Honestidade, lisura, correção… são coisas que andam distantes da Conmebol nas últimas décadas. Pra se ter uma ideia, seus três últimos presidentes, Eugenio Figueredo, Nicolás Leoz, Juan Ángel Napout – trio que comandou a entidade de 1986 até 2016 -,  estão presos… por corrupção – os dois primeiros, em prisão domiciliar (o ex-presidente da CBF, José  Maria Marin, também está preso por corrupção).

Os escândalos são inúmeros… e não é à toa que muitos considerem que a Conmebol seja uma das entidades mais corruptas do mundo.

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Um lamaçal essa Conmebol, não? Seríamos ingênuos demais se achássemos que essa sujeira toda não esteve nos gramados também, imagina se poderia ser diferente… Torneios disputados em campos horríveis, péssimas arbitragens, garfadas históricas, resultados de jogos feitos pelo apito, agressões, pancadarias, emboscadas… são marca registrada dos torneios organizados pela Conmebol, que não está nem aí pra nada disso. Quantos gordo$ intere$$e$ podem haver em resultados de jogos fabricados, em punições ‘mandrakes’ pra um, exageradas pra outros, em determinados clubes ganhando competições, não é mesmo?

Quem não se lembra de Ubaldo Aquino, assaltando o Palmeiras na Argentina, em 2001 (sempre pensei que se um árbitro prejudica muito uma equipe, se “erra” demais, em lances capitais, e em partidas importantes, se faz o resultado de uma partida e não recebe uma severa punição por isso, certamente ele agiu servindo aos interesses de quem poderia puni-lo)…

Quem nunca ouviu falar da roubalheira descarada do árbitro José Roberto Wright para favorecer o Flamengo – seu time de coração -, na Libertadores de 1981?

Quem não se lembra da torcida corintiana que matou um torcedor dentro de um estádio, na Bolívia, e da punição – ultrajante – de um único jogo com portões fechados que a Conmebol deu ao clube que inúmeras vezes admitiu bancar essa mesma torcida? A mesma Conmebol que excluiu o Boca da Libertadores 2015, depois de uma confusão em campo e do uso de gás pimenta por parte dos seus torcedores. Além da exclusão,  o Boca sofreu outras sanções: 4 partidas sem torcida – como mandante – em competições organizadas pela Conmebol; e 4 partidas, também sem a sua torcida, como visitante em torneios sul-americanos, além de multa de US$ 200 mil. Os casos são tantos… e a falta de critério é assombrosa. Não que o Boca não merecesse punição, mas, de acordo com as punições aplicadas, para a Conmebol, um torcedor perder a vida, dentro do estádio, sem motivo algum, apenas pela sacanagem dos que acenderam e direcionaram um sinalizador na torcida adversária, parece ter muito menos importância,  do que uma confusão com uso de gás pimenta…

Uma lata de lixo essa Conmebol… por onde circularam (será que ainda circulam?) muitos ratos.

Com a prisão de Juan Napout, um novo presidente foi eleito em 2016. Alejandro Dominguez, também paraguaio, como Leoz e Napout – dois dos que estão presos -,  chegou prometendo mudanças, transparência, prometendo limpar a sujeira,  mas será que ele está mudando algo mesmo?

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Parece que não…

Dentro de campo, as competições com o selo de “qualidade” da Conmebol continuam a mesma coisa. Como é o caso da Libertadores, torneio em que muitos clubes brasileiros são prejudicados.

Ano passado, obrigaram o Palmeiras a cobrir o nome da Allianz em sua arena, do patrocinador que pagou 300 milhões para que seu nome fosse visto, tivesse exposição (legal a Conmebol, né?)mas o patrocinador do Toluca pôde aparecer à vontade nas transmissões dos jogos lá na Argentina – postei aqui sobre isso na época.

Postei aqui também, há algumas semanas, imagens sobre as muitas pancadarias, desde 1961, que o Peñarol promoveu em inúmeras partidas em que foi derrotado, inclusive em competições sulamericanas. Fosse a Conmebol uma entidade séria,  o Peñarol, e seus jogadores, com tantas reincidências, já teriam levado uma punição bem severa. Mas o Peñarol, que parece ser apadrinhado pela benevolente Conmebol, continua tendo alvará para a covardia.

E foi isso que vimos a Conmebol confirmar há alguns dias, quando julgou os incidentes (a emboscada preparada para o Palmeiras) de Peñarol 2 x 3 Palmeiras,  pela Libertadores 2017.

No mesmo dia em que iríamos conhecer o resultado do julgamento, em um evento da Conmebol, estiveram presentes o presidente da AUF, a Associação Uruguaia de Futebol, Wilmar Valdez – ele tinha sido muito cotado para ser o presidente da Conmebol em 2016. Deve ter “pouca” influência o dirigente uruguaio,  não é mesmo? -, e Rubem Paz, técnico de futebol e ex-jogador do Peñarol…

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E, quando veio o resultado do julgamento, vimos o mesmo de sempre, o mesmo que sempre acontecia no tempo dos corruptos que agora estão presos… o Palmeiras, que tinha vencido a partida na casa do adversário, que estava felizão da vida, sem motivo algum para querer brigar com alguém (a troco de que ele brigaria, se saía dali praticamente classificado?), e que teve seus jogadores cercados pelos jogadores do Peñarol (que já não tinha mais nada a perder, já estava desclassificado), que teve Prass e Willian agredidos (Willian foi agredido segundos antes do apito final), que teve Felipe Melo perseguido e acuado por jogadores uruguaios, que queriam agredi-lo, assim como agrediram o Prass (Felipe Melo se defendeu e deu um soco num jogador uruguaio); Palmeiras, que se viu em meio à uma emboscada, num estádio sem policiamento, com portões fechados, que não davam ao Palmeiras a chance de sair do campo e ir para os vestiários (não fosse os seguranças que o Palmeiras sabiamente levou ao Uruguai, e que abriram os portões na marra e tiraram nossos jogadores de lá, teria acontecido uma tragédia)… pois esse mesmo Palmeiras recebeu uma punição maior do que os covardes e violentos uruguaios… que partiram pra briga, que foram pra cima dos jogadores do Palmeiras depois do apito final.

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Mesmo com ‘trocentas’ imagens, de vários ângulos, que confirmam que o Palmeiras não iniciou a briga, que seus jogadores foram agredidos… mesmo com toda a escancarada culpa do Peñarol, a Conmebol, das “mudanças” e “transparência”(AHAM), deu 6 jogos de punição para Felipe Melo, que foi perseguido e acuado por vários jogadores depois do final da partida, e que tentou evitar o confronto de várias maneiras, e deu 5 jogos de punição para os uruguaios que iniciaram a confusão e agrediram Prass e Willian, vê se tem cabimento?

Não bastasse isso,  pra mostrar que  Alejandro Dominguez não está mudando coisa nenhuma na entidade, e está com jeitão de ser ‘farinha do mesmo saco’, a Conmebol determinou que Palmeiras jogue 3 partidas, como visitante, sem a sua torcida, e para o Peñarol, o responsável pela confusão, o que time que partiu para a briga, e que não levou policiamento ao estádio,  a Conmebol deu 1 jogo apenas, como mandante, sem a torcida. Coube ainda ao Palmeiras, uma multa de US$ 80 mil dólares (R$ 250,7 mil) e para o Peñarol a multa foi de US$ 150 mil.

É muito suspeita essa benevolência da Conmebol com o responsável pelos acontecimentos no Uruguai – para quem tanto faz a punição,uma vez que já está eliminado da competição – e esse rigor todo ao Palmeiras, a vítima da emboscada, e que está a  ponto de se classificar…

E todo mundo se pergunta: E cadê a CBF? Por que ela não faz nada a esse respeito? A CBF não faz nada a respeito porque o seu presidente, Marco Polo Del Nero, não pode colocar nem um pezinho pra fora do país com medo de ser pego pelo FBI e ir parar na cadeia também.

Tá ‘bem cuidado” o futebol Sul-americano, não é amigo leitor? Não é a toa que estamos há anos-luz dos campeonatos europeus… E, se continuar assim, nessa picaretagem toda, os próximos torneios Sul-americanos serão idealizados/organizados de dentro dos presídios.