O sinal de alerta já estava aceso…

A presepada em nossa casa, na primeira partida diante do Cruzeiro, pesou na conta… afinal, tomar três gols em mata-mata, na sua própria casa, é meio que pedir para ser morto na outra partida, não é mesmo? E mesmo com o empate bravamente conquistado na ocasião (ir buscar um 3 x 0 não é fácil), a possibilidade de eliminação passou a ser coisa séria…

E o 1 x 1, que normalmente teria sido um resultado bom para um jogo fora, acabou por ser desastroso e determinou a nossa desclassificação na Copa do Brasil.

O juiz, Wilton Pereira Sampaio – que havia nos operado diante do Santos, no Brasileirão, e que, por tantas outras ‘operadas’, nos deixava ressabiados nessa partida -, embora tivesse sido bem mais simpático e bonzinho com os donos da casa, não teve interferência direta no resultado da partida. Nós perdemos a vaga por nossa conta mesmo.

No primeiro tempo, os dois times, jogando fechados, pareciam se preocupar mais em se defender, em não tomar gol. O Palmeiras nem podia pensar em tomar gol mesmo, e o Cruzeiro, por sua vez, imagino eu, embora mais tranquilo – podia empatar até por 2 x 2, – certamente não queria permitir que o Palmeiras repetisse o bom futebol apresentado no segundo tempo da partida em São Paulo.

Os times eram bastante cautelosos, mas o Palmeiras tocava, tocava, tocava e parecia não saber como chegar ao gol, não criava nada de perigoso. Precisando da vitória, não era suficientemente ofensivo. O futebol do Palmeiras não me agradava, não tinha “sustância”, estava apagado – o do Cruzeiro, ainda bem, não era grande coisa também.

Tínhamos mais posse de bola, mas não aproveitávamos isso, e insistíamos em cruzamentos… não pegávamos outros atalhos para o gol adversário… e o Cruzeiro chutava mais ao nosso gol.

A torcida do Palmeiras, por sua vez, mesmo sendo muito menor, fazia a festa lá e se fazia ouvir lindamente pela TV.  A do Cruzeiro, claro, na sua casa, não ficava atrás…

Cuca trouxe Keno para o segundo tempo e deixou Guerra no vestiário… Embora goste muito do Keno, confesso que fiquei preocupada… Se já não estávamos criando muito mesmo, imagine sem o Guerra…

E eu queria tanto que o Palmeiras marcasse um gol…

O segundo tempo não parecia ter começado melhor… ora errávamos o passe,  ora o jogador passava da bola… e a gente precisando ganhar…

Cuca tirou Felipe Melo para a entrada de Raphael Veiga (deixar o Pitbull 3 jogos fora – isso faz perder ritmo de jogo -, poupar o cara pra esse jogo, e o tirar aos 12′ do segundo tempo?). Se por um lado era ruim a saída do Pitbull, por outro, talvez Veiga pudesse fazer a bola chegar aos atacantes.

O Palmeiras parecia se insinuar mais na área inimiga, mas sem o perigo que a gente tanto queria. O relógio parecia correr… Raphael Veiga chutou de fora da área e a bola passou pertinho… o Cruzeiro atacou e Mina tirou…

Nervosa, eu já começava a minha “via-crucis” de entrar e sair da sala… Ouvia, de longe, as descidas do Cruzeiro, e corria ver quando era o Palmeiras que ia pro ataque… E já tínhamos 24′ de segundo tempo…

E então, eu estava em pé, na frente da TV, Jean cobrou escanteio (acho que era o Jean), o goleiro deu um socão mandando a bola longe. De fora da área, Keno chutou pro gol, ela desviou no jogador do Cruzeiro e foi morrer na rede. GOOOOOOOL, P#%%@!! Keno, seu lindo!!! Quase morri de alegria…

E aí, o Cuca comeu mais uma bola na partida… com 28′ de jogo, com o Palmeiras ganhando, ele me tira o Dudu (Dudu não é pra sair nunca) e coloca o Tche Tche… Se pensava em segurar lá na frente, como diria depois na entrevista, tinha que ter deixado o Dudu em campo, né?

Depois do nosso gol, o maledeto do relógio resolveu caminhar, muito devagar… o tempo não passava. E o Cruzeiro vinha pra cima…

Eu nem vi na hora… Borja recebeu livre e virou o jogo para Egídio. Ele recebeu, tinha a opção do Veiga no meio, mas resolveu arriscar o chute e mandou a bola pra Júpiter… Já não criávamos quase nada, e ele me desperdiça uma chance dessa.

Na sequência, faltou a pegada dos jogadores de defesa, faltou o Jailson ter saído um milésimo de segundo antes… numa bola levantada em nossa área, o jogador do Cruzeiro, subindo tranquilo ao lado de Mina, cabeceou pro gol vencendo Jaílson…

E estávamos com 39’… agora o relógio voaria… e só se fosse por um milagre…

Milagres não acontecem todos os dias, nem sempre conseguimos aquele gol redentor no último minuto… De longe, ainda escutei o Jaílson fazer uma baita defesa… e o jogo acabou.

O Palmeiras, contrariando as nossas muitas expectativas, foi eliminado. E teríamos que conviver com isso. Empatamos dois jogos e perdemos a vaga… por causa daqueles três gols tomados em casa… E, no fundo, sabíamos que eles dificultariam a nossa vida mesmo.

Ficamos tristes, claro, um pouco bravos na hora também, mas não há uma bruxa a ser caçada. A conta é do time todo, é do técnico, é do Palmeiras. Todos eles deram, de alguma maneira, a sua contribuição para esse desfecho.

E vamos em frente… Temos dois campeonatos a disputar ainda. O Brasileirão, embora mais difícil pra nós, ainda está aberto, e a vaga na Libertadores, nós decidiremos em casa.

Sábado tem Palmeiras x Avaí. E SE O PALMEIRAS VAI JOGAR, É CLARO QUE EU VOU!!

EU PLANTEI PALMEIRAS NO  !!

 

 

 

 

 

“Quando há uma tormenta, os passarinhos escondem-se, as águias, porém, voam mais alto.” – Indira Gandhi
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Mais um  momento difícil em nossas palestrinas vidas… Parecia que estava tudo tão bem e, de repente, o tempo escureceu…
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Se eu dissesse que não esperava que o Palmeiras avançasse na Copa do Brasil, estaria mentindo; se eu dissesse que não temia uma desclassificação, estaria mentindo também.
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O que eu não esperava, e nem imaginava, era que os jogadores adversários tivessem mais empenho em campo do que os jogadores do Palmeiras (eles correram em campo, é verdade, mas faltou a alma, a entrega) ; nem que fossemos pra disputa, mal escalados,  tentando garantir a vantagem magrinha de 1 x 0, ou que o time jogasse muito abaixo do que pode, que deixasse uns buracos na defesa e que ficássemos esperando pra ver o que o time da casa ia fazer.

E nunca poderia ter sido do jeito que foi, numa apatia medonha e desrespeitosa à camisa e à torcida do Palmeiras. Nunca tomando gol de lateral (semi-aposentado) do “fortíssimo” Atlético do PR, nunca tomando um vareio e sendo goleado tão facilmente, nunca contando com a “grande” vantagem de um mísero gol (se era pra segurar a vantagem, como vacilamos tanto e tomamos três?), nunca sem termos feito nada que justificasse até mesmo um empate.

Realmente, foi e é inaceitável. Ainda mais porque sabemos que podemos jogar mais do que aquele nada que vimos em campo… porque não dá para engolir que, numa partida valendo vaga à fase seguinte de uma Copa do Brasil, a apatia entre em campo no lugar da determinação e da vontade de ganhar a qualquer custo.

A tormenta chegou e percebemos que o time que jogava como time de série A, não soube jogar nem mesmo como time de série B, que enfia os 11 na área para não tomar nenhum gol e se tiver oportunidade se aventura no ataque. Time de série B que bate um bocado no adversário e, o tempo todo, simula faltas que não existiram. Acho horrorosos esses dois últimos “recursos”, mas nem isso fizemos.

Kleina errou – não foi a primeira vez – e não soube consertar. Henrique fez uma partida muito abaixo do que poderia fazer, Wesley segurava a bola demais e estragava muitas tentativas de jogadas; Charles e Márcio Araújo na marcação (?) era trabalho dobrado para os dois zagueiros, Juninho muito ruim… e, justiça seja feita, o time inteiro não foi bem.

Kleina é mais um técnico medroso comandando o nosso time… e não entendeu que mais vale se arriscar a perder o emprego sendo um kamikaze, ousando, usando os seus conhecimentos de futebol na tentativa de vencer o “inimigo”, do que perdê-lo por não ter tentado fazer mais, por ter ficado esperando pra ver o que o adversário ia fazer e acabar sendo surpreendido por uma goleada e uma desclassificação (mais uma). Aqui é Palmeiras, Kleina! Você não percebeu a diferença ainda? Pra virar um grande técnico vai ter que tirar um Ás da manga. Se continuar repetindo os esquemas furados dos grandes técnicos, que já não são mais tão grandes assim, seu futuro vai ser um Bragantino da vida e olha lá.

E embora eu ache que o Kleina não serve para 2014 (e o que eu acho não vale niente), ainda temos bons meses até lá, e somos líderes da competição que nunca deveríamos estar competindo. Penso que ele deveria ser mantido até que tenhamos pontos suficientes para subirmos. Muito embora nos pareça que subir já é ‘fava contada’, o futebol tem nos mostrado, com revezes muito doloridos, que nada está ganho antes de ser matematicamente comprovado. E, por isso, mesmo não podemos nos desunir agora, aceitar mais pilha da imprensinha, declarar guerra a todo mundo, e ajudar a nossa maionese a desandar, porque o prejuízo vai ser só nosso.

E já passou, vamos em frente! É o que se tem pra hoje.

Ah, e antes que eu me esqueça, tem mais uma coisa que quero falar e com a qual eu também não contava… que se tornasse normal o Palmeiras ser prejudicado em todas as competições, e que parte da sua torcida perdesse a capacidade de enxergar isso, em meio aos nossos muitos defeitos, aos nossos tantos erros. (Pouca gente ainda se lembra porque não passamos pelo Tijuana na Libertadores).

No dia seguinte à desclassificação na Copa do Brasil, ninguém lembrava dos erros da arbitragem que prejudicaram o Palmeiras nas duas partidas diante do Atlético, ninguém falava do juiz deixando que eles batessem à vontade no primeiro jogo e levando em banho-maria o primeiro tempo para não punir com cartão amarelo os jogadores mais violentos. Ninguém lembrava do pênalti que Henrique sofreu na primeira partida e nem de todos os erros de quarta-feira, do pênalti em Leandro, que não foi assinalado, por causa da marcação de um impedimento que não existiu

Do pênalti em Henrique, que aconteceu bem na minha frente, no Pacaembu, só encontrei essa imagem. Reparem na mão que puxa Henrique pelo braço e para baixo:

Henrique-pênalti

Se criticamos técnico e jogadores, merecidamente, diga-se de passagem, temos que falar da arbitragem também. E não é feio, nem choro de perdedor, como imaginam alguns. E porque temos agido assim, com esse “escrúpulo” politicamente errado, errar para o Palmeiras passou a não trazer consequência alguma pra ninguém… roubam o Coritiba diante do Corinthians e depois, para compensar as reclamações de que os times do eixo Rio-SP são favorecidos, eles equilibram a balança permitindo que o Palmeiras seja prejudicado. E é sempre assim. E todo mundo que acompanha futebol sabe o que acontece quando o erro é contra outro(s) time(s). Basta comparar como é diferente quando é conosco.

A partida de quarta-feira mostrou os nossos problemas dentro e fora de campo. Problemas que teriam sido relevados, e até mesmo ignorados, caso o Palmeiras não fosse operado pelos auxiliares no primeiro e no segundo tempo (auxiliares que ficaram em Curitiba desde domingo, que trabalharam em dois jogos seguidos do Atlético). Muito provavelmente, esses problemas apareceriam mais à frente (ou não), mas o resultado dessa partida poderia ter sido outro. E porque o time foi muito mal e o técnico também,  o nosso problema, de sempre, passou batido…
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No primeiro tempo, o bandeira Altemir Hausmann (aquele que levou uma bolada em Barueri, lembra?) impediu duas jogadas de gol do Palmeiras, marcando dois impedimentos absurdos. Lances fáceis de serem vistos e que não poderiam ser marcados por alguém com a sua capacidade técnica. E apesar da ofensividade do time da casa, de importante mesmo na primeira etapa, teve o gol do Atlético, uma outra chance, perdida pelo Delatorre, e duas jogadas do Palmeiras, tiradas pelo Altemir Hausmann. A reação do Palmeiras, que poderia ter acontecido (por que não?) foi tolhida na marcação desses impedimentos absurdos. 
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Na segunda etapa, quando ainda estava 1 x 0, e um gol do Palmeiras, na casa do adversário, o deixaria em situação muito confortável, o outro auxiliar completou o serviço. Leandro entrou na área com a bola dominada e foi derrubado pelo goleiro. Pênalti… que não foi marcado porque a arbitragem inventou um impedimento (tente imaginar o que aconteceria caso o impedimento inventado prejudicasse um certo outro time). As imagens, que são muito claras, já sumiram dos vídeos com os melhores momentos (essa é a jogada). Só consegui a do tal “impedimento” do Leandro, antes que ele sofresse o pênalti.
Leandro-impedimento
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E com a vantagem de um empate, com um gol marcado fora de casa (caso o pênalti tivesse sido assinalado e convertido), quem garantiria que o Palmeiras, tranquilo,  não tivesse marcado mais um ou dois gols, nas chances que criou? Mas aí, o Palmeiras tomou o segundo, e se perdeu totalmente na partida. Fica tão fácil para a arbitragem conduzir o jogo para um determinado resultado, não é mesmo? Os problemas vistos ontem, talvez tivessem sido adiados, minimizados e, até mesmo, corrigidos, mas o Palmeiras não teria sido desclassificado.

Apontar o que é feito contra o Palmeiras não é errado e nunca vai determinar a perda do nosso senso critico em relação ao futebol, a perda da nossa capacidade de avaliar o que está errado com nosso próprio time e desempenho. E, por isso mesmo, não podemos nos calar e achar que é legítimo que nos roubem só porque o time jogou mal.

Se estamos revoltados, se estamos p… da cara, temos que nos posicionar contra tudo de errado que vimos acontecer em campo, com nosso time, com o técnico e com a arbitragem também.

E sem esquecermos do pessoal da TV.. (Jota Junior, Antero Greco) que, covardemente, continua omitindo tudo o que é feito contra o Palmeiras.

Mas vamos em frente, torcedor, não vamos nos perder na (justa) revolta, não vamos perder o rumo e muito menos o foco; vamos voar mais alto, acima da tormenta… SOMOS PALMEIRAS, EM QUALQUER TEMPO E SITUAÇÃO!

“A estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.” – General Sun Tzu

“Nada de mais. Nenhum vulcão ou hecatombe. Teremos o normal de uma eliminação que nao era esperada por ninguém”- Felipão

Bem que dizem que o homem é aquilo que pensa! Seria normal, como diz Sua Santidade,  não fosse a sétima eliminação, do sétimo campeonato disputado  por ele… sem nem uma vaguinha na Libertadores para contar a história… seria normal, se não fosse mais um vexame, dentre uma tonelada de outros. Seria normal se não tivéssemos conseguido a proeza de perder duas vezes seguidas para o Guarani e, que eu me lembre, isso é inédito. E eu me pergunto, a culpa de todos os nossos males não era do Kleber?

Os torcedores estão arrasados, envergonhados, mas alguns falam em zebra… Zebra? Deu a lógica, gente! Ganhou o time bem escalado, mais bem arrumado em campo e perdeu o time bagunçado que parecia e, na maioria das vezes parece, um ‘catado’ em campo.

Luxemburgo foi demitido por peitar o jogador Keirrison em defesa do Palmeiras… Muricy, que não recebeu jogadores, não desperdiçou o dinheiro do clube e não teve tempo para trabalhar, foi demitido por perder o Brasileirão… E agora? Vamos ficar reféns de um técnico que nada de bom faz ao time (me apontem alguma coisa de bom que ele faça para o time, dentro de campo, e eu nunca mais reclamo dele), e que apequena o Palmeiras a cada dia, achando que é maior que ele? E tudo isso por causa do valor da multa? Sim, porque em setembro,   ele abria mão disso. Hoje, o papo é outro! Ele só sai com o pagamento de dois milhões! Por que não abre mão agora?

Ou será que vamos ficar reféns das desculpas de sempre: “Outros técnicos, os melhores do Brasil, passaram por aqui sem sucesso”… “que nome você sugere para o lugar dele?” Que pataquada! O que pode acontecer, caso troquemos de técnico, qualquer que seja o seu substituto? Pode acontecer de a gente não ganhar nada… HELOOOOOO! NÃO ESTAMOS GANHANDO NADA AGORA TAMBÉM!!

Ah, mas sem ele a gente vai para a segunda divisão”… Taqueopariu! essa é a desculpa mais FDP que tem! O Campeão do Século contrata técnico para não ser rebaixado? É essa a nossa maior aspiração? Me desculpem, mas sou torcedora de outro naipe. Não me reconheço em vocês que falam isso…

O Palmeiras foi para Atibaia, fez uma semana de treino secreto, para Sua Santidade… escalar Luan! Que maravilha! Era esse o coelho que ele tinha na cartola? Dizem que Luan, (ele até foi bem ontem), na marcação (ele é atacante!), é peça importante no esquema, mas o que mudou do outro jogo diante do Guarani para esse de ontem? NADA! Na verdade, o que aconteceu e que nos fez descer ladeira abaixo, é que, na chegada de Wesley, Felipão mudou o esquema (o melhorzinho dos últimos tempos) para colocá-lo no time. Não deu certo, perdemos o poder de marcação e o rendimento começou a cair. Barcos também foi prejudicado nessa mudança. Aí, Wesley se machucou, mas o técnico preferiu continuar com o esquema que já não estava funcionando. Ontem, tínhamos cinco no meio e Barcos sozinho lá na frente, isolado. Assim, a gente não ganha nem do Tabajara!

E não adianta a gente querer que Daniel Carvalho (tá demorando para entrar em forma) resolva sozinho, não adianta querermos que o Mago faça mágica (ele jogou, mesmo sem que o resultado da biópsia, que apontará o que realmente ele tem, estivesse pronto. Se ele se machucar de novo, ou mais ainda, ninguém poderá dizer que a culpa é dele), que o Assunção guarde todas as faltas, que Barcos faça uma porrada de gols, que Henrique (joga muito) defenda todas as bolas sozinho… Quando um esquema não funciona, quando algumas peças não funcionam, todo o resto fica comprometido. O trabalho de um técnico é saber explorar as melhores qualidades dos seus jogadores, é saber encaixar as qualidades de cada peça e fazer a máquina funcionar. Felipão tem feito o contrário. Contrata um volante que se destacou em seu time e o coloca para jogar de meia, onde ele não rende; contrata um centroavante, que nos mostrou ser bom finalizador, e o deixa sozinho lá na frente, isolado, e por aí vai…

Durante todo o tempo, em que contou com a nossa paciência de monges, Felipão apostou todo o seu prestígio, a sua fama de melhor de todos, o carinho que sempre tivemos por ele, nesse esquema ridículo, cheio de volantes, usado contra qualquer timinho, como se fosse contra um Barcelona; apostou tudo o que esperávamos dele, em jogadores sem talento e competência, que ele resolveu que seriam as peças chaves do seu esquema…

E nos enfiou goela abaixo, por jogos e mais jogos, por pontos perdidos atrás de pontos perdidos (ano passado foi um desgosto só), Rivaldo, Luan, Tinga (coitado, nunca jogou em sua posição, POR QUÊ?), Leandro Amaro, Ricardo Bueno… Será que Román não teria sido melhor que Amaro? Será que Bruno ou Raphael não teriam sido melhores que Deola? Será que Patrik merecia tantas chances e o Patrick Vieira, Denone, Turco, Felipe (emprestado ao Mogi) não? Será que, Carmona, entrando só na fogueira, sem ter uma sequência, vai poder render? Será que só podemos jogar com dois meias depois que a vaca foi pro brejo? Será que quando Luan entra para cobrir a esquerda, a gente precisa continuar com 3 volantes? Será que Pierre não marcaria, como um leão, o tal de Fumagalli? Será que ele deixaria esse “mocinho” deitar no jogo? Mas Pierre não servia à Sua Santidade. A saída do Guerreiro (ele conquistou esse título) foi o que me fez abrir os olhos. Algo devia estar muito errado ali, para que ele não quisesse mais ficar…

Pode ser que Felipão faça o melhor que pode, nem vou entrar no mérito disso, ontem, nos últimos minutos de jogo, a TV o mostrou, e ele me pareceu bastante desnorteado, triste, mas, ainda assim, o melhor que ele pode não é suficiente, não é o mínimo que um time com a grandeza do Palmeiras precisa. (Ninguém vai  poder avaliar com que dor no coração eu escrevo tudo isso…)

Os torcedores, enfurecidos, depois do jogo de ontem, depois da  derrota seguida para o Guarani por 3 x 2, que resultou na desclassificação no Paulistão, voltaram as suas baterias para Deola. Não é pra menos… Tomamos três desastrosos gols. Até dou um desconto para o gol olímpico, acontece. Tivesse sido Assunção a fazê-lo, ninguém criticaria o goleiro do Guarani, mas os outros dois pareciam replay; duas falhas idênticas, em jogadas também idênticas. Mas, se Deola tem apresentado falhas seguidas, ainda que elas sejam resultantes do peso de substituir Marcos, sejam apenas fruto do seu comprometimento emocional em relação às falhas cometidas, sei lá qual é o problema com ele, Felipão e Pracidelli estão ‘comendo bola em suas avaliações’, não é mesmo? Sem chances para Bruno e Raphael Alemão, como saberemos se Deola é a melhor opção que temos?

Hoje, o Frizzo, motivo de tantas guerrinhas internas com Felipão, saiu em sua defesa, dizendo que não há nada errado… o mesmo blá blá blá de sempre, embromation de quem não tem competência para cuidar de um clube como o Palmeiras!

Olha só em que fundo do poço estamos com esses dirigentes atuais! Se as outras administrações deixaram muito a desejar, se pouco avançaram em direção à modernidade, essa, com B1, B2, B3, B4… caminha para trás, nos jogou na sarjeta! Dois incompetentes, dois bananas, cercados de vários outros do mesmo calibre, estão acabando com a grandeza do Palmeiras. Ontem, por causa de 10% a mais na renda, nossos mendigos dirigentes (os da sacolinha), deixaram boa parte da nossa torcida fora de um jogo de arquibancadas vazias. Por que Tirone, ao votar com os pequenos, não exigiu 50% dos ingressos? Por que, para o jogo de volta contra o Paraná, no horário das 21h50, de uma quarta feira, ele escolheu a Arena Barueri? É óbvio que ele não pensa no Palmeiras, não pensa no torcedor.

Casa cheia pode significar pressão no árbitro, na equipe adversária, pode significar um gás a mais para o time que a torcida empurra… Mas Tirone não pensa nada disso, ele não tá nem aí com o rumo que o Palmeiras segue. Vai ver, já conta com mais uma desclassificação. Sorte dele que o seu time de coração, o Chelsea, andou ganhando… É o Palmeiras, administrado por amadores, que eu me recuso a acreditar que sejam palmeirenses…

Estamos sendo ridicularizados, estamos sendo alvo de chacotas, nosso Palmeiras, tão amado, jogado no chão. Sem o respeito da imprensa, sem o respeito dos rivais, sem o respeito da CBF, da FPF, sem o respeito de seus dirigentes, e perdendo até mesmo o respeito por parte de alguns torcedores…   E nós continuamos permitindo… Vamos esperar que nada mais possa ser feito? Cadê a força da nossa torcida? O amor que sentimos pelo Palmeiras vai continuar assistindo a esse filme de horror?

CHEGA! VAMOS BOTAR AQUELES PORTÕES ABAIXO, DE VERDADE, SE É ESSA A ÚNICA ALTERNATIVA QUE NOS DÃO! VAMOS TIRAR ESSES AMADORES DE LÁ, EXIGIR ELEIÇÕES DIRETAS E O DIREITO DE VOTO PARA O SÓCIO TORCEDOR! O PALMEIRAS NUNCA PRECISOU TANTO DE NÓS COMO HOJE…

Amanhã, pode ser tarde demais…

“Deixa em paz meu coração,  que ele é um pote até aqui de mágoa…”

Assim como Felipão, eu também chorei durante a execução do Hino Nacional… Chorei de emoção ao ver a torcida tão linda, tão feliz… fiquei arrepiada ao ver o meu time, tão amado, em campo… Ao final da partida meus olhos estavam secos, desapontados, desiludidos. Meu coração batia, de acostumado que está.  Só agora, neste dia, para mim, cinza e triste, nessa ressaca moral, ao ler os recados no meu twitter é que consegui transformar em lágrimas a dor que foi ver esse Palmeiras, que sucessivos e incapazes administradores, fizeram fraco e covarde…

Eu sempre digo que derrotas e desclassificações fazem parte do repertório de qualquer time, mas o Palmeiras está viciado nesse repertório derrotado. Há dez anos! E só ele, Palmeiras, dos fracos e incapazes dirigentes (tanto faz se é Mustafá, Della Mônica, Belluzzo, Palaia,  ou a PQP!), é capaz de ser desclassificado, jogando em “casa”, com um gol irregular que, dizem, passou a ser regular graças à uma nova regra que a arbitragem fez questão de “inaugurar” ontem! E já vimos desclassificações para times sem expressão em  inúmeras outras vezes. (Guarani, Internacional de Limeira, Bragantino, Asa, Ipatinga, Santo André, Argentino Juniors, Nacional).

Nem adianta agora fazermos a “Caça às Bruxas”, porque cada qual tem uma “bruxa especial” para queimar na fogueira. Quem gosta de “A”, mete o pau em “B” e deixa de ver o que não jogou o seu favorito. E assim os vilões são apontados: Felipão, Deola, Lincoln, Danilo, Maurício Ramos, Marcos Assunção, Tinga, Kleber… não escapa um. Se o Messi jogasse aqui, nem ele escaparia. Acredito que todos têm uma parcela de culpa, mas não consigo encontrar apenas um responsável. Achei que Felipão errou ao substituir Lincoln por Dinei; achei que Lincoln, sozinho, não tem cacife para armar as jogadas do time; achei que Kleber não jogou nada (mas sempre temos desculpas prá ele); achei o juiz  ruim por não amarelar o Goiás como deveria, no primeiro tempo… Achei que a diretoria  não soube montar o time, misturou jogadores fracos com jogadores experientes que negam fogo na hora “H”.   Achei tanta coisa, mas, acima de tudo, achei que faltou fibra,  faltou mais vontade de ganhar,  mais comprometimento, faltou mais respeito ao torcedor, faltou a chamada “vergonha-na-cara”… Mesmo que a gente saiba que a política interna do Palmeiras (que faz com que os integrantes da oposição torçam contra o próprio time), é a raiz de todos os males (DIRETAS JÁ!); mesmo que a gente saiba que situação e oposição, preocupados apenas em disputas pessoais, esquecem o Palmeiras,  ainda assim, tínhamos a obrigação de ter ganhado de um time de refugos que já está rebaixado no campeonato brasileiro.

Enquanto a torcida entregava a alma nas arquibancadas, o time entregava o jogo dentro das quatro linhas. À PQP!! Esse não é o Palmeiras que eu conheci quando nasci!!! Não é o Verdão que me viu crescer! No primeiro tempo até que tivemos algumas emoções e oportunidades de matar o jogo, mas elas pararam em erros infantis; “Fulano” que não passou para o companheiro melhor posicionado, “Sicrano” que não conseguia sair da marcação adversária… “Beltrano” que chutou fraquinho e nas mãos do goleiro, uma chance de gol… Ganhamos fora de casa, abrimos o placar aqui e tomamos a virada… Decididamente, quando “está com a faca e o queijo nas mãos”, o Palmeiras corta os pulsos e come a faca!!!

Mas dirão alguns (eu até concordo, em partes): “Não temos um time bom, não temos elenco”, Faltam laterais, falta um atacante…”, “O  técnico nada pode fazer…” ,”Com esse elenco, Felipão fez milagre…”.  ENTÃO PORQUE CATZO, PERDEMOS DE UM TIME QUE TEM MARCÃO, SACI, MARCELO COSTA, OTACÍLIO NETO, RAFAEL MOURA… SÓ REFUGO? Que milagre fez o técnico deles? Bom ou não, nosso elenco é melhor que o do Goiás (pelo menos no papel). Alguém discorda que o nosso técnico (sem ele, sabe Deus onde estaríamos…) é milhões de vezes melhor que Arthur Neto? Nossa estrutura de clube, creio que é melhor também; os salários de nossos jogadores e comissão técnica também são; nossa camisa é mais vencedora… Nossa torcida, o mais autêntico e valioso troféu que o Palestra possui, não é a mais linda e apaixonada?  E COMO É QUE ENTÃO A VAGA ESTÁ COM O GOIÁS?? Por que eles puderam conquistá-la e o Palmeiras não?

Todas as desculpas são possíveis, mas nenhuma é aceitável. PERDER A VAGA, EM “CASA”, de virada, é simplesmente imperdoável… Um grande clube vive de títulos e quem disser o contrário está mentindo! O Palmeiras foi contra todas as probabilidades! Levou o seu torcedor do céu ao inferno, em apenas 90 minutos. Da euforia à dor lancinante no peito, em uma hora e meia… E é dor que não para de doer…

E o que vamos fazer agora? NADA! No que depende de nós, não estamos devendo! Só podemos torcer para que mantenham Felipão no cargo e contratem os jogadores que ele pedir.Você que me lê, sabe. O meu amor ao Palmeiras é incondicional e  hoje eu o “abraço” e amo ainda mais!  Nunca houve alguém que me dissesse: É teu dever amar e respeitar o Palmeiras, na alegria e na tristeza. Não! Esse compromisso eu assumi por conta própria. Vou amar e, acima de tudo, respeitar o Palmeiras por toda a minha vida. Mas o meu Verdão é muito mais do que esses mesquinhos homens, que há dez anos o têm relegado ao descaso, que há dez anos fazem de tudo para o apequenar, preocupados apenas, e tão somente, com o poder que terão nessa, ou naquela “aliança”;  meu Palmeiras é muito mais do que os inúmeros jogadores sem talento e sem tesão que, nos últimos anos, temos visto vestir a nossa camisa. Prá esses, eu gostaria muito de poder dizer: Até nunca mais!

Mas para o Palmeiras… Ah! Prá ele darei o meu amor, enquanto eu respirar…