CADA MACACA NO SEU GALHO


Leandro-gol-na-Ponte

“Atacantes podem se encontrados em todos os times, mas, atacante que faz gol em dois dias seguidos, jogando por dois times diferentes, e em países diferentes, é só no Parmera  mesmo!”

A Ponte Preta recebeu o Palmeiras nesse domingo com pose de bicho papão. Segundo lugar na tabela de classificação do Paulistão, invicta há 19 jogos, 16 deles no campeonato estadual – a única equipe que ainda não havia sido batida, nem mesmo pelos badalados times da Série A -, e  há oito meses sem perder em seu estádio.

Mas isso tudo porque ela ainda não havia trombado com um certo time das Perdizes, também conhecido como “O Campeão do Século”, time que a imprensinha (e alguns de seus torcedores também) vive tentando diminuir. Aquele time que estará na série B do Brasileiro neste ano, aquele time “medíocre” (cornetas adoram esse adjetivo), que tem o “pior elenco de todos”, “sem comprometimento”, do “técnico burro”, o time “que ia perder de todo mundo em 2013”, que “ia dar vexame nos clássicos”, blá, blá, blá… nhe, nhe, nhe… mimimi…

Então… esse time, que jamais pode ser subestimado, que anda jogando desfalcadíssimo (todo mundo faz que esquece esse detalhe), não deu nem bola para a pose do adversário, para a sua invencibilidade, sua colocação no campeonato, para a torcida adversária “bravinha” com o técnico palestrino, não deu bola para os próprios desfalques e derrubou a Macaca do galho! Só podia ser o Palmeiras pra fazer isso (espero que o Ibama não cisme de processar o Palmeiras… um Tigre na quinta, uma Macaca no domingo…).

Quando o jogo teve início, por mais que eu esperasse uma vitória verde, não imaginava que ela ia começar a ser construída tão rápido. Logo aos 3′, em boa troca de passes, Wendel recebeu de Caio e cruzou na medida para Tiago Real marcar de cabeça – ele precisou se abaixar para desviar a bola. Que surpresa maravilhosa! Coisa linda esse Parmera!

A Ponte assustou com o gol tomado e até tentou pressionar, mas o seu jogador exagerou e acertou o poste atrás do gol. O Palmeiras me pareceu meio estabanado depois de estar em vantagem (fazia algumas faltas bobas e desnecessárias, errava passes), mas não deixava de jogar com determinação, disputando todas as bolas com muita vontade; os jogadores corriam o campo todo e, como aconteceu no jogo diante do Tigre, não tinha bola perdida. A Ponte tentava  se aventurar, mas tinha dificuldade em passar pelo esquema armado por Kleina. Ramírez ficava irritado com a marcação recebida.

E Ayrton quase marcou aos 28′; Caio  levou perigo ao gol adversário aos 31′; aos 37′, o goleiro da Ponte pegou firme uma cobrança de falta de Ayrton; mas, aos 42′, num ataque da Ponte, Uendel cruzou rasteiro para Ramírez entrar de carrinho, Prass saiu na bola e foi atingido pelo jogador campineiro (ficou com um galo na testa); na “dividida” (falta no goleiro que o juiz não marcou) a bola acabou entrando e a Ponte empatou a partida. Aos 48′, o juiz apitou o final da primeira etapa.

Querendo a vitória, Kleina voltou com Vinícius no lugar de Caio, talvez pensando em se utilizar da maior velocidade dele (como é bom ter um técnico que busca a vitória e faz o time honrar a camisa mesmo sem ter camarão). Já no primeiro lance, uma tabela entre Tiago Real e Ayrton obrigou o goleiro da Ponte a mandar a bola em escanteio. O Palmeiras mostrava que tinha voltado pra vencer.

Eu queria um gol do Leandro, só que ele me parecia meio esquisito. Mas também pudera, ele tinha jogado pela seleção brasileira na tarde anterior (e marcado gol), e o jogo tinha sido na Bolívia. Mas, para nossa sorte, e para que ele se desgastasse menos, Paulo Nobre, o trouxera de carona em seu avião particular, e assim, Leandro (que mal deve ter dormido) pode estar mais descansado para jogar a sua segunda partida em 24 horas.

Sorte nossa, mesmo…

O tempo passava, e nada do gol sair. A parmerada estava lá cantando na bancada, mas a torcida adversária, em maior número, empurrava o time local como podia, fazendo um escarcéu e pedindo cartão a cada pequena falta,  mas eram os jogadores da Ponte que estavam mais nervosos, fazendo faltas mais duras. Tinha um “irmão do Tinga” lá, que só faltava bater no juiz.

E então, aos 27′, aquele artilheiro menino, palmeirense desde criancinha, que saiu da reserva do Grêmio e veio para o Palmeiras com a responsabilidade de substituir o goleador do time; que chegou sob a desconfiança da torcida,  mas que bastou vestir a camisa de um gigante para desandar a fazer gols, pra começar a brilhar, para ser convocado para a seleção  brasileira (Tchuuupa, Tamoxunto!)… aquele menino, que já marcou mais gols que o Duck, o André, o Guerrero… que já marcou mais gols aqui, do que o argentino marcou lá no Sul (e o menino joga só o Paulistão); que já tem o nome falado por milhões de torcedores, que diz estar vivendo uma fase maravilhosa na vida…… Aquele menino, que vai crescer muito no Palmeiras, recebeu um belo cruzamento de Juninho e, dentro da área,  chutou por entre as pernas do goleiro,  marcando o gol da vitória do Verdão!

Leandro ‘derrubou a Macaca do galho’ e, com duas rodadas de antecedência, classificou o Palmeiras às quartas de final do Paulistão. Leandro, ontem, pintou o nosso céu de verde e branco, e, assim como quem não quer nada, vai entrando em nossos corações sem precisar bater na porta…

O Palmeiras ainda teria outras chances, mas tratou de tocar a bola, e com muita garra e determinação segurar a bronca da esperneante Ponte Preta, que perdia, dentro de seus domínios, a sua tão decantada invencibilidade. E perdia a cabeça também; Cleber deu uma cabeçada em Ronny, e foi expulso.

Quando o jogo acabou, a torcida do Palmeiras, que no final do ano passado, viu lhe subtraírem o direito de sonhar, se sentindo mais confiante agora, mais feliz, já fazia planos, já falava sobre os ingressos para o jogo contra o Libertad, já apostava numa classificação, já sonhava até com a primeira colocação no grupo… Quem diria…

Mas eu confesso, também estou sonhando acordada com tudo isso e mais algumas coisinhas… Meu ingresso já está comprado há um tempão, e eu espero que você também tenha comprado o seu, porque, mais uma vez, o Palmeiras vai precisar entrar em campo e ver que seu 12º jogador está lá, no lugar de sempre, com a alegria de sempre, com a força e o amor de sempre…

É QUINTA FEIRA, PARMERADA! NÓS VAMOS JOGAR COM O VERDÃO!

Ôôô Vamos ganhar, porcooo!!! ♫♪♫

  • O time pode não ter muita qualidade técnica, mas tem muita garra … Isso é o que tem feito a diferença …

  • O time pode não ter muita qualidade técnica, mas tem muita garra … Isso é o que tem feito a diferença …

  • Marco

    A imprensa brasileira se especializou
    em colocar rótulos em clubes para que assumam determinadas identidades.

    Para o Palmeiras, a colocação de
    rótulos é sempre feita com a conotação negativa, enquanto para os outros o
    objetivo é de ressaltar “marqueteiramente” algo de positivo.

    Os outros são: o time da fé, da
    torcida fiel, time da raça, o imortal, aquele que adora Libertadores, time de
    guerreiros e nós somos sempre o time limitado.

    Estamos disputando o Paulistão e se
    vencermos, “ganhamos apenas o paulistinha”. Ao contrário, se o campeonato
    paulista for vencido por um dos times simpáticos da Mídia Esportiva, será o
    PAULISTÃO! Nós ganhamos a fraca Copa do Brasil , mas se essa competição fosse
    conquistada pelo time do Jardim Leonor seria do nível de uma “Liga dos campeões
    da Europa”.

    O rótulo imposto ao Palmeiras há
    algum tempo sobre limitação técnica é uma imagem forçada por um condicionamento
    diário nos meios de comunicação esportivos, que nossa torcida inocentemente
    adotou, ajudando a repetir todos os dias. Não se trata de supervalorizar o
    Palmeiras, muito ao contrário, estamos na baixa média de todos, porém somos o
    único time cuja exigência é o critério europeu de avaliação.

    Nossa referência deveria ser a mesma
    aplicada aos demais clubes brasileiros, ao futebol brasileiro de hoje, mas não
    é. Por essa razão, repetem-se todos os dias em todas as matérias ou comentários
    sobre o Palmeiras que temos um time limitado e grande parte da nossa torcida
    assume e propaga essa ideia. O processo de baixa estima que tanto nos
    prejudicou tem origem na mentalidade plantada sobre o todos.

    Para ilustrar e concluir, podemos
    lembrar de 2009, no período em que ficamos dezenove rodadas na liderança e
    mesmo nos melhores momentos um conhecido jornalista corneteiro palmeirense repetia
    após todas as rodadas: “O Palmeiras ainda é líder”.

  • Marco

    A imprensa brasileira se especializou
    em colocar rótulos em clubes para que assumam determinadas identidades.

    Para o Palmeiras, a colocação de
    rótulos é sempre feita com a conotação negativa, enquanto para os outros o
    objetivo é de ressaltar “marqueteiramente” algo de positivo.

    Os outros são: o time da fé, da
    torcida fiel, time da raça, o imortal, aquele que adora Libertadores, time de
    guerreiros e nós somos sempre o time limitado.

    Estamos disputando o Paulistão e se
    vencermos, “ganhamos apenas o paulistinha”. Ao contrário, se o campeonato
    paulista for vencido por um dos times simpáticos da Mídia Esportiva, será o
    PAULISTÃO! Nós ganhamos a fraca Copa do Brasil , mas se essa competição fosse
    conquistada pelo time do Jardim Leonor seria do nível de uma “Liga dos campeões
    da Europa”.

    O rótulo imposto ao Palmeiras há
    algum tempo sobre limitação técnica é uma imagem forçada por um condicionamento
    diário nos meios de comunicação esportivos, que nossa torcida inocentemente
    adotou, ajudando a repetir todos os dias. Não se trata de supervalorizar o
    Palmeiras, muito ao contrário, estamos na baixa média de todos, porém somos o
    único time cuja exigência é o critério europeu de avaliação.

    Nossa referência deveria ser a mesma
    aplicada aos demais clubes brasileiros, ao futebol brasileiro de hoje, mas não
    é. Por essa razão, repetem-se todos os dias em todas as matérias ou comentários
    sobre o Palmeiras que temos um time limitado e grande parte da nossa torcida
    assume e propaga essa ideia. O processo de baixa estima que tanto nos
    prejudicou tem origem na mentalidade plantada sobre o todos.

    Para ilustrar e concluir, podemos
    lembrar de 2009, no período em que ficamos dezenove rodadas na liderança e
    mesmo nos melhores momentos um conhecido jornalista corneteiro palmeirense repetia
    após todas as rodadas: “O Palmeiras ainda é líder”.

  • ana maria

    Tânia, faz tempo que não comento (mas leio sempre) aqui no blog e não pude de deixar de rir a sua comparação “espero que o Ibama ……………… na quinta o tigre e ontem a macaca” ahahaha foi demais.
    Beijão e amanhã estarei lá também

  • ana maria

    Tânia, faz tempo que não comento (mas leio sempre) aqui no blog e não pude de deixar de rir a sua comparação “espero que o Ibama ……………… na quinta o tigre e ontem a macaca” ahahaha foi demais.
    Beijão e amanhã estarei lá também