UMA NOITE PRÁ ESQUECER…

Esse texto está sendo publicado com atraso, graças à ineficiência da Cia. Telefônica, que há mais de um mês não é capaz de fazer uma transferência de endereço da minha linha telefônica. Lamentável…

Sangrando… Foi assim que o coração palestrino foi dormir na noite de ontem. Sem sonhos, sem alegria, sem nada… Derrotas e desclassificações fazem parte do curriculum de qualquer time, mas uma derrota como a de ontem, para o Santos, eu jamais havia presenciado. Não com um técnico vencedor, que se acha o “tal”, que teve total apoio da diretoria, além de patrocínio para montar o time como bem quisesse.

Cheguei ao Palestra e fui encontrar os amigos, lá no Bar do Sílvio. Um resultado adverso nem passava pela cabeça daquelas pessoas apaixonadas e vestidas de verde, que enchia a Turiassu e seus arredores. Entramos no estádio e o Palestra estava lindo! Gente que não acabava nunca de chegar e ia deixando o cenário verde e branco, salpicado de pequenas “luzes” verde-limão  por todos os lados. Não tive como não lembrar da semifinal de 2008, contra os bambis, quando vínhamos de uma derrota também. Mas naquela noite, a garra e o talento do Mago Maravilhoso e de São Marcos, contagiaram o time, que jogou com vontade e determinação incríveis. Gustavo e Henrique anularam a ‘Imperatriz’. Simplesmente inesquecível… E foi por me lembrar dessa data que eu não contive as lágrimas quando meu time entrou em campo. Mas, quando o jogo começou, percebi que apenas Marcos, Pierre, Armero e Diego Souza tinham entrado em campo, acompanhados de uma porção de camisas do meu Glorioso Palmeiras, vestidas por criaturas sonolentas, apáticas, que pareciam disputar um Casados x Solteiros.

O técnico sabichão escalou Jumar e Evandro, num time que já tem Capixaba. Não tá querendo ganhar, né? Só que a gente nem de longe poderia imaginar o que estava por vir… A zaga dormia, Jumar também. De onde foi que Luxemburgo tirou a idéia que essa zaga atual é melhor do que a de Gustavo, Maurício Nascimento, Martinez e David? De certo foi do mesmo neurônio deteriorado (pelo seu ego) que o fez concluir que Valdívia não faria falta ao Palmeiras…

Um festival de horrores… Bastou uma marcação cerrada em Armero e o que nos sobrou foi a ala direita de Capixaba e a marcação de Evandro. Então, não tínhamos nada. E foi assim, sem que o Palmeiras “aparecesse” em campo, que o Santos abriu o placar. E o palestrino, incrédulo, via o seu time se apagar cada vez mais. Nenhuma jogada de perigo sequer o torcedor presenciava. E o que sobrava era comemorar bola roubada, pode? Uns xingavam os jogadores e o técnico, outros xingavam os que xingavam… Mas a verdade era uma só: ninguém conseguia cessar a dor de ver um time tão grande, apresentar um futebol tão pequeno. 

Segundo tempo e Luxa fez algumas alterações, que até melhoraram o Palmeiras, mas quando já fazíamos algumas jogadas melhores, o juiz marcou um penalti para o Santos. Confesso que, estando do lado oposto. eu não vi nada e achei que a falta não ocorrera.Com Marcos no gol, a gente até tinha uma esperança, mas, que nada! 2 x 0. Estava anunciada a tragédia. O Palmeiras que liderara o campeonato de ponta a ponta, ia perder a segunda consecutiva para esse time sem-vergonha do Santos, e novamente entregar de bandeja um campeonato para um adversário. E tá na cara que não será o Santos quem vai levar. Não tem time prá isso. O Palmeiras perdeu a chance de ir às finais, graças à teimosia e burrice de Luxemburgo, com seus protegidos, Capixaba, Jumar e Evandro. Ele prefere perder um campeonato a deixar jogar quem está melhor.

Ainda conseguimos um gol, num chute totalmente despretensioso de Pierre e graças a um frangaço de Fábio Costa. Aí o Palestra pegou fogo! O torcedor acreditava em uma reação. Mas, o time nervoso, juiz amarrando o jogo, ficava difícil. E foi aí que a “pequenez” do Santos aflorou de vez. Já não bastava toda a provocação que Fábio Costa fazia à tocida palestrina, sem que juiz e bandeirinhas tomassem alguma providência, e aí foi a vez de Domingos (quem é ele?)…  Provocando Diego Souza o tempo todo, e querendo seus quinze minutos de fama, ele empurrou o atleta palmeirense com as duas mãos em seu peito. Diego, deu apenas uma “encostada” e o juiz expulsou os dois. Diego ficou uma fera e foi tirar satisfações com Domingos, que se jogou no chão, simulando uma agressão que não acontecera – ainda bem que futebol é coisa de homens, hein? . Aí foi uma confusão só.  Diego queria acertar o pilantra de verdade (o Palestra inteiro queria), só que conseguiram fazer com que ele descesse as escadas dos vestiários, só que Domingos foi atrás e falou sabe-se lá o que. Foi a conta! Diego voltou ao campo.

E, como numa arena da Roma Antiga, a torcida exultava, e se sentiu vingada quando Diego deu uma rasteira e jogou o farsante no chão. Era o que ele merecia… “AU, AU, AU, O DIEGO É ANIMAL”, gritava o Palestra. Eu também gritei o nome de Diego, mas meu coração estava pequeno, humilhado, ao perceber que essa agressão tinha sido o nosso melhor momento na partida. As lágrimas caiam em profusão e não aliviava o coração em pedaços. Pobre Diego! Lutou o tempo todo em que esteve em campo e agora, o mesmo tribunal que não viu agressão no tapa que Rogério Ceni deu no rosto de Valdívia (ano passado), vai “fritar” o nosso atleta.

Uns vão dizer que Cleiton e Willians fizeram falta, outros que K9 se escondeu… Há os que culparão Capixaba, Jumar, Evandro, a defesa toda, mas prá mim, quem perdeu mais um título foi Luxemburgo e suas burradas.

Ainda bem que o próximo jogo é de Libertadores, contra a LDU, no Palestra. Uma vitória que, se não vai curar essa ferida, vai nos dar moral para buscar a classificação lá no Chile. Eu vou torcer muito, mas só a partir de amanhã. Agora, eu só quero tentar esquecer essa noite…