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Último dia do ano de 2017… e, como sempre fazemos, nos despedimos do ano que se finda reclamando dele… e colocando todas as nossas expectativas no ano que está chegando…

Em parte isso é bom… começar um novo ciclo (nós é que separamos a coisa assim assim) com esperança, com energia renovada, com bons propósitos, com mais gentileza, com olhos mais amáveis para o mundo, para as pessoas e para nós mesmos, com fé na vida…

Mas será que o ano que passou, apesar dos problemas que enfrentamos, das expectativas que não foram atingidas, foi tão ruim assim? Eu sei,  não precisamos nem conhecer a história das demais pessoas para termos certeza de que cada um de nós teve, pelo menos, um grande dragão a enfrentar em 2017… cada um de nós viveu, na melhor das hipóteses, uma grande dor, ou viu uma pessoa querida vivenciar isso – o que dá na mesma, a dor também é nossa…

Mas 2017 foi só isso? O que doeu? O que não deu certo? O que a gente queria e não obteve? O dragão? A bola que não entrou? O juiz que nos meteu a mão?

Apesar de algumas tristezas, quantas alegrias tivemos… quantas risadas, impossíveis de serem contidas, nós demos… quanta ajuda recebemos, quanta ajuda pudemos dar… quantos beijos e abraços ganhamos, e quantos beijos e abraços nós demos também… a despeito de todas as noites mal dormidas, quantas noites de sono tranquilo e gostoso nós tivemos…

Quantas vezes, quando o mundo nos pareceu tão inóspito, nós pudemos voltar correndo pra casa – e por “casa” podemos entender qualquer lugar, pessoa, momento, onde nos fazemos felizes e pra onde fugimos nos momentos difíceis… pode ser o nosso lar, o teto que nos abriga, a arquibancada do Allianz Parque, pode ser uma pessoa querida, um amigo querido… pode ser um abraço, daqueles que dizem tudo em silêncio…

“Casa” pode ser uma partida de futebol, pode ser um momento… de um gol no último minuto e a sensação de que ganhamos a vida de novo….  de uma virada de jogo, no Uruguai, e nós nos sentindo (pela enésima vez na vida) como se “nunca” tivéssemos sido tão felizes antes…

Vamos para 2018 agora,  e vamos com as bagagens que preparamos em 2017…

Somos nós que escolhemos o que levar, nós decidimos se vamos levar conosco o que doeu, o que não deu certo, se vamos levar o dragão… ou se vamos levar conosco termos aprendido a rir de nossos problemas… se vamos levar conosco a esperança, a chance de fazer melhor da próxima vez, e que bom que existam próximas vezes… somos nós que levaremos os amigos que moraram em nosso coração o ano inteiro, as pessoas que temos certeza que nos querem bem, as que nós queremos bem… vamos levar o entendimento, conseguido à duras penas, de que cada um tem o seu caminho, a sua sorte… e que nem sempre as coisas serão do jeito que a gente quer, e temos que lidar com isso…

Somos nós quem decidiremos levar as vozes, os sorrisos e os olhares que já não vemos há tanto tempo… levar as nossas “roupas”, que nos mostram aos demais do jeitinho que somos, sem nenhum outro artifício…

Tá quase na hora… faça a sua “mala”. E não se esqueça de levar tudo o que te fez feliz, o que te fez melhor, te fez crescer… Leve o aprendizado que 2017 te deu, as coisas que ele colocou diante de você para aprender a ter que encarar… leve a coragem com que você enfrentou os obstáculos que a vida colocou em seu caminho… leve as lembranças dos momentos felizes com as pessoas que não estão mais por perto… as alegrias divididas com as que estão pertinho… leve a força que te fez chegar até aqui… leve a sua capacidade de trabalhar e de ir buscar o que você quer… leve a sua capacidade de sonhar… leve a esperança – ela tem certeza que você viverá muito momentos maravilhosos no novo ano… leve a paciência também – ela pode ser usada em qualquer estação do ano…  leve os amigos que continuaram amigos mesmo quando não precisavam da sua ajuda… leve as pessoas que você ama…  leve o seu melhor sorriso… leve seu coração em paz…

Leve os gols do Duduzinho, do Willian, do Keno… as defesas do Prass, do Jaílson… leve a garra do Felipe Melo, os desarmes do Mina, do Dracena, do Tche Tche,  do Thiago Santos, os lançamentos do Guerra… os gritos de gol,  a alegria e sons da Que Canta e Vibra..

Leve tudo o que deu certo, e leve também o que você aprendeu com o que deu errado… o resto, pode deixar em 2017 mesmo… você não vai precisar mais.

Ah, e não esqueça, de jeito nenhum, de levar o que aquece e faz vibrar teu coração o ano inteiro, o que te move e conduz 365 dias em cada ano… e que talvez seja a lição mais bonita que a vida nos deu… o orgulho e o amor, incondicional, ao Palmeiras!!

E boooora pra 2018, parmerada!!! Vai começar tudo outra vez!!!

UM FELIZ E VERDE ANO NOVO A TODOS!! MUITA LUZ, ALEGRIAS E PAlMEIRAS CAMPEÃO EM 2018!!.

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O ano ainda não acabou e o Palmeiras já deu uma reforçada em seu elenco para a temporada 2018… 

Chegaram cinco novos jogadores. Um lateral-direito, um lateral-esquerdo (posições onde tínhamos carências), um goleiro, um zagueiro e um meia (reza a lenda que pode vir mais gente por aí. Aguardemos). São eles:
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Resultado de imagem para marcos rocha no palmeiras Marcos Luís Rocha Aquino, 29 anos, lateral-direito, que atuava pelo Atlético Mineiro e veio para o Palmeiras numa troca, por empréstimo de um ano, com o atacante Róger Guedes.

Títulos:

  • Copa Libertadores da América 2013 (ATL-MG)
  • Recopa Sul-Americana 2014 (ATL-MG)
  • Copa do Brasil 2014 (ATL-MG)
  • Campeonato Mineiro 2012, 2013, 2015 e 2017
  • Florida Cup 2016
  • Super clássico das Américas 2012, com a Seleção Brasileira

Prêmios individuais: Bola de Prata 2012 e 2014;  Seleção do Brasileirão 2012/2013/2014/2015; Melhor Lateral-Direito do Campeonato Mineiro 2010/2011/2-16/2017

 

 Diogo Barbosa Mendanha, 25 anos, lateral-esquerdo, que atuava pelo Cruzeiro.

Título:

  • Copa do Brasil 2017 (CRU)

Prêmios individuais: Foi eleito para a seleção do Campeonato Carioca 2016, como o melhor jogador em sua posição; Seleção do Campeonato Mineiro 2017.

 

Weverton Weverton Pereira da Silva, 30 anos, goleiro, que atuava pelo Atlético-PR.

Títulos:

– Campeonato Série B 2008, (COR, seu primeiro clube como profissional)

  • Campeonato Paulista do Interior 2010 (BOT)
  • Campeonato Série B 2011 (Portuguesa)
  • Marbella Cup 2013 (ATL-PR)
  • Campeonato Paranaense 2016 (ATL-PR)
Pela Seleção Brasileira:
Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos 2016 (a primeira conquistada pelo Brasil)

 

 Emerson Raymundo Santos, 22 anos, zagueiro, que atuava pelo Botafogo. Ele já tinha pré-contrato assinado com o Palmeiras desde Agosto.

Começou no profissional em 2015, e participou da campanha que trouxe o Botafogo de volta à Série A.

 

 Lucas Rafael Araújo Lima, 27 anos, meia ou ponta-esquerda, que atuava pelo Santos.

Títulos:

  • Campeonato Paulista 2015 e 2016

Prêmios Individuais:  Melhor meio-campista do Campeonato Pernambucano 2013; Melhor jogador do Campeonato Brasileiro Série B 2013; Seleção do Campeonato Paulista 2015/2016; Melhor jogador da Copa do Brasil 2015; Craque da galera do Campeonato Paulista 2016

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Então… Marcos Rocha, Diogo Barbosa, Lucas Lima, Weverton e Emerson Santos… Bons jogadores contratados, sem a ajuda da Crefisa e gastando pouco – três dessas contratações custarão aos cofres palestrinos somente as luvas e os salários.

Ainnn, mas sem a Crefisa o Palmeiras não contrata ninguém…
Ainnn, mas o Mattos gasta muito dinheiro…

Pelo visto, a  Fofox, a Espn e os ‘administradores de cartola’ vão ter que inventar novos mimimis para 2018… 😉

Falar em ‘fáquis’ é o consolo dos incompetentes – Victor Hugo

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Fogão de lenha, fogão a gás, fogão elétrico… fogão
Telefone fixo, telefone sem fio, celular… telefone
Zezinho, Zezão, Seu Zé, Vô Zé… José
Taça Jules Rimet, Copa do Mundo da FIFA… Copa do Mundo
Taça Brasil,Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Robertão, Taça de Prata, Campeonato Nacional de Clubes, Copa Brasil, Taça de Ouro, Copa União, Campeonato Brasileiro, Copa João Havelange,  Campeonato Brasileiro Série A… campeonato brasileiro

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Eu sei que o Palmeiras deve provocar artrose em muitos cotovelos, sei que deve ser difícil querer ultrapassá-lo em algumas coisas – fazer um monte de trapaças pra isso, comprar títulos, ser basicamente sustentado por cotas de emissoras de TV, por dinheiro público, pelo apito, ter o lobby de toda a imprensa –  e não conseguir…

Também sei que deve ser desconfortável para alguns admitirem que houve um período áureo no futebol brasileiro  – período de craques maravilhosos, de lendas como Ademir da Guia, Djalma Santos, Julinho Botelho, César, Valdir de Morais, Dudu, César Maluco, Leão, Eurico, Gerson, Tostão, Garrincha, Gilmar, Nilton Santos, Manga, Coutinho, Carlos Alberto Torres, Jairzinho, De Sordi, Rivellino, Dorval, Pepe, Pelé… – e que seus times nada conquistaram nos campeonatos disputados nesse período; alguns, não conseguiram nem mesmo um campeonato estadual que os classificasse à disputa maior – e ser campeão paulista nesse período, por exemplo, não era pra qualquer um. Pra esses, é mais fácil acreditar que não havia futebol nessa época,  que não havia campeonatos em que se confrontavam os grandes times e craques do país (em quatro copas disputadas nesse período – 12 anos – em que o futebol “não existia”, o Brasil, graças aos craques maravilhosos que brilharam nos campeonatos que “não existiram”, ganhou três delas)… para esses, é mais fácil querer apagar as conquistas de outros clubes.

O Palmeiras foi considerado o Campeão do Século XX por conta de tudo o que fez/conquistou/representou para o futebol brasileiro nesse século (e até que se chegue em 2100, e apareça o “campeão do século XXI”, o Palmeiras continuará a ser o único clube brasileiro a ostentar esse título), é eneacampeão brasileiro, é o maior campeão nacional (13 conquistas); é o clube com a história mais bonita…

O Palmeiras foi o primeiro campeão mundial de clubes – parou, emocionou, arrebatou e encheu de orgulho um país inteiro com essa conquista. Um milhão de pessoas foram às ruas para festejá-lo. Criaram até uma cachaça – bem famosa hoje em dia – em homenagem à essa conquista…

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O Verdão foi o primeiro, dentre todos os times do futebol brasileiro, a ter um treinador de goleiros;  é o clube que teve o maior número de craques e ídolos; teve duas “Academias” (times maravilhosos e, por isso, chamados assim); foi o clube que, do goleiro ao ponta esquerda, e incluindo o técnico, representou a seleção brasileira, com muita categoria, vencendo a temida seleção uruguaia por 3 x 0 na inauguração do Mineirão…

O Palmeiras atual tem a melhor arena multiuso do país, uma das melhores do mundo – sem dinheiro público -, e muito bem localizada em São Paulo; é um clube que se reestruturou nos últimos 4 anos, tem as suas receitas bastante equilibradas, sem ser sustentado/ser dependente de apenas uma delas, de cotas de TV, ou do dinheiro público de bancos estatais, como acontece com alguns; é o clube que conseguiu um ótimo contrato de patrocínio máster; os naming rights de sua arena foram vendidos rapidamente e sem dificuldade alguma por centenas de milhões, e para uma grande empresa estrangeira; o clube paga salários em dia (tem clube por aí que deve até as marmitas); tem uma Academia de Futebol maravilhosa, tem um Centro de Excelência de primeiro mundo – nenhum outro clube no país possui um igual… e tem uma torcida linda, apaixonadíssima por ele, que enche o Allianz Parque e faz com que o Avanti seja um dos melhores programas de Sócio-Torcedor do país… que faz com que a receita com bilheteria seja maior até mesmo do que o alto investimento do patrocínio máster…

É até compreensível – mas não é honesto – que tentem diminuí-lo. No entanto, torcedores rivais – os da imprensa, inclusive – parecem se sentir melhor agindo assim.

E inventam qualquer coisa,  noticiam qualquer coisa… mentiras e mais mentiras na tentativa de diminuir o gigante verde, na tentativa de desmerecer as suas conquistas. Mentiras, que não convencem nem mesmo aos mentirosos que as propagam. E, se aproveitando dos muitos nomes que o campeonato brasileiro já teve ao longo de sua história, e como se antes de 1971 (1990 para alguns) só disputássemos torneios estaduais no país,  surgiu o “Ainnn, os títulos nacionais do Palmeiras são títulos de fáquis”

Mas que fax ‘mizeravi’ de bom esse, não? rsrsrs.

As taças de quatro campeonatos do Palmeiras (e inúmeras outras, de outros clubes campeões), as medalhas e faixas de campeão, as centenas de partidas que foram disputadas,  as vitórias sobre os times rivais (que também participaram de alguns desses campeonatos, mas não tiveram competência para conquistá-los)… as rendas, o público das partidas, as notícias dos jornais da época, as fotos… os craques todos, Ademir da Guia, César, Djalma Santos, Julinho Botelho, Valdir de Moraes, a Primeira Academia, Pelé, Gerson, Jairzinho, Garrincha, Tostão, Félix, Rivellino, Carlos Alberto Torres, Cafuringa, Raul, Dirceu Lopes… os seus dribles, as jogadas maravilhosas, as grandes defesas, os gols inesquecíveis, as comemorações, os gritos e aplausos das torcidas, as suas lágrimas de alegria… tudo isso veio no fax – até mesmo o milésimo gol de Pelé… veja só! Passou tudo pelo fax. E, por sorte, ninguém se machucou, os troféus não se quebraram… Como diria Duduzinho: Ah, Grazadeus

E apesar da farta documentação disponível, alguns “jornaleiros” atuais – que há algum tempo nem pensavam em questionar essas conquistas, muito pelo contrário -, ainda teimam em negar as evidências, os fatos, as fotos, os troféus, os relatos, as imagens… teimam em negar o que a história do futebol brasileiro escreveu, colocando em dúvida ou tentando desmentir o que brilhantes jornalistas esportivos, alguns deles, lendas do jornalismo, escreveram na época dessas competições. Negam/ignoram Nelson Rodrigues, João Saldanha, Ney Bianchi (o único a ganhar três vezes o Prêmio Esso de Informação Esportiva), Armando Nogueira, Thomaz Mazzoni, Mauro Pinheiro… Os caça cliques de hoje, no seu jeitinho tão “goebbels” de ser, se esmeram em tentar apagar parte da história do futebol, parte da história de clubes e de ídolos inesquecíveis… Querem apagar até mesmo o trabalho de jornalistas notáveis, nos quais deveriam se espelhar pois teriam muito o que aprender…

E esquecem até mesmo o que noticiavam há não tanto tempo assim…

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Vamos dar uma voltinha na história do futebol brasileiro…

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Campeonato Brasileiro de 1960 – a Taça Brasil

Desde 1952, a Fifa havia autorizado a CBD a criar a Taça Brasil. Enrola aqui, espera ali, o tempo foi passando, foi passando… e a competição nacional ainda não havia sido criada (o calendário trienal – até 58 – já estava aprovado e não podia sofrer alterações por causa da Copa do Mundo de 1958). Mas a Conmebol, sem querer, acabou apressando os brasileiros… em 1959, ela criou a Taça Libertadores da América (que já teve seu nome mudado  e continua sendo a mesma competição, tá?). E se o Brasil não tivesse um campeonato nacional, não teria como mandar um representante para a competição da Conmebol (precisa desenhar?). E, então, em 1959 mesmo, a Taça Brasil – o campeonato nacional, que daria ao Brasil o representante único para a Libertadores – foi criada. O Bahia foi o campeão nesse ano, foi o primeiro campeão brasileiro. Você sabia disso?

Santos. Bahia. Decisão hoje à noite da Taça Brasil. Será conhecida no Maracanã a equipe campeã brasileira entre clubes’ (Capa de A Gazeta Esportiva de 29 de março de 1959).

 

…………………………..Resultado de imagem para Palmeiras campeão brasileiro de 1969

“O futebol do Norte do país voltou a brilhar. Depois da atuação da Seleção de Pernambuco no Campeonato Brasileiro, ficando em segundo lugar, foi a vez do E. C. Bahia vencer a Taça Brasil, o primeiro campeonato brasileiro de clubes(A Gazeta Esportiva, 30 de março de 1959)

Bahia, primeiro campeão do Brasil de todos os tempos, um título único e inédito de uma importância sem igual. Uma odisséia fantástica do Esporte Clube Bahia, quase desacreditado depois da derrota em Salvador, vitorioso e inconstante no Rio de Janeiro, no templo do futebol, o Maracanã, contra o maior time do mundo” (O Globo, matéria assinada por Ricardo Serran, 1º de abril de 1960)

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A Taça Brasil foi a primeira competição nacional de clubes de futebol do Brasil a dar ao seu vencedor o título de  campeão brasileiro, e, como se pode observar pelas notícias, isso não apareceu depois não, já na época de sua disputa era assim, o vencedor da Taça Brasil era considerado o campeão brasileiro (ela foi criada no ano em que surgiu a ponte-aérea – não existiam voos como os que temos agora. Viajar pelo extenso território brasileiro, fazer um torneio em outros moldes, era bem mais complicado).

IMPRENSA –  A testemunha mais importante, que registrou todos os acontecimentos, do jeitinho que eles aconteceram (no entanto, atualmente, os que  entendem por jornalismo  “caçar cliques e polêmicas nas mídias sociais”, “se indispor com torcedores”, “fazer estatísticas inúteis”, “distorcer notícias”, “abusar de meias verdades”, querem desdizer o que foi dito, querem desfazer o que foi feito).

‘Taça Brasil na fase decisiva. Santos x Grêmio hoje na Vila. Chega, afinal, à sua fase de maior interesse, a Taça Brasil, destinada a apontar o campeão nacional interclubes. E o Santos, na qualidade de campeão paulista de 1958, terá a responsabilidade de enfrentar o Grêmio portoalegrense, que é tricampeão do Rio Grande do Sul’ (A Gazeta Esportiva, chamada de capa, 17 de novembro de 1959).

Bahia, depois de vencer o Vasco, terá de enfrentar amanhã o Santos. Em plena luta pelo Campeonato Paulista, do qual é líder absoluto, o Santos, amanhã, será obrigado a se empenhar em um compromisso diferente, este valendo pelo título de campeão do Brasil. Para esta noite, com início às 21 horas, está marcada a partida entre o Santos F. C. e o E. C. Bahia, iniciando a série final relativa à Taça Brasil. Trata-se de um choque dos mais sugestivos, desde que reunirá dois esquadrões em situação de singular prestígio’ (A Gazeta Esportiva, título de página, 8 de novembro de 1959).

……………………………..Resultado de imagem para Palmeiras campeão brasileiro de 1969 notícias dos jornais

‘Santos vence e é campeão. Em partida válida pela Taça Brasil, e na qual sete jogadores foram expulsos de campo, o Santos derrotou o Vasco da Gama por 1 a 0, ontem à noite, no Maracanã, sagrando-se pentacampeão brasileiro’ (O Estado de S. Paulo, 9 de dezembro de 1965).

Carnaval chega em Belo Horizonte com o Cruzeiro. Chegada do Cruzeiro foi festa até de manhã. Cidade em festa. Do alto dos edifícios a população mineira jogava confetes, serpentinas, papéis picados, jornais rasgados, além de agitar freneticamente os lenços brancos do sucesso. Gritos de `Viva o Cruzeiro´ ecoavam do alto dos prédios repletos de pessoas e totalmente acesos. Até nas repartições públicas, embora não tenha havido expediente, viam-se pessoas jogando papel picado. O povo comemorou com grande carnaval a chegada do campeão do Brasil, tributando-lhe a maior homenagem e toda a sua vida. Pode-se garantir que nenhum clube mineiro teve tão elevado acolhida como o Cruzeiro, ontem à noite, ao chegar de São Paulo, às 19h45m, em um Viscount, da Vasp. Foram precisos mais de 100 policiais para impedir a aproximação do público do avião’ (Jornal dos Sports, matéria de página inteira, 8 de dezembro de 1966).

… Neco – Um marcador implacável. Agüentou a carga física de Amauri no primeiro tempo e a vivacidade dispersiva de Dorval no segundo, saindo sempre do lance para jogar. É uma peça sóbria e eficiente do campeão brasileiro de clubes’ (Jornal dos Sports, 8 de dezembro de 1966).

Ainnn, mas não era campeão brasileiro… buááááá

E o campeonato nacional seguia moldes semelhantes aos da Taça da Europa, que só permitia a participação de campeões nacionais dos países europeus e do campeão de sua última edição. Era disputada pelo sistema eliminatório, com confrontos diretos de ida e volta que classificavam a equipe com melhor saldo de gols. O diferencial da Taça Brasil foi ter os campeões dos estados e um terceiro jogo, em caso de igualdade, após as partidas de ida e volta.

No ano seguinte, em 1960, foi jogada a segunda edição desse torneio com a participação de dezessete campeões estaduais do ano anterior que se enfrentaram em sistema eliminatório de ida e volta (o qualifying era ser campeão estadual, e ser campeão paulista naquela época, por exemplo, não era fácil não – se o seu time não foi campeão estadual nesse ano, é por esse motivo que ele não participou, e não porque o torneio não existiu, ou não valia).

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Os times de SP e RJ, por serem mais fortes e terem o maior número de craques,  entravam nas semifinais do campeonato – assim como acontece atualmente no mundial da Fifa com o campeão da América e o campeão da Europa. O Palmeiras teve uma tarefa bastante difícil para conseguir participar da Taça Brasil. Disputou 41 jogos no campeonato paulista – 3 deles na dificílima final contra o Santos, de Pelé. Foi o campeão paulista, e, depois, sagrou-se campeão da Taça Brasil, enfrentando o Fluminense em uma das semifinais, ganhando o primeiro jogo e empatando no jogo da volta. Na final,  escalado com Valdir, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar, Jorge, Zequinha, Chinesinho, Julinho Botelho, Romeiro, Humberto e Cruz, comandados por Osvaldo Brandão (saiu do fax o grande Brandão também), o Palmeiras enfrentou o Fortaleza e o venceu nos dois jogos – 3 x 1 na casa do adversário e 8 x 2 no Pacaembu – SEM APITO – faturando seu primeiro Campeonato Brasileiro da história.
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Ainnn, mas não tinha campeonato nacional nessa época… Ainnn, não era campeão brasileiro quem conquistava a Taça Brasil…

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Não era por acaso que a bandeira do Brasil era a primeira a ser carregada na volta olímpica…

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Palmeiras com muito orgulho Campeão do Brasil. A Taça Brasil de clubes campeões do Estado, disputada desde 1959, elegeu a Sociedade Esportiva Palmeiras, pela segunda vez, o quadro campeão brasileiro de futebol, título conquistado ontem diante do Náutico (texto de um poster publicado por A Gazeta Esportiva, 30 de dezembro de 1967). 

E tá pensando o quê? Mesmo naquela época o fax chegava longe…

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O fax ‘mizerávi’, como você pode ver,  levou o “Palmeiras Campeão Brasileiro” até para a França…

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Por essa, nem o Juquinha esperava… rsrsrs O ‘Jumento-Falante’ também não. Mas esse mal sabe ler mesmo…


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1967 – Mas como pode ser campeão brasileiro duas vezes no mesmo ano?

Do mesmo jeito que se pode ter dois campeões mundiais de clubes no ano 2000… do mesmo jeito que, por vários anos, tivemos dois campeões paulistas no mesmo ano, dois campeões cariocas no mesmo ano… do mesmo jeito que, durante um bom tempo (e até 2013), foram dois campeões argentinos no mesmo ano (torneio Apertura e Torneio Clausura)…

Assim como a Fifa, por exemplo, teve dois campeonatos mundiais, de formatos diferentes, no ano 2000 –  o campeonato  intercontinental de clubes,  que já existia e era disputado todos os anos entre o campeão da América e o campeão da Europa, e o outro, criado em 2000 (a pedido da Hicks Muse e da Traffic, e sem jamais ter tido uma segunda edição), a CBD, com a criação do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1967, teve dois campeonatos nacionais, de formatos diferentes, disputados no mesmo ano, e por dois anos seguidos: a Taça Brasil e o Robertão – o novo torneio.

Assim como a Fifa aproveitou algumas coisas daquele mundial de 2000 (mesmo reconhecendo que o torneio fora um erro – o campeão da América de 99 não participou da disputa, o campeão da Ásia de 99 também não, havia dois times do mesmo país, teve clube convidado, sem ter nenhuma conquista sul-americana, o campeão jogou todo o torneio em seu próprio país) e corrigiu o formato do campeonato que era disputado todos os anos, o melhorou, para o que viria a ser o formato do atual Mundial de Clubes da FIFA -, em 1967, a CBD, de João Havelange, criou um novo formato de disputa do Campeonato Brasileiro, o ‘Torneio Roberto Gomes Pedrosa’.

E, da mesma forma que a Fifa reconhece dois campeonatos e dois campeões mundiais de clubes em 2000 (se, por exemplo, o time do Parque São Jorge tivesse conseguido passar pelo Palmeiras na semifinal da Libertadores de 2000, e tivesse conquistado o torneio, teria tido chances de conquistar dois mundiais no mesmo ano),  a CBF reconhece como campeão brasileiro o vencedor do Torneio Roberto Gomes Pedrosa-1967 e o vencedor da Taça Brasil-1967 (a nona e a décima edição, respectivamente, do campeonato brasileiro). O Palmeiras, por acaso, por bom futebol e, diga-se de passagem, sem apito, venceu os dois.

Por duas temporadas, Taça Brasil e Robertão dividiram o calendário – a primeira foi extinta depois de 1968.  Além de o Robertão se mostrar mais interessante em seu formato, de chamar mais a atenção das torcidas e, consequentemente, atrair mais público, gerar mais rendas, a Taça Brasil de 68, após um impasse entre dois clubes participantes, foi terminar… em outubro de 1969. Por causa desse atraso, e porque o campeonato, devido à sua demora, não indicaria os representantes à Libertadores de 1969, Palmeiras e Santos acabariam abandonando a competição daquele ano.

A Taça Brasil foi extinta em 1968 porque o ampliado Roberto Gomes Pedrosa – o Robertão – jogado a partir de 1967, no início com 15 clubes, passou a concentrar as atenções das torcidas e a ocupar o calendário esportivo. No Campeonato Brasileiro – assim considerado a partir de 1967, com o Robertão, ou Taça de Prata – , estamos valorizando, além do título de campeão, os vice-campeonatos, coerentes com a posição de que deixar de ganhar um título não deve ser encarado necessariamente como uma tragédia’ (exclusivo. O 1º Ranking do Futebol Brasileiro. Ranking do Cinqüentenário. Matéria de capa, de 10 páginas, publicada na edição 658 da revista Placar, em 31 de dezembro de 1982 – por que será que a Revista Placar teve ‘amnésia’ anos depois quando fez um outro ranking, não?).

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Campeonato Brasileiro de 1967 – Torneio Roberto Gomes Pedrosa

O Campeonato Brasileiro de Futebol de 1967, originalmente denominado Torneio Roberto Gomes Pedrosa (o mesmo nome – e só o nome – de um campeonato que já existia anteriormente e era disputado entre paulistas e cariocas), também conhecido por Robertão (passou a ser chamado Robertão quando o caráter da disputa passou a ser nacional), foi a nona edição do Campeonato Brasileiro e o primeiro Torneio Roberto Gomes Pedrosa a apontar um campeão brasileiro.

Esta edição contou com a participação de quinze clubes representando cinco Estados. Na fórmula da Taça Brasil, onde só os campeões dos estados podiam participar, muitos clubes de SP e do RJ ficavam de fora. Em São Paulo, por exemplo, durante o período em que a Taça Brasil fazia campeão brasileiro o seu vencedor, só deu Santos e Palmeiras como campeões paulistas. O Robertão, em seu formato, permitia a inclusão de outros clubes. E, assim, o estado de São Paulo foi representado por cinco equipes (Palmeiras, Portuguesa, Santos, São Paulo e Corinthians), o Rio de Janeiro (Guanabara) também foi representado por cinco equipes (Bangu, Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco da Gama), o Rio Grande do Sul por duas (Grêmio e Internacional), assim como Minas Gerais (Atlético Mineiro e Cruzeiro) e o Paraná com uma (Ferroviário).

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Os quinze participantes eram divididos em dois grupos (um com 7 equipes e outro com 8) e todos jogavam contra todos, em turno único. Depois, os dois mais bem colocados de cada grupo classificavam-se para a disputa de um quadrangular final.

Classificação – 1ª Fase ..

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Foram finalistas dois clubes paulistas (Palmeiras e Corinthians) e dois gaúchos (Grêmio e Internacional).  O Palmeiras liderou o seu grupo obtendo sete vitórias, cinco empates e duas derrotas. Chegou às semifinais com o melhor ataque  da competição na primeira fase — 31 gols em catorze jogos.

Cada um dos quatro classificados jogou nas semifinais contra os outros três, em dois turnos, com inversão de mando de campo. Saldo de gols, goal average e sorteio eram os critérios de desempate. O clube com maior número de pontos nesta fase foi declarado campeão.

O Palmeiras conseguiu duas vitórias e três empates (Pal 2 x 1 Int / Cor 2 x 2 Pal / Gre 1 x 1 Pal / Pal 0 x 0 Int / Pal 1 x 0 Cor)…

E no dia 8 de Junho, de 1967, na última rodada da fase final, o Palmeiras enfrentou o Grêmio, no Pacaembu, precisando apenas de um empate para ser campeão – o Internacional, que vencera o Corinthians na véspera, por 3 x 0,  precisava de uma vitória do Grêmio para ficar com o título. E o Palmeiras venceu o Grêmio por 2 x 1 com dois gols (nos 30 primeiros minutos de jogo)  de César Maluco (o gol do Grêmio foi de Ari Ercílio), conquistando o bicampeonato brasileiro. César Maluco (Pal) e Ademar (Fla), foram os artilheiros da competição com 15 gols cada.

 

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Reparou na classificação final? Percebeu como os times de um monte de gente, que diz que esses campeonatos são de fax, que diz que eles não eram competições nacionais, participou do torneio? Alguns times não terem tido competência para conquistá-los deve ser a causa da “amnésia”  atual dos seus torcedores, jornaleiros ou não… Ah, fax “mizeravi”.

O Robertão/1967 foi o segundo campeonato brasileiro conquistado pelo Palmeiras (sim, ele já ganhava títulos nacionais enquanto outros clubes, com mais tempo de fundação, ainda estavam engatinhando no futebol).

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João Havelange, ex-presidente da CBD, que criou a Taça Brasil, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e o Campeonato Nacional de Clubes (1971), declarou que “as competições representavam a sequência uma da outra” e que “a Taça Brasil e o Robertão foram criados para definir o campeão brasileiro”, e disse também que “o Campeonato Nacional de Clubes – que veio depois, em 1971representou o prosseguimento destas competições” (Blog do Odir Cunha). Também, segundo Odir Cunha (jornalista, historiador e escritor), o surgimento do Campeonato Nacional de Clubes, em 1971, não invalidou os títulos brasileiros anteriores. Tanto é, que por muitos anos, a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foram computados nos rankings de clubes que se fazia. João Havelange também declarou, em 2010, ser favorável à unificação dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa ao Campeonato Brasileiro.  Em um evento oficial do Santos, ele afirmou que “se os títulos existiram é porque as competições foram oficiais e,  se foram oficiais, devem ser respeitadas”.

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Campeonato Brasileiro de 1967 – Taça Brasil

Foi a décima edição do Campeonato Brasileiro de Futebol de 1967 (e tem time por aí que, nessa época, ainda não tinha conseguido ganhar unzinho sequer). Foi vencido pelo Palmeiras, que conquistava na oportunidade o seu terceiro título de campeão brasileiro.

Esta edição contou com a participação de vinte e um clubes que se enfrentaram em sistema eliminatório de ida e volta, os mata-matas. Devido ao fato de o Cruzeiro ter se classificado para a disputa desta edição por ser o  campeão brasileiro de 66 e, como a equipe também conquistou o Campeonato Mineiro do mesmo ano,  o Atlético Mineiro, vice-campeão mineiro, acabou ficando, então, com a vaga destinada ao clube campeão do Estado de Minas Gerais.

Como a força do futebol brasileiro era bem mais concentrada em alguns estados (mais do que é hoje). Algumas equipes, consideradas mais fortes, entraram diretamente nas fases mais importantes da competição, como foi o caso do Cruzeiro, que entrou diretamente na semifinal, por ter sido o campeão de 1966. O mesmo aconteceu com o Palmeiras, pois era o campeão paulista de 1966. O Grêmio, campeão gaúcho de 1966 , o Botafogo, campeão da Taça Guanabara de 1967, o Atlético-MG, e o vice-campeão Náutico foram se incorporando nas fases mais decisivas do certame.

Mas a coisa não foi fácil para o Palmeiras. Teve que enfrentar o Grêmio, que era pentacampeão gaúcho e tinha um time muito forte. O Palmeiras foi derrotado por 1 x 2 no sul. No jogo da volta, César Maluco e a parmerada toda incendiaram o Palmeiras na vitória por 3 x 1. No jogo de desempate, nova vitória do Palmeiras, por 2 x 1.

O Palmeiras sagrou-se campeão após vencer duas, das três partidas finais contra o Náutico. Venceu a primeira, em Recife, por 3 x 1, perdeu a segunda, em São Paulo, por 1 x 2, e, na partida de desempate (em caso de igualdade, tinha que jogar uma terceira partida sim), no Maracanã-RJ, o Palmeiras de Perez; Geraldo Scalera, Baldochi, Minuca e Ferrari; Zéquinha, Dudu, César e Ademir da Guia (ele não tinha jogado a partida em São Paulo); Tupãzinho e Lula, comandados por Mario Travaglini, (esse também saiu do fax) com arbitragem de Armando Marques (mais um que apareceu via fax) e com gols de César e Ademir da Guia (os reis do fax), o Palmeiras derrotou o Náutico por 2 x 0.

Classificação Final
  – Palmeiras.……………………11º – Leônico…………………..21º – Perdigão
2º  – Náutico………………………..12º – Rio Branco
3º  – Grêmio…………………………13º – CSA
  – Cruzeiro……………………….14º – Goiás
  – Atlético-MG………………….15º – Ferroviário
6º  – Botafogo………………………16º – América-SE
  – América-CE…………………..17º – ABC
  – Treze…………………………….18º – Piauí
  – Goytacaz……………………….19º – Moto Clube
10º – Paysandu……………………..20º – Rabello

O campeão e o vice foram os dois representantes brasileiros na Taça Libertadores de 1968.

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……………Imagem relacionada

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Campeonato Brasileiro de 1969

O Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969, que desde 68 já era também chamado de Taça de Prata, manteve o número de 17 participantes do ano anterior. São Paulo e Rio de Janeiro eram representados por cinco equipes cada, Minas Gerais e Rio Grande do Sul por duas, Paraná, Bahia e Pernambuco com uma equipe cada. O torneio crescia… Os representantes da Bahia e de Pernambuco haviam sido incluídos em 1968, pela CBD, e o torneio passava a ser disputado por representantes de 7 estados. Com a extinção da Taça Brasil, ele passava a ser o único torneio a ter um campeão brasileiro e a mandar dois representantes (campeão e vice) à Libertadores no ano seguinte – por protesto da CBD, descontente com as mudanças das regras por parte da Conmebol, o Brasil não participaria da Libertadores de 1970.

O sistema de disputa foi mantido no brasileiro de 69. Na primeira fase, todas as equipes se enfrentaram em turno único. Os dois primeiros colocados de cada chave prosseguiram para a segunda fase e se enfrentaram em turno único também. O time que somou o maior número de pontos na segunda fase foi o campeão.

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O Palmeiras liderou seu grupo com nove vitórias, um empate e seis derrotas. Corinthians e Cruzeiro (grupo A), Palmeiras e Botafogo (grupo B) foram para o quadrangular final.
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Na última rodada, em 07/12/1969, no Estádio do Morumbi, o Palmeiras enfrentaria o Botafogo precisando vencê-lo e torcendo para uma vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians.  E a vitória esmeraldina precisaria ser por uma diferença maior de gols do que a que fosse conseguida pelo Cruzeiro.

O Palmeiras entrou em campo com Leão; Eurico, Baldocchi, Nélson e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Cardoso (Serginho), Jaime, César Maluco e Pio (Copeu), comandados por Rubens Minelli; o Botafogo veio a campo com Cao; Luís Carlos, Chiquinho, Moisés (Ademir) e Valtencir; Leônidas e Afonsinho; Jairzinho, Humberto, Ferretti e Torino (Zequinha). comandados por Zagallo.

Com dois gols de Ademir da Guia, o Divino (11′ e 44′) e César (27′), o Palmeiras já vencia o Botafogo por 3 x 0 ainda no primeiro tempo. O time carioca descontou na segunda etapa e o jogo terminou 3 x 1 para o Verdão. Com a vitória do Cruzeiro sobre o Corinthians, por 2 x 1, o Palmeiras ficou em primeiro no quadrangular decisivo e foi o campeão.

 

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Foi o quarto título brasileiro do Palmeiras, o tetracampeonato.

……………Resultado de imagem para Palmeiras campeão brasileiro de 1969

………………..Resultado de imagem para Palmeiras campeão brasileiro de 1969 notícias dos jornais

………………..Imagem relacionada

(Foi nesse campeonato que Tostão, num jogo contra o Corinthians, e depois de ser atingido por uma bolada no rosto,  teve um descolamento de retina. O problema foi tão sério, que ameaçou a carreira do craque do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, e só depois de um ano, e de uma cirurgia nos Estados Unidos, ele voltou a campo – informações e acontecimentos todos via “fáquis”).

Então, né? Palmeiras tetracampeão em 1969… o seu time poderia ter sido campeão nessa época também, assim como foi o Bahia, o Cruzeiro, o Santos (cinco vezes), mas o seu time não conseguiu ganhar nenhum… e a culpa não é do ‘fax’, e nem dos que foram campeões, é da bola que seu time jogava, ou deixava de jogar…

 

Odir Cunha, “desenha” direitinho para os que têm os cotovelos mais comprometidos pela “artrose”…

Está na história, os torneios foram oficiais, foram criados pela CBD com a finalidade de apontar o campeão brasileiro, a CBF sabe disso, reconhece isso – e nem poderia ser diferente.

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Não se pode apagar o que a história escreveu só porque alguns não conseguiram escrever nada…

O Palmeiras é o maior campeão do Brasil… e isso é fato. Aceitem alguns ou não.

passou pelo “fáquis” o que realmente aconteceu, por isso não passou nada de alguns times, a não ser as suas pálidas tentativas de conquistas nesse período áureo do futebol brasileiro…

Quando o fax é bom, é história o que ele transmite… e sem apito! 😉

QUEM TEM MAIS TEM 9!!  

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Para haver paz no mundo, é necessário que as nações vivam em paz.
Para haver paz entre as nações, as cidades não devem se levantar uma contra a outra.
Para haver paz nas cidades, os vizinhos precisam se entender.
Para haver paz entre os vizinhos, é preciso que reine harmonia no lar.
Para haver paz em casa, é preciso encontrá-la em seu próprio coração.
(Lao Tzu, China – Séc. VI A.C. )

 

……………………………………FELIZ NATAL, PARMERADA! MUITA PAZ EM SEU CORAÇÃO! 🎅🏻🎄

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A temporada 2017 se encerrou no domingo passado…

O Palmeiras, ainda que não tivesse chegado perto das nossas altíssimas expectativas (confesso, as minhas não eram tão altas como as de alguns), acabou sendo vice campeão brasileiro. Nem vou me aprofundar aqui sobre os jogos nos quais as arbitragens canalhas fizeram o resultado das partidas (sobre a “assinatura de trambique” do árbitro que até “esqueceu” a regra”)… tira 3 ali, soma 3 aqui, tira mais 2 ali, soma mais dois aqui, marca uma penalidade legítima aqui, deixa de marcar uma penalidade inventada acolá…  e a equação  passa a ser outra.

No entanto, ganhar títulos é consequência de muitas coisas; por melhor planejados, montados e preparados estejam os times não há garantias de conquista para nenhum deles. Existem outros fatores determinantes também… 13 derrotas no campeonato é algo muito significativo (somadas aos empates, foram 51 pontos perdidos)…  3 técnicos  no ano também (demitir um técnico após 4 meses de contrato, como aconteceu com Eduardo Baptista no início do ano, significa que faltou convicção na escolha de seu nome)… As contratações de jogadores, tenham dado certo ou não (alguns não tiveram oportunidades, sequência; outros não renderam o esperado), foram desejadas por todos à época em que foram feitas. “Esquecer” disso  agora, e falar que elas foram mal feitas, é bem desonesto.

A administração palestrina deixou a desejar… andou pra trás em algumas coisas… e vimos isso em vários momentos e situações em que o clube pareceu a casa da “mãe joana”.

E quantos episódios lamentáveis – que jamais deveriam ter saído dos muros da Academia – ganharam as manchetes por não terem sido resolvidos dentro de casa… e quantas vezes os jogadores não foram blindados; quantas vezes foram desrespeitados por alguns “imprenseiros”, foram chamados até para a briga, sem que ‘il capo’ desse as caras… quantas notícias caluniosas ficaram sem a resposta e a ação devidas… e quantas notícias vazaram, quantas intenções de contratação vazaram… quantas brigas vazaram… e o time – com o “obsessão” na camisa” – sendo eliminado de algumas competições importantes no mesmo período em que o presidente se dava férias na Europa…

E quantos pontos perdemos no apito, principalmente, nas duas partidas que poderiam levar o Palmeiras à liderança do Brasileirão… e onde estava o pulso, a coragem em defesa do Palmeiras?  Onde estava o “murro na mesa” para dizer basta? Sem contar a mentalidade tacanha e obtusa de antigamente pairando de novo no ar, mortos-vivos (re)aparecendo nas manchetes… ingressos, que não poderiam ser vendidos (300 ingressos por mês), sendo passados via patrocinadora/conselheira, ex-presidente, protegida do ex-presidente/amiguinha da conselheira para torcedores organizados venderem, e o ‘crime de cambismo’ ganhando as manchetes… os tijolinhos errados sendo colocados sobre a construção que estava tão certinha… o Palmeiras sendo sutilmente puxado pra trás…

Porém, em campo, outras coisas foram determinantes… E assim como teve ano em que o problema foi a falta de um meia… assim como teve ano em que tinha meia e não tinha centroavante… assim como teve um período em que não tínhamos um bom goleiro no time… podemos culpar o jogador que quisermos agora, mas nosso maior problema esse ano foram… os técnicos. E quantas desculpas para o time que nunca tinha um padrão… que em algumas partidas, importantes, deixava o goleiro adversário sair de campo de uniforme e luvas limpinhos… quantas invenções que não deram certo, ou não foram devida e suficientemente treinadas…

Eduardo Baptista, Cuca, Valentim… o primeiro,  não passou da semifinal do Paulista diante da Ponte Preta, mas nos classificou na fase de grupos da Libertadores com o time bastante vibrante, como, por exemplo, na virada de jogo contra os botinudos uruguaios do Peñarol, e lá na casa deles. No entanto, após uma derrota para o Jorge Wilstermann lá na altitude, mesmo com o time classificado, ele perdeu o emprego…

O segundo, o comandante do eneacampeonato em 2016, voltava gloriosamente ao clube cinco meses depois de sua voluntária saída, e mesmo  tão festejado, ele voltou com uma cara muito amarrada, não conseguiu acertar o time, errou muitas vezes, insistia no bendito chuveirinho, inventava jogadores em outras posições, não dava chances a muitos dos contratados, “fritava” patrimônio do clube, não achava o time nunca, não acertava a defesa… cada hora dava uma desculpa e, com ele no comando, o Palmeiras foi eliminado na Libertadores, em casa, diante do fraco Barcelona; foi eliminado na Copa do Brasil, com dois empates diante do Cruzeiro (por erros de escalação, havíamos tomado 3 gols no empate da primeira partida, no Allianz) e o time que foi colocado pra se defender, antes dos 30 min da segunda etapa, quando vencíamos o jogo da volta . No Brasileiro, o time não tinha regularidade, perdeu muitas partidas que não poderia nem pensar em perder (11 no total), se distanciava muitos pontos do líder  e,  depois do empate no Allianz,  por 2 x 2, diante do Bahia (um resultado bem ruim),  que deixava o time fora do G4, Cuca saiu/o Palmeiras saiu com ele…

Se foi esquisito ficar com um técnico apenas 4 meses no início do ano, não podemos reclamar da diretoria ter trazido Cuca de volta, todo mundo o queria comandando o time de novo, todo mundo esperava que fosse um sucesso…

E, então, veio o terceiro, Valentim, o auxiliar de Cuca, que assumia a equipe como técnico interino, com chances de ser efetivado. A princípio, nos pareceu que Valentim ia acertar tudo. Tirou Keno do banco (um absurdo Keno ser esquecido no banco) e o colocou em campo, colocou Borja também e sentou Deyverson… deu uma mudada no jeito do time jogar, a bola ficou mais no chão; Keno, jogando muito, e na companhia de Dudu e Willian, deu outra cara pro time, o futebol empolgou, os gols ficaram mais fáceis de serem marcados , ganhamos 3 seguidas, encostamos no líder e voltamos pra briga pelo título. Seis pontos de diferença… Então,  Heber R. Lopes nos assaltou diante do Cruzeiro, e  fabricou o empate no Allianz (rodadas antes, um outro árbitro fabricou a vitória, com gol de mão, do líder diante do Vasco), Daronco terminou de fazer o serviço no jogo contra o Lava Jato, líder da competição, e perdemos o jogo…

Mas o técnico interino cometeu alguns pecados em outras partidas que vieram depois, insistiu numa linha de defesa alta, sem ter os jogadores muito técnicos e rápidos pra isso (e quem tem?),  sem que isso tivesse sido devidamente treinado (leva algum tempo) – e isso foi desastroso na última rodada… insistiu no time sem um meia, mesmo quando ele colocou cinco atacantes em campo… atiçou a desconfiança de todo mundo em relação ao que poderia fazer no time… Não deu pra ele também…

E então, o Palmeiras foi buscar Roger Machado para a temporada 2018.

Alguns torcedores,  incapazes de lidar com a frustração e com o fato de que o “Papai Noel” que não trouxe o brinquedinho tão esperado, surtaram. E cada um focou em um alvo/culpado diferente, nem o Dudu, o craque do time, escapou… nem mesmo o Palmeiras, a instituição, o clube pelo qual morremos de amor, escapou – denegrir o clube para o qual se torce é assinar atestado de burrice, ou de falta de palestrinidade mesmo. Se a ele cabe todos os adjetivos depreciativos que algumas pessoas usam, elas continuam torcendo por quê, elas exigem/esperam algo dele por quê?

Eu também fico contrariada por não ter dado certo, e num ano em que tínhamos tudo para fazer melhor, mas…

Palmeiras – vice campeão (sem apito), melhor ataque da competição – torcida ‘puta da cara’, querendo ‘matar’ até os artilheiros do time, o mascote…
San, Cru, Fla – comemorando vaga na Libertadores…
Vas – fazendo foto “de título” por ter conseguido Pré Libertadores…
Galo – ansioso para que sobre mais uma vaguinha na Pré…
SPFW – a 7 pontos do primeiro rebaixado, e felizão por causa disso…

Isso não tem que nos fazer perceber algo? Isso não  tem que nos fazer ver que o Palmeiras não vive mais naquele torpor onde tinha sido colocado pela incapacidade de alguns ex-presidentes? Que ele voltou a ser o clube do qual todos – até mesmo os adversários -, esperam títulos? Em nosso ano “desastroso” fomos vice campeões brasileiros. E com o apito nos tomando muitos pontos ainda e ajeitando a vida de outros por aí…

Cometemos erros em 2017 – muitos -, é verdade, mas não é hora de destruir nada… é hora de aprender com eles, de refazer as coisas da maneira certa; de consertar o que estava bem e deixamos estragar. Não há terra arrasada. Mesmo com as decepções deste ano, desde Paulo Nobre, e graças a ele, o Palmeiras é outro – dois títulos nacionais (2015/2016), um vice-campeonato no Brasileiro agora, jogador da nossa base brilhando na Inglaterra e na seleção brasileira. Todas as categorias de base fazendo final este ano – levamos 4 títulos. Estrutura de primeiro mundo, ótimas receitas, um fortíssimo patrocinador máster, salários em dia, Allianz sempre cheio, poderio econômico para contratar; não dependemos de patrocinador estatal, não somos sustentados por cotas de TV.

É hora de voltar a dar passos pra frente, de apoiar o clube, o técnico que chegou, os jogadores do elenco e os novos contratados que estão chegando… é hora de retomar o caminho da reconstrução… e ela é um caminho mesmo, que nunca vai ter fim. A qualquer vacilo, a qualquer relaxada, poderemos nos desviar desse caminho de novo…

Bola pra frente, e que venha 2018!

 

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“Au, au, au… Zé Roberto é Animal”

Nada como dividirmos a casa com alguém, dividirmos a vida, as alegrias e tristezas, para conhecermos melhor esse alguém…

Tudo de bom que sempre ouvimos sobre Zé Roberto era pouco… o profissionalismo, a seriedade, a classe, a elegância que percebíamos nele quando jogava em outros clubes aqui no Brasil, ou no Real Madrid, no Bayern, na seleção… o respeito pela profissão, pelos clubes que representava, pelos adversários, pelos torcedores… eram pouco diante do que viríamos a conhecer depois.

“Convivendo” com ele dimensionamos o real tamanho de Zé Roberto, aprendemos a admirá-lo e respeitá-lo ainda mais, e ele passou a ser simplesmente o Zé… o nosso Zé… da família Palmeiras.

Pra mim, as despedidas sempre são dolorosas… E chegou a hora de nos despedirmos do Zé…

Sim, o Zé Roberto, esse grande jogador, que nos presenteou vindo jogar aqui, esse profissional nota mil, vencedor, que tanta coisa boa acrescentou ao Palmeiras, à sua história e aos corações palestrinos, decidiu que é hora de parar de jogar, de curtir mais a família… O futebol certamente ficará ainda mais triste do que nós no dia de hoje.

Fiquei pensando…  O que dizer do Zé, e para o Zé agora? O que dizer para um cara que é um dos melhores profissionais da história do nosso futebol? Um cara que é admirado e respeitado no mundo todo? O que eu apreendi dessa passagem do Zé aqui no Palmeiras? O que fica conosco agora, além da saudade e dos gols e títulos que ele nos ajudou a conquistar?

Poderia falar do meu espanto (sim, fiquei de olhos arregalados), da minha admiração, quando, fazendo uma postagem sobre as novas contratações do Palmeiras para a temporada de 2015, listando as conquistas e feitos dos jogadores que chegavam, quase caí dura com o tamanho da lista de títulos conquistados por você, Zé Roberto. Poucos têm tantas conquistas. O Palmeiras tinha contratado um grande campeão.

Poderia falar daquele primeiro jogo, e daquela preleção mítica… do jogador líder, de sensibilidade aguçada, que mesmo tendo acabado de chegar ao Palmeiras, sentiu o momento palestrino que se desenhava no universo… o momento da retomada – o gigante estava de pé outra vez, e retomaria a sua caminhada de glórias… e você, Zé, queria caminhar com ele…

E foi você quem despertou  o guerreiro que havia no peito de cada jogador do nosso elenco; foi você que chamou jogadores e torcida para a caminhada; foi você quem ordenou que cada um batesse no peito do amigo e dissesse “o Palmeiras é grande… é gigante”… E mais do que se tornar o nosso novo “Animal” – como você disse que desejava vir a ser  -, nesse dia, você nos arrebatou, nos encheu de orgulho, nos brindou com o seu carinho e respeito ao Palmeiras… e nos identificamos com você, nos vimos em você e o vimos em nós, e foi então que você se tornou o Zé, o nosso Zé…  Abriu todas as portas do nosso coração e entrou…

Talvez eu pudesse falar de todas as vezes que o vi  em campo e  tive certeza de que você dava o máximo de si, Zé… que eu senti, em todas as vezes que o vi jogando pelo Palmeiras, que você não brincava, não fazia menos do que podia, muito pelo contrário, você dava o sangue em campo, era sério o tempo todo, e honrava a camisa que vestia,  respeitava os que te apoiavam e aplaudiam… E quanto bem  isso fazia ao nosso coração.

Poderia falar das tantas vezes em que eu, admirada, vi o jogador já maduro, experiente, correr em campo, dar piques, piques mesmo, como se fosse um garoto em busca do primeiro título…   Poderia falar da liderança do capitão que você foi por um bom tempo… dos desarmes, do jogo limpo, leal, porém sem jamais se intimidar, sem ‘afinar’ pra ninguém…

Poderia falar das ocasiões em que você, sem saber, nos fazia brincar na bancada… Focado no jogo, se entregando em campo, você, às vezes, puxava uma perna do calção mais pra cima, e, rindo, dizíamos na arquibancada: O Zé puxou o calção, agora a coisa é séria, é certeza que vamos ganhar. E ganhávamos mesmo.

Poderia falar da sua competência, das vezes em que você foi decisivo… poderia falar do gol lindo (com passe de Valdivia) que você, de cabeça, e para nosso delírio, marcou lá no Esmolão… poderia falar do golaço contra o Tucumán,  na Libertadores… daquele outro golaço contra o Santa Cruz… que lindos.

Poderia falar do orgulho de vermos o nosso Zé, merecidamente,  na Seleção do Paulistão 2015, na Seleção da América do Sul 2016, do Diário AS, da Espanha…

Poderia falar da conquista, épica, enlouquecedora, da Copa do Brasil 2015, do pênalti que você tão calmamente cobrou na final, do nosso capitão levantando a taça… Pensei que morreria de tanta alegria…

Poderia falar do Zé, que nos ajudou a conquistar, depois de 22 anos, o Brasileirão 2016, fazendo do Palmeiras o eneacampeão brasileiro, o maior vencedor do país, e fazendo com que nos deliciássemos de novo,  e depois de tanto tempo, com o sabor e o perfume do título maior do Brasil…  Felicidade sem tamanho…

Poderia falar naquele lance, naquela bola cruzeirense entrando em nosso gol, que você, Zé, foi tirar não sei como, não sei de que jeito, mas o fez da melhor maneira possível… sem um erro sequer que permitisse ao árbitro marcar qualquer coisa contra nós… um lance em que você foi de corpo, alma e corações, milhões deles (os nossos estavam com você) e impediu um gol certo do Cruzeiro, quando nosso goleiro já estava batido… Fiquei uns quinze minutos tremendo… Depois desse ‘milagre’ seu, sabíamos que ninguém nos tiraria o título. Não fosse você ali, Zé… talvez nem tivesse dado certo tudo o que nos aconteceria depois… Gratidão…

Você é isso, Zé! É competência! Seriedade! Profissionalismo x 1000! É sangue… suor…e muita vontade! É talento… alma. É caráter! E você nos deu exemplos diários de profissionalismo e humildade (nunca o vimos contrariado nas vezes em que esteve no banco)… exemplos de seriedade, respeito (pelo Palmeiras, por si mesmo e pelos demais), felicidade, amor próprio… Nos ensinou sobre sempre fazermos o melhor que pudermos, que quem se cuida vai mais longe… ensinou para nós e para o mundo todo que a vontade de vencer, de fazer algo, é soberana. E foi assim que, juntos, nós vivemos momentos inesquecíveis… Você deixa seu nome na história do Palmeiras e do futebol mundial, Zé, deixa o exemplo,  deixa um legado, e vai levar daqui  gratidão, saudade, e um caminhão de carinho e de respeito.

Você é f%da, Zé! E  não é por acaso que um jogador do seu quilate vai encerrar a carreira no maior do Brasil.

Muito, muito, muito obrigada,  Zé, seu lindo!!  Que a sua vida seja linda, seja plena. E que Deus o abençoe sempre!

Hoje, somos nós que  “batemos” no teu peito e te dizemos: Você é grande, Zé! É gigante! A torcida do Palmeiras te admira, te respeita, te ama e te aplaude!

FOI UMA HONRA, ZÉ! 💚  Uhuuuu! 

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Nosso 2017 não foi de acordo com as nossas expectativas e ficamos apenas com a vaga na Libertadores. Cuca, fazendo um trabalho ruim, saiu… Valentim assumiu o time, mas desapontou a torcida (repetiu Cuca) e, provavelmente, desapontou a diretoria também, porque acabou não sendo efetivado. Um novo técnico ia ser contratado…

Pegando carona no que me disse um torcedor, e acrescentando mais alguns nomes, segundo a nossa torcida, o técnico do Palmeiras teria que ser: Wanderley Pep Gareca Scolari Braga Valentim Ventura de Machado Bielsa Ancelotti Portaluppi… ou seja, não há um nome de consenso. E em relação só aos técnicos brasileiros, menos ainda. 

No entanto, ontem, ficamos sabendo que Palmeiras contratou Roger Machado.

Pra ser sincera, não me entusiasmei muito com essa contratação. Pelo técnico, e pela visão da diretoria… Depois desse ano, em que tínhamos tudo para conquistar algum(ns) campeonato(s) mas acabamos de mãos vazias, até mesmo o Paulistão, que muitos clubes usam como laboratório, passará a ter o valor da sua conquista ampliado para o Palmeiras, em 2018.  Ou seja, temos que iniciar 2018 ganhando título, porque senão a chiadeira vai ser grande.

Achei que nossa diretoria pensou pequeno… Pelas pretensões que temos para 2018, pela obrigação de começarmos o ano conquistando títulos, tínhamos que ter contratado um técnico mais acostumado a ganhá-los, ou, pelo menos, a disputá-los. Precisaríamos de alguém que conhecesse melhor o caminho das pedras.

No entanto, se observarmos a coisa por um outro ângulo – e sempre há uma outra maneira de se observar uma situação -, veremos que nenhum técnico traz a garantia de sucesso com ele, nem o mais badalado deles. O técnico assina com o clube, mas não pode oferecer a garantia de um trabalho promissor. Taí o Cuca 2017, por exemplo, que não me deixa mentir. Quem diria que, depois do maravilhoso título de 2016, a sua volta seria como foi, não é mesmo? E nenhum de nós pode cravar que um técnico, seja ele quem for, vai dar certo e vai conquistar títulos, ou que ele não vai dar certo e vai ser um fiasco. Sem contar que, todos  os técnicos, até ganharem o primeiro grande título, ainda não tinham ganhado nada… Embora ele já tivesse uma Libertadores, o primeiro – e único – campeonato Brasileiro na carreira do Cuca, por exemplo, foi com o Palmeiras, há menos de um ano…

Mas grande parte da nossa torcida surtou com a contratação do Roger.  Uns queriam Luxemburgo (veja só), e até mesmo Felipão (veja só 2 x)…  mas a maioria queria Abel, mesmo ele não fazendo um grande trabalho há anos –  não me inclua nisso, dentre os brasileiros eu preferia o Renato Portaluppi.

Luxemburgo já deu o que tinha que dar, sua última passagem aqui nos deu um título paulista, é verdade, mas depois ficou turbulenta, complicada, jogadores desconhecidos eram contratados como se fossem grandes craques, novos “Mozarts” a se revelar – e isso não acontecia; os substitutos de Valdivia  – que o técnico fez questão de despachar –  nem serviam para ‘amarrar as suas chuteiras’… E Luxa ia comentar jogo na TV, só que o jogo era o do Palmeiras, o time que ele comandava, e que entrava em campo sem seu técnico; o futebol não rendia o esperado, seus contratados também… Ele trabalhou a maior parte do tempo tranquilamente, sem muita pressão e cobrança, mas acabou sendo demitido…  e mesmo assim,  mesmo sem conseguir fazer um bom trabalho há muitos anos, tem gente que o queria de volta agora.

Mesma coisa com Felipão,  em sua última passagem aqui fez um monte de bobagens. Enchia o time de volantes, pedia pra contratar Pardalzinho, dizia: “a torcida quer o X no time? Então, não ponho”; mesmo com o time mais arrumadinho de 2010, perdeu a vaga para o Goiás, em casa, e quando a vantagem era nossa (a insistência com o Patrik já começava aí); obrigou o Palmeiras a gastar milhões no Luan sob a ameaça de deixar o clube se isso não fosse feito e, a despeito disso tudo, tinha sossego pra trabalhar. Torcedores inventavam mil e uma desculpas para justificar as suas presepadas. E ele deu um pé na nossa bunda em 2012, nos deixando na 24ª rodada do brasileirão com apenas 19 pontos; fomos rebaixados depois e por causa disso, e ainda assim tinha gente, inebriada pelo perfume de 20 anos atrás e esquecendo a última passagem,  o queria de volta agora.

Mas o Roger, que nunca treinou o Palmeiras, e que foi contratado pelo Palmeiras agora, não vai ter sossego pra trabalhar, porque já tem uns doidos criando um novo apoRcalipse pra ele… Atrapalhar o trabalho de um novo técnico, antes mesmo de ele começar a ser feito, é errado, é injusto, e não ajuda nada o Palmeiras, muito pelo contrário, atrapalha um bocado.

Ainnn, mas o Abel Braga…

Não acho que o Roger seja uma puta contratação, mas não dá para saber como será o time com ele antes de o seu trabalho se iniciar. No entanto, o Abel, que já ganhou títulos, não faz um bom trabalho há muitos anos. Podia dar certo e podia não dar.  Tem a carreira consolidada, já ganhou títulos importantes, ‘tá com o burro na sombra, cheio da grana, sem grandes cobranças…  Fazer um ano ruim no Flu é completamente diferente de fazer um ano ruim no Palmeiras.

Temos que aprender com as experiências (e com o que observamos nos outros também). Não dá para termos certezas, nem fazermos previsões definitivas. Fizemos tanta festa quando Cuca voltou, ficamos tão tranquilos em relação ao desempenho do time dali em diante,  e o trabalho dele foi ruim neste ano e nos desapontou bastante…

Vamos esperar, E DEIXAR, nosso novo técnico trabalhar. Depois disso a gente fala o que achou.

Se Roger é novo técnico do Palmeiras, vamos lhe mostrar que ele está vindo para o maior do Brasil e vai ter o apoio da melhor e mais maravilhosa torcida de todas!!

SEJA BEM-VINDO, ROGER MACHADO!! BOA SORTE E MUITO SUCESSO NO MAIOR CAMPEÃO DO BRASIL!! 🐷 

 

“O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar” – Clarice Lispector
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Eu não entendo muito (quase nada) de esquemas e táticas, mas tem gente que parece entender bem menos do que eu… e acha que qualquer vitória é sinônimo de raça e comprometimento de todos, que todo jogador é “monstro” quando ganhamos um jogo, e que qualquer derrota é o inverso… jogadores “vagabundos”, “lixos”, sem vontade de vencer, fazendo corpo mole, querendo mandar técnico embora… Isso acontece também, é verdade, mas esquema tático ruim, escalações e substituições pavorosas,  jogadores fora de suas posições, jogador em má fase que não vai pro banco, deficiência técnica de alguns atletas, árbitros fazendo resultado… são sempre os motivos mais comuns. E não é preciso muito esforço pra se enxergar isso. 
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Cuca, em 2017, armava mal o time inúmeras vezes, escalava e substituía sem priorizar o melhor rendimento da equipe, e sim colocando em campo somente os jogadores que seu ego permitia, e excluindo outros que seu ego, por algum motivo, não tolerava.  A bola que o sujeito poderia ou não jogar,  não parecia ser a prioridade. Muita gente em má fase nunca ia para o banco, e muita gente com mais bala na agulha continuava assistindo o jogo sentado no banco de reservas. Isso, e o chuveirinho incessante e irritante, mais alguns “erros” do apito, nos custaram muitos pontos e  eliminações.
Valentim assumiu, mudou algumas peças – Keno, jogado pras traças lá no banco, virou titular e fez toda a diferença nas 3 vitórias seguidas que o Palmeiras conquistou; Borja, voltando a ter chances no time, também nos ajudou a vencer – a moçada colocou a bola no chão e o futebol reapareceu, a ofensividade também. Valentim mudou apenas dois jogadores e, com praticamente o mesmo time do técnico anterior, fez diferente.
O Palmeiras então, com essas três vitórias e com as derrotas do líder, voltou a brigar pelo título. E o que aconteceu? Foi GARFADO nos dois jogos seguintes diante do Cru, no Allianz, e contra o Lava Jato, no Itaquerão. Ainda que parecesse nos ter faltado sangue no zóio, no derby, foi só  PELA OBRA DO APITO, que o Palmeiras não conquistou mais duas vitórias e assumiu a liderança da competição – esquecer isso é ser conivente com a trapaça e com os trapaceiros que, talvez, possam estar por trás desses “erros” do apito. 
Culparmos nossos jogadores pelo resultado que não veio nas partidas em que tivemos que jogar contra 16, é jogarmos contra nós mesmos – Daronco, o juiz do derby, pra se ter uma ideia, vai ser julgado por ter jogado a regra no lixo e não ter dado o segundo amarelo para Gabriel,  não ter expulsado o jogador, que voltou a campo sem autorização – um árbitro, experiente (árbitro FIFA desde 2015), desconhece a regra? Um árbitro Fifa “esquecer a regra”, “esquecer” que SÓ ELE poderia autorizar a entrada do jogador e passar a responsabilidade para o bandeira – que também sabe que não poderia autorizar a entrada – foi muito significativo, não é mesmo? E isso é um erro de direito, bem mais grave que o erro de fato do gol impedido que foi validado, por exemplo. Mas, depois que o ‘serviço’ está feito, eles nos dão um “enganation” com um julgamento que certamente não dará em nada.
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E eu até entendo que o Palmeiras tenha desanimado depois dessa “apitada” dupla e descarada que sofreu. Entendo que, depois de ser tirado, no apito, da briga pelo título,  pela armação de sabe-se lá quem, o Palmeiras desse uma “brochada” na partida seguinte diante do Vitória, lá na Bahia, e nem podia ser muito diferente. Era previsível esse desânimo, mas, ainda que todo mundo estivesse desanimado pelas garfadas de Heber e Daronco,  dava pra termos  nos saído bem melhor nessa partida…
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Valentim armou  mal o time, não escalou os jogadores que poderiam fazê-lo render mais, nem mesmo quando fez as substituições (colocou em campo, como primeira substituição, um garoto da base, de 18 anos, que nunca tinha jogado  com o principal antes, deixando um Guerra no banco, um Felipe Melo, um Thiago Santos) não trocou algumas peças que não vinham funcionando bem (e ainda tirou o Keno)… e, apático, jogando mal, o Palmeiras perdeu o jogo (nos afanaram um gol legítimo nessa partida também, mas não foi por isso que perdemos). 
E então, com parte da torcida surtando – e esquecendo que, das seis partidas sob o comando de Valentim, o Palmeiras tinha ido mal em apenas uma delas -, caçando todas as bruxas, e fazendo lista de dispensas que incluíam até Dudu e Prass (pode?), fomos enfrentar o Flamengo no último domingo,  no Allianz Parque (temos todo o direito de reclamar,  era pra ter sido bem melhor o nosso ano; temos todo o direito de protestar pelo “presente de grego” que nos deram, mas sem gerarmos uma crise monstruosa para o clube que ganhou o BRA 2016 e, apesar de todos os vacilos e tropeços no ano, ainda ocupa as primeiras posições do campeonato 2017)…


E bastou o Valentim voltar a escalar melhor o time (eu ainda gostaria que Guerra fosse titular), bastou ele colocar o  Michel Bastos (outro esquecido)  na lateral esquerda, onde vínhamos tendo problemas; bastou ele dar uma reforçada no meio escalando Felipe Melo e deixando a defesa mais protegida;  bastou apenas alguns ajustes para a bola não ficar voltando para nossa área o tempo todo, de qualquer jeito, e pegando nossos zagueiros de “calças curtas”, que a coisa funcionou. Com o time menos vulnerável
, dando menos espaços, os jogadores ficaram mais tranquilos, renderam mais (ou erraram menos), o futebol  melhorou de novo  – não foi uma ‘Brastemp’, mas foi bem melhor -, fomos mais ofensivos, objetivos e, com dois gols de Deyverson, ganhamos por 2 x 0 – poderia até ter sido por um placar maior. Vitória tranquila, sem sustos e, mais importante, uma vitória no estilo Palmeiras… sem a ajuda do apito.

Então… quando o técnico acerta o “desenho na prancheta”, e quando a arbitragem não parece incumbida de fazer o resultado de um jogo,  o futebol melhora e aparece… e isso é tão óbvio, não é mesmo?

“Ainnn, mas o X não tá comprometido… Ainnn, mas o Y ganha não sei quanto… Ainnn, mas o W foi na balada e pegou umas p#tas 2 dias antes do jogo… Ainnn, mas  o Z pintou o cabelo…” 

“Ainnn, eu não acertei todas as questões no vestibular, mas o cara do meu lado RECEBEU COLA e acertou uma a mais, então, ele passou e eu não… porque eu fui incompetente” – Leonardo Da Vinci

Alguns torcedores precisam usar melhor o cérebro, nada justifica que um árbitro interfira no resultado de um jogo… nada.

Domingo de derby no Itaquerão… domingo de briga pelo campeonato brasileiro… o jogo das duas equipes de maior rivalidade no país… um século de rivalidade em campo…

Foi um jogão. Foi disputado. E foi uma roubalheira… descarada!

Em relação ao futebol propriamente dito, achei o Palmeiras deixou a desejar; achei que Valentim poderia ter armado melhor o time e substituído melhor também (Bruno Henrique em campo e o Pitbull no banco? Guerra no banco? Myke e Egídio (esse, num dia complicado demais), davam muitos espaços e o técnico nem tentou mexer as peças e mudar isso; achei que o Palmeiras poderia ter mordido mais, vacilado menos, que poderia ter tido mais sangue nos olhos, poderia ter sido mais vibrante e mais atento, como a ocasião exigia… o adversário, em sua casa, parecia mais disposto, digamos assim, mais voluntarioso, parecia estar mais consciente do que valia o jogo, do que poderia significar pra ele uma derrota nessa altura do campeonato e tocou melhor a bola e fez uma partida melhor (será que ele sabia que jogaria com 16?).

Mas não foi tão melhor assim… como dizem alguns.

Palmeiras  —  Corinthians
62% – Posse de bola – 38%
15 – Finalizações – 12
4 – Chances reais – 6
7 – Escanteios a favor – 6
11 – Faltas cometidas – 21
18 – Passes errados – 24

No entanto, adivinha quem mais se destacou na partida? Pense bem… Você disse a arbitragem? Então, acertou!

Foi uma roubalheira, uma rasgação de regras… uma vergonha. Daronco e seus auxiliares  arrancaram o fígado do Palmeiras, e fizeram o resultado do jogo. O Palmeiras deu um gol de presente ao adversário, é verdade, mas a arbitragem deu dois, fora os acontecimentos extras.

Mas, também, depois de Heber “gambá” Lopes ter operado o Palmeiras, sem anestesia, diante do CRU, no Allianz, (nos afanou 2 pontos); depois de Rodrigo (PON), também na rodada anterior, ter sido chutado e a arbitragem fazer de conta que não viu,  e não punir nem com um amarelo o seu pendurado e gambá agressor, quem não sabia o que aconteceria no jogo contra o Lava Jato? #ApitoPraElesÉMuleta Acho que só o presidente do Palmeiras, inocente, que tinha aceitado passivamente ser garfado em casa, não sabia o que aconteceria…

O jogo equilibrado no primeiro tempo, uma defesa aqui, um sustinho no goleiro lá… O Palmeiras tinha mais posse de bola e aparecia mais no ataque. Após uma cobrança de escanteio, quando Prass já tinha a bola praticamente dominada, Balbuena foi em sua direção, se jogou pra cima dele, deu um tranco em Prass, que estava no ar pegando a bola. Uma entrada dura, desnecessária, um lance pra cartão, mas o juiz deixou passar…

Prass fez uma outra defesa; Borja deu um susto no Cássio… jogo pau a pau, quando, aos 29′, o Lava Jato abriu o placar… com um gol impedido. Imagina se não, né? Romero recebeu em claro impedimento e abriu o placar. Um lance fácil de ser visto e apitado, mas nem árbitro, nem bandeira, nem o auxiliar de linha de fundo viram…  E o recurso de vídeo, por enquanto,  só para os amigos do rei…

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Na comemoração do gol impedido, Romero pegou o celular e foi fazer uma selfie… E a gente pensando que o uso de celulares eram proibidos em campo, que isso era passível de expulsão, não é mesmo?

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Um jogador do Palmeiras – de preferência Dudu ou Felipe Melo – deveria fazer o mesmo na próxima partida, só para testarmos a canalhice de alguns na aplicação das regras.

O Coronel “Armarinho”, picareta como ele só, diria no dia seguinte que o celular USADO em campo era só uma comemoração, então não tinha problema algum… Guedes também só comemorava um gol quando foi expulso por subir na escadinha ao lado do campo, numa outra partida do Palmeiras, não é mesmo? As regras sempre cumpridas à risca por uns e descumpridas sem problema algum por outros. Isso é que tem cara de esquema, juiz, bandeira, auxiliar de linha de fundo não aplicam a regra, o chefe dá declaração na imprensa legitimando o ‘erro’… e a imprensinha reforça. #AUniãoFazAForça

O adversário saiu na frente do placar com um gol… ilegal. Era tão impedido que, pra se ter uma ideia, até o ‘lava jatíssimo’ PCO, que tanto favorecia o seu time quando apitava, viu o impedimento.

O Palmeiras sentiu o gol tomado, se atrapalhou, se desconcentrou, no minuto seguinte Prass fez uma defesa e, no outro, com uma falha de Dracena, tomou o segundo. Dois gols em dois minutos…

A imagem mostra uma irregularidade nesse segundo gol também, mas essa até poderia ser discutível, pois foi menos flagrante e aconteceu muito rápido – ainda assim, poderia ter sido vista.  Na imagem podemos ver, quem tocou a bola mesmo, antes de Balbuena, que estava mais a frente, ficar com ela e fazer o gol,  foi um outro corintiano, como podemos ver na imagem.

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Seis minutinhos depois,  Dudu cobra o escanteio e Mina, ganhando de dois adversários no alto, cabeceia pro gol colocando a bola no canto esquerdo do goleiro… Gol legalíssimo, gol de Palmeiras!

Mas, então… como o Palmeiras tinha “voltado pro jogo”, dois minutos depois do seu gol, o Daronco marcou um pênalti para o Lava Jato (imagina se ele ia deixar o Verdão estragar o ‘serviço’ que ele fazia tão direitinho)… Daronco pareceu ficar em dúvida e o auxiliar de linha de fundo (esse tipo de auxiliar nunca vê gol de mão, bola que não ultrapassa a linha, nunca vê pênaltis marcados em jogadas fora da área, não vê agressões, como o chute que Rodrigo levou outro dia, não vê os pênaltis sofridos, como o que  Keno sofreu na partida contra o CRU,  nunca abre a boca para marcar nada) marcou essa penalidade…

O jogador “mais honesto do Brasil”, o “mais fair-play de todos”, repetindo o que já fez várias vezes no campeonato, se joga…

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Ele mesmo cobra o “pênalti” (é justo que seja ele, afinal, foi que cavou) e faz 3 x 1…

No segundo tempo, embora o Palmeiras, por causa do prejuízo no apito precisasse criar mais (e não criava) o jogo era parelho… e então, Gabriel, que estava fora de campo para ser atendido, e que já tinha um cartão amarelo, voltou sem a autorização do juiz (isso é que é confiar numa no apito amigo, não?)… Segundo a regra, ele deveria ter levado o segundo amarelo… mas, pasme, Daronco deu um migué, fez uma encenação, foi perguntar para o bandeira se ele tinha autorizado e deixou por isso mesmo. Perguntar se alguém autorizou, é ótimo, né? QUEM  AUTORIZA A ENTRADA EM CAMPO É O JUIZ! E ele não tinha autorizado.

Achei muito significativo o Daronco ir perguntar para o bandeira se ele tinha autorizado a volta do Gabriel, sendo que quem tinha que autorizar era ele, sendo que o único que podia autorizar era ele… o Daronco. Aí, ficou claro que era arbitragem mandrake mesmo (Gabriel foi substituído rapidinho depois dessa mutreta).

Só o árbitro pode autorizar a volta de um jogador a campo, o bandeira não pode autorizar ou deixar de autorizar nada… e Daronco sabe muito bem disso, o bandeira também sabe, o Gabriel e qualquer outro jogador idem. Cansamos de ver jogador esperar um tempão até o juiz o notar ali na lateral e ele poder entrar em campo de novo. Não tem bandeira autorizando não. Daronco jogou a regra no lixo para não ter que expulsar o Gabriel… e por que será que ele fez isso, não?

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E então, aos 22′, o Palmeiras fez o segundo gol… e foi um golaço. Guerra cobrou escanteio, a zaga lava jato afastou de qualquer jeito, pra trás, e Moisés, do lado direito da área,  chutou cruzado e guardou no ângulo. Gol lindo… e sem ajuda do apito.

O Palmeiras não dava mais tantos espaços para o adversário, mas o jogo não tinha ritmo. Eram muitas as paralisações,  por bastante tempo, e por qualquer coisa… Deyverson foi expulso aos 49′, por falta em Felipe Bastos. O jogo foi até os 51 minutos e Daronco encerrou a partida.

A defesa do Palmeiras foi muito mal no jogo, não marcou a arbitragem e ela fez o que quis em campo. Por isso a derrota.

Sem apito… Palmeiras 2 x 1 Lava Jato, Gabriel, Jadson (COR) e Deyverson (PAL) expulsos.

Com apito… Palmeiras 2 x 3 Lava Jato, Deyverson expulso

Mesmo com todos os erros cometidos pelo time do Palmeiras, mesmo com todos os senões… o resultado foi feito pelo apito, vergonhosamente… e de novo. Com duas arbitragens sérias (gol legal de Borja anulado e pênalti em Keno não marcado contra o Cruzeiro, gol ilegal e pênalti inventado a favor do Lava Jato, juiz deixando de expulsar jogador) o Palmeiras seria o líder do campeonato… E, agora, depois das armações todas, ele certamente vai perder bastante o pique na competição. Se existe um esquema no campeonato, ele certamente não é para favorecer o Palmeiras.

Mas sabemos como funcionam as coisas para alguns… Se não for roubado, não é Cu rintia. E eles mesmos admitem isso…

 

 

 

 

 

 

“Pra quem é especialista em mala-preta, mala-branca é fichinha”. – Napoleão Bonaparte

No dia seguinte à partida entre Palmeiras e Cruzeiro, a pauta da maioria das notícias esportivas era mala-branca que o Lava Jato teria enviado para as marias antes do jogo. Se o Cruzeiro, que tomou três gols e cometeu dois pênaltis, recebeu um “in$entivo”, é impossível não ficarmos imaginando… o que será que recebeu o Heber, que anulou gol legal de Borja, deixou de marcar duas penalidades, tirou dois pontos do Palmeiras e fez o resultado do jogo?

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Então… Cinco agentes, ou assessores, diferentes, de cinco jogadores diferentes, confirmando que houve mala-branca e que o valor foi de R$ 500 mil… Com tanta gente confirmando, como acreditar nos desmentidos que vieram depois?

E que medo é esse que o Lava Jato tá sentindo do Palmeiras? Mesmo com muitos pontos à frente, e todas as chances de ser campeão, mesmo na pindaíba, sem pagar as “prestassaum” da impressora, sem pagar salários para alguns atletas, acharam que precisavam de uma ajuda extra e deram um jeito de pagar mala-branca. Ah, esse “Esquema Crefisa”… de emprestar dinheiro para negativados…

E, com mala-branca ou sem ela, o diferencial no empate do Palmeiras com o Cruzeiro não foi o Cruzeiro, foi o… árbitro. Ele interferiu diretamente no resultado da partida – será que era o Heber que estava dentro da tal “mala”?

Ainnn, mas o Palmeiras perdeu gol feito… Ainnn, o zagueiro fez gol contra…

Todos os times têm jogadores mais talentosos, jogadores menos talentosos, jogadores sem talento algum, e todos eles – uns mais, outros menos -, perdem gols feitos e fazem bobagens em campo uma vez ou outra…. isso faz parte do curriculum de qualquer jogador e de qualquer time do mundo. O que não faz parte do futebol, ou melhor, não deveria fazer de jeito nenhum – se a CBF fosse séria, não seria essa baderna aqui -, o que é totalmente contra as regras, é um juiz decidir o resultado de uma partida, decidir campeonatos e isso ficar na conta do “erro” – Marcelo de Lima Henrique, em 2014, decidiu um campeonato para o Flamengo, o seu time de coração, validando um gol absurdamente impedido de Márcio Araújo, e ninguém tomou providência alguma. Ao que parece, a CBF não presta atenção a isso, ou, quem sabe, é isso mesmo que ela quer que aconteça. Heber, o mais recente exemplo, fez o resultado do jogo no Allianz,  surrupiou dois pontos de um time que disputa o título do brasileirão, e, mesmo assim, já foi “sorteado” para um jogo na rodada seguinte.

E aí a gente lembra do juiz, que expulsou o Gabriel(Cor) por engano,  chorando na TV, se lamentando e se desculpando pelo erro cometido (ele sabia que ia se complicar errando naquele jogo e para aquele time, não é?), a gente lembra dele sendo punido também… lembramos do erro do árbitro, contrariando o que diz a regra, sendo consertado pelo tribunal no dia seguinte…

Colocar tantos holofotes na tal mala-branca agora, deu a impressão de ser apenas uma tentativa de se tirar o foco do que houve no jogo do Allianz, mas não adianta, todo mundo sabe… a “mala-branca” lava jato era/é mala-Fifa, de couro careca, modelo “manipulação de resultados 2005”, e já vem com apito.

Mas eu não acho que seja o fim do mundo a tal mala-branca. Pra mim, ela apenas significa que o time que está pagando não se garante muito na bola. Entrar em campo para ganhar, é, ou deveria ser, o objetivo de todos os times e  jogadores. A mala-preta é muito pior, é criminosa, e tem time que “viaja” com ela pelos campeonatos todos… e leva até na “mão”.

No entanto, agora, não podemos deixar de observar algumas outras coisas também…

Lembra quando Prass, já defendendo o Palmeiras, afirmou que, há alguns anos, quando defendia um outro clube, os jogadores desse clube – ele também – receberam mala-branca? Lembra da repercussão que teve? E do tanto que a imprensinha martelou o assunto? Lembra que, na época (há uns dois anos apenas) era totalmente ilegal receber um incentivo para ganhar um jogo? Prass passou a ser o ‘bandido’ da vez… O procurador rapidinho avisou que ia denunciar Prass, e as notícias falavam em até 720 dias de suspensão pra ele… falavam em eliminação, em caso de reincidência.

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Então,  receber incentivo para vencer é passível de punição (pagar o incentivo pode?), mas parece que agora não é mais… Você viu alguém do tribunal querendo denunciar jogadores do Cruzeiro? Ouviu falar sobre alguém querendo investigar as informações de cruzeirenses comemorando a mala-branca?  Viu algum portal afirmar que a mala-branca não é ilegal, como o UOL fez agora? Não, né?

Na época em que a coisa era com o Prass, tinha um artigo do CBJD para enquadrá-lo… Será que esse artigo deixou de existir?

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A vontade e disposição do tribunal de denunciar jogadores são seletivas, têm dois pesos e duas medidas… sempre. E a vontade da imprensa de dar luzes, ou tirar as luzes de um fato, também é seletiva, e depende muito da conveniência, do clube que ela vai ajudar ou prejudicar… Não vai dar nada para os jogadores do Cruzeiro, nem ameaçados de denúncia eles serão – e isso me parece correto. Todo aquele exagero na época da declaração do Prass, todo aquele terror pra cima do atleta, a vontade de enquadrá-lo no tal artigo, era só porque era o Prass, jogador do…  Palmeiras. Ficou claro isso agora, não é mesmo?

O “pulo do gato” nessa história toda  era distrair as pessoas, amenizar o dano que Heber Roberto Lopes causou ao Palmeiras… Enquanto todos falavam da mala-branca, enquanto comparavam a maneira de agir da imprensa em relação ao  que Prass declarou há dois ou três anos, com a maneira que ela age agora em relação aos jogadores do Cruzeiro, o Heber, o picareta que produziu o empate no jogo do Allianz, foi esquecido, não foi cobrado… saiu de foco… os “erros” cometidos por ele deixaram de ser mostrados, não foram mais comentados… e ficou parecendo que eles nem existiram… ficou parecendo que ninguém percebeu que ele garfou dois pontos do Palmeiras.

O Palmeiras que tome muito cuidado no Derby… O perigo é a “mala-preta”. Depois, não adiantará reclamar… e a imprensinha certamente tratará de escurecer todos os “erros”, tirá-los da visão do torcedor… se eles forem prejudiciais ao Palmeiras, claro.