É CAMPEÃO!! MAS QUE ESSE TÍTULO NUNCA MAIS SE REPITA!

E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música. -Friedrich Nietzsche

Campeão1

Benditos sejam os torcedores que não costumam ir sempre aos jogos e que trataram o Palmeiras com o carinho e respeito que ele merece…

Com eles, a arquibancada ficou mais bonita, festiva e não houve quem tivesse coragem de estragar a comemoração quando o juiz apitou o final da partida. E, afinal, torcedor que é torcedor não tem um botão “amar o time incondicionalmente/ficar feliz com as suas conquistas” que pode ser desligado dependendo da divisão em que ele esteja. Os que possuem o tal botão como acessório é que são os verdadeiros “modinhas”.

Com feriado na sexta-feira, o paulistano aproveitou o final de semana prolongado para viajar. Ainda assim, com aquele calorão, com aquele sol todo, 20 mil palestrinos (muitas crianças) estavam no Pacaembu. Embora a missão do Palmeiras em 2013 já tivesse sido cumprida, a torcida queria acompanhar a conquista do título. Sim, queríamos conquistar e comemorar o título da Série B. E por que não?

Cair foi uma vergonha, uma tristeza, mas tudo o que foi feito depois para reparar o que nos aconteceu, para nos trazer de volta, sem Copa Havelange, sem retorno pelas portas dos fundos, sem ajuda da arbitragem para voltar à série A (nem para nos ajudar a escapar do descenso em 2012, como fazem agora com alguns clubes), é motivo de alegria e orgulho, sim.  Não temos  temos muletas pra nada, ao contrário de muitos clubes, que são ajudados e beneficiados, somos sistematicamente prejudicados pela CBF, pelo STJD, pelas arbitragens, e não temos a imprensa para nos blindar em momentos mais difíceis, para valorizar nossos jogadores mesmo quando eles não fazem nada dentro de campo… muito pelo contrário, ela adora fomentar discórdia entre os palestrinos. Com o Palmeiras é tudo na raça, e ele só pode contar com ele mesmo e com os torcedores que não têm o tal botão “amar o time incondicionalmente/ficar feliz com as suas conquistas”, que liga e desliga conforme a divisão ou a situação em que o time se encontre. E isso não é fácil… mas é digno.

E no sábado, o Palmeiras, cheio de vontade e dignidade, entrou em campo “abraçado” pela torcida. Nos primeiros 30 segundos de jogo, os jogadores do Palmeiras e do Boa começaram a tocar a bola entre si em sinal de apoio ao Bom Senso F.C. A força do Palmeiras sendo usada para conseguir o apoio dos demais times.  A arquibancada aplaudiu, assobiou, gritou e deu o seu apoio também!

O Verdão estava tão disposto quanto a torcida a buscar a vitória e o título. Quando a bola rolou, de verdade, “Lã” Kardec cobrou uma falta, buscou o ângulo e carimbou a trave. A bancada já tremeu. O Boa tentou reagir com Marcelinho Paraíba, mas Prass, com reflexo de gato, foi buscar. Aplausos pra ele!

O Palmeiras estava ciente que faltava só um pontinho – ou nem faltava nada, dependendo do andamento do jogo da Chapecoense. Mas a torcida e o time não estavam nem aí com o jogo do Sul. A conquista do campeonato viria pelos nossos pés! Eu disse nossos? Claro! Estávamos em campo também, jogando com o Palmeiras, felizes demais com o fim do pesadelo. Insanos? O que importa?

Os portais publicariam no dia seguinte, que o clima do jogo era morno… Que nada! O Pacaembu cantava sem parar, a parte resmungona da nossa torcida cantava sem parar. Assim é que é bonito, todo mundo jogando o mesmo jogo. E o jogo estava gostoso, o Palmeiras, embora cadenciando as ações em campo, era perigoso, se insinuava várias vezes na área do Boa. Mas faltava o gol pra sacramentar o que a gente já sabia há tanto tempo…

Um pouco antes dos 30′, o jogador do Boa ‘piscou’ antes de dominar, e Wendel, esperto, apareceu pra ficar com a bola e cruzar pro Felipe Menezes. E não é que ele dominou,  chutou e guardou? Um gol lindo! Estava decretada a “Festa no Chiqueiro”! ÊÊÊ, PALMEIRAS MINHA VIDA É VOCÊ!! Logo em seguida, levamos perigo com Leandro; depois, com Eguren. Mas o Verdão diminuiu o ritmo e o primeiro tempo se encerrou com 1 x 0.

O Palmeiras pareceu voltar para a segunda etapa ainda mais veloz e decidido. Aos 11′, Charles, que tinha vindo para o segundo tempo no lugar de Wendel, recebeu pelo meio, fez uma jogada linda pro Leandrinho entrar livre na área, e o garoto arrasou! Ao receber a bola na área, em movimento contínuo, dominou e, com muita categoria, tirou do goleiro (quase sem tocar na bola – show!) e marcou um baita de um golaço! Ele merecia esse gol lindo, o Palmeiras merecia, nós todos merecíamos! Meu coração já tava gritando “É Campeão” fazia tempo, mas a torcida ainda estava acanhada…

É muito louco observar o momento do gol, olhando em volta, olhando os torcedores, os abraços, os braços que apontam os céus, os sorrisos e os olhos transbordando de felicidade (Se, muito tempo depois, olharmos uma foto desse momento, jamais poderemos dizer em qual divisão do futebol aconteceu aquela alegria toda). A imagem fica gravada em nossos corações, mas não soumos capazes de traduzi-la em palavras…

O Verdão era senhor do jogo. Serginho, Leandrinho e Felipe Menezes faziam uma boa partida; nossa defesa reserva estava esperta; Prass pegava tudo que chegava até ele;  Charles e Eguren estavam bem na partida, Kardec e Leandro rondavam a área do Boa; “Caramujo” tentou de longe, a bola passou perto e ele ganhou aplausos da torcida… sim, era um dia especial!

E já que era um dia especial, dia de campeão… Eguren recebeu de Charles quase no meio de campo, viu Juninho que descia pela esquerda e meteu um passe em diagonal, à La Valdivia, pro lateral dominar, entrar na área e fuzilar o goleiro. Coisa linda de gol, coisa linda de passe!

Então, os ‘insanos’ torcedores, que ficam felizes com qualquer conquista do seu time, não conseguiram mais se conter. O Pacaembu gritava: É Campeão! É Campeão! A parte reclamona da torcida, aquele 1/4 de Pacaembu, não participava da comemoração. Mas nem era preciso. Numeradas, tobogã, cadeiras laranja e arquibancada verde faziam a festa! Os torcedores se abraçavam, aplaudiam o time e cantavam…

É legítimo o nosso direito à comemoração. Vivemos numa democracia (pelo menos, é o que dizem), e em qualquer democracia a maioria é soberana. E a maioria da torcida palmeirense está feliz com o título do Palmeiras, assim como a maioria da torcida no Pacaembu também estava feliz da vida… Portanto, é soberana a nossa alegria!

PALMEIRAS CAMPEÃO! Não poderia ser diferente…

Chorei de emoção por termos saído do inferno de cabeça erguida, por ver a torcida entregar ao Palmeiras o seu coração… puro, sem vícios, sem a nódoa dos interesses pessoais… Chorei de alívio porque o pesadelo finalmente terminara, por ver a alegria dos que ficaram pra se redimir, a dos que chegaram pra nos ajudar e a dos que esperaram durante um ano, sem jamais menosprezar o próprio time. Chorei por saber que, assim como no Pacaembu, pelo Brasil afora outros alviverdes corações dançavam a mesma música…

O juiz apitou e, então, os jogadores puderam comemorar também. “Lã” Kardec e Leandrinho se ajoelharam… os outros jogadores correram até o Prass e se abraçaram felizes. Aplaudiram a torcida, que os aplaudiu de volta; trouxeram uma faixa de agradecimento pelo apoio incondicional… Como não se alegrar? É o nosso Palmeiras… o maior campeão nacional, que por duas fatídicas vezes esteve na série B mas, nem assim, foi alcançado pelos seus rivais.

Finalmente, poderíamos virar a página desse malfadado campeonato, e pra todo o sempre.

Até nunca mais Série B! Pode anotar aí, o Palmeiras jamais voltará!

Estamos chegando, 2014, e já ensaiamos direitinho os gritos de “É CAMPEÃO”!!

  • Acelino José Aparecido

    Amar o PALMEIRAS incondicionalmente
    é não nos preocuparmos
    se ele (PALMEIRAS) Vença, suba ou desça, se venha fazer sol ou chuva, se o amanhã virá ou não!
    Meu Amor por vc meu PALMEIRAS é incondicional! .

  • Acelino José Aparecido

    Amar o PALMEIRAS incondicionalmente
    é não nos preocuparmos
    se ele (PALMEIRAS) Vença, suba ou desça, se venha fazer sol ou chuva, se o amanhã virá ou não!
    Meu Amor por vc meu PALMEIRAS é incondicional! .