É LUTA, É GARRA, É ALMA E CORAÇÃO… #AtéOMinutoFinal

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“Eu não perco pra essa Ponte Preta nem a pau! Eu me quebro todinho de novo se for preciso…” – São Marcos, na final do Paulistão 2008.

Ultimamente, apenas por falta de tempo, não tenho escrito sobre os jogos do Palmeiras, e olha que andamos fazendo algumas partidas memoráveis (contra o Santos, Jorge Wilstermann, Peñarol, por exemplo)… mas quero falar sobre o jogo contra a Ponte Preta, que, para nós, nada teve de bom.

Acho que nem o mais otimista torcedor da Ponte imaginou um resultado como o do jogo de domingo… nós, palestrinos, muito menos. Ainda bem que, segundo alguns debiloides, ‘a Crefisa compra os resultados dos nossos jogos’, né?

Eu sei que não existe time imbatível, tenha ele o elenco que tiver… não tenho a pretensão que o Palmeiras seja invencível – ele não foi invencível no Brasileiro 2016, e foi campeão, com sobras. No entanto, tenha o Palmeiras um elenco de craques, ou de jogadores comuns, ele tem que entrar em campo pra buscar a vitória. Se vai ganhar, se vai perder, é outro papo, mas o time tem que suar a camisa, tem que sujar o uniforme, tem que ralar em campo… e, pra mim, o Palmeiras não fez nada disso no domingo. Tomar 3 gols, no primeiro tempo, e, no segundo, não tentar nem descontar o prejuízo? Inimaginável, ainda mais com esse elenco atual, que tem jogado sempre com tanto empenho.

Não sei o motivo desse desastre – sim, foi um desastre -, não sei se a partida anterior contra o Peñarol, de adrenalina a milhão, acabou fazendo essa partida do Paulistão ser vista de outra forma, se a fez perder a importância, não sei se estavam todos “de chico”, ou se estavam mental e fisicamente cansados… Não sei, não tenho como saber, tampouco posso adivinhar, mas, sinceramente, achei que faltou atitude, eles não costumam ficar nessa preguiça, só andando em campo… Muitos torcedores disseram que foi soberba, pois eu acho o contrário, tivesse o time um pouquinho que fosse de soberba, e não teria aceitado aquele resultado tão passivamente.

E sem querer desmerecer a Ponte e seus jogadores (têm um bom time e mereceram a vitória), mas o Palmeiras, num dia de apagão total, não foi realmente um adversário , e acabou entregando o resultado ‘facinho, facinho’. No primeiro tempo, a única coisa que o Palmeiras fez foi tomar três gols. E o adversário nem precisou jogar grande coisa pra isso, como o Palmeiras não oferecia perigo, ela fez o arroz com feijão mesmo, e nós ajudamos um bocado.

Acredito que em condições normais, com o time do Palmeiras ligado, no ModeON, a Ponte poderia até ganhar, mas não iria fazer esses 3 gols não (faz tempo que não somos derrotados assim), com toda essa facilidade, com vacilos e escorregões (justo do cara que, em 2016, num escorregão mágico, cheio de garra e determinação nos ajudou num lance importantíssimo na conquista de um título maravilhoso – até a sorte estava de mal da gente no domingo).

Tudo muito confuso… o juiz também. Deixou de expulsar Bob, da Ponte,  por agredir Willian, quando o placar marcava 2 x 0 para os donos da casa.

O árbitro deixou de marcar  um pênalti também, cometido por Prass, quando a Ponte já vencia por 3 x 0.

Muito embora fosse provável que a Ponte fizesse o quarto gol caso o juiz apitasse corretamente, não dá para se ter certeza disso, afinal, Prass defendendo penalidades é coisa bastante comum.

Também não dá para sabermos se, com um a menos, caso o juiz expulsasse Bob (o juiz já tinha deixado de dar um amarelo pra ele antes) como ele merecia e quando a partida estava 2 x 0, a Ponte teria feito o terceiro gol, não dá para sabermos se a dinâmica de jogo mudaria, se o Palmeiras, com um a mais, teria descontado, ou se a coisa teria se desenrolado do mesmo jeito…

Uns acham que poderiam ter feito o quarto gol, outros acham que não teriam tomado nem o terceiro e teriam descontado… Mas fica tudo no campo da hipotése, no “e se”… A partida acabou mesmo com 3 x 0.

Foi difícil de lidar com esse resultado, mais difícil de lidar ainda foi termos visto o Palmeiras tão apático, sem alma… tão ao contrário do que temos visto ultimamente. Mas já passou… já é página virada. Jamais vou ficar “de mal” com o meu tão amado time, que tem me dado tantas alegrias…

E por isso mesmo, porque esse time me dá muitas alegrias, porque ele é sempre cheio de garra, está sempre jogando com a alma e o coração, é que eu espero outro Palmeiras para o jogo de hoje (sim, já chegou o dia da segunda partida); espero aquele Palmeiras, valente, que vai “morder” o adversário… aquele, que incendeia o Allianz Parque com garra, energia, dribles e ataques velozes… aquele, que não desiste, que entrega a alma em busca da vitória…  e luta muito… até o último minuto… até o apito final…

Está no nosso DNA, está na nossa história…

E já vencemos a Ponte por 3 ou mais gols… 18 vezes. Já vencemos esse mesmo clube, por 5 x 0, em uma final de Paulistão… Neste ano, já vencemos 4 partidas no campeonato por 3 ou mais gols…

Em nosso livro de grandes feitos, já viramos uma partida – que até o narrador considerava decidida -, de maneira épica, pra cima do Flamengo, nos últimos minutos…

Já tomamos 5 gols do Grêmio, no sul, e depois fizemos 5 gols em nossa casa…

Já decidimos uma Libertadores, num jogo em parecia que ia dar tudo errado (tomamos gol, tivemos jogador expulso)… e saímos campeões…

Em 2012, a torcida do Coritiba já tinha até pintado a estrela de campeão na parede… e teve que tirar, porque a estrela veio brilhar no céu do Palestra…

Disputamos uma Copa do Brasil, em 2015, e o adversário da final, antes mesmo do jogo, já tinha até poster de campeão… só que o caneco foi morar em nossa casa…

Fomos campeões brasileiros em 2016 – com sobras, diga-se de passagem – mas todo mundo fazia questão de sentir um ‘cheiro’ diferente… e o único cheiro que se sentiu, de verdade, o campeonato todo, foi cheiro de porco, líder e campeão…

Nosso destino é lutar… e vencer…  Tá no sangue, no DNA, na alma… tá na história do maior campeão do Brasil!

Boooooora Prass, Jailsão da Massa, Vinícius, Jean, Fabiano, Zé Roberto, Egídio, Mina, Vitor Hugo, Dracena, Antonio Carlos, Thiago Martins, Tche Tche, Arouca, Felipe Melo,Thiago Santos, Guerra, Michel Bastos, Raphael Veiga,  Dudu, Keno, Willian, Guedes, Rafa Marques, Borja, Alecsandro… seus lindos!! Booooooora, Verdão! Vamos buscar!

Booooooora, Eduardão da Massa, agita a rapaziada aí… nós confiamos em vocês!

É difícil? É… muito, mas não é impossível. E se não é impossível, a gente corre atrás. Não precisamos inventar nada, não precisamos nos pilhar… basta jogarmos o que sabemos e o que podemos… no ritmo do coração da Que Canta e Vibra.

Temos time, temos torcida, temos vontade, temos alma e coração, temos um amor do tamanho do mundo… E QUEREMOS A VITÓRIA! O placar… depois a gente vê o que dá!

O CALDEIRÃO DO PORCO VAI FERVER!!! O PALMEIRAS VAI JOGAR,  NÓS VAMOS! BOA SORTE, VERDÃO!!!!!

 É LUTA, É GARRA, É ALMA E CORAÇÃO…  #AtéOMinutoFinal

 

 

  • Marco

    Tânia, seguem algumas observações sobre as arbitragens dos dois jogos:

    Primeiro jogo – Trecho do texto
    …..
    “o juiz também. Deixou de expulsar Bob, da Ponte, por agredir Willian, quando o placar marcava 2 x 0 para os donos da casa.
    O árbitro deixou de marcar um pênalti também, cometido por Prass, quando a Ponte já vencia por 3 x 0.”
    ….
    As duas omissões da arbitragem que prejudicaram o Palmeiras não tiveram o menor destaque por parte da imprensa, como se não fossem relevantes para o placar do jogo. Todo o destaque foi dado (especialmente pelo Sportv que tinha a exclusividade do jogo, sendo formador de opinião) ao lance do Fernando Prass. Porém, neste lance, a falta cometida pelo atacante em Zé Roberto foi ignorada. Não ocorreria o lance do Prass, caso a falta sobre o Zé Roberto fosse marcada, mas isso não foi interessante para a imprensa. O Sportv e “seo” Noriega não observaram ou não quiseram observar.

    Segundo jogo:

    Polêmica zero, mesmo com quatro lances para serem discutidos. Três penalidades e um gol anulado.
    Não imaginavam que no domingo aconteceria uma situação idêntica no jogo do time da marginal. Desvio do adversário tira impedimento somente para o time da Lava Jato! Regra flexível!

    Solada nas costas do Guerra, deixando marca da chuteira! Nem jogo perigoso foi marcado. Foi depois da bola, mas também foi depois da bola a falta marcada contra o Palmeiras no final da partida, quando o auxiliar já tinha dado o lateral. Depois de tocada a bola, a falta foi marcada. Pelo mesmo critério do primeiro tempo não seria falta. Sendo falta, seria penalidade no primeiro tempo.

    Quanto ao lance do Jean, que mudaria o jogo, também nenhuma polêmica em um lance claríssimo onde o árbitro estava a cinco metros de distância. No segundo tempo, Dudu calçado por trás para não finalizar, não mereceu atenção e críticas da imprensa.

    Neste jogo, o que mais chamou a atenção foi que em todos os lances capitais, tivemos a firmeza da arbitragem para não marcar, passando a nítida impressão de que não era para marcar e todo mundo achou normal.

    O principal candidato ao título ficou de fora e a vida de outros acabou facilitada. Muita sorte mesmo! A Ponte que fique esperta e não pense que continuará com tanta sorte com o pessoal do apito!

    • taniaclorofila

      Marco, muito embora eu não tenha escrito, ainda, sobre a roubalheira, em pleno Allianz Parque – e quero sim deixar isso registrado no blog -, tenho todas as imagens. E não precisamos de nenhuma “engenharia cerebral” para sabermos que foi armação e quem eles realmente queriam favorecer com essa armação. É tudo tão claro… Se prestarmos atenção ao pênalti sofrido pelo Botafogo-SP, nas quartas, e totalmente ignorado pela arbitragem, aos dois gols ilegais (um em cada partida) que aconteceram com a outra dupla que fazia semifinal… 2 + 2 sempre será 4. 😉
      Quantos aos “erros” capitais em nosso jogo, a solada nas costas do Guerra, o pênalti no Mina e o que houve no Jean, aconteceram na minha frente. O que aconteceu no Dudu, só tive certeza depois, vendo as imagens (foi no segundo tempo, e lá no outro lado), assim como a “manchete” que o jogador da Ponte deu na bola, quando Dracena cabeceou – de braços estendidos, longe do corpo, e em direção da bola… não há outra interpretação é pênalti sim. Mas a arbitragem (a imprensa tb) resolveu ignorar as regras naquele dia.
      E não podemos esquecer dos cartões que esses infratores todos teriam que levar, não é mesmo?
      Foi uma operação do apito tamanho EXG.