“Feliz daquele que sabe que o caminhar é constante… e que amar é para sempre…”

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Fui ao Allianz de coração aberto… para o que desse e viesse. Sabia que era difícil reverter aquele resultado indigesto que tínhamos trazido da Argentina, mas sabia também que era completamente possível que o Palmeiras conseguisse virar o jogo nos noventa minutos  aqui.

No entanto, não queria criar expectativas de já ganhou… nada disso. Só queria acreditar que podíamos. Só queria estar lá e poder torcer… muito. Esperar acontecer… Esperar a alegria nos arrebatar, caso ela viesse…

O cenário era perfeito. As ruas cheias de parmeras, aqueles inúmeros vendedores ambulantes, pelo caminho, a nos oferecerem cerveja, água, refrigerante, bonés, chaveiros, cavalinhos do Palmeiras (ah, Brasileirão), camisas, bandeiras…

Eu caminhava apressada, saboreando tudo o que meus olhos podiam ver… e conforme me aproximava do Allianz podia ouvir muitos rojões, gente ansiosa conversando… nas catracas, a torcida cantava forte, feliz… Sim, o Palmeiras, o nosso Palmeiras, estava de volta. Voltava a ser protagonista nos campeonatos.

Entrei no Allianz e ainda não tinha muita gente lá dentro… a faixa de led, logo abaixo do anel superior, era a surpresa do Allianz Parque para a torcida… num muito aceso verde e branco, um  “oleeeee oleeee porcoooo” percorria a arena… o “rascunho’ do mosaico da torcida podia ser percebido nas cadeiras…
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Por falta de festa, de apoio, é que não foi… Como conter a emoção quando o Palmeiras entrou em campo, quando  o Allianz se vestiu de milhares de vozes, se enfeitou com dezenas de fogos de artifício? Uma festa para os nossos sentidos…

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Infelizmente, não deu certo… e a partida terminou empatada. Perder uma vaga na final, acontece… mas perdê-la, podendo não tê-la perdido, é meio complicado…

Teve de tudo no jogo, foi um carrossel de emoções… uma alegria do tamanho do mundo, quando Dudu cruzou para Bruno Henrique mandar pro fundo da rede, no comecinho de jogo, logo aos 9 minutos. A gente pensa até que vai morrer nessa hora, de tanta felicidade… apreensão, quando percebemos que o VAR avisara ao árbitro que havia alguma irregularidade… decepção, quando o nosso gol foi anulado… tristeza, pelo doce que nos arrancavam da mão… tensão, quando o Boca abriu o placar numa vacilada de Luan… alegria, quando Luan empatou o jogo, ainda no comecinho do segundo tempo… uma alegria maior ainda, quando o juiz marcou pênalti e Gustavo Gomez virou o jogo… teve esperança, mas muita esperança mesmo, principalmente depois do segundo gol – se tivéssemos feito o terceiro, o Boca não iria aguentar… mas nos jogaram um balde de água fria depois, quando os argentinos empataram de novo… pelos critérios da competição, pelo agregado, teríamos que fazer mais três gols…

O malfadado jogo na Argentina pesou na segunda partida… mas não achei que o Palmeiras foi mal, ele lutou muito; achei que faltou fazer algo, além do óbvio, para pegar os argentinos de calças curtas, porque eles estavam marcando como loucos, sempre com dois, ou até mais jogadores, em cima de qualquer parmera que estivesse com a bola, para evitar mesmo que fizéssemos as jogadas, para evitar que aproveitássemos o talento de Dudu, por exemplo (em cima dele sempre tinha três ou quatro adversários). 

Não podemos reclamar do VAR se Deyverson estava mesmo impedido – lá na hora, confesso que não vi a irregularidade. Mas o fato é que, quando anularam nosso gol, o time sentiu, acabou vacilando e deixando o Boca abrir o placar alguns minutos depois, mas Luan, que falhou no lance, poderia ter tido a proteção de mais algum parmera ali… era jogo valendo a “vida” na competição.

Empatamos… viramos… e o Allianz, que já estava eufórico, barulhento, ficou ensurdecedor. A torcida estava linda! Um show! E é assim que tem que ser mesmo, independente de resultados. Se fizéssemos o terceiro, o Allianz iria “eletrocutar” os argentinos, o Boca não ia segurar em campo… Tinha bastante tempo ainda e as chances estavam abertas pra nós, mas descuidamos de novo… e de novo com o jogador “maledetto” que já tinha enfiado dois na gente no jogo de ida. Só por aqueles dois gols ele não poderia ter vida fácil em campo no segundo jogo, né? Felipe Melo, que parecia ter cansado na partida (poderia ter sido substituído por isso), e por quem o maledeto passou facilmente, também podia ter tido um ‘help’ de mais alguém… era preciso que tivéssemos um olho no gato e outro na frigideira, assim como faziam os argentinos que não deixavam nenhum palmeirense no mano a mano.

Apesar de eu ter pedido tanto o Lucas Lima no primeiro jogo da semi, e pra esse também, achei que ele foi muito previsível, tocou de lado, pra trás… esperava mais dele, esperava o imprevisto pra colocar a bola no pé dos atacantes enganando a marcação cerrada dos adversários… esperava que ele reeditasse a partidaça que tinha feito na Argentina, quando ganhamos do Boca por 2 x 0, na Fase de Grupos.

Achei também que as muitas bolas que levantamos para a área não tiveram utilidade alguma com as “casquinhas” do Deyverson. Nessa partida, ele subia pra cabecear, cabeceava de qualquer  jeito, pra qualquer  lugar, sem proveito algum para os demais companheiros, para o ataque.

Apesar dos dois gols bobos que tomamos aqui, o estrago mesmo tinha sido feito no primeiro jogo… 

Enfim, mesmo sem ser um p&ta time, o Boca, copeiro que é, passou, e a gente não…

Mas agora não dá tempo para ficarmos reclamando, para ficarmos curtindo a ressaca, e muito menos pra querermos crucificar esse ou aquele, pedindo a cabeça desse ou daquele, mesmo porque não há motivo pra isso.

TEMOS UM BRASILEIRÃO PRA CONQUISTAR!  E o Palmeiras precisa de nós!

Ano que vem tem Libertadores outra vez e estaremos lá… e tem gente que já não vai nem participar da próxima, né? 😉

Vamos em frente… que atrás do Palmeiras tá cheio de gente.

“Ousadia tem genialidade, poder e magia” – Johann Goethe
……

Semifinal da Libertadores… jogo contra o Boca, na Argentina… Parada dura… ainda mais depois de termos ido jogar lá, na Fase de Grupos, e, atacando o jogo inteiro, enfiado 2 x 0 nos hermanos (um placar que, em Libertadores, só o Independiente tinha conseguido fazer em La Bombonera, em 1967).

Confesso que não gostei quando vi a escalação do nosso time sem um meia. E já imaginei que Felipão não estava muito focado em atacar e, muito provavelmente, jogaria  pelo empate – sair de lá com um empate não seria nada ruim, mas jogar pelo empate nem sempre dá certo.

No entanto, a princípio, era uma boa tática se defender, não tomar gol, não deixar o Boca se impor em seus domínios… e na maior parte do tempo, o Palmeiras foi impecável em seus propósitos. No entanto, ainda que o adversário não fosse um time tão qualificado, ele ainda era o Boca, copeiro, e jogava em sua casa.  Por isso mesmo, porque ele não era tão qualificado, não era um time difícil de ser batido, e porque ele é “macaco velho” em Libertadores, não podíamos passar o jogo inteiro só na retranca e no chutão, não é? E passamos. E saímos de lá com uma derrota amarga, doída, saímos de lá com 0 x 2. Penso que tínhamos que ter sido mais ousados, ter atacado, oferecido perigo ao Boca, tínhamos que ter tido em campo alguém pra criar as jogadas – e os nossos meias todos no banco…

Um ataque com Dudu, Borja e Willian deveria ser motivo de preocupação para o adversário, mas, com os jogadores do Boca fazendo de tudo para impedir que os palmeirenses conseguissem trocar dois passes, impedindo – com muitas faltas também – com marcação cerrada que nossos atacantes pudessem fazer o que sabiam – Dudu, e não só ele, tinha sempre vários jogadores à sua volta -, era evidente que teríamos dificuldade, e ficou evidente também, pelos muitos chutões que o Palmeiras deu, que faltou alguém ali para auxiliar os atacantes, para achar espaços,  faltou Felipão ter reajustado a forma do time jogar.

………………..Resultado de imagem para Boca Juniors 2 x 0 Palmeiras

Mas é justo que se diga que o Palmeiras estava bem, que conseguiu controlar o jogo quase todo, conseguiu controlar os nervos (os argentinos catimbavam como nunca) e conseguiu impedir, por mais de 80 minutos, que o Boca levasse perigo ao nosso gol – na zaga, Gustavo Gomez foi muito bem. O Palmeiras, apesar de não criar quase nada,  de pecar pela falta de ousadia, não deixou mesmo que o Boca jogasse durante todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo. Jogando sério e fazendo o velho “bola pro mato, que o jogo é de campeonato”, desarmava/destruía as tentativas argentinas – Felipe Melo fez uma grande partida, comandou as ações no meio de campo, por outro lado, Moisés estava numa noite bem ruim e só Felipão não percebia. Era nítida a falta de um meia no time, a falta de Lucas Lima… Só que Felipão, quando fez a primeira substituição, no segundo tempo, ao invés de colocar o Lucas Lima (o futebol do Palmeiras gritava por ele),  trocou Borja por Deyverson… que mal pegou na bola.

E quando parecia que íamos conseguir sair de lá com um empate… a coisa desandou. Aos 38′ do segundo tempo, logo depois de Weverton ter feito uma defesa milagrosa e mandado a bola pra fora, Benedetto, que tinha entrado no jogo aos 31′, aproveitou a cobrança de escanteio e a falha na nossa marcação e abriu o placar.

Moisés  marcava Benedetto, e não foi na jogada, não subiu, não disputou a bola com ele. Felipe Melo, que marcava um outro jogador, antevendo que a bola passaria, até tentou ir cabecear com o atacante adversário, mas já não dava, o “Maledetto”, com todo o espaço do mundo, subiu sozinho, na cara do Weverton e mandou pro gol. Mérito do argentino, mas também muita desatenção do Palmeiras…

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Em desvantagem no placar, Felipão tirou Bruno Henrique e colocou Thiago Santos (não entendi a substituição. Ele queria segurar o 0 x 1?)… e o Lucas Lima, que já deveria ter entrado jogando desde o primeiro minuto (na fase de grupos ele tinha “deitado” lá na Argentina), continuava no banco… Ah, Felipão…

E para nosso infortúnio, a bruxa estava mesmo solta… Aos 42′, o maledetto do Benedetto (que estava há um ano sem marcar) recebeu um passe, deu um drible no Luan (que deveria ter parado ele na botinada se fosse preciso) e, com um chute colocado, de fora da área, daqueles que o cara só acerta em ano bissexto, com Lua cheia e o Sol em Leão, fez o segundo do Boca. E o Felipão, só então, aos 48′, resolveu sacar Moisés, que deveria ter sido substituído ainda no primeiro tempo, e colocar Lucas Lima no jogo. Mas aí adiantaria em quê?

Até os 83′ de jogo estava tudo tão certo com/para o Palmeiras… e, de repente, em quatro minutos, caiu a casa de uma vez… 83 minutos de uma defesa impecável… Mas o que vale mesmo é bola na rede. E eles, infelizmente, colocaram duas na nossa e não colocamos nenhuma na deles. Pagamos pela falta de ousadia (do nosso técnico) de não irmos para cima de um adversário que poderia sim ter sido batido. Quem não “agride” o adversário, quem não o ataca, acaba sendo sendo atacado por ele.

Ficamos bem chateados, ficamos frustrados com o preocupante resultado… mas esse jogo já acabou, essa página já virou… e a sensação de derrota também.  Semana que vem tem mais noventa minutos, tem o “segundo tempo” dessa semifinal que estamos perdendo por 2 x 0. As possibilidades estão todas abertas ainda…

É difícil? Sim, é.  Mas não é impossível. Sabemos muito bem que os argentinos são catimbeiros, e imagina no próximo jogo? Já vão vir caindo e simulando faltas e agressões ainda no avião. Mas o Palmeiras tem  time para reverter isso, tem técnico… e tem uma torcida maravilhosa.

Teríamos que não ser torcedores para não acreditarmos em nosso time… teríamos que não ser palmeirenses para não termos a certeza absoluta de que o jogo só termina quando o juiz apita, para não conhecermos, não trazermos marcadas no coração e na alma as muitas situações, quase impossíveis de serem mudadas, que o Palmeiras já reverteu em sua história…

Teríamos que esquecer as apendicites, sequestros,  as expulsões mandrakes, o gol de Valdivia na noite de frio e chuva de Barueri… o gol de Betinho em Curitiba… o gol de Fabiano, as viradas de jogo nos minutos finais, o gol de Mina no apito final, as cobranças de pênaltis que nos impediram de respirar por minutos… os 4 x 0 nos gambás, na final de 93, depois da derrota na primeira partida… o golaço inacreditável de Cleiton Xavier nas redes do Colo Colo… as defesas sensacionais de nossos goleiros, que a gente mesmo achava impossíveis de serem feitas… os 5 X 1 diante do Grêmio… o chute pra fora de Zapatta… Marcos defendendo o pênalti do farsante… aquele gol de Galeano… a mudança de nome do clube para defender seu patrimônio e o campeonato por conquistar… a derrota amarga diante do Juventus(ITA) que nos serviu de impulso para a conquista do primeiro Mundial de clubes…  os gols de Euller nos instantes finais do jogo contra o Vasco…

Teríamos que esquecer a épica Copa do Brasil 2015, ainda tão recente,  e todos os percalços que tivemos nesse torneio, todos os “xiii, agora ferrou” que superamos… teríamos que esquecer o campeonato decidido nos pés (nas mãos também) de nosso goleiro, campeonato conquistado  com um gol de Fernando Prass… e com a voz e a força da Que Canta e Vibra…

Para não acreditarmos, teríamos que esquecer que somos Palmeiras… e isso é impossível… é mais fácil esquecermos de respirar, é mais fácil nosso coração esquecer de bater…

Agora é em nossa casa. Faltam 90 minutos. Que venham os “maledettos”…  A força de vinte milhões de palmeirenses estará com o Palmeiras em campo.

É HORA DE LUTAR, VERDÃO, DE LUTAR MUITO!! E VAMOS BUSCAR ESSA P%RRA!!

 

 

Dois jogos muito importantes em quatro dias… Conquistar a liderança do Brasileirão e a vaga na semifinal da Libertadores eram os objetivos do Palmeiras num espaço entre o domingo e a quarta-feira passados…

O que, à princípio, eram dois times do Verdão, eram os considerados times A e B… agora se confundem e nenhum de nós mais ousa chamá-los assim… Pra dizer a verdade, nem sabemos mais quem é reserva e quem não é, uma vez que a maioria dos jogadores do elenco merece a camisa titular.

No domingo, o adversário tinha sido o Cruzeiro, diante de quem o Palmeiras vem sendo tão prejudicado (roubado  mesmo) nos últimos tempos (será que é porque tem um Perrela lá na CBF?). E nos mandaram o árbitro Dewson Freitas, o “c@%alho ruim” (ganhou esse apelido depois de – mais – um jogo em que operou o Palmeiras), para apitar a partida em que o Palmeiras, se vencesse, e dependendo do resultado dos leonores, poderia assumir a liderança do brasileirão. “Legal” a CBF, né?

E, como nem sempre as arbitragens conseguem ser bem sucedidas contra o Palmeiras (ah, grazadeus)… passamos o carro nas “marias” e vencemos o jogo por 3 x 1. Lucas Lima, pra esquentar (mais ainda) a nossa manhã, naquele Pacaembu de sol escaldante, abriu o placar aos 22′. Duduzinho cobrou escanteio, a bola cruzou toda a área e sobrou para Lucas Lima, num chute cruzado de fora da área, balançar a rede dos smurfs. Coisa linda! E foi todo mundo abraçar Felipão.

Bem que o árbitro, e os demais integrantes da arbitragem, tentaram jogar de azul depois de Lucas Lima abrir o placar… Aos 30′, Dewson Freitas marcou pênalti no toque de mão de Gustavo Gomez… O toque existiu mesmo, mas olha só em que lugar do campo o lance ocorreu… foi um pênalti inventado pela arbitragem.

…..

Um absurdo que, num jogo valendo a liderança do campeonato, ninguém da arbitragem (nem o bandeira?) tenha conseguido enxergar que o lance ocorreu muito fora da área, não é mesmo? Que não só o jogador, mas a bola também estava muuuito fora da área… AH, CBF…

Mas não era dia da arbitragem… Aos 41′, Hyoran, de cabeça, colocou o Palmeiras na frente outra vez. Festa verde no Pacaembu. O Cruzeiro não dizia a que tinha vindo, o Palmeiras era muito mais time em campo, finalizava muito mais, tinha mais posse de bola… e vencia o jogo, merecidamente. Tchuuuupa, juiz!

No segundo tempo, o Palmeiras continuou bem mais perigoso do que o adversário – nunca vi um jogo nosso, valendo vaga na semi da Libertadores, ser tão tranquilo). Mano Menezes tentaria tirar as raposas todas da cartola… Fred, Sóbis… sem sucesso. Era um grande jogo do Palmeiras de Felipão. Dudu fazia uma grande partida. Naquela “lua” do domingo, corria muito e apanhava muito também. Antes da metade do segundo tempo, Felipão substituiu o Baixinho por Willian, e os quase 36 mil palmeirenses que estavam no Pacaembu adoraram ver que Dudu ia ser “guardado” para o jogo da quarta contra o Colo Colo, do Mago. E foi Willian mesmo que acabou fazendo a jogada que originou na marcação de um pênalti. No cruzamento do BGod, o jogador do Cruzeiro interrompeu a trajetória da bola com o braço… pênalti.

Gustavo Gomez foi para a cobrança… eu, na minha eterna dúvida de “olho ou não olho”, olhei e o vi cobrar no cantinho do goleiro. A bola, sacana, pra testar nosso coração, ainda bateu na trave antes de entrar. A “churrasqueira Pacaembu” (estávamos sendo assados naquele sol) explodiu de alegria.  Palmeiras fazia 3 x 1 nos Smurfs, agarrava a vitória e os 3 pontos (mesmo com um “erro” escabroso da arbitragem, num momento em que o empate poderia ter complicado a nossa vida, e assumia a liderança do campeonato. Um tropeço dos leonores à tarde, acabaria ratificando a liderança do Verdão.

 

E aí, tinha Libertadores na quarta… e contra o time do Mago (nunca pensei em vê-lo jogando contra o Palmeiras, e acho que ele também não imaginara essa situação)…

O Allianz estava lotado… Quando vi Valdivia, ali, no aquecimento, vestindo outra camisa,  me senti tão desconcertada… e seria capaz de apostar que, apesar de saber o quanto ele gosta e respeita o Colo Colo, ele se sentia bastante desconcertado também…

Na hora do hino… cantávamos “meu Palmeiras, meu Palmeiras”… o Mago olhou a torcida à sua volta (a maior parte dela ainda o ama) e abaixou a cabeça (vi depois, num vídeo, que o seu companheiro lhe perguntava se era “meu Palmeiras” que a torcida cantava, e ele só conseguiu balançar a cabeça em afirmação e ficou cabisbaixo depois disso)… parece pretensão minha, mas de alguma maneira eu sabia como ele se sentia; meu coração rachou na hora e, disfarçadamente (não hora e momento pra isso), chorei ali na bancada… Como diz uma certa música: “É desconcertante rever um grande amor”… 

Mas valia vaga na semifinal da Libertadores – vaga que o Palmeiras não conseguia desde 2001, e que seria a sexta semifinal do técnico Felipão, de sete participações no torneio  -, e tudo o que eu queria era que o Palmeiras saísse classificado dali, tudo o que eu queria era que meu outro ídolo, Duduzinho, jogasse muito e que o ídolo que agora era adversário fosse impedido pelos marcadores verdes de jogar tudo o que sabia… Thiago Santos, não daria sossego para Valdivia no jogo.

O Palmeiras tinha conseguido uma vantagem excelente na primeira partida e, por isso, o jogo começava 2 x 0 pra gente. O Palmeiras não precisava se afobar para chegar ao gol… o time do Colo Colo, que levou muitos torcedores ao setor dos visitantes (ficou cheio lá), ao contrário, precisando reverter o prejuízo ocorrido no Chile,  começou a parecer nervoso no decorrer da partida, fazendo muitas faltas.

O Palmeiras parecia jogar tranquilo, sem pressa. Era mais perigoso em campo, mas sem forçar, sem buscar o gol de qualquer jeito… cadenciava o jogo, parecia esperar a hora boa. Com a vantagem que tinha, parecia que a prioridade do Palmeiras era não dar espaços, não correr riscos…  Eu achava que faltava um meia no time, para chegarmos ao gol com mais eficiência, para chutarmos a gol mesmo, para que a jogada fosse criada e a bola chegasse redondinha no pé dos atacantes, no pé de Borja…

Mas se não tinha o meia, tinha a fera, o craque, o baixola… e ele resolveu decidir. Duduzinho vestiu o fraque, colocou a cartola e foi pro gol! Pegou a bola quase no meio de campo, avançou, passando por um monte de adversários, foi até a entrada da área, e, com um chute maravilhoso, guardou no ângulo do goleiro chileno. 25º gol de Dudu no Allianz.

Sem brincadeira, o Allianz quase veio abaixo… que festa da parmerada, era só um monte de verdes pulando, enlouquecidos de alegria. Mas não era à toa, o líder do Brasileirão praticamente carimbava a sua vaga na semifinal da Libertadores. No agregado estava 3 x 0 pro Palmeiras, e todos sabíamos que seria bem difícil tomarmos 3 gols ou mais. Que semana boa para os palmeirenses.

No segundo tempo, o Palmeiras já nos mostrava que manteria o mesmo ritmo. Nós, torcedores, queríamos mais gols, claro, mas estávamos tranquilos, sossegados com o resultado e com o futebol do Verdão em campo. E nem precisamos esperar muito… Aos 6′, Dudu foi puxado por Opazo na área e o juiz assinalou o pênalti. Borjão da Massa foi para a cobrança (olho ou não olho? Olho sim!) cobrou forte, no canto e guardou. Seu 19º gol na temporada, 9 deles na Libertadores, o colocando na artilharia da competição ao lado de Morelo.

E se o Colo Colo já parecia meio desesperançado de conseguir alguma coisa, com a marcação do segundo gol do Palmeiras então… mas nos deu um susto com Barrios, que por pouco não marcou. Os chilenos tentavam levar perigo na bola aérea (e faziam muitas faltas também, Dudu, que apanhava o tempo todo, que o diga), mas os defensores do Palmeiras estavam espertos. Thiago Santos tomava conta de Valdivia direitinho. Maike estava jogando muito também. O Palmeiras era melhor em campo, mais perigoso. Bruno Henrique bateu falta e quase fez,  a bola raspou a trave…

Só dava Palmeiras, e a bancada era só alegria. Duduzinho foi cobrar escanteio e a torcida, encantada com a partidaça do baixinho,  gritava : “Dudu, guerreiro”…

Eu precisava sair mais cedo do estádio, que saco, e só vi quando Dudu foi substituído por Hyoran, e Borja – que havia feito sinal para o banco – foi substituído por Deyverson…

Mas meu coração, apesar de contrariado por ter que sair mais cedo, saía tranquilo, feliz… o meu Palmeiras era líder do Brasileirão e estava na semifinal da Libertadores, com a sua melhor campanha, até agora, de todos os tempos.

Íamos todos dormir felizes, serenos aquela noite… mas, no dia seguinte, certamente já estaríamos pensando na partida contra o São Paulo, lá no Panetone – onde não ganhamos há um bom tempo -… e valendo a manutenção da liderança…

Vida de torcedor não é fácil…

 

 

 

 

 

16 pontos de 18 possíveis… 5 vitórias e 1 empate… 3 vitórias fora de casa – até mesmo contra o Boca, em La Bombonera (uma vitória histórica, o único a bater o Boca em seus domínios por mais de um gol, em uma Libertadores)…  líder geral da competição… 301 gols em Libertadores – é o clube brasileiro que mais balançou as redes na competição sul-americana… Não me lembro de uma outra ocasião em que começamos tão bem uma “Liberta”(e tem gente que reclama)…

O Palmeiras já estava classificado para as oitavas desde o jogo em La Bombonera e, por isso, Roger, que faz um bom trabalho no Palmeiras, optou por escalar alguns jogadores que não vêm jogando. Difícil chamar um Prass de reserva, né? Do time de sempre, Dudu, Willian e Borjão da Massa – jogando contra o seu time de infância, de coração, time da cidade em que ele nasceu…

Na Argentina, o Boca Juniors precisava ganhar do Alianza e torcer por uma vitória do Palmeiras para poder se classificar… O Palmeiras tinha que vencer para o Boca se classificar e muita gente achava que o Palmeiras iria “entregar” o jogo só para tirar o time argentino da competição. Alguns poucos palmeirenses, esquecendo a grandeza do próprio time, queriam que o Palmeiras entregasse… Ah, tá…

Pra desespero daqueles torcedores mais impacientes (burrinhos?), que sonham com um time utópico, de jogadores utópicos, que nunca erram nada, nunca perdem uma bola – tem gente que vai para o estádio achando que só vai ver acertos -, o primeiro tempo ficou no 0 x 0, por causa do árbitro e por causa dos goleiros – nossa defesa estava bem também, Vítor Luís fazia uma boa partida…

Aos 10′, Borja foi empurrado na área (por braço e joelho do adversário), sofreu um pênalti, e Enrique Cáceres, o árbitro paraguaio, no sentido literal e figurado – mandou seguir…

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Prass, em seu quarto jogo em 2018, foi monstro na partida (o Palmeiras, graças a Deus, está muito bem servido de goleiros), meteu um cadeado no gol e não entrou nada ali. Fez três grandes defesas, naquele jeitão Fernando Prass de ser (ele tem o dom de me emocionar) e segurou o ímpeto do Junior, que lutava pela classificação. Era ele ou o Boca que passaria à próxima fase. O goleiro colombiano, por sua vez, também segurou Dudu, Guerra e Borja em suas tentativas.

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Apesar de ter faltado aquela última bola certinha, o Palmeiras rondou a área do Junior no primeiro tempo, mas o gol não saiu e, quando o juiz apitou o final, alguns torcedores – não foi toda a torcida no Allianz – vaiaram o time.

No segundo tempo, o Palmeiras foi pra cima,  Tchê Tchê arriscou de longe e a bola pegou o travessão…  no ataque seguinte, aos 6′, Borjão da Massa fez explodir o Allianz. Mayke cruzou rasteiro, o goleiro não conseguiu segurar, os colombianos do Junior se atrapalharam, e Borja se aproveitou e mandou pro gol. Zagueiros e goleiro só puderam olhar a bola entrando no gol.

Três minutos depois, o juiz “achou” um pênalti de uma jogada normal, onde Luan, na disputa por espaço, apenas fez a proteção na passagem. O Borja empurrado na área ele não viu, mas viu um pênalti que não existiu… Ah, tá…

Mas o Prass estava no gol, né? Como sempre faço, não assisti à cobrança… fechei os olhos e pensei em Prass, pensei que ele não merecia tomar gol de um pênalti inventado… pensei que ele merecia, pegar o seu 13º pênalti com a camisa do Palmeiras… e todos sabíamos… se tem pênalti, o Prass pega.

“Acordei” com o grito da torcida e, enquanto comemorava com meus amigos, só conseguia olhar o Prass em campo, prestar atenção no muito que ele comemorava ali sozinho, erguendo os braços,  gritando, batendo no peito… Ah, Prass, seu lindo… emocionante… vontade de pular lá e dar um abraço gigante nele.  “PQP, é o melhor goleiro do Brasil, Fernando Prass”… gritava o Allianz Parque. Merecidíssimo, partida monstro de Fernando Prass.

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E a noite nos prometia mais alegrias… Prass deu um chutão lá pra frente e achou Willian (Prass, em dia de Prass, fez o lançamento), e o BGod, esperto, rápido, tocou no meio de dois colombianos para Borja, o nosso colombiano… Borjão esperou, em posição legal o lançamento, então correu, esperou o goleiro sair, deu um toquinho por cima e guardou… Um golaço! E que festa no Allianz! Até para o Prass, que lá no outro gol, recebeu a “visita” e os abraços de Luan e Emerson.

“Ainnn, o Palmeiras vai entregar”… AHAM! Lá na Argentina, a torcida do Boca comemorava muito cada gol do Palmeiras, cada defesa do Prass…

O Palmeiras queria mais… Dudu tentou Borja e a zaga tirou… Dudu recebeu de Willian, arriscou de fora da área e a bola passou pertinho…

O Barranquilla, em impedimento, marcou um gol… adivinha se o bandeira viu e se a arbitragem não validou?

………………..

E se dependesse da vontade da arbitragem, o placar já seria outro, né?

Mas o nosso artilheiro não estava querendo deixar o juiz nos atrapalhar e nem o seu time de infância se classificar… Dois minutos depois do gol mandrake que tomamos, Borjão da Massa foi pra rede de novo… Guerra cobrou falta na área, a zaga afastou do jeito que deu, e o jeito que deu foi deixar ela pro Borja… e ele guardou o terceiro (ainda bem que o Junior era seu time de coração, imagina se não fosse?)… Hat-trick de Borja, o primeiro hat-trick do Allianz Parque…

Roger sacou Borja e Tchê Tchê para a entrada de Hyoran e Bruno Henrique. E a numerada, hoje Central,  que antigamente era considerada o lugar dos amendoins (os amendoins estão plantado outro lugares agora), se levantou para aplaudir Borja…

O Palmeiras, dominando o segundo tempo, continuava no ataque… em uma das descidas verdes, tabela de Dudu e Willian, o capita chutou cruzado, de esquerda, e a bola passou pertinho…

Guerra, também muito aplaudido, deu lugar à Deyverson… e eu, que me utilizaria de transporte público, tive que sair 5 minutinhos mais cedo, antes que os milhares de torcedores começassem a sair também…

Na rua, prestando atenção ao som que vinha do Allianz, tocada por aquela alegria, tocada pelos gols de Borja, e pela partida monstro de Prass, eu tentava adivinhar o que acontecia lá… e então, percebi que o jogo tinha acabado.

A noite era linda, era verde… a noite era de Prass… de Borja… a noite era nossa… e já podíamos ir dormir em “prass”…

https://www.youtube.com/watch?v=Jj-d7-W0Bn0

 

 

 

……….

“Tem time que ganha no apito na Argentina… E TEM O PALMEIRAS… que ganha do Boca, em La Bombonera… NA BOLA!”

Jogão… a chamada briga de “cachorro grande”, que independe de fase, de elenco, e sempre vai ser jogo difícil.

Libertadores… … brasileiros e argentinos… Palmeiras e Boca Juniors… dois grandes rivais sul-americanos jogando em La Bombonera (a “Catedral do Futebol”, como dizem na Argentina)… E todo mundo sabe que é bem difícil bater o Boca em seus domínios… só esqueceram de contar isso para os palmeirenses…

Eu acreditava que o Palmeiras podia vencer lá, que podia sair classificado de lá… mas, vacinada com a picaretagem da arbitragem no Brasil, com os absurdos que acontecem aqui, e me recordando de um certo Ubaldo Aquino de outras épocas, confesso que temia que o apito pudesse nos atrapalhar – o árbitro chileno, no entanto, exceto pela não expulsão do argentino que deu uma pegada em Lucas Lima, e da conivência em algumas faltas, foi bem. O bandeira foi melhor ainda, e não errou nos lances capitais. Mas, por mais que eu confiasse no Palmeiras, não imaginava que pudesse ser uma vitória com tanta propriedade, não imaginava que meu Gigante Verde saísse de La Bombonera mais gigante ainda.

O Palmeiras calou a boca… do Boca… dentro de campo e na bancada também…

La Bombonera  entupida de gente… No setor visitante, dois mil palmeirenses – o número de ingressos que o Boca nos permitiu ter. Dois mil palmeirenses cantando e vibrando como nunca e como sempre… era como se os 20 milhões de parmeras espalhados pelo mundo estivessem ali também… a voz palestrina ecoava forte e se fazia ouvir além das muitas milhares de vozes hermanas no pulsante estádio lotado…

Mesmo assistindo na TV, era como se eu estivesse lá sentindo a vibração da partida e dos parmeras… imagino que para você também tenha sido assim, amigo palestrino. A torcida do Palmeiras arrepiava…

Mesmo tendo jogadores que debutavam num jogo como esse, que debutavam em La Bombonera, o Palmeiras, desde o início, me pareceu cerebral, concentrado,  valente, raçudo, ofensivo e, o mais importante, nem um pouco intimidado ou nervoso com o adversário e o conhecido poderio de seu alçapão… Bem posicionado, consciente de suas ações, o Palmeiras soube se impor e foi melhor no primeiro tempo. Procurou ficar no ataque sem dar muitas chances ao dono da casa. O Boca, com Tevez e tudo, com a boa movimentação do atacante Pavon, tentou achar espaços e esbarrou nos palmeirenses, não conseguiu se aproximar muito do gol do Palmeiras, e quando conseguiu, esbarrou no Jailsão da Massa.  Nós tivemos problemas com a marcação do lado direito; Pavon, que é muito bom jogador, levava perigo, deu trabalho a Marcos Rocha, Keno não conseguia ajudá-lo satisfatoriamente na marcação, e foi por ali que o time  argentino tentou fazer as suas jogadas, mas sem realmente assustar o Palmeiras, nem mesmo na bola do Pavon, que deu uma raspadinha na trave… mas por cima.

Para coroar o melhor futebol do Palmeiras naquele primeiro tempo faltava ele ser mais efetivo no ataque…faltava o gol… Keno, que quase tinha feito um gol no primeiro lance do jogo (uma bola chutada pelo goleiro, bateu em suas costas e quase entrou) parecia não estar bem acertado na partida, errava algumas coisas… Mas, então, os 39′, quando Dudu e Keno tinham invertido os lados em que jogavam, Marcos Rocha fez um cruzamento perfeito, na medida, para Keno que entrava na área pelo lado esquerdo, e ele, nas costas da defesa,  com uma cabeçada maravilhosa, em diagonal, guardou no canto esquerdo do goleiro Rossi. Segundo gol do Keno na Libertadores, segundo gol que ele faz no Boca. Que momento delicioso.

https://www.youtube.com/watch?v=06Oo3v8arwU

O visitante já abria a geladeira do dono da casa sem pedir licença…

O gol  chacoalhou os argentinos… Ábila, errou quase embaixo da trave, mas ele estava muito impedido no lance… Na sequência, Ábila, muito impedido de novo, meteu na rede de Jaílson. Mas não era campeonato Paulista, não era arbitragem brasileira, e o bandeira, corretíssimo, anulou o gol (e nada de os jogadores cercarem juiz, o quarto árbitro e o quinto árbitro esperando que algum delegado, alguém da Federação Paulista, munido de um celular sendo usado em campo, interferisse para mudar a marcação do juiz).

Marcando bem, seguro,  o meio protegido (Felipe Melo e Bruno Henrique faziam excelente partida), o Palmeiras foi para o intervalo com a vantagem no placar.

No segundo tempo, assim que o jogo teve início, Magallán acertou Lucas Lima, sem bola, e o juiz pareceu ‘preferir não expulsá-lo’ – até a imprensa local reclamaria do árbitro depois do jogo, o chamaria de “mau caráter” por ele ter deixado de expulsar o argentino (a mesma isenção da imprensa daqui, né? SQN). E o Palmeiras quase marcou o segundo gol antes mesmo dos 10 minutos. Arrancada de Keno pela direita depois de um belo passe de Dudu, ele entrou na área e tentou mandar a bola para o Lucas Lima que entrava pelo outro lado, mas o zagueiro tirou antes que ela chegasse nele. Por muito pouco o Palmeiras não balançou a rede de novo.

O Boca queria sair do prejuízo de todo jeito, e querendo aproveitar que estava em seus domínios, diante de quase 50 mil de torcedores argentinos, tentou colocar uma pressão no Palmeiras. Jaílson faria uma grande defesa, a sua melhor na partida, uma defesaça, num chute de Pavon…

O Palmeiras, ainda que tivesse mais trabalho na segunda etapa, apresentava maturidade em campo e estava atento também. Soube a hora de avançar e soube a hora em que era melhor recuar um pouquinho, soube tocar a bola quando foi preciso tocar mais a bola. Soube conter o ímpeto do Boca, que era empurrado por quase 50 mil pessoas.  O Palmeiras era alma e razão em campo.

Pitbull e Bruno Henrique (que seria considerado o melhor jogador da partida) faziam uma partida monstro. Dudu, baixinho, lutava um bocado e até desarme em nossa área ele ajudou a fazer. O Palmeiras estava inteirinho dentro do desejo de sair vencedor de La Bombonera…

O Boca não queria perder, mas o Palmeiras queria ganhar… Aos 21′, a zaga argentina se atrapalhou, o goleiro Rossi saiu do gol e da área tentando interceptar um lançamento pra Dudu… a cobertura se desenhava (e eu rezando para alguém tocar por cima)… mas foi preciso tentarmos três vezes… Willian chutou, e o zagueiro desviou,  Lucas Lima tentou também, a bola  bateu no adversário e voltou pra ele, e Lucas Lima, então, “fez a pintura”  do que estava desenhado… encobriu o goleiro e marcou o segundo do Verdão. E que gol… e em plena Bombonera. Ainda bem que eu estava em casa, se estivesse lá, teria morrido de emoção…

https://www.youtube.com/watch?v=N4MwAQrTskY

O visitante, que já abria a porta da geladeira sem pedir, agora até cobertura colocava na casa alheia… E ainda faltavam uns 25 minutos de jogo…

O Boca sentiu o golpe, e o Palmeiras com tranquilidade trocava passes. Tevez marcou um gol, mas estava muito impedido, e o juiz acertadamente anulou. Eu só queria que o jogo acabasse, mas o relógio não colaborava… O Boca ia pra cima, mas não furava a forte defesa do Verdão, não passava por Jaílson…

O orgulho que eu sentia do Palmeiras, pela partida maiúscula, já não cabia mais em mim… A torcida do Palmeiras, e só ela, embriagada de alegria, cantava alto, cantava forte em La Bombonera… torcedores do Boca, que não costumam fazer isso, deixavam o estádio antes do jogo acabar…

Aos 49′, o juiz apitou… e eu, diante da TV, aplaudi o Palmeiras… de pé.

Ah, mas é só uma vitória, que o classifica para as oitavas de final… tem muito chão ainda. É verdade. Em relação ao campeonato, é só um trecho percorrido… de um longo caminho que temos pela frente.

Mas todos sabemos que é muito mais do que isso, não é mesmo? O Palmeiras é agora o único time estrangeiro a ter conseguido vencer o Boca em seus domínios por mais de um gol de vantagem… é o time que mais venceu partidas fora de casa (30) na história da Libertadores… conquistou os 3 pontos e a classificação antecipada na competição (o primeiro a se classificar)… Após a partida, conversando com profissionais da imprensa brasileira, os jornalistas argentinos se espantavam ao saber que não há jogadores do Palmeiras na seleção, ao saber que nem o goleiro Jaílson está lá. Um amigo argentino me contou, teve comentarista lá dando graças a Deus quando Keno foi substituído. O volante do Boca afirmou que o Palmeiras é um “gigante, que joga de igual para igual com qualquer um”…

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E sabemos bem o que isso significa, não é mesmo?  O Palmeiras conquistou bem mais do que os 3 pontos e a classificação na Libertadores… conquistou marcas históricas, conquistou (mais)respeito, admiração e reconhecimento… renovou a confiança em si mesmo… e, certamente, conquistou a certeza de que tem time e cacife para brigar por todos os títulos… E tudo isso naquele jeito Palmeiras tão grande, limpo e lindo de ser…  

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“Para cada prova, a matéria a estudar é diferente. Se, por exemplo, você decorar só a tabuada do 9,  não passará em todas as provas”.

Não nos preparamos adequadamente para nossas provas… e deu tudo errado esse ano. Ainda que dessa vez eu não acreditasse numa eliminação – não contra o Barcelona de Guayaquil, e em nossa casa -, se fossemos observar com total isenção, depois da vacilada na primeira partida (poderíamos ter saído de lá com um resultado melhor), essa era mais uma tragédia mais ou menos anunciada…

Entrei no Allianz em 10 Agosto de 2017 e, antes mesmo de sair de lá, o ano já tinha acabado… Complicado…

Uma festa linda, torcida vibrante…  mosaico maravilhoso, na arena toda… A voz do Allianz, de quase 40 mil pessoas cantando o nosso hino, podia ser escutada até lá da lua, e, deve ter sido por isso que, ela, a lua, curiosa, apareceu para espiar por sobre a cobertura… Emocionante… Por falta de apoio não foi.

O Palmeiras até que tentou, mas ficou faltando aquele algo mais…

Jogamos mal no primeiro tempo. Embora rondássemos a área do Barcelona muitas vezes, faltava a ofensividade que a ocasião exigia (precisávamos de dois gols), faltava pressionar/encurralar o adversário, deixar o Barcelona com medo, preocupado, fazer o goleiro deles trabalhar. Dudu, marcadíssimo, ‘botinadíssimo’ pelos adversários também, jogava numa posição que não era a sua,  e Guerra e Moisés estavam no banco… Se não aguentavam um jogo todo, bem que poderiam ser utilizados pelo menos um tempo cada um. Não adiantava “economizarmos”, se as nossas pretensões de conquista de campeonato poderiam se encerrar naquela mesma noite. Faríamos o quê com as “economias” depois?

E não criávamos nada, ficávamos tentando só nos lançamentos, na ligação direta… e nada chegava no Deyverson -não adianta trocar o atacante se a bola não chega nele, se não tem um esquema para favorecer esse de tipo jogador.  Pode por até o CR7 lá.

Faltas adversárias demais, jogo paralisado demais, cera demais – desde o início do jogo… Juiz assinalando de menos as faltas equatorianas… cartões amarelos, trapaceiros, que ficavam escondidos e não saíam do bolso do árbitro de jeito nenhum… e, assim,  com adversários impunes, nossos jogadores iam apanhando um bocado, Dudu então, apanhava com bola e sem bola…

Mina saiu machucado no finalzinho do primeiro tempo, chorando (imagina se não teríamos jogadores machucados?). Mais essa ainda…

O primeiro tempo terminou 0 x 0  (com tanta paralisação e cera, o juiz deu só 3 minutos de acréscimo), e eu que, antes do jogo, achava que faríamos o placar desejado facilmente, já estava meio desconfiada – tivemos duas únicas chances reais de gol (eles tiveram uma)… era muito pouco para as nossas pretensões. Keno não estava muito bem, Guedes também não, Deyverson sumido, Tche Tche, na lateral, não conseguia segurar o atacante equatoriano quando ele descia…

Logo no início da segunda etapa, com a entrada de Moisés no lugar de Guedes, o Palmeiras ficou melhor, claro. Quem não sabia que, com ele jogando com Dudu, as coisas melhorariam? E fizemos um gol lindo, logo aos 5′. Duduzinho recebeu um passe longo e perfeito de Moisés,  ele dominou, ajeitou, parou na frente da área, esperou Moisés chegar  e tocou para o profeta… finalmente abrir o mar que nos separava do gol.  Moisés deu um corte no “barcelento” e  guardou no fundo da rede, no fundo do nosso coração… Que gol lindo!  Um gol que explodiu o Allianz! E ainda mais, porque era do Moisés, que ficou tanto tempo parado. E ele, iluminado, veio nos dar o gol que tanto queríamos. Um momento lindo, de arrepiar a gente, literalmente…

Golaço de Moisés! Nessas horas, eu sempre acho que vamos morrer do coração de tanta alegria. O Allianz parecia que ia vir abaixo tamanha a força da voz da Que Canta e Vibra. A festa era linda. E todos pensamos: Agora vai!

Dez minutos depois, Egídio lançou a bola para Dudu dentro da área, ele deu o drible, e chutou cruzado, do outro lado Deyverson tocou e mandou pro gol. Mas o bandeira assinalou impedimento… Que “disgrace”. E não bastasse isso, na sequência, demos uma bobeada e o Barcelona deu um susto na gente com uma bola na trave do Jaílson…

Não pressionamos como deveríamos depois do gol… E, pra complicar ainda mais,  devíamos ter uns 30 minutos de segundo tempo quando perdemos Dudu, o guerreiro, que sentia dores e caiu no campo, chorando (imagina se ele ia querer sair de um jogo desse?)… Mas estava na cara que isso ia acontecer, Duduzinho, que doou até a alma em campo (os jogadores todos se doaram na partida), apanhou feito um condenado, e com as bençãos do árbitro…

O tempo, insensível à nossa aflição, voava…

Seja pela ausência de Dudu,  ou porque o time correu muito e cansou, mas o Palmeiras deu uma baixada de bola… o tempo foi passando e chegamos aos 45’… o juiz deu mais 4. Não podia ser que iríamos para os famigerados pênaltis, mas estava mais do que na cara…

O atacante do Barcelona recebeu sozinho na área, na cara do Jaílson… eu fechei os olhos e nem quis ver o resto da jogada, mas o grito da torcida me contou que alguém tinha salvado. Era Tche Tche, que apareceu e tirou a bola.

Moisés arriscou um chute de muito longe e começou a mancar depois… Se a coisa já tava dramática, imagina como seria com a possibilidade de cobranças de pênaltis cada vez mais real?

O juiz apitou o final de jogo, o Allianz gritava o nome de Jaílson. Eu rezava por ele, mas não podia evitar de pensar que Prass, nosso pegador de pênaltis, nosso milagreiro que  faz até gol de título, estava no banco… Jean e Guedes, que são os que sempre cobram nas partidas, também estavam…

O Allianz, tenso, aflito, cantava a plenos pulmões… Que tensão… tá doido! Não faltara raça, não faltara empenho dos nossos jogadores, mas tinha faltado saber mais de um caminho para o gol, tinha faltado ter “estudado mais do que a tabuada do 9″…

Eu nem queria olhar as cobranças – isso é de praxe… Acho que a lua, meio supersticiosa, assim como eu,  também não queria, porque ele já tinha desaparecido no céu.

Eles cobraram primeiro e marcaram… Guerra marcou o dele… Fizeram o segundo… Tche Tche também fez… Fizeram o terceiro…  Bruno Henrique, machucado, foi para a cobrança e o goleiro defendeu, por um segundo ou dois, o Allianz ficou dolorosamente calado, e eu soube então o que acontecera… Acertaram a quarta cobrança – todo mundo dizia que Jaílson por muito pouco não pegara…  Então, resolvi olhar a nossa quarta cobrança e vi Keno chutar muito bem, guardar o dele e sair vibrando…

Nossos pensamentos estavam todos em Jaílson… Jaílson tinha que pegar ou pegar…

De olhos fechados eu rezava por Jaílson… e o Allianz explodiu na defesa do nosso goleiro…. Haja coração! Moisés, mancando, cobrou e guardou.  Tudo igual. Novas cobranças começariam. Agora, se um fizesse e outro errasse, acabaria ali. Eles marcaram o deles, Egídio cobrou e o goleiro defendeu… final de ano pra gente, e sem presente de Natal…

O Jaílson defendeu um… o goleiro deles defendeu dois… Mas, na nossa visão é sempre o mesmo, o pênalti defendido pelo nosso goleiro, é só mérito dele, os que foram defendidos pelo goleiro adversário é só demérito dos nossos jogadores…

Uns culpam a cobrança de pênalti de Egídio, culpam Egídio pela eliminação, e esquecem que perdemos duas cobranças; outros culpam os que não quiseram/não se sentiram confiantes para cobrar a penalidade – não achei legal saber que jogadores fugiram da raia na hora em que o Palmeiras mais precisava, e não achei legal também isso ter sido dito para imprensa.

E, de verdade, prefiro mil vezes um jogador que erra na cobrança de um pênalti, mas que foi lá sentir a pressão de cobrar uma penalidade tão importante, do que um que poderia ter acertado, mas fugiu da responsabilidade na hora de cobrar. Porém, não tenho raiva dos que se recusaram a fazê-lo. Apesar de não terem a coragem que eu gostaria que tivessem, apesar de não terem aquele algo mais que deveriam ter na hora de o time decidir algo,  pelo menos foram honestos ao dizer que não estavam em condições.

Mas não foi só por isso que nosso ano foi desapontador, não foi só isso… Nosso futebol ficou devendo. Veja só, não conseguimos marcar dois gols no… Barcelona de Guayaquil, e em casa.

Se um projeto que nos parecia tão grandioso e no qual acreditávamos tanto, infelizmente naufragou, os motivos são vários e a responsabilidade é de todo mundo… jogadores, comissão técnica e dirigentes – não necessariamente nessa ordem.

Só a torcida não tem responsabilidade alguma nisso, mesmo com as cornetas todas, porque ela carrega o time nas costas – até mesmo literalmente, se precisar.

Nossos planos não deram certo, é uma pena, mas acontece. Estamos desapontados, frustrados, bravos, mergulhados em tristeza, mas penso que não temos que caçar bruxas, nem colocá-las na fogueira. Reclamar, sim; acender o fogo do inferno de novo, não. Agora é hora do mea-culpa geral lá no Palestra, é hora de todo mundo lá admitir as próprias falhas – sem tirar da reta- , consertar os erros (temos condições de consertar sim), de repetir os acertos, de unir forças… e levantar a cabeça… temos muitas partidas para disputar e tentar vencer ainda este ano.

E a torcida, sou capaz de apostar, vai continuar apoiando como sempre faz. Aliás, essa é a parte que nos cabe.

Sigamos em paz…  #AvantiPalestra e #VoltaLogoPN

Honestidade, lisura, correção… são coisas que andam distantes da Conmebol nas últimas décadas. Pra se ter uma ideia, seus três últimos presidentes, Eugenio Figueredo, Nicolás Leoz, Juan Ángel Napout – trio que comandou a entidade de 1986 até 2016 -,  estão presos… por corrupção – os dois primeiros, em prisão domiciliar (o ex-presidente da CBF, José  Maria Marin, também está preso por corrupção).

Os escândalos são inúmeros… e não é à toa que muitos considerem que a Conmebol seja uma das entidades mais corruptas do mundo.

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Um lamaçal essa Conmebol, não? Seríamos ingênuos demais se achássemos que essa sujeira toda não esteve nos gramados também, imagina se poderia ser diferente… Torneios disputados em campos horríveis, péssimas arbitragens, garfadas históricas, resultados de jogos feitos pelo apito, agressões, pancadarias, emboscadas… são marca registrada dos torneios organizados pela Conmebol, que não está nem aí pra nada disso. Quantos gordo$ intere$$e$ podem haver em resultados de jogos fabricados, em punições ‘mandrakes’ pra um, exageradas pra outros, em determinados clubes ganhando competições, não é mesmo?

Quem não se lembra de Ubaldo Aquino, assaltando o Palmeiras na Argentina, em 2001 (sempre pensei que se um árbitro prejudica muito uma equipe, se “erra” demais, em lances capitais, e em partidas importantes, se faz o resultado de uma partida e não recebe uma severa punição por isso, certamente ele agiu servindo aos interesses de quem poderia puni-lo)…

Quem nunca ouviu falar da roubalheira descarada do árbitro José Roberto Wright para favorecer o Flamengo – seu time de coração -, na Libertadores de 1981?

Quem não se lembra da torcida corintiana que matou um torcedor dentro de um estádio, na Bolívia, e da punição – ultrajante – de um único jogo com portões fechados que a Conmebol deu ao clube que inúmeras vezes admitiu bancar essa mesma torcida? A mesma Conmebol que excluiu o Boca da Libertadores 2015, depois de uma confusão em campo e do uso de gás pimenta por parte dos seus torcedores. Além da exclusão,  o Boca sofreu outras sanções: 4 partidas sem torcida – como mandante – em competições organizadas pela Conmebol; e 4 partidas, também sem a sua torcida, como visitante em torneios sul-americanos, além de multa de US$ 200 mil. Os casos são tantos… e a falta de critério é assombrosa. Não que o Boca não merecesse punição, mas, de acordo com as punições aplicadas, para a Conmebol, um torcedor perder a vida, dentro do estádio, sem motivo algum, apenas pela sacanagem dos que acenderam e direcionaram um sinalizador na torcida adversária, parece ter muito menos importância,  do que uma confusão com uso de gás pimenta…

Uma lata de lixo essa Conmebol… por onde circularam (será que ainda circulam?) muitos ratos.

Com a prisão de Juan Napout, um novo presidente foi eleito em 2016. Alejandro Dominguez, também paraguaio, como Leoz e Napout – dois dos que estão presos -,  chegou prometendo mudanças, transparência, prometendo limpar a sujeira,  mas será que ele está mudando algo mesmo?

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Parece que não…

Dentro de campo, as competições com o selo de “qualidade” da Conmebol continuam a mesma coisa. Como é o caso da Libertadores, torneio em que muitos clubes brasileiros são prejudicados.

Ano passado, obrigaram o Palmeiras a cobrir o nome da Allianz em sua arena, do patrocinador que pagou 300 milhões para que seu nome fosse visto, tivesse exposição (legal a Conmebol, né?)mas o patrocinador do Toluca pôde aparecer à vontade nas transmissões dos jogos lá na Argentina – postei aqui sobre isso na época.

Postei aqui também, há algumas semanas, imagens sobre as muitas pancadarias, desde 1961, que o Peñarol promoveu em inúmeras partidas em que foi derrotado, inclusive em competições sulamericanas. Fosse a Conmebol uma entidade séria,  o Peñarol, e seus jogadores, com tantas reincidências, já teriam levado uma punição bem severa. Mas o Peñarol, que parece ser apadrinhado pela benevolente Conmebol, continua tendo alvará para a covardia.

E foi isso que vimos a Conmebol confirmar há alguns dias, quando julgou os incidentes (a emboscada preparada para o Palmeiras) de Peñarol 2 x 3 Palmeiras,  pela Libertadores 2017.

No mesmo dia em que iríamos conhecer o resultado do julgamento, em um evento da Conmebol, estiveram presentes o presidente da AUF, a Associação Uruguaia de Futebol, Wilmar Valdez – ele tinha sido muito cotado para ser o presidente da Conmebol em 2016. Deve ter “pouca” influência o dirigente uruguaio,  não é mesmo? -, e Rubem Paz, técnico de futebol e ex-jogador do Peñarol…

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E, quando veio o resultado do julgamento, vimos o mesmo de sempre, o mesmo que sempre acontecia no tempo dos corruptos que agora estão presos… o Palmeiras, que tinha vencido a partida na casa do adversário, que estava felizão da vida, sem motivo algum para querer brigar com alguém (a troco de que ele brigaria, se saía dali praticamente classificado?), e que teve seus jogadores cercados pelos jogadores do Peñarol (que já não tinha mais nada a perder, já estava desclassificado), que teve Prass e Willian agredidos (Willian foi agredido segundos antes do apito final), que teve Felipe Melo perseguido e acuado por jogadores uruguaios, que queriam agredi-lo, assim como agrediram o Prass (Felipe Melo se defendeu e deu um soco num jogador uruguaio); Palmeiras, que se viu em meio à uma emboscada, num estádio sem policiamento, com portões fechados, que não davam ao Palmeiras a chance de sair do campo e ir para os vestiários (não fosse os seguranças que o Palmeiras sabiamente levou ao Uruguai, e que abriram os portões na marra e tiraram nossos jogadores de lá, teria acontecido uma tragédia)… pois esse mesmo Palmeiras recebeu uma punição maior do que os covardes e violentos uruguaios… que partiram pra briga, que foram pra cima dos jogadores do Palmeiras depois do apito final.

https://www.youtube.com/watch?v=ar3fWbXV_Fs

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Mesmo com ‘trocentas’ imagens, de vários ângulos, que confirmam que o Palmeiras não iniciou a briga, que seus jogadores foram agredidos… mesmo com toda a escancarada culpa do Peñarol, a Conmebol, das “mudanças” e “transparência”(AHAM), deu 6 jogos de punição para Felipe Melo, que foi perseguido e acuado por vários jogadores depois do final da partida, e que tentou evitar o confronto de várias maneiras, e deu 5 jogos de punição para os uruguaios que iniciaram a confusão e agrediram Prass e Willian, vê se tem cabimento?

Não bastasse isso,  pra mostrar que  Alejandro Dominguez não está mudando coisa nenhuma na entidade, e está com jeitão de ser ‘farinha do mesmo saco’, a Conmebol determinou que Palmeiras jogue 3 partidas, como visitante, sem a sua torcida, e para o Peñarol, o responsável pela confusão, o que time que partiu para a briga, e que não levou policiamento ao estádio,  a Conmebol deu 1 jogo apenas, como mandante, sem a torcida. Coube ainda ao Palmeiras, uma multa de US$ 80 mil dólares (R$ 250,7 mil) e para o Peñarol a multa foi de US$ 150 mil.

É muito suspeita essa benevolência da Conmebol com o responsável pelos acontecimentos no Uruguai – para quem tanto faz a punição,uma vez que já está eliminado da competição – e esse rigor todo ao Palmeiras, a vítima da emboscada, e que está a  ponto de se classificar…

E todo mundo se pergunta: E cadê a CBF? Por que ela não faz nada a esse respeito? A CBF não faz nada a respeito porque o seu presidente, Marco Polo Del Nero, não pode colocar nem um pezinho pra fora do país com medo de ser pego pelo FBI e ir parar na cadeia também.

Tá ‘bem cuidado” o futebol Sul-americano, não é amigo leitor? Não é a toa que estamos há anos-luz dos campeonatos europeus… E, se continuar assim, nessa picaretagem toda, os próximos torneios Sul-americanos serão idealizados/organizados de dentro dos presídios.

Classificados no Paulista, primeiro do grupo, o time jogando melhor com Cuca no comando, com outra postura em campo… e, agora, chegou a hora de decidir vaga para a próxima fase da Libertadores…

Difícil? Sim é difícil. Impossível? De jeito nenhum.

Nos enrolamos, nas nossas próprias pernas, e complicamos a nossa situação no grupo, as nossas chances. É muito ruim termos

que torcer para um outro time para que seja bom para o Palmeiras, termos que depender da vontade de ganhar de um outro time, numa outra partida, por outro lado, saber que os dados ainda estão rolando é muito bom.

Não podemos fazer nada além de torcer, de estarmos todos juntos hoje, no Allianz, de coração e alma, e  doarmos a nossa energia e o nosso amor ao Palmeiras, mas temos que acreditar e acreditar muito. Nada está ganho e tampouco perdido antes do juiz apitar o fim de jogo.

E fhodhaC se o outro lá tem desfalques, fhodhaC se podem fazer um jogo de compadres, fhodhaC se o Palmeiras tem dificuldade pra marcar três gols… fhodhaC a calculadora! Se tiver que ser, será!

Como foi quando Euller marcou dois gols, um atrás do outro…

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… quando Galeano cabeceou “aquela” bola…

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… quando Valdivia saiu do banco pra nos colocar na final…

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… como foi quando São Marcos fez três milagres em poucos minutos…

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… quando uma defesa de pênalti nos fez avançar no caminho de um título inédito…
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… quando Zapatta, diante da Santa Muralha, chutou pra fora…

… quando Cleiton Xavier fez um gol inacreditável, num tempo quase improvável…

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… quando Prass pegou tudo…

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… Como foi quando Dudu decidiu…

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… quando Jesus “multiplicou seus gols”…

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… quando Barrios nos manteve na luta…

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… como foi quando Prass correu, bateu e guardou, e nos fez campeões…

gol-Prass-título

Tá na nossa história, no nosso sangue, no nosso DNA… faz parte da nossa  essência…

As manchetes já devem estar todas escritas… VAMOS REESCREVÊ-LAS, VERDÃO!!

À LUTA, PARMERADA!! AQUI É PALMEIRAS, PORRA!