EM QUAL FELIPÃO EU DEVO ACREDITAR?

“Na SEP política é  confundir, desqualificar, mentir e, com tudo isto, desviar a atenção com informações e noticias que não levam a nada” (Esta frase não é minha, mas é a que melhor define o que acontece no Palmeiras)

Eu sempre acreditei, e acho que você também, que caráter não é igual à catapora. Dá e depois passa. Você não é acometido por um surto de caráter e depois volta a ser mau caráter, ou então, a ser alguém sem caráter. NÃO! Caráter é algo que ‘vem de fábrica’, ‘de berço’. Não é sazonal, não é ocasional… Quem tem, tem! E quem não tem,  morre sem ele!

No mundo do futebol, imaginamos e criamos perfis para jogadores, dirigentes e técnicos, de acordo com o que vemos, ouvimos e lemos por aí, de acordo com as atitudes e gestos que essas pessoas nos passam através de suas declarações, através das atitudes que são de domínio público. De acordo com o que imaginamos e o que sentimos de bom ou de ruim por determinadas pessoas. Até aí, tudo certo, é normal que seja assim. Mais que isso, só se você privar da intimidade da pessoa.

Felipão é uma dessas figuras públicas que, de tão públicas, tão familiares, nós dá a impressão que é da família, nos dá a impressão que a gente conhece bem, conhece a fundo. Os jogadores do Palmeiras nos parecem até “parentes”. (Tem gente que confunde essa sensação e jura que sabe o que pensa, faz e motiva uma pessoa assim “familiar”) Mas, gostemos ou não do que faz Felipão com o time, dos esquemas que monta, das suas escalações e substituições, não vejo quase ninguém (nunca há unanimidade) que ataque a sua moral, a sua integridade. A ideia que ele nos passa é a de uma pessoa séria, correta, íntegra. É assim que eu o vejo.  É assim que eu imagino que ele erre algumas vezes; querendo acertar; é assim que imagino a sua luta contra as ratazanas (foi ele quem disse que elas existem e sabe quem são) que infestam o Palestra Itália.

Mas o fato é que, cansamos de saber que nossos maiores inimigos, os que mais prejudicam o Palmeiras, não são os que entram em campo, são os estão lá dentro do Palestra. Dirigentes, empresários fomentando fofocas, gente querendo se aproveitar do Palmeiras e das coisas que ele proporciona. E não é de agora; estão roendo as nossas estruturas há décadas. Mas nós também sempre soubemos que esses dirigentes de agora foram contra a contratação de alguns jogadores, foram contra a contratação do técnico, foram/são contra altos salários, foram contra a Arena Palestra…

Sabemos também que o nosso presidente, que não veste a camisa do Palmeiras, mas veste a do Chelsea, ficou um tempão se recusando a assinar o documento que daria continuidade às obras da Arena, alegando querer melhorias no contrato, e que essas ‘melhorias’ foram a conquista de alguns camarotes e vagas permanentes no estacionamento… Sabemos que foi nosso Depto de futebol que recusou a contratação de Borges por apenas 1,5 milhão… Ouvimos dizer que Paulo Henrique, que não foi pretendido por Felipão, talvez tenha sido trazido para o Palmeiras, numa negociação suspeita entre um empresário e um dirigente… Reza a lenda que, por barrar alguns jogadores que um sobrenome “ilustre” queria enfiar no Palmeiras, Felipão foi brindado com uma faixa “FORA FELIPÃO” colocada lá no CT, e que o Palmeiras jura não saber quem a colocou, mas também não vai investigar… Vai ver foram ratos…


E nada melhor para mascarar a existência de ‘ratos’, nada melhor para fazer ‘rato’ parecer gato, do que um punhado de ratazetes militantes para desfocar o torcedor dos reais problemas, para plantar ideias por aí, sem nunca provar. Para fingir que não sabem e não veem o que de errado acontece no poder palestrino.

Mas eu falava de Felipão, não é mesmo? Falava de sua correção, sua integridade.  Ainda que não concordemos com algumas de suas ações, nunca colocamos em dúvida a sua transparência (ele não manda recados) e nunca questionamos as suas declarações. Pois bem…

Há semanas, por causa de erros cometidos na condução de um assunto profissional, Kleber foi eleito o ‘sem caráter’, o ‘Judas’ por boa parte da torcida. Todo mundo sabe que Kleber nunca foi um dos meus jogadores favoritos, nem mesmo em 2008. Eu posso criticar algumas de suas atitudes, posso criticar a sua performance em campo, posso até nem gostar dele, mas eu jamais vou desrespeitar quem veste a camisa do meu time. E acho estranho que Felipão não saiba mais avaliar seus jogadores e tenha escolhido Kleber para seu capitão, assim que o jogador foi contratado… E me pergunto, Felipão mentia/se enganava em todas as vezes que falava bem do atacante?

Lincoln e Pierre já foram… E a diretoria não escondeu a satisfação por não ter que arcar mais com os salários, ou parte deles, como é o caso de Lincoln. Kleber já está queimado e poderá ser negociado, sem transtorno algum com a torcida, quando a diretoria bem entender… Felipão, a continuar tendo resultados insatisfatórios, mesmo que pareça blindado, não vai dar muito trabalho, mais à frente, para que a diretoria se livre dele.

As baterias se voltam agora para Valdivia! Além de ser culpado por ser convocado para a seleção do seu país (Henrique não é condenado por ser convocado para a Selenike) é também culpado pelas contusões. Sabemos, mas apenas porque dizem por aí,  que não há santos nessa história e que o Mago deu umas pisadas na bola. Mas isso já passou, e todos ficamos sabendo  que ele, na época, conversou e se acertou com Felipão. (O próprio Felipão veio a público dizer isso. Será que ele mentia?) E sei que Frizzo, muito antes desses problemas todos surgirem, disse para um amigo meu (com nome sobrenome, RG, CPF e telefone) lá no clube, que seria ganhar na loteria poder vender o Mago. ENTÃO ESSA É A VONTADE DELE HÁ TEMPOS! Tirone também disse o mesmo naquela entrevista que deu “sem querer”, “sem saber”, lembram?

Então, surgiu a informação de que era Valdivia quem queria sair. Que os “pobres dirigentes” não queriam vender, mas nada podiam fazer para segurar o jogador. Iríamos ficar à mercê da ineficiencia de Tinga e Patrik. (Uma boa partida do Mago vale por 100 jogos dos dois juntos.) Quem conhece o Valdivia, sabia q ele nao queria sair. E Valdivia foi à TV e desmentiu o que diziam, afirmando que quer ficar. Aí surgiu a história de que ele teria tido um aumento de 30%. Vejam que as histórias surgem do nada! Mais uma notícia infundada e sem noção, que a própria diretoria tratou de desmentir.

O Mago então, foi acusado de cometer um novo pecado. Revoltados, alguns associados lá no clube, garantiam que Valdivia teria dito: ” Não quero ficar nessa m… Vou sair e que segurem o rojão.” Afirmavam também que o presidente estava mostrando para conselheiros uma carta com o pedido de liberação feito pelo jogador. Questionados sobre a identidade do conselheiro que teria visto a tal carta, ou a fonte da informação, as respostas foram evasivas. No mesmo dia, num evento palestrino, Tirone disse: “Não quero vender, mas ele quer sair, e só irei analisar alguma coisa quando tivermos a proposta oficial, que não chegou.” E neste evento, o presidente não mostrou carta alguma…

Prá se pensar não é mesmo?

Mas o mais intigrante são algumas declarações de Felipão totalmente contrárias ao que afirmam alguns:

“Valdivia tem um bom caráter”  – http://miud.in/VTG

“Não tenho problema de caráter com o Valdivia. Caráter não se compra em farmácia e ele tem. No contato que tenho com ele diariamente, vejo que tem um bom caráter”

Imagem de Amostra do You Tube

Felipão isentou o jogador de culpa pelas seguidas lesões que ele teve na temporada. “Não é porque ele quer. Aconteceram muitos detalhes e ele foi perdendo tempo de voltar melhor. Aqui no Palmeiras, ele vinha crescendo e jogando bem, mas teve de ir para a seleção e se machucou. É essa dificuldade que vem fazendo o Valdivia não adquirir ritmo de jogo, por isso ele não é o mesmo de 2008. Essas idas e vindas para o departamento médico fez com que ele tivesse um decréscimo de produção”

“Se ainda estivéssemos com o Valdivia, que é um dos meus principais jogadores, provavelmente teríamos quatro, cinco, seis pontos a mais na tabela.” http://miud.in/VTH

É um dos nossos melhores e, quando tiver condições, jogará normalmente, porque é craque”

Alheio a questões financeiras, Felipão celebrou a permanência do jogador.

“É ótimo. O Valdivia tem saída de bola, qualidade no passe, organização… Ele ficando, melhor para mim. Acho ótimo ele ter ficado, mas as outras situações não sou eu que administro.”

Hoje, chegou no Twitter, a informação de que Felipão disse lá no CT que conhece os vagabundos (o mesmo termo usado por alguns torcedores) do time e que ano que vem eles não estarão mais aqui. Já acho estranho e anti ético um técnico chamar os seus comandados de vagabundos, quando outro dia mesmo, após uma vitória, os chamou de guerreiros. Mas vá lá… Só que, revelar esses “offs”, num procedimento idêntico ao das ratazanas que tanto combatemos, nenhum benefício traz ao Palmeiras, ou ao time. Além de desvalorizar o patrimônio palestrino, tal atitude vai ser motivante, ou vai irritar e conturbar mais o ambiente? Quem é que sabe… Mas a pergunta que não quer calar é: “Em qual Felipão eu devo acreditar?”


Arena Palestra deve ter a gigante AEG como gestora

A assinatura separa a WTorre de um acordo com a AEG para a gestão da nova Arena do Palmeiras. A empresa de engenharia está nos detalhes finais da burocracia para assinar um contrato de pelo menos dez anos com uma das maiores empresas de gestão de arenas do mundo. O acerto deve trazer uma série de benefícios para o clube, além de prejudicar rivais de forma indireta.

Isso porque a AEG, que também é dona de times de futebol como o LA Galaxy, e de basquete, como os Los Angeles Lakers, compra shows pelo mundo e os coloca nas arenas que tem a gestão. Por isso, vários megashows que antes iriam para o Morumbi e dariam lucro para o São Paulo, no futuro próximo, irão para a Arena Palestra e gerarão lucro para o Palmeiras e para a WTorre.

Além disso, a AEG estava cotada para fazer a gestão do Fielzão. Por causa da localização não muito boa do novo estádio corintiano, a empresa preferiu a nova casa palmeirense. Sendo assim, todos os shows que, eventualmente dariam lucro para o Corinthians, irão para o novo Palestra.

A AEG também atinge a Traffic, ex-parceira do Palmeiras e atual responsável pela comercialização de camarotes e alguns outros itens da Arena. Com essa assinatura, a empresa de J. Hawilla perde o direito de ganhar dinheiro também com shows. Outro item que pode ajudar o Palmeiras, neste caso, é que a AEG, por tradição, investe nos times que são donos das casas que ela tem gestão.

O Stamples Center, que pertence à AEG e é a casa que recebe os jogos dos Lakers, ganhou o prêmio “The Stadium Bussines Awards”, como melhor arena do mundo. Também faz partes dos planos da AEG a construção de um novo estádio em Los Angeles e o investimento em um time de futebol americano para a cidade.

No Brasil, com a Copa do Mundo, a AEG ainda estuda fazer a gestão dos estádios de Natal, de Belo Horizonte e de Salvador.

Por Danilo Lavieri / iG São Paulo | 10/09/2011

Ah, Palmeiras… Até quando vamos vacilar tanto?


Já perdi a conta de quantas vezes o Palmeiras teve chances de se aproximar dos líderes do campeonato e vacilou; de quantas vezes, por sua própria inoperância, jogou fora uma boa chance de vencer.

Ontem, foi para matar o torcedor de desgosto…

Jogamos melhor a partida toda, tivemos domínio do jogo e, por medo de atacar, quando em vantagem, e por inoperância no lance que decidiria a partida, perdemos dois preciosos pontos.

Felipão alega que o elenco é limitado. Eu concordo, faltam jogadores ao elenco. Mas o nosso presidente, torcedor do Chelsea que é, preocupado apenas em economizar, parece não estar nem aí para ganhar títulos. Mas já fala em reeleição…  Neste ponto Felipão tem razão, mas acho que nosso técnico se esquece que nesse limitado elenco,  muitas das pedras, das quais dizem que ele tira leite, foram bancadas por ele mesmo. Acho também que o cérebro de muitos jogadores nossos também é limitado. As táticas do nosso treinador também me parecem ser limitadas. Suas escolhas são limitadas. Nos desfizemos de Lincoln, mas seguramos Tinga; despachamos Pierre (que teve nota 7 atuando pelo Galo) e seguramos Rivaldo, João Vítor; não demos chances a W.Paulista e ficamos com Dinei… Não temos jogadas ensaiadas (eu não as reconheço), a não ser nas bolas paradas. E elas são tão iguais que raramente funcionam…

O Palmeiras abriu o placar com um belo gol de Fernandão, que a arbitragem anulou. Confesso que na hora não vi nadinha errado no lance e xinguei um bocado. Embora não jogássemos mal, a coisa não fluía, alguns jogadores não se achavam… Íamos bem até chegar na área adversária, ali a coisa complicava. Difícil para alguns jogadores nossos perceberem que, de azul, era o time adversário que jogava. Quantos passes errados, quantas tentativas de se chegar ao gol de Rafael, destruídas pela falta de raciocínio… O jogo feio, com poucos lances criados, não tinha emoção alguma, mas continuávamos confiantes, achando que nem que fosse por uma bola parada, sairíamos com a vitória. Pobre coração torcedor…

Eu seria injusta se não dissesse que Cicinho joga muito! Que se estivesse jogando num time daqueles que a imprensinha puxa o saco,  já estaria até na seleção; que o acho o melhor lateral direito do futebol brasileiro.  Se não dissesse que Henrique também é muito bom jogador; que Fernandão, que ainda está “chegando”, se entrosando, me agrada bastante.

Mas o Palmeiras, não criava quase nada – Continuo sem saber porquê Felipão não arrisca dar uma chance para Patrick Vieira. – Vivemos o primeiro tempo, de alguns pequenos momentos de entusiasmo. Um drible aqui, um toque mais bonitinho ali, um cruzamento mais perigoso acolá, um “quase”, não muito “quase”… E levamos um baita susto também, quando Anselmo Ramon, recebeu de Montillo, se antecipou à zaga e bateu. Juro que achei que foi San Genaro quem fez alguma coisa para aquela bola não entrar…

Veio a segunda etapa e o Palmeiras me pareceu ter voltado mais decidido. Assunção arriscou de longe, o goleiro rebateu; minutos depois, a bola sobrou para Luan, na área, chutar pro gol. Ela tocou num jogador do Cruzeiro e foi na rede pelo lado de fora. Aos 14′, cabeçada linda, cheia de estilo de Fernandão, que o goleiro espalmou. O time se acertava. A torcida, pequena, começava a se inflamar.

Aos 17′, Felipão trocou o sumido Patrik, pelo sempre “desaparecido” Tinga. O Palmeiras estava embalado em busca do seu gol. A torcida cantava, tentava empurrar. Parece que a gente pressente quando um gol está chegando. E ele veio! Depois de belo passe de Fernandão, Luan chutou, o goleiro espalmou e a bola sobrou, de novo, para Luan chutar forte e abrir o marcador. Festa nas arquibancadas. “Agora vai”, pensávamos todos nós.

Não demorou nadinha e Felipão tirou Fernandão (diria depois que ele pediu para sair) para a entrada de Ricardo Bueno. Não gostei nem um pouco. Quase sem criação, a não ser pelas belas jogadas de Cicinho na direita, o time vivia de bolas alçadas na área e, justo o alto Fernandão, é quem saía de campo, para entrar um baixinho? Tirasse então o Vinícius!

Mas o Palmeiras continuava buscando. Assunção quase fez de falta… Nós já contávamos com a vitória e sabíamos que alguns de nossos rivais perdiam seus jogos. Naquela tarde ensolarada, uma vitória serviria de bálsamo para o coração palestrino, tão machucado depois da derrota da partida anterior. Mas…

Nesse filme que assistimos há um bom tempo, sempre tem um mas… Felipão tirou o atacante Vinícius e colocou o volante João Vítor. (Mais tarde ele diria que Vinícius ‘não tinha mais pernas’. Estranho que um rapaz com 18/19 anos não tenha pernas para jogar 90 minutos). Fiquei me perguntando, qual a utilidade de se trocar um atacante por mais um volante quando temos uma vantagem tão magrinha? Qual o benefício de fazer com o que o time, que manda no jogo, perca ofensividade, facilitando a vida do adversário? Sei que lhe faltam peças, mas será que Felipão não se dá conta que é melhor perder uma partida, com um pouco de ousadia, tentando ganhá-la a qualquer custo, do que apenas fazer o meio termo e ficar no meio termo quanto às pretensões no campeonato? Que até os nossos jogadores parecem pensar pequeno e se conformam diante de resultados que deveriam ser inadmissíveis?

Eu quero, pelo menos, poder sonhar com títulos… Mas não porque sou uma sonhadora incorrigível; quero sonhos fundamentados em possibilidades reais.

E, no jogo, menos ofensivos, tendo convertido uma vez dentre inúmeras chances, deixamos que o Cruzeiro aproveitasse uma das poucas oportunidades que teve. Aos 40′, Montillo, após o vacilo de dois marcadores, empatou a partida. Que frustrante! Os torcedores olhavam uns para os outros sem entender como o time que jogou mais, deixava a vitória escapar…

Quando tudo parecia perdido, quando muitos torcedores já saíam do Pacaembu, João Vítor foi derrubado na área e o juiz apontou a marca da cal. Nós que sempre reclamamos a não marcação de muitos dos pênaltis que sofremos, comemorávamos felizes. Assunção seria o batedor. Eu achei bom. Afinal, se ele é quem tem mais habilidade para cobrar as faltas, não teria dificuldades em guardar de pênalti, sem barreira, só ele e o goleiro.

Mas que nada… Assunção que está no time pela habilidade com as bolas paradas, simplesmente desperdiçou a chance. Percebeu o goleiro pulando antes e bateu no meio. Rafael defendeu sem querer. Nunca mais vou me esquecer da fisionomia dos torcedores; daquele “não acredito no que vi” estampado nos olhos de cada um… Senti pena deles; senti pena de mim mesma, por ter que digerir mais uma frustração e não me conformei com o que vi, ou melhor, não vi…

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Ao descer as escadas, em direção à saída, eu tinha uma certeza, o Palmeiras não faz por merecer estar onde nós gostaríamos que ele estivesse…

Mas, como diz o ditado, enquanto há vida, há esperança… Muitos pontos estão em disputa e, teoricamente estamos há 2 vitórias e um empate do líder. Podemos consertar o que está errado. Teremos a volta do Mago (tomara que não seja grave a sua lesão), Thiago Heleno melhora bem da amigdalite, Kleber talvez jogue na próxima, Maikon Leite se recupera…

Muita água ainda vai passar embaixo dessa ponte, e queira Deus ela seja verde esmeralda…

FORÇA, PALMEIRAS! Não adianta pedir para o torcedor acreditar. Ele acredita até mesmo quando não têm motivos! Quem tem que acreditar são os que entram em campo!

Palmeiras contrata o atacante Ricardo Bueno

O Palmeiras fechou a contratação do atacante Ricardo Bueno até o dia 7 de maio de 2012, logo após o término do Campeonato Paulista. O jogador tem 24 anos e será apresentado nesta terça-feira (30), às 12h, na Academia de Futebol. O novo reforço palmeirense vinha atuando pelo Atlético-MG desde meados de 2010, e o período de principal destaque do atacante aconteceu no Paulistão do mesmo ano, quando ele foi o artilheiro da competição com 16 gols em 19 jogos disputados. Antes de atuar pelo Oeste, Bueno teve uma curta passagem pelo Grêmio, mas sequer chegou a atuar pelo clube gaúcho. 

Confira a ficha técnica do atacante:
Apelido: Ricardo Bueno
Nome completo: Ricardo Bueno da Silva
Idade: 24 anos (15/08/1987)
Natural de: São Paulo-SP
Altura: 1m83
Clubes: Nacional-PR (2007), Londrina (2008-09), Grêmio (09), Oeste (2010) e Atlético-MG (2010-11).

Agência Palmeiras

CUTUCADUM PORCUS, MOTIVADUM EST (2º Ato)

Que aniversário, esse, do Palmeiras…

Comemoramos 97 anos em grande estilo. Na noite do dia 26, teve uma festa linda no CT do Palmeiras, para comemorar a existência do nosso clube tão amado. Tive o privilégio de estar lá, de poder me emocionar quando ouvi tocar o nosso hino, de poder cantar parabéns e, ao lado de amigos queridos, tomar um champanhe e comer uma fatia do bolo mais lindo que eu já vi. Também, com aquelas cores e o distintivo tão amado, nenhum outro poderia ser mais bonito. Vejam só se não tenho razão…

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Mas, justamente na semana do aniversário, teríamos uma pedreira pela frente. Clássico diante do freguês, líder do campeonato, amiguinho do trambiqueiro lá da CBF e, como efeito colateral dessa “amizade, amiguinho dos juízes também. Jogar contra o time dos gambás, nunca é problema mas, jogar contra os inventores, em parceria com a prefeitura de SP, do roubo travestido de incentivo fiscal, inventores da lavanderia invisível (a justiça e a CBF, simplesmente não a viram e nem a veem), parentes muito próximos da Família Oliveira, não ia ser fácil.

A rivalidade, que já é imensa, tomou proporções gigantescas depois de uma atitude idiota da maior torcida do adversário. Apareceram com uma antiga ficha de inscrição de Kleber como associado deles. Claro que a nossa torcida nem ligou. Claro que a nossa torcida não aceitou a “pilha” que tinha como objetivo tumultuar as coisas para o clássico. Se até Pokémons podem evoluir, por que Kleber não poderia?  E, claro que esse medo, tão revelado nessa atitude dos gambás, serviu ainda mais de motivação para o Palmeiras, e deixou o nosso ambiente mais alegre e divertido. Mas que burrice desses caras! Logo eles, que até outro dia tinham por ídolo um gordo e fervoroso torcedor do Flamengo.

Mas, é como diz o ditado, não se cutuca uma onça, ou melhor, um porco, com a vara curta… E a vara dos gambás, dentro das quatro linhas ficou curtinha, curtinha…

Jogo lá em Presidente Prudente, um calor infernal, que logo nos primeiros minutos da partida já deixava os jogadores bastante extenuados. Felipão, inteligentemente, mandara o Palmeiras à campo vestindo o uniforme branco, o que obrigaria os gambás a jogarem de preto. Não ia ser nada refrescante para os nossos fregueses.

Maikon Leite sentira uma contusão e estava fora, Cicinho, suspenso, também estava; Felipão, que tinha sido julgado e pegara duas partidas de gancho, assistiria o jogo de uma cabine. Em seu lugar, estaria o pé quente do Murtosa. E sabem que eu acho que o que fora, intencionalmente engendrado para nos prejudicar, acabou sendo uma ajuda inestimável? Lá de cima, Felipão viu o jogo muito bem e, com Murtosa, acertou o time direitinho quando precisamos.

O Palmeiras nem quis saber do calorão e foi prá cima dos gambás, desfalcados de Paulo Cesar Oliveira. Aos 8′, Patrik avançou e cruzou na cabeça de Kleber. Faltou pouco para ele guardar… Cinco minutos depois, Kleber avançou na área e chutou cruzado. Júlio César conseguiu mandar para escanteio. Só dava Palmeiras. Mas, aos 17, Emerson tentou cruzar, Henrique não conseguiu interceptar, acabou tirando Marcos da jogada e a bola entrou. Que saco!!

Meu coração, insistentemente, me avisava que o Palmeiras jamais perdera para os gambás com Valdivia em campo… E esse mesmo Valdivia, que dava uns passes lindos para seus companheiros, era caçado por Chicão… Kleber também sofria muitas faltas. Liedson tentava provocar Thiago Heleno. Mas nada dava certo… Os palestrinos estavam espertos às provocações. Chico, Luan, Valdivia, Kleber, Henrique, Thiago Heleno, Gabriel… marrentos, encaravam as discussões e os adversários.

Luan, apesar do sol escaldante, corria como nunca e jogava muito bem. Os gambás não conseguiam pará-lo. Imaginem se tivéssemos Cicinho também? Só Patrik destoava da disposição dos demais. E, ainda no primeiro tempo, aos 32′, Murtosa o trocou pelo estreante Fernandão. A alteração já surtiu efeito. Aos 34, Assunção cobrou escanteio. Fernandão e Henrique subiram, tentando cabecear; o goleiro Julio César se atrapalhou, fez uma defesa no vácuo, e Luan, sozinho, pegou a sobra e encheu o pé, estufando as redes. Que gol lindo! Os jogadores se abraçavam em campo, Felipão pulava lá nas cabines e a Que Canta e Vibra explodia na bancada. Que alegria eu senti! Que petardo do Luan! Mais tarde, o goleiro gambá, diria que Kleber o atrapalhou por estar à sua frente. Esse Kleber não tem mesmo fair play, hein gente? Tadinho do moço… Ninguém contou prá ele que os atacantes adversários vão prá área quando seus times estão no ataque? Me lembrou até um certo ‘goleiro de hóquei’…

E antes que acabasse o primeiro tempo, Luan, que estava inspirado, tentaria marcar mais duas vezes. Numa delas, depois do Mago tê-lo “achado”lá na frente, o goleiro defendeu o chute. Achei que, no segundo pau, Kleber e Fernandão poderiam ter concluído melhor, se ele tivesse passado. Mas a vontade de ganhar, quando é muita, faz dessas coisas…

Veio a segunda etapa, a sombra também veio para uma parte do gramado, e o Palmeiras veio prá cima dos gambás! Tínhamos 7′ de jogo quando Assunção lançou por cima da zaga para Fernandão. Ele, com uma categoria desgraçada, avançou pelo meio de dois marcadores, matou no peito, olhou onde estava o goleiro, e tocou sem chance de defesa. UM GOLAAAAAAAAAAAÇO MARAVILHOSO! Sei não… não é qualquer um que faz um gol daquele… com aquela calma e categoria…

Ao Palmeiras coube começar a administrar a virada, mas sem deixar de atacar. Com a vantagem, minha adrenalina ia à milhão. O time que já lutava muito desde o primeiro minuto, agora lutava mais ainda. Que orgulho eu sentia em ver meu time guerreiro, com aquela baita raça, brigando, apanhando, desarmando, batendo boca, “mordendo” o adversário… Mais do que os gols em si, a maneira como o time estava conquistando a vitória me deixava orgulhosa! O jogo não acontecia só onde a bola estava… Valdivia e Kleber que o digam! Isso é futebol!

O Palmeiras fazia um jogo digno de ser o presente de aniversário ao clube e à torcida. E se era presente, faltava o laço para embelezar o embrulho… O Mago, respondendo à todas as provocações, respondendo à vez em que, lesionado, foi motivo de chacota no treino dos gambás, meteu um chute no vácuo, enlouqueceu os palestrinos e matou de raiva a gambazada… “Tchicón” que o diga!  A torcida, feliz, gritava o nome de Valdivia!!

O árbitro Luiz Flávio, embora não tenha atuado à altura do seu irmão e ídolo alvinegro, Paulo César Oliveira, também não fez feio à linhagem. Deixou de expulsar Chicão, por uma cotovelada no Mago (imaginem se fosse Kleber a dar cotovelada em alguém? Seria enforcado pelo tribunal inquisidor); deixou de dar vermelho para Emerson, por todos os coices desferidos (já pensou se fosse o Mago a dar o carrinho criminoso que Emerson deu em Luan?). Os gambás tentavam com o “Milk” Sheik, mas os chutes eram sempre fraquinhos. Murtosa sacou Assunção para a entrada de João Vítor. Logo depois, o Mago deu um passe mágico para Luan (o grande nome da partida) invadir a área e chutar cruzado. Passou raspando…

Levamos um susto aos 43′, num chute de Liedson que Marcos bloqueou com uma defesa sensacional. Chicão, descontrolado, ainda tentava provocar o Mago no finalzinho da partida. E acabou por desferir um tapa na cara de Valdivia. (QUERO VER O QUE FARÁ, NESTE CASO, O STJD, QUE LEVOU KLEBER A JULGAMENTO, NUMA OUTRA OPORTUNIDADE, POR ACHAR FALTA DE FAIR PLAY ELE TER CONTINUADO UMA JOGADA EM QUE A BOLA ERA DE POSSE DO PALMEIRAS (Cotovelada e tapa na cara é  agressão, né promotor?). Juiz e bandeirinha fizeram que não viram a agressão, o jogo foi até os 50′, mas nada de diferente aconteceu… O PALMEIRAS VENCEU O DERBY!

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Aos gambás sobrou o chororô habitual. E eles choraram mais pelas coisas que o Valdivia fez em campo do que pelos gols tomados e pela derrota sofrida. Aos programinhas esportivos coube a mesma ladainha de todas as vezes… Valdivia merece apanhar (eles mudam até as regras do futebol para justificar as asneiras que vomitam aos microfones) por ter feito o seu lance genial. Alguns “profissionais”de imprensa se incomodam tanto quando o Mago dá o chute no vácuo,  mas quando o Neymar conseguiu dar um igual, acharam o máximo. Que gente hipócrita!

Mas já estamos acostumados a isso, Valdivia também está. E lá se vão 97 anos de freguesia e, agora, Tite deve estar calculando a jogabilidade e freguesabilidade para entender o que aconteceu… hahahah…  Muchas Gracias, SCCP (Small Club Cliente Preferencial), nem Felipão motivaria melhor o meu time.

E… Parabéns, Palmeiras!!! Vocês foram bárbaros e merecem aplausos!