“Porquinho da Páscoa, que trazes pra mim?”♪♫

O Campeonato Brasileiro do ano de nosso centenário começou.

Depois de ser tirado da competição de 2013, graças aos 12 pontos (12 é só para ser boazinha) que as arbitragens garfaram dele em 2012, lá estava o Palmeiras, de volta à Série A, para enfrentar o Criciúma. Na chuvinha fina que caía em SC, o Palmeiras, lindo, vestindo a sua maravilhosa terceira camisa, realizaria o nosso maior anseio de Dez/2012, ou seja, renasceria na série A, e em pleno domingo de Páscoa.

Assim que acabou o minuto de silêncio, feito em memória de Luciano do Valle, o estádio inteiro homenageou, com muitos aplausos, o comentarista esportivo que tanto fez pelo esporte brasileiro. Tocante. Aplausos mais do que merecidos.

Vendo a escalação, não entendi o Wesley no banco e o Josimar em campo (mais tarde Kleina revelaria que o próprio Wesley teria dito não se sentir seguro para entrar jogando). Não entendi também o Thiago Alves.

O Palmeiras até começou se impondo na partida, fez algumas jogadas, arriscou uns chutes a gol, mas, aos 11′, numa falta cobrada por Paulo Baier, Kardec tentou ajudar a zaga a aliviar e acabou cabeceando pra trás, colocando a bola na rede do Prass. Que zica! E logo o “Lã” Kardec, que tantas alegrias nos dá,  foi dar um gol de presente para o time do Caio “Harry Potter” Junior. O jeito era buscar o empate e a virada.

Três minutos depois, a chance de empatar surgiu; Bruno César cobrou falta, Valdivia atrapalhou o goleiro, evitando que ele fizesse a defesa, e ela sobrou para Marcelo Oliveira, livre, chutar por cima do gol e desperdiçar uma ótima chance. Ai, meu Deus!

Aos 18′, Marcelo Oliveira recuou na fogueira pro Prass, e quase o Criciúma aproveitou o lance, mas Wendel chegou e disse “aqui, não!”, e chutou a bola pra fora. Ufa!

Não demoraria muito e uma situação “interessante” aconteceria na lateral, quando, Silvinho, do Criciúma, e Josimar, do Palmeiras, se estranhariam na disputa de bola. O Silvinho chutou a bola no Josimar, e veio todo mundo, inclusive o técnico Caio Junior,  dar uma dura no… Josimar! Pode isso, “seo” juiz? Cadê o cartão amarelo para o Silvinho e a bronca no Caio Junior?? (E eu me lembro que perdemos um jogador na final da Copa do Brasil, por ele receber dois amarelos, o primeiro, por ter simulado que jogaria a bola para o/no adversário)

Minutos depois, Valdivia levaria amarelo por reclamação… pra ele (para o Palmeiras), a regra é sempre infalível – no jogo da TV aberta, que foi transmitido antes da partida do Verdão, os jogadores se peitavam, se xingavam, reclamavam com o juiz e ninguém levava amarelo (nem mesmo o que cometeu o pênalti, na cobrança de falta de Ronaldinho, pênalti que o juiz não marcou, e que a imprensa, i-n-t-e-i-r-i-n-h-a fez que não viu, of course). Mas, segundo o comentarista do jogo do Palmeiras, jogador não pode reclamar, não pode chamar amarelo; mas só se o nome dele começar com “Val”, e terminar com “divia”, né Noriega? Na semifinal do Paulistão, você não disse que Alemão estava chamando o cartão vermelho, amarelo, ao agredir Kardec, e, no jogo em Criciúma, não disse que o João Vítor chamava cartão e prejudicaria o time mais à frente, pelo amarelo tomado na simulação de uma falta… Né?

Mas, voltando ao jogo, a performance do Palmeiras era meio confusa, as escolhas de Kleina na escalação do time, não pareciam ter sido as melhores. O Palmeiras não conseguia jogar solto, errava passes, e, muito marcado – Valdivia, principalmente -, acabava desarmado em várias oportunidades.

Empurradíssimo pela torcida, e com a vitória parcial, o time da casa se arriscava mais – batia mais também -, e, embora o Palmeiras estivesse com alguns ‘fios soltos’ e, por isso, o time não estivesse dando liga, ele ficava bastante tempo com a bola. Mas as finalizações, quando ocorriam, não eram boas.

E o primeiro tempo acabou sem conseguirmos empatar. Kleina ia ter que mexer no time querendo ou não. Kardec saiu falando em empatar e virar a partida. “Mi” gostei disso, eu também acreditava na virada.

Na segunda etapa, Kleina substituiu Marcelo Oliveira e Marquinhos Gabriel por Wesley e Leandro (por que não saiu jogando assim, Kleina?).

Aos 4′, Bruno César foi à linha de fundo e foi derrubado por Escudero; quando o palmeirense estava no chão, o jogador do Criciúma chutou a bola em cima dele – chutou a bola e ele – e o juiz não marcou niente. Comentarista e narrador disseram que foi uma jogada ‘deselegante, anti desportiva’, que não houve nada irregular na jogada. Se foi um comportamento anti desportivo, que costuma ser passível de punição, então houve irregularidade, não é mesmo?

Primeiro, Escudero deu uma entrada em Bruno César e o derrubou…

Escudero-BrunoCésar

Depois, chutou a bola e o jogador, tudo junto e misturado.

falta-Escudero-em-BrunoCesar

Pensa no Lúcio fazendo algo parecido com o adversário… pensa no Valdivia, que não pode nem reclamar, fazendo o que fez o Escudero… Algum árbitro deixaria passar? Diriam os “comentarishtais” que foi deselegante? Pra mim, foi pênalti.

Com as alterações, o Palmeiras passou a jogar melhor, e o Criciúma a bater mais. Mas ainda faltava chegar com perigo ao gol adversário. Wendel levou uma entrada dura de Giovani, bem na frente do juiz, mas cartão mesmo era só para os palmeirenses (tomaríamos 5 na partida):

Criciúma-falta-em-Wendel1 Criciúma-falta-em-Wendel

O Palmeiras ficava mais tempo com a bola, mas não conseguia “morder o adversário”. O time parecia correr à toa. A zaga se mostrava intranquila (Thiago Alves, principalmente) e o Criciúma, quando conseguia chegar, assustava, mas parava na defesa e em Prass.

E só aos 11′ do segundo tempo, numa das suas faltas mais brandas, Escudero levaria seu cartão amarelo, que já deveria ser o segundo.

Num ataque do Criciúma, o desastrado do Thiago Alves meteu o pé em Silvinho e, ainda por cima, colocou a mão na bola. Penalidade clara, que a arbitragem não marcou porque não quis (nem preciso colocar as imagens aqui, porque, essas, aposto que você cansou de ver nos programas de TV).

Vou fazer um grande aparte aqui… Quando pedimos que o Palmeiras receba o mesmo tratamento que os demais clubes, isso não significa que queremos favorecimentos iguais aos que outros clubes recebem, em tantas partidas. Não precisamos e não queremos isso. Queremos arbitragens justas, que não nos assaltem, queremos uma imprensa imparcial, que não vista a camisa de clube algum.

O pênalti que cometemos recebeu os holofotes da imprensa, e com razão, afinal, uma penalidade, escandalosa, não marcada, deve ser motivo de reclamação sim. Mas, esse outro aqui, a imprensa não “iluminou”. Por quê?  

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E não importa se foi de mão, de voadora, de carrinho, de cotovelo, com chute, com tapa na cara… se impediu o jogador de chegar na bola, ou se desviou a bola de sua trajetória. Pênalti = pênalti. E pode se transformar em gol, ou não. E o juiz tem que assinalar. Simples assim (Espero que isso não sirva de justificativa para sermos assaltados contra o Fluminense, useiro e vezeiro nas ajudas do apito, do STJD e da CBF).

Mas, voltando à partida, o Palmeiras continuava tentando, mas os passes errados estragavam as tentativas.

Com 20′, Prass precisou trabalhar duas vezes seguidas. Quando o jogador do Criciúma, dentro da área,  mandou uma paulada, e ele teve que colocar pra escanteio, e na cobrança do escanteio, quando a bola foi cabeceada pro gol e Prass, maravilhoso, foi buscar. “Defesa que ninguém Prassa”.

Eu já estava meio desanimada, achando que a minha Páscoa tinha azedado, mas meu coração não queria me deixar acreditar que sairíamos derrotados…

37 minutos… Wesley tocou para Valdivia na área e correu à frente pra receber; o Mago segurou a bola um pouquinho e, ao contrário do que todo mundo esperava, achou o Leandro que vinha de trás. Leandro chutou, a bola bateu no cretino do Escudero e entrou! Que maravilha!!

Aí, o Palmeiras começou a tocar a bola bonito e foi pra cima! Aí, o Criciúma sentiu que o bicho ia pegar!

Faltava o gol do “Lã” Kardec! Tinha que sair um gol do “Lã”…

Valdivia dominou à frente de Serginho e foi derrubado com falta. O juiz não marcou nada. Para sorte nossa, o bandeirinha marcou (imagina se não tivesse marcado? Assim como pode sair um gol numa penalidade marcada, pode também sair numa cobrança de falta, não é mesmo?). Olha só a falta, e olha só o juiz (Noriega diria que foi erro de avaliação, mas que fanfarrão!):

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Wesley cobrou a falta, colocou a bola na cabeça do “Lã”, e bola na cabeça do artilheiro do Paulistão é gooooooool!!!

Virada sensacional do Palmeiras!! E não foi só a camisa que virou esse jogo, não. Foi o recheio também, foi o passe genial do Mago pro Leandro, foi a conclusão de Leandro, foi a cobrança perfeita do Wesley, foi a conclusão indefensável do nosso matador, QUE CLUBE NENHUM VAI LEVAR, NÉ PAULO NOBRE??

E não é que a minha Páscoa ficou maravilhosa? Vitória do Palmeiras é melhor do que ovo de Páscoa!

E sábado tem mais, lá no Pacaembu! Mas abre o olho, Verdão! Sábado é contra o time da CBF!!

  • Marco

    Parabéns Tânia pela aula de cobertura de um jogo de futebol.
    Matéria didática para a Imprensa, para boa parte da torcida do Palmeiras e para a própria Assessoria de Imprensa do clube, assessoria que não sabe orientar nossos jogadores a dar entrevistas e esses acabam falando coisas que serão usadas contra eles.
    Também não sabem apontar o que acontece nos jogos, para o nosso lado, fatos que se não forem mostrados por nós serão escondidos.
    Tenha certeza de que essa penalidade cometida pelo Tiago Alves será lembrada em toda a competição e utilizada para encobrir tudo o que for apitado contra, como nesse jogo mesmo na penalidade e na agressão sofrida pelo Bruno César.

  • ednei

    Ola Tania. Mais uma vez parabéns.Mata a cobra e mostra o pau.Reportagem com provas materiais,cristalinas para só não ver quem não quiser.Mas aviso cuidado a censura esta começando.Mas não vão conseguir.
    Abs