“Não quero nem saber se tem luz no fim do túnel. Quando entro nele, já acendo a minha.” (Edson Marques)
Era noite de clássico na despedida do Maracanã, que será reformado (pela “1000ª vez”) para a Copa. O Palmeiras foi ao RJ enfrentar o Fluminense, líder do campeonato brasileiro. Felipão escalou o time com Marcos; Maurício Ramos, Danilo e Fabrício; Márcio Araújo, Pierre, Edinho, Marcos Assunção, Rivaldo; Valdívia e Kleber. (Um falso 3-5-2, uma vez que Fabrício atua muito mais como um lateral).
A gente dando graças a Deus por não ser o Simon (aquele que nos assaltou, ano passado, diante do mesmo Fluminense) quem iria apitar e não é que SIMON 2 – A MISSÃO apareceu? É, meu amigo, o Sr. Márcio Chagas da Silva, além de ser irritantemente “caseiro” (é esse o termo para quem apita favorecendo apenas ao time da casa, mas prá mim juiz caseiro = juiz ladrão) e deixar de marcar faltas a nosso favor, permitir que a barreira do Flu, estivesse sempre mais à frente, (aquelas coisinhas todas que vão minando uma partida para determinado time) resolveu dar uma “simonada” e acabou fazendo o resultado do jogo ao anular um gol legítimo de Kleber. Cadê a nossa diretoria para mudar isso? Deixar que só Felipão se exponha, se desgaste, reclamando, não dá!!
No começo de primeiro tempo o Palmeiras já fazia boas jogadas com Valdivia e Kleber, chegando com perigo na área tricolor, mas finalizando com alguma deficiência. Aos 13′, o Verdão deu um susto no Fluminense. Marcos Assunção avançou pela direita e cruzou na cabeça de Rivaldo; Fernando Henrique teve que fazer uma grande defesa para evitar o gol; na sequência, Valdivia chutou por cima. Aos 15′, num bate-rebate dentro da área e vacilada da zaga palestrina, a bola foi parar nos pés de Washington, livre, mas ele foi travado em tempo,;na sobra, Emerson mandou para o gol. E lá estávamos nós atrás no placar…
As botinadas em Kleber (que tá jogando muito bem) eram inúmeras; Valdivia (que ainda não está 100%) apanhava ainda mais. E para a impren$inha, é o Felipão quem manda bater. Muricy, não! Imagina! ELE MANDA FAZER RODÍZIO DE PORRADA!! Palavras de Felipão após o jogo: “… houve um rodízio que foi permitido. Primeiro bate o jogador A, depois o B, o C, aí quando chega no X para e começa de novo e nenhum jogador deles é punido, só os nossos.” Não é a primeira vez que isso acontece, né meu amigo? E COM AS BENÇÃOS DOS JUÍZES!! ABSURDO! E segundo alguns “profissionais” da ESPN, Valdivia e Kleber se jogam, são “cai-cai”. ACHAM QUE ELES TÊM QUE TOMAR BOTINADA E FICAR EM PÉ!! E cair para se livrar de uma falta mais violenta, nem pensar! Imprensa leviana, que nem sabe disfarçar quanto tenta macular a reputação de alguns jogadores, querendo criar rótulos e jogar a opinião pública e seus torcedores contra eles!! Aqui, não! O Mago e o Gladiador são sangue verde!!
Mas o fato é que o Palmeiras perdia a partida, jogando mais que o “bicho-papão” (!?!) do campeonato, que jogava com o juiz “caseiro” e tinha a sorte de o Verdão errar alguns passes na entrada da área. Nas vezes em que o Fluminense chegou, Marcos estava lá, seguro, intransponível! Eu que temi que o Palmeiras fosse se deixar abater ao tomar o gol, fiquei muito feliz ao ver como o meu time lutava em campo para mudar o placar. Há quanto tempo eu esperava ver esse comprometimento. É O PALMEIRAS FELIPÔNICO!! Pressionando o adversário (chato e complicado) o tempo todo! Ainda que, até agora, não tenhamos encontrado nosso padrão de jogo, a cada partida percebemos que o time vai ganhando uma outra cara, vai melhorando em alguns aspectos. Acho que essa nova “mentalidade” de brigar e lutar até o último minuto, é o ganho mais significativo. Tudo bem que eu não concordo com o Rivaldo no time (não sei o que Felipão e meu pai veem nele. rsrs), não concordo com apenas um atacante, e também não acho que seja mais proveitoso Valdivia jogar mais à frente, mas Felipão (que precisa de mais jogadores no elenco) tá nos curando da nossa maior doença: a apatia e falta de confiança. Falta muito, eu sei, mas estamos na trilha.
E foi lutando, muito, que conseguimos empatar a partida,aos 32′, com Kleber; mas o juiz marcou impedimento. E ERROU! Quem tocou a bola que sobrou para o Gladiador, foi o zagueiro do Fluminense, portanto, o gol foi legal. O bandeira pode até ser que não tenha visto, mas o jfilho-da-mãe do juiz, muito próximo da jogada, não validou porque não quis. Mais uma vez, diante do Fluminense, vimos um gol legítimo do Palmeiras ser anulado pela arbitragem. Diante de um adversário, tranquilo, que lidera o campeonato, e que trabalha muito bem a bola, ter um gol legítimo anulado, torna tudo mais difícil…
Veio a segunda etapa e o Palmeiras tomou conta do jogo. Era ataque por todos os lados, mas o gol não saía. Scolari, que já tinha voltado com Tinga, em lugar de Pierre sacou Fabrício (não gostei) e colocou Luan (não gostei x 2). Rivaldo continuava lá… O Palmeiras pressionava, ia prá cima e nada de gol; a bola não queria entrar. Aos 27′, Valdivia, cansado (que pena), deu lugar a Ewerthon. E o atacante quase fez, aos 34′; bateu rasteiro, de fora da área, e ela passou tirando tinta… Eu sabia que íamos marcar… Nãoera possível, que tanta entrega, tanta superação (tem que jogar assim sempre), fosse dar em nada… Com exceção de alguns poucos momentos, o Palmeiras, na base da raça, era mais time que o Fluminense, encontrava mais chances para avançar e tinha mais chances de gol.
A partida acabando… Eu não conseguia tirar os olhos do marcador de tempo, na tela da TV. Aos 45′, Leandro Euzébio que já tinha provocado Kleber várias vezes, querendo tirá-lo do jogo, repetiu o feito, se deu mal e acabou expulso. Meu San Genaro, o relógio correndo e nada do gol sair! Que medo de o juiz apitar o final da partida. Seria uma injustiça tremenda com o Palmeiras que esteve melhor em campo. Mas quem é parmera sabe, não se pode jogar a toalha nunca!!
48′… o jogo já nos descontos… o torcedor roendo a unha, aflito… Edinho é lançado na área e ajeita de cabeça para Ewerthon. Ele domina sozinho e empurra para o fundo do gol, e aquilo que tanto desejamos, que parecia tão difícil, nunca foi tão fácil!!! GOOOLLL DO PALMEIRAS!!! PQP!! Um empate com sabor de vitória, e um prêmio a tanto empenho e tanta raça! MEU VERDÃO RAÇUDO, ‘FELIPÔNICO’ ESTÁ VOLTANDO!!
E talvez tenha sido essa raça, esse amor ao time, a alegria e última lembrança que o Sr. José Panzarine, roupeiro do Palmeiras, há 29 anos, tenha levado para o “andar de cima”. No dia de hoje, o “Seo Panza”, como era chamado, nos deixou… Obrigada, “Seo” Panza, por cuidar tão bem dos nossos craques.
Estamos todos tristes, mas tomara você continue cuidando dos nossos meninos, de onde quer que esteja…
Eu quis me poupar de escrever sobre o jogo diante do Atlético/Go e ao leitor de ter que ler sobre algo tão desagradável, mas agora, ao escrever sobre a partida diante do Galo, percebo que não dá para fazer de conta que aquela partida não aconteceu…
Era dia de festa no coração do palestrino; 96 anos de vida do nosso amado Palmeiras. Só esqueceram de avisar à maioria dos jogadores. Diante de um adversário fraco, na zona de rebaixamento, o Palmeiras conseguiu a proeza de ser mais fraco ainda. Sem Kleber e Marcos Assunção; com atuações fraquíssimas de Luan, Rivaldo, Patrick (que entrou no segundo tempo) e Tadeu,o Palmeiras nada pode fazer. Tinga e Valdivia (ainda sem ritmo) bem que tentaram; o Mago deu bons passes, um deles perfeito, que Rivaldo (muuuito genérico) tratou de desperdiçar.
Nas arquibancadas o torcedor não acreditava ao ver os gols do Atlético serem marcados. O primeiro, de pênalti (achei que não foi); o segundo, num vacilo da zaga, e o terceiro (aos 37 do segundo tempo), para matar o jogo de vez, depois de uma troca de passes que, de novo, a defesa verde não soube evitar. E todos do mesmo jogador: Elias. Por pura deficiência do Palmeiras, a Atlético conseguiu dar um banho de bola e jogar água nas velinhas do bolo palmeirense. E o Verdão, inerte, apático, não esboçava reação alguma… Prá você ter uma ideia, o que de melhor aconteceu na partida, foi o Palmeiras mandar o fair play às favas e, por duas vezes, não devolver a posse de bola aos goianos. que caíam de “maduros”, próximos à linha lateral (o árbitro Evandro Rogério Roman permitia que, a vinte centímetros da linha, o jogador fosse atendido dentro de campo) e aí um companheiro vinha e chutava a bola pará fora, esperando que o Palmeiras a devolvesse em sinal de fair-play. FAIR-PLAY É A PQP!!!
E assim foi a nossa noite aniversário… E, nos perguntando onde estava aquele time valente que tínhamos visto enfrentar o Vitória, fomos dormir decepcionados, tristes e aborrecidos com a pior partida do Palmeiras no ano e aquele indigesto resultado de 3 x 0…
Mas como sempre nasce o dia depois de uma noite escura, chegou o domingo e lá foi o Palmeiras enfrentar mais um Atlético; dessa vez, era o de Minas. E esse “bolo” tinha umas cerejas a mais… Luxemburgo e Diego Souza! Desafetos da torcida verde. Uma vitória teria um sabor especial para o torcedor palestrino.
O Galo, lutando contra o rebaixamento, e o Palmeiras, de verde-limão, querendo “esquecer” a péssima atuação da rodada anterior, entraram com esquemas bem distintos. Luxemburgo veio num 4-4-2 ofensivo, e Felipão, tendo a volta do Gladiador, de Marcos Assunção e de Pierre, colocou o time no 3-6-1, com cinco volantes de origem no meio de campo, numa clara demonstração de que o mais importante seria não tomar gols. A partida teve início e já nos primeiros minutos, Valdivia voltava a viver a mesma situação de sua passagem anterior, era caçado em campo, com as bençãos do juiz!! Os comentaristas (principalmente os do PFC), na mesma estupidez de sempre, diziam que ele… caía!! CAÍA, PORQUE ERA DERRUBADO!! O juiz não expulsou Rever (Mendez também), antes dos primeiros 10 minutos, porque não quis! Na falta desleal em cima do Mago, Marcelo de Lima Henrique, preferiu dar amarelo e ‘esquecer’ de dar o segundo, a cada falta cometida no restante da partida. Felipão, que anda sendo perseguido pelas arbitragens, nem podia reclamar com o rigor necessário.
Com 3 zagueiros, o Verdão (que já tinha levado uma bola na trave) fazia uma partida bem melhor, mas perdíamos muitos gols. Aos 24′, passe lindo do Mago para Kleber; ele invadiu a área, driblou Fábio Costa, mas tocou fraco pro gol, dando tempo para o zagueiro Rever salvar em cima da linha. Faltou pouco!! Aos 32′, numa jogada rápida de contra-ataque, Valdivia preparou o chute para o gol, mas foi desarmardo. Aos 35′, Valdivia lançou Kleber na área, mas ele perdeu o ângulo,
e tocou no meio; Assunção chegou batendo, mas mandou prá fora! A dupla Kleber e Mago mostrando que vai dar trabalho… Aos 42′, perdemos o gol mais “feito”, até então. Marcos Assunção (fazendo grande partida) cobrou escanteio com efeito; a bola sobrou para Fabrício, sem defesa e sem goleiro, fazer o mais difícil e mandar prá fora. Não se pode perder gols assim! Apesar de não jogar um futebol “daqueles”, o Palmeiras tinha um bom desempenho e, à essa altura da partida, Valdivia sofria a sua 8.976.354.675ª falta. O Galo fazia rodízio em cima do Mago! Na TV deu para escutar LuxPoker gritando a um jogador seu: “Você pega o Valdivia!”
No segundo tempo, o Galo voltou com Serginho no lugar de Mendez. E foi ele que, aos 7′, enfiou a bola para Neto Berola tocar na saída de Marcos. Por essa, a gente não esperava… E nem com os momentos de instabilidade que o Palmeiras apresentou, após o gol sofrido. Quase tomamos o segundo, que susto! Prá piorar, o Mago sentiu a coxa. Felipão então fez duas substituições, Luan e
Tinga, nos lugares de Fabrício e Valdivia. Ai meu San Genaro, tava na hora das coisas começarem a dar certo para o Verdao. Tínhamos que empatar e virar, pô!!
Aos 22′, Kleber dominou e tocou para Luan chutar forte, cruzado. Fábio Costa largou e Marcos Assunção, rápido, apareceu no rebote… GOOOOOOL DO PALMEIRAS!! Uffa! Que alívio! Estávamos vivos no jogo! Tínhamos que buscar a virada! Aos 27′, por pouco ela não veio no chute forte de Kleber, após belo lançamento de Marcos Assunção. Fábio Costa de joelho, mandou prá escanteio. Aos 28′, Diego Souza foi substituído por Luxpoker e só então eu percebi que ele estava no jogo rsrs. O Palmeiras queria o segundo gol. E se a dupla Kleber e Marcos Assunção estava fazendo a diferença, tinha ser ela quem decidiria a partida! Aos 31′, Kleber fez uma bela jogada, entrou na área e, marcado, tocou para trás para Assunção; ele devolveu pro Gladiador que meteu nas canetas de Fábio Costa!! Golaço!! VIRADA DO VERDÃO!!! Mais uma vez Luxemburgo seria derrotado por Felipão. TCHUUUPA, MALEDETO!!! ESSE “SORVETINHO” É DE LIMÃO!! hahaha A torcida palestrina aproveitava a ocasião para “alfinetar” Luxemburgo: “ÃO ÃO ÃO, SEGUNDA DIVISÃO”…
O Palmeiras subiu na tabela e agora vai enfrentar o Fluminense. Meu Verdão, que às vezes vacila e facilita a vida dos pequenos, SABE BEM O QUE VEM PELA FRENTE quando tem que enfrentar um time grande e costuma jogar muito. Vê aí, Muricy, um time que tem Marcos, Valdivia, Kleber, Assunção, Danilo, Pierre, Tinga… e Felipão no comando, não pode ser subestimado jamais!
BOOOORA, PARMERA, VAMOS CAÇAR O LÍDER!!!
Mais um aniversário meu Palmeiras… 96 anos…
Eu poderia falar da coragem… Daqueles que sonharam e ousaram fazer do Brasil a sua pátria, a sua casa… Daqueles imigrantes italianos que, em 26 de Agosto de 1914, deram vida ao sonho que fez brotar o sangue que hoje corre nas veias de 20 milhões… Coragem, de craques maravilhosos que ajudaram a escrever a tua história, coragem de tantos outros atletas que mesmo não sendo craques maravilhosos, com esforço e muita luta, honraram a tua camisa. Eu poderia falar da bravura de teus filhos que ao longo de todos esses anos, tantos obstáculos tiveram que superar…
Eu também poderia falar das tuas glórias… Quem mais, além de você Palmeiras, poderia resgatar o orgulho de uma Nação inteira, ferida com a perda da Copa do Mundo de 1950, conquistando o Mundial de 51? Quem mais para ostentar o título de Campeoníssimo ao conquistar as chamadas “5 coroas”, que hoje enfeita a tua camisa; para ter o maior número de campeonatos brasileiros conquistados? E só mesmo você para tirar de cena um Palestra líder e mostrar ao mundo o Palmeiras campeão; nenhum outro poderia vestir a camisa da seleção brasileira com tanta competência, seleção essa que jamais conquistou um título sem um filho teu…
Se eu quisesse, poderia falar da tua grandeza em estender a mão a um rival, num momento difícil, e poderia falar da valentia com que você defendeu as suas cores e a sua honra, quando esse mesmo rival, para o qual você estendeu a tua mão, quis, covardemente, tomar a tua casa…
Eu poderia lembrar dos teus títulos… E eles foram tantos… Da conquista do primeiro mundial de clubes em 1951, ou então do primeiro título em 1920; poderia lembrar de 1959, quando você resolveu conquistar tudo o que disputou, poderia falar do Ramon de Carranza, que fez teu nome brilhar no continente europeu; poderia lembrar dos títulos paulistas e brasileiros de 93,94, quem sabe dos de 36, 73,74, do título de 96, dos 102 gols em um campeonato… poderia citar a Copa do Brasil, a Mercosul, a virada fantástica em cima do Flamengo; os quatro anos sem perder ou empatar com o Corínthians, a goleada no Boca Juniors, a Libertadores conquistada em nossa casa…
96 anos, Palmeiras! Quase um século de glórias, quase um século de história, limpa, digna, como só os da casta palestrina conhecem. 96 anos de centenas de títulos conquistados apenas com o suor, a determinação e o talento de seus filhos.
Mas eu não vou falar sobre nada isso. Não… Eu quero falar de 96 anos de amor. Amor que nós, seus filhos , de todas as raças, sentimos por você! Amor que ,desde 1914, já morava no peito de nossos avós, bisavós… Eu quero falar do orgulho que sentimos ao vestir as tuas cores, da alegria de saber que só você, Palmeiras, tem o título que nenhum outro clube poderá ter: CAMPEÃO DO SÉCULO! Tinha que ser você, Palmeiras!!!
Eu quero falar desse sentimento, incondicional, sem cabimento, que nos leva à explosões incontidas de amor, ira, frustração, alegria, tristeza e lágrimas. Sentimento que faz com o nosso coração fique apertado, apreensivo, se algo não vai bem com você, Palmeiras; que nos tira o sono e, muitas vezes, nem nos deixa trabalhar direito quando “a dureza do prélio” está próxima. Quantas vezes, estamos tão tristes com os problemas da vida; quantas vezes, estamos amargurados, nos sentindo tão sozinhos e, basta um “chamado” teu, uma vitória, um gol, e o coração se inunda e transborda de felicidade, fazendo com que esqueçamos todo o resto. Quem é que pode explicar?
É sobre isso que quero falar, Palmeiras. Do amor que sentimos por você. Do orgulho do tamanho do mundo que toma conta da gente quando usamos o nosso Manto Sagrado, da energia eletrizante que toma conta da “nostra casa” ou de qualquer outro lugar, onde a nossa “Famiglia” esteja reunida. Ninguém pode explicar o que acontece quando ouvimos e cantamos o nosso hino… O que sentimos diante da grandeza da nossa história, porque temos a sorte infinita de termos nascido “parmera”. E você nos faz sentir vivos! Batemos no peito e dizemos: Aqui é Palmeiras!!
O aniversário é teu Palestra, mas a festa é nossa! Os presentes também são nossos. Sempre foram… Bianco, Alegretti, Heitor, Ministro, Waldemar Fiume, Junqueira, Oberdan, Viladôniga, Og Moreira, Lima, Canhoteiro, Turcão, Echevarrieta, Julinho, Servílio, Djalma Dias, Djalma Santos, Dudu, Ademir, Tupãzinho, Valdir, Luís Pereira, César, Leão, Leivinha, Edu, Eurico, Alfredo, Jorginho Putinatti, Rosemiro, Jorge Mendonça, Evair, Edmundo, César Sampaio, Clebão, Mazinho, Rivaldo, Zinho, Galeano (este, sempre estará aqui, por minha conta e gratidão), Roberto Carlos, Djalminha, Alex, São Marcos… E neste ano, você nos dá o Gladiador Kleber, Felipão e o nosso Mago Maravilhoso, de uma vez só… Ainda nem podemos acreditar!
Hoje é dia do Tsunami Verde, palestrinos! Dia de comemorar, de vestir a camisa mais linda do mundo, de escolher o nosso melhor sorriso e mostrar a todos o tamanho do nosso amor! Dia de ir ao Pacaembu entregar ao Palmeiras o nosso coração e o nosso amor! A festa é de todos nós!
Parabéns Verdão, Academia, Palestra, Dream-Team, Alviverde… PARABÉNS PALMEIRAS, DE TODAS AS GENTES, DE TODOS OS CREDOS E DE TODAS AS RAÇAS! Teus filhos não são só os italianinhos. Tuas raízes se estenderam pelos quatro cantos do planeta e hoje, somos apenas e tão somente, PALESTRINOS! Essa é a nossa raça! Glorioso Alviverde Imponente, por tudo o que representa, por tantas alegrias que nos tem dado, teus filhos, agradecidos, te saúdam!!!
TANTI AUGURI, PALMEIRAS!!!
Acordei muito cedo, ainda estava escuro. Ao sair de casa, o sol já começava a aparecer. Dia de estreia do Mago, em Campinas; de ônibus, eu iria fazer um caminho um pouco diferente para chegar até lá e ver a estreia do meu ídolo.
Cheguei na rodoviária às 6h30, o céu já tinha contornos de azul. Algumas pessoas sonolentas, cheias de malas, pacotes, esperavam a sua hora de embarcar. Ali, naquele começo de manhã, quando os olhos tentam se acostumar com a claridade que vem chegando, a minha camisa verde-limão ajudava o sol a acender o dia e acabava atraindo todos os olhares. rsrs
Na poltrona ao lado da minha, um senhor vestindo uma bata jamaicana, muito falante, jogou por terra as minhas intenções de dormir um pouquinho, durante a viagem. Falando de seus antecedentes, de alguns povos da África, acabou num assunto que me deixou, no mínimo, intrigada. Imaginem que ele me falava de um rei africano (eu conhecia a história), que ajudara a esconder Jesus, de Herodes. Baltazar era seu nome, um dos três Reis… MAGOS!!! Que coisa! Eu, feliz da vida, indo acompanhar a volta do Mago e o meu vizinho de poltrona me falando de um Rei MAGO!!! Acho que ele não entendeu porque eu sorria…
E lá fui eu atrás do meu “rei” Mago… Nova Odessa, Americana, Santa Bárbara (para almoçar com o Libaia), Paulínia (para pegar o Ricardo) e, finalmente, Campinas. Uffa! A galera da TwitPigs já estava toda lá. Um sol de rachar! Lotamos as arquibancadas que nos destinaram. Clima de festa, todo mundo alegre. O Palmeiras vinha de uma vitória fantástica diante do Vitória, pela Sulamericana; Valdivia, o nosso Mago, tão querido, cuja volta foi tão desejada, faria a sua estreia. O juiz seria “Salve o “CÚ RINTIA” Spínola. Xiiii…
Eu mal podia esperar pelo início da partida. Alguns jogadores do Palmeiras vieram fazer aquecimento diante da torcida. Até o Kleber veio, mas o Mago que é bom, ficou escondido. Alguns integrantes da TUP resolveram fazer bobagem e quiseram nos tirar de nossos lugares, na marra, para que eles os ocupassem. Um abuso! Os torcedores, que eram empurrados, se recusavam a sair; a coisa tava quase virando porrada quando alguns integrantes da Mancha, vieram em socorro dos torcedores. Discutiram muito, mas os folgados acabaram batendo em retirada. Juro que essa, de tirar o torcedor à força, de seu lugar, eu nunca tinha visto…
Finalmente, o Palmeiras entrou em campo! E lá vinha Valdivia! De colete reserva, eu o via se dirigir para o banco. Que felicidade eu sentia! Era verdade, o Mago voltara para o Palmeiras; eu não tinha sonhado! Tentei conter as lágrimas, mas que jeito?? Um batalhão de repórteres estava em volta dele. A torcida cantava: EÔ EÔ, O VALDIVIA É UM TERROR!! Ele acenava em agradecimento! Que emoção! Eu olhava um pouquinho o jogo e um pouquinho o banco de reservas, e ele continuava sentado lá. Não, não era miragem, Valdivia vestia a camisa do Palmeiras, outra vez.
O calor era demais e já estava difícil suportar o sol, quando o jogo começou. Como fez na Sulamericana, o Palmeiras adiantou a marcação, foi prá cima do Guarani e quase marcou aos 6′,quando Rivaldo, após jogada de Luan, mandou no travessão. Mas o técnico do Guarani, que se preparou a semana inteira para enfrentar o Palmeiras, na estreia do Mago, acertou a marcação. Rivaldo e Tinga foram marcados de perto e quase não tiveram espaço para criar as jogadas de ataque. O jogo era amarrado e ao Palmeiras, muito marcado, sobrava a opção de jogar pelas laterais, o que não fazíamos muito bem, e errávamos muitos passes, cruzamentos… A partida não agradava nem um pouco ao torcedor. O segundo tempo teria que ser um pouco melhor…
Na segunda etapa Felipão trouxe o time com Valdivia em lugar de Fabrício. Aos 6′, Tinga bateu de fora da área e assustou o goleiro; mas o Palmeiras tinha poucas chances. Ainda por cima, tinha os escanteios, inventados, que o juiz dava pro Guarani, as faltas cometidas por eles que deixava de marcar, a perseguição a Felipão, que parece proibido de reclamar. Todos os técnicos reclamam, e muito, mas Felipão não pode. Por que será? Para piorar, aos 14′, Kleber sentiu a coxa e saiu. A dupla Mago e Gladiador teria que esperar uma outra oportunidade. As investidas do Guarani paravam na nossa defesa e em Marcos. Aos 21′, Ewerthon entrou no lugar de Luan. Aos 29′, Marcos Assunção fez falta em Mazzola ,tomou o segundo amarelo e foi expulso. O Palmeiras ficava com um jogador a menos…
Eu olhava Valdivia em campo e o coração absorvia aquelas imagens, matando uma saudade de dois longos anos. Algumas vezes eu tinha novamente a impressão que ele nunca foi embora, que sempre esteve conosco. E, na verdade, esteve. O nosso Mago, apesar de estar sem ritmo e sofrer algumas faltas, procurava fazer as jogadas e colocar os seus companheiros em condições de marcar. Na base da vontade, ajudou na marcação, desarmou e deu passe até sentado. Mas ainda não tem a mobilidade que conhecemos, e o time, desgastado da partida de quinta-feira e debaixo daquele sol escaldante, não “dava liga”; era um festival de chutões inúteis e que impossibilitavam o ataque palestrino de chegar ao gol. A melhor oportunidade da partida saiu dos pés de Valdivia (só podia), que deu um belo passe para Patrik chutar rasteiro e o goleiro defender. Ah, se fosse o Kleber nessa bola… Uma pena. E o jogo, chato, monótono, terminou do jeito que começou.
O torcedor ficou desapontado. Ir até Campinas e ver aquele futebol ruim, não estava nos planos de ninguém. Mas empatar fora de casa, depois do desgaste de quinta e debaixo desse sol escaldante, até que não foi mal negócio.
Quinta-feira tem mais! No dia do aniversário do Palmeiras, enfrentaremos o Atlético/GO, no Pacaembu. Valdivia vai jogar em casa, para a sua torcida… QUE A SORTE ESTEJA COM ELE E COM O VERDÃO!!!!















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