FELIZ ANO NOVO, GUERREIROS PALESTRINOS!!

                       

Pensamos que, às vezes, não restou um só dragão.

Não há mais qualquer bravo cavaleiro, nem uma única princesa a passear por florestas encantadas.

Pensamos, às vezes, que a nossa era está além das fronteiras, além das aventuras. Que o destino já passou do horizonte e se foi para sempre.

É um prazer estar enganado.

Princesas e cavaleiros, encantamentos e dragões, mistério e aventura… não existem apenas aqui e agora, mas também continuam a ser tudo o que já existiu nesse mundo.

Em nosso século, só mudaram de roupagem. As aparências se tornaram tão insidiosas que as princesas e cavaleiros podem se esconder uns dos outros, podem se esconder até de si mesmos.

Contudo, os mestres da realidade ainda nos encontram, em sonhos, para nos dizerem que nunca perdemos o escudo de que precisamos contra os dragões; que uma descarga de fogo azul nos envolve agora, a fim de que possamos mudar o mundo como desejarmos.

A intuição sussurra a verdade!
Não somos poeira, somos magia!
Feche os olhos e siga sua intuição.

(Richard Bach)

E foi o que fizemos o ano todo. Quantas vezes fechamos os olhos a um monte de coisas e seguimos a nossa intuição e o nosso coração, sem saber direito onde pisávamos e quando seria o momento em que a casa viria abaixo de uma vez. Só o amor a nos conduzir…

Quantas dificuldades, decepções e revolta tomou conta do nosso coração! Como foi doloroso atravessar 2011… Nos tomaram à força quase todos os nossos sonhos, perdemos quase todas as batalhas, contra quase todos os ‘dragões’ que tivemos pela frente. E eles assumiram formas horrendas e inimagináveis…

A Girafa Amarela, e o Rei dos Beirutes, colocados no poder pelo Sapo asqueroso e maldito, quase nos mataram de vergonha, raiva  e desgosto.

Perdemos patrocínios importantes, jogadores; não valorizamos as pratas da casa; fizemos um escarcéu para tirar Miguel Bianconi das férias e trazê-lo pro time de cima e, sem dar as oportunidades para que ele se entrosasse, fosse trabalhado e desenvolvesse seu futebol, o garoto sumiu.

Passamos o ano inteiro com jogadores atuando fora das suas posições (a garotada da base, desvalorizada em desastrosas declarações, foi esquecida), num prejuízo danado ao rendimento da equipe, enquanto, em algumas vezes, alguém da posição ficava no banco ou nem relacionado era… Emprestamos o guerreiro Pierre e agora ele não querer mais voltar.

Passamos 12 meses vendo jogadores descontentes; as nossas esperanças de títulos, nosso amor de torcedor, ficaram no meio do fogo cruzado que se instalou entre jogadores, técnico e diretoria, entre entrevistas concedidas “sem querer”, bilhetes no vestiário, declarações humilhantes, faixas colocadas no CT, sem que os responsáveis pelo clube soubessem explicar como foram parar lá,  conselheiro admitindo fornecer informações sigilosas à imprensa…

365 dias envergonhados, vendo tanta sujeira que deveria ter ficado entre nossas paredes, sendo atirada no ventilador; acompanhamos tantas intrigas, tantas maneiras sórdidas de se conduzir um clube, de se manipular torcedores, de se tentar vender jogadores; lemos e ouvimos tantas notícias plantadas na imprensa, por gente do próprio Palestra. A nossa história de glórias e a marca Palmeiras sendo atiradas na lixeira…

52 semanas nos descabelando com os resultados ridículos nos jogos, com as gozações dos rivais, com as contratações de atacantes medíocres; nos revoltando com escalações e substituições equivocadas; nos desesperando com o time que se encolhia diante de adversários fracos, estupefatos com a falta de ousadia, com equipe que não conseguiu vencer um candidato ao rebaixamento, mesmo tendo dois jogadores a mais… E fomos chamados de turma do limão por querermos ver o time jogar ofensivamente e vencer as partidas, por querer o nosso Verdão (ELE É NOSSO, SIM!) com um padrão condizente ao grande time que é…

Passamos 8.760 horas feridos, brigando entre nós e com o mundo, mas apoiando o Palmeiras acima de todos os mal feitos, acima de todos os vexames, de todas as vergonhas que nos foram impostas; acima de todas as oportunidades de gol desperdiçadas, de todas as falhas, dos erros de passes, de todas as desclassificações… e ainda fomos ao estádio apoiar o time, mesmo depois de um humilhante 6 x 0…

Ah,  nobody said it was easy… Mas foi muito difícil ter nosso amor colocado à prova de maneiras tão doídas, e por tantas vezes…

Mas hoje, quando o relógio marcar a meia noite, e os fogos anunciando o novo ano se fizerem ouvir, 2011 terá sido para nós, 525.600 minutos de amor incondicional ao Palmeiras, de orgulho pelo que ele representa nas nossas vidas… 525.600 minutos de entrega, de sentir no peito e na alma uma paixão imensa, que, a despeito de todos os acontecimentos, nos faz feliz, apenas por ela “ser”… Por mais que digamos que não, que estamos fartos, que acompanharemos o futebol apenas por diversão, basta um pequeno chamado e o nosso coração nos grita que o Palmeiras nunca saiu de lá, e nunca sairá…

E por ele, pelo amor que sentimos e que nos une, seremos os cavaleiros e princesas, seremos os guerreiros capazes de lutar contra o próximo dragão, e contra qualquer outro que venha após ele…

Sabemos que 2012 não vai ser fácil, mas é preciso ter força, é preciso ter raça é preciso ter sonhos, sempre! Que o novo ano nos traga novos e melhores sonhos, que ele nos traga o poder de acreditar neles, de tentar realizá-los, que nos traga a sabedoria para reconhecê-los quando os encontrarmos, e a rapidez para agarrá-los antes que escapem de nossas mãos!

BOOORA PRA 2012, PARMERADA! SERÃO 31.536.000 SEGUNDOS EM QUE RESPIRAREMOS PALMEIRAS, LUTAREMOS POR ELE, E O AMAREMOS AINDA MAIS! 31.536.000 segundos que farão a nossa existência valer a pena!!

Imagem de Amostra do You Tube

FELIZ PALMEIRAS 2012, AMIGO PALESTRINO!! E COM MUITA MAGIA!!!

FELIZ NATAL, FAMÍLIA DE SANGUE ESMERALDA!

 

“Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.” – Fernando Pessoa

O ano está chegando ao fim… Amanhã já é Natal…

As ruas, cheias de luzes e enfeites, estão repletas de pessoas apressadas, carregando pacotes, sacolas, presentes. O que busca toda essa gente?

Todos os anos eu fico me perguntando se Natal é isso mesmo. Comprar roupas e sapatos novos, aparelhos eletrônicos de última geração, mobília nova, carro novo, muita comida… Eu sei, isso faz parte. É compreensível… afinal, é como nos preparamos para celebrar a data. Mas Natal não é isso! Natal é amor! É estar perto de quem se ama (ainda que seja só com o coração) e poder dizer isso. Natal é fraternidade!

De que adianta nos vestirmos com as melhores roupas e sapatos, se dentro de nós não tivermos os melhores sentimentos, se dentro de nós a casa estiver em ruínas? De que adianta distribuirmos presentes, se não formos capazes de dar algo de nós mesmos? Se não formos capazes de compartilhar, de ouvir, de estender a mão ao semelhante? Se não formos capazes de deixar o orgulho e o egoísmo de lado? Se não formos capazes de abraçar alguém, de verdade, com o coração…

O espírito mais iluminado que já pisou neste planeta veio aqui só para nos ensinar isso. E, 2010 anos depois, ainda apresentamos tanta dificuldade em aprender. Parece que o homem, cada vez mais se distancia da evolução que aqui veio buscar e, mesmo em meio à uma multidão, se sente cada vez mais sozinho. E nessa desesperada busca daquilo tudo que, ilusoriamente, imaginamos necessitar (mas não necessitamos de verdade), não conseguimos encontrar paz…

Na nossa Família Palestrina não é diferente. Um dia estamos em paz com a vida e, no outro, ao menor motivo, uma guerra “nuclear” tem início. Ano após ano, o torcedor palestrino não consegue a paz tão sonhada…

Essa, é uma parte do texto que escrevi no Natal de 2010…

Naquele momento, eu pedia paz… E 2011, foi uma verdadeira guerra! Com direito a “batalhas” inimagináveis… Nunca a animosidade e o ódio estiveram tão presentes. Quem poderia prever tudo o que nos aconteceu? Quem poderia imaginar todas as decepções, os resultados desastrosos, todas as vergonhas por que passamos? Tivemos até que lutar para não cair. Nosso coração, pobre coitado, nunca apanhou tanto!

Mas é Natal, de novo… Estamos tão assustados com tudo que nos aconteceu, que tememos ‘colocar o sapatinho na janela’ e ele acabar sendo roubado, como nos foi roubada a vaga à final do Paulistão…

Afinal, roubaram todos os nossos sonhos em 2011… E o que é pior, estão nos roubando a capacidade de sonhar, de ter esperanças…

E a gente fica com o coração dilacerado. Confia, desconfiando. Reclama, xinga, acusa! E continuamos ali, firmes e fortes, às vezes, nem tão firmes e nem tão fortes, mas aguentando, sempre. E sabem por que? Por amor, incondicional, ao Palmeiras. Aconteça o que acontecer, nunca deixaremos de amá-lo. Eu, pelo menos, não deixarei. Talvez seja genético, cármico, loucura, vai saber. Nomes e razões não importam. Só sabemos que “é”, e isso basta! Somos vinte milhões de apaixonados, espalhados pelo planeta e queríamos tantas coisas para o Palmeiras, que às vezes entramos em parafuso, diante de tantos obstáculos que nos aparecem e de tantas pessoas que prejudicam o clube. Ficamos tão cansados de sempre ter que desacreditar em alguém em que depositamos a nossa confiança, de que esperar o ano que vem, e o outro, o outro… Santa paciência a nossa, Batman!

Em um ano a “Girafa Amarela”, o “rei dos beirutes” e a falta de capacidade de ambos, destruiram completamente a imagem do Palmeiras, algo que se assemelha ao “capolavoro” de nos levar à segundona, de Mustafá, mentor e mestre da dupla de incapazes que administra o Verdão. Temos um time limitado, fizemos uma única contratação até agora, perdemos os maiores patrocínios, jogadores se recusam a vir para o clube, outros preferiram ir embora, Pierre não quer mais voltar, viramos motivos de piadas, o presidente, que vive da sombra do que foi o pai, só abre a boca para nos envergonhar… um prejuízo inimaginável para quem tem por lema fazer dinheiro, economizar, mas que não cuida do que deveria cuidar. Nossas esperanças se esvaem…

E, em pleno Natal, eu sinto vergonha de ter Arnaldo Tirone como presidente do Palmeiras!

As profecias apontam o fim do mundo para 2012 (será que os Maias já eram parmeras antes mesmo do clube ser fundado?). E nós, aterrorizados, nunca acreditamos tanto nelas. Mas, graças à um maluco que resolveu dividir o tempo e o contar em dias, meses e anos, nós temos sempre a oportunidade de, a cada Dezembro, encerrar um ciclo e começar tudo de novo em Janeiro. As coisas não vão mudar só porque um ano vai acabar e outro irá começar. Somos nós que usamos esse marco para repensar e consertar os erros, para repetir os acertos. Renascer! Para nos abrirmos às oportunidades que surgirão, às surpresas, às alegrias. Nos enchermos de esperanças e deixarmos prá trás o que não vale a pena ser lembrado. E não é diferente agora. É Dezembro!!! Um novo ano vai nascer! Um novo Palmeiras há de surgir!

Não sei você, meu amigo, mas aqui no meu coração, como rescaldo da guerra que foi 2011, sobrou uma esperançazinha. Meio encolhida, é verdade, meio machucada, tímida, sem graça, mas ela consegue me sorrir apesar de tudo.

Não consigo não acreditar! Não consigo não esperar que tudo de ruim vá embora e que possamos encontrar tempos de paz, de alegrias. Somos do tamanho daquilo que sentimos e fazemos, do tamanho dos nossos sonhos, e não do tamanho que os outros nos enxergam. E o Palmeiras é do tamanho do amor que a ele dedicamos. Por isso ele é o maior clube do Brasil, o primeiro no ranking, ainda que tenhamos atravessado anos tão difíceis. O Palmeiras é do tamanho do respeito que devemos ter por nossos ídolos e por quem veste a nossa camisa. Ele é do tamanho da nossa coragem de caminhar e buscar com ele tempos melhores…

E se em 2011 eu pedia paz de espírito, paz entre os palestrinos, agora eu peço que lutemos! Não adianta apenas nos enchermos de esperança! Neste ano que termina, quase nos afogamos nelas. Não basta esperarmos que o “Papai Noel” nos dê os presentes que queremos ganhar; teremos que buscá-los, conquistá-los. É hora de arregaçarmos as mangas e lutarmos para trazer o nosso Palmeiras de volta! Não podemos mais permitir que maltratem, que façam mal ao nosso amor! Precisamos estar unidos, e só assim é que nossos objetivos serão alcançados e melhores tempos chegarão.

UM FELIZ NATAL, DE PAZ, SAÚDE E AMOR, À FAMÍLIA DE SANGUE ESMERALDA QUE O PALMEIRAS ME DEU, E A TODOS OS LEITORES DO BLOG! Que Deus os abençoe!

P.S. Feliz Natal, Mago!! Muita Paz pra você! Que Deus ilumine a sua vida e a de sua família! 

CBF CORRIGE O ENGANO E OFICIALIZA PALMEIRAS O MELHOR TIME DO BRASIL!!

Todos comemoramos o fato de o Palmeiras ter subido do 7º lugar para o 2º, no Ranking da CBF.

Mas, como o ranking é da CBF, imagina se não seríamos roubados? Você acha que a CBF seria capaz de “esquecer” de computar algum título conquistado pelo Palmeiras? Se respondeu SIM, você acertou! O “primeiro octocampeão brasileiro”, só teve três dos quatro troféus daquela época reconhecidos na relação. ‘Dona CBF’ roubou nas nossas contas… (Será que é só nesses tipos de contas que ela erra?)

Os caras dão um jeitinho de nos afanar dentro e fora das quatro linhas. Qualquer dia desses vão vir até nossas casas nos tirar algo.

O título que a CBF não computou (ô gente ‘esquecida’…) foi o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, vencido pelo Palmeiras de Dudu e Ademir da Guia em 1967, depois de quadrangular decisivo contra Inter, Grêmio e o Corinthians. Assim, graças à entidade, deixamos de ganhar 60 pontos, o que nos colocaria oito à frente dos santistas, que acabou ficando na ponta da lista.

Pode parecer bobagem, né? MAS NÃO É! Já que fazem o tal ranking, que o façam da maneira correta!

A CBF preferiu não comentar o assunto. Uma correção no ranking, no entanto, não se encontra descartada.

(Fonte: Folha.com)

TÃO LOGO EU PUBLIQUEI ESTE POST, A CBF REFEZ AS CONTAS (DEVE TER USADO MÁQUINA DE CALCULAR) E CORRIGIU O “ENGANO”. 

PORTANTO, HOJE, O PALMEIRAS, POR TUDO O QUE JÁ CONQUISTOU, VOLTOU LEGITIMAMENTE AO POSTO DE MELHOR TIME DO BRASIL!!!

TCHUUUPEM ESSA MANGA, RIVAIS!!!! 

VEJA COMO FICOU:

1 PALMEIRAS – 2366 pontos
2 Santos – 2358
3 Vasco – 2234
4 Gremio – 2208
5 Flamengo – 2207
6 Corinthians – 2197
7 Internacional – 2170
8 Cruzeiro – 2114
9 São Paulo – 2109
10 Atlético-MG – 2080
11 Botafogo – 1846
12 Fluminense – 1841
13 Coritiba – 1588
14 Bahia – 1586
15 Goiás – 1556
16 Guarani – 1547
17 Sport – 1539
18 Portuguesa – 1446
19 Atlético-PR – 1428
20 Vitória – 1392
21 Náutico – 1308
22 Santa Cruz – 1151
23 Paraná – 1110
24 Ceará – 1108
25 Ponte Preta – 1087
26 Juventude – 869
27 Remo – 855
28 Fortaleza – 845
29 América-RN – 742
30 Criciúma – 733

PALESTRATOUR… PRA GUARDAR NO CORAÇÃO… (1ª Parte)

Há quase dois anos atrás, uns dias antes de o Palestra ser fechado para se iniciarem as obras da Arena, eu estive lá fazendo o que, na época, chamávamos de Palestratour. Uma visita pelas dependências do nosso amado Palestra Itália, com direito a muita emoção… Hoje, quando nos preparamos para receber a Arena Palestra, nossa nova casa, que será um dos estádios mais modernos do mundo; quando a abstinência de Palmeiras é tão sofrida; a saudade imensa que sinto do nosso Palestra me faz publicar, pela primeira vez, uma parte do texto que escrevi na ocasião.

PRIMEIRA PARTE 

Nesta semana eu fui fazer o Palestratour, uma visita ao Palmeiras que nos possibilita conhecer, acompanhados de um guia, a Sala de Troféus, vestiários dos jogadores, camarote do presidente, campo, banco de reservas, a sala de imprensa, o jardim onde estão os bustos dos nossos craques imortais, tudo isso salpicado com trechos sobre a nossa história, que o guia vai nos contando.

Nem é preciso que eu diga que adorei, né? O convite, foi cortesia da Samsungesportes, numa promoção feita no Twitter. A torcida virtual do Palmeiras, a TwitPigs, (siga-nos no Twitter: @TwitPigsOficial) foi quem ganhou os convites da promoção. O amigo Lagrutta e eu fomos representar a TwitPigs, que tem outros dois responsáveis, a Cynthia e o Marco. Mas tinham muitas outras pessoas lá, que compraram os seus convites e fariam o Palestratour com a gente. Entre eles uma garotada de seus 10 anos, por aí, jogadores de futebol de salão. Como brilhavam aqueles olhinhos, encantados com tudo que viam! Encantados com a história de glórias do Campeão do Século!

Eu pensei que iríamos por último na Sala de Troféus, mas que nada! De cara fomos prá lá! Minha nossa! Assim que eu entrei, deslumbrada com tantos troféus, acabei virando à direita e dei de cara com o do Mundial de 51, a tão querida COPA RIO. Quem é que diz que não temos Mundial, hein? Os autores da façanha estão lá, imortalizados, em imagens inesquecíveis.  O coração já bateu em falso… Diante daquele troféu, foi como seu pudesse ter respirado um “arzinho” daquele glorioso ano de 1951.  Olhava as imagens daqueles heróis, que tanto dignificaram a nossa camisa, homens que resgataram o orgulho de um país… As comportas da minha emoção começavam a ruir… Eu nem sabia para que lado olhar e olhava tudo de uma vez.

Fui andando e dei de cara com o “cantinho” da Libertadores. Aí não aguentei… Não consegui mais segurar a emoção. Deu um nó na garganta… Eu vivenciei tudo aquilo. Como a gente sofreu para conquistar a danada e, agora, ela estava ali, toda imponente, parecendo sorrir prá mim. O filme, maravilhoso, que passava na minha cabeça tinha Marcos, Felipão, César Sampaio, Paulo Nunes, Galeano, Evair, Oséas… enlouquecidos, comemorando; tinha eu, na minha casa, de joelhos, com Santo Expedito na mão, agradecendo o pedido, tão prontamente atendido, tinha a torcida palestrina gritando “Fora!” “Fora”, antes de Zapatta cobrar a última penalidade, antes dele errar, antes de podermos respirar novamente, antes dele dar a senha para loucura que se instalou no Palestra Itália e em cada lugar do mundo onde houvesse um coração verde esmeralda pulsando… Eu sentia vontade de colocar as mãos naquele troféu e levantá-lo em direção ao céu, como fizeram os jogadores. Afinal, eu também ganhei a América naquela noite. As lágrimas vieram com as lembranças… Tentei disfarçar, meio envergonhada de começar a chorar ali, no meio da criançada mas não consegui…



Mas o Palmeiras tem uma quantidade absurda de troféus. Dio mio! E se for contar os dos outros esportes, então…Um mais lindo que o outro. Ramon de Carranza! Tão importante conquista, tão lindo troféu… Que história mais linda! Quantas glórias! As pilhas da minha câmera resolveram pifar, e dá-lhe a câmera do celular. Ainda bem que o do Lagrutta tirava umas fotos legais. Eu estava procurando o troféu do Paulista de 2008 (que o meu Maguinho também ganhou), quando dei de cara com o do Paulista de 93. Olhei prá ele e fui transportada para aquele dia mágico. Estava outra vez no estádio lotado… Parecia ver Evair de braços abertos, correndo em direção da torcida, parecia ver Edmundo cheio de garra e marra, gingando entre os adversários com seus dribles geniais; revia Zinho, maravilhoso, tão querido, marcando o primeiro gol.Mais uma vez, eu perdia a voz ao comemorar aquele gol… Sim, eu estava no estádio, outra vez. Parecia ver aquele monte de parmeras chorando, de joelhos nas arquibancadas. Conseguia ouvir o canto: “Boi, boi, boi, boi do Evair, Palmeiras Campeão vai cair o Morumbi”. Podia sentir o meu coração, outra vez quase parado, enquanto Evair se posicionava para bater o pênalti… Podia ver a bola balançando a rede… Sentir e ouvi, como se estivesse vivendo tudo de novo, o grito de campeão ensurdecedor que explodia, finalmente, da nossa garganta, e do qual, nunca mais vou me esquecer. Como eu fui feliz nesse dia 12 de Junho de 1993!!


E a história desfilava diante de nossos olhos… Campeão de 36, de 50,42, 94, 96… se for falar todos aqui, não vou terminar nunca. Tantos troféus, tantas imagens, tantos craques maravilhosos que vestiram a nossa camisa. Mas eu estava doida atrás do caneco de 2008. E que lindo ele é! Dourado, brilhante, com gosto de “chocolate”, chutes no vácuo, chororô, creu, “cala a boca bvambvi”. Poder tocar aquele troféu foi simplesmente inexplicável. O Palmeiras o conquistou; Valdivia, meu ídolo, o tocou. São Marcos, o santo de minha devoção, o tocou também. Todos os nossos jogadores o beijaram e carregaram. Então eu beijei também, né? Tiramos uma tonelada de fotos e fomos para a sala que abriga as imagens e troféus dos acontecimentos de 1942!

O guia nos contou a história do Palmeiras, perseguido em tempos de guerra por ser de colônia italiana. Chamados de traidores da pátria, nossos heróis entraram em campo para enfrentar o São Paulo e defender a Nação de sangue esmeralda, carregando a bandeira do Brasil. Jogo em que os bambis fugiram de campo, após a marcação de um de um pênalti a nosso favor, quando o placar marcava 3 x 1 pro Palmeiras. Senti tanto orgulho ali, enquanto ele contava a história do Palestra que morrera líder para nascer o campeão Palmeiras. Estávamos ao redor da mesma mesa onde foi tomada essa decisão. E eu ficava tentando “construir” mentalmente a cena daquele distante 1942. Ficava tentando imaginar o que disseram eles então. Será que choraram em cima daquela mesa? Será que fecharam seus punhos, de raiva, pelo mal que queriam fazer ao Palestra? Será que aquela mesa sabia que ela será pra sempre a representante “viva” de uma das páginas mais importantes da nossa história?

Em cima daquela mesa estava o primeiro troféu conquistado pelo Palmeiras e a faixa de campeão. Nosso título de Campeão do Século, começara a ser construído quando aquele pequeno troféu foi levantado… Queria poder viajar em uma máquina do tempo e assistir àquele jogo… E ali mesmo, pertinho da mesa onde repousa a taça da nossa primeira conquista, tem um local destinado a Oberdan Cattani, o goleiro campeão. Tem camisa de jogo, chuteira, bola, as faixas de campeão (As que Oberdan guarda em sua casa, ele já me deixou usar uma vez). Suas grandes mãos imortalizadas em metal, na parede… Salve Oberdan! Nossa lenda viva!!

Saímos dali e fomos conhecer o camarote do Belluzzo. Que visão ele tem dali! Me deu uma vontade tão grande de deixar um papelzinho lá com um pedido: “Traz o Mago de volta, Belluzzo”. Mas fiquei só na vontade. rsrsrs Vontade de escrever, né? Porque a força do meu pensamento, tenho certeza, chegou até o presidente.

Foi então, que fomos conhecer os vestiários… Fiquei imaginando tudo o que já acontecera ali, tudo o que já foi dito. As tristezas com que eles prá lá voltaram depois de um insucesso. Mas era como se ali pairasse a magia das glórias palestrinas. Os armários tinham as fotos dos jogadores atuais. São Marcos, Armero… Como eu queria que tivesse uma certa foto num dos armários… Mas ali, naquele vestiário, também estava, e disso eu tinha certeza, o som de todos os risos,  de todos os gritos de desabafo,  a força de todas as palavras de ânimo… estava a energia dos grandes jogadores que por ali passaram, de todos os ídolos, e dos jogadores operários também, que tantas alegrias tinham dado àqueles apaixonados, que frequentaram aquelas arquibancadas ao longo de quase um século. Minha sensibilidade parecia nunca ter estado tão aguçada. Ao sairmos dos vestiários passamos em frente ao pequeno altar onde nossos jogadores, cujas crenças permitem, fazem as suas orações antes da partida. O grupo já se encaminhava para outro lugar, mas eu me detive ali, e rezei… Pedi a Deus que abençoasse o Palmeiras, que lhe desse sorte quando o trabalho estivesse sendo bem feito, e pedi… com toda a força do meu coração, para que ele trouxesse o Mago de volta…

Muito emocionada, fui me encontrar com o restante do grupo. Iríamos à Sala de Imprensa e, depois, subiríamos as escadas que nos levariam até o gramado mítico, palco de tantas conquistas maravilhosas…

E mal eu sabia quanta emoção mais estava por vir. Mas isso eu conto na segunda parte, numa outra vez…

DIRETAS JÁ, OU QUASE…

“Diretas Já no Palmeiras”… Muitos falam a respeito, poucos entendem o que isso significa.

Estamos com o saco tão cheio do amadorismo com que administram o Palmeiras… Estamos até os tubos com as figurinhas carimbadas da política palestrina… Já não aguentamos mais o filho “desse”, o filho “daquele” para cargos de relevo no Palmeiras… Não abrem a roda para mais ninguém. Só eles querem “brincar”. A brincadeira deve ser boa e divertida, né? Afinal, eles não saem dela de jeito nenhum! Temos assistido um a festival de incompetência e amadorismo. E o Palmeiras que se dane!

Pensando nisso, sofrendo com isso, vendo o nosso clube se apequenar no cenário do futebol, nunca se falou tanto em Eleições Diretas. Alguns torcedores imaginam que, ao conseguirmos aprovar a mudança no estatuto (se conseguirmos), para que as eleições sejam diretas, será a salvação do Palmeiras e do seu futebol, no melhor estilo Tabajara do “Seus problemas acabaram”. Nein, nein! Há os que imaginam que, mesmo vivendo em outros estados, em outros países, poderão, finalmente, E COMO DEVERIA SER, escolher o presidente do seu clube. Na, na, ni, na, não! Há os que não conseguindo entender muito bem esse complexo processo palestrino (e só no Palmeiras ele é tão complexo), se confundem em mil e uma teorias mirabolantes; há ainda aqueles que se ‘vangloriam’ de preferir “não se envolver na política podre do clube”. Imaginem todos pensarmos e nos posicionarmos assim? Não teremos mais o direito de reclamar dos dirigentes e das besteiras que fazem a (des) serviço da SEP…

Que bagunça, não é mesmo? E quantos enganos…

Pois bem, caso tenhamos eleições diretas, apenas os sócios do clube terão direito ao voto. Do clube, mesmo! Clube social, das piscinas, parquinhos e afins. É isso o que reza a Lei que mudou o sistema de voto para as Associações, e que Mustafá, na época, tratou de dar um jeitinho de não ser mudado no Palmeiras. Este é o primeiro ponto. E é imutável. Os torcedores, verdadeiros mantenedores da grandeza do clube, nesses anos de péssimas administrações, ficarão de fora, e os frequentadores das piscinas, da sauna, da academia, da bocha, das quadras de tênis, dos bares… é que escolherão o presidente que vai reger o destino de uma Nação de quase 20 milhões de outros. Legal, né? NOT!!!

É claro que entre os sócios do clube, tem muita gente que ama o Palmeiras e quer ajudar a fazer o melhor pra ele; e cada dia chega mais gente.  Mas é claro também que lá está cheio de gambás, bambis e sardinhas, que não estão nem aí para os destinos do Palmeiras e do futebol palestrino.  E não nos esqueçamos dos que são palestrinos até a página 1 do Livro da Santa Palestrinidade, e também só votam (de qualquer jeito) porque têm o direito, nada mais (Por isso, é tão importante que mais palestrinos, apaixonados pelo Palmeiras se associem ao clube). Mas, por melhores que sejam as intenções de muitos, a obrigatoriedade de dois mandatos como conselheiro, e de já ter ocupado cargo diretivo no clube, para um associado poder se candidatar, reduz, e muito, os candidatos. Vamos ainda ficar nos mesmos nomes de sempre.

Uma eleição nesses moldes, com possibilidade  reduzida de  candidatos aptos, com direito a voto apenas para sócios do clube, com esse “comprometimento” todo de uma boa parte do universo eleitoreiro verde, seria a solução dos nossos problemas? Por certo que não.  Por certo que ainda teríamos votos comprados, com cortesias, cargos e todas essas coisinhas que são tão comuns no Palmeiras. A vaidade, que assola o Palestra, parece vírus, e vai contagiando cada vez mais pessoas. Apenas fazer parte do ‘bolo’, causar, aparecer, não pode estar nas prioridades de quem quer ajudar a SEP. E não nos esqueçamos que uma boa parte dos frequentadores das piscinas, vai sempre se preocupar em escolher aquele candidato que for cuidar melhor do que ela mais gosta: o clube social! Difícil, né?

Não mudaremos praticamente nada lá. POR ENQUANTO! Mas não podemos fazer que não vemos que, TIRAR O PODER DA MÃO DE 300 CONSELHEIROS, muitos deles “gratos demais” à Mustafá, ainda que não seja a solução,  é o começo dela. É a primeira parede a se derrubar. Não há como negarmos isso.

Tenta imaginar uma viagem para um lugar longínquo, dificílimo de se conseguir chegar, sem uma escala sequer. O ideal para o Palmeiras, é que as eleições diretas estejam ao alcance da Nação Alviverde, ESTEJAM AO ALCANCE DA SUA GENTE, dos seus apaixonados torcedores, como já fazem com muito sucesso, clubes como o Santos e o Internacional/RS. Mas sabemos muito bem como são as coisas no Palmeiras. Conhecemos as articulações, as estratégias de quem ainda tem ao seu lado a maioria do Conselho. Muito provavelmente, as duas coisas (diretas e direito de voto ao sócio torcedor) não passarão. Então, ou ficamos parados, ou iniciamos o processo. Apesar de desapontada, por saber que vai demorar mais tempo, eu prefiro começar a trilhar o caminho da mudança. E você,  o que pensa disso?