Com drama, Palmeiras cura trauma contra o Corinthians e é campeão ...

Morri, mas passo bem… e estou feliz pra ‘baralho’.

 

Demorei uns dias para escrever, e acabei não publicando depois, mas jamais deixaria de registrar aqui o que aconteceu há duas semanas, num certo e lindo sábado, que foi pra lá de especial…

Palmeiras Campeão Paulista pela 23ª vez! Que maravilha!  E em cima do freguês (11 dérbis decisivos, 8  títulos para o Verdão e 3 para o Lava Jato).

Final contra o rival… e dois anos depois do indecente trambique, tamanho GG, da FPF na final do Paulista 2018. 

E agora foi emocionante!

Na primeira partida, não deu outra, o jogo ficou no 0 x 0, mas, graças ao árbitro Raphael Claus – que parece só enxergar falta grave dependendo da camisa – e ao VAR que “dormiu”, Jô deixou de ser expulso depois de uma solada criminosa em Gustavo Gómez; Fagner também pegou o Rony e ficou por isso mesmo; Luiz Adriano foi desequilibrado na área, quase na cara do Cássio, e o replay não apareceu na hora, a imagem mais próxima do lance, e de mais de um ângulo, a que tira todas as dúvidas, não apareceu em momento algum… Benefício pra um, prejuízo pra outro. Mais do mesmo… 

E foi por causa desse “mais do mesmo” que ficamos desconfiadíssimos quando a FPF escolheu (nem sorteio teve) Luís Flávio “Gambá” de Oliveira – useiro e vezeiro em errar em favor do time dele e em prejuízo do nosso – para a segunda partida. Mas, se por um lado, nos preocupávamos com uma arbitragem mandrake, por outro, já sabíamos que, se ganhássemos o título, ele viria de maneira limpa, digna… como sempre acontece quando o Palmeiras é campeão.

Sem a parmerada no estádio por causa do vírus chinês, as arquibancadas do Allianz foram ocupadas por imagens de ídolos palestrinos, do Luxa, por mosaicos – que ruim não podermos estar na nossa casa… Ficou lindo o Allianz.  E, com Luxa no comando da equipe, uma fragrância de 93 pairava no ar… 

 

………………..Palmeiras: Allianz Parque terá mosaico e bandeiras na final

Eu estava calma (a princípio) confiante. Principalmente, por causa do Luxa. Afinal, se ele não souber o que é uma decisão entre os dois maiores rivais do país, quem saberá? Mas era derby, decisivo… e podia ser de bolinha de gude, que os dois lados iam querer ganhar…

E o Palmeiras chegou ao Allianz em meio a um corredor verde de torcedores, fumaça verde, fogos e apoio… incondicional. De arrepiar!

Os tempos são outros, é verdade, e o futebol não anda muito vistoso em terras brasilis, no entanto, quando a partida começou, os times mostraram um futebol que, se não era empolgante, era melhor que o da primeira final. O Palmeiras, ainda que não criasse a nosso contento, me parecia mais firme, disposto, brigando pela bola, roubando-a dos pés adversários, insistindo, indo à frente… Willian teve a melhor oportunidade do primeiro tempo para marcar, mas, finalizando entre quatro marcadores, chutou onde estava o goleiro e deu a Cássio a oportunidade de fazer uma grande defesa.

Nem bem o segundo tempo começou e o Palmeiras saiu na frente. Cruzamento perfeito de Viña e um golaço, de cabeça, de Luiz Adriano. Que alegria!! Se com 0 x 0 a gente até consegue ficar “meio calmo”,  a vantagem no placar faz o contrário conosco, depois do grito, imenso, de alegria, ficamos mais nervosos, querendo que o time marque outro gol logo… Mas eu ficava sempre me lembrando de que, nos últimos tempos, o time que conseguia abrir o placar acabava sempre saindo vitorioso…

A pilha já tava carregadíssima… O Palmeiras tinha a partida sob controle e, por isso mesmo, nem imaginávamos o quanto a disputa desse título se tornaria emocionante… 

O jogo ia se aproximando do seu final… o árbitro, milagrosamente, fazendo uma boa partida… 

Já estávamos nos acréscimos – o grito de campeão prontinho para ganhar os ares… e tudo corria bem (pra nós)… até os 50’… O adversário no desespero, foi pro ataque, Jô – aquele que deveria ter sido expulso na partida anterior – estava com a bola… Gustavo Gómez, que fazia uma partida irretocável, foi na bola… o adversário caiu e o juiz apitou o pênalti…

O juiz fez o que deveria fazer, marcou o que ele viu ali, mas o VAR não… embora Gustavo Gómez tenha ido  de maneira meio estabanada, ele não tocou em Jô, que deixou o pé e, como se tivesse sido barrado pela perna direita do nosso zagueiro… se deixou cair.   

 

O árbitro não tinha como ver, parecia mesmo que ele tinha sido derrubado, mas o VAR tinha… no entanto, no final das contas, acabou sendo até melhor pra nós que a coisa tivesse acontecido assim… sem margem para mimimi…

Mas não pensamos nisso na hora, claro. Na hora, a marcação do pênalti foi devastadora… Ainda mais porque eles cobraram e guardaram – Weverton quase pegou. Teve torcedor que queria fuzilar o GG. Não fiquei na bronca com o nosso zagueiro, nada disso. Mas não conseguia me conformar que a sorte estivesse sendo tão madrasta… se era pra eles empatarem, por que cargas d’água tinha que ser nos últimos segundos? 

Mas quem é parmera sabe, com emoção é mais marcante… e se não tiver emoção, não é Palmeiras.

E lá íamos nós para as cobranças de pênalti… Será que o nosso time estaria abalado como estávamos nós? Será que conseguiriam colocar os nervos no lugar? E os nosso moleques, Patrick de Paula e Gabriel Menino, disputando uma final profissional pela primeira vez, como reagiriam? Luxa ia ter que usar sua experiência toda para levantar os ânimos do time. O adversário, nós sabíamos, tinha sido ressuscitado com aquele pênalti…

Por superstição, não costumo assistir cobranças de pênalti e, por isso, é ainda mais sofrido pra mim… Terço verde, benzido pelo Papa, ao lado da TV… camisa de treino da época da Parmalat (igual à que o meu pai usava na foto que o FB me lembrara naquele mesmo dia)… corri no meu quarto pegar umas “coisinhas” que costumo levar aos jogos… fui lá no terraço conversar com Deus… eu só podia rezar, pensar positivo, mandar as minhas melhores energias para o Allianz… e pedir para que Oberdan e Valdir de Moraes de alguma maneira ajudassem Weverton a defender…

O coração na boca… a respiração toda atrapalhada… e aquela interrogação, que certamente apertava os corações dos palestrinos, e dos rivais também… o que será que vai acontecer agora?

Eles cobrariam primeiro… e eu só conseguia repetir: Pega, Weverton, pega Weverton! E ELE PEGOU, agarrou a bola e ficou ela! Que emoção! Mas Cássio também pegou o de Bruno Henrique… cazzo!

Avelar marcou para o rival…

Eu ia na sala, olhava quem ia bater e saía… me ajoelhava na escada, rezando para que o parmera guardasse… Raphael Veiga bateu com força e deslocou o goleiro… GOOOOL DO PALMEIRAS!!

Não aguentei e fui ver a cobrança… gritando muito para que Weverton pegasse…  E ELE PEGOOOU! DE NOVO!! Se marcássemos agora, ficaríamos em vantagem…

Olhei que era o Scarpa e corri lá pra escada… “Guarda, Scarpa, guarda!!” E ELE GUARDOOOU!! O rival também guardou o dele.

Lucas Lima ia pra cobrança… “Faz, Lucas Lima, faz!!” E ELE FEZ!!!  O rival, infelizmente, também fez…

Era a última cobrança… Patrick de Paula, nosso menino, que joga um bolão de gente grande, que encara as partidas como gente grande, que já tinha marcado o gol da semi que nos colocou na final, ia pra cobrança…  Saberíamos depois que ele mesmo escolhera cobrar a última…

Uma hora e meia antes, nós não sabíamos, mas estava tudo escrito… ia ser com muita emoção, e com muito orgulho também… Nosso menino, que há três anos estava disputando a Copa das Favelas, que há três anos sonhava em jogar como profissional, num time grande, ia cobrar… e ia nos dar o título…

Eu já tava chorando de nervoso… corri pra sala e fiquei lá, mas não ousava olhar pra TV (tava dando certo assim). Olhei pra ele, mentalizei a bola entrando no gol e fechei os olhos… prendi a respiração… e, então, o narrador gritou o gol… e eu gritei também, os palmeirenses todos, pelo Brasil inteiro, e em vários países do mundo, gritaram comigo: É CAMPEÃO!! O PALMEIRAS É CAMPEÃO!!

https://www.youtube.com/watch?v-fkEy9leWAIk&feature=share

https://www.youtube.com/watch?v=fkEy9leWAIk&feature=share

 

https://www.youtube.com/watch?v-fkEy9leWAIk&feature=share

Estávamos todos no Allianz naquele momento, de coração, de alma… Patrick corria pelo campo enlouquecido de alegria e nós corríamos com ele, os nossos jogadores todos comemorando… Luxa, o rei dos campeonatos Paulistas, comemorando… e nós, ali também, comemorando com eles…

Foi lindo, foi emocionante… mais um título limpinho e legítimo para o Palmeiras… como, aliás, foram todos os outros que ele conquistou!! 

Obrigada, Verdão!!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        

 

 

 

 

O futebol voltou aqui em Sampa… mesmo sem as torcidas – que o Covid-19 não permite que estejam nos estádios . E nós, que estávamos com saudade de ver o nosso time em campo, já fomos bombardeados com aquele intragável “mais do mesmo”, o extra-campo que sempre pinga a favor dos mesmo clube e que nada tem a ver com o desempenho das equipes.

Os times, depois de tanto tempo parados, não têm apresentado bom futebol, um futebol envolvente… nenhum deles. Mas, pelo que já podemos observar, tem gente “batendo um bolão” em outras esferas…

O Palmeiras precisou sofrer três pênaltis na partida contra o Água Santa para que o árbitro marcasse apenas um –  o comentarista de arbitragem da Goebbels ainda teve o desplante de “analisar” e “não ver” penalidade máxima em nenhum deles.

No jogo do Guarani contra o São Paulo (a vitória do SAO ajudaria o Corinthians) um gol legítimo do time campineiro foi anulado quando a partida estava 2 x 1 para o time da capital.

Na rodada seguinte, no “mata ou morre” valendo vaga nas semifinais, e que já contava com o recurso do VAR, a coisa ficou mais esquisita ainda…

Palmeiras x Santo André  – o VAR, que não pode chamar o árbitro em caso de cartão amarelo (devia estar doidinho para que Gabriel Menino (PAL) fosse expulso), chamou Luís Flávio de Oliveira para que ele revisse um lance de falta que era só pra amarelo mesmo. Mas não chamou o árbitro quando Ronny (PAL) levou uma entrada criminosa, um carrinho/tesoura, por trás. O juiz deixou passar e o VAR também. Qual seria o critério? 

Bragantino x Corinthians – Fagner(COR), como sempre faz, cometeu uma falta violenta (esqueceu a bola e deu no meio do adversário) e, como sempre acontece também, ficou impune. O árbitro “não viu”, o VAR também “não viu nada” e não chamou o juiz para rever o lance… Na “Goebbels”, Luís Carlos Jr, pergunta para Sandro Meira Ricci, o comentarista de arbitragem, se seria cartão vermelho para Fagner.  Com a maior cara de pau/desfaçatez do mundo (será que não pode falar a verdade lá?) ele respondeu: “Eu diria que, como o juiz tem o controle do jogo, seria um cartão laranja”.

Até parece engraçado, mas é uma vergonha um comentarista de arbitragem  se prestar a isso de inventar um cartão laranja só pra não ter que falar que o jogador deveria ter sido expulso, que um clube (sempre o mesmo) foi favorecido e outro foi prejudicado pelo descaso com as regras do jogo por parte do árbitro de campo e também dos responsáveis pelo VAR. Sandro Meira Ricci, que já foi árbitro, tem a obrigação de saber que regras não deixam de existir porque o árbitro tem o controle do jogo.

É sempre assim, o “serviço” feito no campo e a imprensa, com seus “profissionais”, brigando com imagens e ajudando a tornar lícito o que é ilícito.

E, então, como se os bastidores do Paulistão – com suas maracutaias todas – já não bastassem, e não fossem pra lá de suspeitos (remember 2018?), uma outra notícia ganha as manchetes: “Hospital erra resultados de 13 exames de Covid-19 e Bragantino alerta CBF e Federação Paulista”.

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O hospital dos resultados errados é o Hospital Israelita Albert Einstein, um dos melhores do país.  É dele o laboratório responsável  pelos exames de Covid-19 para o Brasileiro da Série A e para o Campeonato Paulista. E errou resultados… Foram 26 resultados errados. E dos 26 nomes que testaram positivo para Covid, 13 eram atletas e 7 deles eram titulares e atuariam contra o Corinthians. 

Os jogadores ficaram dois dias afastados dos treinamentos, certamente ficaram com o psicológico abalado por acharem que estavam infectados com o vírus que está fazendo um estrago por aqui, por imaginarem que familiares seus talvez pudessem estar infectados também… e aí, depois de dois dias, quase na hora do jogo, que valia vaga na semifinal, graças a novos exames, eles descobrem que não estão infectados coisa nenhuma e são liberados.  Que esquisito, hein?

E o que é pior… só descobriram que os jogadores e funcionários não estavam infectados porque o Red Bull Bragantino, achando estranho esses resultados (seu pessoal é testado duas vezes por semana  – cerca de 70 testes por rodada), resolveu fazer novos exames nos Laboratórios Fleury e Cura… e os exames deram negativo.

Com os resultados dos outros laboratórios em mão, o pessoal do Red Bull Bragantino voltou ao Einstein, no dia do jogo, para saber o que estava acontecendo… Então, fizeram novos exames lá também e constataram que estavam todos negativos para Covid-19. E, assim,  às 17h00, os sete titulares foram liberados para o jogo, que teria início às 19h00

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Que coisa, não? Errar o resultado de um exame, até vai… mas de 26? E só com o Bragantino?

O hospital alegou que “na análise dos processos internos, identificou-se um lote específico de reagentes importados (“primers”) com instabilidade de funcionamento, que foram provavelmente os responsáveis pelo resultado divergente”. E nos perguntamos: Foram só os exames do RB Bragantino que deram resultado errado por causa do reagente? Esse lote específico, com instabilidade de funcionamento, foi usado só nos exames deles? O laboratório do Einstein não está acostumado a usar esse reagente? Quantos outros exames mais tiveram resultados errados ali no Einstein? E se o pessoal do Bragantino não tivesse desconfiado do erro e ido fazer exames em outros laboratórios? 

Muito, muito estranha essa história…

Difícil acreditar que um hospital tão bem conceituado, que prima pela qualidade dos seus serviços, tenha feito uma presepada dessa entregando resultados positivos para Covid-19 para 26 pessoas que não estão infectadas,  que isso tenha sido descoberto só porque novos exames foram feitos nos Laboratórios Fleury e Cura… e que os exames de resultado errado do  Einstein são os exames oficiais da Federação Paulista de Futebol. 

Certezas não temos, no entanto, quantas coisas podemos imaginar disso tudo… 

Mas uma coisa é certa… fosse o Bragantino adversário do Palmeiras, por exemplo, e tivesse sido prejudicado assim antes de um jogo valendo vaga na semifinal de um campeonato, e estariam todos – a imprensa esportiva, principalmente – fazendo um escarcéu, pedindo a anulação da partida, falando em fraude, em “esquema Crefisa” e outras barbaridades. Até o Delegado Olim estaria dando entrevistas a respeito do assunto. Não é mesmo? Mas, curiosamente, está todo mundo quietinho… nem mesmo a FPF pareceu incomodada com o dano que essa situação trouxe ao Bragantino…

Os clubes que fiquem espertos com os seus exames a partir de agora (se cuida, Mirassol). 

 

Era dia de jogo do Verdão… valendo vaga na semifinal do campeonato paulista… Faltavam algumas poucas horas para o início da partida e eu tinha que correr para o banho, senão, chegaria em cima da hora no Pacaembu. Subi as escadas correndo e… caí na escada. 

Não foi uma simples queda, foi “a” queda. Arrebentei meu joelho de encontro ao degrau (bem mais tarde eu perceberia que machucara pulso, braço também) e fiquei ali, sentindo uma dor absurda, achando que teria que ir direto para o hospital… e me lamentando que tivesse sido justo na hora que eu me preparava para ir ao jogo… “E agora? Como vou conseguir ir ao Pacaembu?”, pensava eu.

Me trouxeram uma bolsa de gelo…  a dor era intensa e eu mal me aguentava com ela (e olha que tenho boa tolerância à dor). Havia um corte também e, mesmo com o gelo, o sangue escorria. Esperei uns bons minutos e consegui sair dali. Fui para o banho e só pensava no jogo… “e agora, como fazer pra ir? Não vou conseguir chegar lá. Tinha que ser justo no Pacaembu?”… 

Uma hora depois, vestindo uma legging (era mais confortável para um joelho inchado, que mal podia dobrar), de camisa do Parmera, com o joelho cheio de pomada, de Dorflex tomado, lá estava eu a caminho do Paca… para buscar meu remedinho favorito, o que me cura de qualquer coisa.

Passei por algumas dolorosas complicações no caminho, andei um pedação, mas cheguei bem ao Pacaembu. Depois do empate em Novo Horizonte, da mutreta do VAR, que marcou um pênalti contra o Palmeiras (Defendeeeeu, Praaaas!) e não quis nem saber do gol ilegal do novorizontino, tínhamos que ganhar aqui, e bem.

A torcida do Palmeiras cantava forte quando o jogo começou. E os parmeras foram pra cima… No primeiro minuto de jogo, o jogador do Novorizontino, deixou a mão (braço, cotovelo) na cara do Dudu, e ficou por isso mesmo… nem o VAR viu…

E o jogo foi um atropelamento! O Novorizontino nem conseguiu anotar a placa. Duduzinho bateu o escanteio lá no segundo pau e, no meio daquele monte de gente na área, “o bagulho ficou louco, Felipe Melo, Pitbull, cachorro louco”, esperto, subiu sozinho e, com uma cabeçada fulminante, meteu pro fundo das redes. Que gol lindo! O Pacaembu vibrou no gol do Pitbull e na comemoração, do time todo, ali com ele! Cinco minutos de jogo e o Palmeiras já estava com um pé na semi.

Minutos depois, Scarpa chutou cruzado, lá na frente e, por muito pouco, Goulart não alcançou a bola… Uhhhhh! O Palmeiras estava on fire, Duduzinho bateu outro escanteio, Deyverson deu uma casquinha e Goulart apareceu sozinho para guardar o segundo do jogo, o quarto gol dele no Verdão. 

E que beleza esse Palmeiras de Dudu, Scarpa, Goulart, Bruno Henrique, Felipe Melo (tá jogando muito)… E eu que imaginei que se os chineses tinham deixado Goulart sair, ele não deveria estar tão bem, me enganei redondamente. Que grande contratação! 

Só dava Palmeiras no jogo. Time focado, concentrado. Mas quem perde por 2 x 0 tem que tentar ir pra frente, e o Novorizontino até tentou, mas sem grandes problemas para Prass, a não ser em uma cabeçada, depois de um cruzamento, que levou perigo, e terminou com uma linda defesa de Fernando Prass.

O Palmeiras continuava levando perigo… chute forte de Bruno Henrique, que quase engana o goleiro, por pouco não foi nosso terceiro gol… Os adversários batiam bem, e o árbitro economizava cartões, economizava marcações de faltas… Felipão e Turra reclamavam, com razão. 

Na segunda etapa, no primeiro minuto, no primeiro ataque, Scarpa invadiu a área e foi desarmado. Os parmeras reclamaram o toque de mão… o árbitro nada marcou. Não sei se foi porque o pessoal lá do VAR deveria estar com remorso (ou vergonha) do que fizeram ao Palmeiras no primeiro jogo, ou porque, como o Palmeiras já estava ganhando por 2 x 0 mesmo, mandando na partida, não ia adiantar mesmo tentar atrapalhá-lo, mas, no minuto seguinte, o árbitro do VAR avisou ao juiz do toque de mão de Everton Sena. O juiz foi verificar no monitor e assinalou a penalidade. Scarpa foi para a cobrança e, com goleiro de um lado, bola do outro… ele guardou o terceiro. A menos que caísse um asteroide ali, ou que arranjassem uns três pênaltis para o time adversário, a fatura já estava liquidada. Mas faltava (eu queria) um gol do Duduzinho…

Era só festa na torcida… Deyverson tocou para Scarpa na área, ele devolveu para Deyverson, que adiantou a bola e foi derrubado. Pênalti! O lance foi confirmado no VAR.  E adivinha quem cobrou? Ele mesmo! Duduzinho. De novo, com goleiro de um lado (o lado oposto dessa vez) e bola do outro, o Palmeiras balançava a rede do Novorizontino. E o Baixinho correu abraçar Felipão! A goleada verde estava desenhada, pintada, e emoldurada!

O Palmeiras continuava ofensivo. A torcida cantava alto, feliz… Felipão sacou o Pitbull e colocou Thiago Santos. Aplausos para Thiago, que entrava, e muitos aplausos (muitos mesmo) para Felipe Melo. Muito justo, ele  tinha sido o dono da zona central do campo.  O Palmeiras em cima… Scarpa cruzou e Goulart mandou a bola raspando a trave…  Felipão colocou Arthur em lugar de Deyverson… A torcida gritava “Olé”… O Palmeiras fazia uma grande partida, e continuava no ataque… Scarpa mandou uma bomba, de fora da área e o goleiro precisou fazer uma grande defesa… Felipão coloca Lucas Lima no lugar de Ricardo Goulart…

O relógio ia chegando nos 30’… Bruno Henrique recebeu na área, ajeitou para Scarpa, que deu uma tiradinha e chutou forte, seco, no canto do goleiro e marcou seu segundo gol na partida (o quarto dele no ano), o quinto do Palmeiras. Achei lindo o gol dele.

https://www.youtube.com/watch?v=XYuJJd-4zTA

A torcida cantava forte… 27 mil pessoas felizes… 27 mil pessoas que viam o seu time chegar à semifinal do Paulistão com a melhor campanha, e também liderando seu grupo na Libertadores, com 100% de aproveitamento… e o jogo terminou assim. Com todo o respeito ao adversário, mas sabíamos que o Palmeiras venceria. Só não sabíamos que ele repetiria a goleada do confronto do ano passado.

A noite era só de alegrias… O Palmeiras, que matara a pau no jogo, fazia a nossa terça-feira ser maravilhosa e íamos para casa tranquilos, felizes.

Talvez você tenha se perguntado aí: Mas e o joelho? E eu respondo: Joelho?  Qual joelho?  Uma goleada é um santo remédio, meu amigo!😉

 

O Palmeiras jogou na segunda-feira contra o Bragantino, pelo Paulistão – o campeonato mequetrefe da Federação Paulista de Futebol.

Jogou um bolão, colocou a bola no chão, e venceu bem. Dudu, Moisés e Scarpa arrasaram em campo. Prass esteve muito bem também. Aos 8′, Dudu fez 1 x 0. Jogada linda com Felipe Pires, Scarpa e ele, o baixola, mandando pra rede. Aos 29′, Borja invadiu a área, sofreu pênalti, Scarpa cobrou e  fez 2 x 0, resultado final.

Teria sido tudo tranquilo se não fosse a licença/alvará/permissão que o árbitro Vinícius Furlan  deu para a violência do Bragantino. Já tinha acontecido na partida diante do Oeste (contra o Botafogo também). Um chute no estômago de Dracena, uma cotovelada em Deyverson, na área, e uma outra cotovelada em Victor Luís (não tenho essa imagem) ficaram escandalosamente impunes… Lembra?

E como as botinadas nos parmeras parecem estar liberadas, aconteceu de novo, claro. O Bragantino, na última rodada, não se fez de rogado e desceu a botina sem dó nos palmeirenses. Com o consentimento da arbitragem. Um absurdo. O árbitro, fez vistas grossas para um monte de coisas, até mesmo para uma entrada criminosa de Júnior Goiano em Scarpa. Uma tesoura, por trás, digna de um cartão vermelho (e de uma punição do tribunal), que vai deixar o atleta palmeirense sem jogar por 3 semanas, e que o árbitro Vinícius Furlan nem sequer achou que merecia amarelo (o tribunal também fez de conta que nem ficou sabendo). Cego, sabemos que o árbitro não é (aliás, nenhum árbitro é cego)… também não desconhece as regras, senão, não estaria ali (os árbitros não chegam à primeira divisão sem serem preparados pra isso) … e, se não são cegos, se conhecem bem as regras, por qual motivo um árbitro deixaria de assinalar uma entrada criminosa dessa? Por qual motivo não puniria o agressor? Me engana que eu gosto, viu Federação Paulista?

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Não tem desculpa para deixar uma falta dessa impune, não é mesmo? Ainda mais porque sabemos – temos certeza – que se fosse um jogador do Palmeiras a cometê-la – Felipe Melo, por exemplo -,  teria sido expulso na mesma hora, saído de camburão do estádio e, no dia seguinte, sendo detonadíssimo pela imprensa esportiva, e em todos os programas de TV,  seria denunciado pelo tribunal, o julgamento já seria marcado, a provável pena pra ele já seria noticiada na TV… e o Delegado Olim apareceria dizendo que lá ninguém ganha no grito, aquelas coisas todas que conhecemos tão bem (a mesma “dinâmica” do que aconteceu –  merecidamente – com Deyverson, que cuspiu em um adversário, mas que não aconteceu com Henrique e com Clayson, que cuspiram em Borja e Felipe Melo)…

E agora, a coisa se repete… agressão em atletas do Palmeiras continua sendo coisa permitida pelas arbitragens nesse campeonato paulista… e a imprensa esportiva, dependendo da cor da camisa (de quem agride e de quem é agredido), atua como aliada. Uma agressão de um Felipe Melo é um escândalo, mas a de um Everton, de um Fagner, de um Júnior Goiano, ainda que violentas, desleais, não têm o mesmo peso, não ganham o mesmo destaque, os seus autores não são execrados, as suas reputações, como profissionais, não são destruídas… Fosse a imprensa realmente imparcial, isenta, ética, e desse o mesmo relevo para agressões, quaisquer que fossem elas, sem levar em conta a cor das camisas dos envolvidos, certamente as arbitragens não se sentiriam tão à vontade para brincar de “Bird Box” e fazer de conta que não enxergam o que acontece na  cara de árbitros e auxiliares, porque as notícias todas apontariam seus ‘erros’ e favorecimentos depois.

Dudu também apanhou na partida. Aliás,  uns segundinhos antes da tesoura em Scarpa, Dudu levou um tranco.  Ele avançava nas proximidades da área, foi parado na falta (o árbitro, muito perto do lance, acaba escondendo o tranco que Dudu levou), a bola sobrou para Scarpa e o Júnior Goiano entrou meteu uma tesoura desleal e criminosa nele… por trás.  Duas faltas seguidas, uma delas, escabrosa… e o árbitro ali pertinho… de enfeite.

Eu sei que num jogo entre um time mais técnico, talentoso, com jogadores mais habilidosos, dribladores, leves, e um time com jogadores com menos recursos técnicos, o que tem menos recursos vai querer parar o mais habilidoso na falta (às vezes, jogadores dos elencos melhores, mais categorizados, tecnicamente falando, também pegam duro os jogadores dos elencos tecnicamente inferiores, mas não com a mesma frequência). Isso é do futebol. No entanto, a regra não permite que seja assim. Por isso é que temos árbitros e auxiliares atuando nas partidas, para coibir a violência, para que sejam assinaladas as infrações e para que sejam punidos os infratores, como manda a regra.  Pra não virar um salve-se quem puder em campo. Mas não é isso o que temos visto acontecer…

Nenhum time, seja ele grande ou pequeno, pode ter aval da arbitragem para quebrar jogadores adversários; da mesma forma que que nenhum time pode estar fadado a apanhar com o consentimento do juiz.  Nenhum jogador, seja ele mais, ou menos valioso – em relação ao valor do seu passe e ao seu talento -, pode receber entradas passíveis de lhe quebrar uma perna, arrebentar ligamentos do joelho, do tornozelo, pode ser impedido de exercer a sua profissão por alguma lesão ocasionada por um adversário, sem que o agressor seja punido. Não punir coisas assim é o mesmo que dizer: “Pode bater à vontade, que tá liberado”. E é o que está acontecendo no campeonato mequetrefe da Federação Paulista. É por isso que o Botafogo bate, aí vem o Oeste dá chute, cotovelada, depois vem o Bragantino e arrebenta o Scarpa, dá uma entrada feia em Borja… Já que não acontece nada mesmo, a impunidade, para alguns, vai “fazendo escola” (e quem  será que dá a “licença” para que os árbitros possam agir assim?).

E enquanto a imprensa esportiva discute a camisa falseta do Bolsonaro, quem, além dos palmeirenses,  está discutindo a punição cabível para o jogador do Bragantino, que deu uma tesoura criminosa no Scarpa e o tirou dos próximos jogos do Palmeiras? Quem está pedindo que as arbitragens coíbam essa violência gratuita de que o Palmeiras tem sido vítima em alguns jogos?

Ninguém! Nem o tribunal… nem a FPF… e muito menos a imprensa esportiva (e todos fariam exatamente o contrário se o agressor fosse palmeirense) . E é exatamente isso que faz com que a gente pense que há algo de podre no reino do futebol paulista (e brasileiro), né?

As pessoas mais próximas a mim sabem que não curto muito o Deyverson. Não gosto nem um pouco dessa mania dele de querer agradar na marra, de “jogar pra torcida” o tempo todo, de fazer tudo de caso pensado, tentando causar, e muito menos das simulações absurdas que ele faz.

Achei horroroso, no derby, ele ter cuspido em Richard (será que ele pensou que a torcida ia gostar?). Isso não é atitude de homem. Sem contar que, além do desrespeito absurdo ao outro jogador (e a ele mesmo), é um desrespeito com o Palmeiras, o clube que ele representa, é desrespeito com os muitos torcedores palmeirenses que ele conquistou. Deyverson, profissionalmente falando, nunca teve uma oportunidade como essa que está tendo agora, e parece que não percebe que a está jogando fora.

Ele se desculpou e alega que foi por ter sido pisado que reagiu daquela forma. Ele foi pisado mesmo, mas por Henrique. E isso não dava direito a Deyverson de cuspir em quem quer que fosse (imagina se Valdivia, por exemplo, tivesse cuspido em todo mundo que o pisou, deu cotovelada, soco, botinada? Teria morrido de desidratação. O mesmo se daria com Dudu). Em todo caso, se desculpar era algo que Deyverson teria que fazer mesmo.

No entanto, apesar de ter abominado o que ele fez (era preferível ele ter dado uma porrada na cara do sujeito, se estava tão ‘bravo e incontrolado’), não acho que o Palmeiras deveria mandá-lo embora. Acho que ele deveria ser exemplarmente punido com uma boa multa e um belo gancho (mesmo que o tribunal não o faça) por vários jogos. Talvez, agora que desagradou todo mundo,  até os que vivem aplaudindo as suas bobagens – antes desse episódio, havia sempre quem o aplaudia e  o apoiava nas vezes em que pisava na bola – , agora, que o filme dele queimou de verdade, ele acabe aprendendo de uma vez por todas a agir como um homem… adulto. Mas não sei se é isso que o Palmeiras fará. A probabilidade é que ele acabe sendo negociado. Em todo caso, o clube sabe o que é melhor a ser feito.

E, para terminar, e aproveitando o gancho,  é preciso que fique claro…  Cuspir no rosto de alguém não pode ser deplorável só de vez em quando. Num outro derby, Henrique (o mesmo que chutou Deyverson no último jogo) cuspiu em Borja (não acertou, mas a atitude foi a mesma), Clayson cuspiu em Felipe Melo (no túnel, lá em Itaquera)…  e nada aconteceu. Um ator da Globo cuspiu em uma mulher num restaurante, um deputado cuspiu em outro deputado… e nada aconteceu também. Cuspir no rosto de outra pessoa é deplorável, é baixo em qualquer situação, e deve ser sempre uma atitude condenável,  por todos, sem que se ‘passe pano’ para ninguém.

A lição sempre chega… E Deyverson vai aprender isso agora.

 

Há um bom tempo, eu venho dizendo que, depois da final do Paulista 2018, não estou nem aí mais com o Paulistão (se o Palmeiras ganhar o campeonato, ok; se não ganhar, ok também) e não sinto mais aquela rivalidade de antes em relação ao ‘Lava Jato’. Senti tanto nojo aquele dia, e nos dias que se seguiram, por perceber, e depois confirmar, a imensa tramóia que ocorreu, que, para mim, o rival perdeu aquela condição de “o” rival. Se valer daquela sujeira toda para ganhar um Campeonato Paulista foi de uma indignidade imensa. Depois disso, acabou a tensão pré derby, acabou o desgosto imenso em caso de derrota, acabou o “comer os cantinhos dos dedos”, o “nem dormir direito na véspera”, o “melhorar, ou estragar, o meu ano” dependendo do resultado… perdeu a graça mesmo. Sei que a maioria dos palmeirenses não se sente assim, mas, pra mim, ele era rival quando podia respeitá-lo, temê-lo na bola e não por causa do apito (em 2018, foi só a pá de cal, porque a coisa já vinha de longe).

A derrota desse sábado, que nada teve a ver com o apito – o árbitro, milagrosamente, foi bem – me chateou sim, claro, mas como chatearia se o Palmeiras tivesse perdido para o Bragantino, o Red Bull, o São Caetano, que não são rivais do Palmeiras…  me chateou pela derrota e não pelo adversário.

Em campo,  o time adversário foi inofensivo, inoperante… e achou um gol (legal) numa bola parada (lance em que alguns jogadores palmeirenses estavam bem mal posicionados).  O Palmeiras, por sua vez, foi inofensivo e inoperante… e não achou nada. Não conseguiu transformar em gols as suas muitas idas ao ataque, nem a posse de bola bem maior.

Jogo ruim, chato de assistir. Sem grandes emoções… O ‘Lava Jato’ se mantinha dentro da sua estratégia de se defender e jogar por uma bola (Cássio já fazia cera no começo do primeiro tempo. Alguns jogadores corintianos seriam amarelados durante o jogo por esse mesmo motivo)… o Palmeiras, não sei porque, burocrático, fazendo sempre a mesma coisa, jogando só na bola levantada na área (tem elenco para bem mais do que isso)…

Segundo li, o adversário finalizou 8 vezes (5 na direção do gol). O Palmeiras, com muito mais posse de bola (66%), finalizou 28 vezes (19 delas não foram na direção do gol), e uma única exigiu uma defesa de Cássio; o Palmeiras cobrou 15 escanteios, o adversário 1. Perder para um time que fez tão pouco na partida é pior ainda. A torcida palestrina reclama das muitas cabeçadas a gol que deram em nada. Mas não basta conseguir tocar a cabeça na bola para que se tenha uma grande chance de gol, boa parte dos cruzamentos tinham que ter sido mais precisos também.

Lucas Lima começou a partida muito bem, mas depois sumiu em campo. Era nítido que faltava criatividade para ele, para o Palmeiras (saudades do Mago). Quando um time toca a bola e o outro só se defende, ainda que não queira isso o que só se defende está chamando o adversário pra cima, e o Palmeiras não foi… não da maneira que deveria ter ido. Todas as jogadas iam pro Dudu, o tempo todo. Nossos laterais não estiveram bem. Borja não conseguiu finalizar a contento… Deyverson entrou depois e também não fez nada em campo, a não ser cuspir em Richard – depois de ter sido chutado por Henrique – e ser expulso aos 42′. (Ok que o árbitro deveria ter expulsado também também o Henrique que chutou Deyverson depois de pará-lo com falta, mas nada justifica cuspir no rosto de uma outra pessoa.  Deyverson queimou o próprio filme). Carlos Eduardo também não conseguiu fazer boa partida. Parecia querer tanto acertar que acabava dando tudo errado. Mas era o primeiro clássico dele e esse pode ter sido o motivo do desacerto. Felipe Pires entrou no lugar dele depois e foi melhorzinho. Scarpa entrou no lugar de Bruno Henrique e achei que ele foi bem.

Mas enfim, foi uma tarde azeda, de uma partida azeda do Palmeiras… o time pecou bastante na criatividade, na finalização, Felipão não conseguiu acertar/mudar o que não estava funcionando… e o adversário, com duas linhas de 4  só se defendia… O placar ficou mesmo no 0 x 1.

Nós cansamos de pedir para a diretoria do Palmeiras não disputar o Paulista, colocar a molecada, o sub-17, o massagista, o roupeiro…  e agora vamos mesmo ficar possessos porque Felipão talvez esteja só usando o Paulistão para observar algumas coisas, para acertar o time? Porque resolveu testar, ou “batizar”, alguns jogadores no derby?

Sei que muitos palestrinos ficaram ainda mais bravos porque era um derby, outros, como eu,não veem mais o adversário como o grande rival, no entanto, todos queremos ver o Palmeiras vencendo e, principalmente, jogando mais do que isso. Mas viremos a página e sigamos em frente…  é só o começo da longa caminhada de 2019.

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“Eeeeeem 74, nós ganhamos o Paulistão… foi em cima dos gambás… “ 🎶

Num 22 de Dezembro… há 44 anos… #AFreguesiaVemDeLonge

Decisão do Paulistão 1974… O Palmeiras tinha conquistado os campeonatos Brasileiros de 72 e 73 (cheio de craques, com um time chamado de Academia, os títulos eram rotina na vida do Verdão), já o adversário, perdera espaço entre os grandes, estava sem ganhar títulos desde 1954 (é por isso que, hoje em dia, seus torcedores chamam de “títulos de fax” as conquistas – de campeonatos brasileiros, principalmente – de outros clubes nas décadas em que eles ficaram na seca. Pra eles, nesse período, era como se o futebol não existisse. Todo mundo brincava, menos eles).

Sendo assim, a pressão pra vencer era toda do nosso adversário. Mas com o empate por 1 x 1 no primeiro jogo, muita gente achou que a fila ia acabar… A torcida deles lotou o Morumbi, a festa estava preparada… Imagina qual era a postura da imprensa na época? Veja o que disse Leivinha na ocasião:

Nós percebíamos que a imprensa preferia e gostaria de ver o Corinthians campeão. E naquele momento o Palmeiras estava acostumado a ser campeão, e o Corinthians, não. Mas tudo mudou para esse jogo e éramos considerados carta fora do baralho. A festa estava toda pronta para eles, mas as pessoas esqueceram que do outro lado estava o Palmeiras .

Todo mundo dizia que o Corinthians ia ser o campeão. Para nós, a expectativa era normal porque o Palmeiras era campeão quase todo ano. E naquele dia tinha mais de cem mil pessoas no Morumbi (120 mil) e a grande maioria era de torcedores corintianos. Acho que a cada mil torcedores, cem eram palmeirenses. Eles imaginavam que a vitória já estava garantida para eles – diz Jair Gonçalves.

E não foi só a mídia e a torcida adversária em maior número que queriam fazer o Palmeiras perder o título… Teve até ameaça para Leivinha, antes do jogo. Ele recebeu uma carta de alguém que se dizia corintiano e que afirmava que se ele fizesse gol, a pessoa ia matá-lo e ia matar a família dele também.  Ele levou a carta para a diretoria do Palmeiras que disponibilizou dois seguranças para acompanhá-lo de casa para o clube, do clube para casa, por um tempo. Até o presidente do Palmeiras, Paschoal Giuliano, teve um problema em sua casa quando alguém colocou fogo em seu quintal.

‘Tranquilinho’ aquele derby , não é?  E nesse climão, o Palmeiras foi pro jogo buscar a vitória, e abriu o placar com Ronaldo, depois de Jair Gonçalves levantar na área e Leivinha ajeitar pra Ronaldo (Jair e Ronaldo não costumavam ser titulares), calando a grande torcida adversária presente no Morumbi. Depois disso, como contara Leão, o adversário ficou mais preocupado em não tomar o segundo do que ir pra cima do Verdão.

Eles tinham um bom time também. Nós fizemos 1 a 0 e achei que o Corinthians viria para cima do Palmeiras. Mas isso não aconteceu. Eles tinham tanto respeito e tanta preocupação com o nosso ataque, que era bom, que eles ficaram na deles, tentando jogar de igual para igual, mas para não tomar o segundo gol .

E não teve jeito. De nada adiantou a imprensa fazer lobby para o adversário,  a  torcida deles ser maior no estádio… de nada adiantaram as ameaças a Leivinha… de nada adiantou o árbitro, Dulcídio Vanderlei Boschilia, anular um gol legítimo do Verdão (seria o segundo do Palmeiras e o segundo de Ronaldo)… O Palmeiras venceu por 1 x 0 e a festa foi verde no Morumbi.

Pra se ter uma ideia da importância daquela conquista, depois do jogo, por precaução, Leivinha (que já tinha recebido ameaças) e Ronaldo, o autor do gol, seriam colocados pelo pessoal do Palmeiras em um carro todo fechado. Dois policiais iriam dirigindo, com metralhadoras no chão, para que eles saíssem escondidos do Morumbi. Seriam levados para as suas casas com a orientação para sair só no dia seguinte.

O Palmeiras, com a sua maravilhosa Academia, ganhava mais um título, e o adversário, que já estava na fila há vinte anos, ia ficar mais um…

E a torcida esmeraldina cantava: “Zum zum zum… é 21! Zum zum zum… é 21!

(Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/palmeiras/noticia/2014/08/memorias-do-centenario-o-chute-que-calou-mais-de-100-mil-corintianos.html)


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Alguém tem que tomar providências contra esse “Esquema Crefisa” (Crefisa? AHAM),  que, dizem, “beneficia” tanto o Palmeiras…

Já não bastam os gols de mão validados sem problema algum, e sem interferência externa, soladas e cotoveladas que ficam sem punição, impedimentos absurdos e inexistentes (“perigo de gol”) que são marcados… gols impedidos que são validados… jogadores agressores cujas faltas não são nem marcadas, e para quem os cartões vermelhos nunca são mostrados… inúmeros pênaltis cometidos e não marcados pelas arbitragens – teve campeonato em que durante 34 rodadas os árbitros não conseguiram enxergar um único pênalti, dos muitos cometidos por um mesmo time -, pênaltis inventados para um mesmo time… árbitros fazendo resultados, decidindo partidas e campeonatos…  jogador que é expulso pela “fama”… agressões consideradas lances normais de jogo… tribunal que denuncia jogador de um time por imagem (imagem que ninguém viu), mas ignora as imagens que denunciariam gravemente outros jogadores…

A coisa é tão descarada, tão cara de esquema, que coitado daquele que reclamar de ser garfado. Será denunciado pelo tribunal no dia seguinte e ameaçado de punição (as declarações e notícias sobre a denúncia  e o que pode acontecer aos reclamões subtraídos pelo apito – situações que a imprensinha faz questão de ampliar – , não são nada mais do que ameaças, um “cala a boca e fica pianinho aí” para os próximos que pensarem  em se insurgir contra o status quo).

E no status quo “brazilis”,  no modelo  (i)moral vigente no país, o “metralha que rouba a moedinha do Tio Patinhas” é o certo, é o “esperto”, e se vangloria disso;  o Tio Patinhas, que foi roubado, que é sempre o alvo dos ladrões, que sempre tem que lidar com os que querem tomar algo dele, é o errado, é o que está com mimimi, é o motivo de chacota;  não pode reclamar de ser roubado.  Como exigir/esperar lisura, moral de quem não tem? Como reclamar da falta de moral num país que louva o corrupto, que glorifica o trambique, o “levar vantagem sobre o outro” de toda e qualquer maneira possível”?

Um polvo enorme, de grandes tentáculos… e, agora, esse ‘polvo’ mostrou a sua cara de vez na final do Paulistão, ou melhor, do Apitão 2018….

Uma vergonha, uma sujeira,  e com a participação, pasme, da Federação Paulista de Futebol.

Quem não sabia o que aconteceria, não é mesmo? Saber que os muleteiros do apito seriam favorecidos pela arbitragem de alguma maneira, todo mundo sabia, mas se pensava que ficaria no de sempre, no usual, no jogador que agride o outro, cospe nele e não é expulso, no gol impedido que é validado (como acontecera no primeiro jogo), ou no gol de mão, escandaloso, que a arbitragem finge que não vê… na falta marcada pra um e ignorada pra outro… nas faltas invertidas (o árbitro inverteria 18 faltas na decisão do campeonato), no “segurar um time em campo” e dar aval para o outro fazer o que quer… Mas, para a indignação de muitos, a coisa foi muito além e trouxe à superfície a ponta de um provável iceberg de sujeira.

De novo, os adversários se favoreceram com o uso de interferência externa na arbitragem (nos três últimos derbis, é a segunda vez que isso ocorre)… e agora em uma final, e da maneira mais vergonhosa possível.

O Palmeiras teve um gol anulado por impedimento, dois pênaltis não marcados, um terceiro, no toque de Henrique, também foi ignorado por Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, o árbitro, e por seus auxiliares também. Lances capitais, que podiam decidir a partida e o endereço do título.

No lance do gol, aos 5′ de jogo, Lucas Lima cobrou a falta,  Bruno Henrique(?) desviou e Willian guardou de cabeça. O bandeira prontamente apontou impedimento. Eu estava do lado oposto no estádio, não dava pra ter certeza. Quando fui ver as imagens no dia seguinte, na Rede Goebbels eram imagens de PS (achei estranho isso e achei estranho que Willian, na imagem, estivesse com as pernas tão abertas, destoando de qualquer um dos outros jogadores). Mas todo mundo falou que estava impedido, então, deixei pra lá.

Ontem, cismei de rever, e não tenho certeza desse impedimento… Também não tenho certeza se alguém que esperava uma bola pelo alto teria o peso do corpo todo em uma perna só, em um joelho só… se precisasse saltar (não precisou), não conseguiria nunca… pra saltar é preciso que o peso do corpo esteja sobre as duas pernas. No entanto, mesmo com essa imagem esquisita (da Goebbels), de perna esticada demais, não me parece que ele estava impedido… o corpo está bem atrás do corpo do corpo do adversário, que está mais à frente, e ele não tem a perna tão comprida assim, para ela ultrapassar essa distância. Não posso cravar, é verdade, mas esse impedimento é, no mínimo, “desconfiável” e, por isso, posto as imagens aqui… As duas primeiras são da rgt…

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Essa, de um outro ângulo, do momento em que Bruno Henrique toca a bola, mostra que a perna do Willian não estava tão esticada quanto estava na imagem acima… Façam as suas análises.

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Também no primeiro tempo, Borja foi seguro na área. E desse lance não tenho dúvida. Segurar um atacante na área, com a bola em jogo, é pênalti sim. O braço direito de Ralf, no peito de Borja, impede que ele avance, a mão esquerda o puxa pelo ombro, também fazendo força contrária para impedir que ele chegue na bola. Borja foi seguro na área, em uma disputa de bola, e o árbitro Marcelo  Aparecido Ribeiro de Souza nada marcou, e muitos jornalistas, com a maior cara de pau, dizem que não foi nada, que ele se jogou (vamos observar na Copa do Mundo como o critério vai mudar)…

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Um outro lance, bem significativo, ocorrido depois do pênalti em Borja, também foi ignorado pela arbitragem. O toque de Henrique, dentro da área e com braço afastado do corpo . A TV, que anda ajeitando as imagens para elas parecerem outra coisa – como fez com o toque na mão de Antonio Carlos, FORA DA ÁREA, na primeira final –  diria que foi na barriga… só se a barriga de Henrique ficar nas costas, onde estava o braço, né?

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E aí, o lance, capital, do pênalti em Dudu (a imprensinha, que legitima muita coisa errada, focou – e foca – só no lance em Dudu – porque insiste em dizer que ele não sofreu falta – fazendo de conta que o pênalti em Borja e o toque de Henrique não existiram)

Aos 26′ do segundo tempo, o Palmeiras no ataque (o jogo todo foi nessa dinâmica de o Palmeiras atacar e o outro se defender. Pra se ter uma ideia, o goleiro Cássio tomou um amarelo aos 16′ do primeiro tempo por… cera), Palmeiras precisando de um empate, Dudu (ele tava dando um trabalhão para os lava jato) recebe passe de Lucas Lima e é atropelado por Ralf. É atingido, por trás, na coxa (antes do toque na bola), no pé direito e depois no esquerdo.

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O árbitro, bastante convicto no lance, marcou o pênalti. Na hora,  Ralf nem reclamou… mas, seus companheiros ficaram inconformados,   aí começou a bagunça, o teatrinho mambembe da farsa e picaretagem. Depois de 8 minutos, de muita confusão, revolta, indignação, depois de coisas que todos sabíamos bem o que era, mas não tínhamos como provar, o árbitro desmarcou o pênalti… o jogo seguiu até o final, terminou. Vieram as cobranças de pênalti e o título ficou com o adversário.

Só depois depois de algumas horas, no dia seguinte, e nos outros também,  as peças começaram a aparecer e a se encaixar…

Logo depois do jogo, com as reclamações do Palmeiras sobre o “apitaço”, sobre a interferência externa (deu na cara demais), proibida e passível até da anulação da partida, a Federação Paulista alegou que o árbitro não iria se pronunciar.

Na súmula da partida, Marcelo relataria que, no momento em que marcou a penalidade máxima, os jogadores corintianos protestaram contra a marcação e queriam que ela fosse anulada, reclamavam com o 4º árbitro, com o bandeira… relatou que o 4º árbitro disse pra ele “Canto”, mas ele não entendeu por causa do barulho da torcida, então, ele se aproximou e o 4º árbitro lhe disse: “Marcelo, pra mim, ele toca na bola, mas a decisão é sua” (tocar na bola não exime o jogador do atropelamento, do pênalti cometido, não é mesmo? Jaílson, num outro derby, também foi na bola primeiro, fez a defesa, e foi punido… duas vezes – também por interferência externa -, com pênalti e expulsão por causa da falta que fez na sequência dessa defesa. A regra muda de acordo com a cor da camisa? Para arbitragem e imprensa parece que muda sim). E como ele, juiz, achou que a visão do 4º árbitro era melhor do que a dele (que estava pertinho do lance), ele decidiu pelo escanteio. Informou ainda que a partida ficou paralisada 7 minutos.

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A situação foi a mesma desse outro pênalti – mais light – aqui cujas análises foram completamente diferentes… Esse aqui, todo mundo achou muito pênalti… até o Juca Kfouri, que agora diz que não foi pênalti em Dudu… esperteeeeenho…

Era estranho… ficava claro nas imagens que o quarto árbitro passara um tempão sem dar nenhum indicativo de que tinha visto algo, de que tivesse algo que quisesse comunicar ao juiz… E mais estranho ainda era o juiz, que marcou o pênalti com tanta convicção – um árbitro só pode assinalar um pênalti se ele tiver certeza do que viu -, aceitar prontamente que um outro, que estava mais longe, tivesse visto melhor do que ele. Que um outro o fizesse desver o que ele vira com tanta convicção. E por que essa comunicação entre os dois levaria tantos minutos?

O juiz, assim que o pênalti foi marcado, passou a ser muito pressionado pelos corintianos, era empurrado, gritavam com ele, Sheik o puxava pelo braço, e o juiz “bonzinho”, nada fazia. O quarto árbitro continuava lá na dele, cercado de enlouquecidos reservas que reclamavam até não querer mais… o mais interessante nesses momentos todos foi observar no vídeo que Balbuena pedia “imagens”… 😉

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Estranho observar também, que o árbitro, mesmo tendo o quarto árbitro por perto… parecia querer uma comunicação visual com alguma outra pessoa, parecia esperar uma informação, orientação de alguma outra pessoa… Que parte do jogo é essa que o torcedor desconhece?

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Segundo Salvio Spinola mostrou em um vídeo (de onde essas imagens foram tiradas), era para Dionísio Roberto Domingos, o diretor de Arbitragem da Federação Paulista (!?!) que ele olhava.  O dirigente da FPF, com quem Carille parecia discutir (Carille querendo a anulação de uma marcação do juiz e cobrando isso do dirigente da FPF?) ,  era a pessoa de quem o árbitro  parecia esperar alguma coisa…

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Veja o vídeo…

Então, mais imagens começaram a aparecer, as pessoas começaram a entendê-las melhor, e as versões do árbitro começaram a mudar… A bravata do “foi o quarto árbitro quem me disse que viu o Ralf tocar primeiro na bola” caía por terra com um vídeo mostrando uma movimentação estranha da arbitragem em campo…

https://www.youtube.com/watch?v=KBt2sucK1Qw

E foi assim, com imagens inquestionáveis, que surgiu a figura do quinto árbitro na “conversa”… Quinto árbitro que não poderia ter ido lá passar informação nenhuma – na verdade, ele não poderia ter ido até lá para nada. Isso não é permitido. E ficava bem claro pelas imagens, o 4º árbitro só “viu”, ou “lembrou que viu” o Ralf tocar primeiro na bola depois que o quinto árbitro foi falar com ele.

Já estava bem errada a coisa e cada vez mais suspeita, mas outra pergunta pairava no ar: Quem tinha passado informação para o quinto árbitro, para que ele fosse até lá soprá-la ao quarto árbitro??

Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza,  já tinha dado uma mudadinha na sua versão, dizendo que reunira os jogadores e perguntara para Ralf  – o cara que fez o pênalti – se ele tinha tocado primeiro na bola. Um pênalti que poderia dar um gol ao Palmeiras e talvez o título, e o juiz foi perguntar ao Ralf, do outro time, se ele o fez? “Inocente” o juiz, né? E se era para o infrator determinar se cometera o pênalti ou não, baseado em quê o árbitro assinalara  a infração, e com tanta convicção?

Mas, então, o Palmeiras que têm câmeras no estádio também, divulgou uma imagem que ninguém tinha… e que, muito provavelmente, muita gente não sonhava que fosse aparecer…

Antes de o quinto árbitro ir até o quarto árbitro “lembrá-lo” de que ele tinha visto o Ralf tocar na bola primeiro, ele teve alguma informaçãozinha soprada por…  Dionísio Roberto Domingos, diretor de Arbitragem da Federação Paulista de Futebol, é mole? A Federação Paulista metida nisso? Que nojo!

E, repare nas imagens, o dirigente da Federação Paulista, indecentemente empenhado em anular a marcação do pênalti em Dudu, teve uma ajuda que quase passa despercebida… a do delegado da partida… A que “deus”, ou “deuses” serviam essas pessoas todas, tão empenhadas para que o Palmeiras não cobrasse o pênalti, ou melhor, para que o Palmeiras não tivesse nenhum pênalti para cobrar? Será que foi por isso, por quererem que o Palmeiras não tivesse chance alguma de fazer gol que nenhum deles se intrometeu quando o pênalti em Borja não foi marcado, quando o toque de mão de Henrique foi ignorado?

Vergonha das vergonhas, sujeira das sujeiras, a Federação Paulista metida num imbróglio, desrespeitando regras e regulamento para evitar que o Palmeiras cobrasse um pênalti (conquistasse um título?)…

 

https://www.youtube.com/watch?v=oYcmqQSvdeU

Olha as figuras aqui, à volta do quinto árbitro… Os três, que não poderiam intervir na arbitragem… os dois (dirigente da FPF e delegado) que, pelo regulamento, não poderiam nem estar ali.  A interferência externa desenhada…

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O diretor de Arbitragem da FPF saiu da entrada do túnel, foi até a beira do campo onde o quinto árbitro estava cercado por corintianos e onde já se encontrava o delegado da partida. Esperou um pouco, pra que os jogadores se afastassem (tinha jogador do Palmeiras por ali também), e se aproximou, disse alguma coisa e voltou para o lugar de onde tinha saído. E só depois desse encontro entre o delegado, o representante da Federação Paulista e o quinto árbitro é que o “aplicativo desmarcar a penalidade” começou a funcionar. Até então, o pessoal da arbitragem tava cada um quietinho no seu canto…

Fica tudo muito claro… O quinto árbitro,  que antes do contato o delegado da partida e com Dionísio (que poderia ter sido apenas visual – e isso não tiraria o dolo da ação – mas as imagens mostram que algo foi dito), também estava lá, na dele, depois da aproximação, e só depois da aproximação, ele se dirigiu rapidamente até onde estava o quarto árbitro, falou com ele, esse quarto árbitro, por sua vez, relatou algo ao juiz e, SÓ ENTÃO, o pênalti foi desmarcado. Não precisamos ser muito espertos para saber o que aconteceu, não é? Para saber que foi um “telefone sem fio”, um “mecanismo” com a participação de um monte de gente.

Salvio Spinola, ex-árbitro e comentarista de arbitragem na TV, afirmaria: “Quinto árbitro não pode participar de decisões técnicas. Ele deve ficar sentado esperando alguma lesão. Não pode participar das decisões”.

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E se não pode participar, por qual motivo e com qual interesse, teria ele participado?

E tem mais uma participação proibida nisso, a do representante da Federação Paulista… certamente,  Dionísio Roberto Domingos, o diretor de arbitragem da FPF, não saiu de onde estava, para ir até o quinto árbitro dizer: “Migo, avisa lá o Marcelo (juiz) que a cueca dele tá entrando na b%nda”. Né?

Cara de mutreta, cheiro de mutreta, e imagens comprovando isso… A troco de quê? A mando de quem? De onde partiu a informação primeira (ordem?)? Teria vindo da declaração de PCO no ar, durante a transmissão da Globo? Do ex-árbitro que se cansou de favorecer o Lava Jato?

Dionísio estava dentro do campo. Ele não poderia estar. Não pode ficar ninguém nem na porta dos vestiários. Há uma determinação de que ninguém mais pode ficar ali. Nem presidente de clube pode ficar, nem diretor, nada. “, diria Antonio Olim, o presidente do TJD-SP, a um canal de TV, depois de ver as imagens. Não poderia, mas Dionísio estava dentro do campo, ele se encaminhou até o quinto árbitro, se aproximou dele. Levou alguma informação que fez o quinto árbitro, também descumprindo as regras, se dirigir até o quarto árbitro para lhe informar de alguma coisa…

E por que essas pessoas fariam algo que não lhes é permitido? Por que iriam contra uma determinação? Por que tinham pressa? Por que precisavam interferir na arbitragem? Por que queriam tanto interferir para anular um pênalti legítimo (foi legítimo sim) , mas não quiserem interferir para marcar o pênalti em Borja, o toque de Henrique? Por que ninguém interferiu  quando marcaram impedimento numa jogada legal do Palmeiras na primeira final? Por que ninguém interferiu quando o Palmeiras tomou aquele gol impedido no derby do segundo turno do BRA 2017? Por que a interferência externa sempre para um time só ser beneficiado? Quem estaria por trás desse mecanismo? Quem seria o mandante?

O Delegado Olim teria citado o uso do VAR, mas depois teria recuado, dado uma desculpa…

https://www.youtube.com/watch?v=uCzlhlg5P1o

Claro, né? Se o VAR ainda não está em uso, esse equipamento, e a pessoa responsável por ele, não poderiam estar no Allianz, na final do Paulistão. Admitir o uso do VAR seria admitir que a Federação Paulista fez uso de um recurso que ainda não está aprovado… seria admitir que fez uso do recurso ilegal… e para um time só, num jogo valendo título, o que tornaria a coisa muito pior do que já é. E valeria um processo contra a FPF e contra a CBF também.

O Palmeiras apresentou pedido de instauração de inquérito (Art. 81). Ao final do inquérito, o Palmeiras terá a prerrogativa ou não de requerer a impugnação. O TJD vai analisar as imagens – que são tão óbvias, e só não verá a interferência externa na arbitragem quem não quiser ver.

Não queremos esse troféu manchado, sujo. Mas queremos, sim, provar o que aconteceu,. E o Palmeiras que vá até a Fifa se preciso for.

Foi muito grave, foi vergonhoso, foi nojento demais, com cara de coisa orquestrada (e escancarada), de “mecanismo”…  Como se fosse em um reality show, os envolvidos se esqueceram das câmeras… e elas mostraram tudo. E é  fácil sabermos o porque de tanta gente envolvida na anulação dessa marcação de pênalti, na não marcação de pênaltis, na omissão da imprensa… o porque de tanta coisa errada… Sem os erros das arbitragens nas duas partidas, o título mudaria de endereço… e o pessoal do “Esquema Crefisa”, do “status quo” do futebol, parece que não queria que isso acontecesse de jeito nenhum…

 

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“E senti um amor imenso. Por tudo, sem pedir nada de volta” – Caio Fernando Abreu

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1993 está distante, mas não tenho como não me lembrar dele agora. Das noites em que eu fiquei sem dormir – porque era impossível dormir direito – esperando a final…

Não tenho como esquecer que, na véspera, insone e ansiosa, sonhando acordada, imaginando as situações que eu queria que acontecessem, apesar daquela faísca do medinho besta – medo do improvável, e só do improvável -, que a gente sempre tem, e que às vezes aparece, eu tinha certeza, absoluta, que o Palmeiras seria campeão…

Impossível não buscar todas aquelas maravilhosas imagens em minha memória, impossível elas não atravessarem o tempo espontaneamente… aquelas sensações todas, o perfume daquela noite, o grito que ganhou os ares – e me fez perder completamente a voz- no gol de Zinho… o gosto das lágrimas de alegria….  todas as minhas conversas com Deus… a falta em Edmundo… a cobrança de Evair… ele correndo de braços abertos… o grito de “É Campeão” alcançando as estrelas e acordando até os anjos no céu…

Foi a maior alegria da minha palestrina vida… foi, de verdade, um contato com o divino, com Deus… e aquela emoção, tão grande, tão quente, tão arrebatadora, ainda está comigo, vive dentro do meu peito…

O relógio do tempo deu um salto de 25 anos para o futuro daquele dia memorável… lá, naquele dia 12 de Junho de 1993, nós não poderíamos prever como seria 25 anos à frente, não poderíamos imaginar que em 2018 a história se repetiria… E ela se repetiu, e estou aqui, outra vez, na madrugada do dia da final, insone e ansiosa – desta vez não consegui nem ir deitar ainda. O tempo misturou os tecidos todos do meu corpo com os tecidos de outrora, com os de agora.

Mas 2018 é outra história, nós ainda precisamos escrevê-la, nossos guerreiros precisam escrevê-la… Ela servirá para colorir a alma daqueles que vieram depois de 93, ou que eram muito pequeninos naquela época, com as cores de uma nova conquista, com novas sensações, novos perfumes… novas alegrias…

Falta um jogo…

Falta uma vitória (até mesmo um empate)…

Falta aquela última promessa… a última reza antes  de sair de casa…

Falta aquele amuleto que temos sempre que levar conosco…

Falta vestir a camisa da sorte… a meia da sorte… dar um beijo na mãe, no pai, na vó, no vô, em alguém especial, no gato, no cachorro, no papagaio…

Falta o terço de contas verdes na mão… a bandeira… a touca de porco… aquela gente de verde e branco, pintada de verde e branco, com cabelos verdes, bandeiras verdes, com sonhos  e almas verdes…

Falta o coração batendo alucinado dentro do peito… a respiração ficando mais difícil…

Falta o Allianz,  no movimento frenético das pessoas que vão chegando,  cantando forte mais uma vez…

Falta aquela dose absurda de raça… de confiança, de entrega…

Falta acreditar mais do que em todas as outras vezes…

Falta o não se entregar em nenhum momento porque agora é pra valer…

Falta aquele gol “ZINHO” (DuduZINHO?) que abre o caminho para os outros… e faz a gente perder até a voz de tanto gritar…

Falta o time jogar na mesma pegada do jogo passado, do mesmo jeitinho do jogo passado, sem dar espaços como no jogo passado… com a mesma raça e determinação, com a faca nos dentes, mas também com a mesma paciência pra não cair na pilha, pra buscar a jogada certa…

Falta querer ser campeão acima de qualquer outra coisa…

Falta aquela energia mágica que vem de todos os cantos e recantos do Brasil…

Falta torcida  e time jogarem juntos outra vez, no Allianz e fora dele… até o minuto final…

Falta 1993 se fundir e se confundir com 2018… na mesma pegada, na mesma determinação, na mesma vontade de fazer história… no talento em campo… nas meias brancas… no grito que está preso na  garganta…

Falta tanto e ao mesmo tempo falta tão pouco…

Tá chegando a hora… temos mais uma batalha a lutar… O CALDEIRÃO DO PORCO VAI FERVER!!

Boa sorte, Palmeiras! Que Deus ilumine e abençoe o Roger e os nossos guerreiros em campo…

É FINAL! É DIA DE DE TÍTULO EM JOGO! É DIA DE CORAÇÃO PRA FORA DO PEITO!

FORÇA, PALMEIRAS! CHEGOU A HORA… VAMOS BUSCAR/GANHAR, PORCOOOO!!!