PALMEIRAS LÍDER ! AGORA COMPLICOU… PARA OS RIVAIS

Passado o susto, ou quase susto, eu poderia resumir assim o primeiro jogo de Libertadores, realizado no Allianz Parque: O Palmeiras fez 2 gols (o juiz ainda meteu a mão nele), o Rosario perdeu uma penalidade e não marcou nenhum.

Porque foi exatamente o que aconteceu, mas, as circunstâncias…

Antes do jogo, a Rua Palestra Italia já estava em festa. Muitos torcedores, temendo mais chuva, foram direto pro Allianz Parque (havia chovido um bocado antes do jogo – choveria durante e depois também).

Era climão de Libertadores… mas argentinos e palmeirenses se confraternizavam na Rua Padre Thomaz.

36 mil  torcedores foram pro jogo. E, como sempre acontece, que emoção na hora do hino “à nossa moda”… a voz tropeçava na garganta, mas as lágrimas, sem o menor pudor, saltavam de nossos olhos, como a chuva que caía no campo. E cantar o hino toda arrepiada já é de praxe… “Palmeiras, meu Palmeiras, meu Palmeiras…”, meu, seu, nosso Palmeiras… no mosaico da torcida o objetivo de todos os palestrinos estava traçado: Queremos a taça.

A partida apresentaria dois tempos de jogo completamente distintos. Mas a pegada foi uma só… de Libertadores. E que pegada. No entanto todo mundo pareceu ter assistido apenas à segunda etapa, mas muita coisa importante aconteceu antes. Coisas que poderiam ter decidido a partida nos primeiros 45 minutos.

No primeiro tempo, apesar do time meio manco que o MO anda mandando a campo (coloca meia nesse time, MO!), o Palmeiras fez a sua melhor partida no ano – eu sei que as anteriores não foram grande coisa -, e foi melhor que o Rosario, teve as melhores chances. Rosario, que, segundo a imprensa, era um bicho-papão e ia vencer o Palmeiras – para muitos, ele ia até golear, né “Armário” Cezar?

Logo no início de jogo, bola levantada na área do Palmeiras, Prass e o atacante foram na disputa e o goleiro foi atingido na cabeça. O juiz deixou por isso mesmo. Um minuto depois, Cristaldo levou uma sarrafada, e o juiz mandou seguir… Hmmmm

Cristaldo enfiou uma bola linda pro Dudu, e ele chutou pro gol, tirando do goleiro… a bola passou raspando,  pegou a trave. Isso aumentou ainda mais o volume da torcida… que energia no Allianz.

Robinho pegou uma sobra do goleiro, que se atrapalhou todo com a zaga depois de um cruzamento do Zé, ajeitou, saiu do marcador (que passou direto por ele), mas mandou pra fora…

O Allianz fervia… a torcida cantava forte. Eu, que teria que sair exatamente aos 45′ do segundo tempo, por causa do horário do trem, torcia para estar tudo resolvido favoravelmente ao Palmeiras antes do apito final, antes dos acréscimos.

O Palmeiras criava chances, chutava a gol, trocava passes… e isso era tudo o que queríamos ver.

O Rosário não levava perigo, mas quase pegou o Palmeiras de surpresa numa jogada ensaiada. Só que ela não tava tão ensaiada assim e deu em nada.

E foi então que Gabriel Jesus avançou veloz pela esquerda, entrou na área e foi derrubado. Veja na imagem abaixo, as pernas de Gabriel sendo atingidas pelo marcador que está à frente do argentino de número 29 (eram dois marcadores em Gabriel Jesus). Olha o pé/perna do sujeito atingindo Gabriel…

Se isso não for pênalti,  eu não sou palmeirense…

pênalti-RosarioCentral-em-Jesus

Pênalti, muito pênalti, mas como o Palmeiras tem Roubocard Internacional… o juiz nada marcou. Difícil assim, né? Jogo de Libertadores, no Allianz Parque, contra argentinos catimbeiros, valendo a liderança do grupo, o seu time sofre uma penalidade dessa e o juiz não marca?

Os parmeras levando cada sarrafada, mas o cartão amarelo só saiu para o Thiago Santos…

A chuva já atrapalhava o jogo, e  impedia que a bola corresse em muitas jogadas de ataque do Palmeiras – deu uma atrapalhada nos hermanos também.

Passava da metade do primeiro tempo quando Prass lançou lá na frente, o zagueiro tentou interceptar e a bola sobrou pra Dudu, que, rápido, deu um senhor passe pra Gabriel Jesus; ele recebeu na área e foi atropelado (eu achei que foi), o zagueiro saiu com a bola mas apareceu o Churry, roubou a bola do Salazar, passou pelo Burgos, que veio em cima dele, driblou o goleiro, sem tocar na bola, só pisando na poça d’água, e meteu pro gol, deixando mais um adversário no chão.

GOOOOOOOOOOOOOL, CRISTALDO, SEU LINDOOOOOOOOOOO!!

Explosão de alegria no Allianz Parque! Gol de argentino raçudo, marrento, argentino parmera! Nosso Palmeiras vencia o time “favorito”  (né, Juca? Né, torcedores profissionais de imprensa?).

Então, quando o Palmeiras muito provavelmente ia fazer o segundo gol (que poderia até ser o terceiro, caso o juiz tivesse marcado aquele pênalti), quando Gabriel Jesus recebeu bola legal e saiu na cara do goleiro, tendo até a opção de encobri-lo (Jesus manja desses paranauês), a arbitragem marcou impedimento.

Olha como tava “impedido” o Jesus! Esse Roubocard Internacional do Palmeiras é uma coisa…

impedimento-Jesus-mal-marcado-favorecendo-Rosario

E olha a continuação da jogada… seria “tão difícil” fazer esse gol, não é? Estava faltando só darem uma camisa do Rosario pro juiz, porque, jogando para os adversários ele já estava fazia tempo.

impedimento-Jesus-mal-marcado-favorecendo-Rosario1

O Palmeiras continuou ofensivo, sofreu muitas faltas que o juiz ora não marcou,  ora não deu cartão, e o primeiro tempo terminou 1 x 0 para o Palmeiras. E ficou barato para os argentinos.

E então,  veio o segundo tempo… os planetas se desalinharam, Marte entrou em Escorpião…

Claro que os argentinos, perdendo, iriam vir pra cima; claro que o Palmeiras iria defender a sua vitória parcial, iria se fechar, mas ninguém imaginou que desse um curto-circuito tão grande no Verdão.

O Rosario veio pra cima, e o Palmeiras parou, só se defendia. Nervoso… e não tinha motivos pra isso, ganhava a partida. Eu tinha vontade de entrar lá no campo e dizer para os nossos jogadores: Quem tá perdendo são eles, baralho! Calma!

O Palmeiras se deixando acuar e o Rosario querendo agredir, juntou a fome com a vontade de comer. Mas um time, não vive só de atacantes, não vive só de gols, não é mesmo?

Prass foi atingido no rosto por um adversário que tentou tocar de carrinho… e o juizão… nada! E o Rosario continuava em busca do gol de empate.

A tensão era grande na bancada…

Robinho tirou uma bola na área, e, na sequência, atingiu o atacante. O juiz marcou pênalti. Mas que cazzo – sempre fico em dúvida nessas ocasiões, porque, para os comentaristas, dependendo de quem está na jogada, ou do time, pode-se levar em conta que o jogador tocou a bola primeiro, visou a bola, como fez o Robinho, e, portanto, não é pênalti, ou pode-se levar em conta que ele acertou a bola primeiro, mas atingiu o adversário na sequência (nem sei se atingiu mesmo) e, então, é pênalti sim.

Aqui, todos foram categóricos em afirmar que o juiz acertou na marcação. No entanto, na Fox Sport da Argentina acharam que não foi pênalti.

O jornal Ole publicou o vídeo, mas você pode assisti-lo no Youtube. E dá para entender quando dizem que não foi nada, que o jogador não foi tocado. E dizem ainda:”Pero igual sirve”, algo parecido a “tanto faz”… Que diferença da imprensa daqui, não?

Pênalti marcado – se eles marcassem, a coisa ia engrossar -, jogador se preparando para a cobrança,  e, do outro lado, ele… FERNANDO PRASS… a parmerada, com a maior confiança, gritava o nome de seu goleiro…

Nem preciso falar o que aconteceu, né? Claro que o lindo e maravilhoso do Prass defendeu! Foi lá no cantinho e tirou! #NaMinhaCasaNão

Confesso, nem vi a cobrança. Segurando meu terço verde (sim, eu já o tinha tirado da bolsa), só olhei pra cima e esperei o grito da torcida. Impossível explicar a felicidade de ouvir o grito que ganhou os ares.

PRAAAAAAAAAAAAAAASSSSSSS!!! Obrigada!

Mas o Palmeiras não aproveitou, não foi pra cima. MO não mudava o jeito do time jogar, e a situação em campo continuava a mesma… O Rosario buscando o seu gol de todo jeito e o Palmeiras defendendo com todas as suas forças.  Que mudança radical em relação ao primeiro tempo. E não conseguíamos entender como o Palmeiras podia ter voltado do intervalo assim.

Porém, muito embora o Palmeiras tenha adotado uma postura suicida em campo, abdicando de atacar, de segurar mais a bola – 27% de posse de bola na segunda etapa. Isso é inadmissível num jogo de Libertadores, em casa, e quando estamos ganhando -, muito embora o MO tenha deixado o time com três atacantes e sem um meia para fazer a bola chegar neles, e por isso abusarmos dos horrorosos chutões, nosso maravilhoso goleiro estava em campo, nossa defesa valente estava em campo e, mesmo os jogadores parecendo muito perdidos, sendo desarmados facilmente, dando a bola de graça, não conseguindo ficar com ela no pé, o time inteiro foi guerreiro,  lutou, e muito, para não tomar gols.

Robinho tirou uma bola difícil, Cristaldo também, todos defendendo como podiam, que aflição, que desespero no Allianz. Mas, quando vi Jesus tirar uma bola muito perigosa na nossa área, falei para os amigos: Se até Jesus tá ajudando a defender, hoje a gente ganha sim.

Mo já tinha colocado Rafael Marques, Arouca e por fim Allione (que já deveria ter entrado muito antes)…

O jogo estava nos descontos, eu já estava indo embora, já tinha descido a escada, com os ouvidos grudados lá dentro, com o coração grudado lá dentro, quando o Glauco, o amigo que ia embora comigo, falou:

– Vem ver daqui, dá pra ver.

– Vamos embora, Glauco, não vai dar tempo. – e fui olhar numa fresta.

– É só um pouquinho, já vamos. Vem olhar daqui que dá pra ver o telão.

E quando olhei pro telão, só vi o Dudu recebendo do Rafa e tocando pro Allione… tudo parecia vazio ali naquela parte do campo (pensei até que não estivesse valendo)… Allione – que tá a cara do Pirlo – recebeu, e, guardadas as devidas proporções, num estilo meio Divino de ser, sem pressa, com uma frieza absurda, passou pelo marcador, dando uma finta leve e chutando com uma puta categoria…

GOOOOOOOOOOOOOOOOL. ALLIONE, SEU LINDOOOOOOOOO!!

O Allianz explodiu lá dentro, o Glauco e eu nos abraçávamos comemorando… quanta alegria, meu Deus! Os funcionários do Allianz nos perguntavam: Foi gol do Palmeiras? FOOOOOOOI!!!! E saímos apressados…

A corrida pra estação em 13 minutos nem foi nada, a chuva nem foi nada… O meu (nosso) Palmeiras vencera! E nada mais importava naquela noite…

  • Emanuel Campana

    Tania, primeiro quero desejar a você e todas as palestrinas um ótimo dia (todo dia)/das mulheres.

    Quanto ao jogo contra os argentinos,.concordo com você em tudo.

    Se não fosse o juiz, poderíamos ter saído com 3 x 0/no primeiro tempo e jogar bem mais tranquilo o segundo.

    Quanto a escalação do time hoje eu escalaria Allione no lugar de Dudu.
    Em relação à imprensa….. Continuem assim, fazem o papel de voces, de nos provocar e desmerecer….. Preferimos assim.

  • Carlos Z/S

    Oi Tânia,

    Sou fã do seu blog faz tempo e já comentei aqui algumas poucas vezes. Queria apenas fazer um registro.

    Eu estava neste jogo também, no setor Gol Sul, bem abaixo da torcida do Rosario Central. De onde eu estava, dava para ver vários objetos sendo arremessados da torcida do Rosario, caindo inclusive próximos de onde eu estava.

    Os comissários de campo estavam pedindo a intervenção da PM desde o meio do primeiro tempo, avisando sobre os objetos arremessados. A PM, claro, não fez absolutamente nada. Será que argentinos tem imunidade diplomática?

    No final do jogo, com a derrota do Rosario, é claro que a torcida do Palmeiras começou a provocar para valer os argentinos. A partir daí, foi uma chuva de objetos lá para baixo, bem onde nós estávamos. Havia inclusive alguns engravatados, supostamente da diretoria do Rosario, que estavam colocando mais pilha na torcida, ao invés de acalmar os ânimos.

    Lá pelas tantas, algum elemento arrancou o assento de uma cadeira e jogou lá de cima, com força, em direção à torcida do Palmeiras. Eu não estava nem prestando atenção neles, estava me preparando para ir embora e, para meu azar, este assento pegou direto na minha cabeça, de cheio. Machucou, e não foi pouco. Com a força que veio, foi como se tivesse levado uma pedrada. Fiquei bem grogue por alguns segundos.

    Quero registrar o atendimento dos comissários do estádio, que foram absolutamente gentis e atenciosos comigo o tempo todo. Muito bem treinados. Saí com gelo na cabeça e até hoje, uma semana depois, continuo com a cabeça inchada e dolorida.

    Ficam duas perguntas:

    1. Qual o papel da Polícia Militar na segurança de um evento esportivo como este? Eles ficaram de braços cruzados o tempo todo, vendo tudo acontecer;

    2. Imagine se fosse ao contrário. A Conmebol já teria interditado o nosso estádio? A imprensa estaria fazendo coro sobre as “barbaridades” da torcida do Palmeiras?

    Um abraço,

    Carlos Z/S

    • taniaclorofila

      Oi, Carlos.

      Não sabia de nada disso!! Que absurdo!
      Vou tornar isso público e cobrar da PM, que impede as palestrinas de entrarem com toucas e até batosn (na verdade, a proibição da PM é seletiva, e a única que não pode entrar com touca sou eu).

      Obrigada por me relatar isso.

      Um abraço.

    • taniaclorofila

      Carlos, eu soube que o Palmeiras já encaminhou o assunto para o seu Departamento Jurídico, para que sejam tomadas as providências cabíveis.

  • taniaclorofila

    Obrigada pelos cumprimentos, Emanuel!!

    Eu também escalaria o Allione, mas não no lugar do Dudu. Acho ele importante, mas acho que o MO precisa deixá-lo jogar mais aberto e não no meio. Ele é mais perigoso assim.

    E a imprensa já dá até vergonha na gente. Não desistem.
    NO SporTV, o Gambazek queria porque queria arranjar uma irregularidade no gol do Thiago Martins, no jogo diante do Capivariano. Ele jurava que houve um toque de mão e que o gol deveria ter sido anulado (as mãos na bola dos jogadores do S.C.Itaquera ele nunca vê, né?). Os amigos de programa discordaram dele, foram categóricos em afirmar que não houve nada, ele ficou com uma cara de b…… e até mudou a pauta do programa.
    A maioria deles é apenas “torcedor profissional de imprensa”… mais nada.