O AMOR É VERDE!

Foi uma semana tão atribulada pra mim, que quase deixei de fazer a postagem sobre a deliciosa partida do Palmeiras contra o Tigre-ARG.
Torcida-PAL-Tig
“When I give my heart
It will be completely
Or I’ll never give my heart
And the moment
I can feel that
You feel that way too
Is when I fall in love with you” ♫♪

Por que não pode ser assim sempre? A torcida fazendo a gente se arrepiar, e sendo o motor que empurra o time? FOI LINDOOOO!!! 

Era surreal a energia que havia no Pacaembu na noite de terça-feira. Deve ser muito ruim para uma equipe adversária ter de enfrentar um time que tem um 12º jogador tão poderoso. Por outro lado, deve ser maravilhoso entrar em campo  sabendo/sentindo que aquela energia toda, aquele amor todo é pra você; sabendo que aquelas milhares de pessoas estão do seu lado, que você pode contar com elas. E é isso que esse 12º jogador (torcedores comuns + torcedores organizados), na maioria das vezes, não entende; ele só é poderoso, essencial, e determinante, quando abraça o seu time, quando o pega no colo.

Eu, que posso ficar triste, desapontada, brava, mas jamais fico de mal do meu time, passei o jogo todo arrepiada, literalmente! E emocionada, claro! Uma festa para os sentidos e para o coração. Tão bonito de se ver, tão eletrizante ao ouvir, tão delicioso de sentir…

Eu sei que os jogadores, antes de entrarem em campo, já sabem se vai estar cheio ou não, já ouvem a torcida cantando; mas deve ser uma baita injeção de ânimo subir as escadas e encontrar aquela recepção, aquela festa! Não foi à toa que o Palmeiras estava tão valente; não foi à toa que, durante a partida, não tinha bola perdida, de jeito nenhum.

O Palmeiras veio a campo com muitos desfalques: Valdivia, Henrique, André Luiz, Leandro, Vílson, Kleber, Léo Gago, Rondinelly, Maikon Leite… e, na última hora, Wesley. Doze desfalques ao todo, no time de elenco já tão limitado. Kleina teve então que improvisar. E vai improvisar bem assim lá no Verdão! Marcelo Oliveira, por exemplo, fez uma partidaça com zagueiro!

Logo no começo de jogo, Patrick Vieira deu um chute de longe e sentiu a perna. Tentou ficar em campo, se arrastou por um tempinho, mas não deu. Minha nossa! Mais um desfalque! (Brunoro, tem que ver o Triângulo das Bermudas que existe entre o DM  a preparação física). Kleina chamou Vinícius, para descontentamento da maioria (me inclua nisso) que queria Tiago Real. Só que, ao contrário de nós,  Kleina  estava pensando em velocidade, estava pensando em mudar o jogo… E MUDOU!

Baixou um Messi tupiniquim no Vinícius (fez umas jogadas tão bonitas) e ele fez a sua melhor partida no Palmeiras.  Tão logo entrou em campo, acho que uns dois minutos depois, Caio recuperou uma bola na meia-lua, ela sobrou para Juninho, que tocou rápido para Vinícius, ele recebeu na esquerda e cruzou para Caio desviar com o pé direito e guardar! Aquela energia toda que havia no Pacaembu, explodiu assim que a bola tocou a rede.

Que momento glorioso é aquele em que você grita o gol do seu time… Faz um bem tão grande pra alma da gente. Não há nada que pague a sensação maravilhosa que se apodera de você; não há nada que pague a alegria que você vê no rosto dos seus amigos, no rosto daqueles outros todos que são seus ‘parentes’ por afinidade!  Foi uma festa na bancada! Festa de abraços e beijos. Festa dentro de campo. Festa no camarote, de onde o Mago, meu ídolo, torcia pelo Palmeiras. Festa nos corações palestrinos!

Aos 24 min, Caio fez bela jogada pela direita e tocou para Vinícius. O atacante limpou dois marcadores e chutou muito perto da trave esquerda do gol de Javier García. Quaaase! Quinze minutos depois, novamente a nossa dupla de ataque levou perigo para os argentinos. Caio ganhou do zagueiro do Tigre no meio campo e lançou Vinícius na esquerda. Ele cortou o marcador e chutou, mas chute foi amortecido e acabou ficando nas mãos do goleiro do Tigre.

A vibração e a demonstração de amor na bancada eram contagiantes, e o Palmeiras em campo dava um show de raça! Cada pedacinho do gramado era disputado com muita vontade, não havia bola perdida. Eu sentia um orgulho tão grande de ver meu time jogando assim. Sentia um orgulho tão grande de ver que a torcida compreendeu de que lado ela joga, e o quanto ela pode ser importante, pode ajudar. E ela, linda, não parava de cantar e de pular (o pessoal da cadeira laranja estava em pé!), e aplaudia os lances bonitos, as bolas roubadas, os desarmes, as defesas, os ataques do Palmeiras. De A-R-R-E-P-I-A-R!

Os ‘argh entinos’, por sua vez, sentiam a disposição do time alviverde e faziam faltas duras, provocavam, mas o Palmeiras não entrava na deles. E assim terminou o primeiro tempo.

Na segunda etapa, os argentinos levaram perigo ao Verdão. Aos 4′, Botta, desceu pela esquerda, cortou Márcio Araújo e chutou; Prass fez uma bela defesa, mas a bola foi espalmada para o meio da área; Ayrton, esperto, tirou de bicicleta. Ufa!

3 minutinhos depois, Vinícius recebeu pela esquerda, cortou para o meio, invadiu a área e rolou para Charles bater de primeira e marcar o segundo gol do Verdão. O Pacaembu explodiu de alegria! O Palmeiras provava que a derrota na Argentina tinha sido mesmo uma fatalidade. E provava também que aqueles jornalistas todos, que profetizavam um paulista dando vexame na primeira fase da Libertadores, estavam certos. Acertaram até o endereço do CT do tal time, pena que erraram o número…

Mas, enquanto o Palmeiras jogava, os argh entinos, perdendo por 2 x 0, perdidos diante dos 12 guerreiros palestrinos, atordoados pela vontade que o time do Palmeiras demonstrava, desciam o sarrafo sem dó! M…  Orban subiu para cabecear e mandou uma baita cotovelada na boca de Ronny. O árbitro, Patricio Polic, que poderia ter dado cartão vermelho pro moço, deu só amarelo.

Com 2 x 0 no placar, o Palmeiras deu uma puxada no freio, e o Tigre, que  temendo o Palmeiras, atacava deixando sempre três jogadores na defesa, passou a se arriscar mais, a ficar mais abusado. Mas a defesa, com um Marcelo Oliveira improvisado e jogando muito, dava conta do recado, e quando passavam por ela, Prass (gosto muito dele) resolvia o problema.

E o negócio dos argh entinos era mesmo a violência – vai ver, queriam descontar no Palmeiras, a violência sofrida no Morumbi, quando jogaram contra os bambis  e apanharam dos seguranças deles, dentro do vestiário. O tal do Orban, fez uma falta dura em Marcelo Oliveira, mas o juiz deixou barato (só quando é contra o Palmeiras que eles agem assim).

Ao Palmeiras coube, após a metade da segunda etapa, tocar mais a bola, e Vinícius, que fazia uma ótima partida, era bastante acionado. E foi ele mesmo que, no último minuto, quase fez o terceiro (ele merecia). Recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu no canto, mas o maledeto do goleiro espalmou para escanteio. Que pena! Esse gol teria sido um prêmio para Vinícius por ter seguido direitinho a recomendação de Kleina ao colocá-lo em campo: Vai lá e muda o jogo pra gente! E ele mudou mesmo!

Logo depois desse lance o juiz apitou o final da partida.

Foi uma vitória da raça, foi uma vitória da união entre time e torcida, foi uma vitória do amor ao time! Vitória que mudou a situação do Palmeiras na Libertadores, que nos deu a segunda posição do grupo, com totais chances de classificação, até mesmo como primeiro do grupo. Basta só manter a pegada. Basta só o Palmeiras poder contar com o seu 12º jogador… Essa tarefa é de todos nós!

Quinta-feira receberemos  o Libertad pela Libertadores. Vamos lotar o Pacaembu, repetir a dose em busca da classificação, parmerada. A nossa arma é o amor. E o amor é verde!

Mas antes disso, tem jogo contra a Ponte em Campinas, pelo Paulistão… e é hoje!

BOOORA BUSCAR ESSA CLASSIFICAÇÃO TAMBÉM, VERDÃO! COM MUITO AMOR!