FOI UMA HONRA, Z√Č!! ūüíö UHUUU!

 

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“Au, au, au… Z√© Roberto √© Animal”

Nada como dividirmos a casa com algu√©m, dividirmos a vida, as alegrias e tristezas, para conhecermos melhor esse algu√©m…

Tudo de bom que sempre ouvimos sobre Z√© Roberto era pouco… o profissionalismo, a seriedade, a classe, a eleg√Ęncia que perceb√≠amos nele quando jogava em outros clubes aqui no Brasil, ou no Real Madrid, no Bayern, na sele√ß√£o… o respeito pela profiss√£o, pelos clubes que representava, pelos advers√°rios, pelos torcedores… eram pouco diante do que vir√≠amos a conhecer depois.

“Convivendo” com ele dimensionamos o real tamanho de Z√© Roberto, aprendemos a admir√°-lo e respeit√°-lo ainda mais, e ele passou a ser simplesmente o Z√©… o nosso Z√©… da fam√≠lia Palmeiras.

Pra mim, as despedidas sempre s√£o dolorosas… E chegou a hora de nos despedirmos do Z√©…

Sim, o Z√© Roberto, esse grande jogador, que nos presenteou vindo jogar aqui, esse profissional nota mil, vencedor, que tanta coisa boa acrescentou ao Palmeiras, √† sua hist√≥ria e aos cora√ß√Ķes palestrinos, decidiu que √© hora de parar de jogar, de curtir mais a fam√≠lia… O futebol certamente ficar√° ainda mais triste do que n√≥s no dia de hoje.

Fiquei pensando…¬† O que dizer do Z√©, e para o Z√© agora? O que dizer para um cara que √© um dos melhores profissionais da hist√≥ria do nosso futebol? Um cara que √© admirado e respeitado no mundo todo? O que eu apreendi dessa passagem do Z√© aqui no Palmeiras? O que fica conosco agora, al√©m da saudade e dos gols e t√≠tulos que ele nos ajudou a conquistar?

Poderia falar do meu espanto (sim, fiquei de olhos arregalados), da minha admira√ß√£o, quando, fazendo uma postagem sobre as novas contrata√ß√Ķes do Palmeiras para a temporada de 2015, listando as conquistas e feitos dos jogadores que chegavam, quase ca√≠ dura com o tamanho da lista de t√≠tulos conquistados por voc√™, Z√© Roberto. Poucos t√™m tantas conquistas. O Palmeiras tinha contratado um grande campe√£o.

Poderia falar daquele primeiro jogo, e daquela prele√ß√£o m√≠tica… do jogador l√≠der, de sensibilidade agu√ßada, que mesmo tendo acabado de chegar ao Palmeiras, sentiu o momento palestrino que se desenhava no universo… o momento da retomada – o gigante estava de p√© outra vez, e retomaria a sua caminhada de gl√≥rias… e voc√™, Z√©, queria caminhar com ele…

E foi voc√™ quem despertou¬† o guerreiro que havia no peito de cada jogador do nosso elenco; foi voc√™ que chamou jogadores e torcida para a caminhada; foi voc√™ quem ordenou que cada um batesse no peito do amigo e dissesse “o Palmeiras √© grande… √© gigante”… E mais do que se tornar o nosso novo “Animal” – como voc√™ disse que desejava vir a ser¬† -, nesse dia, voc√™ nos arrebatou, nos encheu de orgulho, nos brindou com o seu carinho e respeito ao Palmeiras… e nos identificamos com voc√™, nos vimos em voc√™ e o vimos em n√≥s, e foi ent√£o que voc√™ se tornou o Z√©, o nosso Z√©…¬† Abriu todas as portas do nosso cora√ß√£o e entrou…

Talvez eu pudesse falar de todas as vezes que o vi¬† em campo e¬† tive certeza de que voc√™ dava o m√°ximo de si, Z√©… que eu senti, em todas as vezes que o vi jogando pelo Palmeiras, que voc√™ n√£o brincava, n√£o fazia menos do que podia, muito pelo contr√°rio, voc√™ dava o sangue em campo, era s√©rio o tempo todo, e honrava a camisa que vestia,¬† respeitava os que te apoiavam e aplaudiam… E quanto bem¬† isso fazia ao nosso cora√ß√£o.

Poderia falar das tantas vezes em que eu, admirada, vi o jogador j√° maduro, experiente, correr em campo, dar piques, piques mesmo, como se fosse um garoto em busca do primeiro t√≠tulo…¬† ¬†Poderia falar da lideran√ßa do capit√£o que voc√™ foi por um bom tempo… dos desarmes, do jogo limpo, leal, por√©m sem jamais se intimidar, sem ‘afinar’ pra ningu√©m…

Poderia falar das ocasi√Ķes em que voc√™, sem saber, nos fazia brincar na bancada… Focado no jogo, se entregando em campo, voc√™, √†s vezes, puxava uma perna do cal√ß√£o mais pra cima, e, rindo, diz√≠amos na arquibancada: O Z√© puxou o cal√ß√£o, agora a coisa √© s√©ria, √© certeza que vamos ganhar. E ganh√°vamos mesmo.

Poderia falar da sua compet√™ncia, das vezes em que voc√™ foi decisivo… poderia falar do gol lindo (com passe de Valdivia) que voc√™, de cabe√ßa, e para nosso del√≠rio, marcou l√° no Esmol√£o… poderia falar do gola√ßo contra o Tucum√°n,¬† na Libertadores… daquele outro gola√ßo contra o Santa Cruz… que lindos.

Poderia falar do orgulho de vermos o nosso Z√©, merecidamente,¬† na Sele√ß√£o do Paulist√£o 2015, na Sele√ß√£o da Am√©rica do Sul 2016, do Di√°rio AS, da Espanha…

Poderia falar da conquista, √©pica, enlouquecedora, da Copa do Brasil 2015, do p√™nalti que voc√™ t√£o calmamente cobrou na final, do nosso capit√£o levantando a ta√ßa… Pensei que morreria de tanta alegria…

Poderia falar do Z√©, que nos ajudou a conquistar, depois de 22 anos, o Brasileir√£o 2016, fazendo do Palmeiras o eneacampe√£o brasileiro, o maior vencedor do pa√≠s, e fazendo com que nos delici√°ssemos de novo,¬† e depois de tanto tempo, com o sabor e o perfume do t√≠tulo maior do Brasil…¬† Felicidade sem tamanho…

Poderia falar naquele lance, naquela bola cruzeirense entrando em nosso gol, que voc√™, Z√©, foi tirar n√£o sei como, n√£o sei de que jeito, mas o fez da melhor maneira poss√≠vel… sem um erro sequer que permitisse ao √°rbitro marcar qualquer coisa contra n√≥s… um lance em que voc√™ foi de corpo, alma e cora√ß√Ķes, milh√Ķes deles (os nossos estavam com voc√™) e impediu um gol certo do Cruzeiro, quando nosso goleiro j√° estava batido… Fiquei uns quinze minutos tremendo… Depois desse ‘milagre’ seu, sab√≠amos que ningu√©m nos tiraria o t√≠tulo. N√£o fosse voc√™ ali, Z√©… talvez nem tivesse dado certo tudo o que nos aconteceria depois… Gratid√£o…

Voc√™ √© isso, Z√©! √Č compet√™ncia! Seriedade! Profissionalismo x 1000! √Č sangue… suor…e muita vontade! √Č talento… alma. √Č car√°ter!¬†E voc√™ nos deu exemplos di√°rios de profissionalismo e humildade (nunca o vimos contrariado nas vezes em que esteve no banco)… exemplos de seriedade, respeito (pelo Palmeiras, por si mesmo e pelos demais), felicidade, amor pr√≥prio… Nos ensinou sobre sempre fazermos o melhor que pudermos, que quem se cuida vai mais longe… ensinou para n√≥s e para o mundo todo que a vontade de vencer, de fazer algo, √© soberana. E foi assim que, juntos, n√≥s vivemos momentos inesquec√≠veis… Voc√™ deixa seu nome na hist√≥ria do Palmeiras e do futebol mundial, Z√©, deixa o exemplo,¬† deixa um legado, e vai levar daqui¬† gratid√£o, saudade, e um caminh√£o de carinho e de respeito.

Você é f%da, Zé! E  não é por acaso que um jogador do seu quilate vai encerrar a carreira no maior do Brasil.

Muito, muito, muito obrigada,  Zé, seu lindo!!  Que a sua vida seja linda, seja plena. E que Deus o abençoe sempre!

Hoje, somos n√≥s que¬† “batemos” no teu peito e te dizemos: Voc√™ √© grande, Z√©! √Č gigante! A torcida do Palmeiras te admira, te respeita, te ama e te aplaude!

FOI UMA HONRA, Z√Č!¬†ūüíö¬† Uhuuuu!¬†

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  • greensemstress

    Para o Zé, tudo que dissermos é pouco. Fica então a palavra tão simples quanto sua pessoa: OBRIGADO!
    Desde que chegou fiquei pensando “ah se ele chegasse pelo menos 5 anos antes”.
    Ele é o tipo de pessoa que deveria ser contratado para administrar toda a base até os garotos chegarem ao profissional.
    Seja feliz sr. JOS√Č ROBERTO!!!

    • taniaclorofila

      A partir de 2018, Zé Roberto ocupará a função de gestor de elenco no Palmeiras.
      Na minha opinião, essa contratação foi uma boa sacada da nossa diretoria.

  • SERGIO

    Que texto lindo para um, esse sim , mito.

  • Marco

    Zé Roberto, o garoto que iniciou na Lusa, o time que foi expulso do futebol brasileiro. No próximo dia 17 serão completados quatro anos do julgamento que derrubou a Portuguesa para a segunda divisão e até hoje não se sabe o que aconteceu de fato nesse caso.

    • taniaclorofila

      Saber, eles sabem, j√° conclu√≠ram que a Lusa vendeu a vaga. S√≥ n√£o querem revelar quem a comprou… mesmo que todo mundo saiba quem foi.