado! Os assaltantes ficam impunes, e a vítima do assalto toma dois jogos. É o rabo abanando o cachorro!!  A BALANÇA DA JUSTIÇA, UTILIZADA PELO STJD, TEM VÁRIOS PRATOS! E CADA UM COM UM DISTINTIVO DE UM CLUBE.

Mas, em campo, o Fluminense começava a chegar… Bruno tirou uma de soco; outra, num desvio errado de Thiago Heleno, ele tirou no reflexo…

Dez minutos depois, Mazinho faz uma jogada linda e, na linha de fundo, meteu pra área; Fernandinho dominou e chutou, mas a zaga mandou pra escanteio. Logo depois, Assunção cobrou escanteio com perigo na primeira trave, mas Cavalieri salvou… O nosso ex-goleiro tava pegando tudo e salvando os cariocas!! Dois minutinhos depois, O Fluminense saiu errado, Fernandinho se aproveitou e chutou de fora da área, mas o goleiro fez a defesa…

Aos 29′, e só aos 29′, Patrik foi sacado do time, para a entrada de João Vítor. “6 por meia dúzia”. Mas a ‘meia dúzia’ conseguiu ser pior que o “6”… João Vítor não entrou bem na partida.

Embora não levasse tanto perigo nas investidas, o Flu tava sempre rondando a nossa área. Eu não tava gostando nadinha de perdermos as nossas chances e deixarmos o inimigo insistir. E já que a gente pediu… Aos 38′, o Fluminense marcou. Jean dominou a bola na entrada da área e bateu rasteiro no canto esquerdo, vencendo Bruno. Embora eu torcesse muito; embora eu achasse que o Palmeiras  não merecia a derrota; embora eu soubesse que em futebol, enquanto o juiz não apita o fim de jogo, tudo pode acontecer; eu sabia que quem merece mesmo é quem balança a rede do adversário, e eu já não acreditava que pudéssemos empatar.

Aos 41′, Murtosa/Felipão sacou Artur e colocou Betinho em campo.  Ganhamos ofensividade na frente – perdida, quando a dupla Barcos e Obina foi desfeita -, e perdemos na lateral.

O time tentou ir pro ataque, mas o Flu prendeu a bola e o jogo terminou 1 x 0.

Com chances de termos vencido ou, na pior das hipóteses, sairmos de lá com um 0 x 0, tivemos que engolir mais essa invertida, tivemos que iniciar a semana ainda nessa bendita zona de degola.

Não, meus amigos, eu não acho que o Palmeiras vai cair. Não tenho medo nenhum disso. Temos time e tempo para reagir. Já vimos em outros campeonatos, equipes passarem o primeiro turno lá embaixo e depois disputarem o título na segunda fase. Mas não gosto de ver o meu time perder. TEMOS QUE JOGAR PARA GANHAR DURANTE OS 90 MINUTOS DAS PARTIDAS! Algumas substituições, às vezes, fazem o Palmeiras dar uma encolhida, e isso é que não pode acontecer.

Mas quarta feira é outra história, é mais uma página do grande livro do campeonato brasileiro. E se não tiver nenhuma tramoia lá na CBF, a página virá em branco, para ser escrita pelas equipes (E NÃO PELO JUIZ) durante a partida.

Pois que venha o “Flameingo”! Tomara o Palmeiras seja escalado direitinho;  tomara as substituições não encolham o time; tomara o Mago possa voltar, Daniel Carvalho e Maikon Leite também; tomara Barcos e Obina balancem as redes adversárias…

Mas vamos tomar muito cuidado com a arbitragem! Perdemos para o Flu por nossos próprios ‘méritos’, mas, quando a gente começa a balançar as redes inimigas, as “forças ocultas” sempre aparecem. PORTANTO, OLHOS BEM ABERTOS, PARMERADA!

FORZA, VERDÃO! TÁ NA HORA DE REAGIR !! PRA CIMA DA URUBUZADA!!

A vingança é um prato que se come frio, às vezes até um ano depois de começar  a ser preparado…

Pois é amigos, o nosso time pipocou no Brasileiro. A gente até que aceitou razoavelmente bem, porque tinha a Sulamericana. Mas nossos rapazes fizeram questão de perder a vaga na final da competição com  a proeza de  serem derrotados, em “casa”, de virada, para o rebaixado time do Goiás. Ao torcedor palestrino só sobrou tristeza e a falta de preparo de seus dirigentes…

E, nas voltas que o mundo dá, a penúltima rodada do campeonato seria entre Palmeiras e Fluminense…  E vejam só a ironia do destino. Agora era a vez do Palmeiras “decidir”, ainda que involuntariamente, o campeonato. O campeão do  Brasileiro,  praticamente sendo decidido pelo 10º colocado na tabela. Embora Corinthians e Fluminense tenham tido no passado algumas conquistas indignas,  na história do Palmeiras, o grande rival é o sujo time dos gambás, dos árbitros e campeonatos comprados. Uma derrota a mais, uma derrota a menos… faria muita diferença!

A torcida do Palmeiras se dividiu e entrou em rota de colisão. A maioria querendo a derrota para prejudicar o arqui-rival Corinthians e uma parte querendo que o time jogasse com toda a vontade do mundo.

Voltemos no tempo…

NOV/ 2009 – 37ª rodada do Campeonato Brasileiro; Palmeiras, São Paulo, Inter e Flamengo brigavam pelo título. Em campo, o “ético” time do Corinthians e o Flamengo. A imprensa não cobrou ética antes da partida, não pressionou o técnico e os jogadores dos gambás, não falou em dignidade…  Tampouco percebeu a farsa da contusão de Ronaldo, aos 15 minutos de jogo e nem o seu sorriso irônico ao deixar o campo…  A torcida  usou bandeiras do Flamengo… Foi uma felicidade só, poder prejudicar o Palmeiras e os bambis ao mesmo tempo. As imagens dizem tudo. Vejam a alegria de Felipe na marcação da penalidade, vejam sua vergonhosa ‘tentativa’ de defesa, na cobrança:

No dia seguinte, no jornaleco dos gambás (jornal esse, que faliu e cujos jornalistas estão sem receber até hoje) a manchete era uma ironia aos rivais…

A imprensa não se indignou, muito pelo contrário; não criticou jogadores, nem o técnico, tampouco a torcida. E não se indignou também, neste ano, quando o São Paulo,  na rodada anterior, nitidamente entregando o jogo (Rogério soltava as bolas todas nos pés dos tricolores cariocas), perdeu de 4 para o mesmo Fluminense…

Mas ao Palmeiras era preciso falar em dignidade. Esse time que é prejudicado tantas vezes pelas armações das arbitragens, tinha que ser pressionado. O caráter de seu técnico e jogadores tinha que ser colocado em dúvida. As provocações a Felipão eram inúmeras nas páginas de jornais e nos programinhas esportivos. Até mesmo Tite, esquecendo que em 2008, para prejudicar o Grêmio, colocara o Inter em campo com seu time reserva, exigia, publicamente, dignidade de Felipão.

E, contrariando a maioria dos torcedores, que queriam um time reserva, Felipão mandou a campo uma equipe com 9 titulares.  Nas manchetes de jornais só se falava  da “mala-branca” que os gambás teriam oferecido aos jogadores do Palmeiras. E o STJD, que em 2007, levou Caio Junior ao seu tribunal, por falar em mala-branca, agora se fingia de cego e surdo e permitia que o assunto fosse tratado livremente…

Em campo, o Palmeiras foi prá cima do Flu e abriu o placar com um golaço de Dinei. Deola fazia defesas magistrais e deixou o Brasil estupefato com tanto profissionalismo. Tanto é verdade que ele foi até mesmo hostilizado e agredido (com copos de água) por uma parte da torcida organizada, envenenada com as notícias da tal mala-branca. Por mais que quiséssemos o Palmeiras jogando sem vontade nenhuma, não iríamos querer que ele fizesse como Felipe em 2009.  E não dá para pensar em agredir  e ofender, alguém que joga no seu time, né? Querer que o time entregue (eu queria muito), que jogue sem vontade de ganhar, é polêmico e discutível, mas agressão e ofensa é imperdoável. A revolta desses  torcedores deixou bem claro que o Palmeiras não foi a campo para entregar. Mas é óbvio que, depois da derrota de quarta feira, e sem almejar mais nada no Brasileiro, esse time não tinha mais motivação alguma e, por isso,  correu menos, tocou mais pro lado. E o Fluminense virou o jogo , saiu com a vitória e, a não ser que vejamos um roubo histórico na próxima rodada, está perto de ser campeão.

A imprensinha ficou furiosa! Os gambás dos programas esportivos, caras-de-pau e desmemoriados que são, bradam absurdos!  E os jogadores? Roberto Carlos clama até por rebaixamento para o clube que, supostamente, entrega! MAS QUE CARA DE PAU! Essa persona non grata, que f…… o Brasil na Copa do Mundo, permitindo que tomássemos um gol, enquanto arrumava o meião; ESSE JOGADOR HIPÓCRITA E MERCENÁRIO, SE ESQUECE QUE SE AS REGRAS AQUI NO BRASIL FOSSEM IGUAIS ÀS EUROPÉIAS, ELE, MUITO PROVAVELMENTE, ESTARIA DISPUTANDO A SÉRIE C, PORQUE O SEU TIME, ALÉM DE ENTREGAR JOGO ANO PASSADO, LAVOU DINHEIRO DE MÁFIA RUSSA (as escutas telefônicas estão aí) E COMPROU UM CAMPEONATO EM 2005.  Isso também não é permitido na Europa!

E eu não estou vendo ninguém criticar o Felipe do Vasco que disse que não jogaria para ganhar. VAMOS LÁ, SEUS “IMPARCIAIS”, FALEM DISSO TAMBÉM!!!  POR QUE A IMPRENSINHA  “ÉTICA” E “PROFISSIONAL” NÃO FALA NADA DA ENTREGADA DO “VAIXCO”, da entregada dos bambis?

Os gambás, que neste campeonato já ganharam quase 20 pontos no apito, no cambalacho (imaginem onde estariam sem esses pontos); que venceram a partida diante do Vasco porque ele facilitou o quanto pode, para prejudicar o rival Fluminense; que comemoraram a entregada para o Flamengo em 2009, com desdém, escárnio; que usaram camisa do Boca e do Manchester em 1999 e 2000 e, pior que isso, fizeram camisas Boca Jrs/Pano de Chão, Manchester/Pano de Chão, agora vão falar em dignidade, profissionalismo? Compraram o campeonato e acham que não vão levar? CHAMEM O PROCON!

Que se contentem com todos os pontos conquistados no apito , com a vitória facilitada pelo time do Vasco, porque, como brincam os torcedores, foi a única vitória do ‘crime organizado’ no final de semana.

Ah, e aprendam de uma vez por todas, este é o ano do CENTENADA! hahahahhaha


“Não quero nem saber se tem luz no fim do túnel. Quando entro nele, já acendo a minha.” (Edson Marques)

Era noite de clássico na despedida do Maracanã, que será reformado (pela “1000ª vez”) para a Copa. O Palmeiras foi ao RJ enfrentar o Fluminense, líder do campeonato brasileiro. Felipão escalou o time com Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício; Márcio Araújo, Pierre, Edinho, Marcos Assunção, Rivaldo; Valdívia e Kleber. (Um falso 3-5-2, uma vez que Fabrício atua muito mais como um lateral).

A gente dando graças a Deus por não ser o Simon (aquele que nos assaltou, ano passado, diante do mesmo Fluminense) quem iria apitar e não é que SIMON 2 – A MISSÃO apareceu? É, meu amigo, o Sr. Márcio Chagas da Silva, além de ser irritantemente “caseiro” (é esse o termo para quem apita favorecendo apenas ao time da casa, mas pra mim juiz caseiro = juiz ladrão) e deixar de marcar faltas a nosso favor, permitir que a barreira do Flu, estivesse sempre mais à frente, (aquelas coisinhas todas que vão minando uma partida para determinado time) resolveu dar uma “simonada” e acabou fazendo o resultado do jogo ao anular um gol legítimo de Kleber. Cadê a nossa diretoria para mudar isso? Deixar que só Felipão se exponha, se desgaste, reclamando, não dá!!

No começo de primeiro tempo o Palmeiras já fazia boas jogadas com Valdivia e Kleber, chegando com perigo na área tricolor, mas finalizando com alguma deficiência. Aos 13′, o Verdão deu um susto no Fluminense.  Marcos Assunção avançou pela direita e cruzou na cabeça de Rivaldo; Fernando Henrique teve que fazer uma grande defesa para evitar o gol; na sequência, Valdivia chutou por cima. Aos 15′, num bate-rebate dentro da área e vacilada da zaga palestrina, a bola foi parar nos pés de Washington, livre, mas ele foi travado em tempo,na sobra, Emerson mandou para o gol. E lá estávamos nós atrás no placar…

As botinadas em Kleber (que tá jogando muito bem) eram inúmeras; Valdivia (que ainda não está 100%) apanhava ainda mais. E para a impren$inha, é o Felipão quem manda bater. Muricy, não! Imagina! ELE MANDA FAZER RODÍZIO DE PORRADA!! Palavras de Felipão após o jogo: “… houve um rodízio que foi permitido. Primeiro bate o jogador A, depois o B, o C, aí quando chega no X para e começa de novo e nenhum jogador deles é punido, só os nossos.” Não é a primeira vez que isso acontece, né meu amigo? E COM AS BENÇÃOS DOS JUÍZES!! ABSURDO! E segundo alguns “profissionais”  da ESPN, Valdivia e Kleber se jogam, são “cai-cai”. ACHAM QUE ELES TÊM QUE TOMAR BOTINADA E FICAR EM PÉ!! E cair para se livrar de uma falta mais violenta, nem pensar! Imprensa leviana,  que nem sabe disfarçar quanto tenta macular a reputação de alguns jogadores, querendo criar rótulos e  jogar a opinião pública e seus torcedores contra eles!! Aqui, não! O Mago e o Gladiador são sangue verde!!

Mas o fato é que o Palmeiras perdia a partida, jogando mais que o “bicho-papão” (!?!) do campeonato, que jogava com o juiz “caseiro” e tinha a sorte de o Verdão errar alguns passes na entrada da área. Nas vezes em que o Fluminense chegou, Marcos estava lá, seguro, intransponível! Eu que temi que o Palmeiras fosse se deixar abater ao tomar o gol, fiquei muito feliz ao ver como o meu time lutava em campo para mudar o placar. Há quanto tempo eu esperava ver esse comprometimento.

É O PALMEIRAS FELIPÔNICO!! Pressionando o adversário (chato e complicado) o tempo todo! Ainda que, até agora, não tenhamos encontrado nosso padrão de jogo, a cada partida percebemos que o time vai ganhando uma outra cara, vai melhorando em alguns aspectos. Acho que essa nova “mentalidade” de brigar e lutar até o último minuto, é o ganho mais significativo. Tudo bem que eu não concordo com o Rivaldo no time (não sei o que Felipão e meu pai veem nele. rsrs), não concordo com apenas um atacante, e também não acho que seja mais proveitoso Valdivia jogar mais à frente, mas Felipão (que precisa de mais jogadores no elenco) tá nos curando da nossa maior doença: a apatia e falta de confiança. Falta muito, eu sei, mas estamos na trilha.

E foi lutando, muito, que conseguimos empatar a partida, aos 32′, com Kleber; mas o juiz marcou impedimento. E ERROU! Quem tocou a bola que sobrou para o Gladiador, foi o zagueiro do Fluminense, portanto, o gol foi legal. O bandeira pode até ser que não tenha visto, mas o filho-da-mãe do juiz, muito próximo da jogada, não validou porque não quis. Mais uma vez, diante do Fluminense, vimos um gol legítimo do Palmeiras ser anulado pela arbitragem. Diante de um adversário, tranquilo, que lidera o campeonato, e que trabalha muito bem a bola, ter um gol legítimo anulado, torna tudo mais difícil…

Veio a segunda etapa e o Palmeiras tomou conta do jogo. Era ataque por todos os lados, mas o gol não saía. Scolari, que já tinha voltado com Tinga, em lugar de Pierre  sacou Fabrício (não gostei) e colocou Luan (não gostei x 2). Rivaldo continuava lá… O Palmeiras pressionava, ia pra cima e nada de gol; a bola não queria entrar. Aos 27′, Valdivia, cansado (que pena), deu lugar a Ewerthon. E o atacante quase fez, aos 34′; bateu rasteiro, de fora da área, e ela passou tirando tinta… Eu sabia que íamos marcar… Não era possível, que tanta entrega, tanta superação (tem que jogar assim sempre), fosse dar em nada… Com exceção de alguns poucos momentos, o Palmeiras, na base da raça, era  mais time que o Fluminense, encontrava mais chances para avançar e tinha mais chances de gol.

A partida acabando… Eu não conseguia tirar os olhos do marcador de tempo, na tela da TV. Aos 45′, Leandro Euzébio que já tinha provocado Kleber várias vezes, querendo tirá-lo do jogo, repetiu o feito, se deu mal e acabou expulso. Meu San Genaro, o relógio correndo e nada do gol sair! Que medo de o juiz apitar o final da partida. Seria uma injustiça tremenda com o Palmeiras que esteve melhor em campo. Mas quem é parmera sabe, não se pode jogar a toalha nunca!!

48’… o jogo já nos descontos… o torcedor roendo a unha, aflito… Edinho é lançado na área e ajeita de cabeça para Ewerthon. Ele domina sozinho e empurra para o fundo do gol, e aquilo que tanto desejamos, que parecia tão difícil, nunca foi tão fácil!!! GOOOLLL DO PALMEIRAS!!! PQP!! Um empate com sabor de vitória, e um prêmio a tanto empenho e tanta raça! MEU VERDÃO RAÇUDO, ‘FELIPÔNICO’ ESTÁ VOLTANDO!!

E talvez tenha sido essa raça, esse amor ao time, a alegria e última lembrança que o Sr. José Panzarine, roupeiro do Palmeiras, há 29 anos, tenha levado para o “andar de cima”. No dia de hoje,  o “Seo Panza”, como era chamado, nos deixou… Obrigada, “Seo” Panza, por cuidar tão bem dos nossos craques.

Estamos todos tristes, mas tomara você continue cuidando dos nossos meninos, de onde quer que esteja…