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Uma agitação esse nosso Palmeiras…

Na noite de ontem, foi anunciada a saída de Eduardo Baptista – que ele seja feliz e tenha sorte onde for…

Na noite de hoje, depois de um dia de muito frisson e especulação na torcida, na imprensa… Cuca já está de volta!

Sim, amigo palestrino, pode comemorar. Nosso técnico favorito, que nos deu uma alegria tamanho gigante há alguns meses, voltou! Que a sua luz brilhe de novo e ele faça nosso Palmeiras campeão outra vez!

ÔÔÔ, O CUCABOL VOLTOU!!

 

Sabe quando você está adorando uma pessoa e, depois de um tempo, começa a perceber uns defeitos que não via antes? Sou eu com o Cuca…

Sei que ele é o responsável pelos muitos pontos que o Palmeiras amealhou no campeonato, sua escalações “de acordo com o jeito de jogar do adversário”, as suas substituições, sacando do time quem não estava rendendo e fazendo mexidas cirúrgicas, colocando pra jogar quem estivesse melhor (eu estava adorando isso) fizeram o Palmeiras ganhar jogos nos quais precisou vencer até mesmo as arbitragens (GRE, FLA…), só que isso não vem mais acontecendo… E perdemos muitos pontos de bobeira… e, no meu entender, por grande responsabilidade de nosso técnico.

Não frequento os treinos, não sei o que acontece, mas, aqui de fora, percebo algumas coisas… se estou certa, não sei… mas tá parecendo que Cuca não gosta de argentinos e os quer bem longe (e que idiotice se isso for mesmo verdade). Sem contar que anda segregando bons jogadores do nosso elenco, como é o caso do Gabriel, do Rafa… E o pior, essa segregação toda acontece em favor de jogadores que não rendem pra justificar essa preferência.

O rendimento do time vem caindo, na hora em que deveria estar acontecendo o contrário. Os rivais dão mole, e a gente, ao invés de aproveitar os vacilos adversários, dá mole também…

Jesus faz falta, eu sei (Prass faz muito mais), mas dá para jogarmos sem ele, dá para vencermos, afinal, temos um bom elenco. Não entendo um Dudu (que decidiu uma partida de final de campeonato) no banco, e não entendo também ele jogar como meia, nas vezes em que entra em campo… Não entendo o Allione que nunca é chamado pro jogo (mesma coisa com Rafa, que já foi decisivo em tantas partidas importantes), mesmo nas vezes em que CX está sumido nas partidas, só tocando de lado… E não vou entender nunca um Barrios no banco e  Leandro Pereira em campo… não faz sentido algum, e também não há estatística e número nenhum que justifique isso…

Se formos olhar, só por cima, Leandro fez 121 partidas como profissional, marcou 35 gols, média de 0,289 por partida; Barrios fez 439 partidas (colocou Lewandovski no banco), marcou 194 gols, média de 0,441 por partida. Leandro marcou 11 gols jogando pela Chapecoense, marcou 9 pelo Palmeiras, foi para a Bélgica e em 24 partidas não marcou nenhum. Não quero desmerecê-lo, mas Barrios vai ser reserva dele por qual motivo?

Jogadores são peças de uma engrenagem e devem ser utilizados no time como tal, para fazer a engrenagem render o melhor possível, e nunca serem escalados porque são amiguinhos, ou porque são brasileiros, ou seja lá qual for o motivo. Pô, Cuca!

Sei que o Cuca é bom técnico, já nos mostrou isso, e o que espero dele é que faça o seu melhor, como estava fazendo antes, como fazia quando o time tava sobrando em campo… acredito que ele pode nos dar o que pedimos, e é por isso a cobrança, quero ser campeã com ele. Além do mais, já não basta todos os pontos que as arbitragens nos tiram? Não podemos contribuir com isso, não é mesmo?

Não jogamos bem boa parte da partida, não criávamos nada,  mas poderíamos ter ganhado da Chapecoense; um gol impedido, que o juiz e bandeira validaram, a colocou em vantagem no jogo – embora a imprensinha nada, ou quase nada, tenha falado sobre esse impedimento, estava impedido sim.

Mesmo num ângulo não muito favorável – ninguém disponibiliza a imagem de lado – é inconfundível o fato que os de camisa escura estavam à frente dos de camisa branca.

Chapecoense-gol-impedido

No segundo tempo, quando viu que a coisa tava complicada e nosso gol não saía, Cuca, parecendo ouvir nossos apelos colocou Barrios e Allione em campo (CX já tinha entrado antes), e eles mudaram o jogo, o Palmeiras passou a jogar diferente, ficou mais perigoso, o goleiro deles, -como fazem todos os goleiros que jogam contra o Palmeiras – pegava tudo e mais um pouco.

E então, já depois dos 30′ do segundo tempo (estávamos atrás no placar desde a primeira  etapa) num ataque verde, Cleiton Xavier foi tocado por trás dentro da área. E, para nossa sorte, o juiz marcou o pênalti (a maioria dos árbitros se recusa a marcar as penalidades máximas que sofremos).

Tudo bem que CX exagerou na tentativa de mostrar que tinha sido atingido, mas, ao contrário do que o descontrolado Caio Junior reclamava (tô esperando o STJD o fritar, como faria se fosse o Cuca a fazer aquele escândalo todo, a retardar o jogo), ao contrário do que a imprensinha tanto tentou fazer parecer (ela adora fazer parecer que o Palmeiras foi beneficiado, quando, na verdade, ele foi prejudicado), foi pênalti sim.

CX-pênaltiCX-pênalti1

Jean foi lá e empatou a partida.

O time tentou buscar a virada, mas o jogo terminou empatado. O importante é que mostrou a todos nós, deve ter mostrado ao Cuca também, que o caminho pra realinhar o time, que o caminho para fazê-lo jogar melhor está logo ali, pertinho, ao nosso alcance. Tomara o nosso técnico tenha percebido…

Vou falar de novo… quero ser campeã com Cuca, estou esperando por isso desde 92… e acho que ele também.

CAPRICHA AÍ, CUCA!! Hoje é só fazer a lição de casa!

PRA CIMA DO VITÓRIA! E VAMOS GANHAR PORCOOO!!

14ª rodada… E lá fomos nós disputar o clássico contra as sardinhas…

Time desfalcado de peças importantes, uma delas, Gabriel Jesus, que virou desfalque graças à  “boa vontade” e “criatividade” do árbitro de Palmeiras x Sport,  que deu amarelo pra G.Jesus, depois que ele tentou dar uma caneta no adversário e levou uma cotovelada no queixo (parmeras levam cartão até quando são agredidos).

Allianz Parque lotado, público de 40.035, recorde de público na arena. A parmerada em festa, e era uma terça-feira à noite, de uma 14ª rodada de um campeonato longo, com 38 partidas para cada time.

O telão explodia em muitos tons de verde, em verde-e-branco, em azuis, amarelos… mostrava muitos sorrisos, olhos brilhantes, orgulho de estar ali, de fazer parte da melhor família do mundo… mostrava palestrininhos que, mesmo ainda tão pequeninos, já comungavam a paixão em verde e branco. E que linda, e sempre emocionante, a execução do hino à nossa moda.

Achei que a cara do árbitro não me era estranha e,  por algum motivo, que na hora eu não lembrava, eu não gostava nada dela. Comentei isso até com um amigo, e já fiquei cismada com o juiz (mais tarde, ao saber o nome da “peça”, eu me lembraria que ele, Wilton Pereira Sampaio, na época aspirante Fifa, fora o primeiro árbitro da final da Copa do Brasil 2012, “aquele”, que amarelou Valdivia sem motivo algum, e depois de permitir  que ele fosse agredido por Willian Farias, e de não ter expulsado o tal Edílson como manda a regra, deu um segundo cartão para o Mago na sequência do lance,  tirando-o do jogo por uma falta – bem mais inofensiva – no cara que tinha acabado de olhe dar um chute e ficara impune; e, se não bastasse isso, ele também não expulsou o jogador que cometeu o pênalti em Betinho, facilitando a vida do Coritiba que deveria ter tido dois jogadores expulsos e não teve nenhum…

Lembraria também que Wilton Pereira Sampaio tinha sido o árbitro de Palmeiras x Inter, pela Copa do Brasil 2015, e permitiu que o Inter fizesse dois gols irregulares; um deles, na sequência de uma falta em Lucas – um pé na cabeça do palmeirense – e um outro, em impedimento – dois “erros” que quase nos  custaram a classificação. E foi ele também quem marcou uma penalidade a favor do Grêmio, em 2015, num toque praticamente involuntário de Amaral, do Palmeiras. Olha o naipe do juiz.).

O Palmeiras começou como sempre, indo pra cima do adversário – jogadores do Santos  discutiam com os palmeirenses, parecendo até ser de propósito. Gustavo Henrique bateu boca com Barrios e o juiz os advertiu verbalmente.

Tínhamos só 6 minutos de jogo quando Dudu foi cobrar um escanteio. Eu, que estava na outra ponta do campo, só vi a bola ir certinha na direção de um parmera, vi esse parmera subir muito e cabecear, vi também a bola morrer no fundo da rede. GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL! Eu não sabia ao certo quem tinha feito o gol, mas ao vê-lo dançar, sabia que não poderia ser outro… Yerry Mina. Primeiro jogo dele em casa, e que apresentação – impossível não lembrar de Armero e seu “armeration”.

Gabriel provocava Moisés e os dois se encaravam, batiam boca, Wilton Pereira Sampaio, ao contrário do que fizera com Gustavo Henrique e Barrios, deu amarelo para os dois. Que coincidência o juiz resolver amarelar justo o parmera que estava pendurado…

Não tinha nem 10 minutos de jogo e Moisés, que estivera lesionado, e tinha sido escalado minutos antes do jogo, sentiu a lesão, e iria ter que ser substituído (um erro ele ter sido escalado).

Enquanto nos preocupávamos com mais uma importante baixa no time, o Santos cobrou uma falta, antes  que o árbitro autorizasse, e a bola passou pertinho do gol de Prass. Os palmeirenses ficaram bravos e reclamaram muito com o árbitro.

Aos 12′, Moisés foi substituído. Ao invés de Cleiton Xavier, ou Rafa Marques, que sempre se sai bem em clássicos (Allione não estava nem no banco), Cuca acabou optando por um volante: Arouca.

Na hora, até achei acertada a substituição, mas logo percebi que colocar Arouca em campo tinha sido um erro de Cuca. Não que o jogador não tivesse se saído bem na sua função, mas com ele, o Palmeiras recuou, e a bola não chegava nos pés dos atacantes, de Barrios, principalmente, que tinha que voltar toda hora para buscar jogo e perdia a sua melhor característica: a de ser finalizador. A opção deveria ter sido por um jogador que pudesse criar jogadas para  levar os atacantes pra dentro da área.

O clima era quente entre os jogadores… resquícios da última Copa do Brasil, que o Santos parecia querer desforrar nem que fosse na botinada… Em uma cobrança de escanteio santista, Gustavo Henrique deu uma pancada em Mina, que ficou caído, reclamando, mas a arbitragem “nem viu”.

As chances se revezavam entre um time e outro, e o Palmeiras, jogando no contra-ataque, não era tão perigoso como costuma ser, permitindo que a bola ficasse mais nos pés do adversário.

Estávamos nos acréscimos do primeiro tempo quando Mina, que tinha sentido alguma coisa e ficara caído no gramado, saiu de maca, chorando… mais um desfalque. Dracena entrou em seu lugar.

Na segunda etapa, o Palmeiras começou pressionando o Santos, e já no primeiro minuto o goleiro santista teve que trabalhar na jogada de Dudu com a  finalização de Erik. O Santos respondia, mas não conseguia furar a defesa do Verdão.

E  então, aos 5′, um “erro” capital da arbitragem… na cobrança de falta de Dudu, Zeca ajeitou a bola no braço, dentro da área, na frente do bandeira, na cara do juiz, e isso é pênalti, mas nenhum deles assinalou a infração.

E não tinha desculpas para a não marcação, não cabia o “foi lance interpretativo”, “foi discutível”, uma vez que o mesmo árbitro, na mesma partida, já tinha assinalado falta de Barrios num lance idêntico, no primeiro tempo. E por que usava outro critério na infração santista?  Se Wilton Pereira Sampaio achou que o toque de Barrios foi uma infração, não tinha como ele achar que o de Zeca não foi. Isso não é erro, tem outro nome. A “capivara” de “crimes” de Wilton Pereira Sampaio contra o Palmeiras vai aumentando.

No vídeo abaixo, tem o lance de Amaral, que ele assinalou como pênalti, em 2015. O critério de Wilton Pereira Sampaio muda consideravelmente  quando o infrator é o Palmeiras, não é mesmo?

Com o time desfalcado, vencendo o jogo, segurando o adversário e o árbitro decide não marcar um pênalti que poderia fazer o Palmeiras aumentar a vantagem e determinar o ritmo da partida… é pra se pensar, não?

Cinco minutos depois da garfada no pênalti para o Palmeiras, o Santos empatou. E foi um lance de sorte. Após a cobrança de uma falta, que bateu na barreira, Gabriel arriscou de fora da área, a bola desviou em Vitor Hugo, e tirou qualquer chance de defesa de Prass.

Cuca então, em tarde não muito feliz, sacou Barrios e colocou Leandro em campo – ele acabaria desperdiçando uma boa chance. O problema do time não era o centroavante… Se o Cuca quer se livrar do Barrios – é essa a impressão que tenho -, tinha que ter pedido “O” 9 para a diretoria. Leandro é bom jogador, gosto dele, mas ele não tem esse status de Evair que estão querendo lhe dar. Saiu daqui sem esse status e não fez nada lá fora pra voltar com ele. Eu, particularmente, fico desapontada com isso, não gosto nada dessa “fritura” de jogador, seja ele quem for.

Faltava uma peça no nosso time, e as substituições já tinham sido feitas, o Santos tinha mais posse de bola, mas o Palmeiras finalizava mais.

O juiz ia fazendo o que podia para não dar o segundo cartão amarelo para Gabriel, e isso era nítido. Além disso, marcava falta de ataque do Palmeiras, deixava de assinalar umas faltas santistas, mas marcava qualquer coisa a favor deles, e a torcida xingava…

Luiz Felipe(SAN), tocou a bola com o braço e o juiz marcou a falta (fora da área é tranquilo marcar, né juizão?). A bola estava parada para a cobrança e Gabriel, pra provocar, a tirou do lugar. Dudu, então, chutou a bola nele. Imagina se o juiz mostrou amarelo pra eles? Imagina se o juiz daria o segundo amarelo para Gabriel (e eu até me lembrei de uma final de Paulistão, em 99, quando Galeano foi expulso por tirar do lugar uma bola preparada para uma cobrança de falta)?

Nada de mais relevante aconteceu… e o Santos, vaiado pela torcida, e como se vencesse o jogo, ficou trocando passes, fazendo o tempo passar para garantir o empate. E assim terminou a partida.

Já foram 14 rodadas, e o Palmeiras foi prejudicado com “erros” capitais em pelo menos 10 delas. Isso não é por acaso… tampouco o silêncio e omissão da imprensa, que faz um escândalo quando os prejudicados são outros. A coisa está escancarada… É como se roubar o Palmeiras fosse legal, permitido…

Cada um que pense o que quiser, mas não tenho como não achar que isso seja proposital… não tenho como deixar de comparar o que fazem ao Palmeiras com o que não fazem para certos outros times.

A diretoria do Palmeiras que abra bem os olhos, enquanto é tempo… não há lugar para a diplomacia quando você “está faminto e tentam roubar a sua comida”…

Continuamos na liderança, apesar de todos os prejuízos (7 pontinhos já nos foram garfados), não é possível ser campeão dessa forma, time nenhum consegue vencer adversários + arbitragens num campeonato todo, num campeonato longo, e sabemos muito bem  disso.

Amanhã tem mais… vamos observar…

 

Eu não falo pra você que foi pouco o 7 x 1 da Alemanha pra cima desse futebol brasileiro esculhambado, dessa CBF envolvida em corrupção (o FBI já prendeu um dirigente por corrupção, e tem mais gente da CBF na mira), de campeonatos de cartas marcadas, de favorecimentos pra uns e prejuízos e perseguição pra outros?

Não falo pra você que o STJD é um tribunal de ocasião, que, de justiça não tem nada, e usa dois livros de regras, “dois-pesos-e-duas-medidas”, para punir clubes e jogadores de acordo com a “cor das trancinhas” dos envolvidos?

Não falo que, na imprensinha,  está cheio de gente sem um pingo de vergonha na fuça, que não tem o menor pudor de fazer jornalismo (??) como se fosse torcedor numa arquibancada?

Então…

Depois da vitória do Palmeiras em cima do FluminenC (o clube queridinho do João Havelange e dos promotores da Justiça Desportiva), o  STJD (o mesmo tribunal que montou um teatro, em 2013, para rebaixar a Portuguesa, tirar o FluminenC da série B e salvar o Flamengo do descenso, e cuja corregedoria, agora, investiga o seu Procurador-Geral, Paulo Schmitt, por denúncia de armações nos julgamentos, em favor da CBF) denunciou o técnico Cuca e mais três profissionais do Palmeiras pelo uso de ponto eletrônico durante a partida. Detalhe, denunciou por muita insistência de, André Hernan, um repórter do SporTV (leia-se rgt).

“Ah, mas o uso do ponto eletrônico é proibido”, “a comunicação externa é proibida”,  dirão alguns. Sim, isso é proibido, e há muitos anos. No entanto, a comunicação externa continua acontecendo normal e abertamente, com ponto ou com outros artifícios também, principalmente, quando um técnico, por expulsão, está fora de uma partida.

Pois bem… Cuca tinha sido expulso diante da Ponte Preta  (por ter socado o ar em sinal de protesto quando o juiz marcou uma falta do Palmeiras – expulsão mandrake… Cuca nem se dirigiu ao árbitro, e estava certo em se aborrecer, a tal falta não existiu). Assim, ele não pôde comandar o Palmeiras diante do FluminenC e assistiu ao jogo no camarote, mas, segundo a denúncia do repórter do SporTV, ele e seu substituto se comunicaram através de um ponto eletrônico.

Cuca nega ter usado qualquer coisa, e reclama da perseguição que está sofrendo por parte da imprensa (até ele, que acabou de chegar, já sabe como é “que a banda  toca” em relação ao Palmeiras)…

O repórter do SporTV e a emissora “mãe” não sossegaram enquanto não conseguiram que o STJD (serviçal da CBF, que, segundo o ex-jogador Alex, é apenas um escritório da rgt) denunciasse o palmeirense. Mais uma vez, a imprensa esportiva (a rgt) sai da sua esfera de trabalho usual e se empenha na denúncia de um profissional do Palmeiras – se fosse mesmo da sua competência, deveria fazer igual em todas as situações, mas a press não faz o mesmo com os profissionais de outros clubes, não há uma enxurrada de notícias sobre os “delitos” de alguns clubes e jogadores, nem sobre o estádio citado na Lava-jato, o diretor preso por receber propina, o jogador que toma todas, os salários muito atrasados em alguns clubes, as declarações desastrosas de jogadores sobre dirigentes… No Palmeiras, até as vagas no estacionamento, ou a quantidade de atletas que o clube contrata, viram notícias negativas.

Eu sei que a um repórter de campo cabe reportar os fatos de uma partida, no entanto, reportar os fatos de um time e não reportar os de outros, reportar os supostos delitos de uns e fazer de conta que não viu os de outros, exagerar no ato de “reportar”, não é trabalho de repórter – de um bom repórter – nem aqui e nem na China, ou no Chile, que é de onde vem o “meio-quilo” platinado – e há quem o parabenize ainda. Dá a impressão que a intenção é só a de atrapalhar o trabalho de um clube e seus profissionais.

E porque a imprensa tem agido assim, com essa ética e profissionalismo  seletivos , e porque o tribunal julga e denuncia de acordo com a “cor das trancinhas”, é que achamos que imprensa e tribunal perseguem mesmo os profissionais do Palmeiras.

É fácil sabermos se temos razão, caro leitor.

Façamos um teste. Tente encontrar as matérias sobre as denúncias que o STJD fez, e as punições que ele aplicou para esses técnicos das imagens abaixo, que também se utilizaram de recursos eletrônicos proibidos.

Ponto-eletrônico-Tite1Ponto-eletrônico-Dorivalrecurso-eletrônico-Dorivalrecurso-eletrônico-MO1recurso-eletrônico-MO

Encontrou? Não????  O STJD não denunciou nenhum desses técnicos pelo uso do proibido recurso eletrônico? Nenhum deles foi punido? Só tem denúncia para o Cuca? Se o tribunal não denunciou esses, por que então denuncia os profissionais do Palmeiras se a infração é a mesma? Pra que serve uma Justiça Desportiva que não faz justiça?

Continuemos, procure as matérias da rgt dando total enfoque nisso (duas vezes numa mesma página, por exemplo), procura as insistentes denúncias do “profissionalíssimo” “repórti” do SporTV, sobre os recursos ilícitos dos quais fizeram uso o Tite, o Dorival, o Marcelo Oliveira (muito mais gente se utiliza do ponto); procura a edição do rgt Esporte em que essas imagens foram mostradas com muito destaque, como fizeram agora com o Cuca; procura o jornal matinal, da mesma emissora, com notícias sobre o uso do ponto de Tite, Dorival, Marcelo Oliveira…

Achou? Não? A rgt não deu enorme destaque pra isso? Nem o “meio-quilo platinado” se esforçou pra denunciar esses técnicos? Por que com eles a coisa é diferente, se o uso foi ainda mais acintoso?

Bem, já que você está com a mão na massa, leitor, tenta então encontrar a denúncia e a punição recebida pelo preparador de goleiro do Santos, que, na semifinal do Paulistão 2016, entrou em campo com um recurso eletrônico proibido, para ajudar o seu goleiro a saber como defender as cobranças dos jogadores que o Palmeiras indicara para os pênaltis, (o do Santos pôde entrar em campo, e com um recurso ilícito, enquanto que o preparador do Palmeiras FOI PROIBIDO DE ENTRAR EM CAMPO para preparar o Prass).

Procura também notícias que mostrem o quanto a imprensinha se dedicou e se esforçou no afã de denunciar o Tite, no alambrado do Pacaembu, atrás do banco de reservas do seu time,  passando instruções para alguém da comissão técnica, depois de ter sido expulso num jogo diante do Vasco.

Punição-do-Cuca3

Ah, só mais uma coisinha, tente encontrar as denúncias e as punições do STJD para Marcelo Fernandes, técnico do Santos  em 2015,  e para os seus auxiliares, numa ocasião em que ele estava suspenso (Maio/2015) e ficou numa cabine ao lado do banco de reservas, quando abriram até um buraco no acrílico pra ele poder se comunicar com os auxiliares.

Punição-do-Cuca1

Punição-do-Cuca2

E então? Achou alguma coisa? Não? O STJD não puniu o preparador de goleiros do Santos pelo dispositivo eletrônico em campo? Também não puniu o técnico santista e os demais profissionais da comissão técnica do Santos?  E por que será que não o fez, né?  A mesma coisa com a imprensinha e seu “repórti”? Não se empenharam em denunciar esses casos?

É…  eu sabia mesmo que você não ia encontrar nada… e sabe por que eu sabia? Porque não há denúncia, punição e “empenho jornalístico” quando os profissionais são de outros clubes; porque, aqui, no Brasil, é uma mutreta só; aqui, se pune clubes e seus profissionais com dois-pesos-e-duas-medidas. Para alguns pode tudo, para outros (para o Palmeiras) tudo é proibido; para uns (Palmeiras, Verdão, Alviverde…), as regras devem ser cumpridas à risca, enquanto que, para outros, elas podem ser burladas o tempo todo e de todas as maneiras.

Mesmo com as imagens escandalosas, com pontos visíveis e rádio na cintura, o STJD não denunciou o Tite, nem o Dorival, tampouco o fez com Marcelo Oliveira. E sabe por que? Porque esses técnicos não trabalhavam no Palmeiras.

O STJD pune quem ele quer, quando quer, com a cara de pau de inventar até punições exclusivas para alguns (remember o “mas o Valdivia sorriu”, do Schmidt?).

As TVs, por sua vez, colocam holofotes nas infrações de um, e “apagam as luzes” e “desligam microfones” nas infrações de outros.

Já os “geornalistas” e “repórtis” também sabem ser “profissionais” só quando lhes convêm. O Gambazek, que parabeniza agora o repórter pelo empenho em denunciar o Cuca, em outra ocasião, dedurou Valdivia ao STJD, instigou o tribunal contra ele,  por forçar um terceiro cartão, só que esse “jornalista” NUNCA dedurou nenhum outro jogador, dos muitos  que fizeram e continuam fazendo o mesmo, principalmente, os do time para o qual ele torce – algumas semanas antes do cartão forçado pelo Mago, teve um cartão forçado por Paulinho, do COR, e pergunta se o jornalista falou algo contra isso? Quer mais prova de que ele não agiu com profissionalismo com o jogador do Palmeiras e foi apenas um torcedor rival?

A mesma coisa acontece com  o tal “repórti”, que, em suas entrevistas, abusa de provocar e ironizar os jogadores de alguns times (os do Palmeiras principalmente) enquanto banca o camarada com os demais, mesmo que tenha assunto mais polêmico pipocando na ocasião. No caso do ponto usado por Cuca, ele fez questão de dizer, todo orgulhoso,  que “fez uma espécie de força tarefa para denunciar”. Veja bem, ele não se preocupou em apenas reportar os fatos, ele se esforçou, fez uma força-tarefa para denunciar. Mas não fez o mesmo , não fez uma força-tarefa para denunciar o Tite, por exemplo, ou Dorival, Marcelo Oliveira. Que grande “profiçionau” ele é, você não acha?

Não me importo nem um pouco com as punições, desde que elas sejam aplicadas igualmente para todos os clubes e profissionais. Só que não é isso o que acontece aqui. O STJD prejudica quem ele bem entende e alivia pra quem ele bem entende também. Já passou da hora de acabarem com ele.

Espero que o Departamento Jurídico do Palmeiras não aceite essa denúncia e punição seletiva do STJD, esse vergonhoso “minha mãe mandou punir esse daqui” do tribunal, que não se cansa de prejudicar o Palmeiras, enquanto é bonzinho com os demais. Que o Palmeiras acione a Fifa, se preciso for, para provar que o STJD é um atraso. Só serve aos interesses da CBF, e de justiça ele não tem nada.

Ah, e quanto à emissora… ASSINA LOGO COM O ESPORTE INTERATIVO, PALMEIRAS! CORRA O RISCO, E MANDA ESSA RGT E SEUS “PROFIÇIONAIS” PRA PONTE QUE CAIU!!

Nós vamos aplaudir… de pé!

Eu não via a hora de chegar o sábado… Vinte dias sem Palmeiras em campo estava sendo um castigo. Não via a hora, também, de ver como estaria o time depois do período em que o Cuca pôde treiná-lo; ver se o time estaria veloz, se teria um esquema de jogo que funcionasse, se os jogadores estariam numa “vibe” diferente…

Tinha muito boas expectativas para o jogo, mas o Palmeiras me surpreendeu. Jogou fácil, sem tomar sustos, se impôs, pra valer, em seus domínios (sim, o adversário teve medo do Palmeiras) e deu o primeiro passo, dos 38 que precisará dar, rumo ao título.

O Allianz Parque estava lindo, cheio de gente (34 mil parmeras). As camisas mais maravilhosas do mundo desfilavam diante dos meus olhos. Todos os modelos atuais, alguns antigos também, estavam ali.

Não sei se foi por causa da saudade, da abstinência, mas deu um nó na garganta quando o Palmeiras, de camisa nova (linda), entrou em campo. Em alguns trechos do nosso “hino nacional” eu só mexi a boca, porque a voz tropeçou na garganta…

Iríamos ver o Palmeiras que Cuca imaginou para o Brasileirão. O lateral Tche Tche faria a sua estreia, Roger Guedes vinha de titular em lugar de Dudu, que ainda não estava apto pra jogo, Cleiton Xavier estava de volta… a torcida, com letras verdes em camisetas brancas, mandava o recado “Estamos juntos rumo ao título”. Título, que o técnico Cuca nos prometeu…

E só deu Palmeiras! Se compararmos os dois tempos de jogo, diremos que o primeiro – parte dele – foi mais equilibrado. Mas foi delicioso ver o Palmeiras jogar os 90 minutos sem sustos, com o Prass tranquilão, praticamente “de folga”; com Jesus, pra variar, levando muitas botinadas, desde os primeiros minutos de jogo; com Tche Tche e Jean trocando de posição em campo muitas vezes; com Cleiton Xavier fazendo uma bela partida; com a velocidade de Roger Guedes; com Barrios jogando bem;  com Jesus, desculpe a heresia, matador…

O Palmeiras marcou muito bem o Atlético, que se viu obrigado a, muitas vezes, tentar com lançamentos mais longos (isso não funciona, e sabemos muito bem). E, quando  tentou ficar com a posse de bola, sofreu com os contra ataques velozes do Palmeiras.

Achei que o juiz  deixou os adversários baterem, e não gostei disso nem um pouco.

Mas não dava nem tempo de ficar com raiva… a alegria era a palavra do dia. Cleiton lançou Jesus,  que desceu pela esquerda e cruzou na medida para Roger Guedes guardar. A bola ainda bateria em Thiago Heleno, mas, ao contrário do que disse a “press”, quem chutou mesmo foi o parmera.

Gol-RogerGuedes

Os adversários batiam um bocado, mas o juiz, que deixava de marcar muitas faltas cometidas pelo Atlético, resolveu dar um amarelo para… Barrios. E um amarelo totalmente “non-sense”.

Jean cruzou pra Jesus e ele foi atropelado na área pelo goleiro, levando uma cotovelada na cabeça e precisando de atendimento médico. Juizão não marcou nada. Como pode? Jesus à frente, e o goleiro Wewerton, tentando defender, chega por trás, dá uma cotovelada na cabeça dele, joga o corpo em cima dele o jogando no chão, e para o juiz não foi nada? Não há nenhuma regra que obrigue o jogador a se desmaterializar em campo para facilitar a defesa de um goleiro, né? Então…

cotovelada-goleiro-em-Jesus

Thiago Heleno levantou o pé  no rosto de Roger Guedes e o juiz, não marcou nada (contra o Palmeiras pode tudo)… essas coisas dão raiva, precisam ser lembradas e ditas, porque, muitas vezes, atrapalham e prejudicam o jogo do time que o juiz deixa apanhar.

E o árbitro causou uma confusão em campo… Barrios foi atingido por trás por Paulo André; o juiz parou o jogo e sinalizou que daria amarelo para… Barrios (ele cismou com o parmera, né?)!! Seria o segundo, e ele teria que expulsar o palmeirense  – por ter sofrido falta de Paulo André, vê se pode? Então, ele se tocou, ou foi avisado, do absurdo que ia fazer e, consertando a lambança, voltou atrás e deu (só) amarelo para o Paulo André – que  deu um carrinho por trás em Barrios, quando ele teria chance clara de gol. O Atlético, na maior cara de pau, ainda ficou reclamando.

Mas o Palmeiras mandou na primeira etapa (Tche TChe fazia uma bela estreia), e muitos ataques verdes se seguiram até o juiz apitar o final do primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Verdão voltou avassalador, veloz e determinado a aumentar o placar. Troca de passes em velocidade entre Cleiton, Jesus, Barrios, Cleiton (de novo), que cruzou na área pra Jesus guardar o segundo do Verdão. Que gol lindooooo! O décimo gol de Jesus na temporada. E com 22 segundos de jogo! Allianz explodia em festa.

O Palmeiras mostrava uma boa evolução era leve, rápido… Jesus estava impossível e, de cabeça, quase fez mais um; o goleiro conseguiu tirar. Um minuto depois, aos 7′, Cleiton Xavier cobrou escanteio e Thiago Martins, no primeiro pau e meio de costas pro gol, se antecipou, e de cabeça meteu a bola na rede pra fazer o terceiro do Palmeiras. A goleada se desenhava… e a torcida quase morria de felicidade.

Léo, que já tinha batido bastante nos parmeras o jogo todo, foi expulso por falta em Jesus. E, como se não tivesse feito nada, saiu dizendo que o árbitro era fraco (a press também diria que foi uma suposta falta)… Aham! E ainda ficou barato para o Paulo André, que já tinha amarelo, e também acertou Jesus…

Expulsão-poodle

Era Verdão e só Verdão em campo… Jean, quase… Roger Guedes, quase… O Atlético não sabia nem de qual caminhão de mudança tinha caído.

Cuca substituiu Cleiton Xavier (que pedira substituição) por Moisés, depois Barrios por Alecsandro.

As chances verdes se mutiplicavam… a torcida fazia festa em lateral, ataque, desarme… era só alegria no Allianz, e todos sabiam que ia sair mais gol.

Rafa Marques entrou no lugar de Roger Guedes. E foi ele, Rafa, que uns minutinhos depois, aos 41′, enfiou uma bola pra Gabriel Jesus dominar com estilo, entrar na área, fuzilar o goleiro, marcar o seu segundo gol e o quarto do Verdão. E Jesus saiu “atirando pra todo lado” na comemoração. Coisa linda esse menino!

E o jogo terminou assim… 4 x 0 pro dono da casa para alegria imensa de sua torcida.

Foi só o primeiro passo, de 38 que teremos que dar em busca do título. Sabemos que nem tudo serão flores em nosso caminho (nunca é, pra nenhum time),  no entanto, num campeonato de pontos corridos, é preciso ter regularidade. Que o Palmeiras sabe jogar, e bem, eu sei, eu vi nessa rodada (e não foi por acaso) mas o time precisa encaixar e fazer com que passe a ser rotina goleadas como essa, vitórias tranquilas como essa, um adversário com medo do Palmeiras, como foi o Atlético-PR.

Vamos em frente, Verdão! Temos um título a  conquistar!