E é claro que eu comemoro o 12 de Junho… tem muito amor envolvido nisso, envolvido nessa data, nas minhas lembranças, na minha história e no meu coração… 💚💚💚

Obrigada, Evair, Edmundo, Sérgio, Antonio Carlos, Tonhão, Mazinho, Roberto Carlos, César Sampaio,  Daniel Frasson, Alexandre Rosa, Jean Carlo, Luxemburgo…

Obrigada, Deus, por me deixar viver a enormidade daquele momento, por me deixar viver aquela felicidade sem tamanho, a maior  alegria da minha vida… e, por favor, Deus, mesmo que eu viva cem anos, não permita que algum dia eu me esqueça do que vi,  vivi e senti  naquele dia…

#PalmeirasOMaiorAmorDoMundo #AmorPraTodaVida 💚💚💚

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Certa vez, ouvi alguém dizer que torcedores que escrevem sobre os jogos dos seus times, deveriam esperar o dia seguinte para fazê-lo. Depois de uma noite de sono, as coisas sempre parecem um pouco diferentes.

Achei interessante, pertinente, e passei a por isso em prática, para testar, e gostei. Muitas  coisas que, no calor de um fim de jogo, nos parecem importantes, imensas, no dia seguinte, depois de refletirmos melhor sobre elas, passam a ter peso totalmente diferente e diminuem um bocado de tamanho. E quantas bobagens deixam de ser ditas… Por outro lado, a emoção arrebatadora de um resultado maravilhoso, pode acabar perdendo um pouco da sua força no dia seguinte… Mas existem coisas que queremos dizer que não mudam de um dia para o outro,  a gente pode dormir e acordar e ela continua lá “conversando com a gente”, o tempo todo… Como essa postagem anda fazendo comigo há uns dias…

Torcedores são passionais, é verdade, os do Palmeiras, então… não são  chamados de bipolares, cornetas, hardys… à toa.

Não sei bem o que acontece atualmente, o que vem acontecendo nos últimos anos… uma parte da nossa torcida, acometida de não sei qual doença – talvez a da ingratidão -, vem se transformando em algoz do próprio time… e dos jogadores dos quais ela espera maravilhas em campo…

Nada nunca está bom… Tem sempre um “se”. Até mesmo quando vence bem e se classifica, sempre tem quem reclame de alguma coisa. E esses algozes do próprio time exigem um padrão de 100% de excelência dos profissionais, o tempo todo… senão não servem. 100% de excelência, que nenhum desses “exigidores” têm em seus trabalhos, em seus estudos, em seus relacionamentos, em área nenhuma de suas vidas… o tempo todo; nem eles nem os jogadores, nem eu e nem ninguém… seres humanos não são máquinas infalíveis, e eles podem ter a profissão que tiverem que a coisa não muda. Todos temos momentos maravilhosos, em que tudo dá muito certo, e outros tantos em que, por mais que queiramos que seja diferente, a coisa não vai bem. Bem que a gente gostaria, mas ninguém ganha todas, ninguém acerta em todas… Todos cometemos erros às vezes, (muitas vezes) e eles nos servem de aprendizado.

Somos torcedores, porque estamos, ou deveríamos estar, sempre torcendo, pelo nosso time, incondicionalmente, porque o apoiamos em qualquer situação, faça chuva, faça sol, entra ano, sai ano, na série A, na B, na X, na Y, na Libertadores, no Paulistão, no Desafio ao Galo, no amistoso, com time  ruim, com time bom,  com time péssimo, com time maravilhoso… não importa. Claro que todos nós preferimos que sejam só times maravilhosos, só vitórias, sem falhas, sem sofrimento, sem frustração… Ver o time perder é de lascar, na hora a gente fica furioso mesmo, mas, nem por isso vamos ‘apoiar’ o time crucificando e pressionando os que vestem a nossa camisa, impondo condições para isso, desrespeitando quem veio, ainda que por um tempo pequeno, fazer parte da nossa família… Não é nosso papel, não é sadio isso… não é também um problema do futebol, eu acho, é um problema pessoal, de não sabermos lidar com uma frustração… na vida.

Nossa história é rica de momentos maravilhosos desenhados pelos pés e pelas mãos de nossos ídolos… mas corremos o risco de não apresentarmos novos ídolos  para os nossos filhos….

Eu conheci, aprendi a admirar e amar Oberdan, que “segurava a bola com uma mão só e jogava sem luvas” , pelos olhos e palavras do meu pai… aprendi que o Divino era de outro mundo, que “não corria,  porque não precisava, e jogava com elegância”, que Dudu era seu companheiro inseparável, importantíssimo pra ele, que Waldemar Fiume “puta que pariu, jogava demais”, porque meu pai me mostrou isso…

E o que vamos deixar para os que vierem depois de nós? Um vazio? O que vamos contar a eles? Quem sobrará dessa “matança” diária que fazemos?

Nada é suficiente, nada basta… Tudo  é líquído, nada mais dura… nem mesmo o amor e o respeito pelos que nos dão títulos e muita emoção… ídolos não são descartáveis.

Foi doloroso, uma heresia,  chamarem São Marcos de “frangueiro”, um dia, em pleno Palestra… logo ele, que já nos tinha dado tanto. E não só em resultados, em defesas… Não. Ele nos deu tanto em alegria, em respeito e amor ao time, ao compartilhar a sua luz interior conosco, e em todas as vezes que se quebrou (e ainda se quebraria) defendendo a nossa camisa… e o magoamos (eu não) porque não soubemos lidar com um revés…

Não gostei de ver torcedores menosprezarem Alex, lhe dar um apelido que o ridicularizava e diminuía seu talento – anos depois, quanta gente não entendeu porque ele não quis vir encerrar a sua carreira aqui…

Meu coração sempre doeu com o que faziam com Valdivia, que resgatou nosso orgulho, nosso futebol, que tirou as teias de aranha da nossa Sala de troféus, que fez nossos adversários voltarem a nos temer, num período tão difícil pra nós, tão estéril, em que tivemos que torcer por tantos jogadores sem brilho e sem talento…

Não consigo compreender os horrores que alguns (ainda) falam de Gabriel Jesus… acho absurdo ver como alguns ainda esperam que ele não se dê bem lá fora (sim, acredite, essa maravilha de menino não é unanimidade na nossa torcida)…como se um dia ele tivesse assinado algum contrato em que tivesse se obrigado conosco a ser 100% perfeito, a nunca errar. Nosso menino Jesus, que mesmo sendo tão novinho, mesmo sendo o cara caçado em campo, teve a grandeza de um homem experiente para nos ajudar a conquistar dois títulos… menino que ajudou o Brasil a ganhar a inédita medalha de ouro na Olimpíada… que honrou e respeitou a nossa camisa… e se despediu da gente em lágrimas…

Meu coração  se revoltou com o que fizeram recentemente com Vítor Hugo, que não apelidamos de “Mito” à toa… que nos ajudou a conquistar dois títulos nacionais, a ser a defesa menos vazada do Palmeiras campeão Brasileiro em 2016, um dos caras mais gente boa do elenco, e que foi muito desrespeitado em seu perfil do Instagram por algumas falhas que cometeu em campo no início deste ano, e pelos mesmos que iam lá escrever “monstro”, “craque” todos os dias antes disso… falhas, que não têm 1% do peso de todas as suas defesas, desarmes, gols e cambalhotas… E Vitor Hugo, negociado com um clube europeu, merecia uma despedida cheia de carinho da nossa parte…

E fazem o mesmo com Dudu, o craque desse Palmeiras renascido (que já tinha sido esculhambado por perder um pênalti no início de 2015), que alguns vivem dizendo “não ser tudo isso”… fazem o mesmo com Zé, com Mina, o melhor zagueiro deste país, que segundo esses mesmos, “esqueceu como se joga futebol”…

Fico triste quando vejo que o atacante contratado por um  clube rival tem 16 jogos, 9 gols, e 3 eliminações neste ano, a do outro clube tem 30 jogos e  9 gols (alguns impedidos, de pênalti inventado), e Borja tem 17 jogos e 6 gols e alguns já dão o veredito definitivo:  “Ainn, o Borja não deu certo”… e isso vem da parte dos que faltaram ‘vender a  mãe’ para convencer o Palmeiras a trazer o jogador que, segundo esses mesmos, era o melhor atacante de todos e, com ele, seria só entregar as taças…  #admiração descartável.

Não consigo entender esse tipo de coisa…

Mas,  o que não dá para entender mesmo é a falta de consideração e carinho com Prass… porque ele falhou em alguns gols que tomou nos dois últimos jogos (quando ninguém – nem o técnico – foi bem)… e qual bom goleiro nosso e do mundo todo nunca falhou? Prass é um profissional sério, dedicado, que honra e respeita a nossa camisa e a nossa torcida demais… e merece ser respeitado de volta. Mesmo pelos mais desesperados que acham que ele deve ir para o banco. Nós podemos lamentar essas falhas, e torcer pra ele voltar logo ao normal, mas desfazer do Prass, atacá-lo? Magoar o Prass? Por causa de 2 ou 3 falhas? NUNCA!

Prass falhou, é verdade. E quantas vezes ele já nos salvou? E quantas vezes ele fez o que nos parecia impossível? Quantas vezes as suas mãos, salvadoras, ou mesmo seus pés,  nos tiraram aquele frio da espinha de lances nos quais, mortos de desgosto, já “víamos” a bola dentro do gol? Quantas vezes ele nos fez gritar enlouquecidos de alegria? Quantas vezes eles  nos fez chorar de emoção?

Defendeu o nosso gol por 15 rodadas do Brasileirão 2016, e só saiu do time porque foi servir a seleção e lá se machucou… e deixou o time na liderança do campeonato pro Jailsão fazer o resto. Ganhamos a Copa do Brasil , em 2015, porque o Prass jogou pra c#$@lho, porque fez muitas defesaças e porque pegou vários pênaltis  – não fossem essas defesas, nem os muitos gols dos nossos craques teriam adiantado -, ganhamos porque ele teve frieza e competência para fazer aquela última e inesquecível cobrança de pênalti…

Ele virou parte do nosso dia a dia…. “Bom dia, Prass você”… “Agora são três PRASS nove”… “Em nome do Prass, do Filho e do Espírito Santo”…

E não foi à toa que ganhou o canto que nós jamais imaginamos que um outro goleiro fosse merecer… PQP, É O MELHOR GOLEIRO DO BRASIL, FERNANDO PRASS!!

Prass é ídolo, p#rra! Vai ser lembrado e reverenciado pelos que virão depois de nós.  Merece todo o nosso amor, respeito e consideração … PRASS sempre! <3

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“Amo-te  sem  saber  como,   nem quando,   nem  onde,  amo-te simplesmente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira.” Pablo Neruda

100 mil avantis…

100 mil torcedores palestrinos que entenderam que podem ajudar o Palmeiras se associando ao seu programa de Sócio-Torcedor, o Avanti Palmeiras…

100 mil torcedores, que já compram produtos oficiais, vão aos jogos, mas aderiram ao Avanti para ajudar o Palmeiras a ser mais forte…

100 mil torcedores, dentre os quais alguns milhares que moram tão distante do Allianz, moram em outras cidades, outros estados, mas se associaram somente por amor ao Palmeiras…

100 mil torcedores que estão fazendo o Palmeiras ser o segundo clube do Brasil com mais associados, e cada vez mais próximo da primeira posição; que fazem o Palmeiras estar entre os 10 clubes do mundo com o maior número de sócios torcedores, o TOP 10 mundial…

100 mil corações apaixonados ajudando a “patrocinar” o Palmeiras com amor, e que já ajudaram até a contratar jogador na temporada de 2015…

A torcida palestrina é um espetáculo! É a mais apaixonada e apaixonante de todas.

Não seria uma boa ideia, Palmeiras, depois dessa marca atingida – enquanto eu escrevo, os números continuam aumentando -, colocar esse novo “patrocinador”, na camisa mais linda do mundo?

Não seria um reconhecimento, merecido, à uma torcida que ama tanto o seu clube e está com ele pro que der e vier, e em todas as horas, estampar num pedacinho do manto sagrado, que ela veste com tanto orgulho, o nome dessa “empresa patrocinadora”, especializada em amor, dedicação, entrega e alegria, a “Torcida AVANTI Que Canta e Vibra” ?

Não iria ficar lindo, Palmeiras? E ela merece!

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  Sou de Salvador, virei sócio no dia seguinte da queda em 2012.

Tenho amigos palmeirenses aqui, lembro que a gente se olhava e dizia: ‘será que um dia seremos felizes de novo”. E somos!

eu sou de Sergipe. mas sinto que estou ajudando uma instituição que amo muito. Não me arrependo.

  Recife! Simplesmente pelo amor à Sociedade Esportiva Palmeiras!

Sou do interior de SP, mas moro em Brasília. Me associei pra ver um jogo da Libertadores de 2013 e sou Avanti desde então.

já tinha te falado, to morando em Ribeirão, 3h30 de SP, não dá pra ir todo fds e ir ao estádio. Comecei com o plano + barato.
Sou Avanti Palmeiras desde 24/09/13, durante a série B, quando não devíamos ser mais do que 20.000. Orgulho de estar nesses 1º 100.000

Eu sou Avanti de Brasilia a cerca de 2 anos quando o menor plano era $19,90.

  estou a 4OO km e me associei por amor ao verde

  Me associei apenas para ajudar mesmo a , Morando no interior do Pará, não usufrui de nenhum benefício do prog.

Moro Em Porto Velho Rondonia, sou associado desde o inicio de 2014, foi simplesmente pra ajudar o time

  vivo em Jundiai e Brasília, amor a SEP e não quero nada em troca!!

  Moro em Monte Mor, interior de SP, não tão longe, mas me associei nao pra ir aos jogos, mas pra ajudar o Verdão!!!

  Avanti no Tocantins

  sou de Cascavel/PR não é tãaao longe assim, me associei na esperança de realizar um sonho, conhecer o Allianz Parque!

  sou de São Luis/MA, Avanti mesmo distante

  São Luís/MA e minha esposa também é Avanti, detalhe: nunca fomos em um jogo em SP, é tudo pelo clube

  Manaus-AM! Sócio por amor ao verdão e pela oportunidade que temos de ajudá-lo
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meu pai (Perobal/PR) eu (Umuarama/PR) associamos para contribuir de alguma forma com o time que amamos!
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  sou da longínqua Jussara-PR! Pelo Palmeiras tudo!
Caracoles como tem brasiliense Avanti! E sou um deles…. Só para contribuir mesmo.
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   moro em Maresias L/N SP … Sou sócio e minha filha de 2 anos tbm!rs
 .
  opaaa moro em Londrina/pr. Loooonge demais e soi Avanti
  moro 450km de SP. Sou Avanti. Ainda não conheço o Allianz Parque. Campo Grande/MS, simplesmente para ajudar, não quero nem espero nada em troca. Em suma, amor. Incondicional.

  Tocantins, gata.
  Sou de Cataguases MG , dá uns 800 km de SP.Sou sócio avanti porque quero ver o verdao mais forte.
  eu moro em arapongas-pr me associei apenas para ajudar o clube a se reerguer, sempre acreditei no Modo que o Nobre tocava +
  Tânia, moro em Penápolis, cerca de 500 km, e me tornei AVANTI no mandato do Belluzzo, por puro amor mesmo!
  Sou de Jardim de Piranhas-RN,menciona lá no blog taninha,será um prazer imenso!!!
porque eu amo esse time, e se posso ajudar mesmo estando longe, essa é minha forma de dizer OBRIGADO POR EXISTIR SEP!!!
 .
  Sou de Brasília, associei por amor à SEP
.
P.S – Logo após esse texto ter sido publicado, o número de associados do Avanti já estava em 100.072. E ele não para de aumentar.

“Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.”

 

HOJE É NA FÉ, PARMERADA! E NA FORÇA DO NOSSO AMOR!!

Com o coração apertado, sentindo uma aflição enorme, querendo que o dia termine logo para sabermos se nosso coração estará em paz ao cair da noite…
Uns(eu), choram o dia inteiro; outros, rezam, há os que procuram se distrair, não pensar… uns, apoiam incondicionalmente; outros, reclamam e xingam… uns, “enchem a cara”; outros, se entopem de chás para acalmar… uns, se sentem tranquilos; outros, se desesperam… uns, vão ao shopping; outros vão à igreja, há os que ficam quietinhos em casa… uns, tiveram o sono agitado; outros, nem dormiram…

Cada um sente de um jeito, cada um se resolve de um jeito…

Brigamos uns com os outros o ano inteiro, porque um gosta de “A” e o outro gosta de “B”, porque um faz “isso”, outro faz “aquilo”; porque um queria “assim”, o outro queria “assado”… Mas nossos corações são irmãos, e sofrem e se alegram juntos.

Não quero fazer contas… não quero combinar resultados… só quero o Allianz Parque explodindo em energia positiva, em alegria… só quero a torcida cantando sem parar, até o último minuto, e depois dele também… só quero Valdivia em campo… só quero o time com raça… só quero acreditar!

Chegamos ao final do caminho de 2014… e mesmo com todas as nossas diferenças, queremos todos chegar ao mesmo lugar, queremos todos abrir a mesma porta…

POIS ENTÃO, VAMOS NOS DAR AS MÃOS E ABRI-LA!!
AQUI É PALMEIRAS, PORRA!!

Que o dia de hoje seja maravilhoso para todos aqueles que têm um coração verde e branco dentro peito!

MUITO BOM DIA, PARMERADA!! E VAMOS GANHAR, PORCOOOO!!

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“Te voglio bene assai
Ma tanto tanto bene sai
É una catena ormai
Che scioglie il sangue dint’e vene sai…” (Lucio Dalla)

100 anos…

Tanti auguri, Palmeiras!

Completar um século de existência sendo o maior campeão do seu país, só podia ser coisa de Palmeiras mesmo.

A Família de sangue esmeralda está em festa! E nós, os teus filhos apaixonados, te desejamos mais 100 anos de sucesso e glórias. Mais 100 anos de amor.

Que você viva pra sempre e em paz!

Que a tua Sala de Troféus seja cada vez maior e mais repleta de conquistas!

Que a tua gente seja sempre digna da tua história ! Que teus títulos continuem a ser legítimos! Que as tuas conquistas sejam sempre honradas, como foram por um século inteiro! 

Eu te desejo a casa sempre cheia de filhos, sempre cheia de alegrias e sorrisos, de bandeiras e sonhos, aplausos e lágrimas de felicidade, e cheia dessa gente linda que nunca para de cantar… 

Desejo que as novas crianças, as que estão chegando, e as que hão de vir, aprendam a te amar e te respeitar, assim como aprendemos nós um dia… 

Que a alma do Palestra Italia esteja no Allianz Parque pra sempre, e que a grama que cobre o nosso solo sagrado possa servir de palco para mais uma infinidade de ídolos, que vestirão e respeitarão o teu manto, e que com seus gols e dribles formarão novas Academias…

E que venham outras “Muralhas”, outros “Leões” e Chevrolets, novos “Divinos”, e “Julinhos”, “Jorginhos”, “Leivas”, “Dudus”, “Robertos” e “Rivaldos”, “Jorges Mendonças” e “Arces”, “Djalmas” e “Césares”… que venham outros “Pais da Bola”, “Matadores”, “Magos” e “Animais”… que Deus te envie um outro São Marcos…

E que todas as suas glórias e teus feitos maravilhosos ao longo desses cem anos, se repitam no novo século que está começando!!

Que os teus filhos, os que vierem depois de nós, te amem tanto quanto nós te amamos hoje, e que se orgulhem de ti como nos orgulhamos nós.

Que eles o defendam sempre que for preciso, contra todo e qualquer inimigo, como têm feito todos os palestrinos desde 1914.

A história contará todos os seus feitos, Palmeiras, e é isso o que cabe à história. Ela mostrará as suas grandes equipes, os títulos conquistados, narrará uma por uma todas as suas glórias… dirá que você é o maior de todos, o Campeão do Século, o primeiro Campeão Mundial de Clubes – que resgatou o orgulho de um país inteiro -, o clube brasileiro que mais títulos conquistou durante um século inteirinho. Ela poderá dizer que o Palmeiras foi o único clube a bater o Santos de Pelé, ganhando três campeonatos estaduais na melhor fase do rival…

A história poderá contar que você foi o único clube que, inteirinho, do goleiro ao ponta esquerda, e também com a comissão técnica, representou a seleção brasileira, diante da temida seleção do Uruguai,  vencendo por 3 x 0…

Poderá dizer que nunca uma seleção brasileira conseguiu se sagrar campeã sem que houvesse um palmeirense na equipe…

Ela contará que o Palmeiras enfiou 8 x 0 no maior rival na década de 30, e até hoje não levou o troco… que ele fez um outro rival, que queria lhe tomar o estádio, fugir de campo, com medo de uma goleada, em plena final de campeonato em 1942…

Ela dirá agora que a nossa casa é a mais bela e a mais moderna do mundo, que não leva um centavo de dinheiro público…

Ela poderá contar muitas coisas, Verdão, afinal, seus feitos são tantos e tão inesquecíveis, estão escritos na história… poderá dizer que a sua gente, apaixonada, se espalha  pelo Brasil e o mundo. Isso todo mundo sabe…

Mas a história jamais traduzirá o que sentimos em cada uma das vezes que entramos no Palestra Itália; o que sentíamos quando o nosso time subia as escadas e aparecia em campo; ela não poderá falar da energia que impregnava os ares enquanto cantávamos lá na “ferradura”, nem da felicidade de sairmos cantando pelas alamedas após as vitórias, após títulos conquistados, ou do prazer da cerveja gelada lá na Turiaçu… tampouco saberá exprimir o que sente um palestrino ao vestir o manto…

A história também não saberá contar sobre que sentimos hoje, o que sentiremos quando entrarmos no Allianz Parque pela primeira vez, o que sentiram os palestrinos de várias gerações durante esses 100 anos da tua existência…

Ninguém jamais conseguirá expressar em palavras esse misto de amor, orgulho e alegria que mora  no coração de todo aquele que respira em verde e branco…

E daqui a 100 anos, Palmeiras, tenha certeza, de alguma maneira, ainda que em espírito, nós estaremos aqui, comemorando com você outra vez. 

Obrigada por tanto! Receba todo o meu amor, carinho e respeito.

E boooora escrever mais um século de glórias, Verdão, amor da nossa vida!

Márcia Bertol Carloto – Chile

Pedro Henrique, Elísia, Ana Luísa e Isadora – San Francisco – USA

Richard Werdine Bogari – Ceará

Pietro José – São Geraldo de Tumiritinga-MG

Richard Meckien – Cabo das Tormentas-África do Sul

Rodrigo

Rodrigo Carvalho Lima – Goiânia-GO

Ismael Viana – Canoa Quebrada-CE

Ana Beatriz Portugal – Cruzeiro-SP

Ana Carolina Leme – Cruzeiro-SP

 

E o “Parabéns a você” vem lá da Cidade do Cabo, na África do Sul:

(E, agora, segura o porco, porque acabou o inferno astral!!)


100Anos-Brasão#Palmeiras100AnosDeAmorEGlórias

Se-for-doença

“A vida fica sem sentido,
Segunda à tarde,
Terça de manhã.
Quarta ao anoitecer.
Quinta ao meio dia,
Sexta, Sábado e Domingo,
todo dia, toda hora,
Sem a luz verde brilhando…” – WB (a palavra “verde” foi incluída por mim)

Fui até o sótão, abri todas as caixas empoeiradas, procurei, até encontrar a que guardava os meus maiores pesadelos, aqueles, mais aterrorizantes; aqueles, tão sem propósito, que nem sei como povoavam o meu imaginário… e não encontrei nenhum tão inquietante, tão horripilante quanto ver o Palmeiras na última colocação do campeonato,  no ano do seu centenário, e quando faltam poucos dias para a festa…

Como administrar isso? O peito dói… no sentido literal da palavra…

A culpa desse pesadelo certamente não é minha, e tampouco sua, torcedor. Por mais que alguns de nós façam umas bobagens bem grandes, pra lá de condenáveis, e, na maioria do tempo, mais atrapalhem do que ajudem, já colocando o Palmeiras na segunda divisão, quando ainda faltam tantas partidas a serem disputadas, os responsáveis por isso se encontram dos portões do Palestra pra dentro, e não do lado de fora.

Não tem lugar mais fundo pra irmos agora, não é mesmo? Abaixo da lanterna não tem mais nada! Então, que tal alguém tomar uma providência? 

E não me perguntem qual providência deva ser tomada, porque a minha área é torcer e nada mais!  Mas alguém tem que fazer algo, e logo, enquanto ainda há tempo suficiente para se reverter essa situação.

Não dá para se terminar de ‘(re)construir um prédio’, por mais fantástica tenha sido a ideia que o concebeu, se antes de se (re)fazer os últimos andares o porão começar a inundar, os alicerces começarem a ceder, ameaçando ruir e colocar abaixo tudo o que foi (re)construído com tanta dificuldade.

Numa hora dessa, se larga tudo, se esquece a  (re)construção por um tempinho, e todo mundo se une (quando haverá união no Palmeiras, cazzo?), todo mundo corre para tirar a água, para, juntos, reforçar o alicerce que segura o prédio todo e não deixar que ele desabe. E só então, é que se retoma a (re)construção.

E QUANDO É QUE TODOS OS PALMEIRENSES FARÃO ISSO PELO PALMEIRAS? Sem futebol, tudo desaba! O Palmeiras há muito tempo é vítima dessa desunião toda. Está cheio de palmeirenses que só querem estar certos, ter razão,  mesmo que isso custe muito caro ao Palmeiras.

Quando é que vão entender, de uma vez por todas, que o futebol é a razão de existir do clube? Que sem futebol todo o resto perecerá?

Será que os tolos, que só se preocupam com o clube social, não sabem que se o futebol do Palmeiras naufragar de vez, muito provavelmente não haverá piscininha, parquinho, e nem quadrinhas de tênis por muito tempo? Que, por muito tempo, até a chegada da administração Paulo Nobre, os grandes prejuízos que o clube social dava eram cobertos com o dinheiro do futebol? Será que não sabem por quanto tempo o futebol sustentou o clube social (só deixou de ser sustentado agora)?

E quando será que os aproveitadores, que ficam brigando por poder, por inveja, por cargos, por ingressos, por benefícios; que ficam se aproveitando de resultados ruins do time, para vir a público jogar gasolina no que já está em chamas, serão palmeirenses de verdade e se unirão por amor ao Palmeiras? Quando é que irão servir ao Palmeiras e não SE servir dele?

Quando é todos remarão para o mesmo lado – é tão difícil fazer isso? Quando é que todas as inteligências, as habilidades e a boa vontade dos palmeirenses serão usadas, ao mesmo tempo, em proveito da SEP? União é isso! Se não somos capazes de fazer isso nem mesmo no centenário do Palmeiras, o clube que amamos, a poucos dias de 26 de Agosto, então somos todos uns merdas, e não amamos o Palmeiras coisíssima nenhuma!

De todos os nossos problemas, e o palestrino é PHD em criá-los, o mais nocivo é a desunião, e a vontade de alguns de ver tudo dar errado só para que seja prejudicado o seu rival político, o jogador que ele não quer, a pessoa que ele não gosta, a que atrapalha o recebimento de benefícios… Nunca tantos palmeirenses jogaram tão sujo contra o próprio clube como acontece agora.

Chega! Tem que haver uma trégua, principalmente neste ano, nesta semana.

Temos que ajudar o Palmeiras, temos que olhar nos olhos uns dos outros, nos darmos as mãos (ninguém precisa passar a gostar de quem não gosta) e entendermos, de uma vez por todas, que todas as nossas diferenças se acabam diante do amor que sentimos pelo clube.

É o nosso centenário e não estamos nos dando conta do privilégio que é estarmos vivendo esse momento, mesmo com todos os problemas,  mesmo com os ressentimentos que alguns de nós trazem no peito. Quantos palestrinos gostariam de estar aqui nesse Agosto de 2014, e já não estão mais? Quantos outros, que virão muito depois de nós, olharão para trás e contarão essa história, a história do centenário,  que nós estamos vivendo agora, que nós estamos ajudando a escrever? E não importa qual o nosso papel nesse grande e maravilhoso teatro palestrino, se grande ou minúsculo, a nossa importância é enorme! E 100 anos é uma vez só.

Em campo, o futebol afunda, ainda que tenhamos time e técnico para uma campanha, senão gloriosa, bem melhor do essa que fazemos. Coitado do Gareca… nada funciona, nada dá certo pra ele. E ainda tem o imponderável das entregadas, das bolas que batem nas costas e entram, dos gols do meio da rua, que o sujeito nunca fez antes na vida e nem tornará a fazer… Imagina o peso que ele está carregando? Imagina a pressão em cima dos que chegaram agora? O Kleina, que era bastante limitado, dava mais sorte do que ele, conseguia melhores resultados. E não adianta apoiarmos só  o nosso técnico… 

Mas nós  estamos sofrendo, eu bem sei. E não conseguimos entender o que acontece com um time que joga melhor do que seu adversário, como foi contra o São Paulo, e sai derrotado; que joga contra um time fraco, sem expressão, como foi contra o Sport, e sai derrotado…  que vai bem na partida, até tomar um gol… e então se desajusta e desequilibra. O que está acontecendo?  É só o emocional mesmo ou o time rachou? Será que alguém pode vir a público nos dizer o que se passa? Nos dizer o que está sendo feito para que o Palmeiras saia da trilha de insucessos e volte a vencer no campeonato? Onde estão os nossos dirigentes para virem nos dizer alguma coisa, para nos trazerem algum alento? A união de todos também passa pela aproximação de dirigentes e torcida. Não pode existir um fosso entre nós. Não pode existir esse silêncio…

Eu não sei ter raiva do Palmeiras, não sei achar que esse problema todo é “bem feito”, só porque eu talvez não goste de “A” ou “B”… não sei desistir do Palmeiras como tanta gente fala que vai fazer… não sei vender as camisas… não mandaria apagar tatuagens caso as tivesse… não sei e não vou jogar contra o meu time, jamais.

Eu não sei fazer outra coisa a não ser amar o Palmeiras, e torcer, torcer pelo seu sucesso, torcer pelo bom desempenho dos jogadores, dos jogadores que gosto, e, principalmente, dos jogadores que me desagradam. E com a melhor energia que eu tiver. E não é questão de defender o Palmeiras, é questão de ser, ou não, Palmeiras. Não dá pra ser Palmeiras só de vez em quando. Não dá para amar o Palmeiras só quando ele vence. Eu amo o Palmeiras o tempo todo, todos os dias. É doença? Pois que seja.

Durante o dia de ontem, e enquanto  escrevia o que você leu acima, eu “lambia as minhas feridas”, colocava curativos na alma… olhava de frente os meus medos. Hoje, já coloquei o pesadelo na caixa do sótão, botei os meus medos pra correr, escancarei as caixas da alegria, da confiança e da esperança – a do amor nunca se fecha -, e não vejo a hora de chegar amanhã, pra participar da festa do centenário, para ver o meu Palmeiras jogar…

O Palmeiras, eu , você, juntos, vamos mudar essa escrita. Porque tem sido assim desde sempre. As nossas piores batalhas, ao longo desses 100 anos, foram vencidas com a determinação, o amor e a união da Família Verde Esmeralda.

Amor , determinação e “estar com o Palmeiras” eu tenho de sobra, e não seria no ano do seu centenário, e quando ele tanto precisa de mim, que eu iria lhe faltar.

E eu tenho certeza… essa virada, que o Palmeiras dará na má sorte, vai estar um dia guardada lá sótão,  dentro da caixa das minhas grandes alegrias…

VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO, VERDÃO, ESSA BATALHA TAMBÉM É MINHA!!

‪#Palmeiras100Anos ‪#‎OrgulhoDeSerPalmeirense‬

100Anos-Brasão

“… quero vivê-lo em cada vão momento, e em seu louvor hei de espalhar meu canto, e rir meu riso e derramar meu pranto, ao seu pesar ou seu contentamento…” – Vinícius de Moraes

Hoje, às 19h30, tem Palmeiras estreando na Copa do Brasil 2014, diante do Vilhena, em Rondônia. E o Verdão precisou viajar 2.366 km para chegar até lá. Viagem longa, cansativa, que fez com que o Palmeiras, estrategicamente, resolvesse dar uma paradinha no meio do caminho. E, assim, a delegação foi dar uma ‘esticadinha nas pernas’ em Cuiabá.

Acho lindo ver vídeos e fotos da chegada do Palmeiras a outros estados, me emociono vendo os torcedores, tão felizes, tirando fotos, pegando autógrafos… acho lindas essas demonstrações de amor e carinho, que fazem tanto bem aos torcedores e ao time… fico imaginando como eles se sentem em momentos como esses… fico me sentindo tão privilegiada, e até com remorsos, por poder ver o Palmeiras jogar todas as semanas.

E olha só o que aconteceu no aeroporto onde o Palmeiras, o time da torcida que está encolhendo (você acreditou nisso?), ia desembarcar.

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O Palmeiras, tão calorosamente recebido pelos seus, fez um treino em Cuiabá, e o local  encheu de torcedores, felizes, com camisas, bandeiras, cantando, matando a vontade de ver seus ídolos, de tirar fotos com eles, de pegar autógrafos… coisa linda!

E então, se despedindo dos “familiares” de Cuiabá, o Palmeiras embarcou para Rondônia; faltava quase 800 Km ainda.

Através do Facebook, eu conheço muitos palestrinos de Rondônia, mas tinha muita gente se perguntando: Será que tem  palmeirenses por lá???

Dá uma olhadinha na primeira estrofe do hino do Vilhena, ela responde à pergunta.

“Quando surge o Vilhena imponente,
a torcida vai dando o recado.
Sabe bem o que vem pela frente…”

Simpaticíssimo esse hino, não é mesmo, leitor? E tão familliar…

O Palmeiras tem uma legião de torcedores, muito apaixonados, espalhados por todo esse Brasil. E eles colocam muito “girador de catraca” no bolso. Acompanhamos o que aconteceu, ano passado, na Série B, quando algumas cidades paravam pra ver o Palmeiras; acompanhamos a festa em todo território nacional, quando conquistamos a Copa do Brasil de 2012. Você lembra das carreatas pelo Brasil? Que outro clube faz o Brasil inteiro comemorar, dessa maneira, uma conquista?

http://blogdaclorofila.sopalmeiras.com/2012/07/16/sociedade-esportiva-brasil/  .

Não tem jeito de tentarem nos apequenar, não adianta tentarem nos “esconder” com pesquisas mandrakes, com números e estatísticas falsas… É O PALMEIRAS! Simples assim. E gostem ou não, ele tem torcida pra caramba, e é o clube mais amado do Brasil.

Veja só a chegada em Rondônia do maior campeão nacional, do Campeão do Século (e é só a estreia no campeonato). Uma multidão foi atrás do Verdão:

Palmeiras-Vilhena

Palmeiras-Vilhena1

Fotos: Fellipe Lucena / Lancenet

Para completar, assista ao vídeo e morra de orgulho desse nosso time e da nossa família.

http://sportv.globo.com/videos/palmeiras/t/ultimos/v/antes-de-jogo-em-rondonia-palmeiras-faz-a-alegria-dos-torcedores-em-mato-grosso/3207753/

BOA SORTE, VERDÃO, SEU LINDO! E BOOORA BUSCAR ESSE CANECO, PARA BEBERMOS NELE O CHAMPANHE DO CENTENÁRIO!!

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Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve… (Cecília Meireles)

Hoje, precisei dar um pulinho no caixa eletrônico e, como sempre faço, cortei caminho por dentro do shopping que fica aqui pertinho da minha casa.

Sabadão, um calor enorme, o shopping estava cheio de gente. Enquanto caminhava pelo largo corredor, algo chamou a atenção dos meus olhos: um distintivo do Palmeiras, uma bandeira, que se movia por entre as pessoas.

Eu caminhava com pressa e a “bandeira”, que vinha em sentido contrário ao meu, também. Era um rapaz, alto, com uma bandeira do Palmeiras, linda e enorme, usada como se fosse uma capa de um super-herói ou de um imperador da Roma Antiga. Ela estava colocada sobre o seu ombro direito e ia até abaixo dos joelhos; ele também usava uma faixa palestrina na cabeça, por sobre a testa. E o super-herói palestrino ia todo altivo, imponente… Uma visão e tanto!

Pena que estava sem o celular para fotografar o ‘super-herói, mas, acredite, fiquei arrepiada (mesmo) quando o vi. Dei um sorriso grande para a bandeira, para cumprimentá-la (o moço não me notou, mas a bandeira sim, me olhou e sorriu de volta), e, conhecendo tão bem esse amor e esse orgulho que faz o moço andar pelas ruas com a sua ‘capa de super-herói’, nem preciso falar que tive que disfarçar as lágrimas depois…

E então me lembrei de um fato, ocorrido há pouco mais de um ano atrás…

Eu estava na rua, vestida com a camisa do Palmeiras (numa época tão dolorida para os nossos verdes corações), e caminhava numa calçada ao lado de um ponto de pequenos caminhões que fazem transportes, carretos.

Dois senhores estavam sentados num banco desse ponto – deveriam ser motoristas/donos dos veículos -; já tinham uma certa idade e sorriram pra mim quando me aproximei de onde eles estavam. Um deles, de cabeça toda branca, me disse: Que camisa mais linda! E você também é linda! – Eu me virei pra ele, lhe dei o meu melhor sorriso de volta e agradeci: Muito obrigada, essa camisa é a coisa mais linda do mundo, mesmo!

Ele então me estendeu a mão. Numa cidade maluca como a nossa, a gente sempre hesita, nem que seja por um segundo, em parar  para conversar com um estranho, mas não hesitei (ele era palestrino, pô!) e estendi a mão pra ele. Ele segurou a minha mão, com as suas duas mãos (o amigo dele, palestrino também, sorria), e, num sotaque caipira, tão simpático, me disse:

Moça (o ‘moça’ era por conta dele), é uma coisa linda você com essa camisa passando assim na rua. Sou palmeirense desde criancinha, meu pai também era. Sabe, as coisas ‘tão feia’ pro nosso lado agora, mas o Palmeiras não vai cair, não, se Deus quiser (meu coração, machucado, se torcia no peito). Nós que somos palmeirenses ficamos tristes, né? Às vezes eu tenho que escutar no radinho, mas quando eu assisto, a gente vê os jogadores se esforçando em campo. Vamos torcer, quem sabe dá? Mas, se não der, não tem problema, filha, porque ele vai voltar. Do jeito que vai ele volta, pode ter certeza, viu? Ele vai, mas ele volta. A gente tem sempre que sentir muito orgulho do Palmeiras.

Era amor, explícito, pelo Palmeiras, o que o motivara a falar comigo. Amor puro, de torcedor. Era a camisa, era aquela cumplicidade, que palmeirenses do mundo todo têm quando se encontram e se percebem identificados pelo coração. E eu sentia isso na maneira tranquila dele falar, nos “r” marcados, no jeito que me olhava sorrindo, na delicadeza com que segurava as minhas mãos… na semelhança que ele tinha com o meu avô, que morrera há tanto tempo. Eu sorria pra ele, segurava as lágrimas (o queixo não parava de tremer), dizia algumas coisas de volta, dizia que também sentia orgulho do Palmeiras em qualquer situação e que não tinha importância mesmo, porque nós traríamos ele de volta se fosse preciso; o amigo dele também falava que gostava do Palmeiras, que ouvia no rádio, que “tava torcendo muito pro Palmeiras não cair”

Mas o  meu ‘amigo’ parmera, da cabeça toda branca, vivida, continuava segurando a minha mão…

Deus te abençoe, filha, tão linda assim com essa camisa linda. E Deus abençoe o Palmeiras também. Ainda vamos ter muitas alegrias…

Nem lembro direito o que falei pra ele, me despedi e saí. Me sentia tão orgulhosa de compartilhar com milhões de pessoas, do “segredo” de saber o que é ser palestrino. E fui brigando com as lágrimas no caminho pra casa, e chorei à vontade quando lá cheguei. Que bonito quando o sentimento do torcedor é esse, apenas amor ao time, ingênuo, sem rancor, sem revanchismo, sem interesses pessoais…

E o meu “amigo”, que não sei quem é e nem como se chama, tinha razão; se caísse, o Palmeiras voltaria em seguida… E VOLTOU! E ganhou outro jeito de ser cuidado, e passou pela segundona sem atropelo algum, e se prepara dignamente para o ano do seu centenário… enchendo de esperança e orgulho os corações daqueles que o amam.

Tanto isso é verdade, que, hoje, eu vi até um super-herói, em pleno shopping, mostrando pra todo mundo o seu orgulho se ser palmeirense…

                       

Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.

Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.

Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.

É um prazer estar enganado.

Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura… não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.

Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.

Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos, para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.

A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição.

(Richard Bach)

E foi o que fizemos o ano todo. Quantas vezes fechamos os olhos a um monte de coisas e seguimos a nossa intuição e o nosso coração, sem saber direito onde pisávamos e quando seria o momento em que a casa viria abaixo de uma vez. Só o amor a nos conduzir…

Quantas dificuldades, decepções e revolta tomou conta do nosso coração! Como foi doloroso atravessar 2011… Nos tomaram à força quase todos os nossos sonhos, perdemos quase todas as batalhas, contra quase todos os ‘dragões’ que tivemos pela frente. E eles assumiram formas horrendas e inimagináveis…

A Girafa Amarela, e o Rei dos Beirutes, colocados no poder pelo Sapo asqueroso e maldito, quase nos mataram de vergonha, raiva  e desgosto.

Perdemos patrocínios importantes, jogadores; não valorizamos as pratas da casa; fizemos um escarcéu para tirar Miguel Bianconi das férias e trazê-lo pro time de cima e, sem dar as oportunidades para que ele se entrosasse, fosse trabalhado e desenvolvesse seu futebol, o garoto sumiu.

Passamos o ano inteiro com jogadores atuando fora das suas posições (a garotada da base, desvalorizada em desastrosas declarações, foi esquecida), num prejuízo danado ao rendimento da equipe, enquanto, em algumas vezes, alguém da posição ficava no banco ou nem relacionado era… Emprestamos o guerreiro Pierre e agora ele não querer mais voltar.

Passamos 12 meses vendo jogadores descontentes; as nossas esperanças de títulos, nosso amor de torcedor, ficaram no meio do fogo cruzado que se instalou entre jogadores, técnico e diretoria, entre entrevistas concedidas “sem querer”, bilhetes no vestiário, declarações humilhantes, faixas colocadas no CT, sem que os responsáveis pelo clube soubessem explicar como foram parar lá,  conselheiro admitindo fornecer informações sigilosas à imprensa…

365 dias envergonhados, vendo tanta sujeira que deveria ter ficado entre nossas paredes, sendo atirada no ventilador; acompanhamos tantas intrigas, tantas maneiras sórdidas de se conduzir um clube, de se manipular torcedores, de se tentar vender jogadores; lemos e ouvimos tantas notícias plantadas na imprensa, por gente do próprio Palestra. A nossa história de glórias e a marca Palmeiras sendo atiradas na lixeira…

52 semanas nos descabelando com os resultados ridículos nos jogos, com as gozações dos rivais, com as contratações de atacantes medíocres; nos revoltando com escalações e substituições equivocadas; nos desesperando com o time que se encolhia diante de adversários fracos, estupefatos com a falta de ousadia, com equipe que não conseguiu vencer um candidato ao rebaixamento, mesmo tendo dois jogadores a mais… E fomos chamados de turma do limão por querermos ver o time jogar ofensivamente e vencer as partidas, por querer o nosso Verdão (ELE É NOSSO, SIM!) com um padrão condizente ao grande time que é…

Passamos 8.760 horas feridos, brigando entre nós e com o mundo, mas apoiando o Palmeiras acima de todos os mal feitos, acima de todos os vexames, de todas as vergonhas que nos foram impostas; acima de todas as oportunidades de gol desperdiçadas, de todas as falhas, dos erros de passes, de todas as desclassificações… e ainda fomos ao estádio apoiar o time, mesmo depois de um humilhante 6 x 0…

Ah,  nobody said it was easy… Mas foi muito difícil ter nosso amor colocado à prova de maneiras tão doídas, e por tantas vezes…

Mas hoje, quando o relógio marcar a meia noite, e os fogos anunciando o novo ano se fizerem ouvir, 2011 terá sido para nós, 525.600 minutos de amor incondicional ao Palmeiras, de orgulho pelo que ele representa nas nossas vidas… 525.600 minutos de entrega, de sentir no peito e na alma uma paixão imensa, que, a despeito de todos os acontecimentos, nos faz feliz, apenas por ela “ser”… Por mais que digamos que não, que estamos fartos, que acompanharemos o futebol apenas por diversão, basta um pequeno chamado e o nosso coração nos grita que o Palmeiras nunca saiu de lá, e nunca sairá…

E por ele, pelo amor que sentimos e que nos une, seremos os cavaleiros e princesas, seremos os guerreiros capazes de lutar contra o próximo dragão, e contra qualquer outro que venha após ele…

Sabemos que 2012 não vai ser fácil, mas é preciso ter força, é preciso ter raça é preciso ter sonhos, sempre! Que o novo ano nos traga novos e melhores sonhos, que ele nos traga o poder de acreditar neles, de tentar realizá-los, que nos traga a sabedoria para reconhecê-los quando os encontrarmos, e a rapidez para agarrá-los antes que escapem de nossas mãos!

BOOORA PRA 2012, PARMERADA! SERÃO 31.536.000 SEGUNDOS EM QUE RESPIRAREMOS PALMEIRAS, LUTAREMOS POR ELE, E O AMAREMOS AINDA MAIS! 31.536.000 segundos que farão a nossa existência valer a pena!!

FELIZ PALMEIRAS 2012, AMIGO PALESTRINO!! E COM MUITA MAGIA!!!

O ano está chegando ao fim…  Amanhã já é  Natal…

As ruas, cheias de luzes e enfeites, estão repletas de pessoas apressadas, carregando pacotes, sacolas, presentes. O que busca toda essa gente?

Todos os anos eu fico me perguntando se Natal é isso mesmo. Comprar roupas e sapatos novos, aparelhos eletrônicos de última geração, mobília nova, carro novo, muita comida… Eu sei, isso faz parte.  É compreensível… afinal, é como nos preparamos para celebrar a data. Mas Natal não é isso! Natal é amor!É estar perto de quem se ama e poder dizer isso. Natal é fraternidade! De que adianta distribuirmos presentes, se não formos capazes de dar algo de nós mesmos? Se não formos capazes de compartilhar, de ouvir, de estender a mão ao semelhante; se não formos capazes de deixar o orgulho e o egoísmo de lado… Se não formos capazes de abraçar alguém, de verdade, com o coração…

O espírito mais iluminado que já pisou neste planeta veio aqui só para nos ensinar isso. E, 2010 anos depois, ainda apresentamos tanta dificuldade em aprender. Parece que o homem, cada vez mais se distancia da evolução que aqui veio buscar e, mesmo, em meio à uma multidão, se sente cada vez mais sozinho.

E, nessa desesperada busca daquilo tudo que, ilusoriamente, imaginamos necessitar (mas não necessitamos de verdade), não conseguimos encontrar paz…

Na nossa Família Palestrina não é diferente. Um dia estamos em paz com a vida e, no outro, ao menor motivo, uma guerra “nuclear” tem início. Ano após ano, o torcedor palestrino não consegue a paz tão sonhada. Neste 2010 tivemos tudo isso e mais um pouco…

Um primeiro semestre muito ruim, trocas de técnicos, de jogadores, atitudes tomadas impensadamente pelos nossos dirigentes, brigas, revolta, e uma perspectiva macabra de que o descenso no brasileirão, seria o que nos esperaria no restante do ano. O torcedor se revoltava, brigava, perdia as esperanças, a paz cada vez mais longe…  Difícil… Triste…

Mas eis que o “Papai Noel” resolveu passar no Palestra antes da hora. Nem o mais otimista de todos os palestrinos poderia imaginar o que aconteceria durante a Copa do Mundo. Num espaço de pouco mais de um mês, Kleber Felipão e Valdivia se apresentavam, milagrosamente, à torcida. Foi como se de repente cada um de nós tivesse adentrado as portas do paraíso, olhamos para o céu e ele não era mais negro. O mundo se tornara verde e branco, outra vez! Quase enlouquecemos de tanta felicidade… E todos dissemos: “Agora eu não peço mais nada.” “Agora não precisamos de mais nada”.  Como nos enganamos..

Nada deu certo… Um planejamento descuidado, a falta de jogadores, a falta de coragem de alguns, a ganância e mesquinhez de outros, atos impensados, contusões, declarações desastrosas tiraram o pino da “granada… e tudo explodiu!

E assim chegamos ao Natal de 2010… Totalmente desorientados e com o teto caindo sobre nossas cabeças. Torcida dividida, brigando. Os homens do Palmeiras, divididos, à beira de se engalfinharem pelo poder…brigas, xingamentos, discórdia, decepção, raiva…

Mas amanhã é Natal! Paz, Amor, Boa Vontade e Fraternidade não são as palavras que mais ouvimos nesta época? Não são as que mais usamos? E porque não podemos colocá-las em prática?

Por que os homens do Palmeiras não podem deixar os interesses de lado e agir, única e tão somente, com amor e dedicação ao clube?

Por que, você Palaia, ao invés de querer ficar na história palestrina, como um retrato numa parede, não prefere ser o homem que, por amor ao Palmeiras, ajudou a conduzir Paulo Nobre à presidência? Não seria muito mais dignificante? Você entraria para a história pelas portas que poucos conseguirão ultrapassar. E mesmo daqui a cem anos, ainda seria lembrado com amor, com carinho.

Por que os homens que brigam pelo poder, no Palestra, não não se desfazem do orgulho, da ganância, em prol do Palmeiras? Será que é tão difícil assim agirem como homens de bem? Sem ter como objetivo apenas o poder? Claro que não! Basta apenas um pouco de boa vontade.

Há milhares de anos atrás, o poder era de Herodes, e quem entrou para a história foi o humilde filho de um carpinteiro…

Que neste Natal, o Palmeiras tenha homens, de verdade, cuidando do seu destino. Homens dignos, que aprendam a se respeitar e a nos respeitar e, acima de tudo a respeitar a Sociedade Esportiva Palmeiras. Chega de trapaças! Chega de golpes! Basta de ações na justiça para embargar obras e contratos que trarão o progresso ao Palmeiras! Basta de inveja , intrigas e traições nas alamedas do Palestra! Basta de discórdia entre dirigentes, técnico, jogadores e torcedores. O palestrino só quer paz neste Natal… Este é o presente que todos queremos ganhar…

Vamos nos unir, aliados que somos no amor imenso que dedicamos ao Palmeiras. E que o presente a ser dado ao clube que tanto amamos, seja um grande e sincero “abraço”. Com alegria, amor e boa-vontade… De todos nós…

FELIZ NATAL, FAMÍLIA PALESTRINA! Que o “espírito natalino” permaneça em nossos corações e em nossas vidas. Que Deus abençoe a cada um de vocês e às suas Famílias. Eu lhes desejo muita Paz e Boa-Vontade neste Natal!