UMA NOITE PRA SER ESQUECIDA, E MUITAS COISAS PARA SEREM LEMBRADAS…

“Tu te tornas eternamente responsável pelas expectativas que cultivas”

Nunca essa frase fez tanto sentido…

Ver o Palmeiras ser desclassificado, pelo Ituano, foi de lascar.  Ainda não dá para acreditar que aconteceu… mas aconteceu, e, deixando de lado o fato que dói, sempre que respiramos, o que é que a gente faz? Diz que o time é medíocre e pronto? Não, porque isso não é verdade.

Tá todo mundo p… da vida, e eu também estou, estamos todos muito aborrecidos, de farol baixo… mas, vamos combinar, se tínhamos tantas expectativas, se acreditávamos no título, é porque acreditávamos no time, e também porque ninguém achava o time medíocre até ele perder, certo?

Passei esses dias pensando sobre tudo o que vi no estádio, tentando entender, revendo lances do jogo e vendo o que não vi na hora e que a imprensa não mostrou depois… penso que começamos a perder a classificação na partida anterior, e nem percebemos. Termos perdido o nosso melhor jogador, vítima da violência do Bragantino, não foi uma ocorrência normal de jogo, e sim decorrência de uma arbitragem licenciosa. Já fomos “mancos” para a semifinal.

Apesar da chuva, das dificuldades para o torcedor chegar, da “batalha” para comprar ingressos, no domingo, às 19h30, o estádio se iluminava com a presença de quase 33 mil torcedores, com a alegria e energia dessas pessoas. Mas, infelizmente, como se fosse um filme de terror, daqueles bem ‘trash’, deu tudo errado e os “mocinhos” todos ‘morreram’ no final. Um miserável conjunto de fatores que culminaram numa decepção tamanho GG.

A começar pelo regulamento esdrúxulo da competição, que fez os dois times de melhor campanha jogarem a semifinal contra times de campanhas inferiores, em partida única, e sem a vantagem do empate. O que permitiu aos outros usarem a tática do “tentar levar o jogo para os pênaltis a qualquer custo, descendo sarrafadas o tempo todo, fazendo cera o tempo todo”. E, só para lembrar, o Palmeiras foi o único time que teve um dia a menos de descanso antes da semifinal. Para quem tinha seu melhor jogador machucado, pelo excesso de pancadas sofridas na partida anterior (que ‘coincidência’ a juizada liberar a pancadaria pra cima do Palmeiras nessas duas partidas), um dia de tratamento podia fazer uma diferença e tanto.

Mas os times concordaram com essa fórmula, o Palmeiras concordou com as datas, portanto, pulemos essa parte, mas que fique registrado que a fórmula do campeonato foi uma droga.

No jogo, o Palmeiras foi ofensivo, tentou chegar, mas o Mago fazia muita falta, Bruno César e Mendieta, juntos, não deram conta de chamar o jogo, ainda que Mendieta tenha feito algumas boas jogadas.

E faltou caprichar mais, errar menos passes… desperdiçar menos oportunidades… estar mais “pilhado no jogo” e “morder as orelhas do adversário” mostrando quem era o dono da casa…  não tentar jogar só pela esquerda, porque tínhamos um zagueiro jogando improvisado na lateral direita (como assim, Kleina?)… faltou Bruno César e Wesley “aparecerem”… faltou Leandro decidir (se atrapalhou na hora de dominar e perdeu um gol feito. Tem que levantar a cabeça na hora que recebe a bola, man)… faltou Vinícius jogar futebol… faltou o Kleina ter feito substituições melhores… faltou ter colocado o Raphael no gol (Bruno, na melhor das hipóteses, é um azarão do c…….) faltou o time jogar mais bola… faltou marcarem o jogador que arriscou de longe, só porque era o Bruno no gol, faltou o Bruno não estar adiantado na hora do chute (eu achei que estava)…

Mas, mesmo com tudo que nos faltava, o Palmeiras tinha totais condições de ficar com a vaga. O Ituano só estava interessado no anti-jogo. Pensa num time fazendo cera até não querer mais, desde o apito inicial, e multiplica essa cera por mil. O goleiro, que fez um monte de defesas, levava um tempo infinito para bater um tiro-de-meta, caía na área e ficava ganhando tempo a cada vez que o Palmeiras ia pro ataque ou cometia uma falta; os jogadores de linha, por sua vez, levavam séculos até chegarem para cobrar um lateral, para bater um escanteio. A torcida xingava, e o juiz nem aí… Pensa num time abusando do jogo violento. Foram 11 faltas, muito duras (sem contar as outras), só no primeiro tempo, e o Ituano não teve nenhum jogador expulso, e recebeu só dois amarelos no jogo (o Palmeiras recebeu cinco)…

Tudo devidamente permitido pela arbitragem…

Um lance passou batido na transmissão e nos programas esportivos do dia seguinte…

Com 1:29 min de jogo, Cristian deixou o braço na cara de Marcelo Oliveira e, na sequência, meteu a mão na bola. O juiz nem pensou em dar cartão no lance – no segundo tempo, ele se lembraria, e Valdivia seria prontamente amarelado, por “ter deixado o braço” em Josa.  E a imprensa se apressaria em noticiar a agressão do Mago, mas esqueceria dessa aqui. Na cara do ‘parmera’ pode? E aí não é agressão?

Christian-mão-na-cara

Christian-mão-na-bola

E 6 minutos depois, Cristian, esquecendo a bola, pegou o Juninho na lateral. Lance pra cartão, que o juiz não deu. Em 6 minutos, o jogador do Ituano, graças ao árbitro, deixou de levar dois cartões amarelos. Amarelo + amarelo = vermelho . Qual a probabilidade de o 10 do Palmeiras, caso estivesse em campo, cometer infrações semelhantes e não ser expulso  e massacrado depois pela Press?

Christian-Juninho1

A diferença entre o que o árbitro permite a um time e não permite a outro é assombrosa. A diferença entre o que a imprensa esportiva ‘ilumina’ e o que ela ‘escurece’ também é intrigante…

Mas, mesmo com esse anti-jogo todo, só perderíamos a classificação por uma fatalidade… ou duas…

E nos pareceu uma fatalidade a lesão na coxa que tirou Alan Kardec da partida, aos 40′ do primeiro tempo. E o “Lã”, nos deixando assustados e órfãos no ataque,  saiu de campo chorando…

Fatalidade??  Aos 35′, Kardec, que já apanhava o tempo todo do zagueiro Alemão, teve a “fatalidade” de ser agredido por ele, e o juiz não ter punido o agressor. E eu te pergunto, outra vez, qual a probabilidade de um zagueiro nosso, entrar pra quebrar um adversário, e o juiz  não expulsá-lo? E a imprensa não execrá-lo no dia seguinte? O do Ituano, nem amarelo recebeu.  (Lembra da expulsão do Kardec, à toa, numa outra partida contra o Ituano? Da expulsão do Bruno César? Do Leandro?  Por tão menos, Valdivia também foi expulso da final da Copa do Brasil, lembra?)

Repare na imagem abaixo, o jogador já chega com o joelho levantado para acertar o Kardec… antes mesmo da bola chegar. Foi agressão, sem bola.  E o bandeira viu direitinho.

Alemão-agride-Kardec

Alemão-agride-Kardec1

Depois dessa entrada desleal, com a intenção de quebrar nosso artilheiro, fiquei preocupada e prestando atenção no “Lã”, que mancava… mas, graças a Deus, ele parecia que ia continuar em campo. O zagueiro do Ituano deve ter prestado atenção também, porque, já que não levou cartão mesmo, 5 minutos depois, ele completaria o serviço… e tiraria o goleador do Verdão do jogo. Com as bençãos do juiz, como você pode observar. E eu pergunto, você acha mesmo que, contra Bragantino e Ituano o árbitro liberou a pancadaria dos pequenos, para beneficiar os… pequenos?

Repare, aos 40′, ele faz a mesma coisa, de novo. E o juiz, Antonio Rogério Batista do Prado, está vendo!! E se viu porque não puniu o jogador??? O cara quebrou o artilheiro do campeonato, tinha que ter sido expulso e ficou em campo. Que cazzo de arbitragem foi essa? É muito desrespeito com o Palmeiras e com os jogadores do Palmeiras!

Kardec-agredido1A

Um absurdo! E valendo vaga na final. O Bragantino já tinha tirado o Mago da semifinal e, agora, o Ituano tirava  Kardec.  E nenhum jogador foi expulso. A intenção era garantir que, caso o Palmeiras fosse para a final, fosse bastante enfraquecido?

A diretoria do Palmeiras não pode repetir as anteriores e não ver o que acontece “nas entrelinhas”, nos bastidores… tem que tomar providências. Com os outros times a juizada não faz isso, de jeito nenhum. Qual a probabilidade de o Lúcio, ou qualquer outro jogador alviverde, num jogo contra um outro time grande, ter essa licença para bater e agredir? N-e-n-h-u-m-a!

Adversário desleal, árbitro conivente… E nós, prejudicadíssimos, sem o Mago e sem Kardec,  Mal sabíamos o que ainda estava por vir…

Quando vimos o Bruno se aquecendo no intervalo não entendemos nada… Prass, que tinha torcido o pé no treino, nessa partida tão violenta, voltou a sentir dores… Agora sim, não faltava mais nada. Não era possível! Isso não estava acontecendo.

Sem Valdivia, o time não tem criatividade, perde qualidade e fica bastante previsível (ainda assim, poderia bater um “Ituano”); sem Kardec,  perde completamente o poderio ofensivo (ainda assim, tivesse o Kleina feito escolhas melhores, talvez tivesse dado – Vinícius não é substituto pra Kardec); mas, sem o Prass, não dá, de jeito nenhum.

E não temos um único substituto para o nosso goleiro titular – se o Bruno não serve, e, mesmo assim, o Raphael Alemão nunca é a segunda opção, posso presumir que o Bruno é a melhor opção que temos (O.o). Quando perdemos Kardec, fiquei bastante apreensiva, com todos os alarmes ligados, mas, quando vi que o Prass não tinha voltado do intervalo… os alarmes todos disparam e meu mundo caiu.

O sangue da torcida esmeraldina gelou nas veias e todo mundo se preparou para o pior. Minha confiança ficou totalmente abalada… mas me recusava a imaginar que podia dar tudo errado e rezava pelo Bruno. Olhava à minha volta e todos tinham o mesmo semblante… o ar se tornara pesado… mas a torcida não parava de cantar…

Os jogadores do Ituano receberam o aviso pra arriscar de longe (que moral, hein Bruno?), os do Palmeiras, agora bastante inseguros em campo sem a sua espinha dorsal, faziam de tudo para a bola nem chegar ao gol. E o time foi ficando nervoso… e a gente custando a acreditar no que se desenrolava à nossa frente.

Aos 25′ (o relógio corria), Kleina, vendo que tudo tinha desandado, chamou Valdivia pro jogo. O Mago deu outra movimentação para a equipe, o Palmeiras ficou mais perigoso, mas faltava o “Lã” lá na frente, faltava mais tempo. Com cinco minutos em campo, o Mago sofreu uma falta,  revidou e tomou cartão.  O juiz poderia dar amarelo pra ele sim,  pelo revide (teria que ter dado também para o Cristian, lá no começo),  mas nunca sem marcar a falta que ele recebeu antes.

Falta-ituano-Mago

E com o Bruno no gol (eu mal conseguia olhar as descidas do adversário), o Ituano arriscava chutes de longe  (quase tomamos um por cobertura), e foi assim, numa dessas tentativas, aos 38′, que achou o seu gol e decidiu a partida.

Por mais que o Palmeiras tivesse tentado, não conseguiu empatar… e nos despedimos do campeonato. À minha volta, os torcedores incrédulos, de olhos tristes e úmidos nem sabiam o que dizer. Olhávamos um pra cara do outro e não entendíamos o que tinha acontecido.

Triste, doído… tão difícil de administrar… tão difícil sair do estádio e deixar tudo o que sonhamos lá dentro. O meu caminho de volta nunca pareceu tão longo…

Mas, para mim, agora, a vida segue, e o que interessa é a Copa do Brasil. Quando eu canto “Eu sempre te amarei e te apoiarei…”♫, eu canto de verdade.

TAMOJUNTO, PALMEIRAS! SEMPRE!

MAS ABRE O OLHO, DIRETORIA, ESTAMOS CHEIOS DE ‘AMIGOS-DA-ONÇA’ NOS BASTIDORES DO FUTEBOL, E, SE BOBEARMOS, REPETIRÃO A DOSE NA COPA DO BRASIL.

  • Renato, Milla e Gabi

    Sensacional e completíssimo esse texto da Tânia Clorofila!

  • ednei

    Boa tarde Tania Clorofila.Voce bateu no ponto certo,o” goleiro” Bruno.A meu ver tudo nós suportaríamos,Vinicius,Kleina escalando e mexendo mal,Wesley com a cabeça na “renovação”,juiz roubando (esse é o termo)são todos uma quadrilha,uma orquestra regida pelo bandido Marco Polo Del Nero,que não sei porque um homen troca o amor de infância ,pelo poder e o dinheiro(já que a familia Del Nero é toda palmeirense),enfim tudo seria suportável.Mas o “goleiro Bruno” esse ,não dá.Voltando ao jogo do Santos,quando anunciaram a escalação do individuo,eu já perdi a vontade de assistir o clássico,e não deu outra na minha opinião falhou nos dois gols.
    Até quando vamos jogar fora trabalho,planejamento,sacrificio da torcida,pra chegar aos estádios,pra se associar ao Avanti,pra assinar o PPW(canal pago.Até quando?
    Eu já fiz o apelo junto a outros blogueiros palmeirenses e,ouso apelar a você Tania:peção ao Bruno,pelo amor que ele deve ter pelo Verdão(já que é palmeirense)Va procurar outro clube pra sobreviver,por favor.
    Abs a todos

  • Marco

    Posso estar cometendo uma injustiça com algum blog da Mídia Palestrina, mas este é o primeiro que vejo abordar o que de fato aconteceu no jogo.
    O Palmeiras não tem na imprensa, na sua própria Assessoria e por incrível que pareça na Mídia Palestrina o relato dos fatos como eles acontecem.

    Como podemos virar esse jogo se mais uma vez fomos lesados em campo e esse prejuízo foi ignorado pelo clube, pela imprensa e pela própria torcida.

    Continuaremos a ser pisados e obrigados a calar a boca.

    Nossa desclassificação começou em Santos, com o Seo Luís Flávio, teve seu ponto determinante no jogo com o Bragantino, onde quebraram nosso principal jogador e terminou na partida com o Ituano onde bateram à vontade sob o olhar complacente da arbitragem e a conivência da imprensa. Por que citar a imprensa? Porque ela é a responsável pela divulgação e se atuasse profissionalmente, absurdos como esse da violência sem punição teriam repercussão e sua repetição sería cada vez mais difícil. Para outros clubes, a repercussão existe, mas para o Palmeiras……..

    Lembro que após o jogo com o Bragantino, pessoas com espaço na imprensa esportiva e notadamente torcedoras do Santos iniciaram uma campanha para rotular nosso melhor jogador e cobrar sua expulsão em um possível confronto com o seu time de coração. Nossos concorrentes se preocupam com detalhes, enquanto do nosso colecionamos rasteiras, mas preferimos sempre achar um “boi de piranha” dentro do time ou do clube.

    Outra curiosidade desse último jogo é que nosso mais destacado atacante foi tirado do jogo por violência e seu agressor ficou em campo sem levar cartão, fato que não chamou a atenção da imprensa esportiva. A curiosidade fica pela repetição do azar palmeirense, pois em 2013, o Ituano lutava para não cair e por coincidência outro jogador fundamental teve que sair do time por ter sido quebrado pelo adversário.
    Fernando Prass fez muita falta naquele jogo, assim como Kardec fez nesse último.

    Particularmente vejo com muito pessimismo nosso futuro pela falta de força e representatividade nas Federações e na imprensa e pela enorme inocência que reina no meio palmeirense, seja na sua direção (problema histórico, de décadas) e na imensa maioria da sua torcida. Somos um alvo muito fácil, aquele que não reclama, não questiona e não dá problema.

    E vamos seguindo o nosso caminho até a próxima rasteira!

  • Lucius

    Até concordo com muita coisa, mas discordo muito de outras. Realmente a juizada deixou o pau comer o que foi um absurdo. Mas, mesmo assim, nós tínhamos total de condição de ganhar esse jogo, mesmo com os desfalques. Zagueiro na lateral direita acabou com a chance do que já não vem tão bem assim Bruno Cesar, e ainda Kleina tira o Mendieta ao invés do B. Cesar. E Vinicius no Kardec, não ter nem relacionado o Rodolfo pra um banco que tem Mazinho e F. Menezes são outras coisas que não fazem sentido algum e influenciaram muito o resultado. Além de ter entrado com um goleiro machucado em campo, queimando outra alteração a toa.

    E quero falar do Bruno agora. Não acho ele um mito. Mas, com certeza, a culpa da eliminação não é dele. É muita covardia afirmar qualquer coisa em relação a isso. O Prass, que é o titular, muito bom goleiro, fez uma defesa horrível num chute que veio em cima e ele se atrapalhou todo e espalmou pra frente. Numa defesa bonita, num chute alto no canto, ele estava mal posicionado e pulou atrasado, por isso pareceu tão boa defesa, mas não era uma bola difícil. Frangou em escanteios duas ou três vezes esse ano.
    Só falei isso pra contextualizar. Não, não era uma defesa fácil no chute do Ituano que saiu o gol. Mas, muito além disso, que é o ponto que quero chegar. Assim como no jogo contra o Tijuana, perdemos porque jogamos muito mal, pq não fizemos jus a nossa grandeza. Porque merecemos perder. Leandro e Vinicius perderam gols feitos. Mesmo com o gol tomado, se tivessem feito com certeza não teríamos perdido.
    São 11 jogadores em campo, querer afirmar que perdemos o jogo por causa de um é muito besteira. O Bruno pegou absolutamente tudo contra o Santos ano passado e ngm se lembra. No primeiro jogo com o Tijuana tbm era ele no gol e tbm foi muito bem, mas ngm se lembra. Tomou um frangaço realmente depois mas, mesmo assim, o time não soube ganhar em casa dum time pior. A culpa não é do goleiro.

    Barcelona joga com Valdez no gol a anos. Os Bambis jogam com o Ajoelhador e mesmo assim ganharam vários títulos com ele no gol. Não acho o Aranha nada melhor que o Bruno mas ai ta o Santos, que mesmo com duas falhas individuais conseguiu empatar e virar. Seria muito mais fácil por a culpa no zagueiro pela eliminação, dizer que ele minou os ânimos dos outros, tirou a confiança. Mas eles preferiram jogar bola e ganhar. E é isso que falta, faltou ao Palmeiras.
    Sempre se lembrem, caímos com um Santo no gol. A culpa, não é do goleiro. É principalmente dos outros que estão em campo e não fazem nada e do técnico burro.

    • taniaclorofila

      Lucius, não sei se tínhamos total condição de ganhar com os desfalques e com o juiz deixando a porrada comer solta. Mas isso é discutível. Vc acha que teríamos, eu acho que, dadas as circunstância, seria bem difícil, como foi.
      Você acha que a culpa é principalmente de todo mundo, menos do Bruno. Eu acho que todo mundo tem a sua parcela de culpa, mas acho também que o time ficou inseguro com ele no gol, principalmente, depois que ele quase tomou um gol por cobertura. E só não tomou esse gol porque o jogador do Ituano não acertou a direção.
      Sei que o texto é bastante longo e , talvez por isso, algumas coisas escapem. Não tenho o hábito de ficar cornetando jogadores do Palmeiras e muito menos os perseguindo. Mas, tem coisas que precisam ser ditas. Se eu achasse que perdemos por causa do Bruno, e tão somente por causa dele, não teria perdido tanto tempo tirando prints de vídeos para encontrar as imagens que comprovam que a arbitragem nos prejudicou, e para falar sobre a arbitragem.

      Agora, no texto, eu escrevo sobre as minhas impressões, sobre como me senti durante a partida, e me senti, sim, órfã de pai e mãe quando Prass saiu e o Bruno entrou. Não tenho confiança nele e confio demais no Prass. Bruno, além de tudo, anda com uma má sorte danada.

      Sei que ele fez uma excelente Copa do Brasil, e o elogiei bastante por isso. Rezei lá no Pacaembu para que ele reeditasse as defesaças que fez naquela competição. Também não achei que ele tivesse sido tão ruim no Brasileiro de 2012, quando o Palmeiras foi rebaixado.

      Só que, depois disso, ele teve alguns momentos que nem vale a pena serem lembrados. Nem preciso ir muito longe, na partida diante do Santos, há uns dias atrás, ele foi muito mal, não só pelos gols tomados, e sim pela postura de árvore, enraizada, sem reflexo, embaixo da trave. Aranha, por sua vez, fez uma partidaça.

      No gol que tomamos do Ituano, achei que Bruno estava adiantado e me pareceu pular atrasado, uma vez que a bola veio de longe e nem foi tão rápida assim. Mas também achei que deveriam ter marcado melhor o cara que chutou a gol.

      Mas, como eu disse lá no começo do texto, foi “Um miserável conjunto de fatores que culminaram numa decepção tamanho GG.”.

      E, sinceramente, espero que o Prass possa jogar hoje diante do Vilhena, seja o Bruno bom goleiro ou não, Prass é infinitamente melhor do que ele.

  • Marco

    Caro Lucius, permita utilizar sua frase para mais um comentário.
    (Realmente a juizada deixou o pau comer o que foi um absurdo. Mas, mesmo assim, nós tínhamos total de condição de ganhar esse jogo, mesmo com os desfalques.)
    Você tem toda razão nessa afirmação, mas ao mesmo tempo é uma afirmação preocupante. Noto que há muito tempo a justificativa de que tínhamos condição de ganhar restringe o enfrentamento desse grave problema extra campo.
    O reconhecimento de que teríamos ampla condição de vencer acaba servindo de freio para que essa atuação parcial de arbitragens seja enfrentada, pois o fator técnico sempre servirá para mascarar o problema. Note, que ninguém na imprensa e na MP tocou nessa questão muito bem colocada aqui neste blog, um problema que foi até mais decisivo que qualquer outro técnico, pois tirou de combate jogadores decisivos.

  • LeoBailer

    Parabéns, Tânia! Lendo sua analise da um conforto no coração de que não foi um desastre, tudo conspirou para que o Palmeiras perdesse nesse dia. Contudo tenho que ressaltar e elogiar Milton Leite o narrador do jogo na Sport TV, ele alertou que o Ituano estava batendo e quando o Kardec não pode continuar ele criticou o arbitro dizendo que, por ser uma partida unica o juiz poderia influenciar no resultado, não sei se foi o caso, mas ele não ficou quieto vendo o que estava acontecendo… Agora, temos que nos impor porra diante de um timinho do interior, tantos os jogadores como a diretoria. No campo os jogadores e o tecnico tem que ir pra cima e não tomar conhecimento desses timecos que se apoiam no regulamento e a diretoria não pode tomar nó de timinho do interior né? De qualquer forma, acredito nesse time, acredito na diretoria, na capacidade do tecnico nem tanto, mas por ele ser muito gente boa algo de especial deve estar guardado para a vida dele… Falta a copa do Brasil e o Brasileiro, um desses a gente fatura, quem sabe os dois???? Abraço e desculpe o palavreado…..

    • taniaclorofila

      Obrigada, LeoBailer. Não foi só desastre mesmo…

      Custei para fazer uma análise sobre o intragável resultado de domingo. Algumas coisas que li no dia seguinte, não estavam de acordo com o que tinha visto durante a partida. E o que tinha visto durante a partida não estava de acordo com o resultado do jogo.
      Fiquei me perguntando: o que aconteceu? Por que o Palmeiras foi eliminado?
      Tínhamos totais condições de ganhar aquele jogo e nos encaminhávamos pra isso, mesmo com as deficiências que estávamos apresentando. O gol ia acabar saindo. Tivéssemos o Mago ali desde o começo e a história já seria outra. E por que ele não estava? Porque tinha sido “surrado” na partida contra o Bragantino. E o que aconteceu aos brucutus jogadores do Bragantino? NADA! E aí é que reside o problema. Esse NADA que acontece constantemente aos adversários do Palmeiras, e que dá uma espécie de ‘alvará de porradas’ para todos os outros que, porventura, venham nos enfrentar. Normalmente, os jogadores revidam as porradas, como a dizer ao adversário: aqui, não! Mas os nossos jogadores podem fazer isso? De jeito nenhum! Os árbitros os mandam para o chuveiro.

      Na noite de domingo, quem era o cara que podia meter mais medo no Ituano, uma vez que o Mago estava fora? Kardec, obviamente. O cara é o artilheiro do campeonato. É só fazer as contas que a gente chega no raciocínio que, muito provavelmente, nossos adversários tiveram: anular a essa arma do Palmeiras. Quebraram ele e o que aconteceu com quem o quebrou? NADA!
      É muito prejuízo para um time só.

      Como as imagens mostram, o bandeira viu, o juiz também… e por que eles deixaram passar algo tão grave? Porque a mídia não jogou holofotes nisso?

      O que está por trás dessa “arbitragem engessada” contra o Palmeiras, (jogador do Palmeiras é advertido por qualquer coisa que faça, enquanto que os adversários podem fazer o que quiserem, sem receber advertência) e por trás desse comportamento da imprensa é que deve ser combatido.

      E tô com vc, confio no time! E concordo que a diretoria – confio nela também -, tem que se impor. E tem que perceber que o Palmeiras não tem amigos nos bastidores do futebol.

      Um abraço

  • Lincoln – Campeão Mundial 1951

    Tania continue fazendo esse trabalho de mostrar o que a imprensinha tenta esconder. Para complementar você deveria mandar esses posts para os veículos de comunicação e para o próprio palmeiras. Infelizmente o Paulo Nobre ainda não conseguiu blindar nosso time fora de campo. Quem sabe com essa pressãozinha a mais não possa ajudar o nosso verdão. Abraços