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PALESTRATOUR… PRA GUARDAR NO CORAÇÃO… (1ª Parte)

Há quase dois anos atrás, uns dias antes de o Palestra ser fechado para se iniciarem as obras da Arena, eu estive lá fazendo o que, na época, chamávamos de Palestratour. Uma visita pelas dependências do nosso amado Palestra Itália, com direito a muita emoção… Hoje, quando nos preparamos para receber a Arena Palestra, nossa nova casa, que será um dos estádios mais modernos do mundo; quando a abstinência de Palmeiras é tão sofrida; a saudade imensa que sinto do nosso Palestra me faz publicar, pela primeira vez, uma parte do texto que escrevi na ocasião.

PRIMEIRA PARTE 

Nesta semana eu fui fazer o Palestratour, uma visita ao Palmeiras que nos possibilita conhecer, acompanhados de um guia, a Sala de Troféus, vestiários dos jogadores, camarote do presidente, campo, banco de reservas, a sala de imprensa, o jardim onde estão os bustos dos nossos craques imortais, tudo isso salpicado com trechos sobre a nossa história, que o guia vai nos contando.

Nem é preciso que eu diga que adorei, né? O convite, foi cortesia da Samsungesportes, numa promoção feita no Twitter. A torcida virtual do Palmeiras, a TwitPigs, (siga-nos no Twitter: @TwitPigsOficial) foi quem ganhou os convites da promoção. O amigo Lagrutta e eu fomos representar a TwitPigs, que tem outros dois responsáveis, a Cynthia e o Marco. Mas tinham muitas outras pessoas lá, que compraram os seus convites e fariam o Palestratour com a gente. Entre eles uma garotada de seus 10 anos, por aí, jogadores de futebol de salão. Como brilhavam aqueles olhinhos, encantados com tudo que viam! Encantados com a história de glórias do Campeão do Século!

Eu pensei que iríamos por último na Sala de Troféus, mas que nada! De cara fomos prá lá! Minha nossa! Assim que eu entrei, deslumbrada com tantos troféus, acabei virando à direita e dei de cara com o do Mundial de 51, a tão querida COPA RIO. Quem é que diz que não temos Mundial, hein? Os autores da façanha estão lá, imortalizados, em imagens inesquecíveis.  O coração já bateu em falso… Diante daquele troféu, foi como seu pudesse ter respirado um “arzinho” daquele glorioso ano de 1951.  Olhava as imagens daqueles heróis, que tanto dignificaram a nossa camisa, homens que resgataram o orgulho de um país… As comportas da minha emoção começavam a ruir… Eu nem sabia para que lado olhar e olhava tudo de uma vez.

Fui andando e dei de cara com o “cantinho” da Libertadores. Aí não aguentei… Não consegui mais segurar a emoção. Deu um nó na garganta… Eu vivenciei tudo aquilo. Como a gente sofreu para conquistar a danada e, agora, ela estava ali, toda imponente, parecendo sorrir prá mim. O filme, maravilhoso, que passava na minha cabeça tinha Marcos, Felipão, César Sampaio, Paulo Nunes, Galeano, Evair, Oséas… enlouquecidos, comemorando; tinha eu, na minha casa, de joelhos, com Santo Expedito na mão, agradecendo o pedido, tão prontamente atendido, tinha a torcida palestrina gritando “Fora!” “Fora”, antes de Zapatta cobrar a última penalidade, antes dele errar, antes de podermos respirar novamente, antes dele dar a senha para loucura que se instalou no Palestra Itália e em cada lugar do mundo onde houvesse um coração verde esmeralda pulsando… Eu sentia vontade de colocar as mãos naquele troféu e levantá-lo em direção ao céu, como fizeram os jogadores. Afinal, eu também ganhei a América naquela noite. As lágrimas vieram com as lembranças… Tentei disfarçar, meio envergonhada de começar a chorar ali, no meio da criançada mas não consegui…



Mas o Palmeiras tem uma quantidade absurda de troféus. Dio mio! E se for contar os dos outros esportes, então…Um mais lindo que o outro. Ramon de Carranza! Tão importante conquista, tão lindo troféu… Que história mais linda! Quantas glórias! As pilhas da minha câmera resolveram pifar, e dá-lhe a câmera do celular. Ainda bem que o do Lagrutta tirava umas fotos legais. Eu estava procurando o troféu do Paulista de 2008 (que o meu Maguinho também ganhou), quando dei de cara com o do Paulista de 93. Olhei prá ele e fui transportada para aquele dia mágico. Estava outra vez no estádio lotado… Parecia ver Evair de braços abertos, correndo em direção da torcida, parecia ver Edmundo cheio de garra e marra, gingando entre os adversários com seus dribles geniais; revia Zinho, maravilhoso, tão querido, marcando o primeiro gol.Mais uma vez, eu perdia a voz ao comemorar aquele gol… Sim, eu estava no estádio, outra vez. Parecia ver aquele monte de parmeras chorando, de joelhos nas arquibancadas. Conseguia ouvir o canto: “Boi, boi, boi, boi do Evair, Palmeiras Campeão vai cair o Morumbi”. Podia sentir o meu coração, outra vez quase parado, enquanto Evair se posicionava para bater o pênalti… Podia ver a bola balançando a rede… Sentir e ouvi, como se estivesse vivendo tudo de novo, o grito de campeão ensurdecedor que explodia, finalmente, da nossa garganta, e do qual, nunca mais vou me esquecer. Como eu fui feliz nesse dia 12 de Junho de 1993!!


E a história desfilava diante de nossos olhos… Campeão de 36, de 50,42, 94, 96… se for falar todos aqui, não vou terminar nunca. Tantos troféus, tantas imagens, tantos craques maravilhosos que vestiram a nossa camisa. Mas eu estava doida atrás do caneco de 2008. E que lindo ele é! Dourado, brilhante, com gosto de “chocolate”, chutes no vácuo, chororô, creu, “cala a boca bvambvi”. Poder tocar aquele troféu foi simplesmente inexplicável. O Palmeiras o conquistou; Valdivia, meu ídolo, o tocou. São Marcos, o santo de minha devoção, o tocou também. Todos os nossos jogadores o beijaram e carregaram. Então eu beijei também, né? Tiramos uma tonelada de fotos e fomos para a sala que abriga as imagens e troféus dos acontecimentos de 1942!

O guia nos contou a história do Palmeiras, perseguido em tempos de guerra por ser de colônia italiana. Chamados de traidores da pátria, nossos heróis entraram em campo para enfrentar o São Paulo e defender a Nação de sangue esmeralda, carregando a bandeira do Brasil. Jogo em que os bambis fugiram de campo, após a marcação de um de um pênalti a nosso favor, quando o placar marcava 3 x 1 pro Palmeiras. Senti tanto orgulho ali, enquanto ele contava a história do Palestra que morrera líder para nascer o campeão Palmeiras. Estávamos ao redor da mesma mesa onde foi tomada essa decisão. E eu ficava tentando “construir” mentalmente a cena daquele distante 1942. Ficava tentando imaginar o que disseram eles então. Será que choraram em cima daquela mesa? Será que fecharam seus punhos, de raiva, pelo mal que queriam fazer ao Palestra? Será que aquela mesa sabia que ela será pra sempre a representante “viva” de uma das páginas mais importantes da nossa história?

Em cima daquela mesa estava o primeiro troféu conquistado pelo Palmeiras e a faixa de campeão. Nosso título de Campeão do Século, começara a ser construído quando aquele pequeno troféu foi levantado… Queria poder viajar em uma máquina do tempo e assistir àquele jogo… E ali mesmo, pertinho da mesa onde repousa a taça da nossa primeira conquista, tem um local destinado a Oberdan Cattani, o goleiro campeão. Tem camisa de jogo, chuteira, bola, as faixas de campeão (As que Oberdan guarda em sua casa, ele já me deixou usar uma vez). Suas grandes mãos imortalizadas em metal, na parede… Salve Oberdan! Nossa lenda viva!!

Saímos dali e fomos conhecer o camarote do Belluzzo. Que visão ele tem dali! Me deu uma vontade tão grande de deixar um papelzinho lá com um pedido: “Traz o Mago de volta, Belluzzo”. Mas fiquei só na vontade. rsrsrs Vontade de escrever, né? Porque a força do meu pensamento, tenho certeza, chegou até o presidente.

Foi então, que fomos conhecer os vestiários… Fiquei imaginando tudo o que já acontecera ali, tudo o que já foi dito. As tristezas com que eles prá lá voltaram depois de um insucesso. Mas era como se ali pairasse a magia das glórias palestrinas. Os armários tinham as fotos dos jogadores atuais. São Marcos, Armero… Como eu queria que tivesse uma certa foto num dos armários… Mas ali, naquele vestiário, também estava, e disso eu tinha certeza, o som de todos os risos,  de todos os gritos de desabafo,  a força de todas as palavras de ânimo… estava a energia dos grandes jogadores que por ali passaram, de todos os ídolos, e dos jogadores operários também, que tantas alegrias tinham dado àqueles apaixonados, que frequentaram aquelas arquibancadas ao longo de quase um século. Minha sensibilidade parecia nunca ter estado tão aguçada. Ao sairmos dos vestiários passamos em frente ao pequeno altar onde nossos jogadores, cujas crenças permitem, fazem as suas orações antes da partida. O grupo já se encaminhava para outro lugar, mas eu me detive ali, e rezei… Pedi a Deus que abençoasse o Palmeiras, que lhe desse sorte quando o trabalho estivesse sendo bem feito, e pedi… com toda a força do meu coração, para que ele trouxesse o Mago de volta…

Muito emocionada, fui me encontrar com o restante do grupo. Iríamos à Sala de Imprensa e, depois, subiríamos as escadas que nos levariam até o gramado mítico, palco de tantas conquistas maravilhosas…

E mal eu sabia quanta emoção mais estava por vir. Mas isso eu conto na segunda parte, numa outra vez…

FELIZ 12 DE JUNHO, PALESTRINO!

O amor não se limita a relações entre pessoas. É uma celebração da vida. (Paulo Coelho)
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Já fazia uma semana que eu não conseguia dormir direito. Aquelas chamadas “borboletas no estômago” não paravam de voar… meu coração ficava apertado a cada vez que eu me lembrava da segunda partida da final do Paulistão. Tentava me manter tranquila, mas era impossível. Por pouco eu não tinha ficado sem ingresso para a decisão. Depois de não ter conseguido comprá-los lá no Palestra, graças a Oberdan Cattani, eles estavam no meu criado mudo, junto com a imagem da Madre Paulina.
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De sexta para sábado foi difícil dormir, foi difícil não pensar, não imaginar aquele grito de campeão saindo da nossa garganta. Eu mentalizava aquele momento, imaginava a cena do Palmeiras campeão, o tempo todo, e chorava o tempo todo também. Era uma coisa tão estranha… Embora estivéssemos há 16 anos sem conquistar um título, embora eu morresse de medo, eu tinha certeza que seríamos campeões.
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E tinha aquela imagem… Desde a semana que antecedeu a primeira partida, uma imagem não saía da minha cabeça. Não era uma coisa que eu imaginava, era quase como se fosse uma visão…  me acompanhando por duas semanas. Evair correndo prá galera, de braços abertos e comemorando diante de mim. Evair de joelhos no gramado… Era tão nítida! Achei que fosse um sinal, sei lá… Ainda me dá, um nó na garganta a cada vez que penso nisso. Mas quando jogamos a primeira partida e perdemos, me pareceu que a tal imagem fosse só birutice minha mesmo. Acabei até me esquecendo um pouco dela…
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E o dia chegou! Era 12 de Junho, Dia dos Namorados… Tava certinho. Afinal, nosso caso de amor, nosso “namoro” sempre foi com o Palmeiras. Daquele tipo de amor que dura por toda uma vida e além dela.  Eu mal conseguia esperar pelo momento de estar no Morumbi. Não via a hora de estar na arquibancada. Tinha certeza que ganharíamos, mas ficava tentando imaginar o que aconteceria. Achava que o Palmeiras, mordido com a derrota no primeiro jogo, mordido com a idiotice de Viola, iria atropelar os gambás. Mas, às vezes, pensava que gostaria de dormir e acordar depois que tudo tivesse sido resolvido. Que angústia! Nem conseguia comer… Mas nada que eu imaginasse poderia ser melhor do que aquilo tudo que eu vivi no Morumbi…
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Faltava quase duas horas para começar a partida, quando chegamos no Morumbi. E ele estava cheio. E foi enchendo cada vez mais. Ficou lotado! Que coisa linda a massa verde, em meio às bandeiras! A torcida palestrina cantava como nunca, sorria como nunca, se abraçava e desejava sorte como  sempre. Mas a tensão era grande, o nervosismo era quase palpável. Como expressar aqui o que eu senti quando o Palmeiras entrou em campo? Que festa linda!
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O jogo começou e o empate favorecia os gambás. Mas o Palmeiras foi mostrando que tinha chegado a hora de ser campeão. O Verdão sobrava na partida. Evair, cerebral,  comandava as ações do time. O volume de jogo do Palmeiras enlouquecia a gente na arquibancada e desnorteava os gambás em campo… Mas faltava o gol…
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Eu mal conseguia esperar por ele.  Evair estava começando uma partida como titular, depois de quase dois meses machucado, e jogava maravilhosamente, como sempre. Edmundo já tinha perdido um gol incrível. Eu não conseguia nem  raciocinar,  só conseguia sentir meu coração, quando Evair tocou para Zinho, que entrou na área, pela direita e chutou cruzado, mesmo sendo puxado pelo seu marcador. A bola atravessou a área e foi morrer lá no canto direito do goleiro. Foi a redenção! Foi a certeza, para todos os que estavam no estádio, que o título paulista de 1993 tinha dono! Enquanto metade do Morumbi se calava, a outra metade, mais linda, explodia!! “Obrigada, meu Deus!” era tudo que eu conseguia gritar. E gritei tanto, que perdi a voz naquele lance. Acho que nunca na minha vida eu tinha sentido uma felicidade daquele tamanho. Todos sabíamos que aquele gol era a senha para tudo que viria depois…
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Enquanto o Palmeiras começava a ganhar o título, os gambás começavam a perder a pose, a cabeça. Não conseguiam parar a Máquina Verde e apelavam para as botinadas. Henrique foi expulso ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, o Palmeiras continuava o massacre. A torcida não parava de cantar, jogava com o time, e era como se todos nós estivéssemos dentro de campo. O Palmeiras se portava como um legítimo campeão, como se jogasse por música. Evair era o maestro. Edmundo, com seus dribles maravilhosos, deixava irados os defensores corintianos. Edilson fazia o mesmo… Neto, gordo, sofria com Antonio Carlos, que não o deixava jogar. Sampaio parava Viola que, antes de entrar em campo, tinha até vomitado nos vestiários, tamanha era a tensão daquela partida…
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A nossa Defesa Que Ninguém Passa se mantinha intransponível! Mas o Palmeiras queria mais. Nós queríamos mais! Ronaldo saiu da área, ao ver Edmundo avançar e, ao ser driblado, parou o Animal com falta. Foi expulso! “AU AU AU, EDMUNDO É ANIMAL” cantava a arquibancada!! Eu cantava também,  mesmo sem a voz que tinha perdido no gol de Zinho…
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A raça do time era contagiante! Eu sentia tonturas e tremia muito. E foi tremendo que vi Mazinho pegar uma bola quase no meio de campo e avançar até chegar pertinho do goleiro e tocar rasteiro para o segundo pau. Adivinhem quem vinha lá? “Ele”! Evair, o “Matador”, que povoa os nossos sonhos (e o pesadelo dos adversários) até hoje, mandou prás redes e fez o segundo gol do Palmeiras. Eu gelei quando olhei pro campo, e não consegui parar de chorar ao ver Evair correr prá galera, exatamente onde eu estava. Então, eu pude ver, de verdade, a imagem que me acompanhara por dias e dias. As lágrimas correm pelo meu rosto ainda hoje, ao lembrar daquela cena… “EÔ EÔ EVAIR É UM TERROR!”, cantava a metade feliz do Morumbi!!!
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Mas o Matador Evair queria mais! Fez a jogada e chuta para marcar o terceiro, mas a bola pegou na trave.  No rebote,  Edilson (que saiu da história e do coração da torcida, por conta própria) mandou prás redes! Delírio!! OLÊ PORCOOO! OLÊ PORCOOOO!! O Morumbi se tornou verde!! O mundo todo ficou verde!! O sangue que corria frenético em nossas veias era verde!! Muitos torcedores se ajoelhavam, olhando pro céu…  Nunca vi tantos homens e mulheres chorando ao mesmo tempo. E que sabor tinham as nossas lágrimas. De felicidade, palpável, explícita, correndo pelas nossas faces… “Boi, boi, boi, boi do Evair, Palmeiras Campeão, vai cair o Morumbi”!!!
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Com a vitória, o Palmeiras levava o jogo para a prorrogação. Meu amigo,  imagine o que significava poder sair da fila de 16 anos, em cima do maior rival, e ter que jogar uma prorrogação.  Os nervos estavam à flor da pele. Meu corpo todo formigava… O coração batia tão alto e tão forte que chegava a doer o peito.
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Era chegada a hora! Apenas trinta minutos nos separavam de um sonho…Trinta minutos para acabar com um jejum de  16 anos…Trinta minutos para desbancar o “protegido” rival. Estávamos com o “coração-na-boca”. Vaaai Palmeiras!!! Não tínhamos nenhuma dúvida. Apenas esperavávamos… felizes, confiantes, ansiosos, sorrindo…
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Mas time que tem Edmundo e Evair, não deixa a torcida esperando. O Animal, genial, que já tinha feito uma jogada maravilhosa, (Edilson perdeu o gol quase embaixo das traves) numa outra jogada de craque, partiu prá dentro da área e foi derrubado… PENALIDADE MÁXIMA, DIZIAM OS COMENTARISTAS!!!
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Sabíamos que era só esperar a cobrança e comemorar… Sabíamos que aquele gol seria o gol do título… Sabíamos que, finalmente, sairia de nossas gargantas o grito de “É CAMPEÃO”… EVAIR, O CRAQUE DA CAMISA NÚMERO 9, SERIA O COBRADOR! Ninguém ousou respirar, quando ele correu para a bola e o mundo explodiu num verde-e-branco campeão… GOOOOOOOOOOOOOOOL!!
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Albert Einstein saberia explicar, eu não, mas o mundo parou naquele momento. Naquele exato momento entre a bola tocar as redes e o grito sair de nossas gargantas. E então, voltamos a respirar, nosso coração voltou a bater, o mundo se encheu de cor e calor… Luxemburgo, num ritual que se repetiria inúmeras vezes, desceu para os vestiários, antes mesmo do jogo acabar. Ele já sabia… nós todos já sabíamos…  O Palmeiras era o Campeão!! Nada no mundo poderia ser mais delicioso do que aquele momento.  O juiz ter apitado o final do jogo foi um mero detalhe. A Nação comemorava, ria e chorava ao mesmo tempo, as pessoas se abraçavam, se beijavam, pulavam e gritavam… muitas se mantinham de joelhos agradecendo a Deus…
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Imagem de Amostra do You Tube
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Evair, louco de alegria, de braços abertos, correndo para a torcida e se ajoelhando no gramado, é a imagem que ficou impressa em nossos corações…prá sempre. “É Campeão” foi o grito que ficou gravado em mim…
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Obrigada, meus heróis! Obrigada Evair,  ”Matador” maravilhoso, que num 12 de Junho de 1993, dia em que celebramos um amor do tamanho do mundo, devolveu a vida  a milhões de torcedores palestrinos…
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FELIZ 12 DE JUNHO DE 1993 A TODOS AQUELES QUE TÊM O PALMEIRAS NO CORAÇÃO!

Parabéns, Palmeiras! Esse time tem HISTÓRIA!

Só no Brasil temos que esperar que a entidade que cuida do futebol, reconheça os títulos dos campeonatos, que ela mesma criou. Parece piada, mas não é! Por incrível que pareça, os títulos nacionais, anteriores à 1970, não eram reconhecidos pela CBF. Mudaram o nome e o formato do campeonato nacional, mudaram a sigla da entidade – de CBD passou a ser CBF – e os títulos conquistados, anteriores à essa data, simplesmente deixaram de existir. Seguindo essa linha de raciocínio, como estariam os títulos que a seleção brasileira ganhou, envergando em sua camisa o escudo da CBD??

Foi preciso mudarmos de século e esperar ainda mais uma década, para que a “luz” chegasse até os dirigentes do futebol brasileiro.

Segundo informação do Jornal Nacional/Globo, a CBF anunciou nesta segunda-feira (13),  que os títulos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa e da Taça Brasil, competições anteriores ao Campeonato Brasileiro, disputadas de 1959 a 1970, serão reconhecidos como conquistas nacionais. Reconhecimento este que já está com décadas de atraso, não é mesmo?

O dossiê e um vídeo, apresentados em 2009 pelos seis clubes interessados (Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Bahia, Fluminense e Botafogo), chegaram às mãos de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, em novembro deste ano. De posse do documento, o dirigente pediu 60 dias para “analisar e conferir a legalidade da iniciativa”. Mas o anúncio já sairá na semana que vem, numa festa organizada pela entidade. O evento será realizado depois que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, voltar dos Emirados Árabes, onde acompanha o Mundial de clubes.

Com isso, Santos e Palmeiras passarão a ter oito títulos brasileiros cada. O Fluminense, tricampeão, tem unificado seu título de 1970, e o Botafogo celebra a conquista de 1968, chegando ao bi. Até mesmo Pelé que, antes, não possuía nenhum título nacional, passa a ser oficialmente campeão brasileiro.  O  Divino Ademir da Guia, por sua vez,  possui agora mais títulos nacionais que os que o  time do Corinthians “conquistou” em 100 anos! kkkkkk.

Vejam os campeões com a unificação dos títulos:

8 títulos: Palmeiras e Santos

6 títulos: Flamengo* e São Paulo

4 títulos: Corinthians e Vasco

3 títulos: Internacional e Fluminense

2 títulos: Bahia, Botafogo, Cruzeiro e Grêmio

1 título: Atlético-MG, Atlético-PR, Coritiba, Guarani, Sport*

* O Flamengo venceu a Copa União, mas a CBF considera o Sport campeão brasileiro em 1987

As conquistas da Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa:

Taça Brasil

1959 – Bahia

1960 – Palmeiras☆

1961 – Santos

1962 – Santos

1963 – Santos

1964 – Santos

1965 – Santos

1966 – Cruzeiro

1967 – Palmeiras☆

1968 – Botafogo

Torneio Roberto Gomes Pedrosa / Taça de Prata

1967 – Palmeiras☆

1968 – Santos

1969 – Palmeiras☆

1970 – Fluminense

E, na versão atualizada do campeonato Brasileiro, o chamado Brasileirão, que sucedeu os torneios Roberto Gomes Pedrosa e a Taça Brasil, o Palmeiras sagrou-se campeão em quatro oportunidades: 1972☆ – 1973☆ – 1993☆ e 1994

A choradeira, é óbvio,  já começou… Bambis (que agora passaram para o terceiro lugar kkkkk) e gambás estão reclamando bastante. Dizem até que os corintianos estão  pedindo a volta da dupla  Márcio Resende de Freitas e Carlos Eugênio Simon. hahaha Podem chorar bastante, o Palmeiras não tem culpa se Corinthians e São Paulo não tiveram competência para ganhar nenhum título nacional naquela época e só começaram a jogar a partir de 1971.

Não precisamos que reconheçam os nossos títulos brasileiros para que eles sejam legítimos, assim como não precisamos que reconheçam o Mundial de 51. GRANDES CLUBES SÃO FEITOS DE HISTÓRIA, E OS SEUS TÍTULOS SÃO APENAS PARTE DELA. Reconheçam ou não, a cada vez que a história do futebol brasileiro for contada, lá estará o Palmeiras e todas as suas maravilhosas conquistas. E, reconhecer os títulos conquistados nessa época, apenas dignifica o futebol brasileiro.

E você, que não é Octa, que não tem história, porque ela não pode ser comprada, não merece falar comigo nem com meus 8 anjos, tá? hahahahahahah

PARABÉNS, PALMEIRAS!! PARABÉNS, SANTOS! OS MAIORES CAMPEÕES DO FUTEBOL BRASILEIRO!!

20 de Setembro de 1942… ‘Nascia’ o Campeão do Século

Hoje faz 67 anos… 67 anos que nos tornamos ainda maiores, como se isso fosse possível. E faz os mesmos 67 anos que a empáfia, a dissimulação e a bandidagem, levaram o mais duro golpe (outros tantos viriam depois),e se apequenaram para nunca mais crescer.

Há 67 anos, graças à pequenez de alguns (e eles continuam bem poucos), toda a sociedade se voltou contra o Palestra. O Brasil tinha entrado na II Guerra Mundial, ao lado dos aliados. A ignorância e o medo fez com que os estrangeiros (e as suas instituições), no Brasil, fossem perseguidos.Era como se fossemos nós, o grande vilão. E o usurpador (já o era desde a fundação) queria nos roubar o Palestra Itália. La nostra casa.  E para bandidos, a época de guerra é a melhor para saquear. Pois bem, eis que os membros e a diretoria do São Paulo, muito incomodados pela superioridade do Palestra, lutaram pela extinção e desapropriação do Palestra Itália.

Mas nosso sangue é latino! É quente! O catzo que nos levariam o estádio, o nosso patrimônio! “Não nos querem Palestra, pois seremos Palmeiras e nascemos para ser campeões”, profetizou na ocasião dr. Mario Minervino. E  assim, na véspera da final do campeonato paulista,  deixamos que o Palestra, líder, ‘morresse’, para que surgisse o Palmeiras Campeão! O Alviverde Imponente. E, no dia 20 de Setembro, de 1942, na final do campeonato, o Palmeiras foi à campo contra o já trambiqueiro time do São Paulo. E vencemos por 3×1.O resultado final só não foi maior, porque o São Paulo abandonou o jogo aos 19 minutos da segunda etapa. Os covardes bambis, sem alma, sem fibra e sem história, correram. E o Palmeiras, sagrou-se “Campeão Paulista de 1942″. As manchetes dos jornais diriam: “Morreu líder para nascer campeão”…

Quantas coisas se seguiram, enquanto o Palmeiras abraçava as suas glórias… a “reunião secreta” armada por “são paulinos” na FPF que tirou o palmeirense Dacunto de uma partida decisiva entre os dois times no Campeonato Paulista de 1944; o gramado do Morumbi, esburacado, para não receber o Palmeiras, bi-campeão, no último jogo do Paulista de 94; as armações para nunca jogarem no Palestra; a farsa da pilha, do gás, as vitórias no apito, que valida gol de mão, assinala penaltis inexistentes, anula gols legítimos; o “famoso” tribunal formado por conselheiros bambis, que sempre inventa um jeito de punir os jogadores palmeirenses em fases importantes dos campeonatos… Teria que escrever um livro para relembrar  todas as sujeiras dessa escória.

Hoje, nós, os chamados fascitas, os italianinhos de merda, como diziam então, estamos aqui! Somos o Campeão do Século!  Quem mais possui esse título? E os italianos, que adotaram o Brasil como a sua pátria, deixaram descendentes. Hoje, sou eu e você. Somos nós! Um “nós” de mais de vinte milhões de pessoas, das mais diversas raças, de todas as cores, idades e credos. Como uma grande árvore que estende os seus galhos em todas as direções, não há lugar do planeta onde não tenha um coração palestrino pulsando. Hoje, nós somos Palmeiras de alma, e Palestra, de coração.

Hoje… com um amor imenso e um orgulho do c*#@$#o, nós te saudamos Palmeiras! Os outros? Ah! Esses não consigo enxergar sem olhar prá baixo…

Feliz é aquele que tem o Palmeiras no coração!

NiverMiguel e Matheus 110 cópia        NiverMiguel e Matheus 111 cópia(1)

 

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palestraitalia cópia  JuColiseu cópia     fotoCaio