Passado o susto, ou quase susto, eu poderia resumir assim o primeiro jogo de Libertadores, realizado no Allianz Parque: O Palmeiras fez 2 gols (o juiz ainda meteu a mão nele), o Rosario perdeu uma penalidade e não marcou nenhum.

Porque foi exatamente o que aconteceu, mas, as circunstâncias…

Antes do jogo, a Rua Palestra Italia já estava em festa. Muitos torcedores, temendo mais chuva, foram direto pro Allianz Parque (havia chovido um bocado antes do jogo – choveria durante e depois também).

Era climão de Libertadores… mas argentinos e palmeirenses se confraternizavam na Rua Padre Thomaz.

36 mil  torcedores foram pro jogo. E, como sempre acontece, que emoção na hora do hino “à nossa moda”… a voz tropeçava na garganta, mas as lágrimas, sem o menor pudor, saltavam de nossos olhos, como a chuva que caía no campo. E cantar o hino toda arrepiada já é de praxe… “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…”, meu, seu, nosso Palmeiras… no mosaico da torcida o objetivo de todos os palestrinos estava traçado: Queremos a taça.

A partida apresentaria dois tempos de jogo completamente distintos. Mas a pegada foi uma só… de Libertadores. E que pegada. No entanto todo mundo pareceu ter assistido apenas à segunda etapa, mas muita coisa importante aconteceu antes. Coisas que poderiam ter decidido a partida nos primeiros 45 minutos.

No primeiro tempo, apesar do time meio manco que o MO anda mandando a campo (coloca meia nesse time, MO!), o Palmeiras fez a sua melhor partida no ano – eu sei que as anteriores não foram grande coisa -, e foi melhor que o Rosario, teve as melhores chances. Rosario, que, segundo a imprensa, era um bicho-papão e ia vencer o Palmeiras – para muitos, ele ia até golear, né “Armário” Cezar?

Logo no início de jogo, bola levantada na área do Palmeiras, Prass e o atacante foram na disputa e o goleiro foi atingido na cabeça. O juiz deixou por isso mesmo. Um minuto depois, Cristaldo levou uma sarrafada, e o juiz mandou seguir… Hmmmm

Cristaldo enfiou uma bola linda pro Dudu, e ele chutou pro gol, tirando do goleiro… a bola passou raspando,  pegou a trave. Isso aumentou ainda mais o volume da torcida… que energia no Allianz.

Robinho pegou uma sobra do goleiro, que se atrapalhou todo com a zaga depois de um cruzamento do Zé, ajeitou, saiu do marcador (que passou direto por ele), mas mandou pra fora…

O Allianz fervia… a torcida cantava forte. Eu, que teria que sair exatamente aos 45′ do segundo tempo, por causa do horário do trem, torcia para estar tudo resolvido favoravelmente ao Palmeiras antes do apito final, antes dos acréscimos.

O Palmeiras criava chances, chutava a gol, trocava passes… e isso era tudo o que queríamos ver.

O Rosário não levava perigo, mas quase pegou o Palmeiras de surpresa numa jogada ensaiada. Só que ela não tava tão ensaiada assim e deu em nada.

E foi então que Gabriel Jesus avançou veloz pela esquerda, entrou na área e foi derrubado. Veja na imagem abaixo, as pernas de Gabriel sendo atingidas pelo marcador que está à frente do argentino de número 29 (eram dois marcadores em Gabriel Jesus). Olha o pé/perna do sujeito atingindo Gabriel…

Se isso não for pênalti,  eu não sou palmeirense…

pênalti-RosarioCentral-em-Jesus

Pênalti, muito pênalti, mas como o Palmeiras tem Roubocard Internacional… o juiz nada marcou. Difícil assim, né? Jogo de Libertadores, no Allianz Parque, contra argentinos catimbeiros, valendo a liderança do grupo, o seu time sofre uma penalidade dessa e o juiz não marca?

Os parmeras levando cada sarrafada, mas o cartão amarelo só saiu para o Thiago Santos…

A chuva já atrapalhava o jogo, e  impedia que a bola corresse em muitas jogadas de ataque do Palmeiras – deu uma atrapalhada nos hermanos também.

Passava da metade do primeiro tempo quando Prass lançou lá na frente, o zagueiro tentou interceptar e a bola sobrou pra Dudu, que, rápido, deu um senhor passe pra Gabriel Jesus; ele recebeu na área e foi atropelado (eu achei que foi), o zagueiro saiu com a bola mas apareceu o Churry, roubou a bola do Salazar, passou pelo Burgos, que veio em cima dele, driblou o goleiro, sem tocar na bola, só pisando na poça d’água, e meteu pro gol, deixando mais um adversário no chão.

GOOOOOOOOOOOOOL, CRISTALDO, SEU LINDOOOOOOOOOOO!!

Explosão de alegria no Allianz Parque! Gol de argentino raçudo, marrento, argentino parmera! Nosso Palmeiras vencia o time “favorito”  (né, Juca? Né, torcedores profissionais de imprensa?).

Então, quando o Palmeiras muito provavelmente ia fazer o segundo gol (que poderia até ser o terceiro, caso o juiz tivesse marcado aquele pênalti), quando Gabriel Jesus recebeu bola legal e saiu na cara do goleiro, tendo até a opção de encobri-lo (Jesus manja desses paranauês), a arbitragem marcou impedimento.

Olha como tava “impedido” o Jesus! Esse Roubocard Internacional do Palmeiras é uma coisa…

impedimento-Jesus-mal-marcado-favorecendo-Rosario

E olha a continuação da jogada… seria “tão difícil” fazer esse gol, não é? Estava faltando só darem uma camisa do Rosario pro juiz, porque, jogando para os adversários ele já estava fazia tempo.

impedimento-Jesus-mal-marcado-favorecendo-Rosario1

O Palmeiras continuou ofensivo, sofreu muitas faltas que o juiz ora não marcou,  ora não deu cartão, e o primeiro tempo terminou 1 x 0 para o Palmeiras. E ficou barato para os argentinos.

E então,  veio o segundo tempo… os planetas se desalinharam, Marte entrou em Escorpião…

Claro que os argentinos, perdendo, iriam vir pra cima; claro que o Palmeiras iria defender a sua vitória parcial, iria se fechar, mas ninguém imaginou que desse um curto-circuito tão grande no Verdão.

O Rosario veio pra cima, e o Palmeiras parou, só se defendia. Nervoso… e não tinha motivos pra isso, ganhava a partida. Eu tinha vontade de entrar lá no campo e dizer para os nossos jogadores: Quem tá perdendo são eles, baralho! Calma!

O Palmeiras se deixando acuar e o Rosario querendo agredir, juntou a fome com a vontade de comer. Mas um time, não vive só de atacantes, não vive só de gols, não é mesmo?

Prass foi atingido no rosto por um adversário que tentou tocar de carrinho… e o juizão… nada! E o Rosario continuava em busca do gol de empate.

A tensão era grande na bancada…

Robinho tirou uma bola na área, e, na sequência, atingiu o atacante. O juiz marcou pênalti. Mas que cazzo – sempre fico em dúvida nessas ocasiões, porque, para os comentaristas, dependendo de quem está na jogada, ou do time, pode-se levar em conta que o jogador tocou a bola primeiro, visou a bola, como fez o Robinho, e, portanto, não é pênalti, ou pode-se levar em conta que ele acertou a bola primeiro, mas atingiu o adversário na sequência (nem sei se atingiu mesmo) e, então, é pênalti sim.

Aqui, todos foram categóricos em afirmar que o juiz acertou na marcação. No entanto, na Fox Sport da Argentina acharam que não foi pênalti.

O jornal Ole publicou o vídeo, mas você pode assisti-lo no Youtube. E dá para entender quando dizem que não foi nada, que o jogador não foi tocado. E dizem ainda:”Pero igual sirve”, algo parecido a “tanto faz”… Que diferença da imprensa daqui, não?

https://www.youtube.com/watch?v=YwPSw9cg27I

Pênalti marcado – se eles marcassem, a coisa ia engrossar -, jogador se preparando para a cobrança,  e, do outro lado, ele… FERNANDO PRASS… a parmerada, com a maior confiança, gritava o nome de seu goleiro…

Nem preciso falar o que aconteceu, né? Claro que o lindo e maravilhoso do Prass defendeu! Foi lá no cantinho e tirou! #NaMinhaCasaNão

Confesso, nem vi a cobrança. Segurando meu terço verde (sim, eu já o tinha tirado da bolsa), só olhei pra cima e esperei o grito da torcida. Impossível explicar a felicidade de ouvir o grito que ganhou os ares.

PRAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSS!!! Obrigada!

Mas o Palmeiras não aproveitou, não foi pra cima. MO não mudava o jeito do time jogar, e a situação em campo continuava a mesma… O Rosario buscando o seu gol de todo jeito e o Palmeiras defendendo com todas as suas forças.  Que mudança radical em relação ao primeiro tempo. E não conseguíamos entender como o Palmeiras podia ter voltado do intervalo assim.

Porém, muito embora o Palmeiras tenha adotado uma postura suicida em campo, abdicando de atacar, de segurar mais a bola – 27% de posse de bola na segunda etapa. Isso é inadmissível num jogo de Libertadores, em casa, e quando estamos ganhando -, muito embora o MO tenha deixado o time com três atacantes e sem um meia para fazer a bola chegar neles, e por isso abusarmos dos horrorosos chutões, nosso maravilhoso goleiro estava em campo, nossa defesa valente estava em campo e, mesmo os jogadores parecendo muito perdidos, sendo desarmados facilmente, dando a bola de graça, não conseguindo ficar com ela no pé, o time inteiro foi guerreiro,  lutou, e muito, para não tomar gols.

Robinho tirou uma bola difícil, Cristaldo também, todos defendendo como podiam, que aflição, que desespero no Allianz. Mas, quando vi Jesus tirar uma bola muito perigosa na nossa área, falei para os amigos: Se até Jesus tá ajudando a defender, hoje a gente ganha sim.

Mo já tinha colocado Rafael Marques, Arouca e por fim Allione (que já deveria ter entrado muito antes)…

O jogo estava nos descontos, eu já estava indo embora, já tinha descido a escada, com os ouvidos grudados lá dentro, com o coração grudado lá dentro, quando o Glauco, o amigo que ia embora comigo, falou:

– Vem ver daqui, dá pra ver.

– Vamos embora, Glauco, não vai dar tempo. – e fui olhar numa fresta.

– É só um pouquinho, já vamos. Vem olhar daqui que dá pra ver o telão.

E quando olhei pro telão, só vi o Dudu recebendo do Rafa e tocando pro Allione… tudo parecia vazio ali naquela parte do campo (pensei até que não estivesse valendo)… Allione – que tá a cara do Pirlo – recebeu, e, guardadas as devidas proporções, num estilo meio Divino de ser, sem pressa, com uma frieza absurda, passou pelo marcador, dando uma finta leve e chutando com uma puta categoria…

GOOOOOOOOOOOOOOOOL. ALLIONE, SEU LINDOOOOOOOOO!!

O Allianz explodiu lá dentro, o Glauco e eu nos abraçávamos comemorando… quanta alegria, meu Deus! Os funcionários do Allianz nos perguntavam: Foi gol do Palmeiras? FOOOOOOOI!!!! E saímos apressados…

A corrida pra estação em 13 minutos nem foi nada, a chuva nem foi nada… O meu (nosso) Palmeiras vencera! E nada mais importava naquela noite…

Quando uma confederação de futebol, seja ela a Conmebol, a CBF, a FPF, ou qualquer outra, tenta impedir que, num determinado torneio, um clube mande seus jogos em sua arena – arena padrão Fifa -, certamente essa federação está pensando em qualquer outra coisa, menos em futebol.

Quando essa federação exige que o clube esconda a marca do patrocinador que comprou os naming-rights da sua arena, ela não se importa se prejudica esse clube com o seu patrocinador, se o prejudica financeiramente, ou numa eventual renovação de contrato;  no popular: ela quer mais é que esse clube se dane.

Na América do Sul, os clubes de futebol andam passando por várias dificuldades financeiras. Os clubes pequenos estão fechando as portas, ou em vias de; já os  grandes, estão quase todos com a corda no pescoço.

No Brasil, é de conhecimento geral da nação que o último campeão brasileiro – o clube que mais recebe dinheiro em cotas televisivas e foi sustentado com patrocínio do governo até alguns dias atrás -, deve 5 anos em impostos; devia, ou ainda deve, salários; não conseguiu ainda pagar aos seus atletas a premiação pelo título de 2015 e, sem dinheiro, não conseguiu segurar no clube vários dos seus jogadores (só conseguiu manter os árbitros, que estão “jogando um bolão” no Paulistão 2016).

E não é só ele,  tem clube onde vários jogadores tiveram que entrar na Justiça por causa dos salários atrasados – muitos clubes atrasam salários; tem clube (a maioria deles) com dívidas altíssimas… tem clube (a maioria, de novo) que, uma vez que as empresas não andam querendo investir em futebol, só tem patrocínio máster porque é do governo federal (governo, que deixa a população sem recursos, tira até o fígado dos cidadãos em impostos, mas investe loucamente em futebol)… tem clube que ganha estádio – que já está caindo -, construído com dinheiro tomado dos cofres públicos e não consegue vender os naming-rights de jeito nenhum… tem clube que anuncia patrocínio, anuncia investimento de muitos milhões, de empresa que não tem nem CNPJ… tem clube com patrocínio de empresa panamenha, totalmente desconhecida, que na verdade é um site de apostas em futebol (quer coisa mais digna de suspeita do que um clube de futebol ser patrocinado por um site de apostas … em futebol?)… tem clube que anda com medo da Operação Lava Jato da PF…

A coisa tá feia… É uma dificuldade para se conseguir manter um clube de futebol hoje em dia. Uns, trilham os caminhos corretos; outros tentam pagar qualquer atalho, ainda que possam ser atalhos suspeitos…

E então, esquecendo o profissionalismo, vêm as federações – as televisões também -, preocupadas apenas com as suas contas bancárias, com os investimentos de seus patrocinadores, querer atrapalhar os clubes e seus parceiros. Parece mentira, mas confederações e televisão estão prejudicando a maioria dos clubes.

Ninguém se dá conta, mas poucos sobreviverão…

Já cansamos de ver o que acontece, por exemplo, em relação ao nome da arena do Palmeiras, o Allianz Parque. Os profissionais da emissora que detém os direitos de transmissão dos campeonatos não falam o nome “Allianz Parque” de jeito nenhum, seja nas transmissões ou mesmo nos programas esportivos – outras emissoras também se recusam a fazê-lo. Nas transmissões – a TV aberta transmite pouquíssimos jogos do Palmeiras -, mostrar as placas com o nome Allianz Parque então, nem pensar. As câmeras parecem “treinadinhas”.

E qual a vantagem de um clube ter um patrocinador cuja marca não é exposta ? Um patrocinador investe 300 milhões na arena de um clube, mas a CBF, Globo e quase toda a imprensa esportiva escondem a marca? O que eles esperam que aconteça, que o patrocinador desista e não renove o contrato? E o clube que se dane? Como os clubes vão sobreviver se os patrocínios sumirem de vez – sobrarão só os dois que a CBF e Globo querem que sobre? Como vão viver os anunciantes das TVs, se muitos clubes fecharem as suas portas e os torcedores desistirem do futebol? Como viverão os profissionais de imprensa, das notícias polêmicas e distorcidas, ávidas por cliques e acessos?

Por causa dos patrocinadores do campeonato brasileiro e da Rede Globo, e sem que houvesse qualquer regulamento que justificasse a atitude, CBF e emissora fizeram o Palmeiras cobrir as placas com o nome da Allianz, no último Brasileirão (será que acham que a Allianz tem que dar dinheiro para eles também?). A coisa só não deu certo porque torcedores do Palmeiras, revoltados com o abuso, retiraram as faixas que cobriam as placas. E após mais umas duas tentativas sem sucesso, a CBF e a emissora desistiram da “empreitada”.

E aqui, vale lembrar, a mesma Globo que esconde o nome do Allianz Parque – na TV aberta e na TV paga também – por causa dos seus patrocinadores, já tinha prometido a Andrés Sanchez falar o nome do estádio doado ao Corinthians, caso ele vendesse os naming-rights da arena, e não importando para quem vendesse (segundo a imprensa, que faz um lobby desgraçado pra isso, ele está “quase fechando” um contrato de naming-rights, desde 2013″)

E então, em 2016, entra em cena a Conmebol! Aquela mesma, que não puniu  o clube brasileiro cuja torcida foi responsável pela morte de um garotinho, um torcedor boliviano, atingido por sinalizadores adversários (um jogo com portões fechados – e 3 torcedores burlando a proibição – não pode ter sido uma punição para uma morte, não é mesmo?) , mas que eliminou de uma competição um clube argentino cuja torcida usou gás de pimenta em jogadores rivais, e deu a ele uma suspensão de 8 jogos, que logo foi diminuída para 2.

Com morte em estádio, gás pimenta em jogadores, a Conmebol é bastante condescendente (segundo as punições dadas por ela, a morte foi menos grave do que o uso do gás pimenta), mas em relação à grana a coisa parece mudar de figura. Pra não mostrar o patrocinador da arena palmeirense, para não mostrar o nome “Allianz”, a inflexível Conmebol, queria proibir o Palmeiras de mandar seus jogos da Libertadores 2016 no Allianz Parque, caso ele não cobrisse as placas na sua arena. Então, segundo as notícias de hoje, ficou decidido que as placas serão cobertas. Tá bom pra você, palestrino?

“Não está certo, mas é o regulamento da competição”, dirão alguns.

Vejamos o que diz o regulamento…

18.2 Derechos de Patrocinio y Publicidad Estática

c) Los clubes que oficien de locales en partidos oficiales de la Copa Bridgestone Libertadores, conforme al Manual Técnico: Derechos de Patrocinio, tienen la obligación de entregar para sus respectivos juegos el estadio libre de todo tipo de publicidad, inclusive institucional y/o nombres y símbolos de clubes y/o asociaciones que no participan en la edición actual del Torneo, con la responsabilidad intransferible de retirar o cubrir la exposición comercial de las marcas que estén allí presentes. Este compromiso también aplica para aquellos casos en los que el equipo, por decisión propia o por circunstancias especiales, debe jugar en un estadio diferente al que habitualmente utiliza para sus partidos de local.

Nem precisamos entender muito de espanhol para compreendermos que “os clubes têm a obrigação de entregar para os seus jogos o estádio livre de todo tipo de publicidade, inclusive institucional e/ou nomes e símbolos de clubes e/ou associações que não participam na edição atual do torneio, com a responsabilidade intransferível de retirar ou cobrir a exposição comercial das marcas que estejam ali presentes…”

http://www.conmebol.com/sites/default/files/reglamento_copa_libertadores_2016_-_edicion_final.pdf

Mas será que é assim mesmo que acontece?

O Toluca não precisou esconder placas de publicidade com a marca da cerveja “Corona” de seu estádio, tampouco foi ameaçado de mandar seus jogos em outro local. Jogou numa boa e sem problema ou encheção de saco alguma.

patrocínio-Toluca

O símbolo do América-MG, dono do estádio Independência, que não participa da edição atual do torneio e, portanto, não poderia aparecer de jeito nenhum, não precisou ser coberto, como prevê o regulamento, e isso já aconteceu em mais de uma edição da competição. Será que  o América-MG anda disputando a Libertadores, será que ele está nessa edição atual e a gente não sabe, dona Conmebol?

estádioIndependencia

Na verdade, e estou editando o texto com mais um parágrafo e essa outra informação, o América peitou a Conmebol, se recusou a aceitar que a identidade visual do seu estádio fosse alterada e a Conmebol esqueceu o regulamento e liberou o símbolo do América.

Conmebol-regulamento-América

Conmebol-regulamento-América2

Conmebol-regulamento-América1

Como você pode observar meu caro leitor, assim como no “livro de regras” das arbitragens, ou no “livro de regras” dos jornalistas – no qual eles se baseiam para falar de maneiras diferentes , de times diferentes em situações semelhantes -, o regulamento da Conmebol também é dúbio, camarada com alguns e rigoroso com outros e pode ser “esquecido”, “deixado de lado” dependendo da conveniência ou do tamanho da encrenca (se está no regulamento tem de ser cumprido, não é mesmo? Qual a finalidade de um regulamento que uns cumprem e outros não?).

E a imprensinha, que fez um escarcéu danado pelo possível veto ao Allianz Parque, não falou, não lembrou do regulamento, que foi deixado de lado, quando o América peitou a Conmebol.

E ficamos pensando… que cazzo de federação é essa, que não exige que todos os clubes cumpram o regulamento igualmente? É só o Palmeiras que precisa cumpri-lo à risca?

Não sei se é a Conmebol mesmo que faz questão disso, ou se é a parceira da Conmebol, a dona dos direitos televisivos, que nunca diz o nome “Allianz Parque” que está mais interessada em esconder o “Allianz”. Fico na dúvida (acerta com o EI, Palmeiras, e já começa a dar um pé no traseiro de quem tanto esconde os seus jogos, as marcas dos seus patrocinadores e, por causa disso, o prejudica)…

Eles podem proibir, podem atrapalhar o Palmeiras e demais clubes com essa proibição, e o Palmeiras certamente não irá contra o regulamento, nem poderia – a WTorre já anunciou que retirará as placas.

No entanto, nós, torcedores, poderemos escrever “ALLIANZ” na testa, nas bandeiras… e onde mais /e do jeito que a nossa imaginação mandar.

Poderemos gritar “Allianz” durante a transmissão, como se gritássemos o nome de um jogador. A acústica do Allianz Parque é excelente.

E já pensou que legal, na hora do hino, a Que Canta e Vibra resolver entoar um: “PALMEIRAS, MEU PALMEIRAS, DO ALLIANZ PAAARQUE…” ?

A nossa torcida é muito inteligente e criativa. Vai ser um jogão… 😈

Corre comprar o seu ingresso, amigo palestrino! Quase 30 mil já foram vendidos – o meu tá garantido.

O Caldeirão Verde vai ferver!! E o Porco vai pegar!!

♪ ♫”PQP, é o melhor naming-rights do Brasil… Allianz!!”♫ ♪

 

P.S -Meus agradecimentos ao Arthur Carvalho pela inestimável ajuda nas pesquisas.

O Palmeiras estreou na Libertadores com um 2 x 2 diante do River-URU. Um resultado ruim? Não. Em Libertadores, um empate fora de casa não é um mau resultado, porém, porque o time do River é um time fraco, e porque poderíamos tê-lo vencido – estivemos à frente do placar por duas vezes -, porque demos mole no gols que eles fizeram, acabamos achando bem ruim o placar final.

Isso é normal, e as críticas e cobranças que vieram depois são justas – não confunda esculhambar o time com cobrar um futebol melhor -, e fazem parte da relação time-torcedor.

Mas, para que sejamos justos também, é preciso admitir que o Palmeiras se apresentou melhor do que nas últimas três partidas, com uma postura melhor, só que ainda errando muitas coisas, ainda desorganizado coletivamente (força, MO, muda esse esquema aí. Coragem!). Falta um camisa 10 no time, e falta muito,  daquele, que sabe das coisas, que veja os espaços escondidos – a diretoria esqueceu dessa contratação quando dispensou Valdivia; falta também um companheiro para Vitor Hugo na zaga, um xerifão – Roger começa a agradar a torcida.

No entanto, tivemos bons momentos na partida, daqueles de pular do sofá. Que passe bonito do Dudu pro gol do Jean, e que conclusão certeira, de bico, de quem sabe quando o óbvio é a melhor opção pra se balançar a rede. Que jogada linda, no chão, no gol do Jesus, que passe maravilhoso, de peito(!!!), do Alecsandro. Tivemos outras oportunidades em que a bola passou pertinho.

Vale lembrarmos que o Palmeiras foi ao Uruguai com o seu cartão “Roubocard Internacional”, e foi roubado fora de seu país também. Erik sofreu pênalti e o juiz não viu nada demais, mas, em compensação, qualquer encostada nos uruguaios, que “apitavam a partida”, era falta, e muitas delas ainda eram desnecessariamente punidas com cartão. E os jogadores do River não se faziam de rogados, qualquer encostada parecia facada, tiro, dengue, zika, chikungunya…

A rigidez da arbitragem era via de mão única. O juiz deixava de marcar muitas faltas duras sofridas pelos palmeirenses e, quando marcava, deixava de amarelar os atletas que mereciam cartão – mas amarelou meio time do Palmeiras. E eu ficava pensando por quais motivos um time tão sem expressão como o River tinha essa moral toda com a arbitragem…

Mas, depois que o jogo acabou, parecia que o Palmeiras tinha sido eliminado da competição – na primeira partida da Fase de Grupos -, e “levando 7 x 1 da Alemanha”. Um escarcéu! A imprensinha aproveitou a brecha, tentando fazer o início do voo 2016 do Palmeiras atravessar uma grande turbulência …

Juca KPTfuro, aquele, que faz vistas grossas pras mazelas do seu time (e do seu partido), que nada fala dos patrocinadores sem CNPJ, ou do panamenho site de apostas, mas que aponta qualquer cisco no olho do vizinho, tratou logo de publicar: “Empate complica o Palmeiras”. Oi?? Se complica o Palmeiras, visitante, o que dizer do dono da casa então? Já está eliminado? E os outros dois do grupo, que ainda vão jogar, só têm duas possibilidades de resultado: empate, ou a vitória de um deles. E se empatar, os dois estarão complicados também? E, no caso de vitória de um deles, o que perder, já se estrepou?

É “boa vontade” demais do jornaleiro “complicar” o Palmeiras na primeira partida da Fase de Grupos, você não acha? Mesmo porque, ninguém pode afirmar quem vai ganhar de quem antes dos jogos acontecerem; ninguém pode garantir que Nacional e Rosario, do grupo do Palmeiras, vão fazer 6 pontos diante do River por mais que isso pareça provável. Será que ele, jornaleiro, já esqueceu “daquele” time brasileiro que escolheu o Guarani-PAR, numa outra Libertadores, por esse time ser o mais fraco do grupo, e que acabou sendo eliminado por ele? Já esqueceu do Tolima?

Esqueceram que o campeão da Copa do Brasil 2015 tinha empatado com o Sampaio Correia, fora, e  com o Asa, no Allianz Parque, no início da competição? As pessoas parecem “esquecer” certas coisas de propósito.

O SPFW , há poucos dias, pela Pré-Libertadores, empatou lá no Peru com o “poderoso” Cesar Vallejo.

Mas as notícias… como elas são diferentes para times diferentes e resultados semelhantes (a imprensa é descaradamente parcial). Para o SPFW, mesmo jogando um mata-mata, ninguém achou ruim, nem mesmo preocupante, ele ter empatado com o fraquíssimo Cesar Vallejo.

Numa análise do jogo, encontrada num blog, na página do SporTV, tem até uma explicação para ninguém achar nada sobre esse empate:

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Porque é início de ano, não dá mesmo para comentaristas, blogueiros e palpiteiros tentarem adivinhar o futuro dos times. Isso é verdade e me parece bastante sensato. Ninguém pode adivinhar, ainda mais em começo de temporada (pena que com um outro empate em início de temporada o jornalista mude o seu tão sensato e condescendente critério).

A análise continua…

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“Mas tem que separar o resultado do desempenho” (só quando convém?), “É muito melhor empatar jogando bem do que ganhar sem convencer”. Oi?? Melhor empatar do que ganhar?? Em mata-mata de Libertadores? Aham… ( ah, se o Brasil tivesse ganhado da Alemanha jogando mal, né? D-u-v-i-d-o que teria um jornaleiro sequer para reclamar disso).

E todas as notícias foram boazinhas com o empate leonor no Peru – empatar fora só passa a ser ruim, só vai complicar mesmo, se o time jogar de verde e morar nas Perdizes…

empate-bambiempate-bambi1empate-bambi2No jogo da volta, o São Paulo não jogou bem e ganhou por 1 x 0, gol marcado  aos 43 do segundo tempo. Mas quem lê…

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E qual foi a pauta da análise do “jornalista sensato”? Preferiu encher a bola do jogador que fez o gol e, do time mesmo, só falou isso:

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Justiça? Mas não era ruim ganhar sem convencer? Então, né?

Vejamos o que disse a imprensinha sobre o empate do Palmeiras…

Antes mesmo da partida, já éramos brindados com notícias sem noção e essencialmente venenosas:

Rival da estreia na Libertadores gasta em um mês o que Palmeiras

ESPN.com.br – ‎16 de fev de 2016‎
De acordo com o jornal uruguaio El País, o custo mensal do River é de US$ 150 mil (cerca de R$ 600 mil), enquanto o custo anual é de US$ 1,8 milhões (R$ 7,2 milhões). … O Palmeiras, por sua vez, trabalha com gastos de R$ 330 milhões para 2016.
Veneno puro… O que se apreende das entrelinhas é: “torcedor palmeirense, o seu time tem a obrigação de ganhar”(só o meu?). Não teria outro motivo para que se comparassem os gastos mensais dos clubes. Mesmo porque, o que o Palmeiras tem a ver com os gastos do  adversário? E o que a imprensa tem a ver com os gastos do Palmeiras? É o Palmeiras, e demais clubes, que abrem a possibilidade dos jornaleiros esportivos estarem empregados e não o contrário.
(Será que a ESPN calculou quanto gastava o Corinthians quando foi eliminado pelo Guarani-PAR, ou pelo Tolima? Calculou a diferença de gastos com o Cobresal, de quem só conseguiram ganhar, com um gol contra, aos 47′ do segundo tempo? Comparou a folha dos bambis com a do Cesar Vallejo? Com a do Strongest? Com a da Ponte Preta, quando essa eliminou o time leonor de uma outra competição?).
As palavras são escolhidas “a dedo”…”bobeia”, “tropeça”, “velhos erros”, “desperdiça”, “tem que vencer”…
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E, veja na imagem abaixo, o mesmo jornalista, tão sensato e condescendente com o SPFW, pareceu mudar de ideia sobre times em início de temporada quando se referiu  ao Palmeiras : “Time grande TEM QUE atacar, ter volume de jogo E, NATURALMENTE, VENCER NA SUA ESTREIA“. Só vale pro Palmeiras esse “tem que, naturalmente, vencer na sua estreia”?

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Ele afirma que “o resultado foi péssimo”. E coloca nas linhas e entrelinhas que Marcelo Oliveira, que acabou de nos dar um título nacional, será demitido se o Palmeiras não ganhar do Santos. A imprensinha parece fazer de tudo para fritar o MO. Pra jogar a torcida contra time, técnico e diretoria. É turbulência no Verdão o que ela quer.

Mas aí… o dia amanheceu, a tarde passou e chegou a noite do dia seguinte… E o SPFW, jogando aqui em SP, perdeu do Strongest, que não vencia uma partida de Libertadores fora de casa há 34 anos.

Imagina se fosse com o Palmeiras? Mas pra eles não tem tropeço, não tem resultado péssimo… não tem gasto mensal  dos dois clubes, o jornalista que acha que time grande tem que vencer, o que tem que fazer valer a folha salarial mais alta do que a do adversário, no final do dia seguinte ainda não tinha escrito nada sobre esse jogo. Os demais, além de algumas poucas manchetes falando em vexame, foram na mesma alisada de sempre:

São Paulo pressiona, cai em ‘pegadinha’ do Strongest e perde na
ESPN.com.br

Pegadinha? O que a ESPN chama de “pegadinha” é uma jogada ensaiada, trabalho de técnico e time.

São Paulo abre a Libertadores com derrota para Strongest

Terra Brasil
Yahoo Esportes
ESPN.com.br
SPNet
Compare duas notícias juntinhas… de um empate fora e uma derrota em casa. Parece até que, pra ESPN,  uma derrota é melhor do que um empate.
O Palmeiras empata, fora de casa, e é tropeço. O SPFW perde, em casa, mas “liderou em passes e pecou na pontaria” .
Passes e posse de bola dá ponto para o clube que perdeu a partida? Classifica times?  A ESPN estava só tentando fazer parecer menos horrível o fato de o SPFW ter perdido em casa para um time mixuruca, e de folha mensal menor do que a dele (ela não falou nada sobre isso também). E por que  alivia pra um  e bate no outro, né? Raivinha desse outro? Que coisa “profiçionau”.
E se para o Palmeiras, que empatou fora, a imprensinha diminui as chances de classificação, se para o Palmeiras “complicou”, foi tropeço, para quem perdeu em casa não foi quase nada:

Acredita, São Paulo! Bauza classificou San Lorenzo campeão com 8 pontos

Patón conseguiu classificar time argentino com duas vitórias e dois empates na fase de grupos da Libertadores de 2014. Vice, Nacional teve o mesmo desempenho

(Só o Palmeiras é que não pode se sair bem tendo empatado a primeira, não é?)

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/sao-paulo/noticia/2016/02/acredita-sao-paulo-bauza-classificou-san-lorenzo-campeao-com-8-pontos.html
E o mesmo se deu em relação ao S.C.Itaquera. Quem assistiu ao jogo na TV, viu que ele não jogou nada, que teve apenas sorte de o adversário ter marcado contra, aos 47′ do segundo tempo. Quem assistiu na TV, ouviu Galvão Bueno dizer que o jogo era ruim, que o time de Itaquera não jogava bem. Ouviu também ele perguntar ao Casagrande: Você acha que foi merecida a vitória? E o Casagrande responder que não, não tinha sido merecida.
Mas, nas notícias da mesma emissora onde ouvimos essas coisas, aquele time que não jogou nada diante de um fraco Cobresal, virou time firme e competitivo. E o técnico que não  conseguiu que seu time produzisse nada, nem balançasse a rede, “vai conseguindo reconstruir a equipe” (a juizada ajuda a reconstruir a equipe, né?), mesmo tendo vencido depois de um cruzamento mixuruca, que não ia dar em nada, ter sido colocado dentro do gol por um adversário meio desastrado.
Estreia-Itakera-Liber
Cadê o “gol contra” no título? Não tem!
www.lance.com.br/corinthians/libertadores-timao-sofre-chile-mas-marca-…
Aqui, também não tem nada de gol contra.
noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/…/cobresalxcorinthians.htm
Nem aqui…
novojornal.jor.br/…/no-apagar-das-luzes-corinthians-arranca-vitoria-cont…
Ou aqui… A imprensinha torna fácil a vida de alguns times, não?
O autor do tweet que você vai ler abaixo, parece até que desabilitou até o cérebro pra escrever:

Gol do Corinthians no finalzinho. Estratégico, cirúrgico, no estilo Tite. Meu palpite.

Fico imaginando como poderia um gol contra ser estratégico e cirúrgico… E ao estilo Tite… Será que o Tite combinou a estratégia com o adversário no vestiário? E aos 47, no “momento cirúrgico”, avisou ao seu time – que não jogou nada a partida toda – pra chutar em cima do adversário que ele ia colocar a bola pra dentro, porque estava combinado? Por que ele tinha montado essa estratégia? Que vergonha dessa imprensa! Que nível rastaquera.

E vai ser assim em todos os jogos, amigo palestrino, em todos os campeonatos… vai ser assim o ano todo, como tem sido em todos os anos  – segundo a imprensa toda, não íamos ganhar a Copa do Brasil, seríamos goleados pelo Santos nas duas partidas, lembra? E muita gente caiu nessa…

E é por isso que temos que defender o Verdão e ficar de olhos bem abertos… sempre.

Quando começou o ano de 2015,  tudo o que nós queríamos era conquistar uma vaga na Libertadores 2016.

Conquistamos muito mais coisas ao longo de 2015… Um vice-campeonato paulista, um título maravilhoso da Copa do Brasil… conquistamos, ou melhor, ratificamos a soberania do Palmeiras em disputas nacionais. Sim, o nosso Palmeiras, com 12 conquistas nacionais,  é o maior campeão do Brasil.

E de quebra vieram os aperitivos… desclassificamos os gambás lá na impressora, ganhamos de novo deles, e de novo no Esmolão…

Demos uns sacodes nos bambis, com gosto de chocolate e coberturas de requintes de crueldade (né, Robinho?)… ganhamos um “Rio-São Paulo” quando batemos todos os grandes times dos dois estados… vibramos com gols maravilhosos… vimos nosso time com garra… voltamos a ter o nosso caldeirão, o Allianz Parque, onde o Santos, e a empáfia de alguns de seus jogadores, amarelaram na final…

E bebemos a alegria de ver jogadores guerreiros em nosso time, e vimos que as suas lágrimas de alegria eram iguais às nossas… Conquistamos um título com um gol de Prass e canonizamos mais um goleiro… e celebramos o primeiro título do Allianz Parque.

E, o melhor de tudo, recuperamos o respeito de todos.

Aqui estamos nós, começando 2016… e hoje é o primeiro jogo da Libertadores, com a qual tanto sonhamos em 2015. O Verdão vai estrear diante do River-URU, lá no Uruguai. Goleamos eles na pré-temporada, lembra?

E sobre esse jogo,  baseada no futebol que tenho visto nessas três primeiras rodadas de Paulistão, eu diria que qualquer resultado é possível nessa partida. No entanto, meu coração já gritou aqui, e ele diz que tem vitória do Parmera hoje!

Se o Palmeiras jogar direitinho, não dá mesmo pros uruguaios. O maior adversário do nosso time, nesse comecinho de ano,  é (tem sido) ele mesmo.

Nós sabemos que qualquer campeonato que o Palmeiras dispute é importante, pode ser até de botão. No entanto,  teríamos que ser muito dissimulados pra fazer de conta que não damos “A” importância pra Copa Libertadores.

Não a disputamos todo ano; conquistá-la, dá vaga para o mundial de clubes (tem quem pule o “vestibular” pra “entrar na faculdade”)… conquistá-la, faz o clube ser o Campeão da América, e é claro que nossos olhos crescem, e muito, para essa competição. Ganhá-la depende de um monte de coisas e circunstâncias, mas, querê-la, depende só da nossa vontade, da vontade dos jogadores, técnico e diretoria. Não tem um torcedor que a descarte… não tem um jogador e técnico, da América do Sul, que a menospreze.

E é por isso mesmo, porque nós queremos essa Copa também, que o apoio ao Palmeiras deve ser total, sem  “terrorismo amigo” com o nosso time.  SÓ APOIO, E COM MUITO ALTO ASTRAL! Vai dar certo!

Nossa maravilhosa torcida fez magia na Copa do Brasil, e, aposto, vai fazer de novo.

Ah, e tem mais uma coisa… desejo toda a sorte do mundo pro MO! Não quero que ele se saia mal para que tenha força alguma crítica que tenho feito a ele, para que eu tenha razão. Nada disso, e muito pelo contrário!

QUERO QUE O MO MANDE MUITO BEM! E que Deus o abençoe e ilumine – abençoe e ilumine nossos jogadores também -, e que ele inicie hoje a conquista de mais um título no Verdão!!

Força na peruca, MO!! TAMOJUNTO! FORÇA, PALMEIRAS!!

América, aí vamos nós!!

O Palmeiras vai disputar a Libertadores 2016. Mas isso não é nenhuma novidade, como alguns tentam fazer parecer.

O Palmeiras – ao lado do Grêmio – é o segundo clube brasileiro com mais participações em Libertadores. São 16 participações da Sociedade Esportiva Palmeiras no torneio: 1961, 1968, 1971, 1973, 1974, 1979, 1994, 1995, 1999, 2000, 2001, 2005, 2006, 2009 e 2013, 2016.

O Palmeiras tem um título conquistado (1999), três vice-campeonatos (1961, 1968, 2000), dois terceiros lugares (1971 e 2001) e uma quinta colocação (1995). Só não disputou mais um título, o da Libertadores 2001, porque o famigerado Ubaldo Aquino não deixou. Ele assaltou o Palmeiras na primeira partida da semifinal, na Argentina, lembra?

UbaldoAquinoUbaldoAquino2 UbaldoAquino3 UbaldoAquino4

E tem mais, o Palmeiras, que já desclassificou do torneio continental o seu grande rival, SC Itaquera, por duas vezes (1999 e 2000), marcou história ao ser o primeiro clube brasileiro a chegar em uma decisão de Libertadores. O fato ocorreu em 1961, logo na segunda edição do torneio.

E o Verdão, que ganhou a vaga para a Libertadores 2016 na raça, conquistando a Copa do Brasil, mesmo tendo sido garfado em quase todas as partidas importantes – inclusive, na final -, fez placares memoráveis ao longo de suas participações na Libertadores, em casa e como visitante também:

Universitário 2 x 5 Palmeiras – 1979
Palmeiras 6 x 1 Boca Juniors – 1994 (Meteu uma sonora goleada no bicho papão da competição, que tem 6 títulos em 10 finais. E isso no tempo em que o Boca jogava muito, corria em campo, catimbava, batia, não fazia corpo mole)
Palmeiras 4 x 1 Velez – 1994
Palmeiras 7 x 0 El Nacional – 1995
Palmeiras 5 x 1 Grêmio – 1995
Cerro Porteño 2 x 5 Palmeiras – 1999
Palmeiras 3 x 0 River Plate – 1999
Sport Boys Callao 1 x 4 Palmeiras – 2001

Sabe nada de Libertadores o Verdão, né? Mas, porque o Zé Roberto teria dito que o quadrangular que o Palmeiras foi disputar no Uruguai – ele vai fazer a final hoje – durante a pré-temporada “servirá de aprendizado, uma vez que tem equipes no torneio que o Palmeiras enfrentará na Libertadores 2016, e também porque, jogando juntos, agora o Palmeiras vai poder ter um time-base antes de começar o Paulista”

… a rgt aproveitou a deixa, deu uma distorcidinha básica, e jura que ele foi disputar o quadrangular no Uruguai, durante a sua pré-temporada, pra “aprender Libertadores”. Aham.

rgt-libertadores

É muita vontade de querer colocar um título “mandrake” em uma notícia do Palmeiras, não é mesmo? Muita vontade de querer fazer parecer que o Palmeiras é novato na competição e precisa aprender sobre ela…

O Palmeiras que trate de se precaver contra as forças ocultas… Elas querem a “espanholização” do futebol brasileiro… e o Verdão atual, bem administrado, próspero, com time bom, boas contratações, anda atrapalhando um bocado.

Na sexta feira (21), no Museu do Futebol, no Pacaembu, foi realizado um talk-show com o ex-goleiro Marcos e o escritor Nicholas Vital, para jornalistas e convidados. A ação fez parte do lançamento do livro “Libertadores – paixão que nos une”. Patrocinado pela Bridgestone, este é o primeiro livro, em português, que retrata a história completa do mais importante torneio de futebol interclubes das Américas – a Copa Bridgestone Libertadores.

O livro,  publicado também em espanhol, mostra de uma forma bem abrangente, a história do campeonato, os grandes craques, infográficos, dados detalhados de tudo o que o apaixonado por futebol gostaria de saber sobre a competição, além de várias imagens inéditas, depoimentos marcantes de jogadores, técnicos, dirigentes e jornalistas, que revelam os bastidores, mitos e curiosidades da Copa Bridgestone Libertadores, desconhecidos pelos torcedores.

O melhor, mais famoso e querido goleiro deste país, o nosso São Marcos, ao lado de Nicholas Vital, o escritor do livro,  foi a estrela da noite, que contou com a presença de grande número de jornalistas e convidados.

Certamente não havia só palmeirenses ali, mas você não imagina o frisson que a presença de Marcos causou.  Era visível o quanto as pessoas que estavam ali o admiravam. Senti um orgulho tão grande, sem contar aquela sensação de “posse”,  que nós, palmeirenses, sentimos em relação ao Santo. Algo do tipo: “ele é nosso!”.

Antes que ele subisse ao palco, foram mostrados trechos do filme “Santo Marcos 12”. Cada vez que revejo as defesas do Marcão, uma atrás da outra, de uma vez, sinto de novo o impacto que elas tiveram em mim na ocasião em que aconteceram, fico sem fôlego e, mesmo tendo visto, ao vivo, e comemorado cada uma delas, custo a acreditar que elas  aconteceram. Tive que brigar com o meu sangue verde para não chorar ali. Marcão tira a gente do normal, mexe com todas as nossas melhores emoções.

Marcos e o escritor, sentados no palco, respondiam as perguntas dos jornalistas, dos convidados, e é claro, que a maioria delas eram dirigidas ao ídolo do Palmeiras e do Brasil, o goleiro pentacampeão do mundo, o goleiro que, na Libertadores de 1999 (nas duas seguintes também), conquistou o Brasil e ganhou morada definitiva nos corações palmeirenses.

E como era Marcos o entrevistado, era óbvio que as respostas seriam agradáveis divertidas, e fariam a platéia rir várias vezes. Naquele seu jeitão simples, bonachão, de quem não precisa fazer pose para ser notado,  para ser tão grande como é, Marcos respondia a todos com tranquilidade e simpatia, até mesmo a um antipático jornalista, que fez a indelicadeza de lhe perguntar sobre o jogo contra o Manchester (eu achei a pergunta indelicada, desnecessária e fora do assunto “Libertadores”, a pauta da noite).

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E no Museu do Futebol, o ídolo, que foi e ainda é o melhor goleiro do país, lembrava as marcantes vitórias sobre o Corinthians na campanha de 1999:

“Os dois times já tinham algumas participações na Libertadores, mas nunca haviam conquistado o título. Esse tipo de partida é legal para quem torce, mas péssimo para os jogadores, porque a pressão da imprensa e da torcida é imensa. Tivemos a felicidade de vencer, mas a pressão foi absurda, maior até do que na final”, disse Marcos.

No ano seguinte, o Palmeiras voltaria a eliminar o Corinthians nos pênaltis, desta vez na semifinal da Copa Libertadores. “Isso mostra que os times naquela época eram muito parecidos”, recordou Marcos, responsável por defender a cobrança de Marcelinho Carioca (qual palmeirense se esquece desse momento?) .

Em 2001, o Palmeiras estaria mais uma vez na final, não fosse a calamitosa arbitragem (assalto) de Ubaldo Aquino na primeira partida – na segunda partida,  o Boca ficaria com a vaga nos pênaltis. Marcos lembrou a pressão que era, naquele tempo, jogar em La Bombonera:

“A Bombonera é um estádio de muita pressão. A torcida fica em cima e você não consegue se comunicar. Além disso, o Boca catimba muito. É um time especializado em te deixar nervoso, e muitas vezes o árbitro acaba deixando isso acontecer”.

Perguntado sobre como foi sair do banco e substituir Velloso durante a competição, a resposta veio sincera e divertida:

“Na época, foi terrível. O Velloso era experiente e estava bem na competição, enquanto eu tinha poucas partidas como titular do Palmeiras. Foi uma semana de muita oração, mas no final deu certo. Antes de um jogo como esse, você torce até para se machucar nos treinamentos durante a semana”, disse Marcos, arrancando risos da platéia.

Poderíamos ter ficado um tempão ali, ouvindo o Marcos responder às perguntas, contar suas histórias. Mas ele e o escritor ainda teriam muito o que fazer. Do lado de fora do auditório, numa continuação do coquetel do início da noite, haveria uma sessão de autógrafos e fotos com o ídolo e com o autor do livro. E a fila era grande, assim como era grande a alegria dos que ganhavam autógrafos e tiravam fotos com o maior goleiro do Brasil que, para mim, é muito mais do que isso, é o santo da minha devoção.

Marcos-autógrafos

E os que as conseguiam fotos, orgulhosos, mostravam as imagens para os que ainda estavam na fila. Não preciso nem falar que eu também entrei na fila, né?

Agora, vou ler o livro que ganhei. Vou ler as histórias dos campeonatos da América e reviver uma Libertadores que me fez tão feliz. Vou guardar com carinho o autógrafo e a foto do mais maravilhoso goleiro que vi jogar, cujas mãos escreveram a história de uma Libertadores que trago escrita na alma.

Até a próxima postagem, amigo leitor. E vamos torcer pelo Verdão na partida diante do Botafogo!

Esse texto foi escrito há alguns anos. Resolvi republicá-lo para relembrar aquele 16 de Junho, pra relembrar aquele campeonato conquistado. Comecei aquele dia, chorando de tristeza e ansiedade; tristeza, por não ter ingresso para ir ao Palestra, e  ansiedade, pelo título inédito. Ao final daquele mesmo dia, eu choraria de felicidade… uma felicidade tão grande que nem caberia no peito…

16 de Junho de 1999… que dia foi aquele… Eu nem tinha conseguido dormir à noite. A cabeça pensando, pensando, sem parar. Tentando imaginar qual seria o desfecho da partida que teria início logo mais. Algumas horas apenas nos separavam de um sonho. E ele parecia tão real, naquela manhã. O coração apertado, nem me deixava engolir o café da manhã. Evair, Zinho, Alex, César Sampaio, Arce, Euller, Junior Baiano, Cléber, Junior, Galeano, Paulo Nunes, Sérgio, Roque Junior, Oséas, Marcos… o que será que eles estariam fazendo àquelas horas… Muito provavelmente estariam dormindo. Será que estavam nervosos, ansiosos, assim como nós?  Claro que sim, né? Conquistar a Copa Libertadores seria um feito único, inigualável, inesquecível.

Eu confiava tanto, mas tanto em Felipão, que tinha quase certeza do título. Mas, claro, sempre tem o inesperado, os juízes e suas “falhas”. Ai que meeedo! Eu, que tinha ido em quase todos os jogos do Verdão, estava de fora da final. Mesmo tendo ficado na fila, lá no Palestra, desde muito antes da bilheteria abrir, não consegui comprar ingresso. Eles acabaram sem que a fila tivesse andado 20 metros. Disseram que Mustafá tinha “sumido” com uma boa parte, para distribuir como cortesia. E muitos dos torcedores, reais, que vivem e respiram Palmeiras vinte e quatro horas por dia, iam assistir na TV. As horas passavam e o momento tão esperado ia chegando. Quem disse que eu almocei? Trabalhar foi um suplício. Durante a tarde, a cada vez que imaginava o apito final, eu já não conseguia segurar as lágrimas… “Meus Deus, por favor, permita que eu tenha essa alegria…” – era a única coisa que eu conseguia rezar.

Se você me perguntar o que eu me lembro do jogo, direi que quase nada, mesmo me lembrando de tudo. Era como se eu estivesse no meio de uma nuvem. Não conseguia ficar à frente da TV. Andava de um lado pro outro, tentando me acalmar, e rezando. O Palmeiras em cima, e a bola ia na trave, ou raspando…Parece mentira mas, quando a aflição já não cabia mais no peito, quando já era o segundo tempo, eu peguei uma imagem de Sto Expedito, num papel, e corri pro quarto rezar a oração que estava escrita no verso. No exato momento em que acabei a oração eu escutei: “Pênalti para o Palmeiraaaas!”. Deus do céu! Quase caí dura! Evair ia cobrar, eu não parava de tremer. Ele foi prá bola e guardou!!!!! GOOOOOOOOOOOOOOOOL! Obrigada, Santo Expedito! Obrigada, Evair!

Jogo de Libertadores é sempre difícil, catimbado e os piores para acalmar o coração do torcedor. Só que Junior Baiano fez pênalti e o Deportivo empatou. Nós tínhamos perdido a primeira por 1 x 0 e agora tínhamos que ganhar, ou ganhar. Lá pelos 30′, Euller lançou Junior na esquerda, que cruzou na área e encontrou Oséas que enfiou pras redes. Ubaldo Aquino, maledeto, ainda expulsou Evair, no finzinho. Eu que nem bebo, tomava vinho para acalmar… O juiz apitou e a decisão seria nos temíveis pênaltis. Eu simplesmente não era capaz de assistir. Não sabia se fechava ou abria os olhos.

Zinho, tão querido, perdeu o primeiro; Dudamel fez pros inimigos; Junior Baiano guardou; Deportivo fez mais um; Roque Junior marcou e dele e  vibrou tanto que chamou a torcida pros pênaltis , também. Era só coração e raça naquele momento. Os inimigos marcaram mais um… eu quase morria do coração… Rogério cobrou e guardou; o jogador colombiano meteu na trave. O Palestra explodiu de alegria!!! Tava tudo igual. “Nos ajuda, meu Santo Expedito”… Euller foi prá ultima cobrança e a fez com uma categoria de campeão… Naquele momento ninguém mais estava em sua casa, na rua; estávamos todos no Palestra, uma energia só, milhões de corações e olhos grudados no campo; milhões de preces ao céus; milhões de vozes que pediam: “Fora, fora, fora…”

Marcos e Zapata, frente a frente… o mesmo Zapata que havia marcado, de penalti, no segundo tempo… O que será que pensavam agora, esses dois jogadores? A Nação, de respiração suspensa, de olhos grudados na bola, em Marcos, o coração esperando… Os jogadores palmeirenses, de joelhos, e eu também. Os suplentes e a comissão abraçados, rezando… O colombiano chutou… e ela, a bola, numa reverência ao melhor goleiro do mundo que se encontrava à sua frente, foi pra… FORA!!!!!!

O pranto, que era contido, se fez  livre no rosto do palestrino, os jogadores choravam, todos gritando, alucinados, ninguém sabia para onde corria, ou a quem abraçava… Até os anjos e santos, tão lembrados e cantados durante a partida, vieram espiar que alegria era aquela no Palestra. Deus, por certo, estaria sorrindo naquele momento. O Palestra era verde e branco, a América era verde e branca, e reverenciava a fantástica conquista da Sociedade Esportiva Palmeiras.

MUITO OBRIGADA, GUERREIROS DO VERDÃO! OBRIGADA, FELIPÃO! VOCÊS FORAM GENIAIS! SEUS NOMES ESTÃO ESCRITOS EM NOSSOS  CORAÇÕES… PRA SEMPRE!

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=jDv4brBX4-w[/youtube]

Esperei terminar a rodada para publicar e terminar esse texto, pois eu acreditava que a imprensinha seria surpreendida, e mais gente, além do Palmeiras e do adiantadamente desclassificado São Paulo,  acabaria tendo que ver a Libertadores no sofá… Mas não imaginei que teria que fazer dois textos em um…

– PRIMEIRA PARTE

Na terça-feira, no Pacaembu, a gente, que já tava com medo de ter que encarar o Galo na rodada seguinte (torcedores são assim), teve que encarar um frango… tão indigesto, que desarranjou o time todo. Depois dele, a história do jogo mudou… pelo menos, no primeiro tempo.

Claro, que é muita leviandade e injustiça culpar um único jogador quando se tem mais dez em campo; claro que, se Bruno falhou feio naquele lance, e falhou mesmo – até agora não entendi como ele conseguiu tomar aquele gol – nossa zaga falhou antes que o mexicano chutasse a bola que Bruno aceitou; claro, que Henrique também falhou na jogada do segundo gol do Tijuana – dar rebote pro meio da área, não pode  -; claro, que, jogando o tempo todo de costas pro gol,  Kleber teria muita dificuldade para mandar alguma bola na rede; claro, que as faltas, cobradas  horrivelmente por Souza – por que o Ayrton, que mandara uma na trave, não continuou cobrando depois? -, também nos atrapalharam; claro, que todos aqueles passes errados do Palmeiras estão na conta dessa derrota; claro que a falta de raciocínio rápido de nossos jogadores, em jogadas na cara do gol, também ajudaram a trazer a desclassificação… claro, que se o Ronny estivesse no banco, poderia ter entrado no time; claro, muito claro, que as arbitragens no México e em São Paulo foram decisivas, e, praticamente, “escolheram” o time a ir para a outra fase; então, é obvio que o Bruno não pode ser responsável pelo desempenho ruim do Palmeiras e, muito menos, pela desclassificação. Isso é mérito de um monte de gente…

Mas, é claro… que o nosso mundo ficou escuro…

Até imaginávamos que, mais cedo ou mais tarde, nossa participação na competição seria abreviada… mas estava tão gostoso desafiar a Lei das Probabilidades, e nenhum daqueles milhares de torcedores, que entraram tão felizes no Pacaembu, imaginava que seria naquela noite. E o pior de tudo é sabermos que o outro time não foi superior às nossas maiores possibilidades, muito pelo contrário, o time do Tijuana é horroroso, e fomos nós que ficamos aquém das nossas menores possibilidades.

Apesar de não termos saído com a vitória do México graças à uma garfada da arbitragem, a partida aqui nos era favorável e já tínhamos mandado até uma bola na trave. O Tijuana não jogava p…. nenhuma, e, às vezes, tinha os seus onze jogadores dentro da área, defendendo. Mas o Palmeiras não conseguia furar a retranca mexicana.  Além disso, o Tijuana fazia muitas faltas, algumas bastante violentas, fazia uma cera absurda, que ia muito além do que chamamos ‘catimba’, e o juiz, que tem a obrigação de coibir esse tipo de coisa, nada fazia.

Mas o fato é que aquele  frango que Bruno tomou – senti tanta pena dele por isso -, acabou com o moral do time, deixou todo mundo meio perdido, inclusive a torcida. Ninguém contava com aquele gol, acho que nem mesmo os mexicanos. Até agora não entendemos como uma bola, fraquinha, ‘facinha’, que parecia já estar nas mãos do goleiro, acabou entrando no gol. Que cacetada! Com o gol tomado, teríamos que fazer dois. E tudo mudou a partir dali…

Mas, ainda assim, nada desculpa o fato de termos ficado tão desestabilizados diante de um adversário tão ridículo. Com frango ou não, era para termos assimilado o golpe, ido pra cima dos mexicanos  e aproveitado o tempo que restava, que era muito. Mas a primeira etapa foi irritante, pela cera exagerada; pelo  nosso time, atordoado; pela arbitragem, parcial,  que encerrou o primeiro tempo quando o Palmeiras tinha um escanteio a ser cobrado; arbitragem que, mais tarde, ia fazer coisa pior…

Durante o intervalo, os torcedores já tinham olhos pisados, já evitavam encarar uns aos outros… Era uma sensação tão ruim a que eu tinha comigo e eu não conseguia aliviar aquele peso no coração…

Foi então, que vi o goleiro Bruno voltando do intervalo, sozinho, antes do time… E enquanto ele caminhava pelo gramado, de cabeça erguida, em direção ao gol das arquibancadas, em direção à torcida, desapontada por uma falha sua, o peso no meu coração se transformou em lágrimas. Era triste pelo que tinha nos acontecido, triste pelo Bruno, que, até ali, devia estar se sentindo o responsável pela desclassificação do seu time de coração. Era injusto pra ele e pra nós, mas, por outro lado, aquela atitude do Bruno me pareceu linda, de uma grandeza tocante; grandeza, tão peculiar aos palmeirenses.

Acho que eu não teria tido a coragem dele. A torcida entendeu o que aquilo representava, ou então, apenas tentava lhe incentivar para o segundo tempo, mas o fato é que ela gritou seu nome, lhe deu o seu apoio. Eu só conseguia chorar…

No segundo tempo, o Palmeiras voltou com Souza em lugar de Wesley; já o Tijuana voltou com a caixa de ferramentas mais aberta ainda e fazendo cera escandalosamente. Se o piso do Pacaembu fosse de madeira, teria ficado brilhando com tanta cera. O juiz, que já poderia ter expulsado uns dois mexicanos, se contentava apenas em amarelá-los. A torcida, por sua vez, ‘voltou’ cheia de esperanças.

Mas uma falha de Henrique (grandes zagueiros também falham), que rebateu uma bola para o meio da área, facilitou o segundo gol mexicano e chacoalhou as nossas estruturas. Se com 1 x 0 já era difícil… Os torcedores, incrédulos, se olhavam como a se perguntar: O que é isso que estamos vendo?

O Palmeiras procurava a reação e quase marcou com Henrique (ele tava no ataque!), minutos depois, aos 16′, o jogador mexicano colocou a mão na bola dentro da área e o juiz marcou o pênalti.

Confesso que não vi a cobrança, fiz a mesma coisa da final da Copa do Brasil, quando Valdivia ia cobrar a penalidade. Com o coração apertado, olhei pra cima e fiquei só esperando a torcida gritar, rezando para que ela gritasse…e ela explodiu em alegria! O Tijuana sentiu o gol,  o Verdão ainda tinha tempo suficiente para buscar o empate e  até a virada. A alegria voltava, a torcida inflamava! Meu coração queria tanto acreditar, que acreditava!

Três minutos depois, a história da partida teria mudado completamente. Kleber recebeu cruzamento na marca do pênalti e cabeceou para o gol. Era o empate do Palmeiras, o segundo gol em 3 minutos, e ainda faltavam 20 para fazermos o terceiro. Era a festa no coração do torcedor! Que alegria imensa a gente sentiu naquela pequena fração de tempo em que a bola tocou a rede… O Tijuana, que já não passava mais do meio de campo, não iria aguentar. Mas, acreditem, a arbitragem, alegando impedimento, QUE NÃO EXISTIU, anulou o gol do Palmeiras, minou a nossa chance de reagir, interferiu no resultado da partida, como já havia acontecido no México. E o jogo acabou 2 x 1 pros mexicanos, e eles ficaram com a vaga. Mais uma vez, o apito tinha um papel importantíssimo num mau resultado do Palmeiras.

Pretendia incluir os resultados dos jogos dos dois dias seguintes e terminar o texto aqui. Mas não fui capaz de deixar tantas coisas por dizer…

– SEGUNDA PARTE – LA JUSTICIA ES AMARILLA

Naquela noite de terça-feira, e durante o dia seguinte, todo mundo (jornais, rádio e TV) só falava na desclassificação do Palmeiras, que, segundo a imprensa se devia à falha de Bruno. Ninguém, MAS NINGUÉM MESMO, atribuía a desclassificação do Verdão aos dois grandes prejuízos que as arbitragens lhe impuseram na partida do México e na de São Paulo. “Libertadores é isso”, diziam alguns.

Na noite de quarta-feira, o time que a mídia considerava favorito ao título, aquele, que conseguiu mudar o árbitro que tinha sido escalado para a partida, e agora reclama dele, se estrepou diante do Boca, fechando a conta dos clubes paulistas fora da Libertadores. Bambis e gambás saíram na mesma fase que o time da segunda divisão, mas que coisa, hein?  O Corinthians, dono do Apito-amigo por uso capião, e que tomou um golaço de Riquelme numa falha do adiantado Cássio (valeu, hermano!), teve um pênalti a seu favor, não marcado, e um gol legítimo anulado – isso não te lembra algo, não te lembra uma uma outra disputa às quartas-de-final no dia anterior? Mas a do dia anterior, todo mundo esqueceu, a imprensa “não viu”, as TVs não mostravam mais, só os lunáticos palmeirenses é que se lembravam dela.

E foi um escarcéu porque os gambás foram prejudicados! Prejudicados uma vez entre ‘trocentas’ em que são ajudados! A Rede Globo, esquecida dos muitos campeonatos que o Corinthians já ganhou no apito, “esquecida” da lavagem de dinheiro que comprou o Brasileirão de 2005, esquecida do Castrilli, do Dulcídio, do Rui Rei, das escutas telefônicas, das últimas colocações nos campeonatos e os arranjos para permanecer na série A, do tira-teima editado, do Márcio Rezende de Freitas, do Simon, do PCO e tantos outros… esquecida do ex-árbitro Gutemberg, que acusou a Comissão de Arbitragem de induzir os árbitros ao favorecimento aos gambás…  A Globo, esquecida de tudo, até mesmo da ética e da conduta jornalística isenta, esqueceu também para qual time fora criada a expressão “apito-amigo” e porquê… e alçou o time à condição de vítima única das arbitragens no país e o juiz, Amarilla, à condição de vilão (como pode o Corinthians brigar com um árbitro, se, há muitos anos, têm sido os árbitros os seus melhores jogadores?)

A Vênus Platinada ficou tão indignada, que, enquanto mostrava imagens da torcida, tão ‘ordeira’, dentro do estádio (para uma TV que levanta bandeiras contra o preconceito, é estranho que sejam feitas tomadas só de torcedores brancos), “esquecia” de mostrar as brigas e selvagerias da torcida corintiana do lado de fora do Pacaembu – ela simplesmente fez que não aconteceu. Não fosse a Record mostrar, ninguém saberia que elas existiram, porque a Globo  escondeu as brigas, como esconde os erros de arbitragem sofridos pelo Palmeiras, por exemplo – os lances somem dos vídeos.   Ela manipula a informação de acordo com os seus interesses e só mostra aquilo que ela quer mostrar. Divide uma verdade ao meio, ou em muitas outras partes e apresenta ao telespectador a que melhor lhe convier.

Ao final do jogo, enquanto a Globo te mostrava isso…

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… ela deixava de te informar que, lá fora, na praça em frente aos portões de entrada do Pacaembu, acontecia isso:

GambáEliminado-briga-BlogClorofila

GambáEliminado-briga-BlogClorofila1

E foi um festival de informação sobre todas as “celebridades” que se ‘sentiam insultadas’ com o que tinha sido feito ao pobre time do BolsaApito. Só não foram pedir o apoio e um depoimento do Papa sobre o “escândalo da arbitragem”, porque ele é argentino.

E qual a diferença dos erros que prejudicaram o Corinthians e dos que prejudicaram o Palmeiras, ou dos que prejudicam tantos outros clubes? Resposta: A HIPOCRISIA DA MÍDIA!

Confira o pênalti que possibilitaria ao Palmeiras sair com a vitória do México e jogar por um empate em São Paulo:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=FWrJsjG6Lh0[/youtube]

Confira o impedimento sem-vergonha, mandrake, que impediu o Palmeiras de empatar a partida, três minutos depois de ter feito o seu primeiro gol; que impediu o Palmeiras de jogar os 20 minutos restantes, com mais tranquilidade, contra um adversário já encolhido, com a sua torcida inflamada, e com amplas possibilidades de marcar o terceiro e até o quarto gol, suplantando assim, o prejuízo no apito, que tivera lá no México.

Kleber, que fez o gol, está atrás do defensor do Tijuana, e nunca esteve impedido, e Henrique, que está mais à frente, EM MOMENTO ALGUM PARTICIPOU DA JOGADA. Além disso, NÃO HAVIA NADA QUE IMPEDISSE O BANDEIRINHA DE VER QUE NÃO HAVIA IMPEDIMENTO. Ele não viu porque NÃO QUIS VER!

ImpedimentoMalMarcado-Kleber

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E NENHUMA REDE GLOBO FEZ ESCÂNDALO POR ISSO! Não houve cartinha da Brahma… Não houve o SBT levando ao ar um editorial (vejam só!) para dizer que a Libertadores tinha sido manchada, fazendo um desagravo à Conmebol em favor da “nação gambá”; não houve o Sportv mostrando a partida e os erros da arbitragem, durante uma tarde inteira…

Não houve dirigente dizendo que o juiz estava encomendado, que precisava levar uns tapas na cara. Belluzzo, em 2009, pegou um gancho enorme por chamar Simon de safado. Agora chamam o juiz de Corinthians e Boca de desonesto, (quem aceita uma encomenda para favorecer um time, é o quê?), e quer apostar que nada vai acontecer?

Não houve nenhuma indignação que o time mais vencedor do Brasil, fosse alijado de uma competição graças ao apito; assim como esse mesmo clube teve a omissão da mídia quando o apito foi fator preponderante ao seu descenso…

A mídia não se indignou e nem saiu em sua defesa em 2012… nos programinhas de TV ninguém falou nada sobre a injustiça de um time ser prejudicado em tantas partidas num mesmo campeonato. Ninguém o defendeu do erro de direito, nem do delegado da CBF, torcedor do Coritiba, influenciando na anulação de um gol seu…

Assim como ninguém defendeu o Palmeiras na Libertadores de 2000 e de 2001, quando ele foi roubado escandalosamente. Quem não se lembra de Ubaldo Aquino? Nenhuma emissora de TV, nenhum jornal, nenhum programinha esportivo se sentiu indignado por isso. Aí, não estava a Libertadores sendo manchada… POR QUÊ? Qual a diferença? De novo eu respondo: A hipocrisia de um bocado de pessoas, a falta de profissionalismo de um bom número de “profissionais” da informação é que fazem a diferença. MA$ $ERÁ QUE É $Ó I$$O ME$$$MO?

É como se, para o Palmeiras, fosse legítimo o direito de ser roubado. Um pênalti não marcado e um gol anulado ‘são coisas do futebol’, dizem os “jornaleirosh”. Como já disse aquele o escroto do Tite, quando seu time foi favorecido, “os árbitros erram pros dois lados”. Mas só quando seu time é ajudado, que esse clichê é válido, não é Tite?

No Brasil de hoje, está instituída a mentira. A TV faz o mau político parecer bom, em troca de polpudas propagandas feitas pelo governo; a mídia decide qual é o time que vai fazer parecer maior do que é, e qual vai parecer menor, decide o número de torcedores que cada clube possui; faz você pensar que a contusão do seu jogador é falta de caráter, enquanto a do jogador do outro time é um só um desconforto e que ele é uma vítima de zagueiros carniceiros; os comentaristas desmentem imagens, desmentem o óbvio; e, enquanto isso, as novelas mostram à população que é muito bacana morar na favela, não ter educação, nem instrução… que o modelo “biscatinha” é o que é mais engraçadinho e divertido para uma mocinha adotar; que as diferenças entre as pessoas devem ser resolvidas no tapa, nos puxões de cabelo, na baixaria, berrando no meio da rua; que é legal trapacear para se dar bem…

Onde isso tudo vai parar eu não sei, mas nós não podemos aceitar passivamente que pensem por nós, que pensem por nossos filhos, que enfiem em nossas cabeças que é certo o que é errado… Lá na frente, as pessoas descobrirão que o tamanho do prejuízo é muito maior que uma desclassificação num campeonato de futebol, do que ter baixos índices de audiência…

Pense nisso…

Ah, e antes que eu me esqueça! Parabéns, Tamoxunto! Você conseguiu mesmo o seu intento de ir mais longe na Libertadores e de ter mas visibilidade no falecido “imortal”. Teve uma quarta e quinta-feira inteirinhas para isso… TCHUUUPA!

Torcida-Libertad2

…Tô louca prá te ver chegar
Tô louca prá te ‘ter nas mãos’
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração…

Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver,
Mas o relógio tá de mal comigo…

…Julieta sem Romeu
Sou eu, assim, sem você…

Tinha me proposto a não escrever nada antes do jogo… Tinha planejado não ficar nervosa… tinha decidido não chorar de emoção antes da hora… tinha resolvido que iria dormir cedo… estava determinada a não ficar sonhando acordada com o jogo de hoje… mas, confesso, não fui/sou capaz de fazer nada disso.

Contei os dias e as horas até chegar esta terça-feira. E, apesar de estar contando os dias, uma boa parte da minha ansiedade parecia ter ficado trancada lá dentro do peito, e só quando eu fazia algum comentário sobre a partida, quando brincava sobre isso com os amigos é que ela vinha, de mansinho, com aquela cara de sonsa, dissimulada, dar uma espiada aqui do lado de fora.

Só que, hoje, quando o relógio marcou meia-noite, quando o primeiro minuto avisou que a terça-feira, finalmente, tinha chegado, ‘dona ansiedade’ meteu os dois pés na porta do meu peito e saiu arrastando tudo o que encontrou pelo caminho. Meu coração perdeu completamente o compasso; ora, bate normal; ora, dispara dentro do peito, tornando difícil até respirar. Não deu para dormir direito, não dá pra comer… Meus pensamentos não são mais meus, e, ainda por cima tem aquele nó na garganta, que não sei por qual caminho faz ligação direta com os meus olhos e, a cada vez que o nó aperta, eles ficam cheios de lágrimas de uma deliciosa expectativa; sem contar as vezes em que me pego sorrindo sem nem saber porquê (não?)…

Foram tantos dias sem o Palmeiras em campo, a saudade é tão grande, e a ocasião é o que há… disputar uma vaga às quartas-de-final da Libertadores. Quem diria, né? Eu diria… e acho que você também. Só os que não conhecem a força da mítica camisa do Palmeiras poderiam vaticinar um primeiro semestre de vergonhas em 2013.

Só os que foram insuflados pela ”imprensalha”, os que permitiram que alguns “jornaleiros” e uns poucos estagiários das redações pensassem por eles, é que poderiam ficar repetindo, incansavelmente, os mesmos mantras: “Vamos passar vergonha no Paulistão e na Libertadores”… Vamos perder todos os clássicos… Não temos time… Não temos quem faça gol… o técnico é “isso” … “o goleiro é “aquilo”… “não vamos passar nem da primeira fase da Libertadores”… “Vamos cair no Paulistão”… Quanta gente disse isso…

Mas é o Palmeiras, né? Que contradiz qualquer previsão nefasta; que acaba com qualquer profecia de fim-do-mundo. Que bate recorde de público no estádio… Que foi o único time a não perder na altitude “insuperável” do México – e que precisou ser roubado pela arbitragem para não sair com a vitória de lá. O Palmeiras que vendeu quase todos os ingressos da partida de hoje ainda na pré-venda, e, no sábado, em menos de meia hora vendeu os que foram colocados nas bilheterias. O Palmeiras que “não tem time”, cuja torcida “está diminuindo” – eles continuam nos assassinando nas pesquisas -, que tem menos jogos na grade da TV aberta porque “não dá Ibope”… que tem notícia mentirosa publicada em portal, para tumultuar o ambiente às vésperas de um jogo decisivo. O Palmeiras que já passou Flamengo e Bambis em números de sócios-torcedores… O PALMEIRAS…

Não temos certeza da vaga,  não temos a classificação garantida, vamos ter que conquistá-la, vamos ter que lutar por ela. Afinal, o Palmeiras, é a zebra! Não foi isso o que disseram? E ele não tem Sapo Padrinho, não tem Bolsa Apito, não tem a a imprensinha fazendo loby pra ele…Então, a ‘zebra’, maravilhosa e que tanto amamos, era/é tida como o franco-atirador da competição… era o time que, para todos os “expecialishtaish”, não passaria da primeira fase… pelo menos, foi isso que essa imprensa maligna quis enfiar na nossa cabeça a todo custo. Era essa a certeza que ela tinha.

Não nos importam as certezas…  a única que temos e precisamos, é que o Caldeirão Verde vai ferver hoje com o Verdão em campo! Que o Pacaembu vai tremer! O Palmeiras, mais uma vez, vai ser recebido com festa pela sua gente; mais uma vez vai ser conduzido pelo amor dos seus torcedores, mais uma vez vai jogar com a alma e o coração, no esquema tático dos 37 mil-4-4-2; o Palmeiras em campo, vai sentir correr em suas veias o sangue dos milhares de torcedores da bancada, dos milhões de torcedores espalhados pelo planeta… Sim, de novo, seremos milhões no Pacaembu…

A Que Canta e Vibra vai dar show outra vez, e disso eu tenho certeza; ela vai jogar com o Palmeiras! Vai entrar em campo e vai correr, marcar, defender e balançar as redes do adversário, vai brigar com o juiz, vai dar carrinho na lateral,  com a mesma força com que canta na bancada, com a mesma coragem com que enfrenta as adversidades, com a mesma alegria de quem sabe que torce para o melhor e maior time do mundo!

A torcida e os jogadores do Palmeiras vão “comprar” a classificação do seu time hoje, com as únicas moedas que eles sabem usar… as da vontade de vencer, da persistência, da honra e do amor.

O PALMEIRAS VAI JOGAR, NÓS VAMOS…  EMOCIONÁ-LO DE TANTO AMOR…

E se prepara, Scooby Doo, porque, hoje, é sangue na veia!! A carrocinha vai te pegar!!!

zebraVerdeBlog

Dizem que só aqueles que trabalham têm sorte…

Uns probleminhas domésticos me permitiram assistir ao jogo do Palmeiras na quinta-feira, somente depois dos dez minutos do segundo tempo. E estava 1 x 0 pro Crystal… Custei a acreditar! Pelos comentários dos amigos nas minhas postagens do Facebook e nos tweets que eu recebia, o Palmeiras não estava jogando nada de nada.

E quando comecei a assistir, vi que não tava mesmo; além disso, aquela pegada usual tinha ficado aqui em São Paulo. Pra piorar, o Libertad estava levando 3 do Tigre (um resultado totalmente inesperado); se os argentinos fizessem mais um gol o Palmeiras perderia o primeiro lugar no grupo. O jeito era torcer e rezar pro Palmeiras marcar um gol no Cristal (tava difícil), ou pro Tigre não marcar mais nenhum, ou ainda, pro Libertad criar vergonha na cara, fazer valer a fama de bicho papão (bicho-papão paraguaio dá nisso) e marcar uns golzinhos. Eu já estava torcendo e rezando. Por pior que seja o time que o Palmeiras mande a campo, por pior que seja o futebol que ele apresente, eu não consigo não torcer, e sempre vou querer que aconteça o melhor para o meu time. Se o melhor era ficar em primeiro, então, valia torcer por qualquer uma das possibilidades. Mas como tem gente que torce contra!! Só para poder fazer valer os argumentos que sempre usa para criticar esse ou aquele! Difícil acreditar que alguns sejam torcedores do mesmo time. Difícil não perceber em alguns os verdadeiros interesses que acabam ficando escancarados…

Mas, que nenhum torcedor gosta de ver o time jogar tão mal, é fato! Mesmo com o time todo desfigurado, acho que dava pra jogar mais bola, dava para se insinuar lá na área adversária, dava para não perder. Nós até ficamos mais ofensivos  e criamos algumas situações de gol depois de algumas alterações que Gilson Kleina fez, mas na hora da finalização, foi um desastre!

Vida dura essa nossa… Depois daquela boa sequência, tava difícil mesmo ver o Palmeiras jogar lá no Peru, difícil de engolir o festival de erros de passe, de desarmes bestas que sofríamos, de bolas que dávamos de graça pros peruanos, difícil de digerir o chute de longe que foi parar na gaveta do Prass (isso eu vi depois). Mas ainda não dá para exigirmos regularidade de relógio suíço ao time do Palmeiras, ainda mais quando ele entra em campo tão desfalcado. Além do mais, nós somos a zebra, esqueceram? Já saímos de 2012 como a maior e mais provável zebra nesses dois campeonatos que disputamos. E como qualquer zebra que se preze, tudo o que vier de bom é lucro! Afinal, saímos da gestão de Tirone  e Frizzo, rebaixados, desmoralizados e sem perspectiva de ir bem em nenhum campeonato desse primeiro semestre. Todo mundo sabia, e não compreendo qual é a parte disso que muita gente não entendeu ou esqueceu.

Não compreendo também porque uma partida ruim fora de casa, uma derrota por 1 x 0 lá no Peru, com o time já classificado, vale mais que cinco vitórias consecutivas, vale mais do que ter quebrado a invencibilidade da Ponte Preta – nenhum outro time paulista conseguiu -, vale mais que uma classificação épica na Libertadores… é gostar mesmo de detonar o próprio time.

E se já tava complicado, o Tigre fez mais um gol e passou para primeiro do grupo. As cornetas viraram as trombetas do Apocalipse (ô gente doida!)! O jogo do Palmeiras terminou mesmo com o placar de 1 x 0 pro Crystal. E aí, a TV foi mostrar o último minutinho do jogo do Tigre contra o Libertad. Brincando eu disse: Vai Libertad, seu fdp, marca um gol aí! Quando fui prestar atenção no jogo, só vi o jogador paraguaio cabeceando e a bola entrando no gol… Gritei, pulei, comemorei, mas tive medo que, por algum motivo, o gol não tivesse sido validado (é tão difícil a sorte nos sorrir), mas que nada, foi legalíssimo, e em seguida, o jogo deles também acabou! O primeiro lugar do grupo voltava para o Palmeiras! Que maravilha!

Maravilha? Alguns torcedores ficaram  bravos, acredita? É surreal, mas diziam que na sorte não vale… Que absurdo! Imagina você assistindo uma corrida de F1, seu corredor favorito não tá num bom dia, você está torcendo para ele passar quatro carros que estão à frente dele, e nada! De repente, os quatro da frente batem e ele passa para o primeiro lugar. E você não vai comemorar? Vai solicitar à FIA que não valide a colocação dele porque na sorte não vale? Totalmente sem noção, não é mesmo?

Tive um revival de um gambá que encontrei no dia seguinte à conquista do Palmeiras na Libertadores 99. Muito contrariado e despeitado, ele me dizia que assim não valia, que pênalti era loteria e tinha sido na sorte, e título na sorte não tem valor; que Zapata é que tinha chutado pra fora… e assim como o gambá esqueceu todas as partidas que o Palmeiras fez durante o campeonato, esqueceu os gols e as defesas do time, esqueceu o que ele tinha feito naquela partida final, para chegar até a “loteria” dos pênaltis, esses palmeirenses, de quinta-feira, também esqueceram que o Palmeiras só pode se valer da sorte, porque já estava classificado antes, porque já chegara naquela última partida como primeiro do grupo, classificado com uma rodada de antecedência, porque tinha superado uma tonelada de problemas para estar nessa situação mais tranquila, não é mesmo?

E ainda por cima, vem a despeitada GambambiPress dizer: “O Palmeiras é o pior primeiro lugar de grupos na Libertadores”. E ela não diz que o time do Jardim Leonor é o pior segundo lugar, não é mesmo? Não diz que o pior entre os primeiros é sempre melhor do que qualquer dos segundos colocados, até mesmo o melhor deles. E fica a pergunta: Se cada grupo classificava dois times, ser o pior dos segundos lugares, é o mesmo que ser o pior da competição? É isso gente?

Ah, mas o Palmeiras foi na sorte…

Sorte… O dia que a sorte não influenciar o futebol de alguma maneira, o futebol deixará de ser futebol.

O fato é que a zebra (verde e branca), que está com sorte, GRAÇAS A DEUS, que já está classificada no Paulistão, também já está na próxima fase da Libertadores.

E segurem a zebra, porque ela está de malas prontas para a próxima fase, e nós também! Mas, antes, pelo Paulistão, ela vai dar uma passadinha em Itu…

BOOOORA ENTRAR NO G4, SUA ZEBRA, LINDA, QUE EU TANTO AMO!

VAMOS GANHAR PORCOOOO!!