Archive for outubro 9, 2008

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UMA PEDRA…

Tinha uma pedra no meio do caminho…

Empatar com o Figueirense foi para matar o torcedor. De raiva. Fiquei muito contrariada.Caramba, como é que um time do nível desse nosso Palmeiras, consegue essa proeza? A defesa do Figueira já tomou 57 gols no campeonato e os nossos atacantes não conseguiram marcar sequer um golzinho, ontem. Luxa tá precisando dar uma chacoalhada neles. Quando o jogador é ruim, não tem potencial, a gente xinga o cara, mas não há o que fazer. Mas de jogadores bons, esperamos sempre boas atuações; e de bons atacantes esperamos gols, não é mesmo? E vamos acertar a pontaria dos nossos rapazes porque foi um festival de chutes desastrosos, cobranças de falta desperdiçadas, passes errados de montão, faltas e mais faltas, amarelos e mais amarelos, dois gols “feitos” perdidos… O time tem raça, é verdade, mas falta “pensar o jogo”, tocar no melhor momento, segurar a bola apenas quando é necessário.

Que falta faz um camisa dez nesse time… Ainda bem que qualquer um podia substituir o cracaço que tínhamos, né? Quanta ilusão. Nosso ataque se ressente dessa ausência. Não há ligação do meio com o ataque. Alex Mineiro que marcava uma tonelada de gols, agora tem a maior dificuldade para achar uma boa oportunidade. Já foi até ultrapassado na artilharia. Diego Souza, aparece alguns minutos muito bem, mas na maior parte do tempo, se atrapalha nas jogadas e fica muito sumido, a ponto de nem sabermos se ele ainda está em campo. Kléber, que está há quase dois meses sem marcar, dribla até o árbitro, se puder, mas sem proveito. Fica muito claro que ele gosta mesmo é do combate, porque sempre que tem um adversário “em cima” , ele segura a bola esperando a chegada do segundo e acaba perdendo a jogada, na maioria das vezes. E essa mania de deixar o cotovelo na cara dos marcadores, pode nos trazer problemas. O tribunal adora ter motivos para nos pegar.

Eu quero ver esses caras jogarem o que sabem e o que podem, caramba! Nosso ataque de Diego Souza, Kleber e Alex Mineiro é para meter medo em qualquer time e não para deixar os caras armarem um monte de contra-ataques, como aconteceu ontem. Não podemos vacilar, conhecemos os “detalhes” extra-campo, melhor do que ninguém. Lá no Olímpico, o Santos poderia ter empatado, se o árbitro tivesse “visto” o lance de volei escandaloso do defensor gaúcho. Fez que não viu e logo a seguir foi o Grêmio quem marcou o segundo. E nós, disputando palmo a palmo a liderança com os gaúchos, tivemos quem para apitar o nosso jogo? Um juiz gaúcho, tchê! A nossa “diplomática” diretoria sempre aceita essas coisas. E esse gaúcho, que conhecemos de “outros carnavais”, com critérios bastante equivocados, não apitou um penalti em Kleber, deixou a porrada correr solta, não deu muitas faltas e cartões do Figueira, deixou de marcar escanteios do Palmeiras. Pequenas coisas, que no final fazem uma diferença desgraçada.

Sorte nossa que a defesa está muito bem. Tomou apenas um gol em oito jogos. Seja com Maurício ou Roque Junior, a zaga está sempre bem posicionada. Gustavo está bem, Martinez jogando muito e mesmo assim o Figueira nos deu algum trabalho. Marcão até cortada teve que dar para tirar a bola da área. Só não deu para eu entender Jumar em campo e Pierre (melhor desarme em 2007) no banco. Também não entendi a burrada que o Luxa fez, tirando Alex Mineiro do time. Ali ele matou as nossas chances de trazer os três pontos. Que substituição desastrosa! Eu, às vezes, não consigo entender o raciocínio do nosso técnico. O fato é que deixamos dois pontos lá em Floripa e dificultamos a nossa caminhada. A luz amarela está acesa… É hora de muita atenção.

Então está tudo perdido? Claro que não! Estamos no páreo, com todas as possibilidades de conquistarmos o Penta. Mas se antes até podíamos perder alguns pontos contra os “grandes”, agora não podemos mais. Vamos ter que ganhar em nossa casa e buscar fora os pontos perdidos contra Náutico e Figueirense. O que me dá uma certa tranquilidade é saber que o Palmeiras sempre entra com tudo em jogos considerados mais difíceis. Confio no Palmeiras, só não quero ver os nossos atacantes vacilando, Luxa se equivocando. Agora não há mais lugar prá isso. Estamos na reta final e temos que acelerar e atropelar quem aparecer pela frente. Tenho certeza, que as dificuldades vão fazer com que o ataque deslanche de uma vez por todas, convertendo em números a superioridade do time de Palestra Itália. Vamos lá, Palmeiras, tirar todas as pedras do nosso caminho. O próximo é contra os bambis. Pau nelas, Verdão!  E deixa que a diferença do Grêmio a gente tira quando eles vierem à nossa casa. Bambis do Sudeste e do Sul vão sentir a fervura do Caldeirão Verde. Eles não perdem por esperar. A Que Canta e Vibra vai preparar a festa palestrina. É briga de cachorro grande? Então é com a gente, mesmo!! BOOOORA VERDÃO, BUSCAR ESSE PENTA!! Faltam nove jogos!!

GUENTA CORAÇÃO… FALTAM SÓ DEZ!!

Já fazia algum tempo que eu não ia ao Palestra. Na verdade, desde a venda de Valdívia. Fiquei muito triste e perdi o pique por umas rodadas. Mas, coração palestrino é fogo. Bate no ritmo da bola sendo tocada em campo. Não dá para resistir, ainda mais agora que o Penta já desponta, ali na esquina da Turiassu. Mais um pouquinho e “ele” entra pelos portões escancarados do Palestra Itália.

Como é de costume, a Turiassu estava lotada de camisas verdes prá todos os lados. Muito riso, muito papo com amigos, muita confiança… A torcida já sabe que o título do Brasileiro 2008 saiu da esfera do sonho, há muito tempo. Temos tudo para ganhar esse campeonato. Temos time, técnico, Depto Médico e uma torcida maravilhosa. Quem esteve no Palestra ontem, sabe que participou de uma festa linda, de arrepiar. Com a nossa casa lotada, num colorido maravilhoso, mistura de verde, branco, verde-limão, até a chuva deu lugar ao sol para que a festa fosse ainda mais bonita.

Dentro de campo, a superioridade do Palmeiras é gritante. O Galo está todo na defesa. Eu ainda esqueço e procuro o Mago por lá, que pena que ele não está. Nossos jogadores são bons, raçudos e parecem estar determinados a ganhar mais três pontos. Mas, num vacilo de Maurício, que continua tendo a minha total confiança, o Galo abre o placar. Infelicidade de um garoto que joga futebol de gente grande. Por essa ninguém esperava… Mas o Verdão vai “prá cima”. Apenas um “detalhe”, faz com que os nossos atacantes não transformem em gol algumas jogadas. Acredito que muitas vezes, a bola fica por tempo demais nos pés de alguns jogadores e na hora de tentar o passe perfeito, os adversários já tomaram  a bola, ou o jogador que vai receber o passe já não está mais livre. E isso faz com que Alex Mineiro tenha  que voltar várias vezes para buscar o jogo.

Mas time que é bom não depende apenas do artilheiro, né? Numa troca de passes na área do Galo, o nosso goleador Alex, recebeu de costas e, num lance genial, percebeu e lançou Leandro que só mandou prás redes. Golaço! O Palestra explodiu! A torcida que já não parava de cantar, foi à loucura. A alegria nas arquibancadas (onde eu estava) era imensa! Ao lado das irmãs, de coração, que o Palmeiras me deu, eu quase morri de alegria. Não sabia se abraçava a Marta ou a Márcia, então abracei as duas de uma vez só. A outra irmã, Flavinha, que estava no trabalho, se fez presente atráves de torpedos enviados durante todo o jogo. Depois do empate, tava na cara que a gente ia virar o placar. As oportunidades apareciam, mas aquele “detalhe” estava sempre atrapalhando. Faltava inspiração…

Segundo tempo e Luxa mexeu no time. Tirou Martinez (que bola está jogando o “Parmito”) e Pierre, para colocar Léo Lima e Evandro. E essa formação deu certo . Os passes começaram a melhorar… Léo meteu uma bola na trave, mas o gol da virada não saía. Kléber perdeu a chance na cara do goleiro… Ainda faltava inspiração, quando Luxa sacou Elder Granja para colocar Denilson em campo. Eu, que não ando gostando das atuações dele, reclamei. Mas ele não precisou nem de um minuto para, num drible perfeito, achar o Alex sozinho na cara do gol e tocar. O artilheiro só matou no peito e fuzilou o goleiro do Galo. Era a virada! “Chiqueirooooo! Chiqueirooooo! Chiqueirooooo! Festa no Chiqueiro!” A Que Canta e Vibra era um espetáculo que a torcida do Galo todinha se virou para admirar! Milhares de camisas verdes e brancas agitadas ao alto! De arrepiar o mais frio dos mortais!!

E já que era festa, dia de Denilson, não podia ser de outra pessoa o terceiro gol do Palmeiras. Bola rebatida pelo goleiro e ele, esperto e inspirado, só tratou de mandar prás redes. O Palmeiras venceu a partida, ganhou os três pontos, garantiu a liderança, Marcão usou a linda camisa “400″, Leandro recebeu a sua, pelos 100 jogos, a torcida ficou feliz da vida…  E, mais uma vez, o título é só uma questão de tempo. Mais precisamente… 10 jogos. ÔÔÔ VAMOS GANHAR PORCOOOO!